segunda-feira, 16 de março de 2015

Mais spoilers de Pathfinder Battles

Mais spoilers de Pathfinder Battles

Mais algumas peças do Pathfinder Battles foram apresentadas, preparando uma bela amostragem que acontecerá no Gama Trade Show da próxima semana. São quatro miniaturas muito bonitas, mas a mais chamativa é a do Gargantuan Red Dragon. Temos ainda o Deinonichus (Pathfinder RPG Bestiary, p. 84), um morcego pequeno (com base transparente para parecer que está voando) e um Gnoll Leader (uma figura rara/média na coleção).





domingo, 15 de março de 2015

Cinema na Confraria: teaser de Pixels


Cinema na Confraria
Teaser de Pixels

Um pequeno teaser foi apresentado agora à pouco no twitter oficial do filme Pixels... Em breve teremos um trailer! No elenco da comédia teremos Adan Sandler ("Gente Grande"), Peter Dinklage ("Game of Thrones"), Sean Bean ("Senhor dos Anéis") e Kevin James ("Segurança de Shopping"). A estréia será em 30 de julho deste ano.


Battle Scenes, mais spoilers de Iniciativa Vingadores

Iniciativa Vingadores, mais spoilers

Mais spoilers da nova coleção de Battle Scenes, Iniciativa Vingadores, que chega às lojas no final do mês.

 


Por mares nunca antes navegados - Parte 1 - Capítulos VI e VII


Parte 1 - Um Longo Prelúdio -

João Eugênio C. Brasil


VI. Surpresas sem limite


Aquilo era incrível aos olhos de Slocun e de seus acompanhantes. À frente deles, desvencilhando-se dos pesados trajes, surgia algo sem sinônimos. O capitão Tyllon, ao tirar o capuz pesado de lã marrom, surgiu como um descomunal lobo. Pelo menos à cabeça era pertencente à uma fera. Os pêlos marrons escuros de sua cabeça geravam um contraste com seus olhos de um azul vivo. Possuía membros e dorso humanos, assim como mãos. Mas tudo era coberto por uma pelagem amarronzada sutil.
O espanto não foi de forma alguma sutil, sendo percebido de imediato por todos os integrantes do outro bote.
- Já vi esta expressão, mas somente nas mulheres das tavernas, frente a minha beleza – disse Tyllon brincando, sem a noção do que se passava na cabeça dos outros três.
- Mas...não estou entendendo. Quem é você? Ou melhor, o que é você? – Slocun não era dado a surpreender-se à ponto de ficar sem ação. Mas aquela era uma situação ímpar.
- Eu é que não entendo. Conhece-me, por ventura? Já lhe fiz algo? Possui alguma desavença com algum membro que compartilhe de minha herança? – o desconforto com as caretas involuntárias de surpresa já estavam começando a incomodar Gares.
- Isso explica as marcas – disse baixo e calmamente Syan, que acompanhava Slocun, no bote, que sempre considerava aconselhável levar uma pessoa conhecedora das artes mágicas, divinas ou arcanas em situações como esta.
- Acho que tudo seria melhor compreendido se pudermos lamber os beiços com um bom rum – esbravejou Gares
- De acordo, mas onde – era o falso capitão, já assumindo sua posição devida -Não temos aqui um local neutro suficiente para uma boa bebedeira.
- Capitão Slocun – interrompeu Syan - não sei se concordará comigo, mas considero que não há perigo. Nem magicamente percebo qualquer hostilidade. Acho que poderíamos adentrar ao navio de nosso recém conhecido. Com mais alguns homens, é claro – continuava com um sorriso singelo – e com toda a certeza o senhor Gares poderia colocar alguns homens seus em nossa embarcação. Isso seria bem justo.
- Isso parece bem divertido e justo – respondeu com um amplo sorriso o capitão Gares – se nosso estupefato capitão não recusar. E por falar nisso, estamos com uma boa safra de rum e vinho que conseguimos de um desonesto colega.
- Desculpe-me a surpresa. Também considero não haver nenhum problema. Que seja. Voltaremos ao nosso navio e retornaremos ao entardecer – e Slocun deu ordens para retornarem ao Gaivota.

