domingo, 13 de abril de 2008

Romance



Por mares nunca antes navegados
PARTE 1 - Um longo prelúdio -
João "o escriba" Brasil




III. O Estranho



A imagem era perturbadora. Não por ser algo aterrador ou perigoso, mas por ser algo que não compreendiam. Algo totalmente novo. Syan mantinha-se debruçado por sobre o cadáver segurando as pálpebras de um dos olhos abertas. Slocun mantinha-se imóvel, fitando de maneira séria os movimentos de seu amigo.

O quadro todo, na verdade, era perturbador. Tanto em sua cabeça, quanto na de Syan, os detalhes não possuíam ligação alguma.
A camisa do morto, em farrapos, deixava transparecer seu peito com uma característica peculiar. Ele possuía, espalhadas pelo peito e barriga - e agora percebiam que até por partes do braço - manchas pretas em formato ovalado. Elas possuíam tamanhos diversos e iam do pescoço à cintura. Além disso, toda extensão do corpo possuía uma fina camada de pelos bem finos. Eles engrossavam e sobressaiam apenas no local das manchas.

Havia, também, os olhos. As íris do estranho, visíveis enquanto Syan as estudava, pareciam terem sido tiradas de algum animal. Eram lindas ao mesmo tempo que estranhas. Talvez mais exóticas que lindas. Possuíam uma coloração avermelhada ocupando o centro de um globo ocular amarelado.

Todos naquele barco já haviam visto e até lutado contra globinóides, seres marinhos monstruosos e estranhas criaturas nas ilhas que por ventura ancoravam. Até os olhos dos nativos de Collen – mesmo estando do outro lado do Reinado os portadores dos olhos exóticos algumas vezes eram visto no oriente – não eram tão curiosos quanto estes. Havia algo à mais neles.

- Acho que isto não é normal, não é Syan? – comentou Slocun após alguns momentos de silêncio.

- Com toda a certeza não. Que acha?

- Vamos nos reunir em minha cabine. Enquanto isso chame Hillan. Ele é de Collen e, embora tenha apenas um olho, se o assunto são olhos curiosos ele é a pessoa mais indicada para nos elucidar algo – ordenou Slocun enquanto dobrava a bandeira pirata misteriosa e dirigia-se para a porta – Reunião em quinze minutos!

Syan saiu logo atrás do capitão, aos berros chamando pelo marinheiro colleniano, enquanto uma multidão se aglomerava na porta tentando ver alguma coisa, naquela saleta, que pudesse justificar tal gritaria. Além disso havia a carranca do capitão. Uma coisa que incomodava os marinheiros do Gaivota era a carranca de Slocun. Era assim que chamavam o senho do capitão quando preocupado. Isto sempre lhes indicava um mau presságio ou problemas á vista.

o O o
- Realmente não sei o que se passa. Nunca vi nada igual – esse era o pronunciamento final de Syan frente aos principais membros da tripulação do Gaivota prateada depois de toda uma explanação cheia de dados técnicos – Em todos os meus estudos nos templos de Tanna-toh não me lembro de ter visto nada relacionado a isto.

Muitos poderiam se pergunta o porque de todo este alarde devido apenas a um par de olhos estranhos e pintas espalhadas pelo corpo. Não seria nada de mais. Mas para os homens do mar, a milhas de qualquer terra firme, o que lhes mantêm vivos é a segurança de estarem certos de tudo ao seu redor. Não estão em condições de errar. Necessitam, e procuram, ter todas as possibilidades à mão. Por isso ficam tão desnorteados quando algo totalmente improvável ou impensado lhes ocorre. São homens que estão prontos para batalhas de última hora ou enfrentar uma tempestade sem aviso. São coisas que dominam bem. Mas o inesperado – ainda mais no meio do nada – lhes assusta.

- Já viu algo assim mestre? – Slocun disse virando-se para Tugar.

- Nos meus cinqüenta anos de mar não senhor. Já ouvi de pragas que podem ocorrer num navio à seres monstruosos protegidos por Oceano, mas nada parecido com isso.

- E você Hillan?

- Em Collen os olhos dispares, ou com cores fantásticas, são algo totalmente comum. Mas há algo diferentes naqueles olhos. Parecem que foram colocados naquele homem. Não parecer ser nada humano.

Um silêncio pairava no ar. Mais pesado que a fumaça dos cachimbos e cigarros de palha que impregnavam o ar do restrito ambiente com odores típicos de Hongarin.

