quarta-feira, 20 de abril de 2016

Imagens para Inspirar - Personagens negros

Imagens para Inspirar
Personagens negros

Desde que eu comecei a praticar o RPG em um sem número de sistemas que uma coisa ficou clara – o RPG era, e é, infelizmente, um reflexo de conceitos da sociedade que vivemos, como qualquer produção cultural. Isso não é uma novidade. E uma das coisas que vamos percebendo, cedo ou tarde, é que a inserção do personagem negro é extremamente limitada, para não dizer raríssima. Seja em livros com regras de sistemas, ou livros de cenários ou mesmo obras literárias dentro do contexto do RPG, o elemento negro esta ainda mais rarefeito do que o elemento feminino (da qual temos outra característica infeliz – a erotização).

As caracterizações e exemplificações de personagens, sejam em capas, gravuras ou descrições usam quase que exclusivamente o mesmo estereótipo, relegando o negro à um segundo plano, quando mesmo o cita ou o demonstra. Já passei pelo constrangimento de muitas vezes, em minhas mesas, principalmente de novatos, não ter quase nenhuma imagem para exemplificar um tipo de personagem ou gravuras com situações onde o negro fosse o foco central, quando um jogador, também negro, desejava um exemplo de como “ele” seria em jogo.

Por isso decidi, depois de conversar com alguns amigos e amigas inseridos neste debate, fazer essa postagem como imagens apenas de personagens negros. Confesso que foi como procurar agulha em um palheiro. A dificuldade foi enorme em descobrir imagens representativas para as classes clássicas do RPG.


Esta postagem não procura trazer uma resposta, mas levantar um debate ou pelo menos um momento para pensarmos. Espero que gostem e que todos que puderem me retornem com um feedback. 























sexta-feira, 15 de abril de 2016

Mais grids apagáveis


Mais grids apagáveis

Mais uma interessante idéia para grids em nossas mesas de RPG. Agora é a vez de apresentar a Automatic Tales. Este projeto da Impundent Mortal, e criação de Ralph Clark, entrou em financiamento coletivo em 2013 sendo plenamente aprovado em um grande sucesso e é fácil de percebermos o porquê.


O conjunto é formado por painéis 8,5’’ x 8,5’’ (7x7) e 4,5’’ x 4,5’’ (3x3) transparentes, plástico e encaixáveis. O grande diferencial deste material é que os grids não estão desenhados e nos são apresentados de forma apenas aprente. Os painéis são levemente perfurados nos pontos de cruzamento das retas. Isso trás dois benefícios. Esta estrutura trás dois benefícios.





O primeiro deles é que conseguimos ver qualquer desenho ou mapa que coloquemos embaixo. O segundo é que sem o desenho “quadradinhos” temos menos poluição visual do ambiente de jogo, ficando mais bonito, realmente muito mais limpo para os olhos. Em relação ao material de fabricação ele é muito fácil de ser lavado/apagado, além de ser muito resistente podendo ser transportado sem muito perigo. Ele se mostrou muito bom tanto para RPG quanto para boardgmes que requeiram interação com o mapa.

Grids para usar e apagar e usar e apagar e usar de novo!


Grids para usar e apagar e usar e
apagar e usar de novo...

Uma das coisas mais imersivas no RPG, além da própria narração, é o uso de grids na hora dos combates e de vasculhar alguma estrutura. Pensando nisso Brian Davidson, da Longtoothn Games, desenvolveu o Battlegraph Dry Erase Boards, ou simplesmente Battle Boards, um dos tantos tipos existentes hoje em dia.


Eles são, de forma simples, painéis de diferentes tamanhos, já com grids e de material plástico que podem ser unidos em várias formas onde o mestre pode desenhar a estrutura/terreno/dungeon para que seu grupo de jogadores percorra. Após o uso ele é simplesmente apagado para novo uso quando necessário.

