quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A última chance para a Wizard e para o Dungeons and Dragons - reportagem do NY Times

A última chance da Wizard e da D&D

No início desta semana o jornalista Ethan Gilsdorfe, do NY Times, publicou um artigo muito interessante mostrando as dificuldades e perspectivas da Wizard of the Coast para o universo D&D. Depois de todos os problemas advindos da lamentável (para alguns) 4ª edição, eles, segundo o jornalista, têm uma última chance com o lançamento de uma nova edição que deverá chegar ao mercado em 2013. O artigo foi reproduzido de forma traduzida no site do jornal O Globo e é tão interessante que resolvi reproduzí-lo também aqui, mas deixnado claro que é uma cópia da com todos os créditos para o site do jornal e apra seu autor.




Jogadores controlam os dados em nova edição de Dungeons & Dragons
Editora Wizards of the Coast pede que fãs ajudem a desenvolver novas regras

Os verdadeiros fieis estão perdendo a fé. Facções se enfrentam. Os inimigos não apenas se acumulam nos portões do reino, mas alguns já conseguiram invadir seu território.

Isto pode soar como a história por trás de uma trilogia épica, mas é a situação enfrentada pelos fabricantes de Dungeons & Dragons, o venerável jogo de interpretação de papéis (RPG) considerado o avô da indústria de videogames. Os jogadores discutem por causa das regras do jogo. Alguns deixaram o hobbie de infância para trás enquanto outros trocam os velhos jogos de tabuleiro por competidores eletrônicos como World of Warcraft e Elder Scrolls.

Mas ainda pode haver esperança para o Dungeons & Dragons, mais conhecido como D&D. Na segunda-feira, a Wizards of the Coast, filial da Hasbro que é dona do jogo, anunciou que uma nova edição está em desenvolvimento, a primeira revisão das regras desde a controversa quarta edição, lançada em 2008. E os escritores pretendem realizar um esforço extremamente raro para a indústria de jogos: pedir que as centenas de milhares de fãs lhes digam exatamente quais mudanças eles querem na franquia.

O jogo "é uma experiência única de entretenimento, porque é criada pelos jogadores na mesa e cada sessão de jogo é diferente", disse Liz Schuh, que dirige a publicação e licenciamento do D&D. "Queremos levar essa idéia dos jogadores criando a experiência para o próximo nível e dizer: 'Ajude-nos a criar as regras. Ajude-nos a montar como este jogo é jogado.’”

Criado por Gary Gygax e Dave Arneson, o D&D foi o primeiro RPG publicado comercialmente, em 1974. O jogo ocorre em um tabuleiro com desenhos de mapas e miniaturas de orcs e elfos enquanto um mediador chamado de "mestre de jogo" modera e narra a história improvisada na qual os jogadores interpretam guerreiros, ladrões e magos. Dados com vários formatos diferentes e livros de regra determinam o resultado das ações. Ele traz o clima do "Senhor dos Anéis", com os jogadores reunidos em torno de uma mesa intepretando os personagens.

"Existe algo fundamental nos RPGs como D&D que responde a uma necessidade das pessoas", disse Mike Mearls, gerente sênior de pesquisa e desenvolvimento - e isso seria a necessidade de contar sua própria história heróica.

Ao longo das décadas de 1970 e 80 o D&D evoluiu de sensação cult a algo mais, sobrevivendo, e mesmo prosperando, após acusações infundadas de levar adolescentes para a prática de magia negra e o suicídio.

Desde o surgimento, um número estimado de 20 milhões de pessoas jogou RPG e gastou cerca de US$ 1 bilhão em seus produtos. Muitos programadores de computador tiveram o RPG como passatempo, o que explica porque tantos videogames hoje em dia usam a premissa "atravesse uma caverna e mate monstros" e tomam emprestados conceitos como avatares, níveis, histórias com final em aberto e jogos cooperativos - todos surgidos no D&D.

O passatempo nerd se tornou até mesmo uma medalha de honra para hipsters e artistas, com gente como o diretor de Jon Favreau, o comediante Stephen Colbert, a estrela da NBA Tim Duncan e o ator Vin Diesel professando seu amor pelo jogo, e a série de comédia "Comunnity" usando-o como ponto de partida da trama de um episódio.

