quinta-feira, 7 de março de 2019

Encontro Icônico - Pathfinder 2ed - Amiri



Encontro Icônico
Pathfinder 2ed - Conto de Amiri

Ontem, no dia em que a Paizo começou a pré-venda da linha Pathfidner 2.0, tivemos um vídeo mostrando a evolução do design de uma das personagens icônicas do sistema – a bárbara Amiri. Hoje eles nos presenteiam com um pequeno trecho de ficção de um brutal encontro dessa bárbara, autoria de James L. Sutter. Abaixo trago traduzido esse texto e no aguardo dos próximos!!

o  O  o

Neve Vermelha

A neve girou em torno de Amiri quando ela saiu de trás da rocha, deixando a capa cair. "Isso é longe o suficiente."

O gigante olhou para baixo, surpreso. Tatuagens da cor do woad rodeavam a pele azul-gelo enquanto ele se erguia sobre ela, os machados em suas mãos mais altos que a própria Amiri. No entanto, ela só tinha olhos para o chifre quebrado em seu elmo. Este era ele, tudo bem.

“Salve, Agmundr Jarl.” Amiri sabia que era inútil fingir diplomacia, mas seus empregadores insistiam. Eles ainda pensaram que poderiam resolver isso sem sangue. Não importa que o sangue tenha sido tudo o que realmente resolveu alguma coisa. Mesmo agora, os batedores White Elk estavam escondidos nos penhascos, observando para ver se ela realmente poderia fazer o que ela alegava. “O Clã White Elk cumprimenta você”, ela disse severamente, “e irá negociar se quiser, mas seu grupo não pode entrar território deles. O conselho proíbe isso”.

O gigante de gelo olhou por um momento, depois gargalhou, um grito estrondoso que ameaçou derrubar uma avalanche e enterrá-los. A cachoeira congelada de sua barba se dividiu em um sorriso malicioso.
“Proibir?” Sua voz era o gemido das geleiras. “Presa não proíbe. presacorre e o caçador persegue”.

“Então você concorda que acabamos de falar.” Amiri tirou a espada de suas costas.

O sorriso do Jarl se alargou quando ele pegou a arma enorme de Amiri. “Lâmina de um gigante! E o que você vai fazer com isso, pequeno arminho? Abrigar-se embaixo dele?”

“Fique por perto e descubra.”

Amiri ergueu a espada. Imediatamente, seus bíceps começaram a tremer, os ombros se contraindo. Ela mordeu com força, os dentes rangendo enquanto tentava firmar, seus músculos tensos pela pura força de vontade. No entanto, a ponta da espada ainda balançava como um navio no mar.

“Você é muito fraca, pequeno arminho.” Agmundr riu de novo e cuspiu, a saliva congelando no ar com um estalo. “E o tempo da fraqueza passou. A última guerra está quase chegando.”

Lá estava, então. Guerra. Isso sempre vinha, tão inevitável quanto o inverno. Amiri sabia disso antes mesmo de aceitar a oferta do clã White Elk.

No entanto, agora ela não sabia nada. A neblina vermelha se assentou em sua visão, pintando a neve branca como um carmesim profético. Seu coração batia em suas têmporas, uma pulsação de tambor de guerra que fluía quente através de seus membros. Pulsando. Ansioso.

“Diga de novo”, ela rosnou.

“Você é fraca.” Ele olhou para baixo para ela, os olhos brilhando. “Muito fraca para lutar. Muito fraca para até mesmo fazer um bom escravo. Nada além de gotejar gordura e medula para o fogo da cozinha.”

O frio era uma lembrança distante. Dentro do peito de Amiri, um alto forno abriu suas portas. Seus ouvidos se encheram de seu rugido.

A espada se firmou, apontando como uma víbora de pedra.

Os olhos do gigante se arregalaram.

“Você está certo sobre uma coisa, Jarl.” Ela sorriu. “A guerra está chegando. Então vamos começar.”

Espada erguida, ela correu até a pedra inclinada. Os machados feitos para derrubar torres de vigia ficaram em posição de guarda quando o gigante recuou. Em suas mãos, a lâmina gigante de Amiri cantava, seu aço forjado de geada subitamente se queimava como um galho de salgueiro, ansiando pelo sangue de seus criadores.

Ao redor deles, a tempestade gritou, selvagem e imparável.

Amiri gritou com isso.

E pulou.




terça-feira, 5 de março de 2019

Trailer oficial da última temporada de Game of Thrones

Trailer oficial da última temporada de
Game of Thrones


Deliciem-se e contem os dias! Estreia da temporada em 14 de abril!

