quinta-feira, 9 de junho de 2016

Contos na Confraria:Fortão, o gato aventureiro de Arton - Capítulo 9

Fortão, o gato aventureiro de Arton


Capítulo 9


Fortão estava de mau humor. Era o sétimo dia de chuva torrencial e constante desde que haviam partido de Valkaria rumo ao norte. Era a direção do primeiro destino desta nova jornada desde que o grupo de aventureiros decidiu resolver o problema de Truilli. Sendo o sétimo dia de chuva era também o sétimo dia que todos estavam ensopados e, como todos, Fortão estava transformado em uma figura deplorável e esquálida como somente os gatos conseguem ficar após molhados. Seu pêlo estava tão molhado que até mesmo seus bigodes estavam pesados e caídos.

Ele ficava imaginando por que os deuses estariam tão incomodados para derramarem aquela chuva toda sobre eles. Ou então se não seriamos maus espíritos do tomo amaldiçoado tentando os impedir de continuar na jornada para destruí-lo. Mas não importava qual a resposta, eles iriam continuar. Ele sabia disso. Depois de tão pouco tempo aula de seus novos amigos, algumas semanas apenas, ele sabia disso. Mais ainda, ele tinha certeza.

Olhando para um lado e depois para o outro Fortão percebia que climas assim, adversos e molhados, deixavam todos mais lentos, quietos e carrancudos. Até mesmo os cavalos estavam andando em uma cadência arrastada que o permitia permanecer despreocupadamente prostrado em sua posição habitual, sobre a mochila de Blander, amarrada no dorso de sua montaria.

Cada um dos aventureiros estava absorto em seus próprios pensamentos e lembranças. Embora não tenham motivos para tristeza ou desânimo, além da chuva, é claro, a missão na qual estavam engajando seria muito perigosa. Os últimos acontecimentos em Valkaria os lançaram em uma aventura justamente quando imaginavam que iriam ter algum tempo para aproveitar os espólios da última catacumba que haviam visitado, em Collen. Mas não se importavam. Na verdade bem no fundo adoravam a sensação de rumo ao desconhecido.

O destino do grupo havia sido determinado por Truilli. Rumavam para Fross, a capital de Callistia, quase na fronteira com Samburdia. Este fora o último lugar que o irmão de Gustav havia tido notícias de Randyra, sua ex-colega de aventuras e habilidosa feiticeira.

Não seria uma ornada simples, tampouco rápida. Os mais de mil e quinhentos quilômetros não seriam vencidos com menos de sessenta dias de marcha constante e acelerada. Eles teriam de atravessar nada menos do que quatro reinos para chegar. Saindo de Deheon teriam de passar por Zakharov, Namalkah e atravessar a própria Callistia, já que Fross ficava em seu extremo norte, bem na junção do Rio dos Deuses com o Rio vermelho. Mas o tempo estava contra eles e não podiam se dar ao luxo de fazer perder tempo atravessando literalmente meio continente. Jornadas tão longas quanto essa guardavam perigos e surpresas proporcionais e a pura aventura não era o foco desta empreitada. Por isso mesmo um plano alternativo seria usado.

Ally já tinha preparado tudo em sua cabeça quando entrou correndo pela porta da taverna Caneco de Bronze quando Dorten arrumava as últimas provisões antes da saída. Ele entrou gritando “Vectora!! Vectora está perto!” e desatou a explicar tudo como uma avalanche. Desde lá estão rumando para o norte.

Desde que a dupla de elfos contou para Fortão sobre a cidade voadora de Vectora que o gato não a tirava do pensamento, mesmo ensopado. Ele simplesmente não conseguia imaginá-la, da mesma forma que não imaginara como era a descomunal estátua de Valkaria, até dias atrás. Desde que se juntara ao grupo em Malpetrim, que ele não parava de se maravilhar com as belezas de Arton e tinha certeza que Vectora seria mais uma dessas agradáveis surpresas.

Usar a cidade comercial de Vectora era a tentativa de encurtar a jornada para menos de um quarto do tempo normal. Ally tinha bem claro o trajeto da cidade já que vivera nela pelo período de três invernos completos, e sabia que uma coisa nunca acontecia – nos mais de cento e vinte anos da cidade, ela nunca se atrasou. Ela até foi acrescentando novas paradas ao longo das décadas, mas nunca atrasou qualquer uma de suas paradas marcadas, e a próxima seria nas Cataratas de Hynn.

Oficialmente não há nenhuma cidade ali para uma parada de Vectora, o motivo eram os anões e a existência não confirmada de uma das entradas para a cidade secreta de Doherimm. Eles invadem a cidade voadora em seus três dias de parada sobre as quedas d’água, prontos para comprar e vender. De qualquer forma o motivo não importava, desde que o grupo chegasse à tempo de entrar nela. E para isso a chuva não estava ajudando em nada.

Quando deixaram a cidade de Valkaria, calcularam sete dias de jornada até as cataratas, coincidindo com o segundo dia de parada de Vectora. Mas com a chuva o atraso era inevitável, e eles já estavam tentando compensar isso desde o terceiro dia de viagem com jornadas diárias mais longas e períodos de descanso, noturnos e diurnos, os mais curtos possíveis. Não só os aventureiros estavam cansados. As montarias também estavam esgotadas e mais de uma vez indagavam Fortão com olhares tristes. Ele apenas tentava acalmá-los, pois sabia que estavam chegando ao seu destino. Sim, Fortão os entendia e eles entendiam a linguagem felina. Quase todos os filhos da deusa Allihanna compartilhavam uma linguagem minimamente comum.

