sexta-feira, 3 de julho de 2009

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

Peter Wisdon


Nível de Poder: 7

FOR 14 (+2) DES 16 (+3) CON 14 (+2) INT 16 (+3) SAB 14 (+2) CAR 12 (+1)

Resistência +5, Fortitude +3, Reflexo +6, Vontade +5.

Ataque +7, +7 [dardos incandescentes]; Dano +2, +5 [dardos incandescente, Penetrante +1], +7 [lâminas incandescentes, Penetrante +2]; Defesa +9; Esquiva +4; Iniciativa +7.

PERÍCIAS: Acrobacia +5, Arte da fuga +6, Blefar +6, Computadores +5, Conhecimento [Manha] +8, Conhecimento [Tática] +8, Conhecimento [Educação cívica] +9, Conhecimento [Atualidades] +7, Conhecimento [Criminologia] +7, Diplomacia +6, Furtividade +5, Idiomas +6 [Inglês nativo, francês, alemão, russo, espanhol], Investigar +8, Notar +7, Obter informação +7, Profissão [Espionagem] +8.

FEITOS: Ação em movimento, Agarrar preciso, Alvo esquivo, Ambidestria, Armação, Ataque defensivo, Ataque furtivo, Bem-informado, Bem-relacionado, Benefício [Autorização de segurança – Grã-Bretanha], Benefício [Imunidade diplomática], Contatos, Derrubar aprimorado, Desarmar aprimorado, Evasão, Iniciativa aprimorada, Liderança, Maestria em arremesso 2 [dardos incandescentes], Memória eidética, Prender arma, Rastrear, Rolamento defensivo, Trabalho em equipe 3, Zombar.

PODERES: Repertório 19 (Extra: Amplo +1; Feito: Inato): {Base: Absorção [radiação solar] 7 [Dinâmico; Extra: Armazenagem de energia +1; Feito: Conversão de energia (em calor)]; PA: Criar objeto [dardos incandescentes] 5 [Dinâmico; Extra: Duração +1, Penetrante +1; Feito: Preciso, Tiro preciso, Alcance ampliado 2]; PA: Criar objeto [escudo incandescente] 5 [PA: Escudo 5]; PA: Criar objeto [lâminas incandescentes] 6 [Dinâmico; Extra: Penetrante +2; PAD: Golpe 6]; PA: Super-movimento 1 [Queda lenta]}.

Pontos: 157
26 (habilidades) + 10 (salvamento) + 34 (combate) + 17 (perícias) + 27 (feitos) + 57 (poderes)

Pop Rank de Junho

Top 20 para nós!!!


No início de Julho foi postado o Pop Rank de Junho - que antes estava na Popdice e agora está na Paragons. Num formato um pouco diferente dos anteriores ele trás, mensalmente, um mapeamento dos principais blogs de Rpg conforme os acessos na rede. Neste mês tivemos uma grata surpresa.

A Confraria de Arton está integrando o Pop Rank ocupando a 19ª colocação. Subimos inimagináveis 707814 posições em apenas um mês. Isso é incrível. Houve destaques também para o pessoal da Adrenalina RPG e do Contos de RPG com ótimas suidas também. Com este desempenho ganhamos a Medalha de Ouro do Pop Rank.

É muito bom quando vemos nosso trabalho dando resultado. Quase todo o dia passamos pensando em algo novo, diferente e útil para postarmos. Este mês de Junho foi ótimo para a Confraria dando muito prazer em postar cada matéria e notícia. Criamos algumas coisas novas e tentamos melhorar algumas que já estavam em andamento.

Agradeço ao Julioz que faz parte da nossa equipe e de todos os nossos amigos e visitantes. Valeu gente!!!

Material de Apoio - Lâminas 7: Treinando e técnicas medievais com espadas



Treinando e técnicas
medievais com espada

Como em qualquer período histórico, espadas específicas e as pessoas que as usavam tiveram um impacto significativo na história. Esta era a especialidade de verdadeiros cavaleiros medievais. No século XV novas técnicas em combate pessoal emergiram por todo o mundo de uma forma que o mundo apenas viu novamente com o advento da internet.

Nos primeiros momentos de conflitos no ocidente, soldados (cavaleiros) desenvolveram perícia em combates um-a-um e armas com uso comparável aos samurais japoneses e suas perícias de artes marciais.

Inimigos que continuavam usando o método ‘cortar’ e ‘golpear’ em combate eram agora massacrados por cavaleiros medievais que tinham desenvolvido uma nova e sofisticada técnica.

