Arquivos DC
Todos os Lanternas
Verdes Humanos
Os
Lanternas Verdes são dos personagens mais icônicos dos quadrinhos da DC.
Movidos por pura emoção e força de vontade, eles resumem um sentimento único,
capaz de mover montanhas e vencer todas as apostas contrárias. Formando um
corpo treinado, poderoso e numeroso, com operativos de todos os cantos do
universo, eles protegem todos aqueles que necessitam.
A
Terra, dentro do setor 2814, possuiu e possui uma grande quantidade de
Lanternas Verdes humanos ao longo do tempo. Equivocadamente imaginamos que os
lanternas da terra são aqueles rostos conhecidos que estampam nossas HQs
mensais regulares que lemos. Mas na verdade há muitos outros. Se juntem à
Confraria para conhecer todos lanternas verdes humanos, desde a China do século
VII, até rostos conhecidos como de Hal Jordan e a novata adolescente Keli
Quintela, além de muitos outros.
Jong Li
Jong Li é considerado o primeiro lanterna verde humano. Ele vivia com seus companheiros monges e seu mestre no Templo dos Senhores Dragões, na China do século VII. Os últimos a se comunicarem com os Senhores Dragões e a fornecerem energia para sustentá-los, eles permaneceram abrigados em seu templo, acreditando que sua meditação poderia um dia despertar os dragões adormecidos e inaugurar uma nova era dourada, como existira nos tempos das lendas. Pouco tempo depois de seu templo ser destruído pela guarda do imperador, que perseguia uma concubina fugitiva que tinha se abrigado no templo, e Li conseguir escapar por pouco, um ser alienígena, representante dos Guardiões chegou à Terra à procura de candidatos adequados para um Anel do Poder. Após vasculhar uma vila, o feixe de energia atingiu Jong Li, que estava sozinho na floresta.
O
alienígena lhe concedeu um anel e uma lanterna, o instruindo telepaticamente a
usá-los para “combater o mal, aliviar o sofrimento e proteger os inocentes”.
Com essa incumbência, ele também foi alertado sobre a tentação de tal poder.
Foi nesse momento que Jong Li se tornou o primeiro Lanterna Verde da Terra e o
primeiro Lanterna humano do Setor 2814. Embora estivesse dividido entre seus
votos monásticos de humildade e reclusão e o novo dever que lhe fora dado –
agravado pela culpa que sentia por não ter conseguido salvar a concubina, Li
aceitou a incumbência.
Estreia: Green Lantern: Dragon Lord #1, de 2001 (inédito
no Brasil), criação de Doug Moench e Paul Gulacy.
Lord Malvolio
Lorde Malvolio nasceu na Inglaterra no ano de 1612. Seu pai era um extraterrestre, um Lanterna Verde do Setor Espacial 1634. O motivo de seu pai estar na Terra nunca foi revelado, e sabe-se ainda menos sobre a mãe de Malvolio, uma mulher humana, que morreu no parto. O pai de Malvolio compartilhou seu conhecimento com o filho que, duzentos anos depois, o matou enquanto dormia e tomou seu anel do poder. Malvolio acreditava que somente ele deveria ter o poder da chama verde. Ele viajou pelas estrelas até encontrar o setor espacial e o planeta natal de seu pai. Ao saber da morte do pai de Malvolio, os Guardiões nomearam o ser conhecido como Priest como o novo Lanterna Verde do Setor Espacial 1634. Em nome dos Guardiões, Priest lutou contra Lorde Malvolio. Embora tivesse recebido ordens para matar Malvolio, ele o aprisionou em um vazio sem estrelas. Ao descobrirem que suas ordens de mata-lo não haviam sido seguidas, eles destituído Priest de seu anel do poder.
Estreia: Action Comics
#632, de 1988 (publicada no Brasil em Os Novos Titãs #74, pela editora Abril,
em maio de 1992), criação de Christopher Priest e Mark Bright.
Waverly Sayre
No início do século XIX, um humano chamado Waverly Sayre foi escolhido em todo o cosmos pelo anel do poder do ex-lanterna verde do setor 2814 – Laham. Vivendo nos Estados Unidos no início do século XIX, Waverly Sayre esperava se estabelecer com sua esposa e formar uma família. Infelizmente, esse não foi o caso. A esposa de Sayre, Peg, morreu durante o parto. Os longos meses seguintes foram difíceis para ele, repletos de pesadelos. A depressão e a solidão o consumiram, e ele acreditava que a vida não valia mais a pena ser vivida. Sayre foi visitado pela projeção esmeralda de sua esposa e filho. Ele acreditava que os espíritos deles o haviam chamado do além para se juntar a eles na morte. A projeção não queria a morte de Sayre; na verdade, deu-lhe um anel esmeralda. O anel transportou Waverly Sayre através do espaço para um mundo alienígena. Ele acreditava que os alienígenas eram demônios que haviam levado Peg e o bebê. Usando o anel, o terráqueo lutou contra as forças invasoras e conquistou a gratidão do mundo alienígena como o novo Lanterna Verde. A voz que Waverly Sayre pensava ser a de Peg era, na verdade, a de Satoon, a viúva de Laham.
Ao retornar à Terra, Waverly Sayre tornou-se um mistério para seus vizinhos.
Ele nunca era visto na cidade e seus campos nunca eram arados. A única luz de
sua cabana era o brilho do Lanterna Verde. O destino final de Waverly Sayre
permanece desconhecido. Um alienígena, Stakaor, tornou-se o Lanterna Verde do
Setor 2814 após Sayre, mas se Stakaor é um sucessor direto ou não, nunca foi
revelado. A Terra não veria outro Lanterna Verde até 1873, quando Abin Sur de
Ungara concedeu o anel do poder a Daniel Young de Bailysville, Montana. Waverly
Sayre foi imortalizado nas Criptas de Oa.
Estreia: Green Lantern
Corps Quarterly #2, de 1992 (Ínédito no brasil), criação de Gerard Jones e Tim
Hamilton.
Daniel Young
Em 1873, Daniel Young era xerife em Bailysville, Montana, encarregado de proteger os cidadãos e as propriedades da cidade pecuária. Num certo dia de verão, ele perseguia um bando de foras da lei chamado Irmãos Jackson. Seus cavalos foram assustados por uma nave espacial que sobrevoava o local. Young e Petey, um dos foras da lei, foram arremessados de seus animais. Após capturar o fora da lei, os dois desapareceram em um feixe de luz esmeralda. Daniel Young havia sido convocado por Abin Sur, o Lanterna verde setor 2814, que havia sido ferido em uma batalha no espaço profundo. Enquanto as máquinas da nave o curavam, Daniel Young o substituiria temporariamente.
