quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Review do D&D Monster Manual 5E pela Critical Hit [traduzido]

Review do D&D Monster Manual 5E pela Critical Hit [traduzido]


A Critical Hit é um desses blogs icônicos do mundo do RPG. E como tal eles tiverão acesso ao Manual dos Monstros antes de todo mundo para poderem, além de ajudar na revisão, fornecer material crítico sobre a obra. Ontem eles lançaram uma resenha muito interessante sobre o livro que será lançado apenas na semana que vem. Aproveitem e me perdoem por algum erro ou deslize na tradução.

Review: “Monster Manual” for “Dungeons & Dragons” 5th Edition


Enquanto nós dedicamos grande atenção para o novo D&D 5E Players Handbook, cabe ao Livro dos Monstros  preencher a outra metade da equação D&D. Monstros existem para impressionar o olhar dos jogadores. Sem bons monstros, as melhores habilidades no Livro do Jogador não fazem sentido. Para nós, mestres das masmorras, não há livro mais importante e utilizado do que o Livro dos Monstros. Se este livro não nos dá o direito de colocar desafios à frente dos nossos jogadores de todos os níveis de jogo, o jogo inteiro pode rapidamente desmoronar.

Bem, você pode sentar e relaxar. Com um design fantástico, uma escrita que inspira a imaginação e mecânica que tornam monstros divertidos de fugir e lutar, o D&D 5E Monster Manual pode muito bem ser o melhor livro já escrito sobre monstros.

Por que eu me importo tanto?
Desde o lançamento da 4E de D&D, eu sou obcecado por monstros em Dungeons & Dragons. Eu os vi funcionar bem. Eu os vi em colapso em montes de geléia inútil. Eu tive sorte o suficiente para escrever uma dúzia de artigos e aventuras para a Wizard focados em dragões, demônios e criaturas dos planos exteriores. Eu tive o prazer de projetar os príncipes elementais Yan-C-Bin e Ollydra e a oportunidade de projetar o mais poderoso monstros publicado oficialmente D&D 4E de todos os tempos, o príncipe elemental Cryonax. Ao longo da minha campanha para D&D 4E, eu assisti os melhores e piores monstros projetados para 4E baterem contra as rochas afiadas que eram meus poderosos jogadores.

Foi com essa experiência e background que eu peguei o Monster Manual 5E e olhei os horrores dentro dele.

Macacos me mordam, é um monte de Monstros
Essas são as primeiras palavras que passaram pela minha cabeça quando eu abri o livro. É enorme. O Livro dos Monstros tem 352 páginas, com cerca de 450 monstros com blocos de estatísticas. Isso inclui mais de quarenta dragões diferentes nas quatro categorias de idade e dez cores. O livro começa com algumas páginas sobre design e ecologia antes de saltar diretamente para os próprios monstros. Na parte de trás há uma seção sobre criaturas diversas e uma seção sobre personagens não-jogadores. Falarei sobre isso mais tarde.

A seleção dos monstros provém de livros de monstros ao longo de todas as edições. Tem todos os monstros padrão que você espera e alguns que você teria esperado para serem lançado nos próximos livros, como o githyanki, death knight e demilichs. Ele inclui ainda raridades como modrons, yochlols e flumphs.

Há quinze páginas para dragões metálicos, um tamanho que eu considero excessivo para essas criaturas de alinhamento bom, e cinco páginas só sobre Beholders, não incluindo o incrível beholder zumbi, escondido na seção de zumbis.

Infelizmente, não existem monstros únicos no livro além do Tarrasque que parece ser mais um desafio do que um verdadeiro monstro. Eu teria gostado de ver alguns dos príncipes demoníacos e senhores diabos aqui em vez de quatro variantes de dragões de latão, bronze e cobre.

Ainda assim, é difícil não parar de folhear este livro e dizer "uau weretigers!" Este livro parece que tem tudo.

Projeto do monstro e Ecologia
O Livro dos Monstros começa com uma boa descrição do local deste livro no mundo, como usar os monstros dentro dele nos nossos jogos e como a equipe de design define monstros. A maior parte disso só precisa ser lido uma vez.

