sábado, 16 de agosto de 2008

Material de Apoio - Navegação

Material de Apoio: Navegação


Estrutura e postos dentro do navio

Uma embarcação é um universo em si. Um micro-mundo independente enquanto estava na imensidão do oceano. Como tal era, antes de mais nada, uma representação da ordem instituída. Representava todos os elementos de uma comunidade. Claro que estamos iniciando nossa conversa pelas embarcações ditas “oficiais” por assim dizer. Então temos de pensar em uma organização e hierarquia mais representativa de uma sociedade rígida. Não que isto não acontecesse entre os corsários e piratas, mas nos navios que servem alguma nação, rei ou organização isso fica muito mais evidenciado. Vamos começar vendo como estas embarcações “seguidoras da lei e da ordem” funcionavam.

Pode-se dizer que temos quatro grupos bem distintos dentro de uma embarcação. Os primeiros deles, e topo da pirâmide organizacional do navio, eram os oficiais. Depois haviam todos aqueles que possuíam algum afazer específico. Em terceiro tínhamos os marujos e marinheiros. Por fim temos os aprendizes e aqueles que realizavam limpezas.

Esta estrutura, dentro de navios oficiais, era extremamente rígida. Não podemos esquecer que um navio que serve à uma nação ou a um imperador/rei funcionava como um braço de suas forças armadas. Então nada mais justo que siga os padrões militares. Pensado em Tormenta podemos imaginar neste grupo as marinhas do Reinado e principalmente os navios de Tapista.

Os Oficiais

Este primeiro grupo formava a estrutura básica de comando do navio. Não existiam (na maioria dos casos) mais do que um de cada tipo de oficial por embarcação.

A maior autoridade dentro do navio era o Capitão (mesmo quando algum nobre estivesse dentro, à não ser o próprio Rei ou alguma outra figura diretamente ligada à realeza). Ele era a autoridade máxima fazendo inclusive os papéis de juiz e juri quando necessário. Normalmente era o único à ter aposentos particulares dentro do navio. O Capitão não se misturava com a tripulação e mesmo muitos oficiais não tinham acesso a ele.

O Quarteleiro ou Mestre de Bordo (também chamado de Patrão ou ‘nocher’- o sábio do navio) era o segundo em comando. A ele cabia levar as ordens do Capitão para os outros oficiais designando tarefas. Em muitos momentos era quem realmente mandava no navio, menos nos combates, levando ao Capitão apenas casos especiais. Suas ordens recaiam sobre todos – à não ser o Piloto e os Artilheiros. O Mestre é aquele que melhor conhece os ventos e o comportamento da embarcação. O Piloto era o responsável pelo manejo do navio e leitura das cartas náuticas.

O Quartel-mestre executava as ordens do Mestre transmitindo-as à tripulação e cobrando do Imediato sua realização. O Imediato servia diretamente ao Mestre de Bordo. Todas as ordens proferidas pelo Mestre eram levadas à cabo pelo Imediato junto aos marujos ou profissionais. Era o oficial mais próximo da tripulação. Os Camareiros de Bordo são erroneamente considerados como serviçais, mas fazem sim parte dos oficiais. Eram aspirantes à oficiais. Vinham, normalmente, de famílias nobres e possuíam grandes responsabilidades em sua relação com os oficiais. Para encerrar havia o Agualcil. Eles eram os representantes da força do rei ou imperador dentro do navio. Por seu caráter oficial era muito pouco querido pela tripulação.

Os Especialistas

Havia uma enorme lista de profissionais que poderiam, ou não, estar dentro de uma embarcação. Todos tinham funções específicas e pontuais.

O Tanoeiro era o responsável pela produção e manutenção dos barris. Pode parecer pouco, mas quando se está dentro de um navio no meio do oceano por semanas torna-se uma função das mais importantes. Todos os mantimentos e bebidas do navio são acondicionados em barris. Falhas nos barris podem ser fatais para toda uma tripulação.

Havia um membro muito polivalente neste grupo. Era o Cirugião/Dentista/Barbeiro/Médico de Bordo. Não raro eram apenas pessoas iniciadas nessas profissões sem nenhum conhecimento profissional.

O Cozinheiro era uma figura pouco presente nos navios. Muitas vezes ele servia apenas aos oficiais deixando que o resto da tripulação fizesse sua própria comida.

O Despenseiro era outra figura muito importante dentro do navio tendo a função de controlar todos os mantimentos e realizar a partilha dos alimentos para a tripulação. Normalmente era o único que poderia ingressar na dispensa e reportava-se apenas ao Mestre e ao Capitão.

O Mestre-carpinteiro era responsável pelos reparos do navio. O Calafates era o responsável pela impermeabilização da embarcação. Havia ainda o ferreiro, o sentinela e o músico.

Os Marinheiros/Marujos

Eram os trabalhadores da embarcação e compunha o maior número de membros dentro do navio. Serviam como soldados em muitos casos e eram os responsáveis pelo manuseio do velame, dentre outras funções secundárias no navio.

Os Mais Baixos

Esses infelizes faziam parte da casta mais baixa dos membros da tripulação.

