domingo, 19 de abril de 2009

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

GATA NEGRA – Felícia Hardy


Nível de Poder: 6

FOR 12 (+1) DES 20 (+5) CON 12 (+1) INT 13 (+1) SAB 12 (+1) CAR 16 (+3)

Resistência +2, Fortitude +2, Reflexo +6, Vontade +2.

Ataque +6, Dano +1, Defesa +10, Esquiva +8, Iniciativa +4.

PERÍCIAS: Acrobacia +8, Arte da fuga +7, Escalar +8, Furtividade +9, Notar +3, Prestidigitação +7.

FEITOS: Ação em movimento, Agarra aprimorado, Agarra preciso, Alvo esquivo, Armação, Ataque furtivo, Atraente, Blefe acrobático, De pé, Desarmar aprimorado, Equipamento, Esconder-se à plena vista, Foco em esquiva 3, Iniciativa aprimorada.

PODERES: Controle de Sorte 4 [Feito: Inato, Sorte 3*; Falha: Incontrolável, Limitado (não afeta outros)]; Velocidade 2, Proteção 1.

EQUIPAMENTO: luvas com garras retráteis

Pontos: 76
25 (habilidades) + 3 (salvamento) + 20 (defesa) + 4 (perícias) + 16 (feitos) + 8 (poder)

NOTA: A Gata Negra é uma anti-heroína muito carismática e charmosa. Para quem lembra das aventuras do aracnídeo preferido antes de seu casamento com a Mary Jane não esquece da quase ‘dupla dinâmica’ saltando por entre os prédios e perseguindo bandidos. Sua capacidade natural de criar azar para os outros (e por que não pensar que azar para os outros seria sorte para ela) a torna uma adversária interessante, mesmo não sendo muito poderosa.

* Segundo o UP Sorte, como feito do poder Controle de Sorte, é uma boa pedida para otimizar o uso do poder.

sábado, 18 de abril de 2009

Beholder Cego 12

Chegou a Beholder Cego 12, finalmente!!!

Depois de um logo jejum a Beholder Cego 12 foi lançada. Ontem mesmo, no blog do Shi Dark, vou realizado o lançamento. Seguindo a mesma linha das edições anteriores há uma boa variedade de assuntos. Mas o que mais me chamou a atenção, num primeiro momento, foi a adaptação de Ace Combat para 3d&t Alpha e o final da celebre aventura 'O Fundo do Abismo'.

Como nunca escondi, sou fã da BC e posso garantir que sempre será uma ótima aquisição ler suas edições.

Aproveite!!!! Baixe aqui!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Animextrem 2009

Animextreme: 11ª edição e muitas atrações

Neste final se semana teremos a décima primeira edição da Animextreme, em Porto Alegre. Como de costume as atrações são muitas e a diversão garantida.

Concursos: Para começar teremos muitos concursos. Para quem curte cosplay haverá a seletiva do World Cosplay Summit (etapa JBC) que escolherá uma dupla que participará da grande final brasileira, em junho, em São Paulo. OS finalistas participarão da final mundial no Japão. Vale salientar que nos anos de 2006 e 2008 os selecionados nas estapas JBC tornaram-se campeões mundiais (regras). O Circuito Gaúcho de Cosplay terá sua primeira etapa (de um total de três) no Animextreme deste ano (regras). A premiação é atrativa: uma televisão 32" e um PlayStation 2 ou dois mil reais em dinheiro.

Teremos muitas disputas de games também. Tekken 5 e Guitas Hero III, sensações no mundo dos games, terão espaços para disputas na Arena de Games. Mesas para Yu-gi-oh e Magic estarão disponíveis para jogos.

No campo do RPG, organizado pelo pessoal da Jambô e da Multiverso, contará com mesas para D&D 3.5, 3D&T Alpha, Mutantes & Malfeitores e Storyteller. Duas atividades muito interessantes serão o Duelo Arcano (onde podersos magos e feiticeiros se enfrentarão utilizando todas as armas possíveis) e Área dos Gladiadores (para disputas entre gurreiros).

Para terminar ainda teremos Concurso de Desenhos e uma versão do "Qual é a música" japonês.

Convidados: Duas grandes presenças neste ano - os dubladores Hermes Baroli e Fátima Noya. Hermes tem uma carreira bem longa e cheia de participações. Já dublou de Changeman, Jaspion, Seya (CAvaleiros do Zodiáco), Leya (Shuratu), Joe (Digimon), Ciclope (X-Men Evolution), Alex (Guddan Wing), Roy Mustang (Full Methal Alchemist) entre outros. Fátima Noya, gaúcha e residente de São Paulo, tem uma carreira igualmente impressionante: Konohamaru (Naruto), Gohan e Goten (crianças), Ranma, Sangô (Inu Yasha), Hotaru Tomoe (Sailor Moon), Sun (Lost), Docinho (Garotas Super Poderosas) etc.

Palestras: Pelo menos quatro palestras serão ministradas sobre Cosplay e quadrinhos. Mas a mais interesante (ao meu ver pelo menos) será "Quadrinhos e Filosofia", apresentada pelo professor Gelson Weschenfelder fazendo uma analise dos super-heróis e das histórias em quadrinhos com a filosofia

Estandes: Teremos quase quarenta estandes espalahados pelo espaço do encontro dos mais diferntes assuntos possíveis.

Workshops: Três muito interessantes estarão por lá: workshop de maquiágem estética ( Luly, representante oficial do ClickCosplay), de desenho para Mangá (com o desenhista Sérgio Silva “Triesse”) e de Oregami (com Bruno Lunkes).