Sobreviventes desses encontros com estes cavaleiros retornavam para casa com histórias horríveis de cavaleiros gigantes invencíveis que não podiam ser derrotados. A verdade era que estes cavaleiros eram agora tão especializados em combate contra múltiplos ‘adversários’ que combater contra apenas um ou dois era meramente um treino para eles. Parte do código de honra templário, incluído por eles, dizia para não lutarem contra menos de 3 por 1 ou mais. Então onde esses cavaleiros aprenderam estas novas perícias?

As novas técnicas e especializações em combate com espada eram tratadas como um grande segredo pelos cavaleiros medievais. Apenas uns poucos mestres germanos e italianos eram considerados possuidores do conhecimento e perícia para treinar cavaleiros. Estas revolucionárias técnicas que eram desenvolvidas serviam como uma grande vantagem adicional assegurando ao cavaleiro com habilidade boa condição de superar seus adversários em combate.

Para incrementar o sigilo, a maioria das instruções eram feitas de forma oral usando apenas um pequeno manual produzido como sumário com algumas notas para o cavaleiro revisar nos anos posteriores. O treinamento dos cavaleiros era sempre realizado em lugares secretos para manter escondidos os métodos e teorias com as quais eles treinavam, mantendo-se fora da vista de adversários.

Lutas com espadas na Idade Média eram bem diferentes dos finos bailados da esgrima como na Renascença e depois. Cavaleiros usavam pesadas armaduras que limitavam o alcance dos movimentos enquanto usavam espadas medievais pesadas. Para compensar seu curto alcance esses mestres germanos e italianos desenvolveram novas manobras e as combinaram ao puxão austríaco (ott), agarrão e desarme para superar o adversário.

O estilo de luta da Europa medieval era menos veloz do que os antigos movimentos dos espadachins (como na época romana, por exemplo). No meio das batalhas, com um vasto caos de um conflito de pessoas e armas, técnicas práticas são necessárias para manter a boa performance no uso da arma medieval e da armadura. Isso era especialmente importante quando seu oponente não havia adquirido este conceito.

Única para a Era Medieval, os novos treinamentos germano-italiano incluíam significativa quantidade de conjuntos de autodefesa para lutar sem armas fora de um grande conflito. As adagas eram o mais comum instrumento e suas técnicas defensivas, sendo tão avançadas que militares e entidades armadas as usam até os dias de hoje (um exemplo são as técnicas utilizadas com adagas pelos exércitos americano e britânico).

Como um cavaleiro pró-eficiente no usa da espada e outras armas, ele também desenvolvia grande senso de distância e tempo com o qual ele tirava vantagem de seus contemporâneos que não eram treinados. Cavaleiros também eram ensinados a mais do que efetivamente apenas cortar com a espada, mas em como cortar com extrema precisão e máxima de força.

Dois dos melhores mestres - Lichtenauer e Doebringer - desencorajavam fortemente o bloqueio defensivo contra outra espada porque eles não eram fortes em movimentos ofensivos e poderiam ser excessivamente passivos. Quando em combate contra seis ou oito oponentes de uma vez, ‘bloqueios defensivos’ de outras espadas não eram efetivos, pois simplesmente não haveria tempo para bloquear e responder.

A chave para luta contra múltiplos oponentes destaca em contar com o trabalho dos pés, escudo e armas secundárias para defesa enquanto contra-atacavam simultaneamente. A arte de ‘contra-atacar’ envolvia movimentos unidos, transformando-se em ambos – ofensivo e defensivo – ao mesmo tempo. Cada um dos ‘cortes’ ofensivos do cavaleiro serviam, também, como um movimento defensivo contra o ataque do oponente. Diziam: “a melhor defesa é um bom ataque”.

Desde que os cavaleiros iniciavam o treinamento armado, ainda na infância, eles criavam habilidades superiores únicas à outros soldados, principalmente podiam ser mais ágeis. Da mesma forma que apenas uma bailarina pode realizar certas composições únicas com os pés devido ao seu treinamento desde a infância, uma perícia de luta também era particularmente um reflexo do treinamento. Cavaleiros podem, também, identificar outros guerreiros treinados pelo detalhe de sua postura e movimentos que realizam quando também o conhecem na prática.

Quando reconhece a perícia de um cavaleiro em um combate pessoal, a distância, o tempo, a forma de cortar e suas técnicas, ele é facilmente compreendido concedendo enorme vantagem.

