terça-feira, 3 de abril de 2018

Starfinder Adventure Paths: o que foi lançado e as novidades

Starfinder Adventure Paths:
o que foi lançado e as novidades


Depois da postagem fazendo um mapeamento dos Adventure Paths de Pathfinder, muita gente me perguntou sobre se existiriam também esses APs para Starfinder, e é lógico que a Paizo não iria perder a oportunidade de lançar esse mesmo tipo de material para seu mais novo cenário.

Tão logo chegaram às prateleiras o Core Book de Starfinder e os Starfinder Adventure Paths foram lançados. Em agosto de 2017 era lançado Dead Suns, composto por seis livros bimestrais formando uma aventura que será completado em junho próximo. Mas o lançamento dos Adventure Paths para Starfinder sofrerão uma pequena mudança ainda este ano. Foi anunciado na última sexta-feira (30/03), que os próximos dois títulos do Pathfinder Adventure Path terão 3 volumes cada e seus títulos serão Agains the Aeon Throne e Signal of Scream, voltando para 6 volumes após isso.


Dead Suns (agosto de 2017)
Tudo começa com o início de uma guerra entre gangues na Estação de Abosolon, quando os jogadores são contratados pela Starfinder Society para investigar o incidente. O incidente era apenas o reflexo de uma guerra de interesses muitos maiores, entre duas empresas de mineração pela posse de uma nave deserta e de um estranho asteroide trazido de Drift que estão chegando á Estação. Lógico que caberá ao grupo de aventureiros investigar o objeto misterioso e o sumiço da tripulação. Esse será apenas o primeiro passo para gerar um movimento em cadeia que levará aos acontecimentos de toda a aventura, envolvendo todos os Mundos do Pacto. O grupo será levado à enfrentar grupos em vários locais e planetas diferentes e tentar desvendar um mistério que os levará direto ao enfrentamento de uma frota repleta de mortos-vivos em órbita do Portão dos Doze Sóis!



Os seis livros da série são:

Incident in Absolon Station (agosto de 2017)
Temple of the Twelve (outubro de 2017)
Splitered Worlds (dezembro de 2017)
The Ruined Clouds (fevereiro de 2018)
The Thriteenth Gate (abril de 2018)
Empire of Bones (junho de 2018)


Como apoio foi lançado em setembro de 2018 o Dead Suns Adventure Path Pawn Collection, uma coleção de peças de 100 criaturas e NPCs em papelão colorido para ser montado e usado em sua mesa de jogo de Starfinder (ou outro qualquer de ficção).

No Brasil: Essa trilha de aventura foi lançada no Brasil pela editora New Order com o nome de Sóis Mortes. Suas seis partes são: #1 Incidente na Estação Absalon, #2 Templo dos Doze, #3 Mundos Despedaçados, #4 As Nuvens Arruinadas, #5 O Décimo terceiro Portal e #6 Império dos Ossos.


Agains the Aeon Throne (agosto de 2018)
Uma antiga espaçonave acidentada em uma nova colônia na vastidão chama a atenção do sinistro Império Estelar Azlanti, que invade e anexa a colônia, move uma unidade de naves experimentais do local do acidente e sequestra um dos colonos. Os heróis devem libertar a colônia da ocupação de Azlanti antes de se aventurar dentro do misterioso Império Estelar, em busca tanto da unidade experimental quanto do colonizador sequestrado, que é um velho amigo dos heróis. Será que os heróis vão resgatar seu amigo e manter a unidade fora das mãos de Azlanti, ou será que o poder do Império Estelar Azlanti irá esmagá-lo, assim como tantos outros que enfrentaram o Trono Aeon?



Os três volumes da série são:

The Reach of Empire (agosto de 2018)
Escape from de Prison Moon (setembro de 2018)
The Rune Drive Gambit (outubro de 2018)


Como apoio foi lançado em janeiro de 2019 o Against the Aeon Throne Adventure Path Pawn Collection, uma coleção de peças de 100 criaturas e NPCs em papelão colorido para ser montado e usado em sua mesa de jogo de Starfinder (ou outro qualquer de ficção).

No Brasil: Essa trilha de aventura está sendo lançada no Brasil pela editora New Order com o nome de Contra o Trono Aeônico. As três partes são: #1 O Alcance do Império; #2 Fuga da Lua-prisão e #3 A aposta do Motor Rúnico.