Enfim, no final do oitavo dia, o grupo avistou a impressionante cidade voadora quando atravessaram uma floresta próxima, no topo de uma elevação ao lado das cataratas. Não importa quantas vezes alguém já tenha visto Vectora, sua visão sempre impressionava e Fortão estava literalmente de queixo caído, se é que isto é possível para um gato. Ele prontamente pulou para o ombro de Blander, enquanto começavam a descer a elevação, para ter uma visão melhor.


A cidade voadora de Vectora era como uma enorme montanha virada de cabeça para baixo, com uma cidade depositada em sua base. Era algo verdadeiramente descomunal. Ela estava bem baixa, uns duzentos metros acima do solo apenas, para facilitar o ingresso dos visitantes por meios diversos. Abaixo de sua igualmente enorme sombra um formigueiro de carroças, barracas improvisadas e vai e vem de pessoas, principalmente anões, não parava. Pontos de luz de inúmeras fogueiras começavam a acender no meio daquela comunidade improvisada ao mesmo tempo que outros tantos pontos de luz ia surgindo nas janelas e ruas da cidade voadora. Era uma visão única.

Enquanto desciam a chuva ia transformando-se em uma pequena garoa e mais adiante cessou. Ally disse alegremente que possivelmente era alguma magia de Vectorus. Fortão olhou o elfo de forma indagatória e desconfiada.

“- Ora, meu amigo peludo, quem faz uma montanha de rocha com uma cidade flutuar pode facilmente para a chuva, não pode?” – ele disse com um olhar de soslaio tal qual uma criança arteira.

Era verdade. Acabar com a chuva não seria problema para um dos dois poderosos arquimagos de Arton. Fortão estava percebendo que o mundo era muito maior e com mais surpresas do que sonhava quando ficava sentado sobre seus barris vendo os navios entrarem e saírem do porto de Malpetrim. Perigos e tesouros, deuses e arquimagos, combates e cidades voadoras, tudo era muito mais complexo que sonhara. Mas igualmente muito mais maravilhoso e agora ele estava no meio disso tudo. Não poderia estar mais feliz.

Conforme o grupo se aproximava do aglomerado de carroças e tendas, abaixo de Vectora, aquela descomunal rocha flutuante mostrava-se ainda mais amedrontadora. Mas o povo abaixo dela parecia nem perceber. Mesmo com o sol já tendo se posto, um vai e vem interminável de pessoas, principalmente anões, não parava. Mercados improvisados vendiam de tudo um pouco, mas principalmente armas e produtos artesanais de madeira, especialidades dos anões.

Os cavalos do grupo de aventureiros percorriam os espaços entre as tendas, tal qual vielas, vagarosamente. À frente Ally indicava o caminho. Ele insistia que sabia a melhor e mais barata forma de chegar à cidade voadora.

“- Mas olha só.... quem é vivo ás vezes aparece!” – uma voz feminina forte e cadenciada com um sotaque que poucos teriam condições de definir cortou o silêncio. Todos olharam para a sombra que estava sentada um galho de um antigo e robusto carvalho, menos Ally, que sabia exatamente de quem se tratava.

“- Eu achava que à esta altura alguém já teria tido o prazer de jogá-la lá de cima, Ardora!” – as palavras do elfo vieram sem nem ao menos ele virar o rosto, mas Fortão percebia que ele não estava bravo.

A sombra saltou perto de uma das tantas tochas do local e teve sua silueta revelada. Era uma mulher com alguma idade, mas com olhar extremamente jovem. Os cabelos grisalhos demonstravam que já tinham vivido demasiadas aventuras, mas ela não parecia estar menos em forma por isso. Vestia-se com um uniforme padrão de algum tipo de milícia, mas de um material que o demonstravam ser muito flexível e confortável. O cabelo era longo e trançado até a cintura e se confundia com duas espadas cruzadas em suas costas.

“- Acho que escutei de ti que tão cedo não voltaria a voar nesta cidade que só lhe causava enjôo!” – ela disse rindo – “e foi verdade... quanto tempo faz? Quinze? Vinte anos.”

“- Vinte e dois!” – ele respondeu com um ar melancólico – “o tempo voa quando se vive com a espada em punho. Mas pelo visto a senhorita subiu na vida, não é? Vectorus a promoveu à oficial da guarda?”

“- Agora pode me chamar de capitã Ardora” – ela disse enquanto fazia uma mesura forçada e cômica – “tenho uma reputação para manter!”

A conversa dos dois transcorria enquanto todos os outros apenas assistiam. A existência de Ardora, que aparentava ser importante para Ally, nunca fora mencionada por ele em todos esses anos, algo estranho para um compulsivo tagarela como ele. A presença de todos iria permanecer incógnita se Blander não pigarreasse chamando a atenção dos dois.