Cemitério para Pathfinder


Cemitério para Pathfidner

Todos sabem que amo tudo o que é relacionado com miniaturas não importa o sistema, mas esses conjuntos do Pathfinder Battles são sensacionais. A Paizo deu uma prévia hoje do conjunto premium Cemetery of the Fallen que entra a venda em abril próximo. Cada conjunto possui 4 cercas de 10cm, 2 cercas de 5cm, 4 túmulos, 1 mausoléu com teto removível, 1 túmulo para o mausoléu e 8 lápides. Este será o primeiro conjunto com as peças à mostra, uma nova estratégia da Paizo para maravilhar os fãs. Ele foi apresentado na última New York Toy Fair. O valor será de U$ 49,99.




Critical Role arrecada mais de 3 milhões de dólares para animação de D&D... em 1 dia!


Critical Role arrecada mais de 3 milhões de dólares
para animação de D&D...
...em 1 dia!

O financiamento coletivo do Critical Role, famoso canal de RPG do youtube, conseguiu arrecadar mais de 1 milhão de dólares em apenas 1 hora. Não estou brincando é verdade... e já atingiu mais de 3 milhões e meio de dólares em menos de 24 horas. Isso é incrível!


O financiamento coletivo do canal de RPG semanal e ao vivo tinha a intenção de arrecadar dinheiro para produzir uma animação baseada em D&D sobre a primeira campanha que o canal realizou. A meta para um episódio era de 750 mil dólares. Marcado pela presença de personalidades da cultura pop em suas sessões, o canal almejou um voo mais alto e com certeza teve um sucesso inimaginável.

Com todo esse sucesso para o primeiro dia de financiamento – que ainda terá mais 45 dias – eles já confirmaram que teremos muito mais do que apenas 1 episódio. A série será produzida pela Tutmouse (mesma produtora de “Big Mouth”, do netflix) e terá roteiro de Jennifer Muro (“Star Wars: Forces of Destiny”).

Eu realmente não faço ideia de quanto esse financiamento irá arrecadar, mas tenho certeza que isso chamará a atenção de produtoras, estúdios, canais e que muita coisa nascerá dessa iniciativa.

O lançamento deverá ser em maio de 2020. Acompanhe o financiamento coletivo do Critical Role AQUI!







segunda-feira, 4 de março de 2019

Beholders (ou Evil Eyes) para Pathfinder



Beholders (ou Evil Eyes)
para Pathfinder

Um enorme olho flutuante com uma série de apêndices cada qual com um olho menor, todos com efeitos mortais. Habitando corredores úmidos e fétidos de dungeons abandonadas ou cavernas esquecidas, eles vagueiam à espreita de suas vítimas. Beholders são, quem sabe, das criaturas mais icônicas do imaginário do RPG. Infelizmente eles são propriedade da WoC e, por isso, não estão presente na grande maioria de cenários e sistemas de RPG de fantasia medieval (pelo menos não daqueles que seguem as leis!). Por isso mesmo vamos chamar essa criaturas de Evil Eye. Mas nada impede que as mentes criativas e curiosas de jogadores, mestres não tenham criado versões ‘caseiras’ dessas criaturas para suas mesas. E mesmo os desenvolvedores da Paizo.

Por toda essa variedade temos um grande número de versões espalhadas por fóruns e grupos de discussões de Pathfinder e inclusive uma dentro do site d20pfsrd. O que eu fiz então foi pesquisar e juntar o material que considerei mais interessante e equilibrado. Isso resultou em 4 fichas. Primeiramente eu apresento a ficha ‘oficial’ que está no site d20pfsrd com o Evil Eyes (CR 12) e uma muito interessante história sobre sua criação. Logo depois eu trago duas fichas que estão no pdf Book of Forbiden Lore (um arquivo com várias versões de monstros clássicos de D&D adaptados para Pathfinder) com o chamado Eye Ball (CR 6) e Eye Tyrant (CR 13). Por fim trago a versão do site DivNull com seu Glaring Tyrant (CR 13), adaptando a ficha do Eye Tyrant sob uma nova visão.

Espero que essa variedade os agrade e auxilie em suas próprias criações!


EVIL EYE
[d20pfsrd]

Um enorme olho flutuante, aparentemente arrancado do crânio de uma fera gigante, paira no ar à sua frente. Os longos nervos óptico contorcem-se e batem atrás dele como se fossem caudas, desaparecendo depois de vários metros em finos fragmentos de névoa branca. Nessa mesma névoa branca é visível na pupila escura do olho, como se fosse através de uma janela para algum mundo distante.