- Ainda há a estranha pele dele e a curiosa dentada no braço – quebrou o silêncio Syan – que não parece ter sido feita por algo marinho. Pode ter sido um cão. Não é incomum ver cachorros nos barcos. Mas, para conseguir arrancar um braço de de um homem de uma vez deve ser um senhor cachorro.

Mais um momento de silêncio perturbador.

- E quanto à bandeira. Alguém tem alguma idéia de a quem pertence. Já ouviram falar daquele símbolo?

Um não simbolizado pelo manear das cabeças em silêncio não enganava Slocun. Estavam em frente de algo totalmente desconhecido. Eram muitas curiosidades e dúvidas para um evento só. Algo estava para acontecer. Ele sabia disso.

o O o


Naquela noite não houve sossego. O imaginário dos tripulantes viajou por todos os cantos da mente. Os medos surgiram em meio à sussurros sobre os acontecimentos daquele dia. Conforme ia passando de tripulante à tripulante, a estória ia ganhando contornos cada vez mais assustadores e maledicentes. A tranqüilidade inicial ia tornando-se cada vez mais rarefeita. O medo estava estampado no rosto de cada marujo.

Por sua vez Slocun colocou um vigia à mais no convés, de olhos bem abertos, ajudando a quem estivesse na gávea. Para Syan solicitou alguns encantamentos de proteção e de alarme para lhes dar maior segurança. Havia algo de errado, mesmo sem ter certeza do que, mas não queria ser pego de surpresa.

Mas aquela noite passou. Assim como as próximas. O nervosismo inicial transformou-se em calma, e a calma transformou-se em tranqüilidade. O marinheiro morto, levado à bordo, recebeu um funeral digno e as coisas encaminharam-se novamente à normalidade. E não se tocou mais no assunto.

Já se passavam cinco dias desde o encontro com o náufrago perturbadore. E nada acontecia. Era água para todos os lados em um horizonte sem fim. Nenhum sinal de vida. Tugar estava preocupado. As provisões estavam escasseando e em breve necessitariam racioná-las. Seu contramestre – Rudolph - estava incumbido de controlar tudo o que saia da dispensa e cada gole de água que bebessem. Suas preocupações já haviam sido passadas para o capitão. E hoje era o dia decisivo. Era o limite. Se voltassem hoje conseguiriam chegar ao último local disponível para pegar alguma água e mantimentos.

Slocun estava no seu refúgio. Pensando.

- Senhor... – gritou Listian, o pequeno infante – Mestre Tugar espera suas ordens, senhor!

- Já vou descer!

Chegando ao convés o capitão recebe Tugar que vem correndo ao seu encontro. Estava claramente mais nervoso que o normal – não que isto fosse alguma novidade.
- Quais as ordens, senhor? Seria prudente voltarmos enquanto podemos.

- Pelo menos a viajem não foi de toda em vão, Senhor Tugar. Tome os preparativos para retornarmos para casa. Meu fumo está acabando, vamos para Hongari.

- Sim senhor! – disse Tugar mesclando alívio e euforia em suas palavras.

As palavras do capitão pareciam terem tirado um peso dos olhos e das costas de Tugar. Desde o início ele não gostara da idéia de saírem dos limites norte das cartas náuticas conhecidas em Arton. Mas agora estavam voltando para casa.

- Vamos agradar o capitão e colocar esta banheira para andar de volta o mais rápido possível, mexam-se! – esbravejava Tugar – Icem todas as velas. Kankar, sabe o que fazer! A toda velocidade.

Mas, às vezes, parece que os dados de Nimb pregam-nos peças. Umas agradáveis, outras nem tanto. E algumas totalmente dispensáveis. O mestre matreiro e enlouquecido tem a capacidade de fazer suas jogadas nas horas mais impróprias – impróprias para os reles mortais, é claro.

- Embarcação à vista! Embarcação à vista!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Duels - Um mundo de duelos

Vamos Duelar?