A seção intitulada "Where do Monster’s Dwell" inclui uma lista fantástica de tocas monstruosas para muitos ambientes. Há seis desses ambientes e trinta locais de aventura. Aqui estão alguns exemplos:

·         A torre do mago em ruínas no topo de uma colina solitária repleta de túneis infestados de goblins.
·         Uma fenda subterrânea com fungos gigante e governados por um beholder megalomaníaco ou louco rei fungóide.
·         A academia do mago repleto de corrupção e praticantes das artes necromaticas.
·         Semiplano secreto de um lich, onde o arquimago morto-vivo esconde seu talismã e livro de feitiços.

Cada um destes trinta locais evoca idéias fantásticas para aventuras. Eles são um bônus maravilhoso para um livro que só se esperaria estar preenchido com monstros. Se esta é uma prévia para o próximo Livro do Mestre, podemos estar em um verdadeiro deleite.

Em seguida temos descrições dos traços e blocos de estatísticas dos monstros dados. Este é o nosso primeiro vislumbre real para o projeto dos monstros da 5E. Temos descrições de coisas como alinhamento, pontos de dado e classe de armadura. Vemos também como o bônus de proficiência acrescenta-se para os monstros. Por último, temos os detalhes de criaturas lendárias, um tema que vamos retornar mais tarde. Enquanto nós estamos tendo alguns bons conceitos sobre monstros, não temos ainda material suficiente para construir nossos próprios monstros. A Wizards of the Coast explicou que este seria incluído no Livro do Mestre.

Em seguida, a partir da página 12 à página 350, é monstros por todo o lado.

As descrições de monstros e blocos de estatísticas
Cada secção inclui uma série de monstro em subsecções que descrevem o papel do monstro no mundo. Estas subseções são preparadas com ganchos potenciais na história e idéias de aventuras para explorar o material em nossos jogos. Cada variante de um monstro é também descrita. O peso é dado entre essas descrições e blocos de estatísticas do monstro.

Os próprios blocos de estatísticas incluem todas as mecânicas que precisaremos para usar esses monstros durante o jogo. Embora não seja tão fortemente formatada como um bloco de estatísticas dos monstros da 4E o projeto torna mais fácil para fazer referência durante um jogo. As descrições das ações tendem a ter mais texto do que os blocos de estatísticas da 4E. Elas são escritas de forma mais natural, descrevendo a intenção e o efeito no mundo, ao invés de uma linha que se parece mais com uma regra de uma carta de Magic: the Gathering. Os textos extras podem demorar um pouco mais de tempo para serem analisados, o que torna necessário ler completamente um bloco de estatísticas antes de tentar executá-lo.

Danos do monstro incluem tanto uma média estática e uma equação de dados normais. Tendo jogado 13th Age por cerca de um ano, me acostumei a danos estático e aprecio ter a opção. Eu acho que a maioria dos Mestres vai escolher a equação com dados, mas a média estática pode ajudar muito quando os jogadores enfrentar dezenas de monstros. Infelizmente, não há nenhuma instrução sobre o que fazer em um acerto crítico com danos causados ​​de forma estática. A escolha óbvia seria dobrar, mas que é, na verdade, mais dano do que deveria ser. Em vez disso, use o conselho do designer de D&D Jeremy Crawford: em um acerto crítico rolar os dados de dano e adicioná-lo ao dano por estática.

Precisão delimitada: De Solos para Normais para Minions
Uma das noções do núcleo do projeto D&D 5E é a idéia de "precisão limitada". Este termo significa que as classes de armadura, testes de resistência, os bônus e bônus de ataque não são escalados com níveis. Em vez disso, personagens e monstros recebem um "bônus de proficiência" que sobe lentamente conforme o nível.

Como exemplo, vamos olhar para dois monstros, o bugbear (desafio 1) e o Death Knight (desafio 18). O bugbear tem um CA de 16 e uma pontuação de ataque de +4. O Death Knight tem uma CA de 20 e uma pontuação de ataque +11. O bugbear tem 27 pontos de vida enquanto o death knight tem 180 e o bugbear inflige uma média de 11 pontos de dano em um acerto com um único ataque, enquanto o Death Knight tem três ataques de 27 de dano em cada acerto.