“- É verdade.... quase me esqueci” – Ally foi falando enquanto descia de sua montaria habilmente – “faço parte um grupo... trupe.... sei lá o que somos... mas somos amigos ... e estamos em uma missão” – as últimas palavras ele disse em um sussurro matreiro.

Ela passou a observar todos um por um.

“- O guerreiro Blander, os anões são Gustva e seu irmão Truilli, meu irmão de raça Ehllinthel e, por fim, mas não menos gracioso e importante, Fortão.”

Ela foi olhando um por um os membros do grupo conforme Ally ia dizendo seus nomes, mas quando chegou em Fortão ela parou e começou a procurar como se achando que o último estivesse atrás dos cavalos ou oculto.

“- Minha cara, Fortão é nosso mais recente companheiro e sim, ele é um gato, mas um gato muito especial!”

Fortão que estava sentado na garupa da montaria de Blander olhava com olhos de desdém para Ardora como se ofendido, enquanto ela o olhava com uma mescla de curiosidade e espanto. O felino então pulou para o chão e vagarosamente escrutinou a miliciana com todo o cuidado enquanto caminhava ao seu redor ora olhando-a de cima à baixo, ora farejando suas botas. Por fim ele se afastou para perto de Ally e olhando com rosto severo, mas amigável, bufou e miou, dirigindo-se novamente para o cavalo de Blander.

“- Acho que ele perdoou a ofensa” – disse o elfo para Ardora com o cenho marotamente franzido.

“- Arg....” - bufou raivosamente Gustav com as duas mãos tapando o rosto com apreensão – “esse gatos e acha o líder do grupo... juro que vou matá-lo um dia desses e fazer um tambor com seu couro!”

Fortão o olhou com canto de olho com pouco caso que lançou todos em uma divertida gargalhada, contagiando até mesmo Ardora.

“- Bom, minha cara, precisamos subir, pegar uma carona até a próxima parada, descansar um pouco e quem sabe rever alguns bons amigos...” – Ally disse essas palavras se aproximando de Ardora, tocando maliciosamente em sua cintura como que preparando um abraço, ação que foi interrompida com uma rapidez desconcertante que culminou com o elfo deitado de costas no barro.

“- Subir podem, viajar também, descansar idem... mas muito cuidado para não tocarem em nada que lhes cause alguma, como poderia dizer, dor de cabeça ... ou perder um membro! Ou a vida! Ou simplesmente aprenderão a voar da maneira mais fácil que conheço!... Sigam-me!”

A capitã começou a guiar os cavalos do grupo por uma trilha de pessoas em seus afazeres. Cada um dos amigos que passava pelo elfo enlameado, e ainda no chão, lhe dizia alguma piadinha. Nem Fortão deixou de apresentar sua opinião balançando sua cabeça em desaprovação.


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Os tramites foram rápidos, principalmente pela presença da capitã, e logo todo o grupo, e suas montarias, estavam na praça de entrada de Vectora. Ardora, por ser uma das oficiais da milícia que cuidava da cidade tinha lá seus privilégios, e um deles era acesso à teletransporte quando necessário. Por isso a chegada de todos foi rápida e sem maiores problemas.

A praça de entrada era o primeiro contato de quase todos com a cidade. Seria algo semelhante à uma alfândega ou posto de fronteira. Ali os recém chegados eram avisados das regras da cidade e tinham acesso à Gilda dos Rangers Urbanos, uma espécie de guias de luxo para ninguém perder seu precioso tempo pelo emaranhado de ruas e vielas da cidade. Já aqueles que estavam se despedindo da cidade tinham a ajuda dos alegres sacerdotes da loja Asas de Dragão, com seus feitiços para levar todos em segurança até o chão. Era uma visão surreal para Fortão quando ele caminhou até a borda da Estação de Ancoragem e vislumbrou o intenso movimento de pessoas descendo e subindo da cidade voadora de todas as formas imagináveis. Alguns chegavam planando no ar, outros em balões dos mais variados tipos, tamanhos e cores, iluminados por suas lanternas que se perdiam na escuridão, deixando o céu ainda mais estrelado. Outro tanto apenas aparecia e desaparecia em pequenas explosões que produziam fumaças de todas as cores.

Fortão não acreditava em tudo o que via e corria alegremente pela beirada, não querendo perder um só momento de tudo o que estava acontecendo. Ardora e Ally se aproximaram dele sem nem ao menos ele perceber a presença de ambos.

“- Isso é o que se pode chamar de pura felicidade!” – disse Ally com um olhar paternal para o felino.

“- Este é o efeito que esta cidade causa em muitos... por quê seria diferente com um gato!”

A agitação de Fortão era tanto que ele acabou se atrapalhando infantilmente com as próprias patas e tropeçou descuidadamente lançando-se para o vazio. Em uma fração de segundo ele simplesmente pensou em como aquela morte seria estúpida e fechou os olhos para não ver a queda até o chão.

Mas nada aconteceu. Ou melhor, quase nada aconteceu. Quando o gato abriu os olhos percebeu que estava pairando suavemente no ar, caindo, é verdade, mas muito lentamente. Ele apenas pensou – “magia”. Mas seu pensamento foi interrompido por um safanão que o trouxe novamente à realidade. De um momento para o outro ele havia saído do suave pairar e alcançado uma grande velocidade rumo aos céus. Quando deu por si estava no colo que uma bela e jovem moça, uma elfa na verdade. Ele não entendia o que estava acontecendo. Ela rodopiou pelo ar enquanto o aconchegava de forma segura nos braços até pousar ao lado de Ardora levantando uma suave poeira do chão. Quando Fortão olhou de novo para ela percebeu algo que nunca imaginara - asas.