Signal of Screams (novembro de 2018)
Enquanto relaxam em um luxuoso resort de asteroides, os heróis são assolados por uma praga de loucura e horríveis transformações e, depois de lidar com suas desafortunadas vítimas, aprendem que essas tragédias fazem parte da trama arquitetada por um cientista insano preso no Shadow Plane. Usando o financiamento de uma corporação amoral, um cientista criou um misterioso sinal que espalhará dor de mundo a mundo. Como esta corrupção começa a infectar os heróis, eles devem parar a transmissão na sua fonte para se salvarem - e ao resto da galáxia! Uma incrível aventura para personagens de 7º nível, escrita por Chris Sims. Além disso, ele contará com um novo sistema de corrupção assim como dicas para campanhas de terro para ajudar o mestre, escrito por Epidiah Ravachol (autor do RPG indie Dread)



Os três volumes da série são:

The Diaspora Strain (novembro de 2018)
The Penumbra Protocol (dezembro de 2018)
Heart of Night (janeiro de 2019)



Dawn of Flame (fevereiro de 2019)
Um portal mágico para o Plano do Fogo  desaparece no sol. Uma explosão telepática avassaladora vinda do sol rapidamente se segue, e um cientista recruta os heróis para ajudá-la a descobrir o que está acontecendo. A missão leva os heróis para o Burning Archipelago, uma cidade-bolha na atmosfera do sol, e Asanatown, o enclave Lashunta , para se encontrarem com outro cientista que pode ajudar. Antes que essa reunião possa acontecer, no entanto, o recente distúrbio psíquico atua de forma radical sobre os telepaticamente sensíveis lashunta, deixando a Asanatown fechada do resto da cidade solar. Presos, os heróis devem resgatar seu contato e devolver o poder às autoridades competentes para escapar.



Os seis volumes serão:

Fire Starters (fevereiro de 2019)
Soldiers of Brass (março de 2019)
Sun Divers (abril de 2019)
The Blind City (maio de 2019)
Solar Strike (junho de 2019)
Assault on the Crucible (julho de 2019)




Attack of Swarm (agosto de 2019)
Um enxame insectoide surge em outro sistema e os heróis são os únicos sobreviventes de um batalhão militar condenado. Depois de recuar por vários quilômetros de terrenos devastados pela guerra até um posto de comando fortificado, eles recebem ordens para evacuar o planeta e resgatar quaisquer civis ao longo do caminho. Entre os refugiados está um sacerdote shirren de Forever Queen Hylax, uma misteriosa antiga deusa dos insetos cujo templo parece ser de particular interesse para o Enxame. Confiando em suas habilidades - e nos outros - os heróis podem entrar em órbita antes que o Enxame invada completamente seu mundo. 





Os seis volumes serão:



Fate of the Fifth (agosto de 2019)
The Last Refuge (setembro de 2019)
Huskworld (outubro de 2019)
The Forever Reliquary (novembro de 2019)
Hive of Minds (dezembro de 2019)
The God-host Ascend (janeiro de 2020)



Theefold Conspiracy (fevereiro de 2020)
O oficial de segurança a bordo de um transatlântico espacial de luxo, o Quimera, desaparece depois que os heróis o testemunham discutindo com um passageiro. Logo depois, os motores do Quimera falham e desafiam o reparo. Um patrono acadêmico pede aos heróis que investiguem o desaparecimento, que envolve assassinato, desvio de direção e apreensão. Para desvendar o mistério do assassinato ao seu redor, os heróis devem seguir pistas sobre mais de um enigma a bordo do Quimera . Segredos e inimigos inesperados abundam. No final, os investigadores descobrem que toda a unidade é apenas parte de uma conspiração muito maior!

Os seis volumes serão:

The Chimera Mystery (fevereiro de 2020)
Flight of the Sleepers (março de 2020)
Deceiver's Moon (abril de 2020)
The Hollow Cabal (maio de 2019)
The Cradle Infestation (junho de 2020)
Puppets Without Stinges (junho de 2020)



The Devastation Ark (Agosto de 2020)
A descoberta de uma série de ruínas milenares desencadeia uma série de eventos que coloca uma espaçonave titânica antiga a caminho dos Mundos do Pacto. Quando a nave - que pertence a uma civilização maligna há muito considerada morta - começa a destruir todos as outras naves em seu caminho e a atacar recursos importantes para aumentar seu poder, os heróis precisam resgatar milhões de vidas da destruição e encontrar uma maneira de detê-la e todos a bordo. Os heróis triunfarão? Ou as espécies exóticas tomarão os Mundos do Pacto como seu novo lar e conquistarão a galáxia?

Os três volumes serão:

Waking the Worldseed (agosto de 2020)

The Starstone Blokade (setembro de 2020)
Domino's End (outubro de 2020)



Fly Free or Die (Outubro de 2020)

Uma equipe de patifes, ladinos e desajustados acha difícil sobreviver em uma galáxia onde todos têm um preço. Visada por um chefe do crime e seu exército de executores, perseguida por megaempresas sem rosto e rivais, a equipe da Free Trader Oliphaunt alinha a grande pontuação que finalmente os tornará ricos além de seus sonhos mais loucos. Mas quando seus muitos inimigos juntam forças e a equipe perde tudo, eles descobrem que há duas coisas na galáxia que não podem ser compradas: liberdade ... e vingança. 