Perícias com a espada medieval não eram limitadas apenas à cavaleiros, nobres e pessoas influente. O servo ideal era incentivado a ter um conhecimento mais específico com espadas medievais e outras armas. Essas perícias eram ensinadas por muitos dias durante seu serviço como um ‘conhecimento comum’ que deveriam aprender, contudo não usariam uma espada longa, mas apenas uma curta. Fora da aristocracia medieval, era ilegal para todos usar uma espada. As classes comuns eram deixadas para defenderem-se apenas com utensílios agrícolas e de casa. Juntando ao seu grande número, as espadas eram usadas como uma forma de controle em última análise.

Nota: Texto original de Daniel Maragni e traduzido/adaptado por João Brasil.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Tormenta novo

Tormenta, um novo começo!

Como já dissemos mais de uma vez em artigos - ou mesmo nas entrevistas com o Guilherme e com o Leonel - Tormenta está prestes a mudar. Neste últimos dez anos o maior cenário do Brasil já passou por grandes transformações até chegar ao ponto de servir como referência nacional para RPGs e dando inúmeros frutos. Foram livros, romances e suplementos que criaram um ambiente palpável para os fãs. Além disso Tormenta foi utilizado em vários sistemas de regras diferentes.

Agora, com o lançamento de Contra Arsenal, encerra-se um ciclo. Mas também inicia-se um novo ciclo. Um novo momento onde Tormanta terá seu próprio sistema de regras. O que isto significa? Significa que o cenário de Tormenta terá seu livro de regras próprio.

O site da Jambô Editora informou nesta terça-feira de forma oficial esta decisão que já era amplamente comentada e discutida pelos fãs. Agora temos as primeiras pinceladas do que podemos esperar.

As primeiras informações são sobre as raças que estarão no Livro Básico de Tormenta. Segundo o site serão oito: marciais (anão, minotauro), conjuradoras (elfo, meio-gênio), ladinas (goblin, halfling) e versáteis faz-tudo (humano, lefou). As explicações são entendiveis, embora ainda não tenha parado para uma análise mais ampla (que farei nos próximos dias).

Desta forma percebemos que algumas raças foram retiradas (centauro, gnomos, elfos-do-mar, meio-elfos, meio-orcs, nagahs e sprites), mas deverão aparecer no "Manual das Raças" (ótima informação...um segundo livro já à caminho!)

Finalmente está saindo do papel!!! Agora só resta esperar!!!!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Miniaturas Sci-fi

Miniaturas Sci-fi, o início

Esta miniatura é a primeira da série Sci-fi. Nesta série irei disponibilizar miniaturas de papel ligadas à séries de ficção científica, animes e quadrinhos em geral. Devido a grande receptividade do pessoal que acompanha os posts sobre miniaturas no blog resolvi incrementar mais essa área com esse material. Já aviso que normalmente esta série terá uma dificuldade de montagem bem maior do que as estruturas para jogos com miniaturas. Mas mesmo assim é um bom e divertido entretenimento.

Escolhi começar por uma maquete da série Star War por razões óbvias. Espero que aproveitem pois existe muito material sobre a série, como de muitas outras.

TIE INTERCEPTOR

O TIE/In starfighter (ou apenas TIE Interceptor) é um TIE da série starfighter usado pelo Império. Era facilmente identificável pelos painéis coletores de energia solar em forma longitudinal (diferentes da forma hexagonal dos painéis de seu predecessor, o TIE Fighter). O Interceptor foi um dos mais rápidos da série starfighter, rivalizando com o RZ-1 A-Wing Interceptor, da Aliança.


Como a maioria dos TIEs, o TIE Interceptor possuía muitas semelhanças com o TIE Fighter – cockpit, drive pods e o tipo de asa. Os painéis coletores no formato ‘adaga’ dão ao piloto uma melhor visibilidade para combates.

A versão original era armado com quatro canhões laser modelo L-S 9.3 em cada ponta de suas asas. Sua mira computadorizada oferecia uma grande possibilidade de acerto de seus adversários, mesmo durante as manobras de combate. Posteriormente esses canhões foram acrescidos de versões Blasters passando a ter seis canhões, como visto na Batalha de Endor.

Como complemente o TIE/In possui projetores de íon P-S 5.6 possibilitando uma grande variedade de manobras e tornando-o uma plataforma fora do comum em combates espaciais.

MAQUETE: Esta miniatura é a primeira da série Sci-fi. Escolhi o TIE/In por algumas características básicas. A principal é o seu cockpit arredondado, algo muito ímpar e difícil de ser montado em papel. Este modelo, embora com poucas peças, necessita de uma boa dose de paciência e calma para montagem. Outra peculiaridade desta maquete é que para sua visualização e impressão só é possível usando o Pepakura (apresentado e disponibilizado no post anterior).

