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domingo, 6 de outubro de 2013

Romance - Império de Sckharshantallas Cap. X


PARTE 10
ANTONYWILLIANS, O INIMIGO DA NAÇÃO



Mais uma vez o sol despontava no longínquo Leste, surgindo por detrás das montanhas vulcânicas no horizonte. Seu manto de luz e calor corria as pradarias de relva amarelada e cidades, erguidas aos pés das furiosas montanhas. O costumeiro clima abafado do reino começava a se revelar pelos cantos mais frios, os nativos erguiam-se de seus leitos para mais um dia de servidão ao império do deus dragão, acordados ora pela rotina ora pela temperatura, elevada pela luz solar que se embrenhava pelas cortinas das casas, majestosa e onipotente.
A capital do reino, Ghallistryx, era tomada sua cor e zunido habitual. O comercio abria, pessoas já andavam pelas ruas em seus afazeres cotidianos, a guarda trocava seus turnos, saindo os fadigados e chegando os descansados.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Romance - Império de Sckharshantallas Cap. IX


PARTE 09
A CAVALARIA AÉREA REAL WYVERN



O sol já despontava no horizonte trazendo mais um dia sob seus raios que cortavam a abóbada celeste como flechas douradas. O céu festejava em um vermelho-alaranjado, o frio da madrugada atingia nossas carnes indo até os ossos que tremiam debilmente, mas ao mesmo tempo o ar era abafado, um fenômeno natural de um reino tão quente. Eu por outro lado tremia não apenas pelo frio, mas por que ao longe se aproximava uma revoada de cavaleiros montados em Wyverns, uma raça de monstros descendentes dos dragões, mas menores, menos inteligentes e mais fracos, sem poderes mágicos porém muito mais fortes que pseudo-dragões.

- Heh! Acho que teremos que lutar! – disse meu amigo elfo inconsequente que se espreguiçava.

- Eu sabia que ia dar problema… vocês não deviam ter se arriscado tanto por mim! – disse Risisttlaxy lamentando. - Não, mademoiselle! Antonywillians faria qualquer coisa por uma dama! Mesmo que para isso precisasse morrer!

Antony respondeu a ela de forma que a deixou sem graça, principalmente quando no meio daquele clima pesado ele ainda conseguia oferecer uma rosa vermelha. Em seguida desembainhou o sabre que havia conseguido na prisão da dragoa, da qual saímos há pouco. Agora que eu não corria mais desesperadamente tentando viver, nem que fosse por mais alguns segundos, percebi o trabalho bem feito na arma, o cabo era revestido de escamas vermelhas de dragão com acabamento na forma de um punho de dragão fechado, a lâmina era de prata, mas parecia enrubescer ao ser tocada pela luz do sol e quando assim ocorria, aparecia fios metálicos de lava-rubi incrustados nela formando runas antigas. Não sei por que, mas aquilo me parecia muito agradável naquele momento.

- Espera aí! Esse sabre... Ele... – disse Risisttlaxy que assustou até a mim acordando-me dos pensamentos em que estava perdido – Como você peg…

- BORLA DI FUGU! – berrou Henk correndo para as escadas, e quando percebemos parte das ameias da muralha explodiu em chamas crepitantes, proveniente do sopro de um cajado mágico de um cavaleiro aéreo.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Romance - Império de Sckharshantallas Cap. VIII


PARTE 8
AMOR REBELDE


Enquanto isso, outra vertente dessa história se movimentava há muitos quilômetros de onde estávamos. Após o rapto da princesa os cinco rebeldes integrantes do GAEL (Grupo de Aventureiros de Elite dos Lâminas) haviam utilizado de magias para alcançar mais rapidamente o esconderijo próximo à cidade de Thenarallann, local famoso por ultimamente estar sendo erguida uma estátua de lava rubi do Imperador Sckhar em sua forma de dragão em tamanho real, que é aproximadamente o mesmo que o da lendária estátua de Valkaria, a Deusa da Humanidade, localizada há muitos reinos dali com o tamanho aproximado de meio quilômetro.