E isso é só o começo. Compareça e participe.

Data: 18 e 19 de Abril de 2009.
Hora: 11:00 às 20:00.
Local: Colégio Dom Bosco
Ingresso: R$10,00 + 1Kg de alimento (antecipado) ou R$13,00 + 1 Kg de alimento (antecipado).

terça-feira, 14 de abril de 2009

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

DOMINÓ – Neena Thurman


Nível de Poder: 8

FOR 12 (+1) DES 20 (+5) CON 12 (+1) INT 16 (+3) SAB 14 (+2) CAR 14 (+2)

Resistência +5, Fortitude +4, Reflexo +8, Vontade +2.

Ataque +8 [corpo-a-corpo], +10 [arma de fogo]; Dano +1 [desarmada], +6 [Sniper], +4 [pistola pesada]; Defesa +11; Esquiva +6; Iniciativa +8.

PERÍCIAS: Acrobacia +8, Arte da fuga +8, Computadores +7, Conhecimento [Manha] +8, Conhecimento [tática] +5, Desarmar dispositivo +7, Dirigir +8, Escalar +8, Furtividade +7, Investigar +5, Notar +5, Obter informação +7, Pilotar +6.

FEITOS: Ação em movimento, Alvo esquivo, Ambidestria, Armação, Ataque acurado, Ataque furtivo, Avaliação, Blefe acrobático, Derrubar aprimorado, Equipamento 13, Especialização em ataque 2 [à distância], Foco em esquiva, Iniciativa aprimorada, Mira aprimorada, Prender arma, Rastrear, Combat driver [veículo terrestre].

PODERES: Controle da Sorte 4 [Feito: Inato, Sutil, Sorte 2]; Super-sentidos 2 [visão aguçada, rastrear/visão]; Rapidez 2; Super-movimento 4 [Escalar paredes].

EQUIPAMENTOS: Sniper [Feito: Sutil (silenciador), Acurado, Preciso, Tiro preciso] (21 pontos) [dano +6]; Pistola pesada x2 [Feito: Preciso, Tiro preciso 2] (19 pontos) [dano +4]; Cinto [equipamentos variados – comunicador, gazuas, mini lanterna, multiferramentas, flashbang (Pasmar 4)] (20 pontos); Faca de combate [Feito: Penetrante] (5 pontos).

Pontos: 123
28 (habilidades) + 12 (salvamentos) + 22 (defesa) + 10 (perícias) + 30 (feitos) + 22 (poderes)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Livros

A Volta do Mundo Emerso

Licia Troisi, a mais popular e bem-sucedida autora de livros de fantasia da Itália e autora das Cronicas do Mundo Emerso retorna, e retorna com força total. Na sua nova trilogia - Guerras do Mundo emerso -, o foco do primeiro livro fica a cargo da disputa pelo poder entre Dohor, o Cavaleiro de Dragão que se tornou o rei da Terra do Sol, e a Guilda dos Assassinos, que ressucitou o culto ao Tirano e pretende conquistar o poder. Intriga, suspense e nada de quem é bom ou mal. Aqui aparentemente, ninguem é ovelha, e qualquer um pode ser o lobo. Você entra na pele de Dubhe, recém recrutada pela guilda, que com apenas 17 anos é dona de um "obscuro dom de matar", mas jurou que nunca mais tiraria a vida de ninguém.

A SEITA DOS ASSASSINOS (As Guerras do Mundo Emerso # 1)
Autor: Licia Troisi
Editora Rocco
448 páginas
R$ 49,50
Júlio "Julioz" Oliveira

Jogando RPG

PBF - Quem não conhece, deveria!!

Jogar RPG é uma das atividades que mais me dão prazer na vida. E não por menos que criei este blog. As possibilidades de diversão mescladas entre cenários e sistemas dos mais variados são a garantia de diversão plena por longos períodos.

Mas uma coisa que aprendi neste universo maravilhoso é que quanto mais conhecemos, mais temos para conhecer. Um exemplo claro disto aconteceu comigo no que se refere ao PBF.

O que essa sigla significa? Me fiz essa pergunta meses atrás sentindo-me um alienado pois muita gente conhece e parecia que apenas eu não sabia de que se tratava no mundo inteiro. Mas aos poucos fui vndo que muita gente também estava conhecendo pela primeira vez junto comigo.

PBF é a sigla para 'Play by Forum', ou seja, 'Jogar no Fórum'. É uma variação de RPG onde o jogo acontece no ambiente de algum forum que tenha espaço específico para isto. Ou seja, podemos participar de mesas virtuais nos valendo de praticamente qualquer sistema de regras ou mesmo sistemas específicos para PBFs.

Meses atrás o Fórum Jambô começou a organizar-se para a criação de um espaço destinado à PBFs. Na época eu dei pouca atenção. Confesso que tratei o assunto com um pouco de desdem a iniciativa achando pouco provável que tivesse alguma serventia para nós .... os "verdadeiros jogadores".

Mas me enganei redondamente. Fui vendo o desenvolvimento do espaço, no Fórum Jambô, e regularmente ia acompanhando aventuras ali postadas. Fui fisgado. O que era apenas um acompanhamento por curiosidade, transformou-se em motivo grande diversão diária.

São dezenas de aventuras que desenvolvem-e diariamente mantendo ocupados um sem número de participantes. Existe de tudo ali. Temos aventuras de fantasia, de supers, orientias etc. Os sistemas também são variados passando desde d20 até 3d&t. Sistemas próprios de regras também são comuns e de fácil entendimento. Em resumo.....diversão garantida.

Os PBFs trazem grandes vantagens para quem decide participar de suas mesas virtuais.