o  O  o

Era uma noite de festa naquele canto afastado do oceano. Haviam mesas improvisadas em cada navio, repletas de toda a natureza de comida e bebida. Muita alegria, música, diversão e rum, muito rum. Era simplesmente inacreditável como isto acontecia apenas algumas horas após uma inundação de perplexidade.
O novo sempre foi visto com ressalva e desconfiança. Ainda mais quando se está no meio do nada e lidando com piratas. Mas também temos de concordar que é difícil encontrar seres mais carismáticos do que os que tiram seu sustento da pilhagem naval.
O primeiro contato, quando as tripulações se misturaram, beirou o surreal. Para a tripulação do Gaivota Prateada era simplesmente impensável o que estava acontecendo. Do Alcatéia – este era o nome do Clipper de Gares – saíram muitos humanos, mas também saíram muitos outros seres “estranhos”, aos olhos dos artonianos. A variedade era grande. Alguns com marcas sutis tais como olhos com o riscado típico dos felinos, outros com cabelos de cores estranhas ou ainda pelos por todo o corpo. Mas outros tinham marcas bem mais gritantes. Caudas, garras, a cabeça animalesca de um touro – um pouco diferente dos naturais de Tapista – e de muitos outros animais, pelagens como de hienas ou até penas e olhos de coruja. Em suas mentes os sonhos haviam ganho forma e circulavam pelo convés do Gaivota Prateada.
Do outro lado a reação era um pouco distinta. A perplexidade dos marujos do Alcatéia residia no fato de não compreenderem o porque das reações frente as suas aparências e em desconhecerem a origem dos tripulantes do navio de Slocun.
Mas nada que uma boa noitada de rum com música não apaziguasse.
Enquanto isso, na cabine do Alcatéia, um encontro um pouco mais reservado era realizado. Não havia menos comida, rum ou música por lá, mas os ânimos estavam bem mais controlados.
- Estou verdadeiramente confuso – resmungava Slocun balançando a cabeça como se desejasse que alguém lhe explicasse o que se passava – como assim nunca ouviu falar de Bielefeld ou do Reinado. Em que mundo tem vivido, meu caro?
- É como lhe disse, nada do que me falas é reconhecido por mim.
- E a sua aparência também não me faz referência alguma. Nunca vi nada tão ímpar quanto sua tripulação.
- É verdade capitão Gares – disse Syan entrando na conversa – nem em meus estudos, nas academias do conhecimento de Tanna-toh, tomei conhecimento sobre essas raças.
- Bom não sei o que é esse tal de Tana-alguma-coisa, mas acho que ele deveria se atualizar.
Syan e Slocun se entreolharam. A perplexidade só crescia. O clérigo ficara de boca aberta com os comentários de Gares. E ao que tudo indicava ele não fazia idéia do que falavam. Mesmo os piratas de Arton tinham profundo respeito com as divindades de lá.
- Realmente não sabes do que falamos – comentou em tom baixo o capitão do Gaivota tomando ciência de que o desconhecimento de Gares era sincero.
- Creio que está acontecendo algo incomum aqui – retorquiu Gares – senhor Suni, tragam-nos as cartas desta região e das costas de Laughton e Luncaster. Assim poderemos pelos menos localizar a origem destes senhores.
O imediato saiu correndo para obedecer às ordens. Era uma figura pequena – um pouco mais de um metro e meio – com cabelos de um verde agressivo. Tão rápido quanto foi, retornou com um amontoado de rolos de papel de diversos tamanhos. Os depositou sobre a mesa que já se encontrava com pratos e canecas afastados.
Suni escolheu um deles em especial e o colocou por cima dos outros, bem aberto. Correu o dedo sobre ele declarando para Gares – Estamos aqui senhor. À duas semanas dos pequenos arquipélagos ao sul das Domeniques e a três semanas de Luncaster.
- De onde vocês são caros amigos? Mostre-nos.
Slocun, Tugar e Syan debruçaram-se por um longo tempo sobre as cartas tentando vislumbrar algum ponto de referência. Mas foi em vão. Slocun pediu para um de seus homens retornar ao Gaivota e trazer algumas de suas cartas de lá. A reação de Gares, ao ver os mapas náuticos de Slocun foi igual – não reconhecia nada.
- Meus amigos, nos somos de lugares muito mais afastados do que imaginávamos. Considero que melhores apresentações devem ser realizadas – o capitão do Alcatéia levantou-se e proferiu de forma solene - Meu nome é Gares Tyllon, capitão do Alcatéia, natural de Prendick, Reino de Laughton, Ilha Nobre de Moreania.
- Eu sou o Joshua Slocun, capitão do Gaivota Prateada, natural de Norm, Reino dos Cavaleiros da Ordem da Luz – Bielefeld - pertencente ao Reinado, em Arton, embora isso não queira dizer muito para mim....hahahahahahahah!.
E deixaram-se dominar pelos risos.
- Temos realmente muito que conversar, caro capitão – esticou a mão Slocun.
- E como temos – retribuiu a gentileza Gares.

