quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cenário - A Torre da Fronteira 1

A TORRE DA FRONTEIRA

João Eugênio Córdova Brasil & Júlio Oliveira



“Eu conheço este olhar que vocês têm no rosto! É igual à todos os que percebem que fizeram uma burrada. Foi o mesmo olhar que eu tinha na cara logo que cheguei aqui quando ainda era um recruta, como vocês!” – esbravejava um anão de trejeitos muito rudes e barba ornada em uma enorme trança.

“Aqui vocês servirão à sua raça fazendo aquilo que sabemos fazer de melhor, proteger nossa adorada Doherimm” – ele continuava falando enquanto caminhava de um lado para o outro arrastando os seus pés no chão arenoso e continuou, após uma pausa – “Aqui aprenderão a serem guerreiros de verdade.”

Ele abriu os braços de costas para os recrutas como numa encenação – “Aqui, na Torre da Fronteira, no maior basteão armado do norte do reino dos anões, o verdadeiro alicerce de nossas defesas, aqui vocês serão guerreiros de verdade.”

“E por que este ponto é tão importante? Por que aqui, no meio do nada, tão abaixo da superfície é tão importante? Porque do outro lado desta enorme torre e de seus intransponíveis portões está a Grande Câmara. Um lugar tão gigantesco quanto perigoso. Um lugar que fará vocês rezarem a Tenebra todo o dia para saírem daqui e rogarão à Heredrimm toda a sua força. Um lugar onde encontrarão as criaturas mais perigosas que já se ouviu falar, e outras tantas que nem imaginavam que existiam.”

“Minha função é ensinar vocês a serem dignos de pertencerem à uma raça tão valorosa quanto a nossa. Aqui se transformarão me anões de verdade. Espero que odeiem este lugar.”


HISTÓRIA

Para aqueles que pensam que Arton se restringe a tudo o que os olhos conseguem ver na superfície o engano é certeiro. Muita coisa está longe das vistas dos moradores do Reinado. Maravilhas se escondem nas profundezas dos mares abraçados pelo deus Oceano. Riquezas incontáveis embelezam outros planos, junto dos deuses. E uma civilização inimaginável vive abaixo de nossos pés, tão antigo quanto o próprio continente – este é o reino dos anões.

O reino dos anões é praticamente desconhecido pelos habitantes da superfície, embora muitas sejam as histórias contadas. Poucos são os privilegiados que foram conduzidos até seus recantos para encherem seus olhos com suas belezas feitas de metal e pedra. A localização de sua capital, Doherimm, é guardada à sete chaves e é, por muitos, considerado o lugar mais seguro de Arton.

Quando falamos em anões logo temos em nossas mentes a qualidade de seus guerreiros e a honra que permeia suas vidas. Mas, além de tudo isto, reconhecemos a fama que possuem de incríveis construtores. Todos dizem que quando um anão coloca as mãos em algo consegue moldá-la ao seu prazer. Seus serviços, quando estão dispostos a vende-lo, é disputado sendo garantia de qualidade. Contam as lendas que todo os principais castelos e fortificações de Arton foram construídos ou orientados por algum anão.

Mas essa fama não é à toa. Realmente o conhecimento anão em construção é uma realidade palpável. E a prova disto está longe até dos olhos de muitos anões. O maior de todos os feitos, desta incrível civilização, é a Torre da Fronteira.

Os anais da civilização anã remontam a construção de Torre da Fronteira à poucas dezenas de anos após a fundação de Doherimm, por anões vindos de Arton-sul, provavelmente. Contam que anos depois da fundação da capital anã, insistentes ataques eram realizados contra Doherimm. Criaturas das profundezas avançavam contra os domínios dos anões causando grandes problemas.

O inconveniente não poderia durar mais. Soluções foram procuradas em muitos níveis. O mapeamento dos arredores da capital anã foi uma das primeiras iniciativas. Boa parte das profundezas do subsolo do Reinado é permeado por uma enormidade de túneis e cavernas. Nos arredores de Doherimm não era diferente. Assim pretendiam procurar os caminhos que seus inimigos usavam para empreender seus ataques.

O responsável encarregado deste mapeamento foi Klóin Forjador. Considerado um dos melhores rastreadores das cavernas de toda a população anã, Klóin decidiu que deveriam realizar expedições o mais rápido possível para poderem levantar defesas seguras em pontos estratégicos. Já tinham conhecimento de que os pontos mais críticos eram ao norte e ao sul da capital. Assim duas grandes caravanas militares foram organizadas. Uma delas, a do sul, seria chefiada por seu irmão mais novo – Tróly – enquanto ele mesmo comandaria a segunda caravana, para o norte.

Foram semanas de estudos, pesquisas e combates. No sul não houveram grandes surpresas. Tróly rapidamente descobriu que não precisavam temer grandes perigos daquela região, pelo menos nada que não pudessem enfrentar facilmente. Mas no norte as coisas foram diferentes. Combates cada vez mais intensos surpreendiam Klóin quanto mais seguiam para o norte. Tanto que por mais de uma vez foi obrigado a pedir reforços, mantimentos e armas para a capital.