CR 12 – LM - Grande aberração - XP 19,200
Inic +6; Sentidos visão ampla, visão no escuro 18m, visão mística; Percepção +21

DEFESA
CA 26, toque 20, surpreso 23 (+2 Des, +6 deflexão, +1 esquiva, +8 natural, tamanho -1) 
HP 82 (11d8 + 33) 
Fort +6, Ref +7, Vontade +10 
PV 5 / -; Resistência ácido 5, ao frio 5, à eletricidade 5, ao fogo 5, ao sonoro 5; SR 24

ATAQUE
Velocidade 1,5m, Voar 9m (bom)
Corpo a corpo 2 cílios + (1d6) 
Espaço 3m; Alcance 1,5m 
Ataques Especiais ataques oculares

TÁTICA
Os Evil Eyes não se preocupam com qualquer ser vivo que não sejam eles mesmos (e às vezes outros evil eyes). Eles são capazes de lutar com suas “caudas” do nervo óptico, mas preferem permanecer à distância e fazer uso de seus ataques oculares. A menos que um evil eye acredite que é superado, ou acredita que pode barganhar ou intimidar inimigos em potencial, ele ataca sem provocação. Isto é em parte devido à sua obsessão em adquirir magia, mas também porque eles gostam da matança.

Immersive Battle Maps para RPG


Immersive Battle Maps para RPG


Depois de falar do grande projeto lançado com sucesso no ano passado do Battle Mats Books, descobri um novo e que ainda está em financiamento - Immersive Battle Maps for Tabletop Roleplaying Games. Lançamento da Yarro Studios, ele tem o mesmo princípio do seu percussor, mas claramente melhorado.


O Immersive Battle Maps vem com capa dura em formato brochura (lombada quadrada) com abertura de 180º, contendo 32 mapas, podendo ser riscado e apagável à seco. Ainda há a possibilidade de adquirirem uma série de adesivos para ilustrar seu cenário, preenchendo-o, desde mobílias à efeitos mágicos. O maior diferencial aqui é o tamanho. Ele vem em apenas um tamanho, mas com 43,2cm x 55,8cm, ou seja, quase com as medidas de uma folha A2. A única coisa que ele perde em relação ao Battle Mats é que fica mais difícil (aparentemente) de juntar vários volumes um ao lado do outro, devido à capa!

O valor está em U$ 35 dólares. Confira o financiamento que dura até o final desta semana – LINK.




Mapas para suas mesas com Battle Mats Books



Mapas para suas mesas
com Battle Mats Books

Sabe quando tu olha uma coisa e pensa – “isso é perfeito, como ninguém pensou nisso antes?” Foi exatamente o que pensei quando vi pela primeira vez o material da britânica Loke Battle Mats. No ano passado a empresa ganhou visibilidade em um financiamento coletivo com uma proposta muito legal – mapas de batalhas variados e práticos. Só isso? Claro que não!

O material são volumes em forma de cadernos espiralados de cerca de 60 páginas com mapas de batalha temáticos, ricamente ilustrados, em material apagável à seco e com grid. Eles foram disponibilizados em dois tamanhos, o Big com mapas em folhas A4 e o Giant com mapas de tamanho A3, ambos os modelos com gramatura de 300g. As temáticas eram de fantasia e sci-fi. Os de fantasia possuem templos, corredores de castelos, cavernas, dungeons, túneis, cemitério, terrenos ao ar livre, feira, rios de lava, estradas, ruínas e muito mais... perfeito para Pathfinder, D&D, Old Dragon e qualquer outro sistema de fantasia medieval. Os de sci-fi têm hangares, naves, asteroides, estações espaciais, interiores de estruturas futuristas e, o melhor de tudo para fãs de Starfinder... grid de espaço para suas batalhas espaciais. Eles podem ser usados sozinhos ou unidos com outros volumes iguais ampliando o tamanho de seu mapa de jogo.





O sucesso foi imediato e estrondoso, lhe rendendo o prêmio de People’s Choise Awards no UK Games Expo 2018.

Passado o alvoroço e as entregas do financiamento, eles estão chegando para a venda convencional na loja da editora. Já estão à venda os cadernos de temática de fantasia medieval: o Big à £19,99 (cerca de R$ 100,00) e o Giant à £32,99 (cerca de R$ 165,00). Os com temática sci-fi entram na loja para venda no próximo dia 25 de março com os mesmos valores conforme os tamanhos. Visite o site da loja AQUI.