A principal delas é a facilidade. Não sou o único que tenho dificuldades em conseguir participar de uma mesa regular (semanal, no mínimo) de jogo. Com o tempo e com a idade os compromissos tornam quase impossível a disponibilidade de tempo para aqueles ótimos encontros com os amigos. Com o PBF você pode participar facilmente de um grupo sem a necessidade de se deslocar e de gastar tempo. A qualquer momento você pode entrar no Fórum e fazer sua jogada ou acompanhar as dos outros.

Outra vantagem é a de conseguir grupos. Com tempo curto (mesmo quando conseguimos participar de uma mesa regular) nos impossibilita de estar em mais de um jogo ao mesmo tempo. Com o PBF isso não acontece. Você pode participar (desde que não prejudique o andamento dos jogos) de quantas aventuras desejar.

Você também pode testar vários sistemas. É sempre complicado conseguir um grupo para cada sistema que desejamos experimentar. Mas num PBF a facilidade no acesso aos mais variados sistemas (e cenários) é uma benção. è muito valioso para testarmos, também, nosso conhecimento nas regras em ação aprendendo muito com os jogos e com os mestres.

Mas alguns cuidados devem ser tomados. Como tudo, a organização é fundamental. Para tudo correr bem regras de convivência e de desenvolvimento dos projetos são fundamentais. No caso da Jambô, seu espaço para PBF está muito bem cercado de regras que trabalham muito bem para o ótimo funcionamento daquele segmennto, além do cuidado de um eficiente moderador.

Eu indico para todos aqueles que adoram RPG, mas não tem mais tempo ou não tem um grupo fíxo de jogadores para particiar de uma mesa.... procurem o seu jogo preferido e divirtam-se. E para aqueles que querem experimentar algo novo, ou um sistema novo, ou mesmo colocar suas aventuras em teste... Eu estou aprticipando só de três mesas virtuais.... mas estou me divertindo muito, além de estar positivamente impressionado com a qualidade dos jogos!!!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

Ficha deslocada - AQUI 

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Entrevista da Confraria

A Confraria entrevista
Rogério Saladino


Na quarta entrevitsa da Confraria de Arton temos o prazer de conversar com Rogério Saladino. Ele, como a maioria deve se lembrar, é um dos membros do Trio Tormenta. Por muito tempo foi participante da revista Dragão Brasil, além de ter participado das revistas Dragon Magazine e Dragon Slayer e ainda ter trabalhado como tradutor de algumas reconhecidas obras de RPG. Mais recentemente Rogério Saladino assumiu a editoria dos títulos Marvel da Panini. Vamos dividir nossa conversa em dois temas, principalmente - RPG e MARVEL.

Sobre RPG

1 – Para começar, sem ter a menor pretensão de ser original, gostaríamos que nos contasse como foi sua história particular com o mundo do RPG. Como iniciou suas andanças pelas mesas de jogo e como foi se desenvolvendo a vida de RPGista?

Rgs. Nossa… faz um tempinho. Comecei a jogar em 1991, num evento de Star Trek que um amigo ajudou a organizar. Eu já sabia que RPG já existia antes, e também era um grande fã da série de livros Aventuras Fantásticas, de Steve Jackson (o outro) e Ian Livingstone. Comecei com GURPS (incrível, não?) e em seguida passei a jogar AD&D, e não larguei mais… Com o tempo, na época que eu ainda estava cursando a faculdade de Jornalismo, na Cásper Líbero, acabei entrando em contato com o pessoal da Abril Jovem que estava desesperado porque tinham que fazer uma revista de RPG, mas não conheciam ninguém que entendesse sobre isso. Fui entrevistado e fiquei como editor da Dragon Magazine por dez edições. Nesse período, eu conheci boa parte do pessoal que trabalha com RPG no Brasil (uma parte eu já conhecia, era um antigo freqüentador da Devir, quando ela importava mais quadrinhos do que RPG). Nisso conheci também o Marcelo Cassaro, e tínhamos uma boa relação de amizade. Sinceramente, não acredito nessa de “ele é editor da revista concorrente, então tenho que odiá-lo com todas as minhas forças”. Isso é uma besteira enorme. Quando saí da Abril, o Marcelo me convidou para trabalhar com ele. Fiquei com ele por um tempão e o resto imagino que o povo já saiba. Participei de traduções de livro com a Devir (Ravenloft, meu cenário favorito, traduzi o Domains of Dread), de projetos com o pessoal da Gibiteca Henfil, fiz trocentas matérias para a DB, participei da criação do cenário Tormenta, dei um monte de sugestões para Holy Avengers, participei de uma pá de eventos… ufa! Hoje estou um pouco afastado, mas ainda escrevo suplementos para Tormenta e eventuais matérias para a DragonSlayer. Quando sobra tempo, claro.

2 - Em algumas oportunidades disseste que era fã de Forgotten Realms. De que forma este cenário influenciou tua visão sobre Tormenta?

RgS. Hmmm... essa é meio complicada de responder. Para mim FR é o meu estilo padrão de RPG, então a minha forma de ver Tormenta está permeada com esse estilo. Claro que eu jamais cairia na besteira de conscientemente fazer versões artonianas de personagens, monstros, eventos, organizações ou quaisquer outros elementos característicos de FR. Sempre vi Tormenta como uma oportunidade de colocar idéias legais num cenário igualmente que pudesse ser usado para praticamente qualquer tipo de campanha. Talvez a fato dos dois cenários serem enormemente versáteis possa ser vista como uma das maiores e principais influências de um no outro.

