quinta-feira, 9 de abril de 2009

Entrevista da Confraria

A Confraria entrevista
Rogério Saladino


Na quarta entrevitsa da Confraria de Arton temos o prazer de conversar com Rogério Saladino. Ele, como a maioria deve se lembrar, é um dos membros do Trio Tormenta. Por muito tempo foi participante da revista Dragão Brasil, além de ter participado das revistas Dragon Magazine e Dragon Slayer e ainda ter trabalhado como tradutor de algumas reconhecidas obras de RPG. Mais recentemente Rogério Saladino assumiu a editoria dos títulos Marvel da Panini. Vamos dividir nossa conversa em dois temas, principalmente - RPG e MARVEL.

Sobre RPG

1 – Para começar, sem ter a menor pretensão de ser original, gostaríamos que nos contasse como foi sua história particular com o mundo do RPG. Como iniciou suas andanças pelas mesas de jogo e como foi se desenvolvendo a vida de RPGista?

Rgs. Nossa… faz um tempinho. Comecei a jogar em 1991, num evento de Star Trek que um amigo ajudou a organizar. Eu já sabia que RPG já existia antes, e também era um grande fã da série de livros Aventuras Fantásticas, de Steve Jackson (o outro) e Ian Livingstone. Comecei com GURPS (incrível, não?) e em seguida passei a jogar AD&D, e não larguei mais… Com o tempo, na época que eu ainda estava cursando a faculdade de Jornalismo, na Cásper Líbero, acabei entrando em contato com o pessoal da Abril Jovem que estava desesperado porque tinham que fazer uma revista de RPG, mas não conheciam ninguém que entendesse sobre isso. Fui entrevistado e fiquei como editor da Dragon Magazine por dez edições. Nesse período, eu conheci boa parte do pessoal que trabalha com RPG no Brasil (uma parte eu já conhecia, era um antigo freqüentador da Devir, quando ela importava mais quadrinhos do que RPG). Nisso conheci também o Marcelo Cassaro, e tínhamos uma boa relação de amizade. Sinceramente, não acredito nessa de “ele é editor da revista concorrente, então tenho que odiá-lo com todas as minhas forças”. Isso é uma besteira enorme. Quando saí da Abril, o Marcelo me convidou para trabalhar com ele. Fiquei com ele por um tempão e o resto imagino que o povo já saiba. Participei de traduções de livro com a Devir (Ravenloft, meu cenário favorito, traduzi o Domains of Dread), de projetos com o pessoal da Gibiteca Henfil, fiz trocentas matérias para a DB, participei da criação do cenário Tormenta, dei um monte de sugestões para Holy Avengers, participei de uma pá de eventos… ufa! Hoje estou um pouco afastado, mas ainda escrevo suplementos para Tormenta e eventuais matérias para a DragonSlayer. Quando sobra tempo, claro.

2 - Em algumas oportunidades disseste que era fã de Forgotten Realms. De que forma este cenário influenciou tua visão sobre Tormenta?

RgS. Hmmm... essa é meio complicada de responder. Para mim FR é o meu estilo padrão de RPG, então a minha forma de ver Tormenta está permeada com esse estilo. Claro que eu jamais cairia na besteira de conscientemente fazer versões artonianas de personagens, monstros, eventos, organizações ou quaisquer outros elementos característicos de FR. Sempre vi Tormenta como uma oportunidade de colocar idéias legais num cenário igualmente que pudesse ser usado para praticamente qualquer tipo de campanha. Talvez a fato dos dois cenários serem enormemente versáteis possa ser vista como uma das maiores e principais influências de um no outro.

3 - Quando o Trio Tormenta começou a conversar sobre a criação do cenário tu, particularmente, achaste que chegaria onde está hoje – o mais bem sucedido cenário totalmente nacional de RPG? Onde acha que ele ainda pode chegar?

RgS. Pra dizer a verdade, não. Eu achei que seria muito bom pra revista, pra gente escrever sobre um cenário específico, que poderíamos nos divertir mais e fazer histórias mais interessantes para os leitores, com mais espaço para trabalharmos. Em alguns momentos, cheguei a imaginar que alguns elementos precisariam de tempo para ficarem realmente interessantes, para que os jogadores usassem e depois a gente evoluísse a coisa, mudando partes aqui e ali para ficar ainda mais bacana e propiciasse aventuras mais emocionantes e/ou chocantes. Não sei até onde pode chegar o cenário, principalmente porque não parei muito para pensar sobre isso a longo prazo. Prefiro me concentrar mais em resolver alguns pontos e pensar em outras novidades para se desenvolver.

4 - Cassaro forjou Mestre Arsenal. Trevisan criou o Crânio Negro. Qual o vilão que recebeu tua atenção especial (ou personagem), ou qual o vilão que gostaria de ter criado para o cenário?

RgS. Uma vez comentei com o Cassaro que eu só fiz coisa do mal para o cenário. E “mal” com “M” maiúsculo. O deus Szaass, Mzzileyn, alguns sumos-sacerdotes bem malvados… Não tenho nenhum personagem que gostaria de ter escrito ou feito para o cenário, pois nunca fui impedido de escrever nada. Muito pelo contrário, o Cassaro pedia é mais, para a gente escrever mais o tempo todo. Tenho liberdade para escrever o que eu quiser, desde que não conflite com o trabalho dos outros, então é bem capaz de aparecer no futuro mais vilões, personagens, monstros e elementos escritos ou desenvolvidos por mim.

5 – Um grande projeto, à certa altura, foge das mãos do criador e começa à andar sozinho. Tormenta cresceu tanto que a atividade dos fãs gera novos elementos, personagens, linhas e aventuras inéditas e originais à todo dia. Sabemos que o RPG se presta bem para isto. Como tu vês iniciativas como a do projeto Aliança Negra, que gerou um volume muito interessante sobre uma região pouco abordada até aquele momento, e outros tantos projetos que estão em fase inicial tal como o projeto Deserto da Perdição, ambos dos participantes do Fórum Jambô?

RgS. Como eu disse antes, estou um pouco afastado e não tenho acompanhado com a devida atenção as iniciativas novas dos fãs, o que acho uma pena. Mal consigo responder em tempo hábil os recados no meu perfil do Orkut. Eu até precisaria dar uma olhada no Deserto da Perdição, porque tenho algumas idéias para a região e queria muito ver o que os leitores estão esperando de lá.