Os Taifeiros eram responsáveis pela limpeza do navio e toda a natureza de serviços gerais. Recebiam uma gratificação mínima. Abaixo deles estavam os Grumetes, que eram os que manuseavam os cabos do velame, faziam as vezes de vigia na gávea e trabalhavam como remadores, quando necessário. Sua maior vontade era ganhar experiência. Os Pajens eram formados por crianças inicialmente com não mais do que oito anos. Limpavam e lavavam o convés e auxiliavam na cozinha.


Fora desta pirâmide haviam outros dois grupos. Um deles era o dos Artilheiros. Eles eram responsáveis por tudo o que estava relacionado com o manuseio dos canhões e afins. Normalmente havia um Contra-mestre ou Imediato específico para eles, com conhecimento nestas tarefas, responsável pelas ordens. O outro grupo era o que cuidava das almas da tripulação – sacerdote/frade/padre. Ele representava o poder religioso dentro do navio da mesma forma que uma igreja no centro de uma pequena vila.

No geral este é o grupo de membros possíveis dentro de uma embarcação. Isso varia conforme o tamanho da embarcação e da tripulação. Não é incomum o caso de não haverem todos eles num navio. Alguns podem aglutinar mais de uma função – principalmente entre os especialistas. Além disso não podemos esquecer que mortes não são raras nas aventuras pelos mares.

PRÓXIMO: A estrutura e os postos nas embarcações em Tormenta.

Novidades na Confraria

Informações para todos

A partir de hoje vou postar na Confraria de Arton uma série de artigos que possam servir de apoio para todos que necessitem de informação para suas aventuras, contos ou campanha. Muitas vezes é difícil ficarmos procurando dados para tornar nossa seção de jogo mais realista ou interessante. É necessário muito tempo de preparação para isso. Não que eu me importe, pois sempre adorei essa caça à informações para meus jogos.
Como estou postando, e tentando manter o mais atualizado possível, um romance ambientando a vida de piratas e dos homens do mar, este será meu primeiro tema. Espero que gostem. Se desejarem algo em especial para mais adiante me avisem que estarei pronto para atender, na medida do possível.

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores: Polaris [Marvel]

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores
POLARIS – Lorna Dane
Ficha 008



"Então é assim que o mundo acaba...
Com raiva, sangue e fogo!”


Nível de Poder: 10

HABILIDADES
FOR 12 (+1) DES 14 (+2) CON 12 (+1) INT 14 (+2) SAB 14 (+2) CAR 14 (+2)

SALVAMENTOS
Resistência +1, Fortitude +5, Reflexo +4, Vontade +7.

COMBATE
Ataque +8; Dano 0 [desarmada], +10 [atração/repulsão], +12 [bala/projétil único], +8 [bala/projéteis múltiplos]; Defesa +10, Esquiva +5; Iniciativa +1.

PERÍCIA
Conhecimento [Geofísica] 10 (+12), Concentração 5 (+7), Intuir intenção 5 (+7), Notar 4 (+6).

FEITOS
Ação em movimento, Ataque atordoante, Defesa aprimorada, Mira aprimorada, Trabalho em equipe 3.

PODERES
Repertório – Controle de Magnetismo 32 [Extra: Amplo +1]
Base: Controle de Magnetismo 12 [Extra: Área, Ataque seletivo]
PA: Bala 8 [Extra: Automático]
PA: Bala 12 [Dinâmico]
PA: Deflexão 10 [Dinâmico]
PA: Moldar Metal 4 [Dinâmico]
PA: Atração/Repulsão 12 [Dinâmico]
PA: Nulificar 10 [Equipamentos eletrônicos - Extra: Campo de Nulificação]
PA: Voo 3 [Dinâmico]
PA: Sono 6 [Dinâmico]

Pontos: 176
20 (habilidades) + 11 (salvamento) + 36 (combate) + 6 (perícias) + 7 (feitos) + 96 (poderes)

Ficha em PDF


Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores: Destrutor [Marvel]

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores
DESTRUTOR – Alexander Summers
Ficha 007



... disso é o que eu tenho mais medo,
desde que eu manifestei meus
poderes pela primeira vez...
Usá-los para matar!”


Nível de Poder: 11

HABILDIADES
FOR 12 (+1) DES 12 (+1) CON 14 (+2) INT 14 (+2) SAB 15 (+2) CAR 14 (+2)

SALVAMENTO
Resistência +6*/+2; Fortitude +11*/+7; Reflexo +2; Vontade +5.
[*Traje de contensão]

COMBATE
Ataque +10; Dano +1 [desarmado], +12 [Raio de energia cósmica]; Defesa +10; Esquiva +5; Iniciativa +1.

PERÍCIA
Concentração 4 (+6), Conhecimento [Geofísica] 8 (+10), Conhecimento [Tática] 8 (+10), Notar 4 (+6), Pilotar 8 (+9).

FEITOS
Ataque acurado, Ataque defensivo, Inspirar, Liderança, Trabalho em equipe 2.