Imagine-se como um lutador onde sua vida resume-se em lutar, lutar e lutar. Quanto mais luta mais desenvolve-se e mais forte fica. Para os jogadores de rpg isto é uma linguagem bem clara. Duels é um jogo bem básico. Podemos considerar até meio simplista, mas quem disse que boas coisas não podem vir de algo simples. Em Duels você é convidado a participar de um ambiente onde tudo circula ao redor de lutas. Seria como uma grande cidade-arena. Você pode criar um duelista desde as características físicas até seu atributos. Depois disso é tudo por sua conta. Duels conta com dois elementos bem interessantes. Um deles é a possibilidade de realizar algumas quests. Durante as quests você é ensinado sobre todas as peculiaridades do jogo. É uma bela forma de tutorial. Mas o mais legal é o que diz respeito aos equipamentos possíveis para uso. O duelista pode usar pelo menos 11 equipamentos simultâneos. E para isso podemos escolher entre pelo menos três mil diferentes, cada qual com suas características reais (ou mágicas). E para conseguílos podemos comprar (com o dinheiro arrecadado em torneios e disputas) ou ganhos nos packs. Depois disso tudo ainda temos as lutas. Elas ocorrem na Arena. Lá podemos desafiar (ou sermos desafiados) por todo e qualquer jogador que esteha online ou participar de torneios. Com o tempo (e com os pontos de experiência) vamos subindo de nível e adquirindo classes à nossa escolha. Podemos ser um poderoso guerreiro ou um fabuloso mago.


Como disse é um jogo simples, mas divertido. Entre AQUI e confira!!!!

domingo, 6 de abril de 2008

Diário de um Escudeiro - 4

Oitavo dia de Cyd de 1392.
Até o início desta tarde eu continuei no quarto. Arrisquei apenas algumas espiadelas, mas não consegui ver muita coisa... só corredores mal iluminados. No almoço recebi a visita de rapaz de ontem, acompanhado da menina que me trouxera o jantar.

Como está? Meu senhor disse que mais tarde terá contigo”. A menina, que também estava junto, segurava uma bandeja com carne, pão e algo que parecia uma mistura de legumes cozidos. Era um verdadeiro banquete para alguém como eu. Descobri que seus nomes eram Nick e Tuale. Eram irmãos e nasceram naquela casa. Seus pais eram empregados ali desde que nasceram também. Isso é muito mais comum do que se imagina em casas de famílias ricas. Conversamos sobre amenidades enquanto eu comia minha refeição. Parecia que eles estavam mais interessados em como era a vida na minha pequena vila do que eu sobre a vida numa capital como aquela.


o O o


Já era quase meio da tarde quando fui chamado pelo criado mais velho. Era uma espécie de chefe dos criados. Seu rosto não transmitia qualquer emoção. Enquanto caminhava ao meu lado realizava movimentos medidos e firmes com um olhar frio e inanimado. Suas únicas palavras foram algumas orientações estranhas – “Alguém como tu não deve estar acostumado a lidar com pessoas de estirpe apurada. Comporte-se. Só fale quando ordenado. Não olhe diretamente para meu Senhor. Não sorria... é de mal tom”. Eram normas sem razão ao meu ver. Tudo o que eu queria era olhar um cavaleiro, escrutinar cada movimento seu. Queria fazer mil perguntas.

Ele estava sentado numa grande cadeira de madeira negra e veludo vermelho, bem no centro de uma grande sala. Era um ambiente amplo mas escuro. Todo o interior era revestido com madeira escurecida. Amplas janelas, muito altas, entrecortavam as paredes, mas as pesadas cortinas mantinham uma penunbra que dava ares extremamente formal. A decoração deveria ser composta de milhares de peças das mais variadas origens. Eram armaduras, escudos, espadas e lanças, bandeiras, animais empalhados e muitas outras coisas que nem imagino o que sejam.

Ele estava sentado atrás de uma grande mesa negra vestido de forma simples. Á sua frente muitos papéis. Fiquei em pé, em frente à mesa, por alguns instantes até que dissesse algo – “Estás pronto para as responsabilidades de ser um escudeiro?” Era uma pergunta direta que me pegou desprevenido.

É uma grande responsabilidade ser o serviçal de um cavaleiro como eu. Muitos dos cavaleiros seguidores de Khalmyr não usam escudeiros. Preferem passar a vida aventurando-se em grupos bizarros e insólitos. Preferem preparar sua própria comida e polir sua própria armadura. São estranhos mesmo, são de uma outra geração, não negam a origem humilde da maioria deles. Estamos em novos tempos e vivemos um novo momento na ordem. Estás preparado para dar a vida pelo seu senhor?”

Tudo o que consegui foi balançar a cabeça afirmativamente. Estava sendo um momento mágico.