No mais, esse tipo de iniciativa e de apoio dos fãs integra a enorme massa de incentivo que eu encontro por aí, na internet, nas mesas de jogo, nos encontros e nos eventos. É por conta de coisas como esses dois projetos que eu me sinto ainda mais motivado a continuar escrevendo e criando pro cenário e para RPG. Isso é que me mostra que tem muita gente que gosta do que eu escrevi, e que pede por mais. Compensa todos os momentos ruins que passei como profissional, compensa e muito.

6 – Acho que ninguém nega que a trilogia do Leonel, ambientada em Arton, foi uma ótima materialização de todo o universo de Tormenta. Quais as tuas opiniões sobre a trilogia?

RgS. O Leonel é um excelente escritor, e eu não canso de me surpreender com ele. E não é porque ele escreveu um livro de “fantasia de RPG”, não. É porque ele escreveu três livros formidáveis. O leitor não precisa ser fã de RPG, jogador ou etc. para curtir o que ele escreveu, basta gostar de fantasia medieval. Ou nem isso até. Um certo problema com quem escreve livros baseados em cenários de RPG é que acabam falando só pra quem já curte o hobby, esquecendo que é bom a gente conseguir mais leitores. Já li um moooonte de romances publicados pela TSR/Wizards (todos de Ravenloft, praticamente todos do R. A. Salvatore e muitos, muitos sobre Underdark, drows e mortos-vivos), e digo sem a menor sombra de dúvida, que o Leonel pode figurar tranquilamente entre esses autores.

7 - O que pretende ainda realizar ou contribuir para o cenário de Tormenta? Continua trabalhando ativamente em Tormenta ou as tuas atividades extra-RPG impedem?

RgS. Não tenho a menor intenção de largar o cenário de Tormenta ou deixar de escrever para RPG. Tenho alguns projetos, algumas idéias e algumas coisas que quero escrever, matérias, suplementos, livros e outros. Mas o tempo agora é um pouco mais escasso, por isso não vou anunciar nada para não furar em seguida. O bom é que como eu não tenho prazos, posso fazer esse material com calma, detalhados e etc.

Sobre Marvel

8 - Atualmente tu está como editor da Marvel na Panini. Como foi trocar o mundo editorial do RPG pela potência que é a Panini e a Marvel? O que contou mais, para tua experiência, para ajudar a chegar à Panini - já ter participado de revistas de sucesso como a DB e a DS ou ter feito parte de um projeto de sucesso como Tormenta?

RgS. Essa troca foi… curiosa. Sempre quis trabalhar com quadrinhos, até mesmo antes de começar a escrever para RPG. O trabalho é bem diferente, apesar de ter alguns pontos meio parecidos ali e aqui. Tem muita coisa para fazer e cuidar (acho que “cuidar” é a palavra mais certa, deveria estar na definição de editor), muitos personagens, cronologia, terminologia, respeito pela obra de outro autor… coisas assim. Acho que o que pesou mais na minha contratação foi a experiência com revistas, a forma escrevo, como encaro o trabalho, afinal, eu sou um jornalista que trabalha (e sempre trabalhou) com veículos de comunicação social, voltados para públicos específicos, com necessidades igualmente específicas. Também tem o fato de que eu sempre tento manter ao máximo uma postura profissional em tudo que faço. Acho que deve ter ajudado… Participar da criação e do desenvolvimento de Tormenta também ajudou, já que é uma excelente forma de mostrar como você escreve, como você cria, edita e etc. Mais fácil do que chegar e dizer “eu sei fazer, confie em mim, tá?”.

9 - Sou fã desde o início dos anos oitenta da Marvel. Ainda por cima sou mutantemaníaco desde a primeira página lida dos X-Men. Imagino que se eu, fã como sou, fosse convidado para ser editor da Marvel com toda a certeza ficaria entre o pavor e a histeria. Como foi contigo, ser convidado para trabalhar na Panini, e qual a tua relação com os quadrinhos de heróis?

RgS. Na verdade, eu que procurei. Sabia que estavam precisando de gente para trabalhar na redação de super-heróis e entrei em contato, mandei texto de teste e etc. Fiquei extremamente feliz quando soube que fui selecionado. Com o tempo e com as reformulações na redação, fiquei responsáveis por títulos de peso, Homem-Aranha, X-Men, Wolverine, X-Men Extra e Marvel Millennium: Homem-Aranha. A idéia era eu me tornar responsável por personagens relacionados (mutantes, por exemplo) e também o Homem-Aranha, tanto a versão tradicional como a versão millennium, porque não seria mais organizado, eu poderia me dedicar e entender melhor as tramas, relações e etc. Claro que me deu um baita frio na barriga, porque é uma responsabilidade e tanto! Homem-Aranha é um ícone, um dos maiores da Marvel, e os heróis mutantes tem uma legião de fãs dedicadíssimos. Mas isso não poderia ser um fator para me impedir que fazer um bom trabalho, oras! Eu tento cada vez mais fazer o melhor trabalho possível, fazer com que as revistas ficassem o melhor possível para os leitores. A responsabilidade é boa para me manter sempre atento, sempre preocupado com a qualidade do material.

Sabe que o mais engraçado de ser um editor de heróis Marvel, é que antes de trabalhar na Panini, era mais leitor da DC Comics, fã de Batman, Lobo, Legião dos Super-heróis e outros. A verdade é que eu lia (e ainda leio) muita coisa, diversos títulos de variadas editoras, além das duas grandes. Sou um grande fã de quadrinhos de terror e fantasia, acompanho muitos lançamentos e séries (por exemplo os quadrinhos relacionados a Hellraiser, Army of Darkness, Friday the 13th, por exemplo) e também acompanhei muito mangá, quadrinho europeu e alguns alternativos (que é mais a praia da minha esposa).

10 – Algo bem particular com relação à tua atividade de editor. Sabemos que a quantidade de títulos da Marvel, principalmente nos Estados Unidos, é enorme. Um grande problema que tínhamos (em tempos de Abril), falo como leitor e fã, é que eram lançadas algumas linhas de histórias ligadas à certos grupos de personagens, e muita coisa (mesmo que relacionado à estes personagens mas que estavam em outros títulos) ficava fora da grade de lançamentos. Mesmo hoje, com o ótimo tratamento dado pela Panini aqui no Brasil, sabemos que vários títulos não são lançados. Com funciona esta política de escolha de lançamentos e escolha de títulos para um mercado como o brasileiro?