Mais tarde naquela noite, os Irmãos Jackson retornaram para buscar Petey. Eles
haviam feito Willy Benson, um garoto que morava na cidade, refém em troca da
liberdade de seu irmão. O xerife não aceitou o acordo. Young enfrentou os foras
da lei vestindo as cores da Tropa dos Lanternas Verdes. Após a captura dos
irmãos Jackson, o anel de poder retornou a Abin Sur.
Estreia: Green Lantern
#149, de 1982 (publicada no Brasil em Superamigos #7, pela editora Abril, em
novembro de 1985), criação de Paul Kupperberg, Don Newton e Dan Adkins.
Allan Scott
Há centenas e centenas de anos, um meteoro verde místico caiu na Terra após vagar pelo cosmos por milênios, pulsando com uma estranha vida. Ele caiu na China antiga, depois de se fundir com a essência de um antigo Lanterna Verde chamado Yalan Gur. Um místico chamado Chang ouviu uma voz dentro do meteoro profetizando que ele agiria três vezes: uma para trazer a morte, uma para trazer a vida e uma para trazer poder. Chang o esculpiu em uma lâmpada, mas outros homens de sua aldeia o temiam, assim como ao meteoro, e tentaram assassiná-lo. A multidão estava prestes a conseguir, mas chamas verdes irromperam da lâmpada e os mataram. Depois de muitos anos, a lâmpada foi levada para a América e dada a Billings, um paciente insano do Asilo Arkham. Billings gostava de trabalhar com metais e transformou a lâmpada de estilo chinês em uma ornamentada lanterna ferroviária. A luz emanou da lanterna e ele recuperou a sanidade, cumprindo as duas primeiras profecias.
Como
se descobriu, o poder dentro da Lanterna era, na verdade, o Coração Estelar, as
forças mágicas reunidas do universo da Terra-1, unidas pelos Guardiões após sua
decisão de livrar as estrelas da magia para abrir caminho para o triunfo da
ciência. Ele estava escondido no coração de uma estrela antes de se tornar um
ser senciente. Depois de muitos anos, a lanterna embarcou em um trem com o
jovem engenheiro ferroviário Alan Scott. Scott pegou a lanterna e a segurou.
Então, enquanto o trem passava por uma ponte, foi revelado que Dekker, um rival
nos negócios, havia colocado explosivos na ponte. O trem descarrilou e todos,
exceto Scott, morreram. Ao acordar nos destroços, a lanterna lhe disse para
talhar um anel na base do metal e permitir que ele tocasse sua luz. Quando ele
fez isso, o anel se encheu com o poder do Coração Estelar. Foi-lhe dito que o
anel era alimentado por sua vontade e crença. Alan Scott partiu, puniu Dekker e
se tornou o Lanterna Verde.
Com
o anel em mãos, Alan Scott não apenas fez justiça, mas tornou-se o farol de uma
nova era. Ao lado de outros pioneiros, ele ajudou a fundar a Sociedade da
Justiça da América, estabelecendo-se como um dos maiores protetores da Terra
durante a Segunda Guerra Mundial e nas décadas que se seguiram. Ao longo dos
anos, enquanto o universo dos Lanternas Verdes se expandia para o espaço com a
Tropa liderada por Hal Jordan e a ciência dos Guardiões, Alan permaneceu como o
guardião da magia viva da Terra. Sua biologia foi alterada pelo Coração
Estelar, retardando seu envelhecimento e tornando-o uma força perene contra a
escuridão.
Hoje,
a jornada do Lanterna Verde original transcende as barreiras do tempo e das
realidades. Mais do que um herói do passado, Alan Scott consolidou-se como um
patriarca e mentor para as novas gerações de vigilantes, tendo sua história
revisitada com maior profundidade humana, incluindo a aceitação pública de sua
homossexualidade e seu papel como pai. De um engenheiro ferroviário
sobrevivente a uma lenda viva, Alan provou que a profecia do meteoro estava
correta: o poder que ele recebeu não era apenas para criar construtos de luz
verde, mas para iluminar o caminho de todos os que vieram depois dele.
Estreia: All-Star Comics
#2, de 1940 (inédito no Brasil), criação de Bill Finger e Martin Nodell.
Hal Jordan
Após muitas crises no universo DC, que alteraram muito a origem de personagens diversos, a do lanterna Hal Jordan foi narrada e mantida desde o arco Secret Origin, publicada em 2008 nas edições de Green Lantern (vol 4) #29-#35, de Geoff Johns e Ivan Reis (publicada no Brasil nas edições Dimensão DC #9 ao #15, pela Panini entre maio e novembro de 2009).
Hal
foi criado em uma família multirreligiosa: seu pai era católico, enquanto sua
mãe era judia. Quando criança, Hal ficou traumatizado ao ver seu pai, um
piloto, morrer em um acidente de avião. Recusando-se a ceder ao medo, ele
seguiu os passos do pai e se tornou um piloto de testes militar, apesar de
ficar aterrorizado toda vez que voava. Anos depois, Hal foi expulso do exército
por agredir um oficial e foi reduzido a engenheiro, fazendo ajustes em aviões,
indo trabalhar na Ferris Aircraft.
Ele
foi sequestrado por um alienígena moribundo, Abin Sur. Sur queria que Hal o
substituísse na Tropa dos Lanternas Verdes, uma força policial intergaláctica
que protegia o universo há bilhões de anos. Hal aceitou e foi convocado para
treinamento básico no quartel-general no planeta Oa. Após a conclusão, ele foi
designado para Thaal Sinestro de Korugar. Hal e Sinestro trabalharam bem juntos
e se tornaram amigos. Em algum momento, no entanto, Hal descobriu que Sinestro
havia escravizado Korugar usando seu anel. Ele atacou Sinestro e o entregou à
Tropa, ganhando a inimizade de Sinestro para o resto da vida.
Hal
estava entre os membros fundadores da Liga da Justiça. Embora a data exata do
primeiro encontro da equipe seja debatida, Hal ajudou a derrotar a invasão de
Darkside e participou da batalha subsequente contra os alienígenas appelaxianos,
que quase os transformou em árvores antes de saírem vitoriosos. Os heróis,
inspirados pela vitória, formaram uma equipe, a batizando de Liga da Justiça.