Baixem AQUI e aproveitem.

domingo, 28 de junho de 2009

Miniaturas de Papel

PEPAKURA VIEWER

É uma ferramenta muito útil para quem curte miniaturas de papel. Como vou começar uma série de postagens de maquetes de papel que se utilizam deste programinha.

Como a maioria sabe os modelos de papel são disponibilizados em arquivo específicos (pdf principalmente, mas pode ser também em um arquivo Word), em arquivos de imagem (jpg e bmp, entre outras terminações de imagem) e para a plataforma pdo, para o a plataforma do Pepakura.

Eu descobri este programa em sites japoneses de modelismo com papel. Na Europa ele é muito difundido e facilita muito o trabalho dos modelistas, como vocês poderão averiguar se o instalarem.

O programa cria uma janela dividida em dois campos. No da esquerda pode-se verificar a maquete em um desenho tridimensional, podendo ser rotacionada para todos os lados. No lado direito vê-se o conjunto das peças da maquete separadas. Nem preciso dizer que isso é muito útil.

Baixem AQUI!

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

SÁBIA - Tessa


Nível de Poder: 8

FOR 12 (+1) DES 14 (+2) CON 12 (+1) INT 18 (+4) SAB 20 (+5) CAR 20 (+5)

Resistência +1, Fortitude +2, Reflexo +4, Vontade +10*/+6 [*contra efeitos mentais].

Ataque +6, +8 [corpo-a-corpo]; Dano +1; Defesa +13; Esquiva +9; Desprevinido +5, Iniciativa +2.

PERÍCIAS: Blefar +8, Computadores +12, Conhecimento [Tecnologia] +8, Conhecimento [Tática] +7, Conhecimento [Manha] +7, Conhecimento [Educação cívica] +7, Desarmar dispositivo +10, Diplomacia +10, Investigar +9, Notar +10, Obter informação +11.

FEITOS: Agarra preciso, Armação, Ataque defensivo, Atraente, Avaliação, Bem-informada, Equipamento 4, Foco em ataque 2 [corpo-a-corpo], Faz-tudo, Foco em esquiva 3, Memória eidética, Plano genial, Rolamento defensivo 2, Trabalho em equipe.

PODERES: Telepatia 3; Leitura mental 3; Rajada mental 2; Forma astral 2; Escudo mental 4; Compreender 3 [Idiomas 1 e máquinas 2]; Super-sentidos 1 [detecção gene mutante].

EQUIPAMENTO: Pistolas pesada [dano +4; Feito: Mira aprimorada, Tiro preciso]; Pistola leve [dano +3; Feito: Mira aprimorada. Tiro preciso].

Pontos: 146
36 (habilidades) + 6 (salvamentos) + 38 (combate) + 13 (perícias) + 15 (feitos) + 38 (poderes)

sábado, 27 de junho de 2009

Quadrinhos no Cinema

Fugitivos nas telonas!

Confesso que esta notícia me passou na época. Acho por que eu não conhecia tanto o grupo de heróis da Marvel as notícias me escaparam. Mas de qualquer forma, antes tarde do que nunca!!!

Os Fugitivos são formados por um grupo de adolescentes de Los Angeles, filhos de super-vilões que, ao descobrirem que seus pais estão metidos em um plano em escala mundial, resolvem fugir de casa juntos. Organizados eles tentam impedir as ações de seus pais. Nesse ambiente eles vão se descobrindo e ganhando experiência. Criados por Brian Vaughan e Adrian Alphona em 2002 já se transformaram num grande sucesso à editora americana (e por aqui também). Era o sangue novo que muitas achavam que estava faltando.

Com um lançamento previsto para 2012 ainda não há notícias sobre roteiro ou atores, apenas especulações. A única confirmação é que Vaughan será responsável pela adaptação. Segundo Kevin Feige, Fugitivos, juntamente com a adaptação do Dr. Estranho, são as grandes promessas para depois do lançamento de Vingadores.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Material de Apoio - Lâminas 6: A Compreensão da Destreza


A Compreensão da Destreza

Umas das primeiras coisas que me chamou a atenção quando comecei a jogar rpg era o porque da necessidade de ligar um ataque, ou o nível de um ataque, à destreza. Com o passar do tempo, e dos jogos, isso vai ficando claro, ou compreensível.