Na quinta semana de marcha, lenta, rumo ao norte, realizaram a maior de todas as descobertas. Saindo de um enorme corredor, que só pelas dimensões já era impressionante, encontraram o que chamariam de A Câmara. Era uma estrutura natural de quilômetros de diâmetro e largura que formava um gigantesco espaço vazio debaixo da terra. Mas isso não era o mais incrível. Ao se depararem com este vazio, tinham a impressão de terem saído à superfície num dia de lua cheia. Algum fenômeno desconhecido para os anões, naquele momento, fazia com que as paredes da gigantesca câmara conferissem uma parca luminosidade azul escuro, como um luar, ao ambiente. Ficaram logo maravilhados, mas a sensação durou pouco. Junto com a descoberta da Câmara encontraram a origem dos problemas da civilização anã – uma outra civilização de criaturas muito pálidas já habitava aquele lugar. Em um número enorme as forças adversárias, estranhas para os anões, eram numerosas e vorazes. Pelo que perceberam essas criaturas vinham de muito além da extremidade desta enorme câmara, mas naquele enorme espaço é que se reuniam para os ataques. O encontro com os inimigos não foi nem um pouco amistoso.

A força da investida foi enorme, mas os anões valeram-se de sua perspicácia e inteligência. A sobrevivência do contingente anão só foi possível por usarem a geografia daquele lugar ao seu favor. A Câmara afunilava no seu encontro com o túnel que levava até Doherimm. Usaram desta forma a entrada do túnel para facilitar sua resistência contra o inimigo restringindo o poderio ofensivo deles.


A vitória foi sangrenta e difícil, mas alcançada. Klóin logo percebeu a incrível dificuldade que tinham nas mãos. Mas, ao mesmo tempo, percebeu que já tinha a solução. Voltou para Doherimm e solicitou o envio de mais guerreiros e dos melhores construtores da capital. Explicou sua estratégia ao monarca – construir a solução final para os problemas do reino. Ele mesmo iria ser o arquiteto daquele monumento à defesa do reino.

Foram décadas de lutas e esforço. Mas o sangue e o suor foram recompensados. Quando a última pedra foi colocada em seu lugar, Klóin teve certeza que sua obra duraria mais do que o mundo.

Assim nasceu a Torre da Fronteira.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Cinema - Notícias

Pesadelo, Tropa e Piratas

Hora do Pesadelo: o remake do clássico do terror dos anos oitenta teve alguns pôsteres apresentados. São três diferentes pôsteres para dar um gostinho para os fãs. O rosto do clássico vilão – Freddy Krueger – ainda é um segredo guardado à sete chaves. Com direção de Samuel Bayer (dirigiu o clip “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana) e produção de Michael Bay (“Transformers”), temos no elenco Kyle Gallner (“Evocando Espíritos”), Katie Cassidy (“Busca Implacável”), Thomas Dekker (“Uma Prova de Amor”) e Kellan Lutz (“Crepúsculo”). Estréia em 30 de Abril.


Tropa de Elite 2: pelo visto esta será uma produção que servirá de divisor de águas no cinema brasileiro. Os gastos são dos mais impressionantes. Um bom exemplo disso é a reprodução de Bangu I num cenário gigante de 500 metros quadrados. Foram dois meses de trabalhos minuciosos utilizando mais de quarenta profissionais especializados.

Piratas do Caribe 4: as primeiras informações davam conta que o vilão do quarto filme seria o Capitão Nemo, mas novos rumores surgiram. Segundo o site CineNews, Ian McShane (“Deadwood” e dublagens em “Kung Fu Panda” e “Coraline”) estaria sendo sondado para interpretar Barba Negra.

Zumbis em Porto Alegre - Anotação 2: Chegando em Porto Alegre


Anotação 2 - Chegando em Porto alegre
Vou começar a rememorar o início deste inferno que já dura quatro meses.

Eu estava voltando de dois dias de trabalho duro em Santa Maria. A viagem de lá para Porto Alegre não leva mais do que quatro horas de carro. Era uma sexta-feira e eu nem imaginava o que já estava acontecendo naquela manhã. Tinha passado a última semana na cidade de Mata, alguns quilômetros depois de Santa Maria, numa conferência universitária sobre comunidades indígenas. Depois resolvi esticar mais dois dias em reuniões na Universidade Federal de Santa Maria. Lá fiquei sabendo que o mundo estava virando de pernas para o ar, mas ainda eram rumores esparsos, comentários incrédulos de cientistas, piadas de estudantes e telejornais sensacionalistas.

