sábado, 22 de junho de 2019

Resenha: Starfinder Trilha de Aventuras Sóis Mortos - Templo dos Doze

Resenha
Starfinder Trilha de Aventuras
Sóis Mortos – Templo dos Doze


Aproveitando que a editora New Order liberou o segundo volume da Starfinder Trilha de Aventuras Sóis Mortos para os apoiadores do financiamento coletivo, trouxe sua resenha aproveitando que todos estão com esse material novinho em mãos.

Para quem não sabe do que se tratam as Trilhas de Aventuras (ou Adventure Paths na versão original em inglês) eu recomendo uma lida cuidadosa no artigo em que os dissecamos (Starfinder AdventurePath: o que foi lançado e as novidades). De uma forma rápida, as trilhas de aventuras são grandes aventuras divididas em partes (três ou seis) e lançadas mensalmente pela Paizo formando uma grande campanha. Mas não só isso, essas trilhas de aventuras são uma estratégia inteligente da Paizo de manter lançamentos regulares de material oficial e canônico, sempre enriquecendo o cenário com informações e debates importantes em artigos especiais que complementam essas aventuras.

Mantendo essa lógica, abraçada pela editora New Order que já prometeu nos trazer tudo o que foi lançado para Starfinder lá fora, estamos com o segundo volume (de um total de seis) da Trilha de Aventuras Sóis Mortos em mãos - Templo dos Doze. Como no primeiro review quero deixar claro que não pretendo dar qualquer spoiler sobre a aventura em si para não estragar a diversão dos futuros aventureiros. Vou me centrar em aspectos genéricos da aventura, então leia com tranquilidade.


Escrita por John Compton, a aventura se passa diretamente após os acontecimentos no primeiro volume – Incidente na Estação Absalom – e está preparada para personagens de 3-4 nível. Tão logo o grupo de aventureiros conclui sua missão e retorna para a espaçonave Donzela do Alvorecer, duas coisas são certas – eles são celebridades (e quem sabe nem saibam disso ainda) e a ação está apenas começando.

Agora eles são membros da sociedade Starfinder, que tem sede na Estação Absalom, grupo dedicado à investigar e pesquisar os maiores mistérios e segredos dos Mundos do Pacto (e, quem sabe, além). Com um artefato em mãos que eles não entendem eles precisam encontrar alguém que o decifre e isso os leva à Castrovel, onde se encontram algumas das melhores universidades de todo o sistema.


Essa primeira parte da aventura é um exemplo do quanto as Trilhas de Aventuras são úteis. Em sua primeira página, nas informações preliminares chamada “Histórico da Aventura”, temos parágrafos e mais parágrafos com informações sobre a história e as relações políticas em Castrovel. Além de ser uma preparação mais do que adequada para a aventura que se inicia, é um conjunto de informações que enriquece ainda mais o cenário como um todo. Personalidades, povos, cidades, locais, objetos e eventos, que se juntam às informações que estão no Livro Básico e no suplemento Mundos do Pacto. Isso se repete em toda a trilha de aventura e não vou me aprofundar para manter a surpresa, mas em cada uma das três partes da aventura a riqueza de informações é um prato cheio para quem pretende e gosta de compreender e escrutinar o cenário de Starfinder. É uma ferramenta extremamente útil.

Essa riqueza de informações é apresentada não como algo chato e enfadonho para os jogadores, mas como informações úteis para que o mestre tenha condição de construir uma ambientação adequada para sua mesa. Nem tudo precisa ser usado, mas estando ali disponível, serve como apoio para que o mestre faça uso dele conforme necessário.

A aventura é si possui um ritmo muito agradável. Sem altos e baixos. Na verdade, todo essa segunda edição da trilha de aventura vai em um crescente contínuo onde todas as habilidades dos personagens serão testadas, desde investigações e interações sociais, de início, até conflitos mortais e descobertas perturbadoras no fim.

As trilhas de Aventuras, como já disse, são muito mais do que a aventura em si. As dez páginas logo após a aventura são dedicadas única e exclusivamente à Castrovel, escrito por John Compton e James L. Sutter. Para quem já tem seu Livro Básico em mãos temos um capítulo dedicado ao cenário (o capítulo 12) e dentro desse capítulo uma seção para os Mundos do Pacto. Para os iniciantes em Starfinder ali é a porta de entrada para conhecerem o cenário e as primeiras informações melhor organizadas sobre ele. Castrovel, como todos os outros mundos ali apresentados, tem duas páginas com informações superficiais, o suficiente para uma noção introdutória. O primeiro grande núcleo de informação sobre os mundos do pacto está nas trilhas de aventura. Mesmo que posteriormente tenhamos (e vamos ter) o lançamento em português do suplemento Mundos do Pacto, dedicado apenas aos mundos do cenário com amplas informações, as informações que estão nesta trilha de aventuras são uma primeira aproximação mais aprofundada dos mestres e jogadores com o cenário, assim como tivemos um capítulo sobre a Estação Absalom no primeiro volume da aventura. Ou seja, todas as informações são úteis, importantes e complementares. Só isso já valeria adquirir essa trilha de aventuras.


O capítulo seguinte é dedicado ao Culto do Devorador, uma peça importante da aventura desse volume e uma das organizações mais temidas dos Mundos do pacto. Está é uma ótima opção para mestres colocarem em suas aventuras como adversários centrais ou ligados à escaramuças e combates secundários. Há descrição dos diferentes tipos de membros do culto e das Atrocidades (entidades extraplanares agentes do Devorador). Além disso, temos uma nova conexão mística (uma habilidade de 1º nível da classe Místico, Livro Básico página 83) para membros do culto do devorador, criando uma vertente mística exclusiva para eles. Para completar o pacote temos novas magias para seus adeptos e novos equipamentos.

O Arquivos Alienígenas deste segundo volume vem com cinco criaturas novas e outras duas raças - Ferran e Woioko – para serem usadas. Fechando essa trilha de aventuras temos o Códice de Mundos com Ratheren, a lua base de sobreviventes desesperados. Este um local de destaque que se une à raça Ferran (apresentada nas páginas anteriores do volume) e que podem ser um interessante local para usar em nossas aventuras. Claro que não vou esquecer de mencionar que como em todos as Starfinder Trilhas de Aventura temos nas contra capas um nova espaçonave com mapa de seu interior!

Conclusão
Não quero ser repetitivo, mas é impossível fugir do que eu disse na resenha anterior. O principal ponto das Trilhas de Aventuras (ou Adventure Paths) é a qualidade das aventuras, seja de cada parte, seja como conjunto. A disponibilidade desse material pelo trabalho competente da New Order é fundamental para uma ampliação do cenário e das possibilidades de emulação cada vez mais customizáveis. As Trilhas de Aventura são um mecanismo inteligente e único que a Paizo criou e que a New Order trás ao Brasil criando uma nova geração de material relevante e desenvolvedor de cenários.

A Trilha de Aventura Sóis Mortos – Templo dos Doze é uma experiência importante para os fãs de Starfinder tanto para ampliar e reforça o conhecimento sobre o cenário quanto para aprimorar as mecânicas do sistema. O desenvolvimento passado do primeiro para o segundo volume nos dá a noção de evolução do personagem e de conhecimento. Você precisa dessa experiência. Você precisa iniciar as Trilhas de Aventura.


E apenas para lembrar, dia 1º de agosto a editora New Order lançará Pathfinder Segunda Edição em português simultaneamente à edição americana! Fique de olho e participe!

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