Mas o D&D está em queda, atingido por forças externas e internas. A empresa não divulga números de vendas, mas analistas e especialistas concordam que elas vem caindo há anos. Ryan Scott Dancey, executivo-chefe da Goblinworks e ex-vice presidente da Wizards of the Coast, disse que o mercado global atingiu seu pico entre 1999 e 2003 e tem estado em constante declínio desde 2005.

Os videogames têm sido os maiores responsáveis, com jogos como World of Warcraft e o mais recente Elder Scrolls V: Skyrim garantindo horas de diversão sem a necessidade de gastar tempo preparando a história e esboçando mapas.

"Se tudo que você está procurando é a realização de seu desejo de ser uma projeção idealizada de si mesmo que ganha riqueza e poder, superando monstros, há muitas maneiras de fazer isso hoje", disse Tavis Allison, um designer de jogos em Nova York, que fez seu próprio RPG, Adventurer Conqueror King. "Nos anos 70, o D&D era a única opção."

A "guerra de edições" também causou problemas para o jogo. Vários sistemas de regras foram liberados ao longo dos 38 anos de história do D&D: Básico, Avançado, segunda edição avançada, 3.0, 3.5, 4.0. A devoção a regras particulares pode levar ao fanatismo e gerar hostilidade entre os jogadores sobre a melhor forma de jogar o RPG - as regras definem, por exemplo, como um mago lança uma bola de fogo.

O resultado disso, analisa David M. Ewalt, editor-sênior da Forbes e autor de um livro sobre a história do D&D, foi uma base de fãs fragmentada. O jogo é uma atividade em grupo, explica, jogar junto é complicado quando os jogadores usam regras diferentes. Quando a NBA adotou a regra dos três pontos em 1979, os puristas criticaram a mudança, assim como muitos devotos do D&D rejeitaram as regras da quarta edição por serem muito simples, numa tentativa de imitar jogos multiplayer online como Warcraft, e favorecendo as batalhas em vez da atuação e da narração de histórias.

Alguns começaram a jogar outros RPGs, como o Pathfinder, que ganhou muitos jogadores descontentes. Jogos de estratégia de guerra com miniaturas, como o Warhammer, e cards como o "Magic", da própria Wizards of the Coast, também diluíram a audiência do D&D.

Com a nova edição e o pedido de ajuda aos fãs, a Wizards of the Coast lança uma campanha por "corações e mentes" com a intenção de atrair os jogadores para sua causa. A estratégia é centrada em pedir que eles digam o que gostariam de ver em uma nova versão e dar a certos grupos a chance de testar as novas regras.

"Temos a sorte de contar com fãs tão apaixonados", disse Schuh, "E acreditamos que eles vão arregaçar as mangas e nos ajudar".

Greg Tito, editor da revista The Escapist, será um deles. "O longo período de testes abertos para a próxima edição, se tratado corretamente, pode ser exatamente o que é preciso para fazer os jogadores se aproximarem do D&D novamente", afirma.

As mudanças de regras fazem parte de vários esforços para manter a marca relevante. A Wizards of the Coast já publica um fluxo constante de produtos no universo de D&D: romances de fantasia (por autores como RA Salvatore), histórias em quadrinhos e jogos de tabuleiro. Para combater a percepção de que o jogo requer horas de planejamento, a empresa organiza sessões semanais chamadas de Encontros D&D, em lojas de revistas por todos os EUA, como uma forma "encaixar com facilidade o jogo depois da escola ou do trabalho".

A Wizards of the Coast também fez incursões no mundo digital. O Dungeons & Dragons Online foi lançado em 2006 e, desde que se tornou gratuito, ganhou mais de um milhão de jogadores novos. Um número impressionante para o D&D, mas relativamente insignificante em relação ao World of Warcraft e seus 10 milhões de assinantes pagos. Um jogo no Facebook chamado "Dungeons & Dragons: Heroes of Neverwinter" fez sua estréia no ano passado. Além disso, um tabuleiro virtual que pretende aos fãs jogarem D&D online está sendo testado.

Ainda assim, uma nova edição pode sair pela culatra, se as alterações solicitadas pelos fãs mais radicais não forem conciliadas ou se os jogadores avaliarem que a empresa está apenas fazendo jogo de cena. Certamente os jogadores mais comprometidos vão afirmar que os RPGs de tabuleiro ainda vencem os jogos de computador em um tema chave: improvisação. Jogos eletrônicos têm limites. Algumas portas nas cavernas não podem ser abertas, pois o programador não as codificou para abrir. O D&D continua sendo um jogo onde tudo pode acontecer.