o  O  o

Passaram-se três dias de muita festa naqueles dois navios que mais pareciam formar um oásis num deserto de água. Muita informação deveria e foi trocada pelas duas tripulações. Cartas náuticas foram copiadas, rotas marcadas e pontos interessantes assinalados.
Syan passou horas exaustivas junto da bela Pitush - seguidora do Indomável e da Deusa menor Sorinda. Trocaram informações sobre deuses, encantamentos e todo o conhecimento para eles interessante. Todos comentavam que a muito tempo não viam Syan tão feliz levando seus cadernos de anotações para todos os lados naqueles dois navios.
Gares e Slocun, depois desses dois dias, mais pareciam conhecerem-se à décadas. Trocaram aventuras, histórias e conquistas amorosas. Compartilharam sonhos e vinganças. Criaram um laço que duraria por muitos anos depois deste e dos próximos encontros.



VII. O último dia...


O terceiro dia nasceu abraçado ao lamento da despedida. Seria o fim daquele encontro inesperado que tornou-se uma imensa festa. Cada um, a sua maneira, realizava os preparativos definitivos para seguirem seu rumo.
Syan permanecia em um torpor acordado de dar pena aos seus colegas. Não admitia a si mesmo deixar uma informação que fosse para trás à respeito do novo mundo de Moreania. Queria guardar cada detalhe que fosse para eternizá-lo em seus pergaminhos e livros posteriormente. Ele já estava acostumado a ser procurado por todos os seus colegas marujos para responder a toda a natureza de dúvidas. Por isso, e pela sua natureza inata de querer saber sempre mais e mais, estava atrás de toda a informação possível.
Tugar também estava fora de seu estado normal. Era comentado por todos no Gaivota que nunca o viram tão calmo e despreocupado. Seu rosto sereno era uma visão surpreendente. Tugar tivera reuniões longas com o mestre do Alcatéia, Brunian, sobre as peculiaridades da navegação em águas desconhecidas por eles.
- O que pretende fazer, caro capitão, agora que descobriu o que existe ao norte de sua terra? – perguntou Gares soltando círculos de fumaça de seu alongado cachimbo.
- Estou verdadeiramente encantado. Acho que meu rumo será o norte, ainda. Há um mundo totalmente novo para ser descoberto. Ao menos para mim.
- Isso me alegre. A beleza do desconhecido. Não há sabor mais viciante. Esta terra é maravilhosa e verás isso com teus próprios olhos.
- Nunca encontrei realmente meu lugar. Quem sabe não estou à caminhos disto nesta nova terra. E tu, Garas? O que pretendes fazer agora que sabes da existência das terras do sul?
- Já estou cansado de pilhar sempre os mesmos imprestáveis. Necessito de imprestáveis novos. No sul poderemos nos divertir um pouco. Quem sabe não esbarro em algum amigo seu – disse o capitão lobo soltando uma risada por entre a fumaça.