Este foco na matemática pode parecer sem importância, mas o efeito na mesa é bastante significativo. Uma criatura de desafio 2, como um ogro, é aproximadamente igual a quatro jogadores de nível 2. Assim, ele age um pouco como uma criatura solo para o nível 1 ou 2. No nível 5 ou 6, no entanto, ogros começam a ser vistos como monstros normais e você poderá enfrentar um grupo deles a este nível. No nível 12, ogros começam a ser vistos como minions. Jogadores podem matar vários deles com feitiços simples e há necessidade de vários de ataques em um monte de ogros para romper os pontos de vida dos jogadores.

Isso significa que os monstros podem ser usados ​​ao longo de um intervalo de nível por muito mais tempo do que vimos em edições passadas do D&D. Monstros começam a serem vistos como ameaça solo, em seguida, passar para grupos com cada membro sendo mais ou menos equivalente a um único jogador, e depois, eventualmente, para minions que exigem dezenas para ameaçar um grupo de jogadores.

Em suma, limitada precisão garante aos monstros da 5E permanecerem relevante em uma ampla gama de níveis, mais do que nunca.


Horror Assimétrico
Outra característica agradável do design dos monstros de D&D 5E é a falta de simetria na sua concepção. Este é um retorno para o caminho dos monstros da WotC e da TSR concebidos antes da 4E do D&D. Na 4E, se você escolhesse um nível, você sabia exatamente os valores de ataque, defesas, pontos de vida e dano da criatura. Cada nível 16 de ameaça era quase o mesmo que todos os outros níveis 16 de ameaça com pequenas diferenças. Na 5E, uma fada desafio 4 é uma ameaça muito diferente do que um ettin de desafio 4. Imagino que para nós, os designers de monstros, será mais difícil para construir um monstro equilibrado, como costumava ser com 4E.

Save or Die
Vários jogadores e designers ao longo dos últimos 40 anos tiveram opiniões diferentes sobre a mecânica de "salvar ou morrer" [nota do tradutor: ficou horrível! Hehehe]. Se olharmos para trás, na primeira edição original do D&D, houve um lance de que tudo girava apenas no teste de salvar ou morrer. Desejava olhar nos olhos amorosos de uma medusa? Salvar ou morrer! Uma banshee gritando com você? Salvar ou morrer! Você disparou uma armadilha com agulhas envenenadas? Salvar ou morrer!

Na 4E, vimos algo um pouco menos severo. Personagens receberam vários testes de resistência antes que algo realmente terrível acontecesse. Alguns jogadores preferiram os elementos extras entre a vida e o pós-morte. Outros achavam que removeu a letalidade das aventuras de D&D.

Olhando através do Manual dos Monstros da 5E, é claro que os designers viraram-se de volta para os monstros mais perigosos. Monstros como o Banshee pode chorar e forçar todas as criaturas vivas que podem ouvir-la a fazer um teste de resistência CD 13 ou cair para 0 pontos de vida. A medusa pode petrificar quem pode ver seus olhos se falhar em um teste de resistência CD 14 contra Constituição por mais de 5. O basilisco dá à uma criatura atacada duas chances de salvar-se antes da petrificação e a petrificação dura apenas um dia.

Criaturas que drenam vida como o fantasma e o vampiro drenam o máximo de pontos de vida em vez de sugar os níveis de personagens. É mais fácil de gerir na mesa, enquanto continuam sendo algo que os jogadores vão temer. Estes pontos de vida voltam depois de um descanso completo em vez de exigir o uso de um feitiço de restauração.
Embora não seja um completo retorno aos dias sombrios de 1 ª edição, sentimos muitas criaturas mais letais do que as suas versões da 4E.

Ameaças lendárias
Grandes monstros têm sido uma coisa complicada em todas as edições do D&D. A 4E aproximou isso criando uma categoria "solo" de monstros. Estes ‘solos’ tinham a intenção de desafiar um grupo de jogadores por si mesmos em vez de exigir monstros adicionais. Isso não deu certo. Devido ao menor número de ações e efeitos debilitantes focados em uma única criatura, monstros solos apresentavam um desafio mais fácil do que muitos Mestres pretendiam.