Embora o valor possa ser um pouco alto para o padrão brasileiro, ainda vale à pena pela utilidade e capacidade de reaproveitamento... mesmo volumes repetidos! Confira e enriqueça sua mesa!







domingo, 3 de março de 2019

Espaçonave para Starfinder - Venture (transporte rank 4)

Espaçonaves para Starfinder
Venture (Transporte)


Venture
Classe Free Trader Rank 4
Transporte Médio

Velocidade 8 Manobralidade mediana, 1 curva
Deriva 2 Motor de Deriva Sinal intenso
UNE 150 Núcleo de Energia Arcus Ultra
Notas Gasto 114/115 PF – Usando 141 (+100 Deriva) UNE
Complementos 6

Modificadores
Pilotar +0
+2 em dois testes

Escudos Médios 100 (Proa: 25 - Estibordo: 25 - Bombordo: 25 - Popa: 25)
Sensores Baratos de médio alcance

CA 16 (10 + Piloto 4 + Armadura 2)
TM 16 (10 + Piloto 4 + Contra-medidas 2)
Casco 85
Limiar: LD – LC 14

Armamentos
Torretas: Canhão laser leve (2)
Armas de Proa: Lança torpedos de plasma leve(2)
Armas de Estibordo: vazio
Armas de Bombordo: vazio
Armas de Popa: vazio

Sistemas
Propulsores M8
Armadura Md2
Duonódulo Md2
Defensas Md2
Bons alojamentos de tripulação

Compartimento de Expansão
Cápuslas de fuga
Enfermaria
Oficina tecnológica
Cela (Pact World, pagina 153)
Depósito
Depósito
  
Tripulação
Capitão
Diplomacia +10
Blefar +10
Engenheiros
Engenharia +12
Atiradores
Artilharia 12
Piloto
Pilotagem +15
Oficiais de Ciências
Computadores +12



Muito semelhante à espaçonave Vega, este modelo tem menos velocidade, mas mais espaço interno para transporte. Ideal para grupos novatos que precisem de transporte de mercadorias ou equipamentos, seja nas missões, seja para uma renda extra. Um limitante é a capacidade para apenas quatro tripulantes, embora improvisações possam ser feitas nem que seja usando a cela como dormitório de última hora. Um ponto positivo é que possui uma adequada oficina tecnológica e uma enfermaria, servindo muito bem como apoio para missões mais perigosas.

Fichas em pdf (3 páginas cada)

    



[Adaptado de Future Armada, de Ryan Wolf da 0-Hr, diagramado e traduzido por Confraria de Arton]

A Bandeira do Elefante e da Arara recebe versão expandida



A Bandeira do Elefante e da Arara
está recebendo uma nova edição pela Devir

Está chegando uma nova e turbinada edição de A Bandeira do Elefante e da Arara. Uma compra prioritária se você curte RPG e tem interesse por apoio às temáticas brasileiras! Eu poderia falar muito sobre esse maravilhoso RPG, mas o release da editora está tão claro e sucinto que prefiro o reproduzir aqui!


Release
A nova edição de A Bandeira do Elefante e da Arara: Livro de interpretação de papéis, RPG com temática nacional, está a caminho das lojas. A edição original, lançada no final de novembro de 2018, esgotou em apenas quatro meses. O livro foi reconhecido por sua altíssima qualidade, sendo nomeado para prêmios em categorias de literatura (AGES), game design (Cubo de Ouro) e arte (Jabuti). A nomeação para o Prêmio Jabuti, algo inédito para um livro de RPG no Brasil, colocou o livro na categoria Ilustração, sendo reconhecido como um dos dez livros mais bem ilustrados do ano, entre todas as categorias (infantil, juvenil e adulto).

O sistema tem sido um enorme sucesso com jogadores ao redor do país, e já gerou três expansões: A Lenda da Ave Dourada, por João Beraldo, A Misteriosa Sesmaria de Dom Perestrelo, por Christopher Kastensmidt, e A Capitania Real do Rio de Janeiro, por Luciano Campos Tardock. O evento Dias de ABEA, que visa reunir jogadores ao redor do país, já tem mais de 60 mesas cadastradas (link) em 16 estados, representando centenas de jogadores participantes. O sistema também receberá uma versão em inglês pela Porcupine Publishing e uma adaptação para games, marcada para lançamento em 2020.