“- Mais um resgate bem sucedido, senhora!” – ela disse com jovialidade enquanto soltava o gato no chão – “e muito cuidado da próxima vez amiguinho!”. Tão logo ela terminou de falar lançou-se novamente no ar.

Fortão estava admirado, maravilhado e tantos outros ‘ados’ que pudesse conceber.

“- Você não achou que Vectorus iria deixar que um perigo simples, como cair daqui de cima, acometesse seus visitantes, não é?” – Ardora disse para Fortão, ainda com os olhos arregalados – “toda a cidade é cercada por um campo de levitação. Todos os desavisados ou descuidados que caiam são protegidos com uma queda lenta por algum tempo, tempo o suficiente para que alguém o ajude!”

“- E sim, meu amigo” – disse Ally para Fortão – “aquilo era um elfo com asas... uma linda Elfa-do-Céu. História longa... lhe contarei outro dia!” – ele complementou enquanto se virava para voltar a conversar com Ardora.

Fortão estava maravilhado com tamanho poder. Alguns metros adiante, ainda no Parque de Entrada, estava a famosa estátua de Vectorus. O felino se aproximou olhando-a e pensando como seria um ser com tamanho poder. Quais seriam seus limites e desejos. O que mais estaria por vir nesta jornada que estava apenas começando. Enquanto isso os outros estavam arrumando os cavalos e a bagagem para procurar uma hospedaria descente em meio à risadas e brincadeiras.


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A primeira noite em Vectora, depois de a alcançarem com o auxílio de Ardora, não fora de festa ou agitação. Todos caíram como pedras em suas camas, inclusive Fortão. O caminho para alcançarem a cidade voadora havia sido longo e desgastante e os seus corpos pediam um merecido descanso. A hospedaria Nimbus fora indicada pela capitã que o denominou como verdadeiro refúgio para quem procura tranqüilidade em uma cidade tão agitada. Ele ficava bem no centro do bairro de Numem, à direita da Estrada das Estrelas, via que cortava a cidade de norte à sul. Os três quartos ficavam lado á lado ocupando todo o andar superior do prédio, garantindo ainda mais sossego e privacidade, coisas que o dinheiro podia comprar com facilidade em Vectora. Tão logo se acomodaram em seus cômodos, todos caíram no sono. Inclusive Fortão, que tentou ficar desperto o quanto deu, olhando pela janela o movimento da rua, mas foi vencido pelo o sono e esgotamento.

Na manhã seguinte, logo com os primeiros raios do sol, todos já estavam de pé terminando sua refeição matutina para poderem aproveitar ao máximo a breve estadia na cidade voadora. Eles ficariam na cidade pouco mais de dez dias, o que já seria uma ótima economia no tempo da viagem. Mas para uma cidade com tantos atrativos mesmo todo este tempo seria pouco. Além disso, eles não tinham se esforçado tanto para chegar à Vectora por nada.

A ideai de pegar carona em Vectora tinha duas intenções claras. A primeira, e óbvia, era encurtar o tempo de viagem para uma jornada tão longa, onde a velocidade era um imperativo. A segunda razão era mais estratégica. Eles estavam entrando em uma aventura aparentemente muito maior do que as que eles estavam acostumados. O grupo de Blander sempre fora muito realista de suas possibilidades e sabiam mensurar os perigos frente àquilo que poderiam realizar, e este era um problema realmente grande.  Mas eles não iriam deixar Truilli sozinho com este problema, ainda mais influenciando tanto Gustav e toda a dor que ele enfrentava nesses anos. Por tudo isso Vectora se mostrava uma oportunidade para conseguirem informações que lhes ajudassem. Onde mais poderiam conseguiriam informações úteis sobre magia? A Academia Arcana sempre era uma alternativa, mas sua posição centrada no coração do Reinado e toda a burocracia exigida por Talude, o outro arquimago de Arton e único à rivalizar com Vectorus, a tornava menos interessante que Vectora.

Ao redor da mesa todos pareciam animados enquanto Ally contava sobre algumas peculiaridades de Vectora. As diferenças entre os quatro bairros que formavam a cidade, locais que não poderiam deixar de visitar e locais que deveriam evitar à todo custo, de tudo um pouco. Fortão comia pedaços de peixe seco e escutava animadamente à todos. Ele já havia decidido que desejava visitar algum dos templos espalhados pela cidade, um dedicado á deusa Allihanna. Embora Vectorus houvesse decidido que sua cidade voadora não estaria chancelada por qualquer um dos deuses do Panteão, ele permitiu aos poucos, no correr das décadas, que pequenos templos e algumas capelas dedicadas aos deuses prestassem seus serviços espalhados pela cidade. Fortão queria descobrir que alguém poderia lhe esclarecer do que estava acontecendo com ele com tudo aquilo que ele vivenciava e sentia.