- Então que assim seja. Vamos trocar de lares por uns tempos e nos aventurar no desconhecido – proclamou Slocun agarrando e levantando um caneco de rum em um brinde improvisado.
- Vamos escrever nossos nomes na história de dois continentes – acompanhou Garas levantando seu caneco.
E um aperto de mãos selou a alegria mutua e o início de grandes aventuras. Grandes laços foram criados pelos inúmeros membros de ambas as embarcações. Laços estes que, se as embarcações pertencessem ao mesmo lugar, nunca teriam se firmado.
As provisões do Alcatéia foram divididas com os membros do Gaivota. Brunian preparou o percurso inicial para os primeiros dias de viajem de Slocun. Tugar também fez o mesmo para Gares. Syan presenteou Pitush com alguns tomos e pergaminhos sobre assuntos variados relativos à Arton dizendo serem muito úteis para não se cometer certas gafes perigosas, em mar ou terra, nem desembarcar em terras do horror vermelho. Pelo menos no início teriam uma certa segurança. Algumas correspondências foram trocadas pelas tripulações para o caso de aportarem em certos portos de ambos continentes.
Duas horas depois um navio já não conseguia vislumbrar o outro no horizonte. A proa apontava para o desconhecido mútuo de duas almas visionárias. Nas gáveas olhos ávidos por novidades não se cansaram de aplicar-se em sua função. Em ambas embarcações transpirava a jovialidade, a determinação e a alegre beligerância dos homens que vivem da pilhagem no mar.
Nas amuradas de ambas as proas, como figuras espelhadas, capitães tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos se deixaram agredir pelo vento e pelo suave respingar frio das ondas singradas. Era como se estivessem empreendendo sua primeira aventura no mar. Como se não soubessem mais nada sobre o meio onde estavam navegando. Como se a cada momento, tudo o que respiravam e viam, fosse pela primeira vez sentido por eles. Um privilégio. Era esta a palavra que lhes veio à mente. Eram privilegiados por adentrarem, de peito aberto, no desconhecido.
Realizaram uma prece baixa à seus deuses. Não eram afeitos a isto, mas o momento os tomou de assalto. Era uma ladainha sussurrada pedindo proteção. Agradecendo. Mas, sobretudo, desejando nunca deixarem de sentir aquela doce sensação.
Tinham realmente certeza de serem privilegiados.

E isto era só o começo de grandes aventuras...


Fim do Prelúdio



sábado, 14 de março de 2015

Fantasia e Realidade: Feiticeiros

Feiticeiros: fantasia & realidade


Retomando a série de artigos da Sessão Fantasia & Realidade vamos abordar hoje os feiticeiros (sorcerer). Quando mencionamos esse termo a primeira noção que todos têm é confusa. Normalmente confundimos termos como feiticeiro, bruxo, mago ou mesmo xamã como se fossem sinônimos. Na verdade esta confusão é muito mais própria da língua portuguesa que os usa como sinônimos, mas vamos primeiramente diferenciá-los.