Muitos podem pensar que isso é uma preocupação exclusiva de rpgístas. Ledo engano. Muito tempo atrás já se pensava isso. Pouco conhecido nos dias de hoje, por muito tempo, durante a Idade Média principalmente e indo até o fim da Idade Moderna, manuais para a utilização da espada, e de todo o seu potencial, eram escritos e passados de mestres para alunos. Os mestres espanhóis, germânicos e italianos, principalmente, produziram uma série de impressionantes estudos sobre a utilização de espadas de diferentes tipos em combate e defesa.

Este material riquíssimo possui desde desenhos para posicionamento do corpo e explicações detalhadas da movimentação da espada até mapas para movimentação dos pés do esgrimista durante o combate (mas isso é assunto para uma outra postagem). Num destes manuais, com o título de “Compreensão da Destreza”, datado de 1681, Álvaro Guerra de la Vega discutia e explicava para seu pupilo a necessidade e importância da destreza para um bom manuseio da espada num texto de cerca de quarenta páginas.




Ele começava seu manual dizendo: “Se tudo é estudado por causa da necessidade, utilidade ou prazer que proporciona, a destreza em armas integra estas três razões: ela é necessária para o homem defender-se da tirania (...) assim destreza em armas era uma necessidade; montes de homens têm praticado e escrito regras sobre essa arte, isso provem essa utilidade; e um prazer é o discurso e a exibição de mestres nessas armas especialmente estes que mostram a destreza espanhola com sua espada.”

Mais adiante ele explica da necessidade e dificuldade de aprende-la: “É difícil para pessoas normais fazerem utilização desta destreza já que é necessário serem bem treinados e despenderem um longo tempo de prática para garantir aprendizado (...) Ela deve ser uma ciência novamente.”

Os mestres deveriam estar sempre dentro de duas categorias de ensino – a teórica e a prática. A teórica viria da visão da esgrima (ou qualquer outra luta com espadas) como uma ciência, onde o conhecimento e o reconhecimento da destreza seria crucial para o entendimento de seu manuseio na segunda categoria. A prática, segunda categoria, era a ação advinda do conhecimento científico da destreza e de todas as suas possibilidades. Só assim um mestre seria um verdadeiro Mestre e poderia passar o conhecimento adiante. Ele dizia: “Ela [a junção de conhecimento e prática] é necessária para distinguir entre bravados [originou posteriormente o termo bravata] e Mestres: bravados mostram seu conhecimento como uma mera exibição, e seu reconhecimento vem pelos aplausos das massas; no outro lado, Mestres ensinam esgrima e manobras, sendo os melhores, não apenas parecendo.”

Indo mais longe, discute sobre a possibilidade ou não de enquadrar a destreza como uma ciência. Num outro excerto do próprio Álvaro Guerra de la Vega ele diz que a destreza é sim uma ciência pois possibilitaria o trabalho com ângulos e círculos, movimentos retos e curvos. O conhecimento desses itens possibilitaria uma melhor visualização das fraquezas e potencialidades de um adversário, possíveis ângulos de ataque do adversário e brechas na defesa. Ele fazia uma analogia: “é uma ciência similar à estratégia militar: para conquistar uma fortificação nós devemos não atacar em uma linha direta e frontal em seu ponto mais forte, mas podemos dissimular, despistar para abrir sua defesa e confundir o inimigo”.

Ao final de seu manual ele apresenta as regras gerais para o manuseio da espada que nunca devem ser infringidas. Essas são algumas:

Cada postura que você domina deve ser um bom ‘atalho’ contra seu oponente.

Cada estocada realizada sem um ‘atalho’ é um falso ataque.

Cada postura deve ser um ‘atalho’.

O ângulo certo é aquele bom para evitar ataques.

O ângulo obtuso só é usado para parar a espada do inimigo.

Três planos de referência devem ser considerados.
Primeiro plano: da cabeça para o ombro.
Segundo plano: do ombro para a cintura.
Terceiro plano: da cintura para o pé.

O primeiro plano deve ser defendido com a guarda.

O segundo defendido com a força da espada.

O terceiro com a fraqueza, incluindo a espada do inimigo.

Guarda alta, ponto baixo.

Guarda baixa, ponto alto.

Quando atacando, seja muito cuidadoso, nunca mostre seu corpo para a espada de seu inimigo.

Nunca ataque se não tiver certeza do movimento perfeito.

Nunca fique sobre ambos os pés ao mesmo tempo. Um deles deve estar ‘pronto’, tocando levemente o solo.

Sua espada deverá estar sempre em movimento.

Treinar com os diferentes tipos de pessoas é o mais importante.



Mais adiante em seu texto ele analisa as posturas italiana e espanhola de forma à exemplificar como elas se enfrentam ou complementam.

