domingo, 1 de abril de 2018

Desilusão com a comunidade de RPG... ou ainda há espaço para desilusão?


Desilusão com a comunidade de RPG...
...ou ainda há espaço para desilusão?


Vamos ao tema mais que necessário do momento. Durante essa semana, tivemos uma postagem muito esclarecedora e clara da Cecília Reis Braga em sua conta particular do Facebook. Nessa postagem ele narrava sua atual relação com o meio de RPG e o quanto essa relação à estava desgastando – assim como à muitas outras pessoas. O motivo desse desgaste é algo que já comentamos muito aqui na Confraria.

Leia abaixo a postagem da Cecília:

O vídeo do Luciano me colocou pensando na minha estafa geral com RPG. Já faz mais de ano que rolaram as coisas que me afastaram, mas ainda assim eu não venci o cansaço pra produzir mais coisas pra esse meio.

O problema do RPG é que a comunidade vocal é bem meh, saca? Tirando a galera que rodeia esse povo que fala e discute espaços seguros, que são produtores e militantes muito carinhosos e respeitosos, na medida do possível, o resto é... cansativo. Você passa seis meses, um ano, fazendo o treco, com todo o stress que "fazer trecos" envolve, que é se desdobrar pra arranjar tempo livre, pesquisar, escrever, deixar de pegar freela pra não ficar doente com tudo isso, superar a insegurança, aguentar o conjuge segurando firme pra não dizer que ta com saudade de passar tempo com você, pagar revisor... Você posta, tem tipo 30 downloads, um silêncio ensurdecedor... Eu ainda dou a sorte de não ser alguém polêmico e que não chove hater na minha vida...

Eu postei meu compendio de fantasia urbana, teve cinco comentários positivos e, sem brincadeira, 40 discutindo adaptar Mundo das Trevas pra Savage. E nenhum deles nem deu uma olhada no material nacional grátis que tava ali.

E quem quer se profissionalizar com isso vê uma discussão de 600 comentários de gente reclamando desse desejo.

Esse ano eu perdi uma amiga que passou anos produzindo pra RPG e convivendo com a pouca recompensa de fazer isso. E a ida dela colocou muita coisa pra pensar. Tipo, sério, que vontade que dá de usar a pouca energia que a gente tem, todo o stress de superar todas as neuras, pra produzir pra isso, saca? Vale a pena?

Eu não preciso do tutorial de ninguém de como produzir, como aquele tal Diogo parecia super disposto a dar. Eu faço algo, ainda que seja cinco minutos na hora do almoço, todos os dias, de algum projeto. Ultimamente tem sido artesanato e literatura. Compensa mais.

Edit 1: Então assim, antes de falar bosta de pq "minoria não produz", tenta entender por quê” [link]

Recentemente abordei o tema quando falamos sobre a importância da representatividade africana e negra no RPG e como isso era omitido ou deturpado na grande maioria dos títulos e sistemas de RPG do Brasil e do mundo [Link]. Sejamos claros – quase proibidos. Mas dois pontos são cruciais nesta fala da Cecília e que devem ser exaltados – o mito da falta de produção das minorias e o real perfil excludente da comunidade rpgistica.

Cecília é uma produtora de conteúdo de RPG que passa pelo problema que a grande maioria dos produtores de conteúdo em RPG, quando pertencentes à minorias ou quando com produção focada em minorias passa – exclusão e incompreensão. Em seu texto ela narra dolorosamente como está se ejetando da produção de conteúdo para RPG por uma atuação perniciosa da comunidade em si. Essa é uma ação consciente de proteção de uma pessoa que está sendo vencida na batalha contra a comunidade rpgistica e de seus pré-conceitos e preconceitos. Todos temos a perder com isso!

Ela esclarece algo que todos percebemos de uma forma ou de outra – minorias não tem espaço no meio rpgistico. Mas isso é muito diferente da ilusão que a maioria da comunidade rpgistica insiste em acreditar de que as minorias não produzem. Quando falo em minorias falo em mulheres, negros e toda a comunidade LGBT. E não só produtores de conteúdo dentro deste perfil, mas também quem produz centrado em temas ligados à esses perfis.