PODERES
Controle de Energia Cósmica 12 [Extra: Área/Linha, Penetrante; Falha: Incontrolável - PA: Controle de Energia Cósmica 11 (Extra: Explosão – Falha: Incontrolável) – PA: Pasmar 10 (Visual)]

Dispositivo 2 [Traje de Contensão - Difícil de perder – Remove falha Incontrolável do poder Controle de Energia Cósmica – Feito: Ataque poderoso, Acurado] – Proteção 4

Imunidade 3 [Rajada Ótica de Ciclope/descritor de poder raro, radiação, calor]
          
Pontos: 122
21 (habilidades) + 9 (salvamento) + 40 (combate) + 8 (perícias) + 6 (Feitos) + 38 (Poder)

Ficha em PDF


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores - Armadura

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores
ARMADURA – Hisako Ichiki
Ficha 006


Nível de Poder: 13

HABILIDADES
FOR 20*/10 (+5/0) DES 18*/13 (+4/+1) CON 20*/10 (+5/0) INT 12 (+1) SAB 12 (+1) CAR 13 (+1) (*com armadura)

SALVAMENTO
Resistência +21*/0, Fortitude +7*/+1, Reflexo +4*/+3, Vontade +5 (*com armadura)

CAPACIDADE DE CARGA: 16t (leve), 32 t(média), 50t (pesada), 100t (máxima), 250t (arrastar/empurrar)

COMBATE
Ataque +8, +10 [corpo-a-corpo]; Dano 0 [desarmado/sem armadura], +5 [desarmada/com armadura], +6 [Explosão psiônica]; Defesa +6; Esquiva +4; Iniciativa +1.

PERÍCIA
Concentração +5, Furtividade +4, Idioma +2 [japonês (nativa), chinês, inglês], Investigar +4, Notar +5.

FEITOS
Ação em movimento, Agarrar aprimorado, Ataque atordoante, Ataque dominó 2, Atropelar aprimorado, Bloquear aprimorado 2, Foco em Ataque [corpo-a-corpo] 2, Interpor-se, Trabalho em equipe.

PODERES
Container [Armadura Psiônica dos Ancestrais] 21 [Extra: Amplo; Feito: Inato; Falha: Cansativo]

Poder base: Campo de força 10 [Impenetrável +1];

PA: Criar objeto 2 [Dinâmico – Falha: Alcance/Pessoal]
PA: Crescimento 2 [Feito: Golpe em crescimento]
PA: Proteção 6 [Dinâmico]
PA: Imunidade 29 [Todo dano Físico, condições ambientais – Dinâmico]
PA: Força Aumentada 10 [Dinâmico]
PA: Constituição Aumentada 10 [Dinâmico]
PA: Destreza Aumentada 5 [Dinâmico]
PA: Super força 6 [Dinâmico]
PA: Salto 2 [Dinâmico]
PA: Raio 6 [Extra: Área/Explosão – descritor/psiônico – Feito: Sedativo]

Pontos: 126
10 (habilidade) + 9 (salvamento) + 28 (combate) + 4 (perícias) + 12 (feitos) + 63 (poder)


Ficha em PDF



Estréia
Hisako Ichiki apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em “Astonishing X-Men Volume 3 #4”, em outubro de 2004, criação de Joss Whedon e John Cassaday. Isso significa que ela é uma personagem recente, já do século XXI.

História
Não se tem muitas informações sobre o passado da personagem. Sobre sua origem sabemos apenas que nasceu em Tóquio. Ela sempre declarou sonhar em ser uma X-Men e por isso ela mesma procurou o Instituto Xavier para fazer parte dele. Ela iniciou sua vida por lá no Esquadrão Paladinos, junto de Olhos Vendados e Asas, e cuja tutora era Kitty Pryde.

Ela foi um dos poucos alunos do Instituto, um total de 27, que não perderem seus poderes quando ocorreu o arco Dia M. Mas até aqui ela não tem uma participação muito significativa na vida dos X-Men. Inicialmente ela começou fazendo parte dos New X-Men, após ser derrotada no exercício a lá Battle Royale em que Emma Frost colocou os alunos para disputar.

Após algum tempo participando de aventuras ao lado dos New X-Men ela começa a integrar o grupo principal. Isso acontece após o arco Complexo de Messias, quando ela vai para São Francisco e é treinada por Wolverine e Cíclope.

Daí em diante ela participou das principais aventuras, como no caso da Invasão dos Skrulls, ao lado de Míssil e Colossus, ou lutando contra os X-Mens Sombrios, na equipe de Cíclope.

Durante o Cisma, arco onde Wolverine e Cíclope se confrontam, Armadura resolveu ficar ao lado do grupod e Wolverine e reabrir o Instituto Xavier.

Poderes
A personagem tem a capacidade de criar um envólucro psionico ao redor de seu corpo praticamente impenetrável, além de proporcionar um considerável aumento de sua força, reflexos, resistência, agilidade e destreza.


A força adquirida com a armadura ainda é debatida, mas já vimos ela erguer, em uma das histórias, um tanque, ou seja, algo em torno de 100 toneladas. Quanto a resistência sua armadura tem incrível poder, suportando calor extremo ou mesmo uma queda desde o limite da atmosfera se sofrer dano algum. Mas já sabemos que sua armadura é, até certo ponto, vulnerável à laser (uma rajada ótica de Cíclope a atingiu certa vez) e também se mostro ineficiente em barrar o admantium das garras de Wolverine. Ela possui também a capacidade de moldar sua armadura seja dando forma para seus limites, seja expandindo e a aumentado de volume. Mas todo esse poder tem um limite. Hisako consegue manter a armadura ativa por um tempo limitado, pois sua utilização consome muito de sua energia. Para completar ela ainda consegue gerar, embora seja muito cansativo, uma explosão de energia psiônica causando dano por concussão.

domingo, 3 de agosto de 2008

Por mares nunca antes navegados
Parte 2 - A aventura inicia -

João Eugênio Córdova Brasil




“Que o Grande Oceano me permita morrer no mar,
no fio da lâmina de meu inimigo junto de meus companheiros.
Que me aceite em sua morada, nunca negando-me
as ondas sob meus pés, o céu sobre minha cabeça e
a espada em uma de minhas mãos e mulher em cada porto.
E enquanto não chegar minha hora derradeira
que me abençoe com a emoção da vitória
e o ardor do butim.”