Após a viagem por teleportes e alguma caminhada, haviam finalmente chegado ao esconderijo, aonde ficariam até o dia em que deveriam executar a última parte do plano para atentar contra o poder tirano do Rei Dragão: matar a princesa.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Romance - Império de Sckharshantallas Cap. VII


PARTE 7
A ALIANÇA DOS TRÊS


Algum tempo antes, alguns acontecimentos ocorriam longe de onde estávamos, e não devem deixar de serem relatados. Kershandallas é uma grande e bela cidade a oeste do reino, às margens do Rio dos Deuses. Ela tem se tornado muito popular em Arton por ser uma grande exportadora de uma fruta típica na região, o teckrod, uma fruta de coloração avermelhada e do tamanho de um punho fechado. Ela possui alto valor nutritivo, podendo substituir as refeições, mas é uma fruta cara por sua raridade, já que seu cultivo exige demasiados cuidados. Outro motivo pela fama crescente da cidade, é que é a cidade mais liberal e moderada de Sckharshantallas. A conselheira-mor da cidade, Khirollanda, meio-dragoa filha de Sckhar com uma elfa, é muito influente, tendo sempre a palavra final, e assim tem feito uma campanha populista arrebanhando cada vez mais o carinho do povo, oferecendo leis mais brandas e execuções menos pesadas. Atualmente sua mais nova medida é contratar mercenários e aventureiros para entrarem na milícia da cidade em busca de maior proteção, ou assim o diz. Na verdade ela pretende algo a mais por traz de tudo, como alguns poucos ouvem em boatos, ela possui a ambição de um dragão e deseja um golpe político para derrubar seu pai e tomar Sckharshantallas para si, as medidas populistas colocam a população a seu favor e o aumento da milícia com pessoas treinadas em batalha, como aventureiros e mercenários, aumenta o poderio pessoal para uma eventual investida. E ainda há mais, coisas que poucos ousam comentar, como certas alianças que ela realizou com grupos de ideais contra o tirano.



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Romance - Império de Sckharshantallas Cap. VI




PARTE 6 - A COLEIRA RUBRA



Era realmente apavorante, não sabia dizer como, simplesmente de uma hora para outra eu e o maldito elfo estávamos correndo desesperados pela câmara subterrânea enquanto a dragoa nos perseguia sem dar trégua.

- ROOOAAAAARRRRR!!!!!!

A dragoa parecia um verdadeiro monstro, não parecia possuir consciência, orgulho, inteligência ou qualquer outro caractere de um dragão normal, ela só estava em uma fúria insana, cuspindo chamas para todo canto, esbarrando em tudo e seus olhos estavam como que magicamente tomados por uma ira rubra que só podia ser vista nos olhares dos servos do deus da guerra. Eu, um humilde halfling, clérigo de Tanna-toh, sem grandes poderes e apelidado de Bolofofo só podia correr sem parar. Antony não ria ou gritava, apenas permanecia sério correndo, como se pensasse em mais um plano sem noção. Ouvimos som de sucção de ar, a dragoa preparava seu golpe letal, e como esperado, soprou um cone flamejante medonho que cobriu toda a área derretendo muitas moedas de ouro e minha esperança de sair vivo, só havia um jeito de escapar. Parei instantaneamente e ergui uma pena de escrever, um dos símbolos da Deusa do Conhecimento, a quem sirvo.

- Tanna-toh, proteja-nos do incêndio assim como o faz com vossos livros!!!!