Minorias produzem sim e isso não é um fenômeno recente. A noção errada de que a produção de minorias e para minorias é rarefeita ou recente é sintomático de uma sociedade que é excludente em sua raiz. E o RPG espelha isso da pior forma possível. O meio está acostumando com sistemas e cenários que privilegiam um perfil padrão que acaba por tornar-se o exemplo do que seria “o correto”. E isso não é uma característica “de fora”, mas do meio como um todo... quase uma característica do hobby. Essa mesma característica do RPG em sua gênese o fez ingressar pelo alto na sociedade e no Brasil isso não foi diferente. Ora, é só puxarmos pela memória e lembrarmos de como o RPG ingressou no Brasil. Aquele nosso amigo (ou o amigo do amigo) que tinha trazido de fora um “jogo” que era novidade, em inglês e que precisava ser importado e traduzido.

A era Xerox tinha início... e isso não fez do jogo mais inclusivo já que ainda assim estava centrado em um perfil da sociedade, aquele perfil que tinha como ter conhecimento do jogo, que tinha como traduzir o jogo ou mesmo que tinha como arcar com a cópia do jogo. Isso criou nichos específicos e muito bem delimitados, nichos esses que apenas foram se fortalecendo e aumentando seus muros ao longo do tempo. Qualquer um que desejasse entrar nesse mundinho fechado e que não fosse do perfil “nerd padrão” acabava por ter que provar diariamente que merecia estar ali, nem que fosse pela benevolência dos rpgistas do grupo.

Todo esse modus operandi da comunidade rpgistica acaba por se refletir na visibilidade de tudo o que está fora “do padrão”. A parcela consumidora dos rpgistas não tende a procurar por uma produção que não se encaixe naquilo que estão acostumados a consumir, consumo este regrado por esse mesmo modus. Ao mesmo tempo, editoras e produtores de conteúdo não tendem a ser muito incisivos em trabalhar ou investir naquilo que está fora do “perfil padrão” tanto por meio da repercussão quanto por causa da visibilidade que esse tipo de ação causa. Para ser ainda mais direto, vemos muita indignação de editoras e pessoas de “renome” no meio, mas pouca ação concreta, permanente e construtiva. O resultado é que temos uma produção (de e para minorias) que passa desapercebida da grande maioria da comunidade rpgistica, criando a impressão de que essa produção é rarefeita, quando na verdade ela anseia por mais espaço.

Um segundo efeito extremamente desagradável é a falsa impressão de que falta conhecimento para que essas minorias tenham sua produção visível e atingindo o grande público. Desculpem-me se exagero no uso do termo, mas é quase como se a comunidade rpgistica padrão se valesse do mansplaining para “mostrar para as minorias como elas devem fazer”. É uma incrível demonstração de superioridade que apresenta-se de forma assustadoramente natural e, muitas vezes, inconsciente (sugiro uma lida na retratação de um rpgista que respeito muito e que percebeu seu equívoco neste caso – Link). Não falta qualidade, criatividade e conhecimento para a produção dessa parcela que representa as minorias – falta espaço sem preconceito e condições de exercerem seu desejo de produzirem.

Quem acompanha o meio rpgistico à mais tempo, digamos décadas, sempre se deparou com um ambiente machista e excludente... isso não é novidade agora, nem nunca foi. Os não tão recentes debates sobre ambientes seguros não são um movimento novo, mas uma agenda de um grupo que cansou de sofrer. Volta e meia fico sabendo de pessoas do meio, todas pertencentes à essas “minorias”, que estão desistindo, deixando de participar, que estão entregando os pontos, pois aquilo que deveria ser motivo de realização, alegria e empoderamento esta se tornando doloroso e até traumático. Estamos perdendo muito com isso ao perdermos o material produzido que com toda a certeza enriqueceria a comunidade rpgistica. Mas estamos perdendo ainda mais ao deixarmos de lado a possibilidade de sermos uma comunidade agregadora.

A pergunta que vem depois dessa fala é óbvia: Como mudar isso?

As respostas não são fáceis, mas são atitudes possíveis. Primeiramente, e antes de tudo, algo simples, uma palavrinha que parece ter perdido muito do seu sentido nos últimos tempos – respeito. Pode parecer piegas, mas é a pura verdade. Quero dizer respeito ao outro, respeito ao diferente de você, respeito àquilo que possa inicialmente fugir do que você – cara pálida – considera “normal”. Tenha respeito à produção do outro, tenha respeito ao alvo da produção do outro, respeito ao tema da produção do outro e àquilo que o “outro” eleja como prioridade. Apenas isso já seria uma revolução significativa. Esse é um conselho geral, fora do simples RPG, algo para o dia a dia neste mundo conectado... e que claro, influenciaria nas relações dentro do RPG.