3 - Quando o Trio Tormenta começou a conversar sobre a criação do cenário tu, particularmente, achaste que chegaria onde está hoje – o mais bem sucedido cenário totalmente nacional de RPG? Onde acha que ele ainda pode chegar?

RgS. Pra dizer a verdade, não. Eu achei que seria muito bom pra revista, pra gente escrever sobre um cenário específico, que poderíamos nos divertir mais e fazer histórias mais interessantes para os leitores, com mais espaço para trabalharmos. Em alguns momentos, cheguei a imaginar que alguns elementos precisariam de tempo para ficarem realmente interessantes, para que os jogadores usassem e depois a gente evoluísse a coisa, mudando partes aqui e ali para ficar ainda mais bacana e propiciasse aventuras mais emocionantes e/ou chocantes. Não sei até onde pode chegar o cenário, principalmente porque não parei muito para pensar sobre isso a longo prazo. Prefiro me concentrar mais em resolver alguns pontos e pensar em outras novidades para se desenvolver.

4 - Cassaro forjou Mestre Arsenal. Trevisan criou o Crânio Negro. Qual o vilão que recebeu tua atenção especial (ou personagem), ou qual o vilão que gostaria de ter criado para o cenário?

RgS. Uma vez comentei com o Cassaro que eu só fiz coisa do mal para o cenário. E “mal” com “M” maiúsculo. O deus Szaass, Mzzileyn, alguns sumos-sacerdotes bem malvados… Não tenho nenhum personagem que gostaria de ter escrito ou feito para o cenário, pois nunca fui impedido de escrever nada. Muito pelo contrário, o Cassaro pedia é mais, para a gente escrever mais o tempo todo. Tenho liberdade para escrever o que eu quiser, desde que não conflite com o trabalho dos outros, então é bem capaz de aparecer no futuro mais vilões, personagens, monstros e elementos escritos ou desenvolvidos por mim.

5 – Um grande projeto, à certa altura, foge das mãos do criador e começa à andar sozinho. Tormenta cresceu tanto que a atividade dos fãs gera novos elementos, personagens, linhas e aventuras inéditas e originais à todo dia. Sabemos que o RPG se presta bem para isto. Como tu vês iniciativas como a do projeto Aliança Negra, que gerou um volume muito interessante sobre uma região pouco abordada até aquele momento, e outros tantos projetos que estão em fase inicial tal como o projeto Deserto da Perdição, ambos dos participantes do Fórum Jambô?

RgS. Como eu disse antes, estou um pouco afastado e não tenho acompanhado com a devida atenção as iniciativas novas dos fãs, o que acho uma pena. Mal consigo responder em tempo hábil os recados no meu perfil do Orkut. Eu até precisaria dar uma olhada no Deserto da Perdição, porque tenho algumas idéias para a região e queria muito ver o que os leitores estão esperando de lá.

No mais, esse tipo de iniciativa e de apoio dos fãs integra a enorme massa de incentivo que eu encontro por aí, na internet, nas mesas de jogo, nos encontros e nos eventos. É por conta de coisas como esses dois projetos que eu me sinto ainda mais motivado a continuar escrevendo e criando pro cenário e para RPG. Isso é que me mostra que tem muita gente que gosta do que eu escrevi, e que pede por mais. Compensa todos os momentos ruins que passei como profissional, compensa e muito.

6 – Acho que ninguém nega que a trilogia do Leonel, ambientada em Arton, foi uma ótima materialização de todo o universo de Tormenta. Quais as tuas opiniões sobre a trilogia?

RgS. O Leonel é um excelente escritor, e eu não canso de me surpreender com ele. E não é porque ele escreveu um livro de “fantasia de RPG”, não. É porque ele escreveu três livros formidáveis. O leitor não precisa ser fã de RPG, jogador ou etc. para curtir o que ele escreveu, basta gostar de fantasia medieval. Ou nem isso até. Um certo problema com quem escreve livros baseados em cenários de RPG é que acabam falando só pra quem já curte o hobby, esquecendo que é bom a gente conseguir mais leitores. Já li um moooonte de romances publicados pela TSR/Wizards (todos de Ravenloft, praticamente todos do R. A. Salvatore e muitos, muitos sobre Underdark, drows e mortos-vivos), e digo sem a menor sombra de dúvida, que o Leonel pode figurar tranquilamente entre esses autores.

7 - O que pretende ainda realizar ou contribuir para o cenário de Tormenta? Continua trabalhando ativamente em Tormenta ou as tuas atividades extra-RPG impedem?

RgS. Não tenho a menor intenção de largar o cenário de Tormenta ou deixar de escrever para RPG. Tenho alguns projetos, algumas idéias e algumas coisas que quero escrever, matérias, suplementos, livros e outros. Mas o tempo agora é um pouco mais escasso, por isso não vou anunciar nada para não furar em seguida. O bom é que como eu não tenho prazos, posso fazer esse material com calma, detalhados e etc.

Sobre Marvel

8 - Atualmente tu está como editor da Marvel na Panini. Como foi trocar o mundo editorial do RPG pela potência que é a Panini e a Marvel? O que contou mais, para tua experiência, para ajudar a chegar à Panini - já ter participado de revistas de sucesso como a DB e a DS ou ter feito parte de um projeto de sucesso como Tormenta?