Os seis volumes são:

We're no Heroes (outubro de 2020)
Merchants of the Void (novembro de 2020)
Professional Courtesy (dezembro de 2020)
The White Glove Affair (janeiro de 2021)
Crash and Burn (fevereiro de 2021)
The Gilded Cage (março de 2021)


Horizons of the Vast (Abril de 2021)

Como parte de um esforço maciço para explorar e desenvolver um planeta desabitado cheio de recursos valiosos, os heróis são colocados no controle de um assentamento e devem lidar com desafios internos e externos. Longe de casa, os heróis podem estabelecer uma comunidade próspera e sobreviver aos terríveis segredos e mistérios do sistema desconhecido? Com a descoberta de um planeta desconhecido, rico em recursos e desabitado na Vastidão, várias facções iniciam um esforço conjunto de assentamento, e os heróis têm a chance de serem os batedores e administradores de uma dessas cartas. À medida que exploram a natureza ao redor e cultivam seu novo assentamento, eles devem enfrentar todos os tipos de problemas, desde ataques de animais selvagens a colonos insatisfeitos. E o planeta guarda mistérios incontáveis!. 

Os seis volumes são:

Planetfall
Serpents in the Cradle
Whispers of the Eclipse
Icebound
Alliens Against the Eye
The Culling Shadow







Mutantes e Malfeitores - Arquétipos para 2ª edição: Herói Afortunado


Mutantes e Malfeitores - Arquétipos para 2ª edição
Herói Afortunado 
João Eugênio C. Brasil
Thiago Miani


"Parece que é o meu dia de sorte!"
  
O Herói Afortunado nunca teve um dia ruim. Mas o que se pode esperar de alguém blindado contra os ultrajantes infortúnios do destino e capaz de fazer as coisas mais incríveis como um mero capricho? Mas a sorte do herói não é infalível; estar protegido contra o pior resultado possível não garante o melhor e se o herói não for cuidadoso isso pode não ser suficiente.

Descrição
O Herói Afortunado está quase sempre de bom humor. É difícil não estar quando as coisas quase sempre funcionam ao seu favor. Essa atitude feliz e de levar as coisas à medida que elas acontecem, fazem do herói alguém muito relaxado, mas causa tantos problemas a ele quanto para os outros.

Por se apoiar na sorte (ou fortuna, aleatoriedade, destino ou equivalente) o Herói Afortunado tente a ser preguiçoso. Por que se dedicar em fazer coisas se elas simplesmente vêm até você? Então, o herói tende a adotar uma abordagem muito relaxada (ok, preguiçosa) para as coisas (seja treinamento, educação, planejamento, etc.). Inevitavelmente, isso irrita os associados do Herói Afortunado, que o herói frequentemente descarta como ciúmes, mas também coloca o Herói Afortunado a beira do abismo quando a sorte do herói finalmente acabar. Um sábio herói afortunado tenta a se preparar para tal eventualidade, mas é terrivelmente difícil fazer mais do que o mínimo necessário quando em uma maré de sorte.

Origem
Sua mãe disse uma vez que você nasceu sob uma estrela da sorte, e na verdade você levou uma vida encantadora. Ah, você não ganhou na loteria ou algo assim, mas sempre foi capaz de tirar o melhor proveito de qualquer situação, desde ser pego fugindo da escola até correr em uma rua gelada. O fato é que você parece ser capaz de evitar os problemas da vida. No começo, você não achava que havia algo incomum em você; todo mundo tem sorte em algum momento, e mesmo que você pareça mais sortudo do que a maioria, ainda assim não foi nada incomum. Mas com o tempo você começou a perceber que não era simplesmente ter sorte, você realmente tinha a capacidade de influenciar as probabilidades a seu favor, você poderia fazer sua própria sorte! No começo você usou essa habilidade para tornar as coisas fáceis para você, mas com o tempo você percebeu que abrandar o seu caminho ao longo da vida usando suas habilidades para ganhar no jogo e escapar de multas por excesso de velocidade não era um bom uso para seus poderes. Então, agora você procura oportunidades para fazer a diferença, maneiras de usar sua sorte para ajudar os outros. Afinal, sua mãe também lhe disse uma vez que o pior tipo de pessoa é a egoísta.

Herói de Sorte

Nível de Poder: 10 (150 Pontos)

Habilidades
For 10 (+0), Des 12 (+1), Cons 12 (+1), Int 12 (+1), Sab 10 (+0), Car 18 (+4).

Salvamentos
Resistência +8/+4*/+1**, Fortitude +7, Reflexos +7, Vontade +7
*Surpreso **Sem Colete

Perícias
Blefar 8 (+12), Notar 12 (+12)

Feitos
Distrair (Blefar), Equipamento x1, Zombar

Poderes
Fortalecer Ataque 6
Fortalecer Defesa 4
Fortalecer Feitos 31 (Alvo Esquivo, De Pé, Duro de Matar, Esconder-se a Plena Vista, Esquiva Fabulosa [Mental], Evasão x2, Foco em Esquiva x4, Maestria em Arremesso x5, Memória Eidética, Prender a Distância, Redirecionar, Rolagem Defensiva x4, Roubar Iniciativa, Sorte x5, Sorte de Principiante, Tiro Preciso)
Controle de Probabilidade 10