O Livro dos Monstros da 5E  inclui uma série de monstros "lendários" os quais fazem o papel de chefes [boss]. Monstros lendários têm um conjunto de ações e defesas adicionais que os tornam muito mais difícil do que a maioria dos monstros. No lado defensivo, monstros lendários incluem muitas vezes um efeito chamado de "resistência lendária". Esta resistência permite aos monstros lendários salvarem automaticamente uma falha em um salvamento um certo número de vezes por dia. Isso tudo neutraliza os efeitos debilitantes em um alvo simples com stun ou hold person. Em um tweet sobre o tema, Mike Mearls afirmou que a intenção é fazer do dano a principal maneira de derrotar um oponente enquanto os efeitos "save or suck" são mais uma aposta. Contra monstros lendários, essa aposta é muito alta.

Monstros lendários também terão um conjunto de ações lendários que podem realizar entre os turnos de seus oponentes. Normalmente, essas ações estão ligadas a um conjunto de pontos que redefinem-se entre os turnos. Diferentes habilidades gastam uma quantidade diferente de pontos. Isso ajuda a garantir que os monstros lendários sirvam para a economia de ações de um grupo de jogadores.

A terceira ferramenta que os monstros lendários receberam são as tocas (lair). Tocas são os ambientes em que jogadores vão enfrentar uma ameaça lendário e ela própria tem um conjunto adicional de medidas que pode tomar ali. A toca de um lich, por exemplo, pode ajudar a restaurar os feitiços do lich, ligar a sua saúde a de um oponente ou chamar espíritos para atacar um inimigo. Essas ações estão no topo do conjunto normal de ações do lich e de ações lendários.

Todos esses três conjuntos de características lendárias servem para fazer alguns inimigos realmente perigosos. Como manter-se na mesa em jogo de tão alto nível ainda está por ser visto. O poder de jogadores de alto nível é notório para quebrar os limites típicos de monstros fora deste projeto. Tanto a terceira e quarta edições de D&D tiveram problemas para equilibrar a criação de encontros do mais alto nível e isso não foi totalmente compreendido até que realmente ocorreram jogos de alto nível na mesa.

Será que resistência legendária será suficiente para evitar que monstros lendários fiquem incapacitados por efeitos de status? Que outros truques os jogadores de alto nível usarão para anular a ameaça de um monstro lendário? Sem testá-los, é difícil dizer com certeza.

No papel, porém, monstros lendários aparecem bastante poderosos.

NPCs
Uma adição fantástica a este Livro dos Monstros é a inclusão de um grande naipe de estatísticas de NPCs. Há vinte e um destes NPCs que vão do desafio 0 (o mais comum) até o desafio 12 (o arquimago). Antes de qualquer coisa eu queria que essa seção tivesse o dobro do tamanho.  NPC vilões surgem com bastante freqüência em uma série de campanhas e encontrar blocos de estatísticas adequadas para NPCs pode ser difícil de fazer. Os NPCs nesta seção são todos extremamente úteis e inesperados para um manual de monstro. Eu só gostaria que houvesse mais deles.

Isso tudo é ótimo, mas como eles executaram?
Um livro repleto de monstros que não são úteis em combate durante o jogo é uma merda. O verdadeiro teste deste livro é a forma como esses monstros são usados em uma mesa. Depois de correr ou jogar cerca de duas dezenas de jogos que utilizam esses monstros, todos os sinais continuam a apontar para "incrível." Os monstros são fáceis de usar, têm efeitos interessantes o suficiente para torná-los únicos e os combates continuam a correr rápidos e furiosos. Quando uma única sessão de jogo em 4E pode ser limitada a duas batalhas em três horas, pode-se correr uma meia dúzia de batalhas e escaramuças no mesmo período, mesmo quando estas batalhas contêm uma mistura de monstros. A velocidade destas batalhas não reduz a sua potencial letalidade.

Novamente, a maioria das nossas experiências, neste momento, são de nível baixo. Não podemos saber ao certo o quão bem estes monstros serão executado nos níveis médio e superior até vê-los em ação.