Após
fundar a Liga da Justiça, Hal Jordan se consolida como o maior de todos os
Lanternas Verdes, enfrentando ameaças cósmicas e superando a traição de seu
mentor, Sinestro. No entanto, o ápice de sua jornada foi marcado pela tragédia:
após a destruição de sua cidade natal, Coast City, Hal enlouqueceu, sendo
prejudicado pela entidade do medo e se transformou no vilão Parallax, dizimando
a Tropa dos Lanternas Verdes. Ele buscou a redenção sacrificando a própria vida
para fazer reaparecer o Sol da Terra e, após um período consecutivo como o
Espectro (a personificação da vingança divina), foi finalmente ressuscitado,
purificado e reinstaurado em seu posto de herói intergaláctico.
De
volta ao dever, Hal liderou uma Tropa contra eventos catastróficos como a
Guerra dos Lanternas Verdes e a Noite Mais Densa, além de guiar o universo dos
heróis durante as reestruturações das eras Novos 52 e Renascimento. Nos anos
recentes, ele representou dilemas profundos sobre a humanidade e seu papel no
cosmos, chegando a operar de forma independente na Terra após crises na Tropa e
desentendimentos com os Guardiões do Universo. Atualmente, com a cronologia da
DC totalmente restabelecida, Hal Jordan atua como um dos maiores veteranos da
Liga da Justiça, equilibrando seu espírito rebelde e audacioso com o peso e a
sabedoria de um guerreiro que já conheceu tanto o topo do heroísmo quanto a
escuridão absoluta.
Estreia: Showcase #22,
de 1959 (lançado no Brasil em Coleção DC 70 Anos #2, pela Panini, em junho de
2008), criação de Gil Kane e John Broome.
Charlie Vicker
O lanterna verde humano esquecido. Diferente dos outros terráqueos, Charlie Vicker não foi escalado para proteger a Terra (Setor 2814). Ator de TV que interpretava o Lanterna Verde em um seriado ficcional dentro do Universo DC, ele desfrutava de sua fama e se entregava alegremente à vida de playboy e astro da televisão. Após uma noite particularmente exaustiva de festas, Charlie estava de ressaca demais para aparecer no set, então seu irmão Roger teve que substituí-lo. Infelizmente para Roger, um grupo de criminosos espaciais, liderados pelo ex-criminoso da Terra Al Magone, confundiu o Lanterna Verde da televisão com o verdadeiro e atacou durante uma transmissão ao vivo. Os criminosos eram pessoas anteriormente aprisionadas pelos Lanternas Verdes em um planeta criminoso atemporal especial, que se uniram e lançaram ataques simultâneos contra Lanternas Verdes por toda a galáxia.
Quando
o verdadeiro Lanterna Verde Hal Jordan chegou ao local, Roger estava morto e o
criminoso responsável havia fugido. Charlie ficou inconsolável e se culpou pela
morte do irmão. Ele exigiu que Hal Jordan o levasse consigo na busca pelo
assassino, para que Charlie pudesse vingar seu irmão. Eventualmente, os dois,
junto com o resto da Tropa dos Lanternas Verdes, rastrearam os criminosos e
puseram fim ao terror. Durante a batalha, Hal Jordan deu a Vicker um anel de
poder de um dos Lanternas Verdes caídos e o nomeou um Lanterna Verde temporário.
Impressionados com sua bravura, os Guardiões o integraram oficialmente à Tropa
dos Lanternas Verdes, tornando-o o segundo humano a entrar para a Tropa (já que
Alan Scott não faz parte do grupo espacial).
Por
escolha própria e designação, ele foi enviado para patrulhar o Setor 3319, um
setor remoto composto inteiramente por planetas com vidas alienígenas
não-humanas. Por passar toda a sua carreira no espaço profundo e raramente
retornar à Terra, ele acabou ficando de fora da maioria das listas populares de
Lanternas terráqueos.
Estreia: Green Lantern
(vol 2) #55, de 1967 (ainda inédito no Brasil), criação de Gil Kane e John
Broome.
Guy Gardner
A versão mais atual sobre a origem de Guy vem dos Novos 52. Guy Gardner nasceu em uma família de policiais em Baltimore, Maryland. Ele cresceu à margem, nunca correspondendo às expectativas de seus pais, Ebenezer e Gillian. Seu irmão Gerard era o primogênito, e Gloria, a princesa. Guy era, como ele mesmo descrevia, uma "ideia secundária". Gerard era a estrela, na escola e nos esportes, e Guy não. A falta de amor dos pais tornou mais fácil para ele lidar com a morte da mãe do que para os outros. No entanto, a morte dela definitivamente afetou Gerard, que começou a descontar sua raiva reprimida em Guy. Isso continuou por dias até que Gloria interveio e Guy bateu no irmão com um taco de beisebol. Guy descarregou toda a sua raiva no irmão e isso o mudou.
Quando
jovem, Guy ingressou no Departamento de Polícia de Baltimore, assim como o
resto de sua família. Três anos após o início de sua carreira, o policial
Gardner atirou em um homem-bomba suicida antes que ele pudesse embarcar em um
avião; a explosão resultante matou dez pessoas inocentes. Na sequência, Guy
pediu demissão da polícia, resultando em um desentendimento ainda maior entre
ele e seu pai.
Após
a formatura de sua irmã, Gerard tentou fazer com que Guy e seu pai fizessem as
pazes com ingressos para os Orioles, mas isso só piorou as coisas. Depois da
briga, Guy ouviu o rádio da polícia transmitindo o pedido de socorro de Gerard.
Como era a poucos quarteirões de distância, Guy decidiu ajudar seu irmão, que
estava sendo atacado por uma gangue de traficantes. Guy avançou contra eles e,
de alguma forma, conseguiu escapar com vida. Ele resgatou Gerard e seu parceiro
falecido, Marcus. Gerard estava morrendo, e Guy, além de dirigir e atirar na
gangue, teve que consolar seu irmão, que se sentia culpado por estar com medo,
e a filha pequena de Marcus. Ele conseguiu chegar ao hospital, mas não rápido o
suficiente. Ele foi encontrado por um Anel do Lanterna Verde, que detectou sua
capacidade de grande coragem e de superar grandes medos.