RgS. As decisões sobre quais títulos serão lançados aqui no Brasil passa pelo crivo da matriz da Panini, na Itália. A gente participa, sugere, insiste, reclama e tudo mais, mas a palavra final é deles (afinal, eles são a Panini). Pode até parecer meio ditatorial, mas não é não. Na maioria das vezes, eles ouvem nossas sugestões e opiniões, assim como nossos argumentos, e tem consciência que a gente conhece o nosso mercado. Parando para pensar um pouco, não é tão difícil assim escolher o que precisa ser publicado. Temos os títulos “básicos”, como X-Men, Homem-Aranha, Vingadores e muitos outros. A partir destes, a gente vê o que é mais necessário (ou melhor, está mais relacionado com o que está acontecendo) para o leitor acompanhar melhor as histórias. A gente também acompanha as edições mais adiantadas das revistas, para saber o que precisa sair. Sem contar que ainda temos que nos preocupar com a cronologia (que por fezes os próprios americanos se bagunçam) e com eventos importantes que precisam sair antes de determinadas edições.Eu sei que tem muita gente que pede para este ou aquele título ser publicado, e para pararmos de publicar um outro. Não são escolhas fáceis e por vezes ficamos um pouco indecisos sobre onde sair este ou aquele título, mas garanto que tentamos sempre equilibrar a qualidade do material com a necessidade dele dentro do Universo Marvel.

11 - Estamos envoltos numa crise econômica mundial. A Marvel, no Brasil, já passou por problemas em época de outras editoras que a levaram desde a troca de títulos, troca de tamanho das revistas até culminar nas edições Premium e encerrarem atividade. Já a Panini está – pelo menos aos olhos dos fãs e leigos – cada vez mais forte. Temos uma inundação de títulos, de especiais, de séries que parecem não ter limite. Qual o motivo da Marvel lançada pela Panini ter um enorme sucesso em sua caminhada no Brasil? Ainda, de que forma a crise pode modificar isso e quais as medidas que tomaram?

RgS. Eu trabalho a relativo pouco tempo na Panini, comparando com nomes como Fernando Lopes e Fabiano Denardin, mas acho que posso dizer a minha humilde opinião a respeito do sucesso da Panini. O primeiro fator é, sem dúvida, a enorme preocupação com a qualidade das edições. Cada vez mais, a editora procura encontrar formas de melhorar ainda mais a qualidade das revistas. Volta e meia temos algumas polêmicas, ou alguns assuntos que o leitor não gosta, como a distribuição setorizada (que pode não ser a melhor alternativa, mas viabiliza muitos lançamentos que talvez nem sequer chegassem por aqui), por exemplo.

A Panini quer vender mais revista, para isso elas precisam ser boas, o material publicado precisa agradar ao leitor, as edições ficarem melhores dentro de preços justos. E há um esforço nesse sentido. É um raciocínio lógico, não?

12 - Pode adiantar algumas das novidades guardadas pela Panini para o Brasil para breve?

RgS. Em abril teremos (ou tivemos, depende de quando a entrevista for ao ar...) uma verdadeira enxurrada de especiais do Wolverine (sabe como é, tem filme do personagem, badalação etc.), como a edição Anual, Logan, encadernados como Inimigo do Estado e Duro de Matar e Eu, Wolverine. Para maio teremos aguardadas edições especiais do Demolidor, como a Biblioteca Histórica e Diabo da Guarda. Também temos a Invasão Secreta, minissérie que vai bagunçar muito a vida dos heróis Marvel (tá, eu sei que já dissemos isso antes, mas vai acontecer mesmo, de novo...). Também teremos algumas boas novidades nas revistas mensais, em parte por conta da Invasão Secreta. E tem muito mais coisa, mas seu falar, os outros editores me matam...

Obrigado pela participação e estamos sempre à disposição!!!

RgS. Eu é que agradeço pelo convite e pela entrevista, e pela paciência de esperar as minhas demoradas respostas.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mundo dos Quadrinhos

Primeiro semestre repleto de emoções!

Não me lembro da última vez que tivemos um início de ano tão cheio de emoções no mundo dos quadrinhos de heróis. Temos de tudo um pouco.

Complexo de Messias: A Panini começou ainda no mês de fevereio a mais nova mega-saga sobre mutantes. Para aqueles que não sabem (ou que não tem o costume de ler regularmente quadrinhos dos X-men) a vida dos mutantes no universo Marvel não anda nada facil. Neste últimos anos, além da crescente intolerância quanto a sua condição, eles passaram por uma série de sagas que os tem destruido regularmente. Isso culminou com a quase dizimação de todos os mutantes da Terra. Poucos sobreviveram e esses tem sido caçados como animais. Agora a esperança retorna com o nascimento do primeiro mutante desde os terrriveis acontecimentos de Dizimação e Dia M. Mas o futuro desta criança está ameaçado. Complexo de Messias apresenta-nos esses acotecimentos e seus desfechos. É uma incrível aventura que junta simplesmente todos os heróis mutantes (X-Men, X-Factor, Cable, Novos Mutantes, Carrascos etc) onde muitas baixas acontecerão e muita coisa nunca mais será a mesma. Ele tem sido lançado nas revistas mensais X-Men (números 86, 87 e 88 em Maio, R$ 7,50). São quase cem páginas divididas entre grandes desenhistas num tom sombrio que estimula nossa entrada na estória.

Mês de Wolverine: Em primeiro de maio terá lançamento mundial o filme "X-Men Origens: Wolverine". Preparando o terreno a Panini está criando uma programação especial para o baixinho envocado. Serão seis lançamentos imperdíveis. Além da revista mensal (edição 53, R$ 7,50) serão lançadas mais cinco. Eu, Wolverine (144 páginas) é a reedição de uma mini-série já lançada duas vezes aqui no Brasil e desenhada por Frank Miller. Wolverine - Duro de Matar (120 páginas) é outra reedição desenhada por Leinil Francis Yu. Wolverine, Inimigo do Estado (312 páginas e capa dura) trás o traço do clássico desenhista John Romita Jr trazendo reedições de histórias da própria revista mensal Wolverine da Panini. Wolverine Anual 3 (144 páginas, R$ 15,90) trás oito histórias inédias. Wolverine: Logan (72 páginas) trás uma minissérie completa de Brian Vaughn e Eduardo Risso.