Em termos rápidos, já que abordaremos todos eles nas próximas postagens, há uma relação direta entre mago, bruxo e feiticeiro. Os magos são estudiosos que apartir de experimentos próprios, conhecimentos adquiridos, compreensão das forças da natureza e observação usam o poder da mente para criarem efeitos. Ser mago é visto quase como uma profissão. Já os bruxos têm seu poder obtido de grimórios escritos por sacerdotes de deuses ou magos antigos, normalmente não realizando experiências novas. Esses bruxos adoram seus deuses como forma de alcançar seus objetivos mágicos. Também é comentado em algumas obras de ocultismo que outra diferença básica entre esses dois tipos seria que enquanto os magos estudam a magia dos céus (os arcanos), os bruxos estudariam a magia da terra (os quatro elementos, os seres vivos e a natureza).

Mas então, o que seria um feiticeiro? Ao contrário dos magos, que devem seu poder ao estudo contínuo, os feiticeiros devem seu poder à uma condição inata. Eles já nascem com a capacidade de empregar sua própria energia na criação de efeitos. Muito embora o feiticeiro seja um trabalhador empírico, ele não possui uma base teórica, sendo muito mais intuitivo do que intelectual. Com esses efeitos ele é capaz de interferir no estado mental, físico, ‘astral’ ou na percepção que as pessoas têm de uma realidade. Indo mais à fundo, a feitiçaria é uma condição ou um gênero, podendo ele ser ou não um bruxo. Mas invariavelmente o feiticeiro é considerado como alguém honesto e que tenta usar seu poder para ajudar os outros.


O termo feitceiro, ou aquele que pratica feitiços, tem sua origem no latim facticius (“artificial”, “não-natural”) tendo seus primeiros usos remontando o século XV. Inicialmente seu uso era mais ligado à coisas postiças ou artificiais, como no caso do termo ‘chave feitiça’ (uma espécie de chave falsa) ou ‘briga feitiça’ (uma briga falsa). Logo depois ele adquiriu a conotação de ‘malefício’, não se sabe exatamente quando. Falando diretamente sobre a língua portuguesa, quando o idioma teve contato com as culturas do norte da África o termo transformou-se em ‘fetixu’. Por incrível que pareça os franceses tiveram contato com o termo através desses mesmos povos africanos, nos séculos XVIII-XIX e o absorveram como ‘fétiche’ que significava ‘objeto ao qual se atribui valor sobrenatural’. Na língua inglesa o significado é referenciado ao termo sorcery, que teria derivado do francês arcaico sorcerie, originado do latin medieval sortiarius (sortis = ‘aquele que influencia o destino e a fortuna’). Não é à toa que existem tantos significados que se confundem com palavras totalmente diferentes.

A feitiçaria seria a prática ou celebração de rituais, orações ou cultos com ou sem o uso de amuletos/talismãs com a intenção de resultados, favores que normalmente não são da vontade de terceiros. Pode estar relacionado com o culto das forças da natureza ou de antepassados e ligado (ou não) à invocações de espíritos, deuses, gênios ou demônios., além de ser utilizado para adivinhação.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Cinema na Confraria: novos posteres para Os Vingadores: a era de Ultron

Cinema na Confraria
Novos posteres para Os Vingadores: a era de Ultron

Novos pôsteres dos personagens de Os Vingadores: a era de Ultron. Desta vez temos Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Mercúrio (Aaron Taylor-Johnsson). O filme estréia em 23 de abril no Brasil.



Os posteres anteriores:








Cinema na Confraria: Anunciado Star Wars: Rogue One


Cinema na Confraria
Anunciado Star Wars: Rogue One

Grandes novidades para os fãs de Star Wars. Ontem tivemos o anúncio do título do primeiro filme derivado da franquia. Será “Star Wars: Rogue One” (para quem não sabe, Rogue One é o nome do líder do Rogue Squadron, esquadrão de caças rebeldes) tendo a atriz Felicity Jones (“A Teoria de Tudo”) como protagonista. Com roteiros de Chris Weitz (“A Bússola de Ouro”) e direção de Gareth Edwards (“Monstros”, “Godzilla” e Godzilla 2”). Sem anúncio de mais atores ainda a notícia foi complementada com a data de estréia – 16 de dezembro de 2016.