A conversa foi encerrada quando uma animada Ardora entrou pela porta da sala de jantar da estalagem – “Quem está interessando em um tour guiado pela cidade?”. As tigelas e canecos foram esvaziados rapidamente e logo todos estavam alegremente saindo pela porta da Nimbus. A visão de Vectora em plena luz do dia era impressionante embora seu movimento não fosse tão grande assim. A cidade já estava se deslocando para seu próximo destino, o que significava que haviam poucos visitantes por suas ruas. Em momentos assim a maior parte da circulação dentro da cidade era de seus próprios residentes, o que já era uma quantidade considerável de pessoas, e daqueles que estavam ‘pegando uma carona’.

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Perdeu o início da aventura, veja os capítulos:
Capítulo 1 - AQUI
Capítulo 2 - AQUI
Capítulo 3 - AQUI
Capítulo 4 - 
AQUI
Capítulo 5 - 
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Capítulo 6 - 
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Capítulo 7 - 
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Capítulo 8 - AQUI


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quarta-feira, 8 de junho de 2016

5 itens alquímicos para D&D 5E

5 itens alquímicos para D&D 5E


Estes itens tecnicamente não pretendem ser itens mágicos. Eles são itens alquímicos, muito parecido com a Garrafa de Ácido e Fogo do Alquimista no Livro do Jogador 5E. Uma vez que é um mundo de fantasia, os seus ingredientes podem ter propriedades mágicas. Mas, não há necessidade de conjuração. Se alguém (mesmo alguém não usuário de mágica) mistura esses ingredientes corretamente, eles iriam funcionar.


COMEDORA DE ARMADURA
A mistura Comedora de Armadura requer um frasco cheio de um líquido azul aquoso para ser misturado com um frasco contendo um ingrediente seco castanho oxidado. Depois que eles são misturados, o líquido azul muda para uma cor branca oleosa e começa a borbulhar furiosamente. Se uma criatura é atingido com a solução comedora de armadura e ele está vestindo uma armadura de metal, ele vai começar a enferrujar e enfraquecer o metal.

Mecânica: Como uma ação, você pode espirrar o conteúdo deste frasco sobre uma criatura dentro de 5 pés de você ou lançar o frasco até 20 pés, quebrando-o com o impacto. Faça um ataque à distância contra uma criatura ou objeto, tratando o frasco de Comedor de Armadura como uma arma improvisada. Em um acerto, qualquer armadura de aço ou ferro (não-mágica) que a criatura esteja vestindo enferruja imediatamente. Isso reduz o CA básica concedido pela armadura de 2 pontos (para um mínimo de 11.)

Custo sugerido: 75 po.


FRASCO DE ENREDAR
Um pequeno frasco contendo um líquido metálico. Quando exposto ao ar, ele começa a expandir-se rapidamente em um gel adesivo preto que reveste tudo o que toca, agarrando-o. Ele endurece como uma pedra dentro de alguns segundos. Isto torna quase impossível o movimento a menos que o alvo seja capaz de arrebentar com o gel endurecido.

Mecânica: Como uma ação, você pode espirrar o conteúdo deste frasco sobre uma criatura dentro de 5 pés de você, ou lançar o frasco até 20 pés, quebrando-o com o impacto. Faça um ataque à distância contra a criatura ou objeto, tratando o Frasco de Enredar como uma arma improvisada. Com um acerto, a criatura é contida. O efeito se desfaz depois de uma hora, com o gel se transformando em um pó prata escamoso. Ou a criatura podem fazer um teste de Força (Atletismo) CD 14 para se libertar.

Custo sugerido: 25 po.



FRASCO BRILHANTE
Frasco contém uma substância amarela viscosa. Quando a cortiça é puxada e ele é exposto ao ar ele começa a brilhar intensamente com uma luz amarela. O Frasco Brilhante concede a mesma luz como a de uma tocha, mas sem libertação de calor.

Mecânica: Um Frasco brilhante tem a duração de 4 horas, fornecendo luz brilhante em um raio de 20 pés e luz fraca para um adicional de 20 pés.

Custo sugerido: 1 po.


ENCOLHER CORDA
Um jarro de barro é preenchido com uma linha vermelha enrolada, que se parece com fios trançados de cabelo. Quando ele é exposto à água, ele começa a absorvê-la e crescer em tamanho até que seja aproximadamente tão grande como uma peça padrão de corda de cânhamo. A corda é suave ao toque e pode rivalizar com uma corda de seda em sua resistência à tração. Depois de uma hora ela vai desidratar e pode ser armazenada novamente no jarro.

Mecânica: um jarro contém 200 pés de corda. É necessário que seja completo com até a boca para hidratar todo o comprimento. A corda tem 2 pontos de vida e pode ser rompida com um teste de Força CD 17.

Custo sugerida: 10 po.


BOLA TROVÃO
Uma bola de papel embrulhado amassado com o tamanho da palma de uma mão com ingredientes secos embalados para o centro. Há uma pequena peça de metal fixada em seu topo. Quando a peça de metal do tampão é pressionada através do papel até a mistura, aquilo torna-se uma arma. Uma vez feito isso, a mistura torna-se sensível à força física. Ao bater contra alguma coisa, ele vai explodir com um flash brilhante de luz gerando uma força de concussão.