Postura italiana
[adaptado do texto original]

É uma postura muito boa (com espada e punhal) para evitar 'atalhos'; se for feito corretamente, fornece um bom posicionamento para fintas.

O esgrimista que dominar esta postura poderá evitar cada finta de seu oponente, porque o único ponto fraco é o ombro esquerdo (ele é defendido pela adaga) e será muito arriscado para o inimigo passar nossa espada e punhal. A partir desta postura podemos perfurar com movimentos para a frente ou para trás (ao longo da linha do diâmetro).

A postura: A linha do diâmetro é de três pés de comprimento (da esquerda para o pé direito).

O pé direito está pronto para avançar ao empurrar (grande passo, a coxa direita paralela ao chão) ou a entrada pode ser feita sem dobrar o joelho (essa posição é chamada de ‘nervado’), para que possamos nos mover rapidamente longe dele depois de lançar o ataque.

A espada deve estar com o cabo ao lado da nossa coxa direita; o ponto em direção à cintura do nosso inimigo, em linha reta com os nossos calcanhares.

Da cintura aos pés, mostraremos o perfil e a parte superior do corpo ficará de frente para a frente do oponente.

Quanto menor a postura, melhor é.

A mão esquerda segura o punhal: o braço esquerdo em um ângulo reto com o lado e o peito, e o punhal em ângulo obtuso cobrindo o lado.

Assumindo isso, o inimigo não encontrará abertura nem entrará, porque ele não poderá nos alcançar com golpes e sua adaga será facilmente defendida com nossa espada. Se ele fizer fintas ou movimentos complicados, deixe-o fazer porque ele está fora de distância e se ele está fazendo isso significa que ele já foi esfaqueado.

A ideia é desfazer a espada de nosso oponente com nosso punhal e então ele não será capaz de assumir a postura correta novamente (ele estará fora de equilíbrio).


A especialidade espanhola
[adaptado do texto roiginal]

Vimos como é difícil lutar contra a postura italiana; o esgrimista que sabe passar a guarda saberá lutar de verdade porque é o mais utilizado nos desafios de rua.

Embora todos os esgrimistas saibam atacar com a postura italiana, poucos sabem como se defender e é isso que eu vou explicar (é uma tarefa difícil):

O ponto da nossa espada o mais baixo possível no ângulo agudo; Empunhe e arme em linha reta e de tal maneira que o cabo esteja na altura do olho direito, cobrindo o lado externo e oferecendo o interior.

O punhal, com o punho sobre o punho da espada, num ângulo reto e agindo como um broquel, mas sendo muito cuidadoso porque não deve tocar sua espada.

Da postura italiana a espada está a pelo menos três metros e meio de distância do corpo do oponente, então eu verifico que da postura espanhola com a espada movendo apenas quatro dedos e a mesma proporção do braço, seremos capazes de desviar seu ‘atalho’; e se ele não retrair o seu braço, podemos esfaqueá-lo dessa posição.

Vemos que o mestre espanhol tem uma boa defesa com movimentos de quatro dedos de comprimento, e o italiano precisa de três pés e meio para atingir o objetivo; é por isso que o espanhol hábil tem vantagem sobre o italiano hábil.

É isso que nos ensina a postura universal, além da médio proporcional .



A destreza, a chave para nossa diversão nos combates de RPG, não foi, por acaso, escolhida. Muito menos é uma descoberta recente. Muito antes de pensarmos em jogos, ela já estava sendo estudada, treinada e praticada.

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

CRISTAL – Alison Blair


Nível de Poder: 9

FOR 12 (+1) DES 16 (+3) CON 12 (+1) INT 14 (+2) SAB 12 (+1) CAR 18 (+4)

Resistência +6, Fortitude +3, Reflexo +7, Vontade +3.

Ataque +8, +10 [Feixe de luz]; Dano +1, +8 [Feixe de luz]; Defesa +10; Esquiva +5, Iniciativa +3.

PERÍCIAS: Acrobacia +7, Arte da fuga +4, Conhecimento [Entretenimento] +5, Ofício [Artes plásticas] +6, Performance [Canto] +10.

FEITOS: Alvo esquivo, Atraente, Interpor-se, Mira aprimorada.

PODERES: Repertório 7 [Extra: Amplo +1]: {Base: Absorção [Som] 7 [Dinâmico; Feito: Conversão de som me luz, Armazenamento de energia]; PA: Controle da luz 7 [Dinâmico; PA: Pasmar 7]; PA: Imunidade 5 [dano por luz – Dinâmico]; PA: Raio [Feixe de luz] 8 [Dinâmico; Feito: Acurado, Preciso, Tiro Preciso]}.