Da
origem descrita nos Novos 52 para cá, muita coisa aconteceu. Seu momento mais
icônico está como lanterna vermelho. A mando de Hal Jordan, Guy aceita uma
missão de infiltração na Tropa dos lanternas Vermelhos (lanternas movidos pela
ira). No entanto, a fúria reprimida de Guy por causa de seu passado familiar e
seu histórico policial fez com que ele se adaptasse perfeitamente ao anel
vermelho. Ele não apenas se tornou um deles, mas derrotou Atrocitus em combate
e assumiu a liderança de toda a Tropa dos Lanternas Vermelhos. Ele passou a
usar uma jaqueta de couro estilizada e liderou o grupo como uma espécie de
"gangue de motoqueiros espaciais" que protegia o universo de forma
brutal.
Perto
do fim da era dos Novos 52, após purgar a energia da icônica Lanterna
Vermelha, Guy Gardner voltou a usar o anel verde e reassumiu seu posto de
comando na Tropa dos Lanternas Verdes ao lado de John Stewart. O que os
roteiristas mantiveram intacto de sua personalidade clássica foi o seu
comportamento durão, seu corte de cabelo de tigela e seu amor eterno pelo time
de futebol americano Baltimore Ravens.
Mais
recentemente, após grandes reestruturações cósmicas e crises políticas
envolvendo os Guardiões do Universo, a Tropa dos Lanternas Verdes passou a
operar de forma descentralizada. Guy Gardner assumiu um status de agente de
operações especiais. Ele não fica preso a um único setor vigiando fronteiras;
em vez disso, é enviado para os cantos mais perigosos e instáveis da galáxia
porque os líderes da Tropa sabem que, embora ele seja insuportável e
indisciplinado, ele possui uma das forças de vontade mais inquebráveis do universo
e nunca desiste de uma missão.
Estreia: Green Lantern
(vol 2) #59, de 1968 (lançado no Brasil recentemente no encadernado O Melhor da
DC - Lanterna Verde: O Outro Lanterna Verde da Terra, pela Panini, em agosto de
2026), criação de Gil Kane e John Broome.
John Stewart
O atual líder dos Lanternas Verdes é uma pessoa atormentada. Nascido em Detroit, Michigan, John passou a maior parte da vida marcada pela pobreza e por confrontos com a polícia. Sua mãe era uma organizadora comunitária que tentava melhorar as coisas e inspirou John a tentar tornar o mundo um lugar melhor. Ele também tinha uma irmã mais nova chamada Eleanor, mas que morreu quando eles eram crianças.
Depois
de terminar o ensino médio, John sentiu que era hora de sair de casa e se
alistou no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Sua mãe não gostou da ideia,
temendo que John estivesse contribuindo para o complexo militar-industrial
americano, mas John sentia que era a única maneira de pagar seus estudos
universitários e que protestar sem agir não era suficiente. Como membro do
Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, John se destacou no treinamento de combate
completo e provou ser um atirador excepcionalmente talentoso.
Ele
fez um período de serviço no Oriente Médio e logo ascendeu ao posto de
Sargento, antes de ser enviado para uma Gotham City devastada por uma
tempestade para ajudar na evacuação de civis que buscavam refúgio no Seaside
Coliseum. As estruturas de suporte do Coliseu não foram construídas para
resistir aos fortes ventos da tempestade e a equipe se viu em um tenso
confronto com Anarky, que estava incitando a desordem civil entre os evacuados.
Com as ações impetuosas de seu comandante, o Tenente Tasker, que estava
disposto a matar cidadãos americanos, agravando a situação, John foi forçado a
quebrar a formação e conseguiu apaziguar o conflito e acalmar a multidão. Ele
acabou retomando o controle de Anarky e conseguiu salvar o dia mantendo a paz.
Tasker confrontou John por insubordinação, o que o desiludiu com o exército e o
levou à uma luta física. Por agredir um oficial superior, John foi submetido a
uma corte marcial, mas devido ao seu heroísmo no Coliseu, recebeu uma baixa
honrosa.
Desejando
construir um mundo melhor, quando John retornou aos Estados Unidos, mudou-se
para a Califórnia para estudar arquitetura em San Diego. Após se formar, John
foi contratado imediatamente para supervisionar um projeto da Ferris Air. No
entanto, o que ele não sabia era que, desde muito jovem, os Guardiões do
Universo o observavam, acreditando que ele poderia ser um membro valioso para a
Tropa. Eles enviaram um Caçador às instalações da Ferris Air para testar seu
valor. Sem hesitar, John entrou em ação para lutar contra o ser e sua bravura
lhe rendeu um Anel dos Lanternas Verdes.
John
rapidamente dominou o anel e derrotou o Caçador. Ele foi então levado para Oa,
onde encontrou os Guardiões pessoalmente, que o elogiaram por seu desejo de paz
e sua disposição para lutar por ela. No entanto, os Guardiões temiam que, se
ele tivesse motivos, desafiaria até mesmo os Guardiões e juraram nunca revelar
a John que foram eles que enviaram o Caçador à Terra.
Deste
ponto em diante, John deixou de ser apenas um membro tático para se tornar o
líder e a maior força viva da Tropa dos Lanternas Verdes. A liderança veio com
muita dor e resistência. Capturado e torturado por inimigos, John foi forçado a
matar um companheiro Lanterna Verde agonizante para impedir que os códigos de
defesa do planeta Oa caissem em mãos erradas. Depois disso, ele é levado a
julgamento pelos terríveis Lanternas Alfa (ciborgues burocratas da
Tropa) e considerado culpado por assassinato e condenado à morte. Guy e a Tropa
se rebelam para salvá-lo. Após sobreviver a essa crise e provar seu valor
estratégico na guerra contra os deuses de Nova Gênesis (no crossover Godhead),
John assume oficialmente o posto de Líder de toda a Tropa dos Lanternas Verdes.
Atualmente
John transcendeu a necessidade de usar um anel físico. Ele se tornou capaz de
gerar energia verde diretamente de sua própria alma e reestrutura a Tropa dos
Lanternas verdes do zero, alcançando um nível de poder divino que rivaliza com
os próprios Guardiões do Universo.
Estreia: Green Lantern
(vol 2) #87, de 1972 (lançado no Brasil recentemente no encadernado Lanterna
Verde e Arqueiro Verde: Edição Absoluta, pela Panini, em julho de 2023),
criação de Dennis O’Neil e Neal Adams.