 

A nova edição, com regras refinadas a partir do feedback da comunidade de jogadores, conta com novas habilidades, ilustrações inéditas, mais informações sobre o ambiente e outras ferramentas para tornar as partidas ainda mais memoráveis. Lançado pela Devir, a nova edição conta com 224 páginas. O Guia do Participante, com o primeiro capítulo inteiro do livro e todas as regras básicas, encontra-se de graça no site (link).

O livro terá lançamentos presenciais com o autor em Porto Alegre (NERDZ, 16/03), Serra (Dungeon Capixaba, 23 e 24/03) e São Paulo (a definir, 30/03).

Sobre A Bandeira do Elefante e da Arara
A Bandeira do Elefante e da Arara é uma série internacionalmente premiada de fantasia brasileira. As histórias contam as aventuras do holandês Gerard van Oost e do iorubano Oludara, uma dupla de heróis que se encontram em Salvador no século XVI. No Brasil, as histórias, quadrinhos e RPG de mesa já foram adotados nas salas de aula de dezenas de municípios. Notícias, arte e referências culturais podem ser encontradas no site www.abandeira.org.


Sobre o autor
Christopher é norte-americano, radicado em Porto Alegre desde 2001. Antigo diretor da Southlogic Studios e da Ubisoft, é roteirista de games, quadrinhos e livros publicados ao redor do mundo.

sábado, 2 de março de 2019

Vamos conhecer Fumbus, mais um icônico de Pathinder 2.0


Vamos conhecer Fumbus,
mais um icônico de Pathinder 2.0

Aos poucos a Paizo vai apresentando mais e mais novidades sobre Pathfinder 2.0. No passado já havíamos postado traduzido todo o material do Playtest apresentado pela editora em seu site, muitas vezes com valiosos comentários de Hebert Magno. Com a proximidade do grande lançamento da editora é muito provável que os artigos em seu site sejam mais constantes e, com certeza, a Confraria vai trazê-los. Para hoje temos um artigo para conhecer o Fumbus, um dos personagens icônicos desta nova versão.

Fumbus


Nascido no Chitterwood, Isger, o início da vida de Fumbus foi praticamente idílico, pelo menos segundo os padrões dos duendes. Chitterwood foi deixado para os goblins desde o fim das Goblinblood Wars, quase vinte anos atrás, seus habitantes duendes agora livres da influência militante de seus primos hobgoblin, a maioria dos quais foram erradicados ou expulsos de Isger no final da guerra

Fumbus teve a honra de servir como aprendiz do principal fabricante de conservas do clã dos Goblins, uma posição que lhe dava uma boa condição entre seus parentes. Infelizmente, Fumbus tinha uma inclinação especial para a experimentação que levava à falhas espetaculares com a mesma frequência que levava a novas iguarias. Quando um lote particularmente instável de "picles salmoura" explodiu no meio do acampamento Fire-Eater, Fumbus fugiu de Chitterwood, temendo que a represália de seus colegas goblins por destruir tanto o precioso barril de pickle do clã quanto um significativo suprimento de pepinos fosse rápida e violenta.

As incursões iniciais de Fumbus no mundo mais amplo foram realmente aterrorizantes. A limpeza de fazendas humanas geralmente acabava mal, já que cães ferozes e cavalos horríveis mordiam, perseguiam ou pisoteavam o pobre duende se percebiam a presença dele. Os humanos em si eram ainda mais aterrorizantes e Fumbus se viu fugindo de multidões empunhando forcados, segurando sapatos roubados e fedorentos (mais fáceis de encontrar sem luz e úteis como alimento ou vestimenta) enfiados embaixo de um dos braços muito mais vezes do que ele encontrou um lugar para encher sua barriga e dormir. A vida de Fumbus provavelmente teria terminado nas mãos de uma dessas multidões se ele não tivesse encontrado um aventureiro meio-orc chamado Droven, cuja reação inicial ao pequeno goblin era de humor, ao invés de medo ou violência. Acostumado a lidar com certa quantidade de preconceito e desconfiança, Droven dissuadiu a turba de prosseguir sua vingança contra o duende e permitiu que Fumbus o acompanhasse em sua missão.