Pensando em RPG há algumas iniciativas que poderiam ser adotadas. Falando diretamente: mais ação das editoras. Os discursos de apoio poderiam ser substituídos por ações concretas. É muito bonito editoras e selos apoiarem lutas sem arregaçarem as mangas ou colocarem a cara à tapa. Chega de tokenismo nesses assuntos e vamos promover uma verdadeira integração em que a linha de corte seja apenas a qualidade e a criatividade e não a cor ou gênero de quem produz, ou o status da editora frente seu “cliente padrão” e muito menos o alvo “padrão” de seus produtos.

Está na hora das editoras e selos pensarem na comunidade rpgistica como um todo em que mulheres, negros e a comunidade LGBT também desejam serem representados e estarem presentes, onde possam sentar em uma mesa de jogo sem ter a necessidade de criarem regras de última hora para poderem ser eles mesmos em um grupo de aventureiros. E que isso seja abordado nos sistemas e cenários nacionais de uma forma respeitosa e não como uma nota de rodapé ou box de canto de página. Onde os cenários que tenham ligação com esses grupos e que sejam respeitosos e não um fan service para a comunidade atual que já tem tanto ao seu dispor.

Também está na hora de percebermos que a omissão e, mais do que isso, a falta de reação real, são formas de reforçar as ações excludentes e preconceituosas. Editoras e autores em RPG têm de perceber sua responsabilidade quando seu produto é usado como fonte de desrespeito, preconceito ou fomento ao ódio, assim como os produtores de eventos de RPG devem ficar atentos às ações negativas (que são muitas) que ocorrem em suas atividades. Queremos ver mais ações positivas como a do projeto Jogarta, que realizou uma retratação pública após uma ação de transfobia em uma mesa em um evento promovido por eles [Link].

Outra forma muito interessante na qual o RPG pode começar a solucionar esse problema é promover nos eventos regulares espaço para um debate real e aberto desses problemas, com pessoas reais que os vivenciam e que sofrem com isso. Isso já tem melhorado aos poucos, mas ainda estamos engatinhando neste tipo de abordagem. Ainda vemos os mesmos rostos fazendo os mesmos discursos sem ampliarmos realmente o debate. Embora eu saiba que os eventos servem realmente para promoção e lançamento de sistemas, autores e cenários, seria bom que ele mudasse seu foco para servir ao RPG e não à editoras. A comunidade rpgistica deve ser confrontada com esse problema para que aqueles que o promovem se sintam acuados, e para aqueles que reproduzem essa prática sem noção real de seus atos, sejam alertados. Fala-se tanto em profissionalização do RPG, e muitos inclusive brincam e fazem pouco desse termo, sem pensar que bons eventos são muito mais do que mesas e mais mesas de jogo (normalmente para promover sistemas, cenários ou editoras). Eventos de RPG deveriam ser o momento para debate, discussão e aprendizado, para troca de experiências reais e solução de problemas igualmente reais. Deveriam ser o momento para integração de todos os membros da comunidade como um só corpo em um amálgama. Isso seria a real profissionalização do RPG. Infelizmente eles ainda são personalistas, excludentes e corporativistas.

Muitos podem dizer – “ah, esse assunto de novo!?”. Sim, esse assunto de novo, pois não temos melhorado muito. Os erros têm sido repetidos. As ações têm sido superficiais, quando ocorrem. E muitos ainda parecem surpresos quando tocamos nesse assunto. Não quero mais ver amigas (mesmo que digitais) dizendo que abandonaram o meio do RPG por esses problemas. Não quero ver amigos que mesmo não tendo sofrido esses horrores preferem se afastar, pois ver outros sofrendo os enoja. Não quero ver mulheres editoras se afastando do meio e de nosso convívio, pois seu trabalho, traduções e opiniões de qualidade não agrada à uma parcela masculina e machista. Não quero ver minha amiga e colega transexual tendo medo de exercer aquilo que tanto ama – mestrar RPG. Não quero ver um de meus melhores amigos, negro, tendo de se contentar com um sistema e cenário que não o vislumbra como personagem real. Não quero ver mais esse debate como uma pauta necessária, pois isso poderá significa que as coisas estão começando a ser ajeitar.