Kyle Rayner
O mais forte de todos. O vilão Mongul destruiu completamente Coast City, a cidade natal de Hal Jordan. Enlouquecido pelo luto e pelo trauma, Hal tenta usar seu anel para recriar a cidade e as pessoas que perdeu. Quando os Guardiões o proíbem de usar o poder para ganho pessoal, Hal se revolta. Ele marcha até o planeta Oa, mata quase todos os outros Lanternas Verdes, absorve a energia da Bateria Central e se transforma no supervilão Parallax.
Com
a Tropa destruída e os Guardiões mortos, o único sobrevivente do massacre,
Ganthet, consegue reunir os restos do anel despedaçado de Hal Jordan e viaja às
pressas até a Terra. Diferente de Hal, Guy ou John, que foram escolhidos após
testes rigorosos de personalidade, a escolha de Kyle foi puro acaso. Ganthet
surge em um beco escuro de Los Angeles e entrega o último anel de poder ao
primeiro humano que encontra pela frente: um jovem artista gráfico freelancer
chamado Kyle Rayner. Quando Kyle, confuso, pergunta o que deve fazer, Ganthet
responde apenas: "Você terá que bastar" (no selo Novos 52, os
elementos de aleatoriedade da origem de Kyle mudariam um pouco, mas em
Renascimento o cânone foi reestabelecido).
Nos
anos e edições seguintes sua história se mostrou uma das mais interessantes e
ricas da DC para os lanternas verdes. Nos primeiros anos, após ter sua namorada
assassinada pelo Major Force e entrar para a Liga da Justiça icônica de Grant
Morrison, ele se torna quase uma entidade. Após absorver a energia restante da
antiga Bateria Central e do Sol, Kyle se transforma em Ion, um ser onipotente.
Em vez de manter esse poder divino, ele escolhe abrir mão dele para recriar os
Guardiões e recarregar a Bateria Central de Oa, plantando as sementes para o
retorno da Tropa.
Após
isso ele usa o anel dos lanternas azuis (esperança) durante a guerra dos
lanternas verdes, e posteriormente, ao dominar todo o espectro emocional, ele
usa o anel branco. Mas recentemente ele abra mão do anel branco e volta ao anel
do lanterna verde, voltando suas atenções como o lanterna verde da Terra.
Estreia: Green Lantern
(vol 3) #48, de 1994 (lançado no Brasil em Crepúsculo Esmeralda, pela Abril, em
novembro de 1995), criação de Ron Marz, Bill Willinghan e Darryl Banks.
Jade
Jennifer-Lynn Hayden, ou simplesmente Jade, é ninguém menos que a filha da Alan Scott. Diferente de quase todos os outros humanos citados antes, Jade tem uma distinção histórica crucial: ela nasceu com seus superpoderes, não precisando originalmente de um anel para manifestar a luz esmeralda. Embora mais antiga de Kyle, sua história faz mais sentido contada após a de Kyle.
Filha
de Alan Scott e de uma vilã regenerada chamada Rose Canton (a Espinho), Rose e
seu irmão gêmeo (Todd) foram entregues para a adoção logo após o nascimento por
medo de que seus próprios distúrbios mentais e instabilidade prejudicassem seus
filhos. Os dois cresceram em famílias adotivas separadas. Jennifer cresceu nos
subúrbios de Milwaukee e tornou-se modelo e aspirante a atriz. Quando descobriu
na adolescência que tinha a habilidade de manipular a energia verde e que
possuía uma estranha marca de nascença na palma da mão (em formato de estrela),
ela investigou seu passado e acabou se reunindo com seu irmão gêmeo Todd — que
também havia desenvolvido poderes de sombras e assumido a identidade de Manto
Negro. Juntos, eles descobriram que eram filhos de Alan Scott.
Ao
descobrirem sua linhagem heroica, Jennifer (adotando agora o nome Jade) e seu
irmão tentaram entrar para a Sociedade da Justiça da América, a equipe de seu
pai. Rejeitados por serem jovens e inexperientes, eles se uniram a outros
filhos e protegidos dos heróis da Era de Ouro (como Fúria, Onda Mental Jr. e
Prata) e fundaram o Corporação Infinito, uma das equipes juvenis mais icônicas
dos anos 80.
Jade
tem uma grande ligação com a trajetória de Kyle Rayner. Durante os anos 90, os
dois iniciaram um dos romances mais duradouros e queridos pelos fãs que
acompanhavam as suas histórias. Em uma batalha brutal, Jade acabou perdendo
seus poderes biológicos esmeralda. Para ajudá-la, Kyle Rayner (que na época era
o poderoso Ion) usou suas habilidades divinas para criar e presentear
Jennifer com um Anel de Poder da Tropa dos Lanternas Verdes. Assim, ela se
tornou oficialmente a Primeira mulher da Terra na Tropa dos lanternas Verdes na
cronologia da DC, assumindo o posto de defensora da Terra enquanto Kyle
realizava missões no espaço profundo.
Durante
a saga Crise Infinita (entre 2005 e 2006), Jade fez parte de uma equipe
enviada ao espaço para impedir uma fenda no tecido do universo. Ela não
sobreviveu à missão. Em seu leito de morte, Jennifer usou suas últimas forças
para devolver seus poderes originais a Kyle Rayner, o que permitiu que ele se
transformasse em Ion novamente para salvar o dia. Ela retornou anos mais tarde
durante a saga A Noite Mais Densa — inicialmente como uma vilã morta-viva da
Tropa dos Lanternas Negros, mas sendo ressuscitada de forma definitiva no final
do evento pela Entidade da Vida (Luz Branca).
Embora
sua existência e da Sociedade da Justiça da América tenha desaparecido durante
os Novos 52, ela “volta à vida” durante o arco Fronteira Infinita. Com a
restauração da equipe clássica de seu pai, Jade assumiu um posto de enorme
prestígio. Nas histórias mais recentes da Sociedade da Justiça da América,
Jennie-Lynn Hayden ganhou tanta maturidade e respeito entre os heróis veteranos
e novatos que chegou a atuar como Presidente Interina da Sociedade da Justiça,
mostrando que ela evoluiu de uma heroína juvenil dos anos 80 para um dos
pilares da comunidade metahumana.