Projeto Físico
Em geral, o Livro dos Monstros parece fantástico. O projeto faz-se sentir ao mesmo tempo moderno e clássico, ao mesmo tempo com um design de página sutis e belas obras de arte. Os designers optaram por utilizar blocos flutuantes de estatísticas para que cada página não seja uniforme quando comparada a outra. Demônios, por exemplo, têm todas as suas descrições em uma secção e todos os seus blocos de estatísticas no outro. Não é um problema para usar dessa maneira na mesa e isso os deixa embalar em algumas maravilhosas páginas inteiras e meia páginas de arte junto com os monstros Oodles.

Em um artigo no site do D&D, Mike Mearls mencionou que haviam aumentado o tamanho do Livro dos Monstros em 32 páginas. Não é um compromisso fácil de fazer para um extra de 32 páginas de material, sem nenhum custo extra.

Em segundo lugar, algumas das entradas têm um erro de impressão que separa a sombra de texto a partir do próprio texto. Isso faz com que o texto de alguns dos cabeçalhos e blocos de estatísticas fique impreciso para olhar. Ainda assim são totalmente legíveis, mas o erro ainda é bastante visível. Na cópia usada para esta revisão eu contei quatro páginas com este problema. É uma questão menor que não afeta o uso do livro.

O índice ausente por nível de desafio
De todas as coisas triviais, há apenas uma que constitui uma omissão, a falta grave de uma lista monstros classificados por desafio.  um índice de monstros por pontuação de desafio seria um gráfico muito útil para saber que tipo de monstros estão mais ou menos dentro do intervalo de capacidade do grupo.

Se você se preocupou em ler até este ponto, temos algo especial para você. Podemos reclamar da falta de um índice de "monstro por desafio" ou podemos fazer algo a respeito. Aqui há um índice de monstro porpontuação de desafio que você pode baixar, imprimir, recortar e ficar bem na sua própria cópia do Livro dos Monstros .

Um livro fantástico e crítica para a 5 ª Edição do Dungeons & Dragons
Em geral, o Livro dos Monstros tem um lugar reservado na prateleira para esta nova edição do D&D. Embora nós tivéssemos quase dois anos para playtest desta versão do jogo, abrindo o livro nos surpreendemos com uma enorme variedade de monstros que podemos usar ao longo dos anos. O livro parece ótimo, tem algumas fantásticas descrições inspiradoras, belas obras de arte e monstros bem desenhados para ajudar os nossos jogadores. Eu não posso recomendar o suficiente.


O Livro dos Monstros será liberado em 19 de setembro em algumas lojas e em 30 de setembro em toda a parte. Uma cópia gratuita do livro foi fornecido ao autor para fins de revisão.

Mike Shea - Critical Hit, postagem em 10/09/2014

Lord Soth no D&D 5E Monster Manual

Lord Soth no D&D 5E Monster Manual

Uma imagem de Lord Soth, um dos grandes vilões de Dragonlance, teve sua imagem que estará em D&D 5E Monster Manual revelada. Simplesmente sensacional. Ela meio que corrobora com um comentário que o site Critical Hits fez em seu review sobre o livro:


“Bem, você pode sentar e relaxar. Com um designe fantástico, uma escrita que inspira a imaginação e uma mecânica que torna os monstros divertidos para lutar, o D&D 5E Monster Manual pode muito bem ser o melhor livro de monstro já escrito.”


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Coleção completa de Asterix nas bancas


Coleção completa de Asterix nas bancas

Se a coleção da DC não fosse o bastante, a Salvat anunciou que lançará a coleção completa (mas com capa cartonada) de Asterix, obra de Goscinny e Uderzo. Com toda a certeza um dos quadrinhos mais lindos e agradáveis que já li em toda a minha vida. São 40 volume de um quadrinho de bom gosto e histórias hilárias que valorizarão a sua coleção. Não tenho confirmação dos valores, mas foi divulgado que os dois primeiros volumes serão, respectivamente, R$ 9,90 e R$ 19,90.