É só aproveitar!!!
João Eugênio Brasil

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

LOA – Alani Ryan


Nível de Poder: 3

FOR 10 (0) DES 14 (+2) CON 10 (0) INT 12 (+1) SAB 12 (+1) CAR 14 (+2)

Resistência +1, Fortitude +1, Reflexo +4, Vontade +2.

Ataque 3, Dano 0 (desarmado), Defesa +5, Esquiva +2, Iniciativa +1.

PERÍCIA: Acrobacia +6, Ofício [surfista] +9.

FEITOS: Atraente, De pé.

PODERES: Intangibilidade 4 [Feito: Seletivo] - Ligado - Desintegração 8 [Feito: Incurável].

Pontos: 86
10 (habilidade) + 5 (salvamento) + 12 (defesa) + 3 (perícias) + 2 (feitos) + 54 (poder)

NOTA: Está não uma das mais conhecidas 'novas' heroínas dos Novos X-men, mas como estou tentando postar todos os membros dos mutantes não vou deixar ninguém de fora. E mesmo ela não sendo muito poderosa, seu poder tem um certo charme !!!

sábado, 4 de abril de 2009

Material de Apoio - Lâminas II - Espadas & Simbolismo



ESPADAS & SIMBOLISMO
Os rituais mais comuns com o uso das espadas

A espada representou, desde cedo, um elemento ligado ou à status ou a honra. Seu simbolismo ia além da simples imagem de instrumento de matar. Era algo que representava alguma coisa a mais. Diferentes culturas tinham esta mesma noção fossem elas europeias, asiáticas ou africanas, muito embora fossem por motivos diferentes.

Neste material de apoio temos nossa atenção principalmente direcionada para a compreensão europeia sobre o assunto. Este direcionamento não é meramente aleatório, mas uma quase imposição do tema. O universo de RPG, embora tenha pinceladas em seus cenários de elementos orientais, é quase que em sua totalidade uma representação esteriotipada da Europa medieval.

Na Europa a espada sempre esteve envolvida por uma aura simbólica, mas que podemos dividir em duas fases – uma antes do cristianismo e outra depois.

Até o cristianismo (isso quer dizer principalmente durante os adventos dos Impérios Romano e Grego, principalmente) a espada representava algo um tanto mundano. Ela normalmente era o símbolo da bravura pessoal de um guerreiro ou de um governante. E este simbolismo era percebido muito mais pelos ‘outros’ do que pelo próprio guerreiro. Quando lutavam contra um guerreiro de renome, reconhecido por inúmeras batalhas vencidas, os adversários reconheciam a espada dele como uma continuidade de sua fama, uma representação de tudo aquilo o que ele trazia como experiência e representativo de orgulho. Ou quando lutavam contra o governante de uma nação, sua espada era vista como o símbolo de todas as pessoas que este governante tutelava ou o poder de todo o seu exército.

Após o cristianismo as coisas mudaram aos poucos. Não é novidade que o maior simbolismo surgido na Idade Média foi o impressionante desenvolvimento do poder da Igreja Católica em toda a população. Todos queriam viver dentro dos preceitos impostos pela Igreja. A espada aparece dentro dos textos bíblicos de forma bem clara. Ela faria parte da grande Armadura do Bem e possuidora da palavra de Deus (Hebreus 4:14 e Ephesians 6:16-18), além disso, era representada nas mãos do arcanjo Gabriel em representações artísticas da época e em outros segmentos bíblicos [e não sei qual a origem exata disto, mas muitos pesquisadores dizem que possivelmente foram partes escritas já durante o início da Idade média]. Não foi difícil que este simbolismo religioso fosse gradativamente agregando-se à espada e ao seu uso.

As espadas eram, agora, elas mesmas as detentoras do simbolismo. Um cavaleiro, ao empunhar uma espada, estaria levando consigo a simbologia do ideal religioso o qual acreditavam, do modo que vida que escolheram, e da forma que preferiram lavar suas vidas. Claro que podemos, encurtando o assunto, dizer que uma das grandes influenciadoras desta ligação da espada com a igreja foram elementos históricos externos tais como combates contra não católicos (eslavos e muçulmanos) e luta contra as heresias. [Não vou ir além no tema histórico, pois poderia levar uma centena de páginas discutindo sobre influências históricas disso].

Não posso e nem poderia dizer que isto acontecia com a totalidade dos que empunhavam uma espada, mas era quase uma regra. Outros símbolos também se agregavam às espadas, mas sempre complementares ao religioso e de abrangência mais reduzida. Assim poderiam trazer consigo a ideia de uma família como elemento de herança e nome. Poderia trazer a ideia de status de um grupo social ou nobre. Não importa o símbolo, sempre vinha agregado ao grande elemento religioso ‘católico’.

Cavaleiros ao serem ordenados recebiam bênçãos de sacerdotes católicos que lhes proferia os deveres de levar tal arma ‘tão’ ligada à instituição religiosas, impondo deveres éticos.

Com o andar da Idade Média esse simbolismo foi sendo personificado em desenhos e ornamentos nas próprias espadas. O local preferido era a empunhadura da espada que ganhava desenhos sacros ou apenas um design que lembrava um verdadeiro crucifixo.


SIMBOLISMO NOS RITUAIS
Não para menos que a espada era o ponto central de uma série de rituais dentro da Idade Média (principalmente). Toda esta aura de honra, mesclada à mística religiosa, conferiam à ela a imagem ritualística que lhe transformaram naturalmente em uma peça quase sempre presente nesses momentos.

Aqui temos alguns exemplos de rituais ou de expressões usando a espada:

‘Em minha honra’: realizar um juramento de honra sobre sua espada. Isto era feito por qualquer um segurando a empunhadura de sua própria espada (sem tira-la da bainha), ou beijando a lâmina da espada de outra pessoa (comum entre pessoas da nobreza). Se o juramento fosse quebrado, o indivíduo poderia ser executado pela sua própria espada.

‘Nomeando um cavaleiro’: este era o processo formal de conferir o título de Cavaleiro à um indivíduo. A cerimônia poderia ser muito formal com a muita pompa. O ganho de adornos (maior parte da cerimônia) era o processo do cavaleiro ganhar uma nova arma e armadura. A apresentação da espada era o ato central da ordenação frequentemente performatizado pela nobreza (ou por outro cavaleiro) executando um tradicional discurso. Dados históricos mostram que a maioria dos cavaleiros era nomeada durante batalhas com pouca formalidade.