Oração ao Grande Oceano


II. Expectativa

Já fazia um mês desde que haviam deixado para trás o Capitão Garas e o seu Alcatéia. Desde então rumavam insistentemente para nordeste. As cartas náuticas que mestre Tugar havia trocado com o Suni, imediato do navio de Garas, estavam sendo bem úteis. Já haviam tido a oportunidade de ancorar por três vezes em algumas ilhotas desabitadas pelo caminho, que serviam de pontos de abastecimento de inúmeras rotas da pirataria. Elas eram praticamente iguais a todas as ilhas de Arton. Não havia nada de muito diferente. Amontoados de terra com alguma vegetação, pontos esparsos de água doce e cristalina espalhados e sem viva alma.

Mas o sabor de novas aventuras adoçava o paladar da tripulação do Gaivota Prateada. A excitação estava entranhada em cada gota de suor que escorria pelos seus rostos. Quando ancoravam aproveitavam para esticar as pernas e exercitar o corpo. Mas ao mesmo tempo contavam os segundo para voltarem ao mar e avançar mais em direção nordeste.

Suas mentes estavam repletas de perguntas. Quais as maravilhas que aquele novo mundo lhes reservava? Que outras belezas estariam à sua espera? Os poucos exemplos aos quais tiveram contato, quando do encontro com o Alcatéia, lhes inundava a imaginação.

Por esse motivo, e por simplesmente desconhecerem o ambiente ao qual estavam navegando, lhes dava a impressão de que a empreitada estava durando muito mais do que esperavam. A ânsia por chegarem a qualquer lugar mais significativo lhes consumia por dentro. Mas era uma ânsia gostosa de sentir. Tocava no fundo do estômago de forma a nascer uma expectativa que mesclava felicidade e suspense. Era o mais próximo da felicidade que homens do mar poderiam imaginar chegar.

- Meus parabéns Tugar, os mapas estão muito precisos. Sem eles estaríamos navegando à esmo – disse o capitão durante o desjejum matinal em sua cabine. Essa pequena reunião acontecia diariamente com as principais patentes da embarcação. Era o momento de colocar todas as informações em pauta, organizar o dia que seguiria ou apenas fumar e rir um pouco.

- O mérito não é meu, não me lembro de ter visto cartas tão detalhadas nos mares à leste de Arton – resmunga o mestre entre uma mastigada e outra de pão. Todos sabiam que impressionar Tugar não era tarefa nada fácil e davam mais valor ainda às cartas náuticas do povo moreu.

- Eles parecem ter nascido para a vida no mar. Deve ser um povo de grande proximidade com a grande imensidão azul. A experiência transparece em seus movimentos, seus olhares – disse com um olhar de admiração Slocun – Nunca imaginei isso, mas temos muito o que aprender com eles.

- Só mais duas semanas senhor e podermos ter nossas primeiras impressões, acredito - mais duas semanas navegando e chegariam, segundo as cartas náuticas, na primeira ilha habitada à sudoeste de Moreania. Seu nome era Kumbach. Não tinham nenhuma informação sobre ela. Somente que era uma ilha pequena, com uma comunidade pacífica que tinha uma certa ligação com a pirataria e, segundo o próprio Garas, “seu lar”.

E a expectativa só crescia em seus corações.


III. Terra no horizonte

O amontoado de dias, em que aquelas duas semanas se transformaram, passou lentamente. Mas o amanhecer que estavam presenciando, naquele momento, trazia consigo os contornos de terra à algumas milhas de distância. O céu ainda escuro da manhã criava um contorno púrpura-roseo que emoldurava a primeira porção de terra realmente significativa que viam desde que deixaram Arton para trás.

Aos poucos conseguiam discernir o horizonte. Havia um pequeno monte cercado por uma floresta espessa. Em sua base a floresta se esparramava por uma longa porção longitudinal ocupando toda a linha da ilha. As praias encerravam o cenário brindando aquele magnífico quadro com areias do mais puro branco. Seria uma vista paradisíaca perfeita e inofensiva não fosse a surpresa que se escondiam ao longo da praia, apenas algumas centenas de metros da areia – mortíferos recifes.

A experiência de Slocun a muito já detectara o perigo e todas as ordens para evita-los já haviam sido dadas. Teriam de lançar âncora longe da praia e descer até terra firme de botes. Mas isso não era nenhum empecilho comparado à expectativa de encontrar a primeira comunidade desta nova terra.