As informações sempre salientavam que nunca poderíamos ser atingidos por aquele mal, e mesmo que fossemos não precisávamos entrar em pânico, pois haveria um plano infalível de controle. Isso havia começado no início deste mês, janeiro. Casos isolados nos Estados Unidos, Austrália, China, França e em países do sul da África. Dias depois já havia quase uma centena de casos, e duas semanas depois já haviam casos espalhados por todos os continentes. Mas as notícias ainda eram as mesmas – que tudo estava sob controle e de que o Brasil está protegido. Em rede nacional ministros se revezavam conclamando todos para manterem a calma e tornarem-se uma só força contra a ameaça. Talvez por isso que não cancelaram o Congresso de Mata.

No início da semana em que voltaria para Porto Alegre, vinte dias depois da primeira notícia, havia surgido um caso de um passageiro de um voo que vinha de Miami com conexão em São Paulo. Ele havia entrado em colapso em pleno ar, mas conseguiram trancá-lo num compartimento do 747 da TAM. Depois que o avião pousou nada mais se falou sobre o caso, tendo sido claramente abafado. A Radio Gaúcha dava informes hora a hora sobre notícias vindas de todo o mundo e do resto Brasil. Eram informações desencontradas que mais deixavam dúvidas do que certezas – algo que sabiam fazer muito bem para manter a audiência dando conectada.

No meio da semana, três dias atrás, o Hospital das Clínicas de Porto Alegre havia informado sobre meia dúzia de casos, além de outros em Caxias do Sul, Pelotas e Uruguaiana. Na sexta-feira pela manhã, antes de começar a viajem de volta foi dado um alerta em Porto Alegre, bem como em várias outras capitais, com toque de recolher, fechamento de escolas e repartições públicas. O exército iria assumir o controle das ruas das cidades. Ainda diziam que era apenas de forma preventiva. As notícias da mídia estavam sendo claramente controladas.

De qualquer forma eu iria voltar à Porto Alegre.

Depois de abastecer minha caminhonete passei em um supermercado de Santa Maria e fiz um pequeno rancho, não só por não ter nada em casa quando chegasse, mas também por um palpite de que havia algo estranho no ar. Comprei o básico para se precisasse ficar em casa. Macarrão instantâneo, água, leite em pó, barrinhas de cereal, alguns enlatados, pilhas, fósforos, alguns medicamentos básicos. Tudo o que desse para carregar e que não fosse perecível. O clima de histeria ainda não tinha começado, mas muita gente estava indo aos mercados para deixarem as dispensas cheias.

Estava dando carona para mais dois colegas da UFRGS. Eles seguiram o meu exemplo e compraram algumas coisas também aproveitando o espaço da caminhonete. O Paulo estava preocupado pois não consegui falar com sua família desde a noite do dia anterior e o celular sempre dava a mesma mensagem de impossibilidade de completar a chamada. O Raul teve mais sorte e havia falado com seu irmão, mas as notícias não eram animadoras. Ele disse que a noite havia sido muito conturbada e passaram escutando tiros, estavam com energia elétrica de forma precária e as rádios e sites não davam informações concretas. Muitos parentes e amigos estavam juntos para se sentirem mais seguros.

O Paulo nos apressou o quanto deu. Ele que era caçador estava levando consigo uma espingarda de algum tipo e uma barraca. Não conhecia e ainda não conheço o suficiente sobre armas, só sabia que ele caçava no Taim durante o outono e havia levado sua arma para Santa Maria, pois um amigo de lá, especialista, o presentearia com uma nova, além de fazer uma reforma na sua. Quando começamos a viajem, lá pelas oito e meia da manhã, ele se sentou ao meu lado, no banco do carona com as armas, dentro de seu saco de transporte, no colo. Ele estava nitidamente apreensivo e com olhar agitado.

A viajem foi tranquila nas primeiras duas horas até chegarmos em Santa Cruz do Sul. A única coisa que notávamos era o enorme fluxo de carros vindo da direção de Porto Alegre para o interior. Mesmo assim não era o suficiente para me assustar. Paramos num boteco de beira de estrada, junto de posto de gasolina, para usar o banheiro e comer qualquer coisa, mas sem perder muito tempo. Logo que entramos foi flagrante as caras de susto de todos. Num dos cantos do bar um velho ficava trocando de canal numa televisão velha tentando ver se consegui sintonizar alguma coisa em vão. O sinal dos celulares e internet mal pegavam nesse local e nos deixavam às escuras também. Usamos o banheiro e compramos qualquer coisa pronta para comermos no caminho. Aproveitei e enchi dois galões de 25 litros de água com gasolina, se a coisa estava tão ruim assim a primeira coisa a acabar seria combustível.

Começamos a andar no limite do aceitável para aquela caminhonete. Estávamos todos apreensivos agora. O fluxo contrário era cada vez maior e foi ficando cada vez maior até chegarmos à Nova Santa Rita, ao lado de Canoas. Ali havia um primeiro bloqueio militar barrando a passagem de quem viesse da direção de Porto Alegre. Como estávamos indo para lá eles não se mostraram preocupados e nem mencionaram fazer qualquer tipo de sinal nos impedindo.