Equipamentos
Fichas de Poker (para Maestria em Arremesso; 1pe), Colete Camuflado (Proteção 3. Feitos: Sutil; 4pe)

Combate
Ataque +11, Agarrar +11, Dano +0 (Desarmado), +5 (Fichas de Poker), Defesa +12 (+4 Surpreso), Recuo -4, Iniciativa +1

Habilidades 14 + Perícias 5 + Feitos 3 + Poderes 91 + Combate 18 + Salvamentos 19 = 150pp


Variantes
Black Cat: como seu homônimo, o gato preto pode trazer má sorte para todos que atravessam o caminho do herói. Ao contrário do típico Herói Afortunado, que se baseia na sorte para realizar qualquer coisa, o Black Cat é um indivíduo altamente treinado que usa a habilidade de trazer infortúnio como uma vantagem adicional sobre os adversários.

Talismã da Sorte: o Talismã conscientemente, ou talvez subconscientemente, manipula a sorte (ou as probabilidades) dos companheiros de equipe, permitindo que eles se saiam melhor que o esperado. Como resultado, embora não seja um herói espetacular pela maioria dos padrões, os companheiros de equipe estão sempre felizes por tê-lo por perto. Comparado com o Herói Afortunado, o Talismã da Sorte não é pessoalmente bem afortunado e, como resultado, não só os companheiros de equipe do herói dependem do Talismã para ajudá-los, como também o talismã depende da ajuda dos colegas de equipe para fazer o necessário em uma missão.

Hex: portador do proverbial "Mal Olhado", o Hex tem o poder místico de atribuir má sorte aos seus inimigos. Infelizmente, como seria de esperar, o Hex precisa fazer contato visual com aqueles que o herói deseja infligir a "Maldição". Ainda assim, mesmo que os oponentes evitem a maldição do Hex (e para fazê-lo, normalmente exija algum sacrifício pessoal), eles ainda devem lidar com a má sorte do herói, deixando de lado todos os ataques à distância e de energia mística, tornando inúteis todos os ataques físicos mais potentes.


Gato Preto

Nível de Poder: 10 (150 Pontos)

Habilidades
For 12 (+1), Des 18 (+4), Cons 14 (+2), Int 12 (+1), Sab 12 (+1), Car 16 (+3).

Salvamentos
Resistência +6/+4*/+2**, Fortitude +6, Reflexos +9, Vontade +5
*Surpreso ou Sem Uniforme **Surpreso e Sem Uniforme

Perícias
Acrobacias 12 (+16), Arte da Fuga 8 (+12), Blefar 8 (+11, +15 c/ Atraente), Computadores 8 (+9), Desarmar Dispositivo 8 (+9), Escalar 12 (+13), Furtividade 12 (+16), Notar 8 (+9), Prestidigitação 8 (+12), Procurar 8 (+9)

Feitos
Alvo Esquivo, Agarrar Preciso, Ataque Furtivo x3, Atraente, Blefar Acrobático, Distrair (Blefar), Equipamento x3, Esforço Supremo (Salvamento Supremo (Reflexos)), Esquiva Fabulosa (Visão), Evasão x2, Fascinar (Blefar), Foco em Ataque (Corpo a Corpo) x2, Foco em Esquiva x2, Iniciativa Aprimorada, Prender Aprimorado, Redirecionar, Rolagem Defensiva x2

Poderes
Aumento de Feitos 5 (Sorte x5)
Controle de Sorte 1 (Forçar re-rolar & Escolha o melhor de duas rolagens; Extras: Área [Estouro], Ataque Seletivo; Feitos: Progressão 7 [1,000 ft. de raio Estouro]; 12pp)

Equipamentos
Arsenal (Repertório): Calda de Gato (Chicote; Aumento de Feitos 5 [Alcance Estendido 3 (20 ft.), Desarmar Aprimorado, Prender Aprimorado]; 5pe); Poderes Alternativos: Garras de Gato (Golpe 1 [Feitos: Pujante]; 1pe); Estrepes (1pe) x2, Olhos de Gato (Óculos; SuperSentidos 2 [Infra Visão, Visão na Penumbra]; 2pe), Uniforme (Proteção 2; 2pe), Gancho de Disparo  (SuperMovimento 1 [Balançar-se]; 2pe), Mini Rastreador (1pe)

Combate
Ataque +12, +14 (Corpo a Corpo), Agarrar +18, Dano (Garras de Gato +2), +4 Ataque Furtivo, Defesa +14 (+6 Surpreso), Recuo -3, Iniciativa +8

Habilidades 24 + Perícias 23 + Feitos 25 + Poderes 17 + Combate 48 + Salvamentos 13 = 150pp


Pé de Coelho

Nível de Poder: 10 (150 Pontos)

Habilidades
For 12 (+1), Des 14 (+2), Cons 14 (+2), Int 10 (+0), Sab 14 (+2), Car 20 (+5).