RgS. Essa troca foi… curiosa. Sempre quis trabalhar com quadrinhos, até mesmo antes de começar a escrever para RPG. O trabalho é bem diferente, apesar de ter alguns pontos meio parecidos ali e aqui. Tem muita coisa para fazer e cuidar (acho que “cuidar” é a palavra mais certa, deveria estar na definição de editor), muitos personagens, cronologia, terminologia, respeito pela obra de outro autor… coisas assim. Acho que o que pesou mais na minha contratação foi a experiência com revistas, a forma escrevo, como encaro o trabalho, afinal, eu sou um jornalista que trabalha (e sempre trabalhou) com veículos de comunicação social, voltados para públicos específicos, com necessidades igualmente específicas. Também tem o fato de que eu sempre tento manter ao máximo uma postura profissional em tudo que faço. Acho que deve ter ajudado… Participar da criação e do desenvolvimento de Tormenta também ajudou, já que é uma excelente forma de mostrar como você escreve, como você cria, edita e etc. Mais fácil do que chegar e dizer “eu sei fazer, confie em mim, tá?”.

9 - Sou fã desde o início dos anos oitenta da Marvel. Ainda por cima sou mutantemaníaco desde a primeira página lida dos X-Men. Imagino que se eu, fã como sou, fosse convidado para ser editor da Marvel com toda a certeza ficaria entre o pavor e a histeria. Como foi contigo, ser convidado para trabalhar na Panini, e qual a tua relação com os quadrinhos de heróis?

RgS. Na verdade, eu que procurei. Sabia que estavam precisando de gente para trabalhar na redação de super-heróis e entrei em contato, mandei texto de teste e etc. Fiquei extremamente feliz quando soube que fui selecionado. Com o tempo e com as reformulações na redação, fiquei responsáveis por títulos de peso, Homem-Aranha, X-Men, Wolverine, X-Men Extra e Marvel Millennium: Homem-Aranha. A idéia era eu me tornar responsável por personagens relacionados (mutantes, por exemplo) e também o Homem-Aranha, tanto a versão tradicional como a versão millennium, porque não seria mais organizado, eu poderia me dedicar e entender melhor as tramas, relações e etc. Claro que me deu um baita frio na barriga, porque é uma responsabilidade e tanto! Homem-Aranha é um ícone, um dos maiores da Marvel, e os heróis mutantes tem uma legião de fãs dedicadíssimos. Mas isso não poderia ser um fator para me impedir que fazer um bom trabalho, oras! Eu tento cada vez mais fazer o melhor trabalho possível, fazer com que as revistas ficassem o melhor possível para os leitores. A responsabilidade é boa para me manter sempre atento, sempre preocupado com a qualidade do material.

Sabe que o mais engraçado de ser um editor de heróis Marvel, é que antes de trabalhar na Panini, era mais leitor da DC Comics, fã de Batman, Lobo, Legião dos Super-heróis e outros. A verdade é que eu lia (e ainda leio) muita coisa, diversos títulos de variadas editoras, além das duas grandes. Sou um grande fã de quadrinhos de terror e fantasia, acompanho muitos lançamentos e séries (por exemplo os quadrinhos relacionados a Hellraiser, Army of Darkness, Friday the 13th, por exemplo) e também acompanhei muito mangá, quadrinho europeu e alguns alternativos (que é mais a praia da minha esposa).

10 – Algo bem particular com relação à tua atividade de editor. Sabemos que a quantidade de títulos da Marvel, principalmente nos Estados Unidos, é enorme. Um grande problema que tínhamos (em tempos de Abril), falo como leitor e fã, é que eram lançadas algumas linhas de histórias ligadas à certos grupos de personagens, e muita coisa (mesmo que relacionado à estes personagens mas que estavam em outros títulos) ficava fora da grade de lançamentos. Mesmo hoje, com o ótimo tratamento dado pela Panini aqui no Brasil, sabemos que vários títulos não são lançados. Com funciona esta política de escolha de lançamentos e escolha de títulos para um mercado como o brasileiro?

RgS. As decisões sobre quais títulos serão lançados aqui no Brasil passa pelo crivo da matriz da Panini, na Itália. A gente participa, sugere, insiste, reclama e tudo mais, mas a palavra final é deles (afinal, eles são a Panini). Pode até parecer meio ditatorial, mas não é não. Na maioria das vezes, eles ouvem nossas sugestões e opiniões, assim como nossos argumentos, e tem consciência que a gente conhece o nosso mercado. Parando para pensar um pouco, não é tão difícil assim escolher o que precisa ser publicado. Temos os títulos “básicos”, como X-Men, Homem-Aranha, Vingadores e muitos outros. A partir destes, a gente vê o que é mais necessário (ou melhor, está mais relacionado com o que está acontecendo) para o leitor acompanhar melhor as histórias. A gente também acompanha as edições mais adiantadas das revistas, para saber o que precisa sair. Sem contar que ainda temos que nos preocupar com a cronologia (que por fezes os próprios americanos se bagunçam) e com eventos importantes que precisam sair antes de determinadas edições.Eu sei que tem muita gente que pede para este ou aquele título ser publicado, e para pararmos de publicar um outro. Não são escolhas fáceis e por vezes ficamos um pouco indecisos sobre onde sair este ou aquele título, mas garanto que tentamos sempre equilibrar a qualidade do material com a necessidade dele dentro do Universo Marvel.

11 - Estamos envoltos numa crise econômica mundial. A Marvel, no Brasil, já passou por problemas em época de outras editoras que a levaram desde a troca de títulos, troca de tamanho das revistas até culminar nas edições Premium e encerrarem atividade. Já a Panini está – pelo menos aos olhos dos fãs e leigos – cada vez mais forte. Temos uma inundação de títulos, de especiais, de séries que parecem não ter limite. Qual o motivo da Marvel lançada pela Panini ter um enorme sucesso em sua caminhada no Brasil? Ainda, de que forma a crise pode modificar isso e quais as medidas que tomaram?