Desculpem pelo tom ácido e irritado em algumas passagens, mas sempre vi o RPG como uma maravilhosa oportunidade de expor nossa criatividade, como uma forma de visitar outros mundos e, mais do que tudo, uma forma de diversão universal.

Bons jogos!

sábado, 31 de março de 2018

Cinema na Confraria: Cargo recebe trailer - amor de pai e zumbis

Cinema na Confraria
Cargo recebe trailer
- amor de um pai e zumbis -


Um novo filme de apocalipse zumbi está chegando, mas não um filme nos moldes tradicionais de fuga frenética e centrado em violência pela sobrevivência. A produção australiana Cargo mostra até onde pode ir o amor de um pai mesmo em um ambiente sem esperanças assolado por zumbis. A história gira em torno de Andy, interpretado por Martin Freeman (“O Hobbit”), que após ser mordido por sua esposa infectada pela praga zumbi, tem cerca de 48 horas para encontrar um lugar para sua filha recém nascida. Ele terá que correr contra os perigos de uma Austrália repleta de mortos-vivos. O filme foi baseado em um curta metragem de 2013 de mesmo nome que teve um sucesso meteórico. A produção tem direção de Yolanda Ramke e Bem Howling, os mesmos diretores do curta metragem. A estreia será no Tribeca Film Festival, em 17 de maio. Não sabemos ainda se ele chegará ao circuito nacional de cinemas.


Abaixo veja o trailer de 2013 que deu origem à produção:

sexta-feira, 30 de março de 2018

Desvendando os Pathfinder Adventure Paths


Desvendando os Pathfinder Adventure Paths

Depois da informação divulgada pela Paizo de que poderemos ter um incremento nos lançamentos das publicações da editora no Brasil (link), achei importante dar um pouco mais de informação sobre suas publicações, visto que inclusive eu tenho que me inteirar mais. Por isso que quando eu vi uma postagem do site Nerdsonearth desvendando todos os Pathfinder Paths lançados até agora achei importante dividir isso com os fãs brasileiros, em português. Eu traduzi a postagem e acrescentei dados para que fique o mais completa possível.

O Pathfinder RPG da Paizo pode lidar com um grande número de estilos de aventura, devido ao seu fantástico cenário de Golarion. Para tornar mais fácil para os mestres a Paizo inovou (e aperfeiçoou) o modelo “Adventure Path”. A grande jogada desta linha de aventuras foi apresentar ao longo dos últimos dez anos aventuras nos mais variados ambientes e para uma grande gama de personagens enriquecendo o cenário de forma inimaginável.

A Pathfinder Adventure Path é uma série de seis livros com 96 páginas cada e de capa mole. Cada volume fornece uma parte da jornada de uma aventura, bem como vários artigos para ajudar os Mestres a implementar a aventura. As seis partes têm um tema de conexão e uma história interligada por todas as partes em uma campanha épica que começa no nível 1 e desenvolvendo-o por muitos níveis.

Os Pathfinder Adventure Paths são o “carro-chefe” do Pathfinder RPG. De fato, os adventure paths foram os primeiros a ostentar o nome de “Pathfinder”. Os primeiros quatro adventure paths (24 volumes) foram publicados antes do lançamento do Pathfinder Roleplaying Game, e foram escritos com as regras do D & D 3.5.

Dez anos depois, os Adventure Paths têm uma infinidade de opções para escolher. De fato, agora há 22 Adventure Paths para escolher! Além disso, cada novo lançamento servia como base para novos livros apresentado pormenorizado desde partes do cenários, povos, estilos de aventuras, sem falar de mapas, cards de apoio e miniaturas.


Rise of the Runelords (agosto de 2007)
O primeiro Adventure Path ainda é - em muitos aspectos - o melhor.

Rise of the Runelords começa com goblins tolos, mas rapidamente apresenta elementos de terror, bem como combates épicos com gigantes e muito mais. Na verdade, a história se estende para cima e para baixo na Lost Coast, uma área geográfica chave de Golarion. Não só a história oferece uma variedade maravilhosa, mas também é recheada pelo folclore do Pathfinder, tornando-a ótima para entender o cenário. Como resultado, Rise of the Runelords é o Adventure Paths para introduzir os os jogadores em Pathfinder.

