segunda-feira, 21 de março de 2016

Checklis Marvel: Março de 2016


[Nota: este artigo, que normalmente sai nos primeiros dias do mês está atrasado por motivo de problemas no computador.]

Eis que março já está quase na metade e recém recebemos todas as informações sobre as publicações da Marvel que veremos nas bancas no decorrer deste mês. Mas antes tarde do que nunca. Este atraso se dá, provavelmente, também devido aos atrasos das edições chegarem às bancas. O destaque deste mês será o encadernada da Viúva Negra que trás as seis primeiras edições da personagem do volume 5 com um bom tempo de atraso,visto que foi lançado em março de 2014.

Lançamentos da Marvel no Brasil
em março de 2016


Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra #11


Será que o bando de heróis diversos do Doutor Destino será suficiente para proteger o Mundo de Vingadores? O cerco começa a se fechar em torno dos Poderosos Vingadores! Loki, Agente de Asgard, num impasse com Thor, até que se descubra quem de fato é o mais digno. Hulk: o Doutor Jade enfrenta uma Mulher-Hulk de um futuro alternativo. O Estigma, dos Vingadores, diante de uma ameaça que pode pulverizar a Terra. E ainda:a conclusão da história dos Fabulosos Vingadores!
Edições originais:
Avengers World #16
Captain America & The Mighty Avengers #2 e #3
Hulk #11
Loki, Agent of Asgard #9
Uncanny Avengers Annual #1
Páginas: 164
Preço: R$ 18,20

Dungeons (e mapas) para suas aventuras - 59


Mais uma cidade costeira

Mais um mapa show de cidade para sua aventura. Este lindo mapa é criação de Lingon B e foi retirado de seu perfil no Deviantart. Está é uma cidade de tamanho médio com peculiaridades muito interessantes. A começar pelo rio que divide a cidade em duas zonas, quase que de mesmo tamanho tendo um pequeno porto em ambos os lados do rio, desembocando no mar. A cidade é fortemente murada, inclusive ende a cidade encontra com a água. Pequenos estaleiros para embarcações de pequeno porte podem ser encontrados no rio mais ao norte, assim como um pequeno ancoradouro nas praias no sudoeste.

Ambas as zonas tem bairros mais abastados ao norte, com suas casas de dois ou três andares em ruas largas. Já as porções sul são de residências mais simples, com suas casas pequenas em vielas estreitas. Os pontos importantes estão separados entre os dois lados da cidade. Por uma preferência minha eu deixaria tanto a sede administrativa (casa do nobre) e os quartéis no mesmo lado da cidade. Embora haja uma feira do lado de fora (provavelmente com algumas moradias) lojas, tavernas, hospedarias e o grosso do mercado devem estar espalhado na parte interna da cidade.

Além disso, pontos que podem ser bem utilizados pelos mestres são o cemitério (ao longo do rio, ao norte), a floresta (oeste) e a Ilha da Morte (ao extremo sudeste). Fora isso fá pequenos aglomerados de moradias espalhados por toda a região.


Este mapa pode ser utilizado com facilidade em qualquer campanha de qualquer cenário.


sexta-feira, 18 de março de 2016

Seriados na Confraria: teaser de Luke Cage


Seriados na Confraria
Teaser de Luke Cage

A Netflix aproveitou a estréia da nova temporada de Demolidor e apresentou um teaser de Luke Cage. Neles temos o protagonista, interpretado por Mike Colter, com sua maior característica – invulnerabilidade! A estréia será em setembro!

Livro Star Trek: O Portal do tempo em pré-venda

Livro Star Trek: O Portal do Tempo
em pré-venda


Como se não tivéssemos livros nerds suficientes para ler, a Aleph nos trás a franquia Star Trek. “O Portal do Tempo”, escrito por A. C. Crispin (autor de obras tanto no universo Star Trek como também Star Wars), nos lança em uma alucinante e perigosa aventura onde o Capitão Kirk, Spock e o Dr McCoy terão de viajar no tempo para encontrar o filho de Spock e resgatá-lo da inevitável explosão do planeta onde se encontra. E tudo isso em meio à uma invasão Romulana. A obra de pouco mais de 250 páginas está em pré-venda nas principais livrarias online do país com valores por volta dos R$ 30 reais. O lançamento está marcado para 28 de março.