'Beijar a espada': a forma mais comum de confirmar um juramento ou lealdade.

'Espada e casamento': num casamento, uma espada poderia ser usada para representar um noivo em sua ausência.

'Entregando sua espada': render sua arma para outro como parte de uma rendição ou deixando-se prender. Vitoriosos requeriam a espada para quebrarem em uma cerimônia de degradação. Isto era especialmente realizado de forma interna para expulsão visto que a espada era a marca de um oficial.

'Rito de passagem': a espada é o símbolo da fidalguia (ou de um guerreiro nos mais primitivos períodos) e quando cerimonialmente apresentado pela primeira vez, o recebedor era confirmado como integrante daquela posição social. Para qualificar essa oportunidade, era frequentemente solicitada uma prova de linhagem (herança) e treinamento, mas em especiais situações essas formalidades eram omitidas.

'Apresentar a espada': para execução.

'Cair sobre sua espada': para cometer suicídio.

'Atirado sobre a espada': ter sido morto em batalha.

'Sentenciado "à espada"': morto pela espada em execução, especialmente quando decapitando.

'Juramento de sangue': piratas e algumas culturas eram conhecidas por usar sangue para confirmar juramentos solenes. A mais comum cerimônia envolvia duas pessoas em um juramento usando suas adagas (ou espadas), abrindo um corte em suas mãos e então apertando as mãos, colocando um corte sobre o outro, numa forma de misturar o sangue. Com seu sangue unido, eles união suas almas. Quebrar este juramento era penalizado com a morte.



Todos esses rituais eram realizados principalmente nas regiões da mais ao sul e central do continente europeu, mas a espada tinha funções e usos rituais por todo o lugar onde estivesse. Por exemplo, com os vikings, os noivos antes do casamento passavam por um ritual preparado pelos homens casados da comunidade. Uma espada era colocada dentro do túmulo de um de seus ancestrais e o noivo deveria recuperá-la. Ao conseguir ele era celebrado – um menino que entra na morte e renasce como um homem com sua espada. Essa espada passava a ser parte do vestuário cerimonial do casamento – a arma que serviria para proteger e símbolo da fertilidade (elemento fálico clássico). Durante o casamento a espada era dada à noiva (que a guardaria para os futuros filhos) e lhe entregaria uma espada de seus representando a transferência de proteção da noiva de seu pai para seu marido.

Já na cultura judaica temos o ritual Tahdid, realizado até hoje por algumas comunidades ortodoxas judaico marroquinas. Esse ritual acontecia nos sete dias entre o nascimento e o ritual da circuncisão para afastar o recém nascido do ‘mau-olhado’ dos outros e da ação do demônio Jhouns. Toda os dias havia celebrações com muita comida e festividade na casa da família. Ao lado da porta da criança dois cantores ou poetas recitavam e cantavam Hrobis elogiando as qualidades da família e da criança. À meia-noite (hora do demônio) começa o Tahdid diário, quando apenas os homens da festividade ficam no quarto com uma espada de aço (considerado o melhor material para afastar o demônio) e cantam enquanto desenham nas paredes e ao redor da porta e janelas, símbolos de proteção. Dizem que esse ritual originou-se do Chir Hachirim, que mencionava que o rei Salomão era cercado por sessenta soldados carregando suas espadas.




O Nome da Espada
Um nome nada mais é do que uma simbologia que possibilitava o reconhecimento de quem a empunhava, assim como seus valores ou mitos. Essa prática pode ser encontrada em toda a Europa (e além). Historicamente essa tradição de nomear espadas teria surgido nas culturas escandinava e celta. Era ostensivamente feito para dar à arma "poder" sobrenatural e ao seu dono controle sobre esse poder.

Os exemplos são muitos:

Colada – uma das duas espadas pertencentes à El Cid (século XI), da nas suas ações na Península Ibérica.

Durendal – espada de Roland, paladino franco de Carlos Magno entre os séculos XI e XII.

Grus – pertencente à Boleslaw Krzywousty, duque da Polônia no século XII.

Joyeuse – espada de Carlos Magno. A lenda dizia que essa espada havia sido forjada para conter em seu pommel a Lança de Longinus (conhecida como Lança Sagrada ou Lança do Destino, que teria sido usada para perfurar Jesus Cristo na cruz). Outras lendas diziam que era forjada com o mesmo material de Durendal e Curtana.

Curtana, a espada da misericórdia – pertencente à Holger Dansken, o dinamarquês, outro dos paladinos de Carlos Magno. Chamada de Espada de Tristan, é usada para as coroações da coroa britânica desde os tempos de Henrique III.



[Revisão e atualização: 2018]

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

GENTIL - Nezhno Abidemi


Nível de Poder: 12

FOR 34/10 (+12/0) DES 12 (+1) CON 34/12 (+12/+1) INT 14 (+2) SAB 18 (+4) CAR 12 (+1)

Resistência +17/+2 [Impenetrável 3]; Fortitude +14/+4; Reflexo +2; Vontade +6.

Ataque +10; Dano 0 [desarmado], +12 [crescido]; Defesa +8; Esquiva +5; Iniciativa +1.

PERÍCIAS: Concentração +12, Idioma +2 [Wakanda nativo, inglês fluente].

FEITOS: Agarrar aprimorado, Ataque dominó.

PODERES: Crescimento 12 [Tamanho: descomunal, For +24, Con +12; Falha: Cansativo –1, Limitado -1 (inconsciente depois de 10 turnos)] - Ligado – Constituição ampliada 12 – Ligado – Proteção 5 [Extra: Impenetrável +3].

Pontos: 108
18 (habilidades) + 5 (salvamento) + 36 (combate) + 2 (perícia) + 2 (feito) + 45 (poderes)

Novos Mutantes - outros membros:
X-23 - Faísca - Elixir - Loa - Mercury - - Pedreira - Satânico - Olhos Vendados - Anole - Gentil - Fada

domingo, 29 de março de 2009

Material de Apoio - Lâminas I - História da Espada


História da Espada

Pensar em espadas é pensar a história de pelo menos os últimos 3000 anos. Não por pouco que ela foi chamada de “A Rainha das Armas”. Em sua longa vida ela foi o resultado de uma sofisticação do conhecimento humano aliada à uma evolução das técnicas de combate.