D&D 5E - Artefato de Element Evil: Cthonic Evil

D&D 5E - Artefato de Element Evil
Cthonic Circuit


CTHONIC CIRCUIT
Anel, lendário (requer  sintonia)


Você ganha um bônus +3 na classe de armadura. 
Além disso, quando em sintonia com o anel, uma vez por dia, você pode ter sucesso automaticamente em um teste de resistência. Finalmente, você pode também ignorar um nível de exaustão cada dia. 

Ele foi apresentado pelo Pitchsmyth ao Balpope como um presente para que se dignasse a se encontrar com ele. Um simples anel que capturou toda a essência da terra, seu sublime artesanato abriu o caminho para as terríveis armas nascidas de sua forja.

[Fonte: da série de adaptações de Element Evil do blog CrossPlanes, autoria de Mark Croddock]

Wallpapers de Dragons of Tarkir, de Magic

Wallpapers de Dragons of Tarkir, de Magic

Magic the Gathering está lançado no final do mês sua nova coleção – Dragons of Tarkir. Por que não embelezar sua tela com um belíssimo wallpaper de uma das ilustrações da coleção? 



Estes wallpapers têm o tamanho 1920x1080. Para outros tamanhos acesse - AQUI!

A arte de Pathfinder Strategy Guide

A arte de Pathfinder Strategy Guide

Pathfinder Strategy Guide está para ser lançado logo ao final do mês. Hoje fomos apresentados às maravilhosas artes que estão no livro!

Ilustração de David Alvarez

Ilustração de Mark Molnar

Ilustração de David Alvarez

Ilustração de Bryan Sola

Ilustração de Maichol Quinto

Ilustração de Tinn Reys-Linne

Ilustração de Mark Molnar

quinta-feira, 12 de março de 2015

Morre Terry Pratchett


Morre Terry Pratchett
(1948 - 2015)

Mais uma morte significativa no mundo da cultura pop e nerd. Faleceu agora a pouco o escritor britânico Terry Pratchett, um dos autores mais aclamados das aventuras de fantasia. Suas obra mai conhecida era a série de livros Discworld, publicados desde 1983 até 2011, totalizando 39 obras, entre tantas outras.


Resenha: Belonave Supernova volume 2


Belonave Supernova volume 2
- Resenha -

Fazer uma resenha nunca é fácil. Ficamos com medo - pelo menos eu fico já que é uma tremenda responsabilidade – de cometer alguma injustiça, de entender errado algum ponto ou de não ter percebido a profundidade de algo. Mas no caso de “Belonave Supernova volume 2”, de Alexandre Lancaster, lançado pela editora Jambô, foi ainda mais difícil, pois quero conseguir passar para os rpgístas tudo o que eu senti ao lê-lo.

Sou de um tempo arcaico do RPG no Brasil, se é que se pode dizer isso. Naquele tempo passávamos horas inventando e criando nossas aventuras em cima de livros dos poucos livros importados ou xerocados que dispúnhamos. Algumas vezes nos valíamos de aventuras de algum mestre conhecido nosso ou de algum revista importada que por obra do acaso chegava à nossas mãos.

O tempo foi passando e tive o privilégio de acompanhar o surgimento de muitas revistas nacionais de RPG onde a saudosa Dragão Brasil perdurou por mais de cem edições. Tínhamos afinal um local para achar aventuras, mesmo que nem sempre de forma tão periódica, mas ainda assim uma referência. Quando uma aventura começava em uma edição e terminava em outra nós subíamos pelas paredes de alegria e estufávamos o peito para dizer que era uma aventura ‘enorme’.

O momento seguinte, já após o nascimento do cenário de Tormenta, na mesma Dragão Brasil, foi quando recebemos em mãos uma publicação inteira em forma de uma única aventura onde os jogadores teriam que atravessar duas dezenas de labirintos para libertar uma tal deusa aprisionada. Foi épico. Meses de jogos, alguns personagens mortos e muita diversão.