Pontos: 93
24 (habilidades) + 13 (salvamentos) + 20 (defesa) + 5 (perícias) + 4 (feitos) + 27 (poderes)

Cenários para Miniaturas

Casa de Pedra e Torre de Madeira

Mais uma miniatura básica para suas vilas, nobres combatentes.

Este modelo parece simples, mas possui alguns detalhes interessantes. Se pretarem atenção as laterais da casa de pedra possuem um detalhe que é o charme desta miniatura. Mesmo assim não é muito difícil de ser montada, requerendo apenas um pouco de calma. Além disso ele pode ser usado como casa ou como uma igreja rústica.

Não percam tempo, baixem AQUI!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Material de Apoio - Lâminas 5: Evolução da Fabricação de Espadas


Evolução da Fabricação de Espadas

Para todos aqueles que acham que ter uma espada, fosse em uma aventura de fantasia de rpg fosse na história real, era coisa corriqueira, pode esquecer. Produzir uma espada é uma das amostras do desenvolvimento do pensamento humano, e a evolução da metalurgia é um dos avanços mais importantes da humanidade, influenciando tanto a geopolítica quanto a produção e subsistência.

História
Como já vimos anteriormente a espada pode ser dividida, em última análise, em duas partes principais – lâmina e guarda. Quando falamos da história de sua produção vamos nos centralizar basicamente na evolução da fabricação das lâminas e principalmente no material usado para essa fabricação.

Historicamente a espada é vista como a evolução natural de uma adaga, mas ainda há muito controvérsia com relação à linha divisória que teria feito o homem criar uma ferramenta mais longa. Analiticamente há dois pontos centrais que as dividem. O primeiro deles é, claro, o comprimento com a lógica de que com um maior comprimento da lâmina, maior dano será causado pela lâmina. Arqueólogos e estudiosos de armas dizem que podemos considerar as adagas com no mínimo 45 cm (18 polegadas) de comprimento e as espadas com no mínimo 60 cm (24 polegadas) de comprimento. O segundo é a funcionalidade principal, visto que a lâmina tem a função perfurante, enquanto a espada tem a clara função de corte.

Por lógica as adagas aparecem primeiro, junto com a concepção tecnológica para produzi-las. Esse salto tecnológico foi um desenvolvimento das armas de pedra (lascada e polida) que tinham um limitante tanto possibilidades de trabalho, manuseio e resistência. Com o início do seu desenvolvimento temos adagas com lâminas menores. Conforme a técnica foi se aprimorando a lâmina das adagas foram sendo alongadas. Em algum ponto tivemos uma divisão onde lâminas foram alongadas a ponto de terem outra função principal e, a partir daí, coexistiram, mas com histórias próprias.

Esse ponto de ruptura ainda é um enigma, pois à cada descoberta, e a partir dos conceitos utilizados, vamos jogando a data mais e mais para trás. Atualmente o grande debate seria se a peças encontradas nas escavações Aslantepe (Turquia), e datadas entre 3000-3250 a.C., são ou não espadas. Caso sejam, serão as espadas mais antigas já encontradas. De qualquer forma já é uma interessante expectativa de tempo.

Nessa primeira e longínqua fase as espadas eram feita de cobre. Metal mais maleável e de certa forma abundante, ele já era usado em outros tipos de ferramentas, inclusive adagas. Podemos dizer que ele foi o ponto de partida natural, mas com um problema sério. O cobre é tão maleável que mesmo lâminas de adagas facilmente se deformavam, além de terem pouca resistência. Mesmo com esse problema não podemos desdenhar de sua importância pois as primeiras técnicas de alongamento das lâminas só foram possíveis por seu grau de maleabilidade, criando know-how para a metalurgia incipiente.


Muitos historiadores colocam justamente no tipo de metal um divisor para as primeiras espadas. Muitos reforçam que só podemos considerar espadas quando elas começam a ser produzidas em bronze, por volta de 1600-1700 a.C. nas regiões do Mar Negro e Mar Egeu.