A espada é frequentemente atribuída às civilizações do velho mundo e aos povos que herdaram a arma. A espada era uma das principais armas no Egito, na África, na Caldéia, na Ásia, na Grécia pré-helênica, em Roma e no continente europeu.

A idade do Bronze estava em seu auge. Os homens aprendiam a trabalhar com formas diferentes de metais. A cada dia descobriam uma forma nova, um metal novo. Antes disso, no início da Idade do Metal, o caminho mais fácil (e porque não dizer lógico) foi a criação de adagas e facas de metal tentando imitar aquilo que conheciam e produziam de pedra (não foi iniciar uma palestra antropológica sobre isto) por isso era inevitável que formas pequenas fossem as primeiras a serem testadas em metal.

Na Idade do Bronze foi a primeira vez que forjou-se lâminas longas (longa em comparação às adagas e facas, e em forma de folha) e com cabos. Foi o exercício do conhecimento adquirido em uma infinidade de experiências realizadas por eles. O mais aceitável é que as primeiras experiências de espadas tenham sido de cabos sendo colocados em pontas de lança. As primeiras forjas foram de cobre e produziam as lâminas em bronze por ser um metal mais fácil de ser trabalhado com a tecnologia que tinham na época.

Como qualquer outra evolução tecnológica, o estímulo para a evolução da espada veio de três fatores – facilidade de manusear, resistência da arma e valor para produção (ou a relação entre facilidade de produzir/dificuldade de encontrar a matéria-prima).

Com isso a espada começou como uma peça única de metal indo da lâmina à empunhadura e em forma de folha com comprimento médio de 50 centímetros (havendo poucos exemplos com cerca de 80 cm e sendo as 30cm a preferência dos espartanos). Algum tempo depois ela ganhou revestimentos para a empunhadura por uma questão de conforto e para facilitar o manuseio. Na Grécia antiga temos as principais representantes das espadas em forma de folha e de bronze - a Phasganon e a Xiphos. As espadas do Império Romano começaram também em forma de folha e de bronze, mas com o advento do uso do ferro as espadas começaram a ter lâmina reta gerando o famoso Gládio, cuja principal evolução foi a Spatha.

Xiphos

Já durante o Império Romano algumas mudanças ocorreram. Uma das principais vantagens estratégicas militares, do Império Romano, era a utilização da cavalaria. Inicialmente eram usadas lanças que se mostravam muito eficientes num ataque veloz de carga, mas à curta distância eram completamente dispensáveis. Depois da carga teriam de largar a lança e usar o gládio. Mas pelo curto comprimento da lâmina mostrava-se mais ineficiente sobre o cavalo, obrigando-os a descer do animal. A solução foi procurar uma arma que pudessem usar de forma eficiente sem descer do cavalo. Surgiam assim as primeiras espadas longas da história – as Spathas. Elas podem ser consideradas como o verdadeiro ponto de partida para a grande maioria das espadas que surgiriam daí para frente na Europa

Gládio e Spatha

Curiosidade: A palavra ‘ESPADA’ vem do latin spatha (espada longa e reta romana de cavalaria), e anteriormente, do grego spathe. Por esta definição sabres e katanas não seriam espadas. Por definição elas seriam uma arma branca de um ou dois fios numa lâmina reta cortante ou perfurante e com uma empunhadura.

Esse desenvolvimento da lâmina de bronze e ferro não foram exclusividade das regiões gregas e romanas. Os povos do período celta tardio, os “bárbaros” escandinavos e vikings, tinham uma variação da spatha romana. Era uma espada de ferro, com lâmina reta e com as duas laterais afiadas, mas com uma ponta arredondada, medindo entre 85cm e 110cm.

Com o século IX e o contato dos povos a espada como era conhecida começou a mudar. A lâmina estreitou-se e a empunhadura alongou-se, ganhando a guarda cruzada clássica para proteger as mãos, o pommel ficou mais pesado (e ornamentado) para equilibrar o movimento da lâmina. Inicialmente essas espadas eram uma mistura dos estilos ‘vikings’ e ‘romanos’, como uma espada de transição. Foi inicialmente chamada de Arming sword ou espada-de-uma-mão como foi tipicamente conhecida no início da Idade Média. Com seus cerca de 80cm era a espada padrão dos campos de batalha ate o século XIV . Era leve e com ótimo equilíbrio, projetada mais para cortar do que para perfurar.

O advento das armaduras, cada vez mais espessas e protetoras, serviu como um das razões à evolução das espadas. Tivemos três tipos de espadas surgindo dessa época: as broadswords, as sideswords e as longswords. Espadas mais longas eram necessárias para causar mais dano e perfurar tamanha proteção ou para se adaptarem às mudanças nas formas de combate e técnicas de guerra da época. Estes três tipos de espadas foram usadas por mais de três séculos (entre os séculos XIII e XVII) e eram a arma mais amplamente usada nas guerras e combates por toda a Europa.

Broadsword

Longsword

Sidesword

Nesta época, junto com a evolução das novas espadas, elas começam a ganhar um elemento à mais, um elemento simbólico. Os nobres, a classe de guerreiros que se valia amplamente das espadas, começaram a usa-las mesmo quando estavam sem as pesadas armaduras, dando um rosto à lâmina. Elas começaram a encerrar em si um simbolismo de poder e nobreza

Outro segmento de espadas surgiram na Idade Média, uma espécie de variação da Spathas romanas. As conhecidas claymores (derivada do termo gaélico claudheamh mòr, que significa espada grande) e as greatswords (ou grandes espadas) propriamente ditas, que eram normalmente usadas e conhecidas como espadas-de-duas-mãos. Eram espadas para combates pesados e que requeriam técnicas específicas para seu manuseio.

Claymore

Nos séculos XVI e XVII as rapiers tronaram-se muito populares. Eram espadas mais leves com uma proteção ornamental para o punho, baseando-se mais nos golpes de perfuração do que de corte. Estávamos em plena época dos duelos. Junto com as inovações que esse novo tipo de espada trouxe tivemos o incrível surgimento de inúmeras escolas de combate sendo as principais as escolas alemã e italiana.