Atualmente,
Jade recuperou totalmente a sua conexão mística com o Coração Estelar (a fonte
biológica de energia que ela herdou do pai). Com isso ela não precisa e não
está mais utilizando um anel da Trop. Ela gera e molda a luz verde diretamente
de seu próprio corpo e continua com sua icônica fisionomia de pele e cabelos
esmeralda.
Recentemente,
Jade voltou a cruzar caminhos e reestabelecer contato com seu antigo namorado,
Kyle Rayner. Embora ambos estejam seguindo caminhos diferentes (Kyle focado na
Terra e ela na JSA), as histórias atuais continuam honrando o passado e o
carinho profundo que existe entre os dois.
Estreia: All-Star
Squadron #25, de 1981 (lançado no Brasil em DC Comics – Coleção de Graphic
Novels #100, pela Eaglemoss, em setembro de 2019), criação de Ron Marz, Bill
Willinghan e Darryl Banks.
Anya Savenlovich
A tenente-coronel da Força Aérea Soviética, Anya Savenlovich, foi escolhida para participar do projeto ultrassecreto Helios. Lançada em órbita terrestre em 1964, a cosmonauta relatou uma explosão no segundo estágio do foguete e não foi mais vista pelos próximos trinta e cinco anos. À deriva no espaço, Savenlovich e sua cápsula congelaram, mantendo-a viva durante esse período.
Viajando
pelas estrelas recrutando Lanternas Verdes para formar uma nova Tropa dos
Lanternas Verdes, Kyle Rayner encontrou o caçador de recompensas alienígena
Hammeroon. A nave espacial do alienígena detectou o sinal de socorro de
Savenlovich e, a pedido de Rayner, os dois resgataram a cosmonauta. Após ser
descongelada, a notícia de sua longa hibernação foi um choque para ela. Anya
recebeu um anel de poder e concordou em se juntar a Rayner e outros para formar
sua nova Tropa. No entanto, após uma missão desastrosa e uma traição, Kyle
decidiu dissolver sua autoproclamada Tropa, recuperar os anéis e retornar à
Terra. Ele precisaria de mais tempo e experiência antes de estar pronto para
recrutar uma nova Tropa dos Lanternas Verdes. Ao saber por Rayner que a União
Soviética que ela conhecia havia desaparecido há muito tempo, Anya Savenlovich
escolheu permanecer no espaço. Ela se juntou ao Juiz Sool e Garl Rathbone na
criação de uma equipe intergaláctica de combate ao crime conhecida como "A
Tropa ".
Estreia: Green Lantern:
The New Corps #1, de 1999 (lançado no Brasil em Super-Homem (2ª série) #52,
pela Abril, em abril de 2000), criação de Chuck Dixon e Scot Eaton.
Simon Baz
Simon Baz nasceu em Dearborn, Michigan, em uma família libanesa-americana. Ainda criança, ele e sua irmã assistiram pelos jornais aos atentados de 11 de setembro de 2001. Daquele momento em diante, sua vida foi marcada pela xenofobia, pela suspeita e pelo preconceito por causa de sua etnia e religião. Anos mais tarde, Simon formou-se em engenharia automotiva, mas perdeu o emprego devido à crise financeira em Detroit. Desesperado para ajudar financeiramente sua família e pagar as despesas médicas de seu cunhado (que estava em coma após um racha de carros ilegal), Simon começou a trabalhar no submundo como ladrão de carros.
A
reviravolta na vida de Simon acontece quando ele rouba uma van de carga e, ao
ser perseguido pela polícia, descobre que o veículo estava carregado de
explosivos de nível militar. Simon consegue desviar a van para um complexo
fabril abandonado antes que a bomba explodisse, salvando vidas, mas o ato é mal
interpretado. Por ser árabe-americano, ele é imediatamente rotulado como
terrorista doméstico, preso pelo FBI e levado para a Baía de Guantánamo para
interrogatório sob tortura.
Nesse
exato momento de desespero absoluto e força de vontade inabalável, um evento
cósmico acontece. Os anéis de Hal Jordan e Sinestro haviam se fundido após os
heróis serem dados como mortos. O anel duplo viajou até a Terra procurando por
alguém com a capacidade de superar o grande medo. Ele invadiu a sala de
interrogatório militar, libertou Simon e o escolheu como o novo Lanterna Verde.
O
início de Simon na Tropa foi extremamente conturbado. Ele não confiava
plenamente no anel e, por ser um fugitivo procurado pelo governo dos EUA, tomou
uma decisão inédita: carregar uma arma de fogo comum em um coldre, caso a
energia do anel falhasse. Ele acabou provando seu valor durante a saga A
Ascensão do Terceiro Exército e na derrota do vilão Volthoom (O Primeiro
Lanterna). Durante esses eventos, Simon demonstrou uma habilidade raríssima e
milagrosa entre os Lanternas Verdes, onde através de pura força de vontade
combinada com o anel, ele conseguia curar. Fazendo isso seu cunhado que estava
em coma, algo que teoricamente os anéis de poder não deveriam conseguir fazer.
Na
era Renascimento, Hal Jordan decidiu que a Terra precisava de proteção
constante enquanto ele estava no espaço profundo. Ele fundiu as baterias de
energia de Simon Baz e da novata Jessica Cruz, forçando-os a trabalhar juntos
como parceiros oficiais do Setor 2814. Essa fase é considerada uma das melhores
do personagem. A dinâmica de "dupla policial" funcionou
perfeitamente: enquanto Simon ensinava Jessica a ser mais confiante e a
combater seus ataques de pânico, Jessica ajudava Simon a superar sua paranoia e
seus problemas de confiança. Foi nessa fase que Simon finalmente deixou de usar
a arma de fogo, percebendo que sua verdadeira força vinha de sua vontade, e não
do medo que uma arma causava.
Após
as fases Fronteira Infinita e as atualizações da era Aurora da DC, Simon Baz
continua sendo um membro respeitado e ativo da Tropa dos Lanternas Verdes. Ele passou
a atuar de forma mais estratégica, ajudando a Tropa em missões táticas na Terra
e em Oa. Além disso, ele estabeleceu uma forte ligação de mentor com Keli
Quintela (a Jovem Lanterna do setor da Terra de Los Angeles), ajudando a guiar
a nova geração de heróis que utilizam o espectro esmeralda.
Estreia: Free Comic Book
Day: The New 52!, de 2012 (lançado no Brasil em Os Novos 52 – Preview Especial,
pela Panini, em julho de 2013), criação de Geoff Jones e Doug Mahnke.