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Romance - Império de Sckharshantallas Cap. V


PARTE 5 - A FORTALEZA




Nossa viagem durou por volta de meia hora, Dranarios disse que era por estarmos evitando a aperfeiçoada vigilância do forte que possuía uma segurança extrema e bem inteligente, com patrulhas e magias de localização que a certos horários eram ativadas para encontrar invasores, algo que aprendera anos antes. Isso nos dava um certo período de tempo para conseguir planejar algo e agir. Antony já tinha uma idéia em mente, e que Nimb, o Deus da Sorte, role bons dados para que não seja mais uma das ações imprudentes do espadachim sem noção. Sem querer nos contar de imediato, apenas agimos. Henk foi enviado como bode expiatório, caso morresse acho que o senhor Willians não daria muita importância mesmo, mas saliento que não penso ser esse o caso, aquele goblin já passou pelas situações mais radicais saindo sempre vivo, às vezes aos pedaços, mas vivo. Era como se nada fosse capaz de matar aquele bicho.



terça-feira, 3 de julho de 2012

Romance - Império de Sckharshantallas Cap. IV




PARTE 4
A FRUSTRAÇÃO DO TIRANO















Enquanto estávamos em viajem, há algumas semanas dali, no extremo norte do Reino de Sckharshantallas, mais especificamente na capital os nossos problemas iam começar a piorar.

O Reino inteiro venera e se submete a tirania do mais poderoso dragão vivo conhecido, Sckhar. Por seu magnífico poder uns temem o temem e outros chegam a venerá-lo como um Deus Menor. Não é incomum durante várias viagens pelo reino, encontrar mesmo nas mais afastadas vilas ao menos um templo ao Deus Rei dos Dragões Vermelhos ou um monumento ao mais poderoso regente de todo o Reinado. Entretanto, nunca em qualquer lugar que seja se encontrará algo tão esplendido como o Palácio Shindarallur, morada principal do Rei Dragão e a maior de todas as suas (existem vários castelos e palácios dele espalhados pelo Reino). De proporções quase megalomaníacas, o imenso castelo abriga o regente, seu séqüito, toda a guarda da elite e as principais maquinas de combate do reino. Na torre mais alta há uma sacada que pode ser vista de boa parte da cidade, onde o dragão costuma fazer seus pronunciamentos. No topo desta enorme torre, há um espaço onde Sckhar pode aparecer em sua forma de dragão. Porem isso só acontece em casos muito extremos, pois é tão grande que pode, literalmente, matar de medo qualquer pessoa que o vise em seu tamanho normal.

Em Shindarallur há vários aposentos, milhares até, chegando a ter pelo menos cinco salas do trono. E, neste dia, em uma delas estava o dragão-rei reunido com seus súbitos. A sala do trono era uma câmara tão grande que permitia o Rei assumir a sua forma de dragão, mas ainda numa forma moderada, suficiente para parar o coração de um invasor com sua aparência aterradora ou para queimar um infeliz com seu sopro de chamas que ardia até os ossos, às vezes deixando nem cinzas. Era iluminada a noite por centenas de castiçais que acendiam magicamente quando tocados pela escuridão, mas pela manha era esclarecida pela forte luz do sol que refletia em escudos de coloração avermelhada que ficavam ornamentando as paredes de pedra junto a pinturas que representavam o rosto de Sckhar ou demais dragões vermelhos, e havia uma tapeçaria com a forma de uma estranha e desconhecida dragoa branca que quando o regente é indagado sobre quem seria, queima o desgraçado até a alma, mas só quando está de bom humor...

Romance - Império de Sckharshantallas Cap. III





PARTE 3
O PRÍNCIPE BASTARDO


Já estávamos longe quando olhei para trás. Voávamos por entre as nuvens do entardecer. Cada vez mais a montanha sumia no distante horizonte aonde o rei devia estar bradando horrores aos nossos nomes. Alçávamos vôo cada vez mais alto e mais rápido, até que uma bruta vertigem me atingiu quando olhei para baixo. Antony se divertia muito sobre o pseudo-dragão que nos obedecia fielmente. Achei estranho, mas devo alegar que não seria momento próprio pra falar-lhe.

