sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dicas do Mestre: O exagero dos itens mágicos em suas sessões



O efeito árvore de natal ou
como regular o uso de itens mágicos
 

Alguns problemas surgem nas mesas de RPG como simples efeitos de algumas regras ou dinâmicas, sem maldade alguma. Um desses casos está ligado aos itens mágicos.

Uma das coisas que mais agrada um personagem é achar um item que lhe confere alguma vantagem. Um cinto que aumenta seu poder, um anel que lhe concede mais vitalidade ou uma espada que causa mais dano em seus adversários.

Na maior parte dos livros ou filmes de fantasia esses itens conferem habilidades e poderes impressionantes para seus portadores. Muitas aventuras e campanhas surgiram com os itens como seu foco principal. Grupos entraram e pereceram em castelos e masmorras apenas para conseguir um item mágico poderoso.

Todos os sistemas de RPG que tem como cenário ambientes de fantasia (mas não só eles, é claro) tem itens mágicos em suas regras. As listas são enormes e os efeitos mais variados ainda.

É lógico que um personagem iniciante, prestes a morrer na segunda espadada que receber, adorará um item que melhore suas chances de sobreviver. Assim começa uma campanha paralela à criada pelo mestre – a caçada desenfreada por artefatos mágicos.

Em muitos casos os mestres se obrigam a usar os artefatos mágicos para justificar ou direcionar suas campanhas. E correm o risco de não os usando que o grupo acabe tangenciando a aventura em si.

Esse efeito acaba causando efeitos bizarros.

O primeiro deles é o efeito ‘árvore de natal’. Depois de algumas seções o grupo parece um bando de catadores com pilhas de artefatos dentro das mochilas, nos bolsos e nas cuecas. Os efeitos vão se acumulando ou se anulando de tal forma que quase nunca sabemos onde um efeito começa e outro termina.

O segundo é no momento de combate. Para o mestre é um inferno. À cada rodada de um combate os participantes trocam de anéis, armas, elmos, capas, cintos e tudo o mais, conforme o efeito que desejam. Eu me perdia em muitos momentos em que mestrava por causa disso, além do tempo que perdemos enquanto eles decidiam o que fazer.

E o terceiro e mais incômodo, e que já mencionei anteriormente, é o tangenciamento da aventura em si. Claro que o mestre tem obrigação de passar por cima de um problema desses, mas muitas vezes as aventuras acabam só sendo interessantes para o grupo com enredos que giram em torno de artefatos e experiência. Não uma nem duas, mas muitas vezes bons enredos acabavam ficando em segundo plano para um corrida desenfreada pelo próximo item mágico.

O principal e pior resultado disso é que o RPG em si acaba perdendo seu sentido. Aquela noção de dificuldade, ganho de experiência e o gostinho da vitória se perdem por completo. A necessidade de não morrer nunca, de vencer sempre, de ser indestrutível acaba por nublar o verdadeiro prazer de experimentar a realidade ou momentos reais que apenas o RPG proporciona.

Para quem não leu ainda uma boa noção sobre o que estou falando é o artigo do Leonel Caldela na Dragon Slayer 39, a última lançada, em que ele discute em “Falha Crítica: como lidar com o fracasso dos heróis” do aprendizado e do prazer que se pode tirar das falhas e fracassos em uma seção ou campanha de RPG, mesmo que resultando em morte do personagem.

O perigo que espreita nosso personagem, a dificuldade que pode colocar por terra semanas de campanha, o deslize que pode fazer nosso jogo voltar a estaca zero são o tempero ideal para que o prazer de uma bela seção de RPG seja inesquecível.

Como solucionar isso?

A resposta é a mesma de sempre – bom senso do mestre e um pouco de rédea curta para os novatos. Não estou promovendo a ditadura dos mestres, mas apenas um pouco de direcionamento educativo, pode-se dizer. Como tudo o que é novo, além dos efeitos dos videogames que ajudaram muito nisso, temos que mostrar à que o RPG veio e como tirar o maior proveito dele. Alguns sistemas, como Tormenta RPG, já se deram conta disso e tomaram algumas medidas simples quanto à isso, mas nada impede que os mestres (e os jogadores mais experientes) ajudem neste entendimento aos novatos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Games na Confraria: trailer de Cyberpunk 2077 promete jogo arrasador



Games na Confraria
Trailer de Cyberpunk 2077


Para quem curte a cultura cyberpunk tem uma ótima notícia. O novo game do estúdio CD Projekt Red (o mesmo que criou o game The Witcher) trará para os aficcionados “Cyberpunk 2077”. Com o primeiro trailer – de ótima qualidade - lançado hoje, alguns detalhes também foram apresentados.

Segundo as informações um grupo chamado Psycho Squad está sempre em busca de pessoas denominadas ‘psychos’. São pessoas que introduziram partes cibernéticas em seus corpos deixando-os em níveis sobre-humanos. Mas esta prática leva ao exagero como se fosse um vício e algumas pessoas não conseguem parar de ir modificando parte à parte seus corpos. Algumas vezes a parte inorgânica acaba se rebelando e tomando conta do corpo. Com isso essas pessoas passam a se chamar ‘meatbags’.

O Psycho Squad, também chamados de MAX-TAC – Maximum Force Tactical Division - tem a função de parar esses meatbags à todo o custo. Tudo isso envolto em um mundo sombrio ao melhor estilo Blade Runner ou ExMachinna.

O trailer surpreende pela qualidade e pela ambientação. Segundo a imagem final do vídeo, teremos novidades dia 5 de fevereiro. A imagem no topo da postagem é mais um presente para vocês - clique nela e veja que belo wallpaper do jogo!

Anime + Música: mais um do One Piece



Anime + Música com One Piece


Depois de um tempinho sem postar volto com os AMVs unido animes e música. A escolha da vez é um ótimo clipe com cenas de One Piece ao som de Rise Against, com a música “Help is on the way”. Curta aí!!

Preview da nova coleção de Magic - Portões Violados



Preview de Portões Violados III

Mais um preview da nova coleção de Magic – Portões Violados – com cinco novas cartas!






The Last Zombie é um ótimo quadrinho sobre zumbis



The last Zombie é quadrinho de qualidade


Vocês curtem zumbis certo? Atualmente são os monstros mais adorados da mídia. Todos estão curtindo. São contos, inclusive aqui na Confraria de Arton, filmes, seriados, quadrinhos... Em todo o lugar existem mais e mais zumbis. Então não poderia de deixar de sugerir para vocês esta série de quadrinhos em 5 edições. Com argumento de Brian Kanne e arte de Joe Wight “The Last Zombie” mostra um mundo que tenta descobrir uma saída para um apocalipse zumbi sobre outra perspectiva. Em uma estrutura protegida abaixo das montanhas cientistas e militares tentam achar a saída para o mundo. São cinco edições com um traço muito bem feito e monocromático em tons de azul. Vale cada página!!! Procure pela rede tanto por “The Last Zombie” quanto por “O Último Zumbi”. Não será difícil de encontrar e baixar. Ele não foi lançado no Brasil.