quinta-feira, 12 de março de 2009

Material de Apoio - Navegação - Finalizado

Material de Apoio - Navegação
- Finalizado -

É muito gratificante quando conseguimos levar um projeto, por menor que ele seja, até o fim. Quando tive a idéia de lançar a série "Material de Apoio" tinha o intento de trazer informações sobre assuntos específicos para apoiar qualquer um que desejasse ampliar e melhorar seus jogos, contos ou outra atividade qualquer ligada à rpg.

Escolhi iniciar por "Navegação" pois estava (e estou, embora esteja um pouco parado) postando um pequeno romance baseado na vida de piratas. Para mim, particularmente, foi muito gratificante. E para os leitores do blog também, pelo visto. Recebi muitos palpites, elogios e críticas também, tanto em comentários quanto por emails.

Mas o importante é que meu esforço fez alguma diferença. E logo o projeto teve resultados por aqui. Um mini material de apoio sobre "Arquearia" foi lançado pelo nosso colaborador Júlio "Julioz" Oliveira com grande qualidade.

Pois bem, um novo projeto do mesmo estilo está pronto para ser iniciado..

Ele será "Material de Apoio - Lâminas". Neste material constará tudo à cerca de lâminas - espadas, adagas, facas entre outros. Tentarei mostrar desde a fabricação das lâminas, história de seu desenvolvimento, variações, usos, técnicas de combate conforme o tipo de lâmina, e muitas curiosidades. Inclusive vídeos sobre técnicas de combate medieval ilustraram este material. Tenho certeza de que gostarão.

No mais, agradeço o apoio e os comentários!
João Brasil

Material de Apoio - Navegação 23

Material de Apoio - Navegação


7. SLOOP

Os sloops eram a classe imediatamente posterior às corvetas. Era um navio de guerra leve, usado normalmente para exploração, escolta e em guerra de velocidade. Pela sua velocidade era ótimo para caçar contrabandistas e piratas.

Tinha uma tonelagem pequena devido ao seu tamanho reduzido de casco que sustentava três mastros e dezoito canhões de tamanho médio. Algumas variações do sloop podem adotar um só mastro – central, mas não muito alto – com velas trapezóides. Seu tamanho também poderia variar existindo versões pequenas à ponto de poderem ser conduzidos por um único homem.

Comprimento: 45m
Largura: 10m
Calado: 2m
Velocidade média: 14 nós
Velocidade máxima: 16 nós
Autonomia: 3000Km
Tripulação/guarnição: 80

Informações de jogo
Tamanho:
Imensa
Tripulação mínima/máxima: 20/90
Deslocamento: 12
CA: 6 – Dureza: 5 – PVs: 130
Armamento: 20 canhões
Custo: 50000 Po

Em Tormenta: Eram pouco usados no geral. Mas mesmo assim encontramos alguns pertencentes à mercadores que desejavam fugir de piratas e como navios oficiais que patrulham a costa de Deheon, no Mar Negro.


8. CLIPPER – “Gaivota Prateada”

De linhas esguias e extenso velame distribuído por altos mastros o Clipper se prestava à grandes velocidades. Ele foi uma respostas às inúmeras embarcações construídas para capturarem piratas e contrabandistas.

Suas construção seguiu um projeto que previa uma nave que pudesse sobrepujar todo o tipo de oposição às atividades ilegais à que se propunham. Para isso o Clipper tinha de ser rápido, leve e fácil de manobrar, e isso ele era. Não é por acaso que seu nome é Clipper – Clipper vem do inglês ‘clip’, que significa velocidade.


O casco do Clipper perde em tudo em prol da velocidade. Ele era muito menos robusto que o usual para ser mais leve. A leveza também lhe concedia uma manobralidade e estabilidade muito maior. Mesmo com essa forma esguia e casco menos robusta, podia receber uma grande profusão de velas. Ao mesmo tempo, e como outra conseqüência do casco menor, ele tinha um pequeno espaço interno.

Tudo isso junto, lhe dava linhas revolucionárias para a época. Criava-se um grande inclinação da popa à proa, aumentando a extensão do tombadilho em relação à quilha.

O ponto procurado por todo o seu projeto era a velocidade, e isso eles conseguiram. Um Clipper poderia atingir entre 18 e 21 nós. Mas a grande velocidade, aliada à manobralidade e estabilidade, cobrava um preço – tripulação suficiente para manter e manusear todo o velame e sua incalculável extensão de cabos e encordamentos.

Comprimento: 50m
Largura: 10m
Calado: 2m
Velocidade média: 15 nós
Velocidade máxima: 21 nós
Autonomia: 3600 Km
Tripulação/guarnição: 200

Informações de jogo
Tamanho: Imensa
Tripulação mínima/máxima: 80/180
Deslocamento: 16
CA: 5 – Dureza: 5 – PVs: 130
Armamento: 20 Canhões médios
Custo: 60000 Po

Em Tormenta: Navios pequenos e leves são um prato cheio para a pirataria. Por toda a Arton versões pequenas dos Clipper são usadas para contrabando, principalmente. As rotas comerciais entre Hongari e Tyrondyr – nos mares do leste de Arton – e entre a foz do Rio dos Deuses e Collen – no Mar negro – são o habitat natural dessas embarcações levando de forma ilegal todo o tipo de produto de forma rápida. Pequenos Clippers piratas têm como alvos pesqueiros e escunas de mercadores e de guildas de comércio.

O Clipper mais conhecido – pelo menos nos mares do leste – é o belíssimo Gaivota Prateada do capitão Joshua Slocun (personagens principais do romance “Por Mares Nunca Antes Navegados” postado aqui na Confraria de Arton). O Gaivota Prateada é uma versão grande de um Clipper com duas linhas de canhões de cada lado. Mesmo com pequeno calado, a linha inferior de canhões – quase na linha de água – é colocada em uso para surpreender os adversários. Sua estrutura interna também é maior do que o normal comportando cabines para a oficialidade da embarcação numa meia-torre de popa. Muitos dizem que as modificações existentes na embarcação foram projetadas pelo próprio Slocun, mas na verdade elas são anteriores à captura do navio. Nos mares à leste de Arton não há embarcação mais veloz do que o Gaivota.