RgS. Eu trabalho a relativo pouco tempo na Panini, comparando com nomes como Fernando Lopes e Fabiano Denardin, mas acho que posso dizer a minha humilde opinião a respeito do sucesso da Panini. O primeiro fator é, sem dúvida, a enorme preocupação com a qualidade das edições. Cada vez mais, a editora procura encontrar formas de melhorar ainda mais a qualidade das revistas. Volta e meia temos algumas polêmicas, ou alguns assuntos que o leitor não gosta, como a distribuição setorizada (que pode não ser a melhor alternativa, mas viabiliza muitos lançamentos que talvez nem sequer chegassem por aqui), por exemplo.

A Panini quer vender mais revista, para isso elas precisam ser boas, o material publicado precisa agradar ao leitor, as edições ficarem melhores dentro de preços justos. E há um esforço nesse sentido. É um raciocínio lógico, não?

12 - Pode adiantar algumas das novidades guardadas pela Panini para o Brasil para breve?

RgS. Em abril teremos (ou tivemos, depende de quando a entrevista for ao ar...) uma verdadeira enxurrada de especiais do Wolverine (sabe como é, tem filme do personagem, badalação etc.), como a edição Anual, Logan, encadernados como Inimigo do Estado e Duro de Matar e Eu, Wolverine. Para maio teremos aguardadas edições especiais do Demolidor, como a Biblioteca Histórica e Diabo da Guarda. Também temos a Invasão Secreta, minissérie que vai bagunçar muito a vida dos heróis Marvel (tá, eu sei que já dissemos isso antes, mas vai acontecer mesmo, de novo...). Também teremos algumas boas novidades nas revistas mensais, em parte por conta da Invasão Secreta. E tem muito mais coisa, mas seu falar, os outros editores me matam...

Obrigado pela participação e estamos sempre à disposição!!!

RgS. Eu é que agradeço pelo convite e pela entrevista, e pela paciência de esperar as minhas demoradas respostas.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mundo dos Quadrinhos

Primeiro semestre repleto de emoções!

Não me lembro da última vez que tivemos um início de ano tão cheio de emoções no mundo dos quadrinhos de heróis. Temos de tudo um pouco.

Complexo de Messias: A Panini começou ainda no mês de fevereio a mais nova mega-saga sobre mutantes. Para aqueles que não sabem (ou que não tem o costume de ler regularmente quadrinhos dos X-men) a vida dos mutantes no universo Marvel não anda nada facil. Neste últimos anos, além da crescente intolerância quanto a sua condição, eles passaram por uma série de sagas que os tem destruido regularmente. Isso culminou com a quase dizimação de todos os mutantes da Terra. Poucos sobreviveram e esses tem sido caçados como animais. Agora a esperança retorna com o nascimento do primeiro mutante desde os terrriveis acontecimentos de Dizimação e Dia M. Mas o futuro desta criança está ameaçado. Complexo de Messias apresenta-nos esses acotecimentos e seus desfechos. É uma incrível aventura que junta simplesmente todos os heróis mutantes (X-Men, X-Factor, Cable, Novos Mutantes, Carrascos etc) onde muitas baixas acontecerão e muita coisa nunca mais será a mesma. Ele tem sido lançado nas revistas mensais X-Men (números 86, 87 e 88 em Maio, R$ 7,50). São quase cem páginas divididas entre grandes desenhistas num tom sombrio que estimula nossa entrada na estória.

Mês de Wolverine: Em primeiro de maio terá lançamento mundial o filme "X-Men Origens: Wolverine". Preparando o terreno a Panini está criando uma programação especial para o baixinho envocado. Serão seis lançamentos imperdíveis. Além da revista mensal (edição 53, R$ 7,50) serão lançadas mais cinco. Eu, Wolverine (144 páginas) é a reedição de uma mini-série já lançada duas vezes aqui no Brasil e desenhada por Frank Miller. Wolverine - Duro de Matar (120 páginas) é outra reedição desenhada por Leinil Francis Yu. Wolverine, Inimigo do Estado (312 páginas e capa dura) trás o traço do clássico desenhista John Romita Jr trazendo reedições de histórias da própria revista mensal Wolverine da Panini. Wolverine Anual 3 (144 páginas, R$ 15,90) trás oito histórias inédias. Wolverine: Logan (72 páginas) trás uma minissérie completa de Brian Vaughn e Eduardo Risso.

É só aproveitar!!!
João Eugênio Brasil

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

LOA – Alani Ryan


Nível de Poder: 3

FOR 10 (0) DES 14 (+2) CON 10 (0) INT 12 (+1) SAB 12 (+1) CAR 14 (+2)

Resistência +1, Fortitude +1, Reflexo +4, Vontade +2.

Ataque 3, Dano 0 (desarmado), Defesa +5, Esquiva +2, Iniciativa +1.

PERÍCIA: Acrobacia +6, Ofício [surfista] +9.

FEITOS: Atraente, De pé.

PODERES: Intangibilidade 4 [Feito: Seletivo] - Ligado - Desintegração 8 [Feito: Incurável].

Pontos: 86
10 (habilidade) + 5 (salvamento) + 12 (defesa) + 3 (perícias) + 2 (feitos) + 54 (poder)

NOTA: Está não uma das mais conhecidas 'novas' heroínas dos Novos X-men, mas como estou tentando postar todos os membros dos mutantes não vou deixar ninguém de fora. E mesmo ela não sendo muito poderosa, seu poder tem um certo charme !!!

sábado, 4 de abril de 2009

Material de Apoio - Lâminas II - Espadas & Simbolismo



ESPADAS & SIMBOLISMO
Os rituais mais comuns com o uso das espadas

A espada representou, desde cedo, um elemento ligado ou à status ou a honra. Seu simbolismo ia além da simples imagem de instrumento de matar. Era algo que representava alguma coisa a mais. Diferentes culturas tinham esta mesma noção fossem elas europeias, asiáticas ou africanas, muito embora fossem por motivos diferentes.