Quando saímos da estrada Tabaí-Canoas e pegamos a estrada para Porto Alegre é que começamos a notar algo muito estranho. Não havia ninguém caminhando nas ruas. Apenas carros vindo da direção de Porto Alegre. As ruas estavam desertas demais para aquela hora do dia. Escutávamos o som de tiros momento à momento e víamos focos de incêndios ao longe espalhados pela área da cidade, que é vizinha a Porto Alegre. Era um vazio perturbador.

Acelerei ainda mais o carro principalmente pela inexistência de tráfego na nossa pista. Por um momento ou outro Raul jurou ter visto algo rastejando por uma rua lateral ou viela, mas não paramos para conferir. Soldados, principalmente nas proximidades da Base Aérea de Canoas, preparavam barricadas com sacos de areia costeando alguns blindados. Armados demais para ser apenas precaução.

Deste ponto já conseguíamos ter um visual da capital do Rio Grande do Sul. Era quase meio dia e aquilo parecia uma praça de guerra. Focos de fumaça subiam em incontáveis pontos. O fluxo de carros já quase inexistia. Havia pessoas correndo com malas e trouxas à tiracolo passando por carros abandonados com suas porta escancaradas em frente à um bloqueio que os impedia de sair. Para atravessá-lo tivemos que passar por dentro de uma empresa de transporte, um pouco antes do aeroporto Salgado Filho, que estava com os portões escancarados. Por mais de uma vez quase atropelei pessoas que vinham pelo meio da rua e não davam bola para nós.

Entre o aeroporto e a Estátua do Laçador haviam pelo menos duas dezenas de blindados e nem sei quantos soldados. Eles disparavam suas armas de forma intercalada, mas não víamos no quê. Parecia uma cena de filme de ação, mas real. Seria impossível passarmos por ali. Com isso meus colegas estavam apavorados com suas imaginações fervilhando. O Raul estava com o corpo para fora, sentado na janela de trás para tentar enxergar algo. O Paulo já havia tirado um dos rifles da bolsa e o levava grudado ao peito.

Parei o carro e pensei por um minuto tentando criar uma rota alternativa. Pisei fundo e costeei o aeroporto atravessando por detrás dele, onde anteriormente vilas que foram retiradas para ampliação da pista de pouso. Enquanto passávamos por ali vimos uma pista de decolagem virada em um verdadeiro pandemônio, mas muito longe para que pudéssemos entender o que estava realmente acontecendo. Alcancei a avenida Assis Brasil, perto de outra das saídas de Porto Alegre, mas desta fez estávamos antes do bloqueio militar. Quando apontamos com o carro na esquina os soldados começaram a gesticular e apontar, mas eu não entendi o que queriam dizer. Foi o Raul que gritou “Puta merda, olha só....!”

Eu e o Paulo nos viramos para o lado oposto aos soldados e demos de cara com pelo menos uma centena daquelas coisas vindo pelo meio da rua de forma lenta. E ao longe pareciam haver uma outra leva bem maior deles. Um desavisado saiu correndo de um dos prédios mas foi literalmente soterrado por aquelas coisas, lentas, mas constantes. Não foi uma cena bonita. Estávamos os três paralisados. O Raul jogou-se para dentro da janela e fechou seu vidro como se aquilo fosse um escudo impenetrável, mas era apenas medo.

Quando percebemos havia alguns daqueles zumbis de forma esparsa por todo o lado como se fossem chamados para aquela avenida. Alguns muito próximos. Nós estávamos sem ação. Uma coisa é escutar algumas notícias, outra e estar no meio da notícia.

De repente um deles saído Deus sabe de onde pulou no capo da caminhonete nos tirando daquela apatia mortal. Ele deu um murro no para-brisa fazendo o carro estremecer. Era uma visão pavorosa. Ele era um homem, ou o fora quando vivo, mas estava agora com o rosto desfigurado e coberto de sangue. Uma parte de suas bochechas estava faltando e deixando seus dentes à mostra. Não tinha um dos braços também, arrancado na altura do ombro. Mesmo assim aprecia incrivelmente mortal.

Instintivamente eu acelerei o carro fazendo-o perder o equilíbrio e forçando-o ao chão. Nós atravessamos a avenida em meio à tiros que não nos acertaram por pouco e entramos numa rua estreita de um bairro residencial indo na direção da zona leste. A imagem por onde passávamos agora era outra. Era macabra. Era mortal. A horda estava vindo daquele lado. Haviam muitos corpos espalhados pela rua – inteiros e aos pedaços. Soldados e civis. Era o sinal de que uma luta havia ocorrido não fazia muito tempo. De quando em quando presenciamos um dos supostos mortos sofrer como se fosse algum tipo de espasmo e levantar, como por milagre.

Pessoas normais ainda corriam de um lado para o outro, perseguidas ou não. Alguns tentavam manter seus lares disparando e atacando à menor aproximação de um daqueles zumbis. Mas cada vez havia mais e mais destas pestes surgindo de todos os lados.