Salvamentos
Resistência +5/+2*, Fortitude +6, Reflexos +6, Vontade +6
*Sem Colete

Perícias
Blefar 8 (+13), Furtividade 8 (+10), Notar 8 (+10)

Feitos
Distrair (Blefar), Equipamento x2

Poderes
Aumento de Feitos 11 (De Pé, Inspirar x2, Sorte x5, Trabalho em Equipe x3)
Controle de Sorte 2 (Gastar um ponto heroico no lugar de outro, gastar um ponto heroico para negar intervenção do mestre)
Controle de Probabilidade 7 (Extras: Fortuna, Alcance [Percepção] x2; Falhas: Limitado [Apenas Fortuna])

Equipamentos
Pistola Leve (Raio 3; 6pe), Colete Camuflado (Proteção 3. Feitos: Sutil; 4pe)

Combate
Ataque +11, Agarrar +12, Dano (Desarmado +1), (Pistola Leve +3), Defesa +12, Recuo -2, Iniciativa +2

Habilidades 24 + Perícias 6 + Feitos 3 + Poderes 59 + Combate 46 + Salvamentos 12 = 150pp


Hex

Nível de Poder: 10 (150 Pontos)

Habilidades
For 10 (+0), Des 16 (+3), Cons 10 (+0), Int 12 (+1), Sab 16 (+3), Car 16 (+3).

Salvamentos
Resistência +12/+0* (Impenetrável), Fortitude +4, Reflexos +7, Vontade +8
*Sem Campo de Força

Perícias
Acrobacias 8 (+11), Blefar 8 (+11), Intuir Intenção 8 (+11), Notar 8 (+11)

Feitos
Zombar

Poderes
Campo de Força 12 (hex matrix; Extras: Impenetrável)
Controle de Probabilidade 10 (Mal Olhado; Feitos: Poder Alternativo x2; Extras: Pé-Frio, Alcance [Percepção] x2; Falhas: Limitado [Pé-Frio apenas], Dependente de Sentidos [Visual])
PA: Deflexão 8 (Todos a Distância & Ataques Mentais; Extras: Ação (Livre) x2, Reflexão)
PA: Nausear 10 (Extras: Ação (Livre) x2, Salvamento Alternativo (Vontade), Alcance (Percepção); Falhas: Dependente de Sentidos (Visual))

Combate
Ataque +8, Agarrar +8, Dano (Desarmado +0), (Nausear +10), Defesa +8, Recuo -12, Iniciativa +3

Habilidades 20 + Perícias 8 + Feitos 1 + Poderes 76 + Combate 32 + Salvamentos 13 = 150pp


Notas
• Você é muito dependente dos pontos heroicos. Embora o herói inicie cada aventura com seis deles, faça ações que garantam mais pontos heroicos adicionais para fazer uso frequente das características do herói (ou seja, Roubar Iniciativa, Sorte de Principiante, etc) e, de outra forma, ser heroico (ou seja, cancelar a fadiga de um esforço extra, re-rolando, adicionando feitos heroicos [especialmente feitos de combate], esquiva, se recuperando, escapando da morte).

• Verifique com o seu Mestre para ver se o Controle de Probabilidade pode ser dividido entre várias rolagens de dados.

• Você é capaz de garantir um resultado mínimo de 10 em um dado como ação livre. Observe que o teste deve ser escolhido antes da jogada e se a rolagem for 10 ou superior, o uso do poder provavelmente foi desperdiçado.


Customização
Aqui estão algumas sugestões sobre como personalizar o Herói Afortunado.

Não é Sorte!: Atualmente, a maioria dos feitos do Herói Afortunado são o resultado da sorte do herói; o herói pode jogar fichas de poker como armas mortíferas, não por causa de longos anos de treinamento, mas porque o herói é apenas sortudo. Mude a configuração dos poderes do herói colocando os feitos do Aumento de Feitos como feitos normais do herói. Fazer isso muda o herói de alguém que nasceu com sorte para um indivíduo altamente treinado que usa a sorte para complementar os outros traços do herói.

Um tipo diferente de sorte: Substitua algumas ou todas as graduações de Controle de Probabilidade por graduações no poder de Controle de Sorte. Se você mantiver os dois poderes, o herói tem mais opções para usar a sorte. Se você mantiver apenas Controle de Sorte, então pode querer adicionar alguns Extras como Área (Explosão) e Ataque Seletivo para usar os pontos a mais de Controle de Probabilidade; Adicione quaisquer pontos restantes a qualquer traço que desejar. Você também pode assumir o Controle de Sorte como um poder alternativo de Controle de Probabilidade para o máximo de flexibilidade. Para algo mais radical, faça do Aumento de Feitos um poder alternativo de Controle de Probabilidade. O herói pode usar a sorte para influenciar uma rolagem ou ter acesso à esses feitos, isso abre pontos para outros traços ao custo da flexibilidade.