Ótimo! Temos de estar em Bielefeld para a Cerimônia de Admissão da Ordem da Luz. Saindo em dois dias poderemos ir calmamente e chegar lá em pouco mais de trinta dias. Lá terá seu treinamento. Enquanto isso serei mais condescendente contigo. Mas espero que aprenda rápido e que guarde cada detalhe. Aqui está uma lista de tudo o que vamos precisar para nossa jornada. Aprenda pois nas próximas vezes será de tua inteira responsabilidade. Aqui está o dinheiro que precisará. Três moedas são tuas e podes fazer com elas o que quiser. Leve Nick contigo para poder trazer tudo. Daqui a dois dias, nos primeiros raios do sol, sairemos. Quero tudo pronto. Agora vá!”

Confesso que foi mais frio do que esperava depois das histórias que meu avô contou. Mas as primeiras impressões podem ser falhas. Imaginara algo um pouco diferente, mas ele é uma pessoa muito ocupada. Quando formos mais próximos teremos uma relação bem melhor.... tenho certeza.

Ao sair Nick já estava à minha espera do lado de fora do enorme salão. “Hoje já não adianta sairmos à procura de nada. Mas amanhã teremos tempo de sobra. Meu conselho é de que vá para o seu quarto e descanse até amanhã.” Assim fiquei até a hora de dormir. Jantei e me recolhi ao sono.

Ordem do Graveto

Chegamos ao número 100 da Ordem do Graveto!!!
O Blog da Ordem do Graveto lançou, nesta última semana, as tirinhas 98, 99 e 100. Não tenho informação de outra HQ digital sobre a temática do RPG que tenha chegado tão longe. São cem edições de pura loucura, diversão e muita espiritualidade.

Então não deixem de conferir essa edição histórica!!!!

sábado, 5 de abril de 2008

D&D 4E

Manual dos Planos 4E

Os lançamentos da 4ª edição de D&D terão muitas surpresas ainda para 2008. Para o final do ano estaõ prometidas as versões do Manual dos Planos e a aventura The Demon Queen Enclave. Pelo visto a linha D&D terá suas publicações mais rapidamente colocadas no mercado do que a versão anterior.

Isso se deve ao fato que muito material será reaproveitado passando apenas por ajuste de regras e alguma revisão.

Vamos aguardar mais lançamentos!

Matéria da EN World!


sexta-feira, 4 de abril de 2008

D&D 4E

Novidades da 4ª Edição

Quanto mais nos aproximamos do lançamento mundial da quarta edição do D&D, mais novidades vão sendo apresentadas. Uma das novidades dessa semana tem relação ao tratamento que serão dados aos textos, em comparação a edição anterior.

O grande exemplo disso é a descrição da magia "Dissipar Magia". Em sortilégio de sexto nível. Na terceira edição (e na 3.5 também) ela ocupava nada mais do que dois terços da página - 115 linhas na versão em português).

Esse amontoado de linhas, como que num passe de mágica (heheheh!) transformou-se em cerca de dez linhas na quarta edição.

DISSIPAR MAGIA
Feiticeiro 6
Você desencadeia um raio de energia obscura que destrói um efeito mágico criado por um adversário. Alvo: Uma conjuração ou zona.
Ataque: Inteligência versus o poder de defesa do criador da conjuração ou da zona.
Hit: Uma conjuração ou área da conjuração é destruída. Todos os seus efeitos finais, incluindo aqueles que normalmente são duradouros.
Desculpem pela parca tradução....mas foi feit ameio que às pressas!
Retirado do blog EN World no dia 1 de abril. Sempre que possível estaremos traduzindo notícias postadas por lá!

sábado, 29 de março de 2008

Quadrinhos

Torre Negra lançado pela Panini


A Panini está mais uma vez inovando e colocando nas prateleiras de nossas bancas uma obra de grande qualidade. Nada mais nada menos do que a maravilhosa série "A Torre Negra" do renomado Stephen King. King sempre foi reconhecido como emérito autor de obras de suspense e terro tais como "O iluminado" e "O vidente". Mas muitos se supreenderam quando o descobriram que o tema desta série seria um pistoleiro.