Mecânica: Como uma ação você pode jogar a bola trovão em uma criatura ou objeto dentro de 20 pés. Com um acerto ela vai explodir. Faça um ataque à distância contra uma criatura ou objeto, tratando a bola trovão como uma arma improvisada. Com um acerto todas as criaturas dentro de um raio de 5 pé recebem 1d6 de dano por trovão ou metade do dano com um salvamento. Eles também devem sem bem sucedido em um teste de Destreza contra CD 14 ou ficará cego e surdo por 1 rodada.

Custo sugerida: 50 po.



NOTA: artigo publicado no blog Wisdownsave e criado por Brian.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Dungeons (e mapas) para suas aventuras - 64


A Ilha Isolada

A diferença entre bons e maus mapas está apenas no momento e na criatividade em seu uso. Dependendo da aventura um mapa pode ser perfeito ou péssimo. Mas com jogo de cintura e um pouco de preparo prévio e qualquer mapa cairá como uma luva. Este mapa de hoje é um exemplo disso.

Neste mapa temos uma pequena estrutura encravada em uma formação rochosa. A estrutura abandonada pode ter sido desde um posto comercial na costa até um quartel avançado. Este é o tipo de estrutura que facilmente se adapta à necessidade do mestre e da aventura.


Olhando friamente o mapa, ele representa Uma estrutura com vários cômodos construída junto à uma estrutura rochosa em uma ilhota. Vocês conseguem perceber que a água está invadindo o local seja por uma alta da maré, seja por qualquer outro problema. A formação rochosa possui um pequeno conjunto de cavernas ligadas à estrutura por passagens secretas. Isto é que vemos no mapa.

Podemos usá-lo de muitas formas, como eu já disse. Ele pode ser usado tanto na forma como ele está apresentado – uma estrutura em ruínas – como apenas em sua forma estrutural.

Se o utilizarmos como uma ruína, muitas idéias podem ser usadas:

O mapa pode representar um antigo posto de contrabandistas que usavam o local para esconder seus espólios e nas cavernas deixavam os objetos mais valiosos ou perigosos. O local nem precisa estar abandonado, pois o aspecto de abandonado pode ser uma ótima camuflagem.

Ele pode ter sido um posto comercial movimentado até que um grande mal (ou uma criatura) resolve usá-lo como covil, matando à todos e embrenhando-se nas cavernas à espera de vítimas descuidadas.

O local poderia, ainda, estar amaldiçoado após um necromante ter testado fórmulas que não devia e ter transformados todos os seus seguidores em mortos-vivos, ou em criaturas horrendas, ou simplesmente ter trazido uma maldição à todos os que se arriscam à entrar em seus aposentos.


Seria um ótimo local para que os aventureiros cumpram alguma quest de menor porte. Ou ainda, que eles ouçam falar deste local em algum balcão de taverna próxima e resolvam fazer uma pequena busca por algum item ou tesouro.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Oficina de Narradores de RPG em julho

Oficina de Narradores de RPG em julho


Uma grande oportunidade para os rpgistas de plantão está para acontecer. O nosso amigo Jaime D. R. Cancela, da FunBox Ludolocadora, estará ministrando a Oficina de Narradores de RPG em julho próximo nas dependências da FunBox. Embora todas as informações não tenham sido divulgadas ainda, aqui temos uma prévia para dar um gostinho à todos, apresentada pelo próprio Jaime:

1 - Esta edição da oficina será GRATUITA.

2 - A oficina é voltada para narradores iniciantes ou inexperientes. O objetivo é despertar o potencial criativo e fornecer informações para incentivar a experiência de narrar aventuras de RPG.

3 - A oficina é voltada para desenvolver narradores de RPG, não de um ou outro determinado sistema. Embora diversos títulos serão citados ou comentados, não vou ensinar como narrar jogos deste ou daquele cenário, independente de qualquer apoio de editoras.

4 - As oficinas acontecerão aos domingos a partir das 13 horas. A duração será em torno de 3 horas e devem durar todo o mês de julho. Depois de cada oficina teremos um convidado especial ligado ao cenário do RPG dizendo suas experiências e respondendo perguntas.

5 - Minha oficina está sendo recriada, unindo material de muita gente competente a minhas experiências pessoais em incontáveis mesas de RPG. Dependendo da resposta do público compartilharei a experiencia com outros que se interessem.

6 - A Oficina de Narradores de RPG é uma iniciativa particular minha. A FunBox Ludolocadora gentilmente cederá o espaço e algumas horas de meu trabalho para que ela aconteça. Qualquer apoio de editoras, lojas ou grupos será bem-vindo. Caso isso aconteça será divulgado publicamente, e não vai afetar o formato ou intenção da oficina. Duvidas esclarecerei quando chamado ou pelo email jaimedanielleandro@gmail.com .

7 - Agradeço muito a quem ajudar na divulgação, principalmente com escolas.