Jessica Cruz
Jessica Cruz foi caçar com seus amigos e, infelizmente, se deparou com mafiosos que estavam enterrando um corpo. Sem querer testemunhas, os mafiosos atiraram e mataram os amigos de Jessica, enquanto ela conseguiu escapar, mas ficou extremamente traumatizada com o incidente. Jessica desenvolveu ansiedade debilitante e se trancou em seu quarto por quatro anos.
Durante
a invasão da Terra-3 e os eventos de Vilania Eterna, o portador do Anel do
Crime daquela realidade alternativa – Volthoom - foi morto por Sinestro. O anel
maligno, que se alimentava do medo do hospedeiro, buscou uma nova vítima e se
fixou em Jessica Cruz justamente por causa de sua ansiedade e pânico
avassaladores, assumindo o controle de seu corpo contra a sua vontade. Com a
ajuda da Liga da Justiça — especialmente de Batman, que compreendia o peso do
trauma —, ela aprendeu a lutar contra a influência daquele artefato sombrio.
A
virada definitiva de Jessica acontece durante a épica saga Guerra de Darkseid, de
2016. Para salvar a vida do Flash de um ataque mortal do Corredor Negro,
Jessica se joga na frente do golpe, sacrificando-se conscientemente. Ao
demonstrar tamanha coragem e bravura no momento de maior desespero, o anel
parasita é destruído, e um anel legítimo dos Lanternas Verdes a escolhe de
verdade.
O
que torna Jessica uma das personagens mais queridas e humanas da DC é a forma
realista como sua saúde mental é tratada nas HQs. Diferente de outros heróis
que ignoram suas fraquezas, Jessica continua lidando com crises de ansiedade
mesmo no meio de batalhas cósmicas. Seus construtos muitas vezes falham quando
o pânico toma conta, mas sua verdadeira força de vontade é provada todas as
vezes em que ela decide levantar, sair da cama e enfrentar o perigo mesmo tomada
pelo medo.
Hal
Jordan fundiu as baterias de energia dos lanternas Jessica e Simon em uma única
peça, obrigando-os a cooperar para conseguir recarregar seus anéis e para
forçá-los a trabalhar em equipe. Como dois novatos cheios de inseguranças, eles
funcionaram como uma "dupla policial": Simon ajudava Jessica a
enfrentar suas crises de agorafobia e ataques de pânico, enquanto ela o
acalmava e o convenceu a abandonar a arma de fogo que ele carregava por pura
paranoia. Eles se tornaram melhores amigos e os protetores oficiais da Terra.
Após
o fim da parceria, Jessica foi promovida e designada para liderar uma equipe no
Setor Fantasma, uma região do espaço profundo recém-descoberta. Lá, ela atuou
ao lado do Ciborgue, Estelar e Azrael. Nessa saga, ela enfrentou ninguém menos
que Darkseid, em um confronto brutal. Darkseid destruiu o anel de Jessica e a
esmagou. Porém, os fragmentos do anel fundiram-se ao seu corpo e ao efeito
ômega, trazendo-a de volta à vida com poderes de energia esmeralda gerados por
sua própria força de vontade, sem a necessidade de um anel físico.
Posteriormente,
durante a saga Fronteira Infinita (de 2021), a Bateria Central dos Lanternas
Verdes explodiu, deixando a Tropa indefesa. A estação espacial onde Jessica
estava foi invadida pela Tropa Sinestro. Demonstrando uma coragem absurda,
Jessica usou apenas suas habilidades de combate e sua mente para derrotar os
invasores. Impressionado pelo fato de ela conseguir instigar e dominar o grande
medo (o requisito para usar o anel amarelo), um anel de Sinestro a escolheu.
Por um período, Jessica aceitou o anel amarelo e operou como uma Lanterna
Amarela, argumentando que usaria o medo como uma ferramenta de proteção,
ressignificando o seu próprio trauma de infância.
Nas
histórias mais recentes, Jessica Cruz retornou oficialmente à Tropa dos
Lanternas Verdes. O universo foi reajustado e ela ganhou um novo anel verde
tradicional. Atualmente, ela atua como uma veterana respeitada da Tropa e líder
dos Lanternas Verdes, como vemos no arco Espectro Fraturado. Após as ações
tirânicas dos Planetas Unidos (liderados por Thaaros) destruírem as Baterias
Centrais de Energia originais de várias galáxias, a Tropa clássica ficou
fragilizada e fragmentada. Quando os Lanternas sobreviventes conseguiram se
reorganizar, Jessica Cruz foi escolhida para assumir o comando geral da Tropa.
Veteranos icônicos como Hal Jordan, apoiaram totalmente sua liderança. O que
mais se destaca nas edições atuais é que ela trouxe sua resiliência e empatia
para o cargo. Em vez de tratar os Lanternas que ficaram sem rumo ou alterados
como ameaças, a política de liderança da Jessica foca em ajudar, acolher e
educar, além de costurar planos diplomáticos massivos para unificar as
diferentes cores do espectro emocional.
Estreia:
Justice
League (vol 2) #31, de 2014 (lançado no Brasil em Liga da Justiça (2ª série)
#31, pela Panini, em fevereiro de 2015), criação de Ethan Van Sciver e Geoff
Johns.
Sojourner “Jo” Mullein
A forma como Jo Mullein se tornou uma Lanterna Verde é uma das mais intrigantes, pois ela não foi escolhida por um anel voando pelo espaço à procura de um hospedeiro, mas sim recrutada diretamente por um Guardião do Universo descontente em um projeto ultrassecreto.
Jo
sempre teve uma veia crítica e social e este foi outra grande diferencial dela.
Ela foi aceita na Universidade de Princeton e se alistou no exército para pagar
seus estudos. Durante uma missão no exterior, ela questionou suas ações após
ver uma criança ferida e muitos moradores locais enterrando seus entes
queridos, a fazendo deixar o exército. Ela frequentou a Universidade de
Princeton por um tempo antes de se tornar policial, mas testemunhou seu
parceiro quase espancar um suspeito até a morte. Ela o denunciou à
Corregedoria, que lhe concedeu licença remunerada, mas logo foi demitido do
emprego por ter sido marcado em uma publicação do movimento Black Lives Matter.