Os seis volumes foram:

- Burnt Offering
- The skinsaw Murders
- The Hook Mountains Massacre
- Fortress of the Stone Giant
- Sins of the Savior
- Spitres of Xin-Shalast


Tivemos o lançamento também do Rise of the Runelords Players Guide (2007), Rise of the Runelords Mapfolio (2008) e o lançamento comemorativo do Rise of the Runelords Anniversary edition em julho de 2012 com uma edição única contendo todos os seis volumes com mais de quatrocentas páginas.


quinta-feira, 29 de março de 2018

Preview: Pele, a nova linda e necessária Graphic MSP

Preview: Pele, a nova linda e
necessária Graphic MSP


Ontem tivemos o preview da nova edição da Graphic MSP, da Maurício de Souza Produções, a décima oitava. Como de costume o editor Sidney “Sidão” Gusman apresentou algumas imagens em um evento digital dentro do Facebook.  Pele é uma HQ com texto de Rafael Calça e arte de Jefferson Costa que que tem como protagonista o personagem Jeremias, da Turma da Mônica, e posso dizer que já é antológica ainda antes de chegar às bancas.

A temática será o preconceito e o racismo tão presente na realidade de uma enorme parcela da população brasileira. E não só isso, mas como esse preconceito se mostra para uma criança que aos poucos começa a ter contato com uma realidade que vivenciará pelo resto de sua vida e a preocupação (e responsabilidade) dos pais em como trabalhar isso junto aos filhos. Confesso que as imagens me impactaram muito mais do que imaginava e fiquei tocado pela simplicidade e singeleza das imagens e com o texto direto e sem rodeios. Será uma experiência dolorosa, linda e necessária para que todos leiam e apresentem essa HQ para seus pequenos. Esse é o melhor exemplo de como uma HQ pode contribuir na alteração de uma realidade terrível e dispensável!

O lançamento será em abril pela Panini em versões de capa cartonada e capa dura.


terça-feira, 27 de março de 2018

Lançamentos de Pathfinder e Starfinder no Brasil ainda em 2018! Será?


Lançamentos de Pathfinder e Starfinder
no Brasil ainda em 2018! Será?


Embora muitos possam dizer que meu entusiasmo é demasiado, eu quero acreditar (e acredito) que tudo isso será verdade e acontecerá, pelo menos em parte. Do que estou falando? Estou falando de muitos lançamentos de Pathfinder e Starfinder no Brasil pela Devir.

Para vocês entenderem... Algumas semanas atrás começou um movimento de jogadores e fãs brasileiros de Pathfinder reclamando do tratamento que a editora brasileira estava dando aos títulos da Paizo. Pathfinder é uma franquia de RPG com uma enormidade de suplementos lançados com muito regularidade lá fora. Além disso, recentemente lançaram o Starfinder, uma franquia baseada na mecânica de Pathfinder, mas acontecendo em um ambiente futurista e especial. Mas no Brasil todo esse universo de livros e suplementos de Pathfinder se reverteu em dois livros traduzidos e lançados.

No Fórum da Paizo tivemos uma enxurrada de feedback negativos quanto a atuação da editora brasileira e pedindo uma solução da Paizo, inclusive pedindo que alguma outra editora brasileira assumisse os lançamentos por aqui. As postagem brasileiras, que começaram no dia 7 de março, tiveram resposta oficial da Paizo na última sexta-feira (23 de março). Jim Buttler (VP of Marketing and Licensing) postou um uma mensagem agradecendo o interesse dos fãs brasileiros e dando ótimas notícias com prazos de lançamentos (supostamente) informados pela Devir Brasil.


Os lançamentos e prazos seriam:

Pathfinder em 2018:
Inner Sea World Guide (Abril)
Kingmaker Adventure Path #1 - partes 1 e 2 (Maio)
Kingmaker Adventure Path #2 - partes 3 e 4 (Agosto)
Kingmaker Adventure Path #3 - partes 5 e 6 (Novembro)



Starfinder em 2018:
Core Rulebook (junho)
Alien Archives (outubro)


Pathfiner em 2019:
Jade Regent Adventure Path
…e outros suplementos não informados.

Starfinder em 2019:
Pact Worlds
Dead Suns Adventure Path

Temos que concordar que são ótimas notícias, mesmo que apenas metade disso seja lançado nesse prazo! O que nos resta é torcer e aguardar.