Mais tarde tivemos o surgimento de uma nova revista, Dragon Slayer, chegando cheia de gás com todo um cenário e algumas aventuras. E então a Jambô mostrou sua cara, crescendo como uma das maiores editoras de RPG do Brasil, assumindo de vez o cenário Tormenta e nos suprindo com aventuras e mais aventuras seja nas páginas da DS, no seu próprio site/blog ou nas publicações como as “Só Aventuras”.

Toda esta longa introdução foi necessária!

Posso dizer com convicção que estamos atravessando hoje mais uma barreira, dando um significativo passo com o lançamento de “Belonave Supernova volume 2”.

Eu tive o privilégio de receber, assim como outros editores de blogs, uma edição em primeira mão para avaliar. Confesso que realmente esperava algo grande desde que havia terminado a leitura do primeiro volume. Consegui ser surpreendido mais uma vez, algo que não é fácil depois que atingimos certa idade.

Vou colocar aqui, de forma bem didática minhas conclusões tomando o cuidado para não dar spoilers e tentando fazer jus à qualidade do produto.

Por muito anos, como mostrei nos parágrafos acima, fomos servidos da melhor forma que era possível pela revista Dragão Brasil no que diz respeito à aventuras prontas para RPG. Posteriormente tivemos a memorável “A Libertação de Valkaria” com suas mais de cento e vinte páginas de puro dungeon em uma corrida desenfreada para salvar a deusa. Depois tivemos o lançamento da revista Dragon Slayer que continuou nos provendo de aventuras até culminar com as edições do “Só Aventuras” para Tormenta RPG pela editora Jambô


Mas em todos esses casos tínhamos a disponibilização de aventuras de um certo tipo e natureza. Normalmente eram lineares, sempre heróicas e diretas. Quase sempre curtas para serem introduzidas em uma campanha criada por algum mestre. No caso da LdV a aventuras era, com toda a certeza, enorme, mas proporcionalmente linear. Não é uma crítica qualitativa, de forma alguma, mas uma constatação da infância do RPG produzido no Brasil e de uma adequação ao espaço disponível mo mercado.

Com o lançamento de “Belonave Supernova volume 1”, e agora o lançamento de seu término, tivemos uma alteração substancial disso em dois pontos. Primeiramente ele é aparentemente linear. Como toda a aventura de RPG é necessária uma espinha dorsal, um fio condutor, no sentido de interligação causa-efeitos dos acontecimentos. Mas a imposição de linearidade termina aí. Os 26 capítulos da aventura, 13 neste segundo volume, representam episódios de um grande arco. Embora eles tenham um plot inicial, introduzido ou não no capítulo anterior, podem ser transcorridos de muitas formas diferentes, todas elas influenciando de forma substância os capítulos vindouros. Se no primeiro volume isso não era tão percebido, neste segundo isso pula em nossa cara nos assustando e trazendo o interminável mantra “...se eu não tivesse feito isso lá atrás!”

O sentido de causa e efeito é muito mais palpável do que já visto em outras aventuras. Isso trás à luz dos jogadores uma coisa que nem sempre eles se dão conta – da importância dos atos. Normalmente, e de forma equivocada, nossos jogadores estão acostumados à simplesmente seguir a aventura sem muito raciocínio e de forma quase automática. Eles querem o prazer do final épico. Mas isso não acontece em “Belonave Supernova volume 1”. Aqui os aventureiros são levados à apreciar e vivenciar a beleza e complexidade da jornada. Cada inside realizado juntando peças da aventura os leva a um outro patamar de entendimento do todo, e não um simples final apoteótico medido pelo nível de seu personagem.

Em segundo, temos aqui uma forma de ver e lidar com os personagens diferenciada. Eles são levados a se questionarem sobre seu papel dentro da história, sobre o quão importantes e fundamentais eles foram/são e o que realmente significa ser um herói em todo o peso que o termo carrega.