Veja a lista abaixo:

Asterix e Latraviata
Como Obelix caiu no Caldeirão
Asterix, o Gaulês
Asterix e Cleópatra
Asterix na Hispânia
A Foice de Ouro
Asterix e os Godos
Asterix Gladiador
A volta à Gália
O Combate dos Chefes
Asterix entre os Bretões
Asterix e os Normandos
Asterix Legionário
O escudo de Averno
Asterix nos jogos Olímpicos
Asterix e o Caldeirão
A Cizânia
Asterix entre os Helvécios
O Domínio dos Deuses
Os Louros de César
O Adivinho
Asterix na Córsega
Asterix e O presente de César
A Grande Travessia
Obelix e Companhia
Asterix entre os Belgas
O grande Fosso
A odisséia de Asterix
O filho de Asterix
As 1001 horas de Asterix
A Rosa e o Gládio
A Galera de Obelix
A Surpresa de César
O golpe do Menir
Asterix e os índios
Asterix e o regresso dos Gauleses
O dia em que o céu caiu
O aniversário de Asterix e Obelix – O livro de Ouro
Asterix e os Vikings
Asterix nos jogos olímpicos (um livro sobre o filme, sem histórias)


Coleção de HQs encadernadas da DC nas bancas


Nas bancas coleção das
melhores HQs da DC Comics


Agora é oficial.... todos ficaremos pobres com os lançamentos das novas coleções encadernadas de quadrinhos nas bancas de todo o país. Depois do estrondoso sucesso e da estupenda qualidade da coleção da Salvat para os quadrinhos da Marvel, agora temos uma versão equivalente para os universo da DC. Nos mesmo moldes da sua co-irmão, a coleção da Eaglemoss Collections contará também com 60 volumes centralizada nos personagens do universo DC com um acabamento igualmente sensacional, com capa dura e lombada que forma uma linda ilustração de Alex Ross quando completada. Os valores serão de R$ 29,90, sendo o primeiro volume e o segundo, respectivamente, custando R$ 9,90 e 19,90.


A lista dos volumes está abaixo:

1- Silêncio Parte I
2- Silêncio Parte 2
3- O último filho de Krypton
4- Liga da Justiça: Torre de Babel
5- Inimigos Públicos
6- Lanterna Verde – Origem Secreta
7- Mulher Maravilha – O Círculo
8 – Batman – O homem que ri
9 – Liga da Justiça Ano Um – Parte I
10 – Liga da Justiça Ano um – Parte 2
11 – Flash – Nascido para correr
12 – DC: A Nova Fronteira
13 – Superman – O Homem de Aço
14-  Batman – Morte em Família
15 – Mulher Maravilha – Paraíso Perdido
16 – Batman – Asilo Arkham
17 – Terra 2
18 – A morte do Superman
19 – Batman – O Longo dia das bruxas – Parte I
20 – Batman – O Longo dia das bruxas – Parte II
21 –  Arqueiro Verde – Ano um
22 – Lex Luthor
23 – Robin – Ano Um
24 – Superman/Batman: Supergirl
25 – Trindade
26 – Contrato de Judas
27 – Batman – O filho do demônio – Parte I
28 – Batman – O Filho do Demônio – parte II
29 – Superman – Origem secreta
30 – Lobo Sem Limites
31 – Liga da Justiça – O Prego
32 – Brainiac
33 – Trilha da Mulher Gato Parte 1
34 – Trilha da Mulher Gato – Parte 2
35 – Arqueiro Verde – Caçadores
36 – Mulher Maravilha – Deuses e Mortais
37 – Batman & Filho
38 – Crise nas infinitas terras parte 1
39 – Crise nas Infinitas Terras parte 2
40 – Batgirl Ano Um
41 – Justiça Jovem – Sua própria liga
42 – Prelúdios e Knock Knock Jones
43- Arqueiro verde – Aljava parte I
44- Arqueiro Verde – Aljava parte II
45- O Retorno de Barry Allen
46- Estranhas aparições
47 – Guerra dos Anéis Parte I
48 – Guerra dos Anéis Parte II
49- Olhos de Gorgon
50 – Justiça Parte I
51 – Justiça Parte II
52- Batman – Sina Macabra
53 – Lords of Luck
54- Homem Elástico – Em fuga
55 – Nova ordem mundial
56 – The Flash – Rogue war – Geoff Johns
57 – Superman – Legado das Estrelas Parte I
58 – Superman – Legado das estrelas Parte II
59 – Lanterna Verde/ Arqueiro Verde
60 – Flashpoint / Ponto de ignição

Novo spoiler do D&D 5E Monster Manual


Mais um do Monster Manual

Mais um spoiler do D&D 5E Monster Manual... agora é a vez do Intellect Devourer.