O bronze é uma liga (materiais com propriedades metálicas composto por dois ou mais elementos) composta por cobre (maior parte) e estanho. Não podemos esquecer que é um momento histórico de efervescência tecnológica e a experimentação foi a base para muitos dos desenvolvimentos da metalurgia. Não sabemos ao certo qual o ponto em que foram levados à testar o bronze como metal para espadas, mas sabemos que essa liga já era muito utilizada em um sem número de outros utensílios e equipamentos. Conforme o local do mundo e o grau tecnológico da sociedade tínhamos ligas com mais estanho (cerca de 20% de estanho gerando cobre mais duro, como na região da hoje atual China) ou com menos estanho (cerca de 10% de estanho gerando cobre mais maleável, entre o Mar Negro e o Mediterrâneo).

Essas ‘primeiras’ espadas tinham comprimento entre 50 a 88 cm (20 a 35 polegadas) e com lâminas no formato de folhas. Podemos dizer que tamanho e formato estão intimamente ligados. Conforme a lâmina alongou, ela teve que adaptar um formato que lhe concedesse menor possibilidade de flexão. O resultado mostrou-se muito satisfatório não sendo alterado até os séculos 12 a 13 a.C., quando tivemos a ascensão do ferro.


A fundição do ferro requereu um novo salto tecnológico. Sendo encontrado com certa facilidade, ele exigia altíssimas temperaturas, temperaturas essas só possíveis com o desenvolvimento de proto-fornalhas e do uso do carvão. Por que o uso do carvão é tão importante? Não se poderia conseguir a temperatura com lenha apenas? Não. O minério de carvão é composto por ferro, oxigênio e impurezas. Quando o carvão é usado em altíssima temperatura, ele produz um agente redutor sob a forma de carbono e monóxido de carbono que se ligam ao oxigênio, deixando o ferro puro e produzindo, como efeito, dióxido de carbono, ao mesmo tempo que introduzia pequenos traços de carbono no ferro fundido. Aula de química à parte, este é um salto tecnológico que só é possível com um longo e lento desenvolvimento da metalurgia.

O ferro era fundido, formando uma massa porosa (chamada Bloom ou ferro-gusa). Ele era então martelado em ciclos de aquecimento e resfriamento até atingir a consistência desejada. Podemos dizer que o longo período de uso do bronze foi devido, principalmente ao aprimoramento dessa técnica ao longo de muita experimentação.

Com o aprimoramento da técnica de manuseio do ferro e a percepção de suas propriedades nos equipamentos criados, possibilitou espadas mais longas. Mas esse processo de alongamento das lâminas de ferro levou certo tempo. Por um longo período histórico as lâminas mantiveram o mesmo formato de folha e o mesmo comprimento. O alongamento começou como necessidades utilitárias já no meio do império romano, como forma de adaptação à introdução dos cavalos aos exércitos.

Justamente o próximo passo da evolução tecnológica da metalurgia de espadas veio com a compreensão de que adicionar carbono ao ferro produzia uma liga ainda mais resistente e leve – o aço. Mas a dificuldade de controle fino do quanto e como adicionar carbono gerou um período com enorme variação de qualidade das espadas, mas mesmo assim, todas elas muito superiores às suas antecessoras.

Novamente tivemos um longo período de experimentação devido à incapacidade de compreensão real do processo. A produção do aço, diferente do ferro por endurecimento pelo trabalho (ciclos repetitivos de uso do martelo com aquecimento e resfriamento), consistia no endurecimento por resfriamento rápido (técnica que reduz a formação de cristalização dentro da lâmina, enquanto aumenta a integridade estrutural do metal). Essa especificidade era ignorada, produzindo assim aços de diferentes qualidades e fazendo que o seu uso fosse melhor compreendido e utilizado apenas da Idade Média.
  

O Trabalhador
Algumas confusões, e até mesmo erros conceituais, acontecem quando nos referimos às pessoas que trabalham com metais num ambiente real ou de fantasia. Vamos fazer alguns esclarecimentos então.

O cuteleiro é a pessoa que trabalha com cutelaria (a arte de produzir ferramentas cortantes e armas brancas em geral). Já o ferreiro é o artesão que trabalha com forjaria (a arte de produzir utensílios de ferro). O ferrador é o artesão que trabalha com ferraria (arte de produzir e aplicar ferraduras). Então não espere encontrar um ferreiro produzindo espadas de ferro nem um cuteleiro que só produz cutelos. Nem tentem pedir a um ferreiro para colocar as sapatilhas metálicas em suas montarias. O cuteleiro era um profissional extremamente especializado e habilidoso. Seus trabalhos eram reconhecidos e lhe trazia sempre bons frutos e status. Sua figura, como a dos outros dois artesãos, estava associada à ferramentas tais como a forja, a bigorna, o martelo, a tenaz e o cinzel. Com elas ele poderia ingressar na vida da nobreza mesmo sem perder seu status de plebeu.