Neste material de apoio temos nossa atenção principalmente direcionada para a compreensão europeia sobre o assunto. Este direcionamento não é meramente aleatório, mas uma quase imposição do tema. O universo de RPG, embora tenha pinceladas em seus cenários de elementos orientais, é quase que em sua totalidade uma representação esteriotipada da Europa medieval.

Na Europa a espada sempre esteve envolvida por uma aura simbólica, mas que podemos dividir em duas fases – uma antes do cristianismo e outra depois.

Até o cristianismo (isso quer dizer principalmente durante os adventos dos Impérios Romano e Grego, principalmente) a espada representava algo um tanto mundano. Ela normalmente era o símbolo da bravura pessoal de um guerreiro ou de um governante. E este simbolismo era percebido muito mais pelos ‘outros’ do que pelo próprio guerreiro. Quando lutavam contra um guerreiro de renome, reconhecido por inúmeras batalhas vencidas, os adversários reconheciam a espada dele como uma continuidade de sua fama, uma representação de tudo aquilo o que ele trazia como experiência e representativo de orgulho. Ou quando lutavam contra o governante de uma nação, sua espada era vista como o símbolo de todas as pessoas que este governante tutelava ou o poder de todo o seu exército.

Após o cristianismo as coisas mudaram aos poucos. Não é novidade que o maior simbolismo surgido na Idade Média foi o impressionante desenvolvimento do poder da Igreja Católica em toda a população. Todos queriam viver dentro dos preceitos impostos pela Igreja. A espada aparece dentro dos textos bíblicos de forma bem clara. Ela faria parte da grande Armadura do Bem e possuidora da palavra de Deus (Hebreus 4:14 e Ephesians 6:16-18), além disso, era representada nas mãos do arcanjo Gabriel em representações artísticas da época e em outros segmentos bíblicos [e não sei qual a origem exata disto, mas muitos pesquisadores dizem que possivelmente foram partes escritas já durante o início da Idade média]. Não foi difícil que este simbolismo religioso fosse gradativamente agregando-se à espada e ao seu uso.

As espadas eram, agora, elas mesmas as detentoras do simbolismo. Um cavaleiro, ao empunhar uma espada, estaria levando consigo a simbologia do ideal religioso o qual acreditavam, do modo que vida que escolheram, e da forma que preferiram lavar suas vidas. Claro que podemos, encurtando o assunto, dizer que uma das grandes influenciadoras desta ligação da espada com a igreja foram elementos históricos externos tais como combates contra não católicos (eslavos e muçulmanos) e luta contra as heresias. [Não vou ir além no tema histórico, pois poderia levar uma centena de páginas discutindo sobre influências históricas disso].

Não posso e nem poderia dizer que isto acontecia com a totalidade dos que empunhavam uma espada, mas era quase uma regra. Outros símbolos também se agregavam às espadas, mas sempre complementares ao religioso e de abrangência mais reduzida. Assim poderiam trazer consigo a ideia de uma família como elemento de herança e nome. Poderia trazer a ideia de status de um grupo social ou nobre. Não importa o símbolo, sempre vinha agregado ao grande elemento religioso ‘católico’.

Cavaleiros ao serem ordenados recebiam bênçãos de sacerdotes católicos que lhes proferia os deveres de levar tal arma ‘tão’ ligada à instituição religiosas, impondo deveres éticos.

Com o andar da Idade Média esse simbolismo foi sendo personificado em desenhos e ornamentos nas próprias espadas. O local preferido era a empunhadura da espada que ganhava desenhos sacros ou apenas um design que lembrava um verdadeiro crucifixo.


SIMBOLISMO NOS RITUAIS
Não para menos que a espada era o ponto central de uma série de rituais dentro da Idade Média (principalmente). Toda esta aura de honra, mesclada à mística religiosa, conferiam à ela a imagem ritualística que lhe transformaram naturalmente em uma peça quase sempre presente nesses momentos.

Aqui temos alguns exemplos de rituais ou de expressões usando a espada:

‘Em minha honra’: realizar um juramento de honra sobre sua espada. Isto era feito por qualquer um segurando a empunhadura de sua própria espada (sem tira-la da bainha), ou beijando a lâmina da espada de outra pessoa (comum entre pessoas da nobreza). Se o juramento fosse quebrado, o indivíduo poderia ser executado pela sua própria espada.

‘Nomeando um cavaleiro’: este era o processo formal de conferir o título de Cavaleiro à um indivíduo. A cerimônia poderia ser muito formal com a muita pompa. O ganho de adornos (maior parte da cerimônia) era o processo do cavaleiro ganhar uma nova arma e armadura. A apresentação da espada era o ato central da ordenação frequentemente performatizado pela nobreza (ou por outro cavaleiro) executando um tradicional discurso. Dados históricos mostram que a maioria dos cavaleiros era nomeada durante batalhas com pouca formalidade.

'Beijar a espada': a forma mais comum de confirmar um juramento ou lealdade.

'Espada e casamento': num casamento, uma espada poderia ser usada para representar um noivo em sua ausência.