O heroísmo de Droven encantou o jovem Fumbus, particularmente o fogo alquímico e outras misturas que o meio-orc usava para derrotar seus oponentes. Quando Droven completou sua missão para a Pathfinder Society, ele trouxe Fumbus junto para Absalom. Droven ajudou a garantir uma casa para o pequeno goblin no distrito de Puddles, onde a presença de Fumbus seria menos propensa a causar um alvoroço, e compartilhou o que ele sabia sobre alquimia com o ansioso goblin. Enquanto Fumbus estava aterrorizado com a ideia de precisar escrever fórmulas, sua mente estava afiada e ele rapidamente dominou a arte da leitura. Para Fumbus, colecionar esses pensamentos tolamente descartados não era diferente de sobreviver do lixo e restos deixados nos arredores das vilas e cidades. Fumbus criou seu próprio sistema para criar e lembrar fórmulas usando pequenos símbolos gravados com runas pictográficas e uma série de cordões de couro, que ele usaria para vincular certos ingredientes em ordens específicas. Juntos, esses implementos permitiram que ele praticasse alquimia sem arriscar sua alma goblin ou pensamentos preciosos ao executar o ato obsceno de escrever qualquer coisa. De benefício adicional para Fumbus, a localização de sua nova casa em Puddles permite que o pequeno goblin experimentasse todos os tipos de misturas inflamáveis ​​e instáveis, com pouco medo de causar destruição além das salas cheias de água do prédio.

Droven se ofereceu para patrocinar Fumbus na Pathfinder Society, mas o goblin ficou tão impressionado com Droven que ele realmente acreditava que não seria capaz de passar nos rigorosos exames de admissão da Sociedade. Determinado a provar a si mesmo, Fumbus aplicou seu tempo e energia para criar novas fórmulas alquímicas e aperfeiçoar seu sistema para registrar suas descobertas. Como a confiança de Fumbus cresceu, ele começou a acreditar que talvez ele pudesse encontrar um lugar na Pathfinder Society, afinal. Esgueirando-se pelas vielas de Absalom, Fumbus dirigiu-se à Grande Loja. Após a sua chegada, Fumbus soube que Droven havia partido em uma missão há várias semanas e estava atrasado para reportar. Seu navio estava perdido no mar. Droven havia deixado uma carta de patrocínio, bem como alguns fundos para garantir ao goblin uma chance de aprender nas instituições da Sociedade, mas Fumbus não estava disposto a começar seu treinamento sem a presença do meio-orc.

Meses se passaram e Droven ainda não retornou. Fumbus dedica seu tempo aperfeiçoando sua alquimia, buscando notícias de seu amigo perdido e procurando oportunidades para se tornar um membro da Pathfinder Society, apesar das múltiplas garantias dos membros e da liderança da Sociedade de que as boas-vindas de Fumbus já estavam garantidas por seu amigo meio-orc. Algo na mente de Fumbus se recusa a abandonar a ideia de que ele deve provar ser um explorador digno do mesmo calibre que Droven, cujo heroísmo e perícia são inigualáveis na visão de Fumbus. O pequeno goblin tomou uma decisão que ele considera sagrada - ele ganhará sua entrada na Sociedade encontrando seu amigo Droven e trazendo o meio-orc para casa ou executando um ato verdadeiramente heroico digno da reputação que Droven detém aos próprios olhos de Fumbus.

- Michael Sayre [Desenvolvedor] – postado no site da Paizo em 1/3/19.


E não esqueçam, Pathinder 2.0 está chegando ao Brasil este ano pelas mãos da editora New order!!

Material de Apoio - Locais Inspiradores III

Material de Apoio
Locais Inspiradores III

Desta vez vamos ver lugares inspiradores naturais, sem ação da mão humana, moldados pelas forças da natureza ao longo de milhares ou milhões de anos! Cada um deles pode ser a fonte de muita inspiração para nossos mestres e autores!


Horsetail Fall – California


Este não é um acidente geográfico, mas um belíssimo espetáculo proporcionado pela natureza algumas vezes por ano. Horsetail Fall é uma queda d’água sazonal que está localizada no Parque Nacional de Yosemite, California. Ela surge à cada primavera no lado leste da formação rochosa chamada El Capitan. O espetáculo acontece sempre que a pequena cachoeira está ativa em fevereiro. Se houverem as condições climáticas ideias, no sol poente, a luminosidade dá à água uma coloração laranja avermelhada, fazendo a água parecer fogo. O fenômeno é chamado de firefall.

Cenários de RPG - 40

Cenários de RPG - 40

Em mais um cenário sensacional de Dan Masucci (Albany, NY), temos o 13º episódio da saga de aventuras de seu grupo – The Dark Man. A composição é interessantíssima. Começamos com uma pequena vila junto de um cemitério, seguido de algumas cavernas onde há um altar de sacrifícios e termina em uma pequena floresta de árvores mortas.