O Um Anel sairá para Dungeon and Dragons

O Um Anel sairá para
Dungeon and Dragons

Esta semana tivemos uma notícia muito interessante. A Cubicle 7 Entertainment está preparando uma adaptação de Senhor dos Anéis para Dungeons and Dragons. Não deve ser novidade para ninguém que a Cubicle 7 lança The One Ring (no Brasil ‘O Um Anel’) e seu CEO, Dominic McDowall fez o anúncio que pegou muitos de surpresa – “Estamos todos muito animados em estar trabalhando sobre o sucesso de The One Ring RPG e trazendo a Terra Média para os fãs de D&D. Unindo duas coisas muito próximas do coração dos jogadores... nem posso esperar o verão!”. Segundo a empresa The One Ring continuará com uma linha independente. A previsão de lançamento é no verão de 2016 (meio do ano).


quinta-feira, 10 de março de 2016

Publicação da Confraria: Os Caçadores de Abutre, para Tormenta RPG

Publicação da Confraria
Os Caçadores de Abutre


Logo que a Confraria de Arton estreou em fevereiro de 2008 eu a concebi como uma forma de dividir com os fãs de RPG os contos que eu adorava escrever. E boa parte da minha produção, principalmente nos primeiros tempos de blog, vinham primeiramente em forma de conto e depois iam assumindo a forma de uma aventura, de uma revista etc. Essa é minha forma de criação – imagino uma história e depois parte para o RPG. Inicialmente eu já havia publicado os Caçadores de Abutre no blog de forma fragmentada, mas agora ele vem revisado e em uma publicação pdf.

Os Caçadores de Abutre surgiu assim. Logo que li, ainda nos idos da revista Tormenta (editora Trama), sobre o Conde Ferren Asloth e sua caçada aos magos e afins, que uma história começou a se desenrolar em minha mente ganhando rapidamente a forma de um conto que virou mais de um conto depois. Ao natural isso ganhou traços de um suplemento que poderia ser facilmente usado como referencial não só no cenário de Tormenta, mas em qualquer sistema ou cenário. Minha intenção sempre foi produzir material que possibilitassem uma liberdade total de uso, ao gosto do mestre e de seu grupo. 

Os Caçadores de Abutre é um suplemento que apresenta um grupo que resolve agir frente às atrocidades que um líder comete em seu reino. Caçando e matando magos por motivos particulares e mesquinhos, ele encontra neste grupo um adversário à altura para sua maldade. Este livro trás todas as informações para jogarem ou criarem aventuras neste ambiente, podendo ser usado isoladamente dentro do cenário (ou mesmo fora dele) ou como parte de uma campanha maior. O que acho que há de diferencial nesta publicação é que cada informação das peculiaridades do grupo vem antecedidas de contos que melhor do que apresentar, demonstram o sentido dos personagens e sua forma de agir. Participação especial do amigo Júlio Oliveira que nos presenteia com um dos contos.

Espero que gostem e aproveitem!

Faça o download AQUI!

Cinema na Confraria: novo trailer de Capitão América: Guerra Civil com Homem-Aranha


Cinema na Confraria
Novo trailer de Capitão América:
Guerra Civil... com Homem-Aranha!

Novo trailer de Capitão América: Guerra Civil está explosivo! E com o Homem-Aranha!!!! ! A estréia será em 28 de Abril!

domingo, 6 de março de 2016

RPG Desafiantes em pré-venda

Desafiantes em pré-venda


No RPG de nova editora na praça galera! É o livro Desafiantes, da Joga Lampião. Autoria de Joe Prince, ele estaremos inseridos no mundo do boxe onde cada jogador assume o papel de um dos boxeadores. É um livro pequeno, 36 páginas, para um jogo que não será longo também, em média com duas ou três horas de jogo onde não temos a necessidade de um Mestre. Além disso, ele vem junto com oito cartas de tática. O preço, em pré-venda, pela Pensamento Coletivo, é de R$ 20,00 (preço normal de R$ 25,00).


Abaixo veja uma mesa que rolou para apresentação do jogo.

sábado, 5 de março de 2016

Reflejo, um sensacional RPG espanhol

Reflejo, um sensacional RPG espanhol


Há um mundo de RPG que vai muito além do mercado americano. Aos poucos temos tido contato com outros sistemas de língua inglesa, principalmente, mas à muito mais para explorar.  Este é o caso do mercado espanhol que quase nada escutamos. De vem “Reflejo”, da editora espanhola Nosolorol, autoria de Jordi Martin e ilustrado pela dupla Jorge Carrero e Javier Charro.