Abra a imagem em uma nova aba para vê-la maior

Cinema na Confraria: Space Battleship Yamato em Hollywood

Cinema na Confraria
Space Battleship Yamato em Hollywood


A notícia que deve ter movimentado os grupos nerds espalhados pelo Brasil foi a confirmação de um rumor que está pelos meios cinematográficos desde 2011 – Space Battleship Yamato terá uma produção live-action de Hollywood. Segundo o jornal japonês Sports Nippon a produção recebeu sinal verde e deve chegar aos cinemas entre 2017 e 2018. Pelo que já se comenta temos que a produção será responsabilidade da Skydance Production (“Guerra Mundial Z”) e contará, no seu grupo de produtores, com Shoji Nishizaki (filhio de um dos criadores da franquia, Yoshinobu Nishizaki). Embora não oficial está sendo comentado que a direção ficaria à cargo de Christopher McQuarrie (“Missão Impossível 5”). Estou muito esperançoso!!!



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Cardgame: Samurai Sword - divirta-se lutando com (e contra) seus amigos

Samurai Sword: divirta-se
lutando com seus amigos



Neste final de semana experimentei um jogo simples e ao mesmo tempo sensacional – Samurai Sword. Criação de Emiliano Sciarra, e lançado pela italiana DVGiochi emm 2012, ele usa o mesmo sistema de Bang! O jogo é um cardgame com desenvolvimento variável dos jogadores e que mesma em doses ideais cooperação e simulação.

O jogo se passa na cultura japonesa onde vários tipos de guerreiros, encarnados pelos jogadores, se enfrentarão conforme seu grupo, tentado roubar a honro dos outros. Ao final, o grupo que tiver mais pontos de honra vence o jogo,


A mecânica é muito simples. Cada jogador recebe duas cartas. Uma delas é que apresenta o seu personagem no jogo, com um determinado pontos de vida (4 ou 5) e com alguma habilidade única. Esta carta fica exposta. A outra carta é uma das 7 role cards que designam seu grupo (ninjas, samurai, ronin ou shogun). Esta carta fica escondida até o final do jogo, a não ser o shogun que tem sua carta apresentada desde o início, e aqui está uma das coisas mais legais de sua mecânica (mas vamos deixar isso par ao final).

A mecânica é muito simples. Cada jogador recebe no início do jogo 5 pontos de vida e 3 pontos de honra. Sempre que alguém mata um personagem (zera seus pontos de vida) ganha 1 de seus pontos de honra. O jogo acaba quando alguém na mesa fica sem nenhum ponto de honra.

A pontuação é vista por grupo dependendo da quantidade de jogadores entre 3 e 7 participantes. Assim a pontuação é obtida multiplicando o número de pontos de honra por x1 (ninjas), x1 ou x2 (shogun e samurai) e x3 (ronin) – este cálculo é para 6 jogadores, que é o mais recomendado. Mas, como ninguém sabe até o final da partida quem é de cada grupo todos devem ficar tentando adivinhar para que não roubem pontos de honra de seus aliados.



Para acabar com os pontos de vida dos adversários e roubar os pontos de honra os jogadores se valem do uso de três tipos de cartas que são comprados – armas, ações e propriedades. As ‘propriedades’ (properties) são cartas que você pode colocar na mesa para que influenciem seu personagem até que alguém a destrua. Essas cartas podem aumentar a dificuldade de ataques o atingir, ou possibilitar mais de um ataque por turno etc. As ‘ações’ (actions) são efeitos imediatos que após o uso são descartados. Por fim as ‘armas’ (weapons) servem para literalmente arrancar os pontos de vida dos adversários conforme o alcance que elas possuem.



Sem entrar em muitos detalhes a mecânica se baseiam em atacar adversários, para ganhar seus pontos de honra, enquanto tenta descobrir quem são seus aliados. Mas não só isso. Uma boa dose de estratégia também é usada por dois detalhes simples. Quando você perde todos os pontos de vida, perdendo 1 ponto de honra para algum adversário, você não pode ser atacado até chegar a sua vez de jogar novamente, quando só então receberá seus 5 ou 4 pontos de vida novamente. Ao mesmo tempo você também não pode ser atacado quando está sem nenhuma carta na mão. Assim ficar sem cartas, obrigar outros a comprar, entre outras coisas, fazem de uma estratégia aparentemente simples o elemento básico para o ótimo jogo. Junte tudo isso em um só jogo e temos ótimos elementos para horas de diversão.