Pé-de-Coelho da Sorte: Em vez de ser uma parte do herói, coloque a "sorte" do herói em um Dispositivo (ou seja, um talismã, um amuleto, um trevo de quatro folhas), etc. Desta forma, o Herói Afortunado, mais cedo ou mais tarde, terá que trabalhar para recuperar sua sorte.


Sidekick Herói Afortunado

Nível de Poder: 6 (90 Pontos)

Habilidades
For 10 (+0), Des 10 (+0), Cons 10 (+0), Int 10 (+0), Sab 10 (+0), Car 16 (+3).

Salvamentos
Resistência +5/+3*/+0**, Fortitude +5, Reflexos +5, Vontade +5
*Surpreso **Sem Colete

Perícias
Blefar 6 (+9), Notar 6 (+6).

Feitos
Distrair (Blefar), Equipamento.

Poderes
Fortalecer Ataque 4
Fortalecer Defesa 2
Fortalecer Feitos 13 (Alvo Esquivo, Esquiva Fabulosa [Sorte], Evasão x2, Maestria em Arremesso x3, Memória Eidética, Rolagem Defensiva x2, Sorte x3)
Controle de Sorte 3 (Extras: Área [Estouro], Ataque Seletivo; Feitos: Progressão 4 [150 ft. radius])

Equipamento
Dado (para Maestria em Arremesso), Colete a Prova de Balas (Proteção 3; [Feitos: Sutil])

Combate
Ataque+9, Agarrar +9, Dano (Desarmado +0), (Dado +3), Defesa +7, Recuo 2, Iniciativa +0

Habilidades 6 + Perícias 3 + Feitos 2 + Poderes 44 + Combate 20 + Salvamentos 15 = 90pp

domingo, 1 de abril de 2018

Desilusão com a comunidade de RPG... ou ainda há espaço para desilusão?


Desilusão com a comunidade de RPG...
...ou ainda há espaço para desilusão?


Vamos ao tema mais que necessário do momento. Durante essa semana, tivemos uma postagem muito esclarecedora e clara da Cecília Reis Braga em sua conta particular do Facebook. Nessa postagem ele narrava sua atual relação com o meio de RPG e o quanto essa relação à estava desgastando – assim como à muitas outras pessoas. O motivo desse desgaste é algo que já comentamos muito aqui na Confraria.

Leia abaixo a postagem da Cecília:

O vídeo do Luciano me colocou pensando na minha estafa geral com RPG. Já faz mais de ano que rolaram as coisas que me afastaram, mas ainda assim eu não venci o cansaço pra produzir mais coisas pra esse meio.

O problema do RPG é que a comunidade vocal é bem meh, saca? Tirando a galera que rodeia esse povo que fala e discute espaços seguros, que são produtores e militantes muito carinhosos e respeitosos, na medida do possível, o resto é... cansativo. Você passa seis meses, um ano, fazendo o treco, com todo o stress que "fazer trecos" envolve, que é se desdobrar pra arranjar tempo livre, pesquisar, escrever, deixar de pegar freela pra não ficar doente com tudo isso, superar a insegurança, aguentar o conjuge segurando firme pra não dizer que ta com saudade de passar tempo com você, pagar revisor... Você posta, tem tipo 30 downloads, um silêncio ensurdecedor... Eu ainda dou a sorte de não ser alguém polêmico e que não chove hater na minha vida...

Eu postei meu compendio de fantasia urbana, teve cinco comentários positivos e, sem brincadeira, 40 discutindo adaptar Mundo das Trevas pra Savage. E nenhum deles nem deu uma olhada no material nacional grátis que tava ali.

E quem quer se profissionalizar com isso vê uma discussão de 600 comentários de gente reclamando desse desejo.

Esse ano eu perdi uma amiga que passou anos produzindo pra RPG e convivendo com a pouca recompensa de fazer isso. E a ida dela colocou muita coisa pra pensar. Tipo, sério, que vontade que dá de usar a pouca energia que a gente tem, todo o stress de superar todas as neuras, pra produzir pra isso, saca? Vale a pena?

Eu não preciso do tutorial de ninguém de como produzir, como aquele tal Diogo parecia super disposto a dar. Eu faço algo, ainda que seja cinco minutos na hora do almoço, todos os dias, de algum projeto. Ultimamente tem sido artesanato e literatura. Compensa mais.

Edit 1: Então assim, antes de falar bosta de pq "minoria não produz", tenta entender por quê” [link]

Recentemente abordei o tema quando falamos sobre a importância da representatividade africana e negra no RPG e como isso era omitido ou deturpado na grande maioria dos títulos e sistemas de RPG do Brasil e do mundo [Link]. Sejamos claros – quase proibidos. Mas dois pontos são cruciais nesta fala da Cecília e que devem ser exaltados – o mito da falta de produção das minorias e o real perfil excludente da comunidade rpgistica.