A premissa do jogo é muito peculiar e interessante. Haveriam dois mundos, um reflexo do outro - o Mundo da Luz e o Mundo da Escuridão. Neles há versões alternativas de todos os habitantes, além de ‘pessoas sem reflexo’. Neste cenário estranhíssimo se desenrola o jogo. Ele é um jogo que aparentemente permite ser jogado em qualquer época, da atual, passado ou futuro. Isso trás uma grande possibilidade.

Seu valor é de € 39,99 euros para as versões impressa + pdf, ou €12 euros apenas para versão em pdf (veja aqui)

Abaixo veja a chamada da editora:

Por alguma razão, existem duas Terras, idênticas e diferentes, ao mesmo tempo. Uma delas é esta: um mundo acabado onde todos se preocupam só consigo, onde a única lei que prevalece é a do mais forte. Mas o que eu vou dizer à você? Você sofreu tanto quanto eu ... Depois, há o outro mundo. Pelo que me têm contado não é tão melhor quanto este, mas ao menos eles encontraram um consenso para viverem em comunidade e instaurar algumas leis que tentam proteger. Nesse mundo ainda que não tenham destruído a natureza, eles estão no caminho certo. As pessoas não vivem trancadas em uma cidade-estado por medo do que está lá fora. De qualquer maneira, eu divago ... como eu estava dizendo, o que existe em um mundo também existe no outro, embora estes não sejam uma cópia exata ...

Reflexão é um RPG de hoje em que duas realidades que se sobrepõem: o mundo da Luz e do Mundo das Trevas. A maioria das pessoas tem uma versão na outra realidade que pode ter tomado um caminho diferente e ainda assim levar a um destino similar. Mas nem todos têm um reflexo, o que nos permite viajar entre os dois mundos.

Neste livro você encontrará:

  • Dois mundos semelhantes, mas distintos. Dois ambientes com os quais você pode jogar uma variedade de jogos: investigação e intriga no Mundo da Luz e ação frenética no Mundo das Trevas. 

  • Tudo que você precisa para jogar e interpretar os sem reflexo: a história das cabalas e irmandades, o impacto histórico de eventos individuais em ambos os mundos e a situação atual destes. 

  • Um cenário completo com uma descrição detalhada do que pode ser encontrado em ambos os mundos e personagens importantes que os habitam. 

  • Um módulo de exemplo ambientado em Paris, que permitem que aos jogadores serem introduzidos gradualmente no mundo do jogo. 

  • Ideias de incontáveis aventuras ​​em forma de boatos, mitos e figuras importantes no mundo da reflexão. 


Você é aquele que se olha no espelho ou o espelho que olha para você?

Abaixo vejas algumas páginas disponibilizadas pela editora:


sexta-feira, 4 de março de 2016

Seriados na Confraria: Nova temporada de Wayward Pines à caminho

Seriados na Confraria
Nova temporada de
Wayward Pines à caminho

O interessante seriado Wayward Pines, adaptação do livro de mesmo nome de Blake Crouch, foi renovado para uma segunda temporada no final de 2015 e já está em movimento para sua estréia. O enredo desta temporada gira em torno da vida da cidade depois que a nova geração assumiu o controle da cidade com os sobreviventes humanos e aos poucos retira da animação suspensa os adultos remanescentes.  No elenco temos o retorno de Carla Gugino (“Spin City”), Melissa Leo (“Mildred Pirce”), Charlie Tahan (“Gotham”), Terrence Howard (“Empire”), Hope Davis (“Gigantes de Aço”), Tobby Jones (“Capitão América: o primeiro vingador”), Shannyn Sossamon (“Coração de Cavaleiro”), Tim Griffin (“Star Trek”) e Tom Stevens (“12 Rounds 2”). De novidade no elenco temos Jason Patric (“No Vale das Sombras”), Djimon Hounsou (“Gladiador”), Kacey Rohl (“Hannibal”), Nimrat Kaur (Homeland”), Christopher Meyer (“NCIS: New Orleans”) e Josh Helman (“The Pacific”). Não foi confirmado de Matt Dillon retornará para a nova temporada. A estréia está marcada para 25 de maio.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Está chegando coleção com os capacetes de Star Wars