'Entregando sua espada': render sua arma para outro como parte de uma rendição ou deixando-se prender. Vitoriosos requeriam a espada para quebrarem em uma cerimônia de degradação. Isto era especialmente realizado de forma interna para expulsão visto que a espada era a marca de um oficial.

'Rito de passagem': a espada é o símbolo da fidalguia (ou de um guerreiro nos mais primitivos períodos) e quando cerimonialmente apresentado pela primeira vez, o recebedor era confirmado como integrante daquela posição social. Para qualificar essa oportunidade, era frequentemente solicitada uma prova de linhagem (herança) e treinamento, mas em especiais situações essas formalidades eram omitidas.

'Apresentar a espada': para execução.

'Cair sobre sua espada': para cometer suicídio.

'Atirado sobre a espada': ter sido morto em batalha.

'Sentenciado "à espada"': morto pela espada em execução, especialmente quando decapitando.

'Juramento de sangue': piratas e algumas culturas eram conhecidas por usar sangue para confirmar juramentos solenes. A mais comum cerimônia envolvia duas pessoas em um juramento usando suas adagas (ou espadas), abrindo um corte em suas mãos e então apertando as mãos, colocando um corte sobre o outro, numa forma de misturar o sangue. Com seu sangue unido, eles união suas almas. Quebrar este juramento era penalizado com a morte.



Todos esses rituais eram realizados principalmente nas regiões da mais ao sul e central do continente europeu, mas a espada tinha funções e usos rituais por todo o lugar onde estivesse. Por exemplo, com os vikings, os noivos antes do casamento passavam por um ritual preparado pelos homens casados da comunidade. Uma espada era colocada dentro do túmulo de um de seus ancestrais e o noivo deveria recuperá-la. Ao conseguir ele era celebrado – um menino que entra na morte e renasce como um homem com sua espada. Essa espada passava a ser parte do vestuário cerimonial do casamento – a arma que serviria para proteger e símbolo da fertilidade (elemento fálico clássico). Durante o casamento a espada era dada à noiva (que a guardaria para os futuros filhos) e lhe entregaria uma espada de seus representando a transferência de proteção da noiva de seu pai para seu marido.

Já na cultura judaica temos o ritual Tahdid, realizado até hoje por algumas comunidades ortodoxas judaico marroquinas. Esse ritual acontecia nos sete dias entre o nascimento e o ritual da circuncisão para afastar o recém nascido do ‘mau-olhado’ dos outros e da ação do demônio Jhouns. Toda os dias havia celebrações com muita comida e festividade na casa da família. Ao lado da porta da criança dois cantores ou poetas recitavam e cantavam Hrobis elogiando as qualidades da família e da criança. À meia-noite (hora do demônio) começa o Tahdid diário, quando apenas os homens da festividade ficam no quarto com uma espada de aço (considerado o melhor material para afastar o demônio) e cantam enquanto desenham nas paredes e ao redor da porta e janelas, símbolos de proteção. Dizem que esse ritual originou-se do Chir Hachirim, que mencionava que o rei Salomão era cercado por sessenta soldados carregando suas espadas.




O Nome da Espada
Um nome nada mais é do que uma simbologia que possibilitava o reconhecimento de quem a empunhava, assim como seus valores ou mitos. Essa prática pode ser encontrada em toda a Europa (e além). Historicamente essa tradição de nomear espadas teria surgido nas culturas escandinava e celta. Era ostensivamente feito para dar à arma "poder" sobrenatural e ao seu dono controle sobre esse poder.

Os exemplos são muitos:

Colada – uma das duas espadas pertencentes à El Cid (século XI), da nas suas ações na Península Ibérica.

Durendal – espada de Roland, paladino franco de Carlos Magno entre os séculos XI e XII.

Grus – pertencente à Boleslaw Krzywousty, duque da Polônia no século XII.

Joyeuse – espada de Carlos Magno. A lenda dizia que essa espada havia sido forjada para conter em seu pommel a Lança de Longinus (conhecida como Lança Sagrada ou Lança do Destino, que teria sido usada para perfurar Jesus Cristo na cruz). Outras lendas diziam que era forjada com o mesmo material de Durendal e Curtana.

Curtana, a espada da misericórdia – pertencente à Holger Dansken, o dinamarquês, outro dos paladinos de Carlos Magno. Chamada de Espada de Tristan, é usada para as coroações da coroa britânica desde os tempos de Henrique III.



[Revisão e atualização: 2018]

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

GENTIL - Nezhno Abidemi


Nível de Poder: 12

FOR 34/10 (+12/0) DES 12 (+1) CON 34/12 (+12/+1) INT 14 (+2) SAB 18 (+4) CAR 12 (+1)

Resistência +17/+2 [Impenetrável 3]; Fortitude +14/+4; Reflexo +2; Vontade +6.

Ataque +10; Dano 0 [desarmado], +12 [crescido]; Defesa +8; Esquiva +5; Iniciativa +1.

PERÍCIAS: Concentração +12, Idioma +2 [Wakanda nativo, inglês fluente].

FEITOS: Agarrar aprimorado, Ataque dominó.

PODERES: Crescimento 12 [Tamanho: descomunal, For +24, Con +12; Falha: Cansativo –1, Limitado -1 (inconsciente depois de 10 turnos)] - Ligado – Constituição ampliada 12 – Ligado – Proteção 5 [Extra: Impenetrável +3].

Pontos: 108
18 (habilidades) + 5 (salvamento) + 36 (combate) + 2 (perícia) + 2 (feito) + 45 (poderes)

Novos Mutantes - outros membros:
X-23 - Faísca - Elixir - Loa - Mercury - - Pedreira - Satânico - Olhos Vendados - Anole - Gentil - Fada