Em breve mais informações!!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Primeiras imagens do elenco principal de Harry Potter and the Cursed Child

Primeiras imagens do elenco principal
de Harry Potter and the Cursed Child

Começaram a ser apresentadas as primeiras fotos do elenco da Harry Potter and the Cursed Child, peça teatral que também será lançada em livro. Por enquanto temos as imagens da família Potter-Winsley e Granger-Winsley. Particularmente eu adorei as escolhas. Mas, como poderia deixar de acontecer, uma polêmica se iniciou quando a personagem de Hermione Granger foi representada por uma mulher negra. Prontamente a autora dos livros postou em sua conta do Twitter – “Canon: brown eyes, frizzy hair and very clever. White skin was never specified. Rowling loves black Hermione” [Cânone: olhos castanhos, cabelo encaracolado e muito esperta. Pele branca nunca foi especificado. Rowling ama Hermione negra]. As capas dos livros representando Hermione como uma menina branca sempre foi uma interpretação dos artistas (mesmo no filme).

A família Winsley-Potter será interpretada por Jamie Parker, como Harry, Poppi Miller, como Gina e San Clement,como Alvo Severo. Já a família Granger-Winsley será interpretada por Paul Thornley, como Rony, Noma Dumezweni, como Hermione e Cherrelle Skeete como Rose Granger-Winsley. Já a família Malfoy terá como interpretes Alex price, como Draco, e Anthony Boyle, como Escórpio.

Harry, Alvo e Gina

Rony, Hermione e Rose
Draco e Escórpio

terça-feira, 31 de maio de 2016

Pré-venda da estatueta de Mestre Arsenal

Pré-venda da estatueta
de Mestre Arsenal

A Editora Jambô colocou em pré-venda a estatueta de um dos personagens icônicos de Tormenta RPG – Mestre Arsenal, o sumo-sacerdote  do deus Keen. O lançamento havia sido apresentado durante a CCXP 2015 e começa sua venda amanhã. Serão apenas 300 cópias numeradas, esculpidas manualmente por Eddie Vieira e autografadas por Marcelo Cassaro, criador do personagem. Ele será comercializado em duas versões, 250 peças serão azuis (como a imagem) à um valor de R$ 690,00 e 50 peças roxas (como apareceu pela primeira vez na capa da revista Dragão Brasil) à um valor de R$ 790,00.


Lançamentos no cinema em junho


Lançamentos do Cinema 
em Junho

02/06       

Warcraft: O primeiro encontro de dois mundos


Adaptação do sucesso dos games de estratégia, a produção tenta trazer para as telonas toda a emoção do combate entre três exércitos pela sobrevivência. Espera-se muitos combates em sequências de ação animadíssimas. A direção está nas mão de Duncan Jones (“Contra o Tempo”) e o elenco conta com Travis Fimmel (“Vickings”), Toby Kebbel (“Planeta dos Macacos: o confronto”), Ben Foster (“Os Indomáveis”), Paula Patton (“Déjà Vu”), Dominic Cooper (“Capitão América: o primeiro Vingador”) e Ruth Negga (“Agents of S.H.I.E.L.D.”), entre outros.



segunda-feira, 30 de maio de 2016

Quadrinhos na Confraria: Capitão América, um traidor


Quadrinhos na Confraria
Capitão América, um traidor

O Capitão América não é quem pensávamos. Esta notícia caiu como uma bomba sobre os fãs da Marvel e de um de seus maiores ícones – Steve Rogers/Capitão América.

A revista Steve Rogers: American Captain #1, lançada no último dia 26 de maio, nos Estados Unidos, inaugurou um arco novo e estrondoso arco assinado pelo roteirista Nick Spencer, com arte de Jesus Saiz. Neste arco descobre-se que o Capitão América fora um agente infiltrado da Hydra desde sempre. Esta descoberta foi perturbadora já que o Capitão América, defensor da justiça, sempre representou tudo de valoroso que havia na humanidade enquanto a Hydra seria seu completo antônimo, diretamente ligado ao nazismo.


Tão logo a revista foi lançada e as críticas e debates começaram e os executivos da Marvel, para atiçar ainda mais is fãs, declarou que este é sim o verdadeiro Steve Rogers, sem a possibilidade de ser um clone, um ser de outra realidade, um impostor ou estar tendo sua mente controlada.

Quando você decide fazer algo como isto, você entende que as pessoas não vão fazer uma festa. Você entende que este é o tipo de história que irá magoar as pessoas, causar choque e deixar os fãs preocupados. É o tipo de resposta que você deve ter quando algo assim acontece, quando você está vendo algo ruim. Então, sim, é o tipo de resposta que eu esperava, mas em termos de magnitude e o quanto as pessoas estão reclamando, é algo surreal. Ultrapassou qualquer expectativa que eu tinha. Em termos de magnitude e o quanto as pessoas estão reclamando, é algo surreal”, declarou Nick Spencer ao Daily Beast.

As reações foram tão extremadas que inclusive ameaças de morte foram feitas à ele. Mas isso não o assusta, levando o caso com muito profissionalismo – “Eu penso que isto vem do fato de que este é um personagem bastante popular, principalmente após os filmes. É óbvio que ele representa muita coisa para muita gente. Eles investiram suas emoções no personagem, o que é algo bom. A pior coisa que poderia ter acontecido seria ver as pessoas indiferentes ou aceitando isso tranquilamente”.