Está chegando coleção
com os capacetes de Star Wars

Parem tudo! A Planeta DeAgostini lançará uma coleção dos capacetes e máscaras do universo Star Wars, de Darth Vader à C-3PO. Em escala 1/5 e com detalhes impressionantes a coleção é considerada oficial (com aprovação da Lucas Films), possui viseiras móveis e elas já vem em uma base e protegidas por uma cúpula transparente. Juntamente você recebe um fascículo rico em informações sobre o universo de Star Wars abordando desde fatos importantes e muitas informações sobre os capacetes, armas e uniformes. A coleção será quinzenal e contará com 60 edições.



O primeiro fascículo será com a máscara de Darth Vader custando R$ 14,99, o segundo volume será com a máscara de Boba Fett custando R$ 29,99, do terceiro volume em diante, a começar pelo capacete de um stormtrooper, a coleção passa para R$ 49,99.


Dicas do Mestre: Mapas! Como realmente usá-los?


Mapas! Como realmente usá-los?

Esta postagem se originou de um bate papo com um dos leitores da Confraria. Ele tinha dúvidas e me questionou sobre como trabalhar a relação do mapa com os jogadores de seu grupo em meio à aventura. Achei o caso tão interessante que vale uma postagem para ajudar os mestres e grupos.

Estamos acostumados a ver os jogadores de nossos grupos percorrendo grandes distâncias em continentes gigantescos, conhecer desde imensas cidades à pequenas vilas e, principalmente, desvendar os mistérios de tumbas, cavernas e masmorras. Em qualquer uma dessas possibilidades um mapa seria um grande auxílio. Mas como trabalhar efetivamente com o mapa em jogo?

Parece uma questão simples e até é. Eu poderia dizer em poucas palavras, inicialmente, que trabalhamos com os mapas como nossos jogadores esperam que o façamos. Deixem-me explicar.


Qualquer jogo de RPG nada mais é do que um verdadeiro e grande acordo entre o Mestre e seus jogadores em prol da pura diversão. Desde a decisão do sistema a ser jogado até a aceitação de participar da aventuras escolhida ou criada pelo mestre são o “grande acordo” sendo estabelecido e levado adiante. Normalmente destro deste “grande acordo” também estão implícitas as expectativas do grupo quanto à forma de conduzir a aventura. Gosto de usar a expressão ‘os grupos vão, aos poucos, peneirando e selecionando seus membros’. E isso não é algo pejorativo, muito pelo contrário, é a noção de que os grupos vão se adequando e fixando conforme tipos de aventuras, cenários e mesmo forma de condução dos jogos.

Dentro desta condução do jogo temos aquilo que estimula os jogadores – o que eles esperam da experiência do RPG. Alguns preferem algo mais realista com todas as mazelas e dificuldades do mundo real, alguns preferem o foco em pancadarias cinematográficas, alguns preferem personagens repletos de combos absurdos, alguns preferem aventuras cheias de intrigas palacianas etc. Não importa o que procuram, esse elemento é o que estimula os jogadores.

Dentro disso é que encaixamos o uso dos mapas. Um mapa é um recurso que permite ao grupo de jogadores se localizarem em um determinado espaço. Ele pode representar algo tão pequeno quanto um cômodo ou tão grande quanto um planeta. Esta localização é fundamental para que o grupo tenha a possibilidade de planejar suas ações, calcular recursos (sejam à curto prazo como em rodadas ou longo prazo como em dias) ou prever resultados e ações de inimigos. Seu uso se encaixa perfeitamente na condução do jogo dentro da relação mestre/grupo. Em outras palavras, os mapas são elemento tão fundamental quanto qualquer outro na contribuição à diversão do grupo.


A diversão em uma sessão de RPG é diferente para seus dois tipos de participantes. Para os Mestres ela vem da satisfação de proporcionar aos seus jogadores uma experiência prazerosa. Já para os jogadores ela vem do quanto eles recebem daquilo que esperam. Como já disse anteriormente esta expectativa dos jogadores é muito diferente de grupo para grupo. Alguns preferem uma experiência de realismo e emulação total com o ambiente, com todas as dificuldades e percalços, e também alegrias, de vivenciar um mundo x. Para outros o importante são os momentos de ação onde o que menos importa é o enredo e interpretação. Para outros grupos ainda a interpretação, o role play em si, é o que os completa. O mestre tem, ou deveria ter, a noção dessa expectativa de seu grupo para conseguir os satisfazer em sua experiência de jogar uma sessão e dentro disso os mapas são apenas mais um elemento.

