Resenha: The Last Ship
- um mundo devastado por um vírus -
Estamos em uma época do ano em que temos muitos seriados novos estreando e outros, que já estrearam, já estão quase em sua parada de meio de temporada. E estamos tendo ótimas surpresas este anos, como no caso de “The Last Ship”.
Logo
que assisti o primeiro teaser deste seriado fui fisgado e comecei a apostar
muito nele. Ele estreou recentemente pelo canal TNT (nos Estados Unidos) e já
teve dois episódios apresentados e posso dizer que realmente não me enganei.
Sempre
gostei de temas relacionados momentos apocalípticos. Sejam zumbis, crises
climáticas e ou guerras destruidoras, o tema ‘fim do mundo’ sempre me atraiu.
Mas para realmente me atrair tem de ser bem feito, e The Last Ship é um ótimo
exemplo disso.
A
premissa do seriado é simples e logo no primeiro episódio já temos uma clara
noção disso. Uma pandemia mortal está assolando o planeta e a única chance de
se chegar à uma cura está no navio USS Nathan James e em sua tripulação. O comandante
Tom Chandler, interpretado por Eric Dane (“Idas e Vindas do Amor”) é o típico
líder carismático, mas conhecedor de suas responsabilidades. Ele tem o respeito
de sua tripulação e encontra no capitão Mike Slattery, interpretado por Adan
Baldwin (“Chuck”), seu braço direito no comando e amigo. Eles estão em uma
missão aparentemente simples de auxiliar e escoltar o trabalho de uma
pesquisadora do Centro de Controle de Doenças, a doutora Rachel Scott,
interpertada por Rhona Mitra (“Lost”), na aquisição de amostras de aves no pólo
norte.
Durante o período da missão, de algumas semanas, eles estão incomunicáveis e alheios de qualquer acontecimento no mundo até que um incidente estranho acontece. A equipe de pesquisa é atacada por helicópteros russos em um sério incidente armado que quase lhes custa algumas vidas. Conforme eles tentam contato com o governo americano eles recebem a notícia de que o mundo está passando por uma grave crise onde bilhões já pereceram devido à um vírus mortal. A nova ordem é de fazer de tudo para levar a doutora para um laboratório segura em uma base americana. Eles são confrontados com uma realidade inimaginável onde praticamente não existem mais governos e ordem instituída e à cada dia milhares e milhares de novas mortes acontecem.
A
doutora e sua equipe eram os únicos que sabiam do que acontecia, pois estava
pesquisando justamente uma cura para esta epidemia que já se sabia ser eminente
à alguns meses.
Gostei
muito do enredo do seriado. Uma pandemia é algo muito mais próximo da realidade
do que outros perigos. Embora seja fã de zumbis, algo mais próximo da realidade
nos causa um temor diferente, um medo palpável que transferimos para os
personagens em suas ações.
O
seriado se sustenta sobre dois arcos que se apresentam muito bem. A tripulação
tem de sobreviver em um ambiente completamente hostil tendo um navio como casa
e precisando travar ferozes combates (com direito até mesmo à mísseis
balísticos) por combustível e alimento. O segundo arco principal está
relacionado à necessidade de percorrer todo o mundo atrás de coisas que auxiliem
na pesquisa da doutora Rachel por uma cura. Paralelo à isso temos os arcos
menores que se baseiam na tensão da relação de tantas pessoas confinadas em um
mesmo ambiente, ao mesmo tempo que travam seus dramas pessoais sem saber como
estão seu familiares em meio ao caos.
A estrutura dos episódios, pelo menos com base nesses dois primeiros, é o clássico vilão da semana, que em The Last Ship se traduz por problema da semana. Mas isso não diminui em nada a qualidade desses dois primeiros episódios, pois a pegada deles foi frenética. Ação, com certeza, não será um elemento poupado nele. Os combates e sequências de ação são empolgantes, deixando o espectador dentro de um clima de suspense na medida certa.
O
elenco é muito amplo, mas o maior destaque está com os produtores Maichel Bay (“Transformers”),
Tony Mark (“Ultraviolleta”) e Todd Arnow (“Principe dos Mares” e “Battleship”).
No rol de diretores temos o renomado John Mostow (“Exterminador do Futuro 3” e “U-571”),
dirigindo o episódio piloto “Phase Six” e Jack Brender (“Lost” e “Under the
Dome”) dirigindo o episódio Welcome to Gitmo”). No total essa primeira
temporada contará com 10 episódios.
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