Cenários de RPG - 06


Cenários de RPG - 06


Saudades dos magníficos cenários para seus jogos? Hoje temos uma interessante e mortal caverna misturando habilmente água e lava. Este diorama para jogo tem três níveis. No superior temos uma taverna por onde podemos acessar a caverna a partir de uma passagem secreta na parede. A caverna em si tem dois níveis. No primeiro um rio subterrâneo deve ser utilizado para conseguirmos descer ao nível mais profundo. O problema é que esse rio leva à um perigoso monstro aquático. O nível inferior está repleto de lava e muitos monstros À cada novo ambiente que o grupo entra. A riqueza dos detalhes das peças da caverna são impressionantes - nem o detalhe da nuvem de vapor d'água ao pé da cachoeira faltou.



Imagens para Inspirar - Arqueiros II

Imagens para Inspirar
Arqueiros II


Os arqueiros são personagens queridos por muitos jogadores de RPG. Com uma arma mortal de média e curta distância, os arqueiros dão um interessante suporte para um grupo em combate ou limpam a área para uma invasão.

Arte de Charlie Bowater (capa do livro League of Archers:The Stolen Crown)

Arte 3D Ace Studio

segunda-feira, 26 de março de 2018

Conto: O Homem Feliz, por Franz Andrade


O Homem Feliz
conto por Franz Andrade


Todos acham que no futuro não haverão mais doenças. Que o maior símbolo do futuro será um mundo sem vírus ou debilidades.

2300, ano novo.


Edgar, em seu carro elétrico, corria para sua família com uma novidade no bolso. Estava rico. E feliz, muito feliz. O carro desgovernou. Mas Edgar não bateu. Ele era um daqueles experts em direção.

Edgar, o homem feliz, descobriu que tem uma doença degenerativa das fibras musculares. Não Há dinheiro que dê jeito. Não ainda. E em seu último espasmo muscular o médico lhe advertiu: Cuidado, do jeito que o senhor estiver, quando os músculos pararem, fica! E Edgar resolveu que ficaria sentado. Deitado cansaria e seria mais trabalhoso para os médicos. Como sempre, um homem de princípios. E outra: Decidiu-se por estar sorrindo quando a paralisia chegasse. E assim fez.

Ano 2310.

Não podia mais falar. Nem se movia há anos. Sorrindo em frente à televisão ele via as tecnologias ficarem cada vez mais extraordinárias, e a mágica das criações superaram todo o limite dos pensamentos de Edgar. Prédios como pináculos rígidos brilhantes alcançavam as alturas de éon de distâncias. Carros que dirigiam-se sós. Trens mais rápidos que bala e voos domésticos que atravessavam o planeta em minutos graças à propulsão nuclear. Marte, colônia segura. Talvez ele fosse pra lá.

Ah, mas muitos ouviram falar do homem feliz. Edgar virou exemplo de superação. E quantos não se doaram mais? E quantos não trabalharam para criar um mundo melhor graças ao simples pensamento de que lá, naquela casa, há um homem que mesmo destituído dos sentidos, sorria? Caravanas para visitá-lo. Fotos ao seu lado. Todos rindo com ele e lhe contando seus problemas. E ele lá. Sorrindo.

Ano 2330.

E finalmente as leis das naturezas tecnológicas responderam ao sorriso sincero de Edgar. E eis que um cientista humanitário, levado pela vontade e incentivo espiritual dados pelo sincero sorriso do homem feliz, cria aparato tecnológico ímpar! Os jornais alardeiam, os outdoors elétricos comemoram. O homem feliz iria falar!

Repórteres do mundo todo (uns de Marte) fizeram fila na casa do homem feliz. Fotos, festas. Uma multidão com camisas de Edgar sentado serenamente. Especiais da CNN, MTV. Marte faria um filme para homenagear o homem que fez o mundo superar suas deficiências graças à sua tenaz vontade de sorrir.

E lá estavam. Família. Filhos e filhas. Todos de mãos dadas. A mulher lhe beijava a fronte bem na hora da foto. E a máquina lhe foi acoplada. Coisa simples. Transmitia seus pensamentos em forma de algoritmos para uma grande tela. Fácil e lindo!

Carros com feixes de luz voavam ao seu redor lá no céu. Arco-íris artificiais e fogos preparados. Ele ia falar!