Os botes estavam na água poucos instantes depois de descerem a âncora. Era como se estivessem esperando por aquele momento por toda uma vida – e na verdade estavam. Sentiam-se como os antigos desbravadores exilados das terras do sul de Arton ao depararem-se com o Istmo de Hangpharstyth. Sentiam-se como aquelas almas, que estavam jogadas frente-a-frente com o desconhecido. Muito embora já tenham tido uma pequena amostra deste novo continente quando em contato com a tripulação do Alcatéia, isto seria algo novo. Era seu primeiro contato com uma comunidade nova, uma civilização nova.

Não tinham idéia do que passara na cabeça daquela infeliz caravana muitos séculos atrás. Mas sabiam o que passava em seu peito agora – excitação.

Os botes deslizaram vagarosamente cortando as ondas em direção da areia. Percorreu aquela distância em poucos minutos até encalhar na praia. Nenhum sinal de vida. Nada. Só o silêncio. Logo atrás mais três botes também chegaram à areia. Slocun brigava contra si para que a prudência não fosse sobrepujada pela curiosidade. Não chegara aonde chegara deixando-se levar pela emoção – não nessas horas, pelo menos. A maioria dos homens que descera do Gaivota, depois de inúmeras discussões acaloradas sobre quem iria acompanhar o Capitão, estavam extremamente curiosos e armados – como a lógica lhes instigava.

Syan, por sua vez, possuía uma lógica ou prudência que o resto da tripulação considerava excêntrica. O clérigo descera com pelo menos duas mochilas abarrotadas de caixas e gaiolas dos mais diferentes tipos e tamanhos, pergaminhos em branco, pequenos livros de referência e seu inseparável diário, além de um ajudante escolhido à força para lhe dar auxílio em sua empreitada de estudos. Com a base de seu manto amarrado à cintura, para não molhar, tornava-se uma imagem caricata com as longas pernas brancas e cabeludas aparecendo abaixo de um emaranhado desengonçado em que se transformara sua veste – “Vamos, vamos, vamos. Tenho muito que fazer”.

Mas algo estava errado. Algo que aventureiros conseguem sentir no ar, no ambiente, nos ossos.

- Calma amigo – disse o capitão num tom mais baixo do que se poderia esperar no que deveria ser um momento festivo – não sente?

Syan piscou duas ou três vezes antes de entrar em sintonia com Joshua. Agora que lhe alertara estava percebendo algo. Ou melhor, a falta de algo – Nenhum som, além do mar, mais nada.

- Nenhuma comunidade que se diga ligada à piratas é descuidada, mesmo aqui – resmungou o capitão.

Slocun em silêncio fez uma série de sinais já memorizados por todos os seus comandados e prontamente dois grupos de três marinheiros armados partiram de forma cuidadosa ao longo da praia, para os dois lados. Logo após o capitão virou para o navio e fez um sinal com a mão com a certeza de que mestre Tugar estaria a observá-lo. De imediato, ao longe, percebeu-se um alvoroço no convés do Gaivota Prateada. Ele ainda apontou para Hillian indicando-lhe para ficar de guarda dos botes.

O capitão desembainhou seu sabre e partiu, juntamente com o restante do grupo, em direção à vegetação fechada no limite da praia. O cuidado era agora uma preocupação palpável. Não estavam em nenhuma ilhota ao longo do lado leste do Reinado – que eles conheciam como ninguém. Era um lugar totalmente desconhecido para todos. Cada passo representava um amontoado de informações novas que deveriam ser compreendidas e selecionadas por eles para usarem quando e se necessário.

Ao entrarem na mata, logo após a porção de areia, não tinha notado nada de especial. Algumas espécies até chamaram a atenção de Syan pelo caminho, mas isso teria de ficar para depois. O que lhes deixavam preocupados era o silêncio. Não haviam ruídos de pássaros ou outros animais. Só silêncio.

Um curto percurso foi realizado quando um estranho olor lhes impregnou as narinas.

- Alguma coisa está queimando... – sussurrou um dos marinheiros – e vem daquela direção.

- Cautela à todos. Nem todos precisam ser tão amistosos quanto a tripulação de Garas. Além do mais aos olhos deles somos piratas como quaisquer outros e estranhos – alertou Slocun.

Conforme avançavam o cheiro ia aumentando. Mas não conseguiam reconhece-lo. Aos poucos a escuridão da mata fechada foi sendo salpicada por pequenos raios de luz que atravessavam os galhos das árvores que iam ficando menos espessos.

Continuaram aproximando-se, agora abaixados e de forma cuidadosa. Todos aguardavam ordens do Capitão. O fim da mata estava a poucos metros e o cuidado lhes fez diminuir, ainda mais, o ruído e esgueirarem-se pelos espaços sombreados.

Todos percorreram a distância até o limite da mata silenciosamente.

Slocun levantou a cabeça calmamente para ter noção de onde estavam e, numa fração de segundos, sua visão tornou-se mareada. A palidez tomou conta da sua face e os olhos foram encerrando um olhar perdido. Lentamente ele se abaixou e, escondendo o rosto entre as mãos, suspirou.- Não....de novo não... – sussurrou mais para si do que para os outros.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Dragons Salyer 21

Matérias da Dragon Slayer 21

Finalmente algumas novidades sobre a edição 21. Elas foram postadas no Laboratório do Dr Careca.

Notícias do Bardo - Tormenta: Guia do Viajante. Encontros Aleatórios

A Paladina mudou para 4ª Edição?!