Ele acrescenta que o arco não foi algo construído para destruir a imagem do personagem que acompanha a editora quase que desde a sua fundação, ainda nas primeiras décadas do século XX - “Veja, todo mundo que está trabalhando nesta história é fã do Capitão América, todos nós amamos o personagem. Eu sei que isso não é o que parece. Mas esta história é editada por Tom Brevoort, alguém que sempre protegeu o legado do personagem. Ele não me deixaria fazer algo que manchasse o legado do Capitão. É sempre complicado quando estamos neste ponto da história porque não podemos dizer aos fãs: ‘Tudo vai ficar bem!’. Porque, certamente, nem sempre é o caso. Mas eu penso que posso dizer de forma confiante que este é o caso com esta história. Nossa intenção e nossa esperança é fazer, de uma forma única, algo que reforce o que todo mundo sabe sobre o Capitão América, o poder que ele tem, o símbolo que ele representa. Estamos indo por um diferente ângulo, mas isso irá iluminar o personagem de uma forma que nunca vimos antes.

Esta primeira edição do Capitão América mostra flashbacks da juventude do personagem ainda nos anos 20, quando sua mãe é abusada e uma mulher misteriosa presta ajuda. Esta mulher em questão é uma representante da Hydra, que acaba filiando Steve para suas forças. Somos trazidos ao presente com o Capitão América aparentemente assassinando Jack Flag e dizendo as palavras malditas – “Hail Hydra”.




As teorias dos fãs sobre o como e o por quê disto são muitas. Alguns spoilers foram apresentados mostrando algumas páginas da segunda edição, onde há a promessa de respostas. Nessas imagens temos o Capitão América, possivelmente em mais um momento de flashback, lutando contra o Caveira Vermelha pela posse do Tesseract (Cubo Cósmico). Em meio a luta o Capitão América arranca o braço do vilão no momento em que ele segura o poderosos artefato, sendo logo depois destruído pelo escudo do herói. A questão é – teria o Caveira desejado algo, já que o poder do Cubo Cósmico é atender desejos ou seria essa mudança um efeito da destruição dele?

A teoria que parece ser mais coerente com relação às essas mudanças foi construída pelo crítico de quadrinhos Brett White, onde ele declara que tudo deve girar em torno do Cubo Cósmico. Na recente mega-saga Stadoff fomos apresentados à Kobik, o Cubo Cósmico censciente. Na saga ela concedeu novamente os poderes de Steve Rogers, trazendo-o de volta à ativa. Quando isso aconteceu um outro personagem estava por perto - o barão Zemo. E foi justamente para Zemo que Rogers declarou lealdade à Hydra. Curioso, não?


Particularmente eu não tenho problema com este tipo de mudanças, elas sendo bem construídas e embasadas. Quem acompanha a Marvel como eu, à mais de trinta e cinco anos, sabe que nada é definitivo e poucas coisas acabam ficando imutáveis. Já vimos coisas semelhantes (embora não tão emblemáticas) com muitos dos queridinhos da editora como Homem-Aranha, Wolverine, Homem de Ferro, Thor, Jean Grey e tantos outros.


Paizo anuncia Starfinder: Pathfinder ganha as estrelas

Paizo anuncia Starfinder
- Pathfinder ganha as estrelas -


Este sempre foi um grande desejo da equipe de Pathfinder – ir para as estrelas. E agora, definitivamente, isto será possível. Tudo começou com o pontapé inicial dado por James Sutter, criando o sistema solar Golarian, em Pathfinder Adventure Path #14, e o expandindo um pouco mais no Pathfinder Campaign Setting: Distant Worlds e no Pathfinder Adventure Path #70: The Frozen Stars.

Agora isso se tornará uma realidade palpável.

Em agosto de 2017 será apresentado o Starfinder Roleplaying Game, um RPG verdadeiramente de fantasia científica centrado no universo de Pathfinder, embora totalmente independente. Seu principal ponto será que mesmo independente ele ainda é totalmente compatível. Ou seja, todos os bestiários, equipamentos, classes e raças pdoerão ser usados, além de toda uma gama de novas classes, raças, mundos e tudo mais que imaginarmos, além de todo o sistema solar de Golarian para ser explorado. O lançamento está marcado para a GenCon 2017.

Mas isso será só o começo. Aventuras serão lançadas no Starfinder Adventure Path de forma mensal, além do que for lançado nas edições mensais do Pathfinder Adventure Path costumeiros. O Starfinder Adventure Path contará com aventuras, novas regras, muitos monstros e muita informação relevante para suas aventuras e para enriquecer ainda mais o cenário golariano.


Uma dúvida que os fãs de Pathfinder podem ter é de como Stafinder se encaixa no universo de Pathfinder. O diretor Criativo John Shutter responde: “Simples: Starfinder está situado no sistema solar de Golarion, mas agora em um possível futuro - aquele em que os deuses foram misteriosamente levados para um local desconhecido. Em seu lugar, as culturas desse mundo têm evoluído e se espalhado por todo o sistema solar, especialmente em uma plataforma espacial gigante chamada Absalão Station. Dotado de acesso ao hiperespaço, os moradores do sistema encontram-se com a capacidade de viajar mais rápido que a luz, e a corrida é para explorar e colonizar potencialmente milhões de mundos. Mas há horrores lá fora na escuridão ...”.


Para melhorar ainda mais essa notícia,Shutter informou que Starfinder será lançado sob licença aberta, pois eles dessejam o máximo de suporte de terceiros (como eles mesmo dizem).