Colocando esses dois elementos juntos e unindo com a vivência plena da aventura e estaremos vivendo não um jogo, mas tendo experiência rpgística.

Este segundo volume continua com algo que me agradou muito já no primeiro volume – os tipos de personagens. É impressionante a quantidade de tipos de personagens que cabem ou podem ser utilizados em uma aventura como esta. Isto concede ao mestre uma gigantesca variedade de NPCs possíveis, enriquecendo ainda mais a ambientação da aventura.

Os capítulos (ou episódios) são construídos de forma prática e sem elementos desnecessários dando muita margem para que a dinâmica dos personagens ache seu próprio roteiro, mas sem nunca perder o foco na aventura em si. Isso possibilita, mais uma vez, a fuga da linearidade objetiva, mas sem perder o fio condutor da aventura.

Se você curtiu o combate entre batalhões de Hussardos e Lanceiros no Episódio 5 do primeiro volume, teremos novamente as mesmas emoções neste segundo volume, no capítulo 17. É um outro nível de emoção e diversão.

Da mesma forma que no voluma anterior o autor apresenta considerável material na forma de dicas para auxiliar o mestre em desmembrar tramas, dramatizar situações, explorar detalhes e prolongar situações, tudo isso para possibilitar uma maior imersão e diversão de cada episódio.

A aventura em si é desafiadora como todo verdadeiro “herói” merece. Não imagine chegar ao final de cada capítulo ileso, seja física ou mentalmente (pelo menos para aqueles que aproveitam a imersão à fundo). Além disso, nada será fácil, sejam combates ou insides sobre a trama. Tudo vai requerer muita dedicação dos jogadores e, sobretudo, do mestre.

Para finalizar temos uma excelente escolha de ilustradores que de forma enxuta não poluem o livro e, ao mesmo tempo, conseguem dar o tom exato de cada episódio. Diferentes em seus estilos, mas convergentes em seus conceitos, as artes transmitem exatamente o que esperar ou vivenciar em cada episódio.


Mas não por isso tudo que eu apresentei até o momento que considero o “Supernova Belonave Volume 2” (e vamos pensar no conjunto dos dois volumes) como um novo patamar das aventuras de RPG nacionais. Mas ele trata os jogadores de uma forma nova. À muito que batalho pelo fato de que temos que qualificar o RPG e seus jogadores e isso não é sinônimo de menos diversão, e este livro prova muito bem isso. Ele pretende uma aventura que faça os PCs pensarem e sentirem, desejando e possibilitando uma imersão completa dos jogadores dentro de seus papéis.

Daí você pode me questionar: mas os jogadores estão prontos para isso? Não estão prontos ainda e mesmo muitos mestres não o estão. Não temos tido interesse, como mestres e jogadores, e também não havia acesso à campanhas com este intuito. Mas isto não é algo que se consiga do dia para a noite, mas apenas jogando e jogando aventuras cada vez mais desafiadores (neste sentido de imersão) e qualificadas. Claro que qualquer tipo de mestre e jogador poderá usar essa aventura e ainda assim se divertir muito sem grandes problemas, mas para vivenciar a profundidade esperada pelo autor, requer um pouco mais de cuidado e zelo. Algo que qualquer grupo e mestre podem tentar. Perceberam que em nenhum momento da resenha eu comentei o sistema, diga-se de passagem 3d&T, ao qual esta aventura se pretende? Isso foi proposital, pois seu conceito e importância vão além de meros sistemas, são divisores de águas.

Esse é o ponto que transforma esta aventura em uma corajosa iniciativa tanto do autor Alexandre Lancaster quanto da editora Jambô. Já estava na hora de termos acesso à algo deste nível para que nossos rpgístas possam ir além do simples ato de jogar percorrer uma aventura e chegar ao seu fim.