Enquanto
estava afogando suas mágoas em um bar, um dos Guardiões apareceu para ela. Esse
Guardião (cujo nome nunca é revelado) explicou que a Tropa dos Lanternas Verdes
clássica sofria de um "vício de design": os anéis tradicionais
procuravam por pessoas que "não tinham a capacidade de sentir medo"
(como Hal Jordan). O Guardião argumentava que isso era um erro de lógica, pois
pessoas que não sentem medo carecem de empatia básica e discernimento real
sobre os riscos de suas ações. Ele queria fazer um experimento social e
tecnológico com alguém que sentisse medo, mas que escolhesse agir com
integridade e força de vontade apesar dele. Ao analisar os dados da Terra, ele
viu o histórico de Jo: uma mulher negra, ex-militar e ex-policial que colocou
sua própria carreira em risco para proteger um civil. O Guardião fez uma
proposta direta: "Quero te dar um ano para fazer a diferença. Mas você
não vai trabalhar na Terra. Vou te mandar para o lugar mais distante possível,
onde a Tropa nunca teve jurisdição."
Para
esse experimento, o Guardião entregou a Jo um anel totalmente diferente do
resto da Tropa. Ele não foi forjado na Bateria Central de Oa. Era um protótipo
tecnológico que se recarrega sozinho com base na resiliência mental da própria
Jo (sua habilidade de processar e superar o medo diariamente). Sem precisar de
um manual ou de um juramento tradicional, Jo aceitou o desafio como uma segunda
chance de ser a policial justa que o sistema da Terra não a deixou ser. Ela
arrumou suas malas e foi enviada para o Far Sector (ou Setor Próximo),
iniciando sua jornada cósmica.
Recentemente
sua importância cresceu muito. Quando a Bateria Central de Oa explodiu e a
maioria dos Lanternas ficou sem poderes, Jo tornou-se uma das poucas com um
anel funcional (já que o dela era autônomo). Ela assumiu o papel de
investigadora principal e líder tática interina em Oa, liderando os Lanternas
sobreviventes para descobrir quem havia sabotado a Tropa. Sua mente analítica
de ex-policial e detetive foi fundamental para manter a ordem no planeta dos
Guardiões.
Atualmente,
Jo Mullein está consolidada como uma das mentes mais brilhantes e estratégicas
da Tropa: Ela passou a trabalhar muito próxima de John Stewart e Hal Jordan,
sendo frequentemente acionada pela liderança da Tropa (agora sob o comando de
Jessica Cruz) para missões de alta complexidade política e investigações que
exigem diplomacia e perspicácia, em vez de força bruta. Além disso, ela mantém
seu design visual marcante, que inclui óculos escuros estilizados em formato de
construto de energia no lugar da máscara tradicional e um uniforme com forte
inspiração em sobretudos militares modernos.
Estreia:
Far
Sector #1, de 2020 (lançado no Brasil em Liga da Justiça (2ª série) #31, pela
Panini, em fevereiro de 2015), criação de Jamal Campbel e Nora K. Jemisin.
Keli Quintela
A conhecida Lanterna Adolescente (no Brasil, conhecida como Lanterna Nerd). Kely nasceu em La Paz, na Bolívia. Aos 11 anos de idade, enquanto revirava um ferro-velho local com um amigo em busca de sucata para vender, ela testemunhou um ataque brutal no qual um alienígena foi mortalmente ferido. Antes de morrer, o extraterrestre (chamado Iorl) entregou a ela um dispositivo misterioso em formato de manopla.
Sendo
uma garota gênio-prodígio em tecnologia, Keli levou o dispositivo para o seu
quarto e, usando um computador simples, conseguiu "hackear" a
tecnologia dos Guardiões. Ela criou uma mochila-bateria caseira capaz de
desviar a energia esmeralda diretamente da Bateria Central de Oa para a sua
luva, permitindo que ela criasse construtos de energia sem nunca ter recebido
um anel de poder oficial e sem a permissão da Tropa.
Inicialmente,
a Tropa nem sabia que Keli existia. Ela começou a atuar como super-heroína de
forma totalmente independente e foi recrutada por Tim Drake (Robin) para
integrar a nova formação da Justiça Jovem, lutando ao lado de heróis como o
Superboy (Conner Kent) e a Moça-Maravilha. O que chamava a atenção dos heróis
era o fato de seus construtos serem monstruosamente massivos e ligeiramente
imprevisíveis, espelhando a imaginação caótica e os sentimentos intensos de uma
pré-adolescente.
Eventualmente,
o uso desautorizado de energia da bateria de Oa chamou a atenção dos veteranos.
John Stewart e Simon Baz a confrontaram e confiscaram o equipamento para
análise em Oa. O diagnóstico dos Guardiões do Universo foi assustador. A
manopla dela não era uma ferramenta comum, mas sim uma das armas mais instáveis
e poderosas do universo. Ela conseguia replicar a potência de uma dúzia de
anéis de poder normais juntos, transformando a garota em uma bomba-relógio
ambulante. Como ela estava diretamente conectada ao espectro emocional, ela
conseguiu manter seus poderes e criar construtos gigantescos mesmo quando a
Bateria Central de Oa explodiu (evento que deixou a maioria dos Lanternas
veteranos indefesos).
Nas
sagas mais recentes e na nova fase da Tropa dos Lanternas verdes, Keli Quintela
passou por provações severas e evoluiu drasticamente. Durante o arco em que a
coalizão dos Planetas Unidos (sob o comando do tirano Thaaros) tentou assumir e
purgar a Tropa dos Lanternas Verdes, Keli foi capturada. Os vilões realizaram
experimentos na manopla dela para entender como ela conseguia manipular a Força
de Vontade pura sem o intermédio das travas de segurança dos Guardiões,
descobrindo que a tecnologia dela é de nível "Fonte Cósmica". Após
isso, ela foi resgatada pelos Lanternas rebeldes. Reconhecendo seu valor, sua
integridade e o perigo de deixá-la sem rumo, John Stewart ordenou que ela
passasse a treinar formalmente.
Atualmente,
sob o novo comando de Jessica Cruz, Keli Quintela deixou de ser vista como uma
intrusa e foi integrada de vez. Ela atua como uma membra júnior de elite da
Tropa, sob a mentoria direta de Simon Baz e Jo Mullein, ajudando a moldar o
futuro da energia esmeralda no universo.
Estreia:
Young
Justice (vol 3) #1, de 2020 (lançado no Brasil em Justiça Jovem #1, pela
Panini, em setembro de 2020), criação de Brian M. Bendis e Patrick Gleason.
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