Como utilizar os mapas está diretamente ligado à expectativa do grupo com relação à experiência que pretende (ou deseja) vivenciar? Eles recebem maior ou menor importância (ou conotação) conforme o grupo frente à essa expectativa. Ao mestre cabe usá-los como ferramenta de enredo, mas sem nunca esquecer dos anseios do grupo. Tendo isso claro as opção são simples.

Quando um grupo deseja uma experiência realista, ou seja, uma emulação de um cenário próximo do que seria a realidade, o mestre deve usar os mapas tal como seria sua disponibilidade em um mundo real. Em um mundo real mapas não são novidade, mas são extremamente raros e, aqueles que existem, nem sempre são confiáveis ou precisos. Quanto maior a escala, maior o número de imprecisões. Mapas de cidades e vilas são mais confiáveis e precisos por motivos óbvios, mas ao mesmo tempo são raríssimos, pois não havia tanta necessidade de serem criados ou de pessoas comuns terem acesso à eles. Mais raros ainda eram os mapas de masmorras, túneis e catacumbas. Como usá-los em termo de jogo então, para esse tipo de jogador?

Eles devem ser disponibilizados com muita dificuldade. Não se chega em qualquer taverna ou mercado e sai comprando mapas. Existiam poucos e menos pessoas ainda tinham condições de criá-los. Os que existem ficam muito bem guardados em quartéis e palácios. Faça o grupo de aventureiros terem extrema dificuldade para consegui-los. Troque-os por quests complicadas ou valores absurdos e, se eles resolverem roubá-los, não facilite as coisas. Se o próprio grupo desejar fazer um mapa de uma cidade ou vila forneça-o como se alguém do grupo o tivesse feito ao longo de alguns (ou muitos) dias, mas com algumas imperfeições e lógico, sem pontos importantes destacados e detalhes de perigos.


Nas masmorras o problema multiplica-se ainda mais. Eles quase inexistentes e o grupo não tem tempo hábil para criá-lo. Eu, particularmente, por ter sempre tido grupos com este perfil (extremamente realista) sempre gostei de imaginar masmorras e cavernas como aqueles antigos adventures de videogames como Master System, Mega Drive ou Nintendo. Em muitos deles o mapa está quase sempre obscuro e o jogador tem acesso visual até um certo ponto, quanto muito ele vai deixando em aberto os lugares por onde já passou. Isso é uma ótima forma de emular a realidade de uma situação dessas onde o grupo não tem simplesmente acesso á toda a informação. Eu permitia que o grupo rabiscasse de próprio punha um mapa enquanto a cena se desenrolava, mas apenas a partir da minha narração. Isso transfere muito realismo à situação.

E para outros tipos de expectativas, como fazemos? Ora, se o grupo está mais interessado em momentos de ação e enfrentamentos com o boss da sessão e daí tiram sua diversão, um mapa é apenas uma forma deles chegarem mais rápido à este clímax. O mestre deve usá-lo como ferramenta para que o grupo se satisfaça. Crie, quem sabe, algum obstáculo para adquiri-lo, mas o disponibilize para que o grupo possa usá-lo. Este tipo de uso normalmente comporta mapas intrincados, cheios de andares que comportam uma enormidade de desafios, armadilhas e monstros. Isso não é muito simples? Não, pois a dificuldade para este grupo está nos enfrentamentos, onde o mestre terá de se esmerar.

Podemos ficar com a impressão de que o Mestre acaba tronando-se um escravo do grupo de jogadores. Muito pelo contrário. Como já disse, o ato de jogar RPG é um contrato de expectativas ente mestres e jogadores. Nenhum mestre vai realizar uma aventura que seu grupo não deseja. As mudanças, seja de estilo, cenário, sistema ou expectativa, acontecem com anuência de todos. Mesmo as experiências cenários totalmente novos ou sistemas inusitados, ocorrem com prévia informação para todos. Isso não ser um escravo do grupo, mas fazer realmente parte do grupo.

Divirtam-se!