Rapier

Depois das rapiers, como inovação, tivemos as basket-hilted sword, originadas de uma junção das sideswords e dos rapiers no século XVII. Daqui saíram quase meia dúzia de outras espadas. Outros tantos tipos de espadas apareceram por toda a Europa, mas sem criarem linhas ou linhagens. Eram mais pontuais, mas não menos importantes. O advento das armas de fogo acabaram por tornar a evolução das espadas algo mais ligado à estética do que à funcionalidade.


Basket-hilted sword

Não é o nosso interesse em fazer um tratado sobre espadas, apenas tornar claro diferenças e características e apresentar aos fãs de fantasia, seja RPG ou literatura, elementos que possam ser usados.

[Atualização 2018]

sexta-feira, 27 de março de 2009

Telonas fervilhando!

Anjos, Demônio e Patetas nos cinemas

Pois é.... parece que mesmo em plena crise mundial nada afeta o mundo maravilhoso da sétima arte. As novidades estão aqui.

Para começar temos a segunda adaptação para o cinema de uma obra literária de Dan Brown. Anjos e Demônios chegará às telas grandes em 15 de Maio. Neste segundo filme - mas que na verdade foi lança o livro antes de Código Da Vinci - o protagonista, Professor Robert Langdon (Ton Hanks), investiga a sociedade secreta dos Iluminati entrando novamente na mira da Igreja.


Os problemas do personagem com a Igreja não se restringem ao munda da ficção. Nas vésperas do lançamento mundial do filme o Vaticano, por meio de Marco Fibbi - porta-voz da Diocese de Roma - pediu o boicote à produção. Se na primeira vez isso não deu certo, acho difícil que emplaque desta vez.

Outra produção que promete será Avatar (nada relacionado com o desenho de sucesso). Filme dirigido por James Cameron, o primeiro desde Titanic, trás uma produção de ficção com números astronômicos. Já trabalharam no filme mais de mil pessoas e os custos estão girando em torno de 200 milhões de dólares. O jornalista da revista Time, Josh Quittener, ficou tão impressionado que disse que por maisque tentasse não conseguia diferenciar o que era computação gráfico do que não era. Avatar combina duas tecnologias inovadoras. A tecnologia de e-motion, que captura imagens de pequeníssimas câmeras ligada à cabeça dos atores, e a tecnologia 3D. "Eu não conseguia distinguir o que era real e o que era virtual - mesmo sabendo que a criatura azul malhada de dois metros e meio não poderia ser real. As cenas eram tão embasbacantes e absorverntes que na manhã seguinte tive o desejo peculiar de voltar àquele mundo, como se Pandora fosse real", disse Quittener. O lançamento está previsto para 18 de dezembro.

Não tão comentado pela mídia Lua Nova, continuação de Crepúsculo, já está em produção com lançamento em 20 de novembro deste ano. Nesta segunda produção a personagem Bella Swan entre em contato com o mundo misterioso dos lobisomens. No elenco duas estréias - Dakota Fanning, no papel de uma jovem e sinistra vampira, e Chaske Spencer. De resto o elenco continua o mesmo com Robert Pattinson, Kristen Stewart e Nikki Reed.

Para encerrar temos uma promessa que deverá nos render algumas boas risadas. Está em fase de captação de elenco a readaptação de Os Três Patetas. Por enquanto de confirmado apenas Jim Carrey no papel de Curly e Sean Penn no papel de Larry. Para encarnar Moe está sendo tratada a vinda de Benicio Del Toro. Mas isso só para o segundo semestre de 2010.

terça-feira, 24 de março de 2009

Dragons Slayer 24 pronta!!!

Dragons Slayer 24 sai em abril!

Parece que a polênica acerca de edirção 23 deu algum resultado. A nova edição da DS, a 24, deve sair em abril, num tempo record, segundo o site da Editora Jambô.


O lançamento da edição 23 trouxe muita polêmica tanto pela questão da qualidade quanto por questões de escolhas dos editores. Pelo visto todos querem apagar a péssima imagem da edição anterior. E nada melhor, para isso, do que uma nova edição.

Esta é listagem de conteúdos:

2 Notícias do Bardo GSL, M&M e outras letras misturadas.

4 Encontros Aleatórios Toda seção de cartas precisa de uma Paladina (ou mais).

6 Reviews O Inimigo do Mundo 2ª edição, Manual do Malfeitor, O Feiticeiro da Montanha de Fogo.

9 Sir Holland Princesa, olha o dano, e não o desenho!

10 Toolbox Elementar, meu caro warlock.

12 Mestre da Masmorra No princípio, eram os dados...

14 Em Guarda! Campeonatos, gladiadores, apostas e tietes gostosas.

24 Watchmen É a melhor HQ de todos os tempos, sim! Pare de discutir!

36 Gazeta do Reinado GUERRA!

38 Chefe de Fase Se você conseguir derrotar eles, talvez a Tormenta nunca venha a Arton...

46 Hellsing Alucard é um nome que não engana mais ninguém.

52 Fundo do Baú No meu tempo, era assim que se jogava com mechs...

55 Retrato Rolado Elfo frutinha, anã gatinha.

56 Pela estrada afora... Chapeuzinho Vermelho with lasers.

De cara os comentários no Fórum Jambô foram muito positivos. Particularmente - e avaliando apenas pela lista de assuntos e pela capa - parece-me ser uma edição bem mais interessante. No geral as matérias parecem deixá-la mais bem fechada...Vamos aguardar e conferir.

Tem de tudo um pouco. Mas sobressaem as matéias sobre Watchmen e adpatação de Hellsing. Mas a grande expectativa está na Gazeta do Reinado com o título simples "Guerra!. Isso já foi suficiente para me deixar louco para adquirir esta nova edição!!!

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores - Anole

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores
ANOLE – Victor Borkowski



Nível de Poder: 9

HABILIDADES
FOR 20 (+5) DES 16 (+3) CON 12 (+1) INT 12 (+1) SAB 12 (+1) CAR 14 (+2)

SALVAMENTO
Resistência +10 [Impenetrável 2]; Fortitude +3; Reflexo +5; Vontade +2.

COMBATE
Ataque +6; Dano +9; Defesa +8; Esquiva +4; Desprevenido +4; Iniciativa +7.

PERÍCIAS
Escalar +11, Furtividade +10, Notar +6, Performance [atuação] +1.