Logo começou chegar o entardecer, primeiro as nuvens se condensaram fazendo-nos descer do vôo, depois começou a escurecer e tive que interromper a felicidade do elfo.

- Senhor Willians, perceba que já é o momento de acamparmos! Logo anoitecerá e precisamos descansar depois desse dia agitado!

O próprio Henk já estava debruçado nas minhas costas roncando alto.

- OK! Pra baixo, dragão!

Acampamos em uma bela planície de pura relva avermelhada pela aridez do Reino. A noite era belíssima, Tenebra devia ter trabalhado muito por aquilo, o próprio frio do anoitecer era uma benção naquele dia quente. Eu estava perto de uma fogueira adiantando este conto, enquanto Antony estava descansando ao lado do pseudo-dragão que olhava Henk que por sua vez, arrumava a bolsa de viagem do espadachim.

Enfim me aproximei do pseudo-dragão e fiquei observando-o. Ele era belo, muito diferente de qualquer um que já vi, na verdade mais parecia um dragão... Seu olhar parecia até mesmo demonstrar inteligência e sarcasmo.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Romance - Império de Sckharshantallas Cap. II





PARTE 2
O ESPADACHIM DA LÍNGUA CHAMUSCANTE





Os raios de sol já falhavam no véu azulado do crepúsculo do lado de fora da Estalagem do Magma quando eu vi Antony abrir os olhos após ter desmaiado o dia inteiro.

- o que houve?

- Nada demais, só você que caiu de uns 2 metros bateu com a cabeça no chão e chamei uma noviça do culto de Lena na cidade para te curar...

- E a princesa? – deu um pulo da cama, sentiu tontura e caiu de volta.

- Foi raptada!

- E a clériga? Cadê?

Eu o observei com seriedade, mas não pude agüentar e cai na gargalhada com ele. O espadachim elfo não tinha jeito, mesmo com a cuca quebrada continuava mulherengo...

Antony se levantou (lentamente dessa vez), colocou sua capa, ajeitou o chapéu e deu uma conferida final no espelho. O goblin Henk, caído em um sono profundo, foi acordado de súbito com um golpe da bota do senhor elfo e começou a recolher as sacolas onde estavam nossa bagagem de viagem.

- Bora trabalhar, seu energúmeno!



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Romance - Império de Sckharshantallas Cap. I


CRÔNICAS DE ANTONYWILLIANS

O IMPÉRIO DE SCKHARSHANTALLAS










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PARTE 1
A LENDA DE NIATHALLASS

Sckharshantallas é conhecido como o Reino do Dragão das Chamas, seu regente máximo é o próprio Rei dragão Vermelho Sckhar. A psicologia dos dragões diz que eles não admitem outros em seu território, sendo uma raça possessiva e territoralista, mas neste caso, o regente aceita que todos ali vivam, contanto que se submetam a suas ordens e ao seu poder, como se tudo em seu grande reino fosse sua propriedade, inclusive a vida da população. Em seu reino enorme há alguns mini territórios feudais, como que pequenos reinos, que foram dominados pela força real do dragão, um desses é o reino de Logus, conhecido por desde a era dos bárbaros dominarem o conhecimento sobre tudo que envolve dragões.

Neste momento, sobre uma colina na fronteira de Logus, repousava, observando o castelo ao longe, um jovem elfo e chapéu emplumado, longos cabelos verde-metálicos, capa esvoaçante e roupa brilhante. Seu nome era Antonywillians, um companheiro meu! Ah, sim, sou Zoolk, um halfling clérigo de Tanna-toh e acompanho o elfo espadachim em suas missões na esperança de que eu escreva a melhor dentre todas as lendas. Hoje vou contar-lhes neste livro, como Antonywillians criou fama no reino mais perigoso de Arton. No reino onde o próprio regente tirano é o rei dos dragões vermelhos.