Assim sendo, "Modern Warfare 3" e "Portal 2" podem ter seu espaço, "mas não podem competir com um mestre de jogo", garante James M. Ward, designer de jogos e ex-vice-presidente da TSR, a empresa que originalmente publicou o D&D.

"A diversão de evoluir um personagem enquanto seus amigos fazem a mesma coisa em torno de uma mesa comendo M&Ms e outros petiscos é difícil de reproduzir".

Se desejar ler o artigo no próprio site é só visistar a página AQUI!

Miniaturas para Cenário: que tal a casa do Link, do Zelda?

Uma casa peculiar

Vamos varias nossas miniaturas? Praticamente todos conhecem a série de games Zelda e já jogou pelo menos uma vez. Seu design é peculiar e muito bonito e seria uma ótima aquisição para suas miniaturas. Então estamos disponibilizando os arquivos apra você baixá-la e enriqueer ainda mais seu cenário. Um detalhe importante é que ela tem um grau de dificuldade um pouco maior de as peças convencionais anteriormente disponibilziadas. O maior diferencial é que para sua montagem usa-se um programinha básico e muito pequeno que pode ser baixado rapidamente na net, e que damos aqui uma sugestão de local - o papekura. Ele serve para visualização das peças e sua posição exata na montagem!

Para fazer o download do arquivo basta clicar AQUI!

Seriados na Confraria: seriado de Star Wars ganha título provisório

Seriados na Confraria


Seriado de Star Wars é mais que uma possibilidade

Quando comentei sobre os rumores de um seriado baseado no universo Star Wars, tínhamos muitas dúvidas se isso não era apenas algum delírio de fãs. Agora podemos dizer que eles eram mais que rumores e começamos a ganhar as primeiras informações. Para começar já está circulando um título provisório para o seriado, que seria “Underworld”, divulgado pelo produtor Rick McCallum. Este título é o mesmo da série de quadrinhos lançado pela Dark Horse, centrado em Han Solo, Lando Calrissian e Boba Fett. Nãos e sabe ao certo se esses personagens estarão ou não no seriado, mas a história se passaria nos vinte anos entre os filmes 3 e 4.


Cinema na Confraria: novos vídeos e pôster brasileiro para Poder Sem Limites


Cinema na Confraria

Poder sem limites ganha pôster nacional
e quatro vídeos


O novo xodó dos nerds parece que está apostando pesado para sua estréia. Foram divulgados mais quatro vídeos no melhor estilo “gravação amadora” mostrando alguns segmentos do filme. A história, para quem ainda não sabe, mostra algumas horas de três jovens que por acidente ganham poderes após contato com uma substância misteriosa. Eles vão descobrindo seus poderes quando um deles acaba perdendo o controle e mostra toda sua face má. No roteiro temos Max Landis (confirmado para ser roteirista do remake de Frankenstein) e na direção o novato Josh Trank. No elenco figuram Michael Kelly, Michael B. Jordan, Luke Tyler e Alex Russell. A estréia será dia 9 de março.




Cinema na Confraria: novidades em Star Trek 2 e primeiras imagens de Sangue Quente

Cinema na Confraria


Star Trek tem novidades em seu elenco
Mais dois nomes foram anunciados para a sequência “Star Trek 2”. São Nazneen Contractor (“24 Horas”) e Noel Clarke (“Doctor Who”). Seus papéis ainda não forma confirmados. Compeltando o elenco, até o momento, temos Chris Pine (Capitão Kirk), Zachary Quinto (Spock), Karl Urban (Dr. McCoy), Zoe Saldaña (Nyota Uhura), Anton Yelchin (Pavel Checov), Simon Pegg (Scotty), John Cho (Hikaru Sulu) e Bruce Greenwood (Christopher Pike). Sua estréia será em 17 de maio de 2013. A direção será de JJ Abrams (“Lost” e “Super 8”).



Sangue Quente ganha primeira imagem
Já faz algum tempo que anunciei este filme, uma adaptação da obra de Isaac Marion (lançado recentemente pela editora Leya). A história gira em torno de um zumbi chamado R, que num mundo pós-apocaliptico, faz amizade com uma humana. No elenco temos Nicholas Hoult, John Malkovich, Rob Coddry, Analeigh Tipton, Dave Franco e Cory Hardrict. A estréia está prevista para agosto de 2012.