Reviews - Mutantes &Malfeitores, Galrasia: Mundo Perdido, Keep on the Shadowfell.

D&D 4E - Dez motivos para você jogar a nova edição, e outros dez para você mandar a 4E catar coquinho.

Background - Será que seu personagem é um chato perfeito?

Mestre da Masmorra - Os bastidores do retorno de 3D&T.

Pathfinder - Exclusivo! Conheça o feiticeiro do jogo que pretende substituir Dungeons & Dragons.

O Pacificador - Uma classe de prestígio para quem não mata, mas também não leva desaforo pra casa.

Mundo Perdido - As classes de prestígio de Galrasia.

Dragon Vec Z - Vectorius contra o dragão da Tormenta! (Mentira, o nome não é esse, não...).

Triunphus Reloaded - Uma das primeiras cidades de Tormenta, atualizada, revisada e turbinada.

Raça & Classe - Chegou a vez dos elfos e seu redutor de Constituição, maldito seja...

DBride - Última parte! (e não sabemos qual será a próxima HQ).

"É isso aí. 3D&T vai voltar, vamos ter a luta de Vec contra o Dragão da Tormenta no preview do fim da trilogia de romances e ainda a revelação do bombástico título do livro! É só aguardar mais um pouquinho... Cheers! T. PS. divulguem, mas se puderem dar o link do blog ao invés de copy/paste no texto, a gente agradece."

Tudo foi retirado do blog do Trevisan.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Novidades no Cinema

As Últimas do Cinema

A cada semana que passa novas notícias nos chegam sobre as produções que estão em andamento.

As produções da Marvel estão indo de vento em popa. O roteiro de Homem de Ferro 2 está quase terminado e já adiantaram que um novo herói aparecerá no filme (Thor, muito provavelmente). Já o Filme dos Vingadores já tem algumas confirmações para o elenco: Samuel L. Jackson como Nick Furry, Robert Downey Jr como o próprio Homem de Ferro e Edward Norton como o próprio Hulk.

Além disso dois novos trailers vazaram. O primeiro é o do Justiceiro. É uma versão super violenta e agora fazendo jus ao violento personagem. Ele pode ser conferido neste LINK. O segundo é uma gravação pirata realizada por um fã apresentação da Fox para o pré-lançamento de Wolverino: Origens. A apresentação foi dividida em duas partes.... mas vale à pena. Parte 1 e Parte 2.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Por mares nunca antes navegados
PARTE 2 - A aventura inicia-
João "o escriba" Brasil



I. Alguns meses atrás...

- Senhor, senhor! Fumaça no horizonte – as palavras quase não saiam da boca do espavorido vigia – Com certeza vem de Ancaro, senhor.


Nada poderia ter-lhes preparado para o que encontrariam. A pilha de corpos demonstrava todo o tamanho da violência aplicada naquela batalha. Ou melhor, naquele massacre. Nenhum sobrevivente. E não seria necessário procurarem para saber disso.

Desde que desembarcaram na praia já haviam tido uma demonstração do que esperar desde o início. Os corpos estavam dispostos quase que como uma trilha de migalhas a serem seguidas por um pássaro.

Toda a tripulação tinha pelo menos um conhecido ou familiar naquela ilha. Por esse motivo todos os que puderam desembarcaram empunhando alguma espécie de arma. As imagens das atrocidades, a cada passo, minavam a imaginação com horrores impossíveis e a cada passo mais presentes.

O caminho até a entrada da caverna do Monte Ancaro, que também deu seu nome à ilha, foi longo. Longo demais para o número de corpos contados um a um. Chorados um a um.

Nem a pólvora nem o fio das espadas não foi poupado naquelas almas inofensivas e desarmadas. Era o que se esperava de uma chacina deste porte.

Dentro da grande caverna, onda a vila estava protegida e escondida, a visão ainda era mais impressionante. Não havia nenhuma casa inteira. Nenhum habitante vivo. Nos rostos, dos infelizes cadáveres, crianças e adultos, somente a expressão de pavor do inevitável momento.

Na praça central da vila, imóvel e de olhos no vazio, permanecia um homem-animal. O enorme porte de seu corpanzil atingia facilmente os dois metros. Mas naquele momento parecia ser minúsculo. Suas duas espadas dispostas em cada lado da cintura pareciam pesar mais do que poderia suportar. Suas costas curvadas deixavam sua cabeça pendendo sobre o peito, em reverência fúnebre a três corpos.

Os corpos eram de uma mulher e duas crianças. Seus estados eram inimagináveis e estavam longe da beleza que ele carregara pelos últimos meses na memória. Suas lágrimas não escorriam, mas a tristeza era presente. As orelhas estavam caídas

- Senhor. Ninguém vivo. Em lugar algum. Nem as crianças! – o imediato soltava as palavras como uma súplica.

As palavras perdiam-se no vazio da praça. O capitão continuava imóvel. No olhar a tentativa de entender uma realidade inimaginável.

Do fundo da caverna, de uma das inúmeras pequenas entradas nas paredes rochosas, surge correndo um rapaz – Senhor! Não levaram nenhuma das arcas, somente o grande livro que estava no pedestal e deixaram isso – nas mãos traziam uma bandeira negra com uma marca branca no centro.