Permanecíamos mudos enquanto a única certeza que eu tinha, enquanto acelerava ao máximo, era que as coisas ainda iam piorar muito. Eu estava tão atônito que nem me lembrava do básico – ligar para a minha filha. Pedi para o Raul e para o Paulo tentarem usar o celular para ver se conseguiam falar com alguém.

Apenas algumas operadoras estavam completando as ligações, mas infelizmente não consegui completar a ligação para casa. Raul conseguiu falar de novo com seu irmão. As notícias eram ainda piores. Todos estavam escondidos na casa dele na zona sul da capital, no bairro Serraria. Ele disse que a vizinhança estava enlouquecida e que haviam muitos mortos espalhados pela rua, além de muitos zumbis perambulando, mas que ainda estavam incógnitos. Ele prometeu que iria buscá-los no que desse.

Depois de uma conversa rápida decidimos tentar chegar à minha casa primeiro que ficava no caminho, no bairro Intercap. Os outros dois residiam bem mais para o sul da cidade, em Teresópolis e no Guarujá.

Nossa sorte é que conforme íamos nos afastando da zona norte de Porto Alegre as coisas iam se acalmando, pelo menos na quantidade dos zumbis. O maior problema é que haviam muitos carros parados pelas ruas que já eram estreitas, além de muitos acidentes. Isso nos obrigou à ziguezaguear por uma infinidade de ruas transversais. Acabamos saindo na Manoel Elias, perto da ex-Faculdade Porto-alegrense.

Daqui seria apenas mais uns dez minutos, se não tivéssemos nenhum bloqueio, para chegar em casa.

Confraria de Arton completa 2 anos

Mais um ano de vida!!!

Pois é pessoal... completamos mais um ano. Desde o dia 24 de fevereiro de 2008 estamos na luta. Ora sozinho, ora com algum colaborador, mas sempre na luta, sem esmorecer e sem deixar aqueles que nos acompanham sem novas postagens.

Neste último ano conseguimos realizar algumas coisas interessantes. Levar adiante o "Material de Apoio - Lâminas", que me trouxe muito prazer em realizar; ampliar a variedade de tipos de postagens; subir muito no rankin nacional de blogs de RPG; criar ótimas parcerias.

E para o novo ano de vida teremos muitas coisas interessantes para apresentar. À começar pelo "Zumbis em Porto Alegre", um novíssimo material de apoio e um novo mini-cenário para Tormenta.

Espero que continuem nos acompanhando e curtindo tanto quanto eu!!! Obrigadão!!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cinema - Notícias

Terceiro Batman e um novo Mortal Kombat

Batman: com o roteiro praticamente pronto para o terceiro filme da nova série do homem-morcego, as especulações não param. O site Comic Book Movie lançou uma série de rumores ainda não confirmados. Entre eles temos que o vilão deste terceiro filme seria o Charada, que descobriria a verdadeira identidade do herói. Ainda teriam espaço no filme os vilões Pingüim e Dr Freeze. Outro elemento muito inspirador seria mais enfoque no ambiente do Asilo Arkham. Ainda, na onda dos rumores, haveriam as primeiras menções sobre Metrópolis e sobre Lex Luthor, o que nos deixa com a expectativa se num futuro poderíamos ter um filme com Batman e Superman, juntos. Mas, por enquanto, ainda são só especulações e rumores.

Mortal Kombat: uma briga judicial iniciou para ver quem fica com os direitos sobre a franquia. Sem nada de novo desde 1997, há uma grande chance de um reboot para breve. Mas só depois do resultado na justiça da briga entre a Warner Bros e a Threshold Entertainment. A Warner realizou uma compra conjunto dos direitos sobre a maioria dos jogos da Midway que estava a beira da falência – e Mortal Kombat era um deles. Quando a Warner começou o processo de pré-roteirização de um novo filme para a série, a Threshold entrou na justiça afirmando já ter os direitos, adquiridos com a própria Midway, para um terceiro filme. Novas notícias sobre um novo filme só depois de resolvida está pendenga judicial.... mas que haverá um novo filme temos certeza!!!

Quadrinhos - Reestruturação da DC

Grandes Mudanças na DC

É inegável que a DC Comics perdeu uma grande fatia do mercado editorial de quadrinhos na última década, principalmente para a Marvel. Necessitando de mudanças imediatas a presidente do grupo DC Entertainment, Diane Nelson (foto abaixo), promoveu grandes mudanças numa reestruturação da empresa. Isso já havia iniciada em outubro de 2009 com o desligamento do então Publisher Paul Levitz. Esta semana a reestruturação continuou.