Grande fã de Tolkien - confessado por ele mesmo no prefácio revisado de "A Torre Negra, O Pistoleiro" - empenhou-se, por quase trinta anos, na produção desta série que percorre sete volumes e milhares de páginas.
Nesta obra ele apresenta o pistoleiro Roland Deschain de Gilead. Nosso protagonista está em perseguição ao "Homem de Preto" por um mundo que mescla o velho oeste americano e maravilhas tecnológicas. Por mais difícil que pareça está mescla ganha vida palpável nas mãos de King. Num e-mail enviado à Marvel (por onde foi lançada a história nos Estados Unidos) ele afirma que sempre teve vontade de lançar sua série em quadrinhos, principalmente depois de ver o resultado de Watchmen.
Os sete volumes são:
  • O Pistoleiro
  • A Escolha dos Três
  • Terra Devastada
  • Mago e Vidro
  • Lobos de Calla
  • Canção de Susannah
  • A Torre Negra
Como estamos na onda do nem tão novo lançamento "Piratas e Pistoleiros" da Jambô Editora torna-se uma ótima opção de leitura como prévia para a leitura dos livros ou como fonte de inspiração para aventuras em Smokestone.
Leia a carta aberta de Stephen King e veja sua visão do lançamento de "A Torre Negra" em quadrinhos.

Mundo D20

Vamos jogar Detetive?!?!


Quem nunca passou uma tarde inteira, ao redor de um tabuleiro. Verdadeira febre desde os anos oitenta, os jogos de tabuleiro fazem parte da vida de pelo menos três gerações. Desde o lendário Banco Imobiliário, passando por War I e II, Combate e Jogo da Vida. Quem disser que nunca jogou perlo menos um deles é um mentiroso....!

Que acham de unir o prazer dos jogos de tabuleiro com o universo do RPG. Bem.... alguém pensou exatamente nisso. Foi lançado - a algum tempo - o Dungeon and Dragon Clue. Segue o mesmo esquema do lendário jogo Detetive. No jogo original tinhamos de descobrir quem era o assassino, a arma do crime e o local. Nesta versão rpgística, com algumas alterações, a sistemática é a mesma. Todos os elementos foram passados para a temática da D&D.


Estamos no castelo de Korinon, quando ele é assassinado por um Doppleganger disfarçado em um dos personagens. Daí em diante segue "quase" o mesmo sistema do jog clássico. Uma das diferenças é que podemos nos deparar, no decorrer das investigações, com inimigos que teremos de derrotar. É diversão garantida!!!

Para outras informações veja o site da Board Game Geek. Outra dica é o ótimo blog Ooze, onde descobri está notícia.

Diário de um Escudeiro - 3

Sétimo dia de Cyd de 1392.

Azgher está postado bem no meio do firmamento. Já recebi um farto almoço com muito mais do que imaginava necessário para alguém comer. Mas de qualquer forma isso só é mais uma prova de que a “boa impressão” que o nome de Sir Constan continua fazendo efeito.

Acordei muito cedo. Me acostumei a acordar junto dos primeiros raios de sol na vida que levava no campo. Mas desta vez fui despertado pelo nervosismo. Passei boa parte da manhã recostado em uma cadeira olhando o vai-e-vem pela janela do meu quarto. Estou no terceiro andar da estalagem, o que me proporciona uma ótima visão de uma boa parte da cidade. Palthar não possui muitos prédios altos, posso ver à uma boa distância por cima dos telhados.

Mas de qualquer forma eu alternei minha atenção entre a correria das pessoas pelas ruas da cidade e o Medalhão que recebi e presente. Cada vez que o olhava com mais atenção novos detalhes percebia. Meu avô deve ter sido muito querido por aquele anão para receber tamanho presente.

Será que um dia terei conseguido algo parecido?

Não sei. Não tenho muitas certezas nessa vida, como muitos dos meus semelhantes. Uma das poucas coisas que sei é que nesta tarde conhecerei um cavaleiro de verdade. Um seguidor da ordem e da justiça. Um paladino.

o O o


Conheci Sir Constant hoje. Ou quase.

Como determinado em sua carta encontrei-o na residência de sua família. Ele nasceu aqui e como eu é filho do reino dos cavalos.

Fiquei parado por vários minutos à frente do portão de sua casa tentando me adaptar àquilo tudo. Era uma vasta casa que ocupava um enorme terreno nos arredores da capital. O muro alto de pedra parecia ser tão antigo quanto o próprio mundo. Estava desgastado e com ervas subindo aqui e ali. Mas ainda assim tão imponente quanto a moradia.