Cecília é uma produtora de conteúdo de RPG que passa pelo problema que a grande maioria dos produtores de conteúdo em RPG, quando pertencentes à minorias ou quando com produção focada em minorias passa – exclusão e incompreensão. Em seu texto ela narra dolorosamente como está se ejetando da produção de conteúdo para RPG por uma atuação perniciosa da comunidade em si. Essa é uma ação consciente de proteção de uma pessoa que está sendo vencida na batalha contra a comunidade rpgistica e de seus pré-conceitos e preconceitos. Todos temos a perder com isso!

Ela esclarece algo que todos percebemos de uma forma ou de outra – minorias não tem espaço no meio rpgistico. Mas isso é muito diferente da ilusão que a maioria da comunidade rpgistica insiste em acreditar de que as minorias não produzem. Quando falo em minorias falo em mulheres, negros e toda a comunidade LGBT. E não só produtores de conteúdo dentro deste perfil, mas também quem produz centrado em temas ligados à esses perfis.

Minorias produzem sim e isso não é um fenômeno recente. A noção errada de que a produção de minorias e para minorias é rarefeita ou recente é sintomático de uma sociedade que é excludente em sua raiz. E o RPG espelha isso da pior forma possível. O meio está acostumando com sistemas e cenários que privilegiam um perfil padrão que acaba por tornar-se o exemplo do que seria “o correto”. E isso não é uma característica “de fora”, mas do meio como um todo... quase uma característica do hobby. Essa mesma característica do RPG em sua gênese o fez ingressar pelo alto na sociedade e no Brasil isso não foi diferente. Ora, é só puxarmos pela memória e lembrarmos de como o RPG ingressou no Brasil. Aquele nosso amigo (ou o amigo do amigo) que tinha trazido de fora um “jogo” que era novidade, em inglês e que precisava ser importado e traduzido.

A era Xerox tinha início... e isso não fez do jogo mais inclusivo já que ainda assim estava centrado em um perfil da sociedade, aquele perfil que tinha como ter conhecimento do jogo, que tinha como traduzir o jogo ou mesmo que tinha como arcar com a cópia do jogo. Isso criou nichos específicos e muito bem delimitados, nichos esses que apenas foram se fortalecendo e aumentando seus muros ao longo do tempo. Qualquer um que desejasse entrar nesse mundinho fechado e que não fosse do perfil “nerd padrão” acabava por ter que provar diariamente que merecia estar ali, nem que fosse pela benevolência dos rpgistas do grupo.

Todo esse modus operandi da comunidade rpgistica acaba por se refletir na visibilidade de tudo o que está fora “do padrão”. A parcela consumidora dos rpgistas não tende a procurar por uma produção que não se encaixe naquilo que estão acostumados a consumir, consumo este regrado por esse mesmo modus. Ao mesmo tempo, editoras e produtores de conteúdo não tendem a ser muito incisivos em trabalhar ou investir naquilo que está fora do “perfil padrão” tanto por meio da repercussão quanto por causa da visibilidade que esse tipo de ação causa. Para ser ainda mais direto, vemos muita indignação de editoras e pessoas de “renome” no meio, mas pouca ação concreta, permanente e construtiva. O resultado é que temos uma produção (de e para minorias) que passa desapercebida da grande maioria da comunidade rpgistica, criando a impressão de que essa produção é rarefeita, quando na verdade ela anseia por mais espaço.

Um segundo efeito extremamente desagradável é a falsa impressão de que falta conhecimento para que essas minorias tenham sua produção visível e atingindo o grande público. Desculpem-me se exagero no uso do termo, mas é quase como se a comunidade rpgistica padrão se valesse do mansplaining para “mostrar para as minorias como elas devem fazer”. É uma incrível demonstração de superioridade que apresenta-se de forma assustadoramente natural e, muitas vezes, inconsciente (sugiro uma lida na retratação de um rpgista que respeito muito e que percebeu seu equívoco neste caso – Link). Não falta qualidade, criatividade e conhecimento para a produção dessa parcela que representa as minorias – falta espaço sem preconceito e condições de exercerem seu desejo de produzirem.

Quem acompanha o meio rpgistico à mais tempo, digamos décadas, sempre se deparou com um ambiente machista e excludente... isso não é novidade agora, nem nunca foi. Os não tão recentes debates sobre ambientes seguros não são um movimento novo, mas uma agenda de um grupo que cansou de sofrer. Volta e meia fico sabendo de pessoas do meio, todas pertencentes à essas “minorias”, que estão desistindo, deixando de participar, que estão entregando os pontos, pois aquilo que deveria ser motivo de realização, alegria e empoderamento esta se tornando doloroso e até traumático. Estamos perdendo muito com isso ao perdermos o material produzido que com toda a certeza enriqueceria a comunidade rpgistica. Mas estamos perdendo ainda mais ao deixarmos de lado a possibilidade de sermos uma comunidade agregadora.

A pergunta que vem depois dessa fala é óbvia: Como mudar isso?