Dan Dildo e Jim Lee (criador da Wildstorm) serão coeditores, o primeiro sediado em Nova York e o segundo na costa oeste, realizando uma ponte DC/Warner Bros. Ainda teremos Geoff Johns no cargo de executivo-chefe de criação, John Rood no Marketing-vendas e Patrick Caldon como sócio executivo. Em suma serão esses cinco ocupando o cargo de Paul Levitz. Uma verdadeira reviravolta na DC. Tudo isso para tentar dar uma alavancada nas edições da DC, da Wildstorm, da Vertigo e da revista Mad.

Os problemas que a editora vinha enfrentando, segundo o site da UniversoHQ, não eram poucos: “brigas com Alan Moore; a incapacidade de fechar um contrato com Neil Gaiman para escrever Sandman Zero; a saída de autores importantes, como Garth Ennis e Warren Ellis, devido a contratos que pouco favoreciam esses artistas; a demissão de Scott Dunbier, criador do formato Absolute de encadernados de luxo; os problemas com a série All-Star Batman & Robin, do próprio Jim Lee, que chegou a ser ridicularizada internamente por funcionários; o cancelamento e perda do título The Boys, hoje um grande sucesso independente; dentre outros; uma estrutura coorporativa e inchada e um processo de produção lento”.

Apenas o tempo nos dirá se essas mudanças surtirão algum efeito. Como sabemos bem esse segmento do mercado responde de forma lenta e a visibilidade das mudanças pode levar alguns meses.

Arquivo de Fichas - d20

Durkon Thundershield - Ordem do Graveto


Cleric 13
Medium Humanoid (Dwarf)
Hit Dice: 13d8+39 (101 hp)
Initiative: +0 (+0 Dex)
Speed: 20 ft. (4 squares)
Armor Class: 27 (+10 armor, +3 natural, +4 shield), touch 10, flat-footed 27 (+4 dodge bonus vs. giants)
Base Att/Grapple: +9/+11
Attack: +2 warhammer +13 melee (1d8+4); or spell +11 melee touch or +9 ranged touch
Full Attack: +2 warhammer +13/+8 melee (1d8+4); or spell +11 melee touch or +9 ranged touch
Space/Reach: 5 ft./5 ft.
Special Abilities: +1 attack vs. orcs and goblins, spells
Special Qualities: Darkvision 60 ft., stability, stonecunning, turn undead 6/day (CL 13th; +2 synergy bonus)
Saves: Fort +11, Ref +4, Will +13 (+2 to saves vs. spells or poisons)
Abilities: Str 14, Dex 10, Con 16, Int 11, Wis 17, Cha 9
Skills: Appraise +0 (+2 to appraise stonework), Concentration +8 (+12 to cast defensively), Craft (stoneworking) +3, Diplomacy +5, Heal +10, Knowledge (religion) +5, Spellcraft +6
Feats: Combat Casting, Eschew Materials, Extra Turning, Improved Turning, Iron Will, Weapon Focus (warhammer)
Environment: Material Plane
Organization: Solitary (unique); or party (Order of the Stick)
Challenge Rating: 11
Treasure: +2 full plate, +2 large steel shield (Thundershield heirloom), +2 warhammer (Thundershield heirloom), amulet of natural armor +2, girdle of masculinity/feminity, holy symbol of Thor
Alignment: Lawful good

Spells: (Levels 0-7): 6/6+1/5+1/5+1/4+1/3+1/2+1/1+1; save DCs = 13 + spell level.
Domains: Thunder and War.
Caster level 12th.
Spells Prepared: 0 - create water, detect magic, detect poison, light, purify food and drink, read magic; 1st - bless, bless water, divine favor, endure elements, entropic shield*, remove fear, shield of faith; 2nd - aid, bull's strength, gust of wind*, hold person, lesser restoration, silence; 3rd - call lightning*, daylight, dispel magic, meld into stone, remove disease, wind wall; 4th - death ward, dismissal, divine power*, freedom of movement, restoration; 5th - call lightning storm*, disrupting weapon, righteous might, wall of stone; 6th - chain lightning*, greater dispel magic, undeath to death; 7th - control weather*, resurrection.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Zumbis em Porto Alegre - Anotação 1: Primeiras lembranças

 

Anotação 1 - Primeiras lembranças
Parece mentira. Até quarta-feira eu tinha apenas duas certezas – de que éramos os únicos vivos no mundo e que aquele rádio de merda não serviria nem como peso de papel. Ledo engano. Nas duas. Depois de meses mantendo-me vivo em Porto Alegre, neste caos em que o mundo se transformou, acordei hoje com um gosto diferente na boca.

Regularmente eu dava uma ligada num aparelho velho de radioamadorismo que ficou de herança de meu avô, embora soubesse apenas o mínimo para seu funcionamento. Nem sei bem por que eu o separei quando selecionava o que seria útil quando estava procurando um esconderijo para mim. Mas de qualquer forma eu o ligava, graças à uma gambiarra com baterias de carro e um transformador, por cerca de meia hora por dia em horários diferentes. Quando comecei a fazer isto, um mês depois que este inferno começou, ainda consegui me comunicar com um casal em Buenos Aires e mais meia dúzia de pessoas espalhadas pelo Brasil. Mas dia a dia os contatos iam escasseando, até que poucas semanas depois não recebi mais nenhuma resposta. Depois disto era só estática.