Logo que atravessei os portões fui recebido por um rapaz um pouco mais velho do que parecia já estar à minha espera. Me acompanhou por todo o corredor de árvores que serviam de passadiço entre os portões e a casa contando-me sobre a história daquela moradia e dos antepassados que ali moraram. Acho que ele falava compulsivamente pois não parou por um minuto sequer. Eram tantas coisas sobre assuntos tão diversos que mal conseguia acompanhar.

Dentre as poucas coisas que consegui guardar na memória estavam que aquela casa já existia a mais de cem anos e sempre pertencendo à família de Sir Constant. Além disso, disse-me que eles eram de uma linhagem de cavaleiros de Khalmyr e que consideravam muito importante pertencerem à ordem. Comentou também que eram muito ricos, mas num quase sussurro, como se fosse assunto proibido. De resto contou sobre as espécies de árvores do jardim, sobre de onde vieram os chafarizes, quantos empregados eram na casa. E esses foram apenas alguns assuntos. O resto não consigo me lembrar.
Quando chegamos na beira da escada de entrada da casa o jovem transformou-se. Parecia que estava possuído por algo. Simplesmente havia tornado-se totalmente diferente do era até aquele momento. No alto da escada estava postado como uma estátua um outro empregado, muito mais velho, com um rosto sem expressão, mas com olhos severos. Ele olhava-nos como quem espia formigas no chão antes de pisoteá-las. Os olhos iam de um para outro de nós.

Ficamos parados ali por instantes até que ele abrisse a boca. “Senhor Tyrias, não é?” e as palavras saiam como desdém. “O mestre não poderá recebe-lo hoje. O senhor será acomodado num dos cômodos na ala dos empregados. Amanhã pela manhã se encontrarão”. E com um aceno com a cabeça o rapaz, que ainda estava imóvel ao meu lado, me indicou a direção.

Quando nos distanciamos o clima melhorou e meu acompanhante voltou à falar, mas em voz baixa. “Aquele abutre miserável... E bom ficar no seu lugar, essa corja é toda igual.....ele ou eles! Fique no quarto bem quieto até amanhã, se quer um conselho!”

E assim estou. Minha diversão foi ficar cuidando as sombras passando de um lado para o outro por debaixo da porta. Fiquei, no mais, isolado aqui. Recebi um prato de sopa e um pedaço de pão de uma mocinha muito jovem, quase uma criança com roupas de empregada.Tudo aqui está no mais completo silêncio. É mórbido. Com certeza vou dormir cedo.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Reinos de Ferro

União do Vapor - volume 6

Vou me confessar. Logo que foi lançado a trilogia do Fogo das Bruxas (Jambô Editora) e uma matéria sobre o cenário na antiga DB eu não dei muita atenção. Achei até interessante mas não me chamou a atenção. Passou o tempo. Quando a Jambô lançou seu fórum tive contato com o lançamento da revista eletrônica do site "União do Vapor".

Foi amor à primeira vista. Fui jogado de vez no universo de fuligem e pólvora. Foi um caminho sem volta. Muito embora tenha minha preferência em Tormenta e Moreani, tenho um espaço reservado para Reino de Ferro. A qualidade dos textos e as escolhas das matérias são de ótima qualidade.

Estão lançando seu sexto volume cheio de novidades e matérias que, juntamente com o lançamento do "Sem Trégua volume 2", fazem deste janeiro o mês dos Reinos de Ferro.

Não perca!!! Baixe AQUI!!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Dragon Slayer

Grande Polêmica com a Dragon Slayer 19

Como muitos já devem ter visto a edição 19 da Dragon Slayer chegou às bancas já faz alguns dias. E junto com ela muita polêmica. Dois foram os motivos dessa polêmica.

O primeiro, que será apresentado mais à fundo em dois dias na resenha que será posta aqui, é quanto à qualidade das matérias desta edição. Em minha opinião ficou muito a desejar. Mas, como disse, me demorarei nisso quando postar a resenha crítica por aqui.

O segundo, e a meu ver que gerou mais discussão, está relacionado a grande elevação do valor da DS. O valor pulou para estrondosos R$ 14,90. Um acrescimo de cerca de 50%. Cruzando o aumento do valor com a baixa qualidade desta edição o resultado só poderia ser um - reclamações. No fórum Jambô, no tópico sobre a edição 19 houveram inúmeras reclamações e muito debate sobre isso. Na comunidade do Orkut dedicada aos fãs da DS há um tópico específico só para reclamações ao preço. Por todo o lugar a polêmica é a mesma.