FEITOS
Ação em movimento, Arremessar aprimorado, Ataque defensivo, Ataque furtivo, De pé, Esconder-se à plena vista, Esquiva fabulosa, Iniciativa aprimorada, Liderança, Trabalho em equipe.

PODERES
Controle de fricção 7 [aderência - Falha: Alcance -2 (toque); Limitado –1 (apenas na extremidade dos membros - mãos e pés)]
Camuflagem 8 [visão – Falha: Camaleão -1]
Regeneração 5 [Desabilitado 5 (1 minuto) - Feito: Crescimento de Membros]
Super-movimento 1 [escalar paredes]
Proteção 5 [Extra: Impenetrável +2]
Golpe 4 [Feito: Pujante – Falha: Limitado/braço modificado]
Salto

PONTOS: 112
26 (habilidades) + 9 (salvamento) + 28 (combate) + 8 (perícias) + 10 (feitos) + 42 (poderes)




Estréia
O mutante Anole foi criado por Nunzio DeFilippis, Christina Weir e Keron Grant. Sua primeira aparição no universo Marvel foi em New Mutants volume 2 (2003). Uma curiosidade sobre o personagem é que ele havia sido criado para ter uma vida curta. A ideia inicial era que Anole cometeria suicídio após declarar sua homossexualidade e de ser rejeitado por causa disso. Mas uma preocupação sobre a aceitação disso acabou fazendo os executivos da Marvel repensarem a estratégia. O personagem continua sendo homossexual, mas o enfoque encontrado foi bem diferente.

História
Victor nasceu na cidadezinha de Fairbury, no estado americano de Illinois. Desde que nasceu ele sempre teve suas características mutantes bem visíveis, mas nunca sofreu qualquer tipo de preconceito por isso. Mas isso muda quando o sentimento anti-mutante começa a aumentar nos Estados Unidos. Antes mesmo que as coisa mudem os pais de Victor o mandam para o Institudo Xavier.

Ele se adapta muito bem ao Instituto e logo nos primeiros dias Victor recebe seu codinome – Anole. Nesta época o Instituto estava com um grande número de jovens e para conseguir treinar todos de forma adequada eles eram separados por esquadrões. Seu primeiro grupo era comandado por Estrela Polar, o Esquadrão Alfa. Victor começa a criar um estreito laço com seu mentor que o ajuda à desmistificar sua sexualidade e assumir sua opção.


Durante o arco Dia M, ele é um dos poucos 27 alunos que não perderam seus poderes mutantes. Com essa grande perda de alunos as equipes são rearranjadas e um grupo base é criado com o nome de New X-Men. Mas neste novo grupo, escolhido por Emma Frost, Anole não estava presente. Mesmo assim ele permaneceu no Instituto, na esperança de ser utilizado, e isso logo acontece. Ainda neste arco temos um acontecimento que mexeu profundamente com ele e com todos os remanescentes do Instituto. Durante a retirada dos ex-alunos, que estavam agora sem poderes, houve um ataque de um grupo extremista anti-mutante comandado pelo Reverendo William Stryker. Durante o ataque o ônibus onde os estudantes estavam deixando a escola é explodido, matando todos. Além disso, um ataque é feito contra quem ainda estava no Instituto. Por muito tempo aquele acontecimento permaneceu na mente dos sobreviventes. O enterro deles foi uma das sequências de cenas mais interessantes que já li do grupo.

Logo em seguida temos um arco curto que muda muita coisa muito rapidamente. O grupo dos New X-Men é sugado por um portal e é levado para a dimensão de Belasco, o inferno. Ali Anole mostra seu potencial liderando todos com muita maestria embora fosse subestimado. Durante o combate contra os demônios eles encontram Magika, Illyana Rasputin, irmão de Colossus. Como consequência imediata Anole tem um de seus braços decepado, sendo gerado outro no lugar, mais forte, bizarro e mortal. Quando retornam sãos e salvos, tanto Anole quanto Fada, outra que teve uma ótima atuação no momento de crise, são integrados aos New X-Men.

Daí em diante Anole encara várias missões e aventuras ao lado dos New X-Men, até o final do arco Complexo de Messias. No final deste série Cíclope fecha o Instituto e debanda todos os alunos. Com isso só resta à Anole voltar para casa. Mais tarde tentam recrutá-lo mas ele recusa em um primeiro momento. Mais tarde ele acaba aceitando o convite e se junta à Dani Moonstar e seus Young X-Men, em São Francisco.

Todos as grandes séries, como a Invasão Secreta, Utopia e Nação X, dentre muitas outras, tiveram a participação importantíssima de Anole.

Poderes
A principal característica, e visualmente mais fácil de perceber, é sua pele reptiliana esverdeada. Ela não possui, em si, nenhum grande poder agregado, além de uma ligeira proteção. Sua mutação, e provavelmente sua ligação com os répteis, lhe concedem uma agilidade natural com uma ótima coordenação de seus movimentos dificultado que seja atingido em combate corporal. Aliado à isso ele possui uma velocidade de movimentação invejável, acima da humana, tanto em corrida quanto em combate. Como resultado dessas duas anteriores, ele possui ótimos reflexos, propiciando que seu nível de resposta à uma ação ser bem acima da humana.

Sua força é consideravelmente forte, o suficiente para quebrar a armadura de um Sentinela. Mas essa força está restrita aos seus braços, e mais especificamente, seu braço modificado, sendo inútil para ações como chutar e arrastar.

Como efeito provavelmente reptiliano, ele cansa muito mais lentamente que um humano normal, podendo ficar horas em atividade física sem sentir-se esgotado. Anole possui uma língua elástica e bifurcada, com capacidade para aderir em objetos. O comprimento não é específico, mas sabe-se que pelo menos ela é um pouco maior que a altura dele. Ele possui também o poder de se camuflar, alterando sua cor e aparência ligeiramente possibilitando uma grande interação visual com o local onde está.


Como se tudo isso não fosse o bastante, ele tem a capacidade de se fixar em superfícies verticais, semelhante ao Homem Aranha. Para isso ele tem de estar com as mãos e ou pés livres.

Por fim Anole tem uma capacidade regenerativa muito boa, embora bem mais lenta que de outros exemplos do mesmo poder como Wolverine. Ele já teve um braço amputado completamente regenerado. Não sabemos se ele chega a ser quase imortal como Wolverine, mas temos certeza de que ele consegue se recuperar de ferimentos de forma relativamente rápida.