Cinema - Tekken, o filme

Novas fotos lançadas

Foram disponibilizadas algumas fotos novas da adaptação do famoso game da Namco. Nelas temos principalmente o personagem Lee Kazama. O que os críticos perceberam de imediato, segundo alguns sites, foi a preocupação em deixar os atores o mais parecido com os personagens. Outra informação disponibilizada foi que Cyrill Raffaelli ("B13 - Ultimatum") foi o escolhido para coreografar as lutas utilizamdo técnicas de pakour.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Livros - O Museu

O MUSEU – Véronique Roy

Desde o lançamento de Código Da Vinci tivemos muitas obras influenciadas claramente por ele. Mas nenhuma com tamanho sucesso. O Museu, de Véronique Roy, é um thriller policial da melhor qualidade, superando inclusive as vendas sempre constantes das obras que apresentam o doutor Langdon.

A obra parece ter uma temática banal colocando frente à frente um cientista – o dr Peter Osmond, geólogo e paleontólogo da Universidade de Harvand – e um geofísico do Vaticano – o padre Marcello Magnani. Juntos eles investigarão um meteorito na tentativa de descobrir se haveriam ou não vestígios de vida fora da Terra. Mas então o Museu em que estão estudando – Museu de História Natural de Paris – é assolado por macabros e sanguinários crimes, obrigando os dois cientistas a se juntarem para a solução do mistério. A obra leva o leitor à uma incrível corrida contra o tempo, ao mesmo tempo que discutes as teorias criacionista e evolutiva.

Traduzido em vários idiomas é a febre dos últimos meses, e aqui no Brasil não e diferente. A editora Bertrand Brasil acertou me cheio em apostar nessa obra de 378 páginas. Para os interessando à uma ótima crítica feita por Romilda Raeder no Le Monde Diplomatique.

Curso de Heráldica

CURSO DE HERÁLDICA

Escudo: Os esmaltes

Peles


Desde o início da história do homem um dos principais materiais utilizados para a proteção contra o frio e a intempérie foram as peles. Na Europa isso foi uma constante. Não por menos que esse elemento acabou ganhando seu espaço na representação de armas de muitos cavaleiros e reinos. As principais peles usadas em brasões eram de roedores europeus conhecidos por arminhos. Eles possuem uma pelagem muito branca com uma mancha preta apenas na ponta da cauda.

Existem duas interpretações para o uso da peles desses animais. A primeira seria uma lenda européia. Segundo esta lenda os arminhos seriam animais extremamente limpos. E, se fossem encurralados, onde a única forma de escapar fosse por um caminho que sujasse a sua pelagem, eles prefeririam ser mortos. Isso era interpretado como alguém que preferia a morte a ter seu nome e posição sujos. A outra explicação veria de uma interpretação um pouco mais realista. Segundo ela as peles desses roedores eram muito mais caras e representativas de riqueza e status (diferente de peles de animais maiores). Essa segunda versão também era corroborada pelo fato de a maioria dos mantos e vestimentas reais eram forradas por essas peles. De qualquer forma as peles acharam seu lugar dentro da construção dos brasões.

Tradicionalmente as duas peles mais utilizadas pela heráldica, embora não sejam as únicas, são a de Arminho e de Vieiro.

Arminhos
Essas são as mais tradicionais e as mais usadas peles da heráldica. Os arminhos são roedores semelhantes às doninhas com uma pelagem extremamente branca. Na heráldica as peles são representadas de forma estilizada representando o animal à que pertence. No caso dos arminhos a representação clássica é feita pela Mosqueta. Esse termo representa a pegada do arminho e sua cauda negra.


A representação do arminho (como de todas as peles) na heráldica necessita de alguma atenção. Sua representação e descrição parte do esmalte do escudo e depois descreve a cor da mosqueta. Veja os dois primeiros escudos abaixo.


O primeiro é: de prata, com três mosquetas em negro colocadas 2 e 1. Na segunda: de ouro, com três mosquetas em vermelho colocadas 2 e 1. Isso é quase que uma regra. Apresentamos a tintura aplicada ao escudo, e depois apresentamos a cor da mosqueta e sua disposição (isso será explicado depois).

A segunda representação das peles parte da relação da mosqueta com o escudo e sua tintura (veja os quatro escudos abaixo, na figura acima). Vamos entender da seguinte forma. Normalmente a mosqueta em cor negra é depositada sobre uma tintura (seja cor ou metal), embora na grande maioria das vezes isso acontece com metais. Desta forma temos quatro representações possíveis.

Nos quatro escudos da figura podemos perceber bem a relação da mosqueta com seus respectivos escudos. Conforme o metal, ou sua inversão na cor escudo-mosqueta, dá seu nome. É considerado como base a mosqueta negra sobre a prata, recebendo propriamente o nome de Arminho. Todas as outras três nomenclaturas são relacionadas à esse nome.