Silêncio. Tensão. Todos juntos de mãos dadas. Sorrisos feito arcos esticados nos rostos, que começam a ganhar lenta e inexoravelmente o formato de pontas caídas no canto da boca. Edgar, o homem feliz, escreve em língua universal:

Please, kill me.”

Sobre a autora: Franz Andrade é paraibana, trans militante, mestre de RPG, colaboradora em publicações de Old Dragon e escreve literatura fantástica e de horror já há um tempo. Ultimamente anda se aventurando com literatura voltada ao RPG. O conto “O Homem Feliz” é uma ponderação curta, mas profunda, sobre como nos escondemos ou protegemos atrás de máscaras até quase não identificarem quem realmente somos ou o que realmente sentimos. Sobre como o sofrimento pode vir traduzido em um sorriso.

Novo suplemento para Mutantes & Malfeitores à caminho... lá fora


Novo suplemento para
Mutantes & Malfeitores à caminho...
... lá fora


Em nossa eterna espera para que uma nova edição de Mutantes & Malfeitores chegue ao Brasil, trazemos a notícia de que a Green Ronin não descansa lá fora. Steve Kenson (criador de M&M) anunciou hoje no site da editora um novo lançamento - o Basic Hero's Handbook. Segundo ele M&M não é um jogo de mecânica complexa, visto que tudo é resolvido com um d20+modificador vs uma dificuldade. A ideia de complexidade do sistema reside construção dos personagens. Em um sistema que se centra em super heróis isso não é de se esperar visto que existem muitas variações para compor um personagem. Isso leva tempo e um bom entendimento do sistema.

Com a ideia centrada nessa noção a Green Ronin trará M&M Basic. Nele será oferecida uma abordagem no sistema de kits de arquétipos, tal qual aparece no Gerador de Personagens do Heroes Handbook De Luxe. A ideia será mostrar arquétipos de tipos de personagens e apresentar algumas vias e variações dentro do conceito do personagem para o jogador apenas completar as lacunas como melhor preferir. Com certeza isso facilitará para quem tem dificuldades em criar personagens dentro da 3ª edição ou simplesmente ganhar tempo.

Além disso, o livro contará com algumas ferramentas para Mestres, uma aventura estilo “área de treinamento” e vários arquétipos para encontros. Tudo isso para dar ao Mestre uma ferramenta para facilitar o trabalho na hora de criar aventuras rápidas.

Kenson disse que o novo suplemento será como o Gerador do Deluxe, mas explicado passo-a-passo, para criarmos assim uma ótima e adequada ferramenta para apresentar o sistema para novos jogadores e facilitar o trabalho dos veteranos.

Não foi informado quando será esse lançamento, mas será ainda em 2018.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Acessórios dos Sonhos: Escudo do Mestre - 01

Acessórios dos Sonhos
Escudo do Mestre - 01


Adoro as invenções que os rpgistas produzem para seus escudos. Eles têm ficado cada vez mais bonitos e versáteis. Aqui temos o escudo produzido por Dave Henning, da DragonFishTreasures. O escudo é feito quase todo ele de papel pluma (foam board). O escudo é composto por três seções contendo torre de dados, prateleiras para miniaturas e outros materiais, dispositivo para acondicionar dados (com luz) e suporte para pendurar material. O resultado foi simplesmente lindo!










Cinema na Confraria: Novo trailer de Deadpool 2

Cinema na Confraria
Novo trailer de Deadpool 2


O novo trailer de Deadpool 2 foi apresentado agora a pouco. Ele mostra um pouco mais do enredo e dos personagens em meio à muitas piadas, inclusive com a criação da X-Force - o que acho que não é uma piada e sim uma prévia para futuros filmes. No elenco temo Ryan Reynolds (“Lanterna Verde”) como Deadpool e Josh Brolin (“Milk: a voz da igualdade”). A estreia será em maio!

quarta-feira, 21 de março de 2018

Seriados na Confraria: Novo trailer de Manto & Adaga

Seriados na Confraria
Novo trailer de Manto & Adaga


Novo trailer do seriado Cloak and Dagger (Manto & Adaga) foi apresentado hoje. Personagens não tão em evidência da Marvel, o seriado chegará à televisão pelo canal Freeform e trará Olivia Holt (“As Crônicas de Evermoor”) como Adaga e Aubrey Joseph (“Noite sem fim”) como Manto. Os personagens formam uma dupla quase simbiôntica onde ela é a luz e ele a escuridão. E estreia será em 7 de junho.