- Tudo isto pelo livro! Malditos.... – o grito se perdeu nas profundezas da caverna enquanto escondia o rosto na bandeira arrancada das mãos do rapaz. Foram as únicas lágrimas que viram sair dos olhos do Capitão Boca Feroz.

domingo, 20 de julho de 2008

Estréia no cinema

Batman, Cavaleiro das Trevas. Um divisor de águas?

A história da junção do universo dos quadrinhos como a sétima arte não é novidade. O início desta jornada dá-se com o seriado Superman ainda na década de 40 (sim...seriados eram exibidos no cinema). O pontapé inicial foi dado com dezessete episódios animados exibidos entre 1941 e 1943 com a voz de Clayton Collyer. Em 1948 chegou ao cinema personificado pelo ator Kirk Alyn em dois seriados cinematográficos com quinze episódios cada um exibidos até 1952. Um início tão precoce é justificável pelo mercado americano, além de ser o berço dos quadrinhos de heróis ser também um mercado tão receptível ao universo de fantasia. Ainda antes disso (por volta de 1940) já eram exibidas, por lá, radio-novelas com o kriptoniano como personagem principal.

Juntamente com o kriptoniano fora lançado o lendário seriado de Batman com vinte e cinco episódios de quarenta minutos cada. Enquanto o Superman ficou meio parado em produções de qualidade muito abaixo do aceitável durante a década de 60, Batman ainda veria seu grande, mas na televisão, no saudoso seriado estrelado por Adan West (Batman) e Burt Ward (Robin) e estreado em 1966.

Depois disso, novidades, somente no fim dos anos oitenta

Enquanto isso o mercado de quadrinhos chegava ao Brasil. A edições não tinham uma periodicidade fixa. Eram mais facilmente acompanhados na seção de quadrinhos dos jornais do centro do país. Os jovens brasileiros, da época, tinham uma grande receptividade para quadrinhos, mas o interesse dos jovens da época estava diluído entre uma infinidade de publicações de heróis, e super-heróis, que iam dos mais conhecidos até personagens do velho oeste americano.

Chegamos ao final dos anos setenta e início dos oitenta. Surge uma nova safra de heróis no cinema. Temos o início da série de filmes do Superman estrelados por Reeve (“Superman: o filme”, 1978; “Superman II: a aventura continua”, 1980; “Superman III”, 1983; e “Superman IV: em busca da paz”, 1987), os filmes do Batman (1989), uma versão estranha do Homen-aranha, um bizarro homem de ferro e um Capitão América no melhor estilo Seção da Tarde. Esta nova safra tinha uma única preocupação – arrecadar dinheiro. Eles levavam às telas os personagens, e só. As produções tinham a preocupação de levar ao cinéfilos e amantes de quadrinhos obras onde o nome do personagem era a única proximidade existente com os originais. Eram produções pobre, de conteúdo e efeito. As “obras” não tinham preocupação com características, dados ou cronologia das publicações.

Mas esta era uma “crise” já sentida em outras áreas – inclusive nos quadrinhos. Desde os anos setenta houve uma grande preocupação com relação ao futuro dos quadrinhos. Um mundo em franco desenvolvimento da tecnologia, dando os primeiros passos para uma futura globalização, engatinhando na cybertecnologia, tendo cada vez mais acesso à informação, estava gerando uma enorme necessidade de mutação (heheheh...palavrinha muito usada em quadrinhos). Todas essas mudanças estavam gerando uma legião de leitores que procuravam algo mais em cada edição. Não bastavam mais heróis com poderes simplesmente inexplicáveis, sem passado, sem vida. O público procurava algo fantasioso, mas que tivesse um pé na realidade. Outra reclamação crescente era com relação à continuidade das histórias. Até aqui as histórias tinham a duração de uma ou duas edições e só. Parecia que era uma fatia independente da vida do herói. A próxima edição começaria do zero.

Nesta virada dos anos setenta/oitenta a indústria dos quadrinhos já tentavam vislumbrar um futuro diferente, mas o cinema ainda representava a realidade dos anos setenta.

O que mudou?

Gradativamente, num percurso que iniciou nos fins dos anos setenta e foi até o final dos anos oitenta, humanizou-se o herói. Nesta época uma dos maiores sucessos de venda (e o é até hoje) era o Homem-aranha. Muito deste sucesso se dava pela “humanização” do personagem. Mesmo sendo um herói ele tinha toda a espécie de problemas ditos “normais”. Precisava pagara aluguel, enfrentar um chefe ranzinza, encarar desventuras amorosas, se dar mal nos exames finais da faculdade e, ainda por cima, salvar o mundo. A identificação dos leitores com o dia-a-dia de Peter Parker levava-os a estarem sempre se perguntando o que viria na próxima edição: um problema com o chefe ou com um vilão. Suas aventuras (quase desde o início) eram como capítulos de um livro – sempre havia reflexos ou reações no futuro. Esta foi a bússola norteadora tanto para Marvel como para a DC.

Além dessa mudança de comportamento e interesse do público, houve também uma mudança comercial. A globalização que vislumbravam muito próxima nos anos oitenta levaram as indústrias dos quadrinhos à encararem seus personagens como marcas. E como tal mereciam um tratamento muito mais profissional. E nisto incluem-se as produções cinematográficas.