É importante salientar que toda a explicação das nomenclaturas é relativamente complicada, mas muito necessária se qualquer um ter em mãos a descrição de um brasão sem sua imagem.

Veiros
Esta é a segunda pele mais comum nos brasões. Sua representação é ainda mais estilizada que a dos arminhos. As figuras estilizadas representam a pelagem do Esquilo da Sibéria, que possui uma coloração azulada em suas costas e a cor branca na barriga. Durante a Idade Média os mantos eram forrados com as peles desse esquilo de forma alternada, lado a lado, cinza-azulado ao lado de branco. Por esse motivo que a estilização ficou com a configuração apresentada. Essa disposição das peles costuradas também deram o nome ‘veiro’, que vem do latim ‘de variis coloribus’, que significa ‘de cor variada’, passando para o francês ‘vair’ e espanhol ‘vero’, e chegou ao português ‘veiro’.

As imagens estilizadas são formadas por peças dispostas horizontalmente. Essas peças têm a forma de uma campânula (vaso de vidro ou metal em forma de sino). Devido à cor da pelagem do animal a cor básica do veiro é uma peça em azul, seguido de seu inverso em metal. Quando temos a campânula com outra cor de esmalte, dizemos que o mesmo está ‘veirado’ (por exemplo, se as cores fossem ouro e vermelho diríamos que a peça estaria ‘veirada de ouro e vermelho’). É importante salientar que o veiro deve sempre ocorrer entre uma cor e um metal, nunca podendo deixar lado a lado duas cores ou dois metais.


A variedade de disposições é enorme como, se pode perceber.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Arquivo de Fichas - d20

Fichas adaptadas para o filme 300

Leonidas (300)

Medium Humanoid (Human)
Hit Dice: 16d12 + 80 (184 hp)
Initiative: +8
Speed: 40 ft.
Armor Class: 27 (+11 defense, +4 Dex, +2 shield), touch 25, flat-footed 23
Base Attack/Grapple: +16/+25
Attack: Spear +21 melee (1d8 + 7 /x3) or spear +20 ranged (1d8 + 5 /x3)
Full Attack: Spear +21/+16/+11/+6 melee (1d8 + 7 /x3) or sword +19/+14/+9/+4 melee (1d8 + 5 /19-20/x2) and shield +19/+14/+9 melee (1d4 + 2)
Space/Reach: 5 ft. /5 ft. (10 ft. with spear)
Special Attacks: Knockdown, supreme cleave
Special Qualities: Damage reduction 5/-
Saves: Fort +13, Ref +13, Will +6
Abilities: Str 20, Dex 18, Con 18, Int 15, Wis 13, Cha 17
Skills: Balance +12, Climb +24, Jump +24, Intimidate +15, Knowledge (tactics) +21, Listen +11, Martial Lore +16, Spot +11, Survival +12, Swim +24, Tumble +15
Feats: Cleave, Combat Expertise, Combat Reflexes, Die Hard, Endurance, Great Cleave, Improved Grapple, Improved Initiative, Improved Shield Bash, Improved Toughness, Improved Two Weapon Fighting, Improved Unarmed Strike, Phalanx Fighter, Power Attack, Run, Two Weapon Fighting
Organization: Solitary (unique)
Challenge Rating: 12
Treasure: Possessions
Alignment: Lawful Neutral

Knockdown: Leonidas makes a free trip attack against any opponent who suffers 10 points of damage or more from his attacks. If Leonidas fails to knock the opponent prone, the opponent does not get a free trip attack against him.

Supreme Cleave: Leonidas can take a 5 ft. step before additional attacks made by his Great Cleave feat.

Possessions: Spear, sword, heavy shield


Espartanos [de forma geral]


Medium Humanoid (Human)
Hit Dice: 8d12 + 32 (84 hp)
Initiative: +3
Speed: 40 ft.
Armor Class: 23 (+8 defense, +3 Dex, +2 shield), touch 21, flat-footed 18
Base Attack/Grapple: +8/+11
Attack: Spear +12 melee (1d8 + 4 /x3)
Full Attack: Spear +12 melee (1d8 + 4 /x3)
Space/Reach: 5 ft. /5 ft. (10 ft. with spear)
Special Qualities: Damage reduction 2/-
Saves: Fort +9, Ref +9, Will +3
Abilities: Str 17, Dex 16, Con 16, Int 13, Wis 12, Cha 13
Skills: Balance +10, Climb +14, Jump +20, Spot +12, Survival +12, Swim +14, Tumble +10
Feats: Cleave, Combat Reflexes, Die Hard, Endurance, Improved Toughness, Phalanx Fighting, Power Attack, Run, Weapon Focus (spear)
Challenge Rating: 5
Treasure: Possessions
Alignment: Lawful Neutral
Possessions: Spear, heavy shield