As respostas não são fáceis, mas são atitudes possíveis. Primeiramente, e antes de tudo, algo simples, uma palavrinha que parece ter perdido muito do seu sentido nos últimos tempos – respeito. Pode parecer piegas, mas é a pura verdade. Quero dizer respeito ao outro, respeito ao diferente de você, respeito àquilo que possa inicialmente fugir do que você – cara pálida – considera “normal”. Tenha respeito à produção do outro, tenha respeito ao alvo da produção do outro, respeito ao tema da produção do outro e àquilo que o “outro” eleja como prioridade. Apenas isso já seria uma revolução significativa. Esse é um conselho geral, fora do simples RPG, algo para o dia a dia neste mundo conectado... e que claro, influenciaria nas relações dentro do RPG.

Pensando em RPG há algumas iniciativas que poderiam ser adotadas. Falando diretamente: mais ação das editoras. Os discursos de apoio poderiam ser substituídos por ações concretas. É muito bonito editoras e selos apoiarem lutas sem arregaçarem as mangas ou colocarem a cara à tapa. Chega de tokenismo nesses assuntos e vamos promover uma verdadeira integração em que a linha de corte seja apenas a qualidade e a criatividade e não a cor ou gênero de quem produz, ou o status da editora frente seu “cliente padrão” e muito menos o alvo “padrão” de seus produtos.

Está na hora das editoras e selos pensarem na comunidade rpgistica como um todo em que mulheres, negros e a comunidade LGBT também desejam serem representados e estarem presentes, onde possam sentar em uma mesa de jogo sem ter a necessidade de criarem regras de última hora para poderem ser eles mesmos em um grupo de aventureiros. E que isso seja abordado nos sistemas e cenários nacionais de uma forma respeitosa e não como uma nota de rodapé ou box de canto de página. Onde os cenários que tenham ligação com esses grupos e que sejam respeitosos e não um fan service para a comunidade atual que já tem tanto ao seu dispor.

Também está na hora de percebermos que a omissão e, mais do que isso, a falta de reação real, são formas de reforçar as ações excludentes e preconceituosas. Editoras e autores em RPG têm de perceber sua responsabilidade quando seu produto é usado como fonte de desrespeito, preconceito ou fomento ao ódio, assim como os produtores de eventos de RPG devem ficar atentos às ações negativas (que são muitas) que ocorrem em suas atividades. Queremos ver mais ações positivas como a do projeto Jogarta, que realizou uma retratação pública após uma ação de transfobia em uma mesa em um evento promovido por eles [Link].

Outra forma muito interessante na qual o RPG pode começar a solucionar esse problema é promover nos eventos regulares espaço para um debate real e aberto desses problemas, com pessoas reais que os vivenciam e que sofrem com isso. Isso já tem melhorado aos poucos, mas ainda estamos engatinhando neste tipo de abordagem. Ainda vemos os mesmos rostos fazendo os mesmos discursos sem ampliarmos realmente o debate. Embora eu saiba que os eventos servem realmente para promoção e lançamento de sistemas, autores e cenários, seria bom que ele mudasse seu foco para servir ao RPG e não à editoras. A comunidade rpgistica deve ser confrontada com esse problema para que aqueles que o promovem se sintam acuados, e para aqueles que reproduzem essa prática sem noção real de seus atos, sejam alertados. Fala-se tanto em profissionalização do RPG, e muitos inclusive brincam e fazem pouco desse termo, sem pensar que bons eventos são muito mais do que mesas e mais mesas de jogo (normalmente para promover sistemas, cenários ou editoras). Eventos de RPG deveriam ser o momento para debate, discussão e aprendizado, para troca de experiências reais e solução de problemas igualmente reais. Deveriam ser o momento para integração de todos os membros da comunidade como um só corpo em um amálgama. Isso seria a real profissionalização do RPG. Infelizmente eles ainda são personalistas, excludentes e corporativistas.

Muitos podem dizer – “ah, esse assunto de novo!?”. Sim, esse assunto de novo, pois não temos melhorado muito. Os erros têm sido repetidos. As ações têm sido superficiais, quando ocorrem. E muitos ainda parecem surpresos quando tocamos nesse assunto. Não quero mais ver amigas (mesmo que digitais) dizendo que abandonaram o meio do RPG por esses problemas. Não quero ver amigos que mesmo não tendo sofrido esses horrores preferem se afastar, pois ver outros sofrendo os enoja. Não quero ver mulheres editoras se afastando do meio e de nosso convívio, pois seu trabalho, traduções e opiniões de qualidade não agrada à uma parcela masculina e machista. Não quero ver minha amiga e colega transexual tendo medo de exercer aquilo que tanto ama – mestrar RPG. Não quero ver um de meus melhores amigos, negro, tendo de se contentar com um sistema e cenário que não o vislumbra como personagem real. Não quero ver mais esse debate como uma pauta necessária, pois isso poderá significa que as coisas estão começando a ser ajeitar.

Desculpem pelo tom ácido e irritado em algumas passagens, mas sempre vi o RPG como uma maravilhosa oportunidade de expor nossa criatividade, como uma forma de visitar outros mundos e, mais do que tudo, uma forma de diversão universal.

Bons jogos!