O jogo termina, como já disse, quando algum dos jogadores fica sem pontos de honra. Para aumentar a emoção é uma corrida contra o tempo. São 90 cartas entre ações, propriedades e armas. Quando o monte acaba, ele é re-embaralhado e novamente serve para ser comprado. Mas, e aqui há um elemento muito interessante, quando o monte acaba, todos perdem um ponto de honra.

Normalmente as partidas duram cerca de meia hora, mas nem sentimos o tempo passar, pois é impossível de jogar sem muita diversão e brincadeiras paralelas. A curiosidade do jogo é que ele vem de forma bilíngue - italiano e inglês. Os gráficos são simples, mas o quanto nos divertimos com o jogo acaba nos fazendo não sermos muito exigentes com as imagens.

Uma expansão foi lançada este ano - Samurai Sword: Rising Sun. Ela traz mais 40 cartas (ação/propriedade/arma) para aumentar ainda mais as possibilidades. Junto temos também mais 12 personagens, cada um com suas características particulares. Além disso, junto com ele temos a possibilidade de jogar com 8 jogadores agora.



Para ter uma idéia muito mais completa da mecânica do jogo veja o manual, disponibilizado pela editora – AQUI.

Perguntas e respostas com designers de D&D 5E [em inglês]

Explicações dos designers de D&D 5E


Algo muito interessante para os fãs e jogadores de D&D e que tenham alguma dúvida sobre a 5E.  O pessoal da ENWorld foi incansável em juntar todos os comentários e respostas do Twitter de Mike Mearls e Jeremy Crawford, designers do sistema, em uma coluna semelhante à saudosa Sage Advice, da revista Dragon Magazine. Dúvidas e esclarecimentos são efetuados de forma a elucidar muitas dúvidas pertinentes. Não tive tempo (nem saco) para traduzir tudo, mas quem sabe no decorrer da semana eu o faça!!!!


General Questions

·         Is it true stats including racial bonuses cannot be above 18 at lvl1? max is 20. -M.
·         Any chance you will give pointers for 4e classes out of 5e? EK is not qutie Swordmage. we're planning for conversion guides later this year -M.
·         Can a Barb2/Lock3 retrain an invocation into Pact Blade? (ie: is 5th level 5th level? or 5th warlock level? also, retrain rules) up to the DM - depends on group expectations. -M
·         The pixie was size Tiny in 4e. Do you see Tiny being a possibility in 5e, or would they become Small for a PC race? I think it's still Tiny, but the way we treat size in 5th makes it a pretty small issue for most classes. -M
·         The halfling lucky doesn't specify only the number on the die. So it only works on a roll of 1 after modifiers? should specify natural 1. -M
·         what would the action sequence be like for sheathing one weapon,drawing another,and attacking?Is that all 1 action? yeah - the intent is to avoid punishing players for that stuff by charging an action. -M
·         How does the term 'per turn' work? Could a PC who can make an attack 'per turn' make an attack on everyone elses turn? yes, though you'd still need to use your action or reaction. -M
·         hiding: attacking w/ ranged it says you give away your location, does this cancel hiding? Doesn't say you are "seen" or "heard". Yes, others are aware of you. -M

domingo, 7 de setembro de 2014

Seriados na Confraria: Spinoff de The Walking Dead

Seriados na Confraria
Spinoff de The Walking Dead


E The Walking Dead começa a gerar seus frutos. O canal AMC encomendou um spinoff do seriado sobre zumbis que gerou uma nova geração de fãs. O projeto em si já estava em curso desde 2013 e teve sua aprovação confirmada esta semana. O projeto está sendo preparado à quatro mãos – Robert Kirkman (criador de The Walking Dead), Dave Erickson, Gale Anne Hurd e David Alpert. Se tudo correr certo a estréia ainda poderá ser no segundo semestre de 2015.