Então chegamos à última e atual fase do cinema centrado em heróis. O sucesso que culmina com “Batman: Cavaleiro das Trevas” (que me deterei mais adiante) é alcançado por uma confluência de dois fatores importantíssimos. Eles possuem as condições de produção (efeitos especiais, computação gráfica etc) capazes de realizar quase qualquer montagem numa tela de cinema e a presença das editoras (no caso Marvel e DC) em todo o processo de criação da obra.

Personagens como Homem-Aranha e X-men da Marvel e Superman e Batman mostram-se como estrondosos sucessos deixando o público sempre com um gostinho de “quero mais”. Claro que não são obras perfeitas (principalmente na opinião dos mais afixionados), mas possuem uma qualidade muito superior, e o que é melhor, crescente.

E este é o caso de “Batman: Cavaleiro das Trevas”. Podemos considera-lo como o topo desta evolução de qualidade, não o limite, mas o melhor até o momento. Muito mais do que uma simples adaptação ele pode ser considerado um grande filme. Possui todas as características para isso. Seu bom roteiro faz com que tenha quase que uma existência própria (além dos quadrinhos) servindo para agradar aos adoradores de quadrinhos e aos adoradores de cinema. As interpretações de ótima qualidade e a ação mesclada com efeitos em doses perfeitas transformam as mais de duas horas de filme numa agradável experiência. Não por menos que já na madrugada (nas primeiras horas do dia 18 de julho) da estréia ele já havia iniciado seu curso para bater todos os recordes de público nos cinemas.

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores: Psylocke [Marvel]

Arquivo de Fichas - Mutantes e Mlafeitores
PSYLOCKE – Elizabeth Braddock [Marvel]
Ficha 005



“Não é a moralidade da missão que me
assusta... é a minha alegria com a
oportunidade de retribuir à esses demônios!”

Nível de Poder: 11

HABILIDADES
FOR 16/12 (+3/+1) DES 22/16 (+6/+3) CON 12 (+1) INT 14 (+2) SAB 16 (+3) CAR 14 (+2)

SALVAMENTO
Resistência +11, Fortitude +5, Reflexo +8/+5, Vontade +7.

COMBATE
Ataque +10, +12 [Katana]; Dano +3/+1 [desarmado], +6 [katana], +5 [garras], +3 [besta], +3 [flechas]; Defesa +11; Esquiva +5; Iniciativa +6/+3.

PERÍCIAS
Acrobacia 6 (+10), Arte da fuga 5 (+8), Concentração 9 (+12), Furtividade 8 (+12), Idioma 2 [Inglês, japonês], Intuir Intenção 5 (+8), Notar 7 (+10), Pilotar 6 (+10).

FEITOS
Ação em movimento, Alvo esquivo, Artista marcial, Ataque defensivo, Ataque dominó 2, Ataque furtivo, Bloquear aprimorado 2, De pé, Defesa Aprimorada, Especialização em ataque (Katana psíquica), Esquiva Fabulosa, Evasão, Iniciativa Aprimorada, Luta cega, Sem medo, Trabalho em equipe 2.

PODERES
Repertório [Telekinese] 16 [Extra: Amplo – Feito: Inato]
Base: Telecinesia 12
         PA: Voo 2 [Dinâmico]
         PA: Campo de Força 10 [Dinâmico]
         PA: Característica aumentada/Força 4 [Dinâmico]
         PA: Característica aumentada/Destreza 6 [Dinâmico]
PA: Criar Objeto 6 [Dinâmico - descritor psiônico/corte ou perfuração – Extra: Penetrante, Efeito Secundário/Sono - Feito: Preciso, Afeta Intangível – Falha: Limitado/Katana, Besta, Arco e flecha e Garras]

Repertório [Telepatia] 18 - [Extra: Amplo – Feito: Inato - Desvantagem: Perda de Poder/perde o uso de todos os PAs de Telepatia se usado simultaneamente com o repertório Telekinese/maior e muito comum]
         Base: Telepatia 11
         PA: Leitura Mental 8 [Dinâmico]
         PA: Telelocalização 11
PA: Comunicação 5 [Dinâmico - Elo psíquico – Feito: Alcance ampliado]
PA: Camuflagem 5 [Todos os sentidos visuais e audição normal – Extra: Afeta Outros, Área]
         PA: Controle Mental 8 [Dinâmico - Feito: Elo mental]
PA: Rajada mental 11 [Dinâmico – adaga psiônica - Falha: Arma Mental]
         PA: PES 6
PA: Rajada Mental 7 [Extra: Área/Estouro, Efeito Secundário/Sono]
         PA: Super sentidos 1 [Dinâmico - Detecção descritor psiônico]

Super sentidos 4 [Precognição - Falha: Limitado/Apenas sonhando, Incontrolável]

Armas psiônicas
Katana [Bônus de Dano +3, Crítico 19-20, Descritor Psíquico/corte]
Besta [Bônus de Dano +3, Crítico 19-20, Descritor Psíquico/perfuração]
Arco [Bônus de Dano +3, Crítico 20, Descritor Psíquico/perfuração]
Garras [Bônus de Dano +2, Crítico 19-20, Descritor Psíquico/perfuração]

Pontos: 208
24 (habilidades) + 42 (combate) + 10 (salvamento) + 19 (feitos) + 12 (perícias) + 101 (poderes)

Ficha em PDF