Não vou entrar no mérito da questão em uma longa análise. Minha opinião foi de que é um absurdo uma elevação tão significativa em tão pouco tempo, ainda mais com uma qualidade tão inferior às outras edições.

No desejo de tentar ter alguma resposta clara sobre isso enviei alguns e-mails à Editora Escala. Demorou três dias mas a reposta veio. Recebi uma mensagem de Vinicius Ribeiro (internet/atendimento). Leia a mensagem abaixo.


"Prezado João,

Em atenção à sua mensagem informo que o preço da revista Dragon Slayer já vinha sendo subsidiado pela editora já fazia algum tempo.
Uma recente alta no custo de alguns insumos utilizados na produção da revista tornaram inviável a comercialização do titilo no valor que estava sendo praticado.

Face a esta realidade, a editora viu-se obrigada a optar entre descontinuar a produção a revista, ou aumentar o preço de capa. Acabamos optando pela segunda opção a fim de continuar atendendo a demanda de seus fiéis leitores.

Atenciosamente,

Vinicius Ribeiro"

Não deixa de ser uma explicação bem plausível. Mas algo muito engraçado (e porque não triste) também aconteceu. Essa mesma mensagem - igualzinha - foi enviada para muitas pessoas que enviaram e-mails reclamando. Eu tenho a tendência a desconsiderar respostas desta natureza. Não podemos levar à sério quando um assunto polêmico como este recebe respostas padrão. Como vamos acreditar neles. Da mesma forma que não se deram ao trabalho de nos enviar uma mensagem demonstrando interesse, também podem muto bem estar dando apenas uma resposta "política" para acabar com a polêmica.
De qualquer forma as explicações estão aí. Cada um tire as suas conclusões.

terça-feira, 25 de março de 2008

Mundo D20


Imagine o que aconteceria se um mundo de fantasia com dragões, duendes e fadas de repente aparecesse em nosso mundo real. Como a humanidade verdadeiramente responderia? Está não é uma versão estilizada da Terra de Harry Potter, ou um mundo ficcionalizado como a Terra Média. Este é o nosso mundo real (com você, sua família, Tolkien e D&D), com todos os problemas sociais e políticos intactos.

Como religiões como o Cristianismo e o Islã responderiam às dúvidas, vindas disso, perante seus dogmas? Ficaríamos felizes ou teríamos medo de sua presença? Um dilema: a magia perturbará nosso mundo de tecnologia? Desejaríamos abraçar um mundo de feiticeiros e troca do ar condicionado, internet e televisão à cabo?


Que fazer com o medo ou ódio àqueles que poderiam aproveitar esse poder? Preferem esconder-se nas cidades de canalização e aço, luzes e calor ou aventurar-se numa paisagem de goblins, dragões, espadas e magia? AMETHYST coloca estas questões, tenta apresentar situações onde são testados e se atreve a explicar como um mundo de fantasia realmente interagiria com o mundo real.

AMETHYST começou como uma simples modificação para uma campanha para D&D. Baseia-se numa idéia de Chris Dias em 1992. Foi desenvolvido como um jogo curto com um punhado de jogadores para não mais de seis a dez meses. O que começou em 2002, teve uma vida própria. Quase seis anos depois o produto final assemelha-se pouco com o conceito original. Quase 400 páginas, com ilustrações dos melhores da indústria como Jason Engle, Nick Greenwood, Katherine Dinger e Jaime Jones, AMETHYST encaminha-se para ser uma obra da mais alta qualidade.

Características:
# 9 raças;
# As classes originais de D&D são mantidas, mas modificadas e reforçadas com 31 diferentes subclasses.
# 8 novas classes “techan” onde jogadores podem usar armas e conduzir veículos.
# 13 novas Classes de Prestígio. Baixe aqui uma dessas classes de prestígio - Paladino, para Amethyst.
# Mais de 20 novas armas fantasiosas, mais de 90 armas “techan” de revolveres à canhões de partículas.
# Lista de feitiços revisitados.
# Mais de 80 páginas com detalhes.
# Monstros revisitados com demônios, dragões e toda a criatura fantasiosa que imaginem.

Este artigo foi retirados dos sites D20 Magazine Rack (postado em 15/03/2008) e Dias Sex Machina e traduzido por mim.