Está não é uma notícia nova, com toda a certeza. O lançamento deste material é de meados de 2009 e já conquistou uma legião de fãs, mas é sempre bom apresentar este tipo de material, essencial para qualquer grupo de RPG, de vez em quando. A própria ideia não foi uma inovação já que ele é considerado o sucessor do Tact-Tiles. Mas ele é o mais bem sucedido.

Dry Erase Dungeon Tiles - uma variação

A ideia de um material que pode ser reutilizado é o mais interessante, pois é uma economia e tanto. Já a possibilidade de desenhar/rabiscar como desejarmos cria muito mais possibilidade de detalharmos nosso mapa sem termos que gastar um horror de tinta de impressora. Alguns podem reclamar que não temos realismo ou fidelidade com imagens rabiscadas ... ora, para isso que serve a narração!

Eles são vendidos em dois tamanhos (10 x 10 ou 5 x 5). Seus encaixes dão firmeza para manter a estrutura montada e podem ser configuradas, de forma segura, em muitos formatos. Se você tem interesse eles podem ser facilmente adquiridos em pacotes com 5 de 10’’ e 16 de 5’’. Confira AQUI um desses materiais!

O Brasil tem a sua versão nacional - a Plano de Mestre (indicação do Thiago Rosa). Esta versão nacional é mais simples e quadrada, mas pode facilmente ser utilizada quase da mesma forma que a versão importada. Veja uma resenha AQUI!



quarta-feira, 13 de abril de 2016

Mais uma mesa para seus boardgames e RPGs

Mais uma mesa para seus
boardgames e RPGs

O jogador de RPG holandês Robin‘t Hoen colocou suas habilidades de marceneiro para funcionar e criou uma mesa interessante para suas sessões de RPG e boargame. Muito simples, o móvel é baixo para que as pessoas possam se colocar ao seu redor, sentadas no chão em confortáveis sofás. Ela possui um tabuleiro amplo já com grid e espaço aveludado para rolagem de dados. Achei muito interessante!




Coisas para achar em... esqueletos em uma dungeon!

Coisas para achar em...
esqueletos em uma dungeon!


De volta à série “Coisas para achar...” vamos ver o que poderíamos achar quando, entrando em uma dungeon, nos deparamos com esqueletos de descuidados aventureiros. Aqui temos vinte idéias de bugigangas e coisas usuais para que as suas sessões fujam das mesmice e tenham um pouco de tempero e humor...

... e não, não serão pedras preciosas e ouro!!!

1. Os ossos de um orc estão sentado ao lado de um pequeno saco cheio com bolinhas de vidro. Fragmentos de vidro podem ser encontrado em sua boca.

2. Pilhas de ossos humanos se encontram em cima de uma fogueira antiga. Um dos crânios ainda contém algumas brasas.

3. Um esqueleto sem cabeça encontra-se contra a parede, ainda segurando um livro parcialmente queimado. As páginas contêm rabiscos irreconhecíveis.

4. Vários frascos de poção se encontram perto de um esqueleto amarelado. Cada um deles contém um osso de um dedo, mas o próprio esqueleto não tem dedos faltando.

5. Junto a este esqueleto há um livro de receitas aberto a uma receita de mingau de carne bovina.

6. Cada um dos três punhais quebrados perto deste esqueleto envelhecido tem um pedaço de quartzo pintado em forma de cruz na empunhadura.

7. Ao lado da palma aberta deste esqueleto há um olho falso belissimamente trabalhado. A íris do olho tem alterações de cor de dez em dez minutos.

8. Este esqueleto ainda usa um casaco de couro. Em um dos bolsos há o corpo de uma salamandra petrificada, enrolado em uma bola.

9. Várias peças de ataduras estão espalhadas perto este esqueleto. Um bisturi ainda está em uma de suas mãos.

10. Vários fragmentos de ametista e prata estão depositados no interior da caixa torácica deste esqueleto. Personagens mais perceptivos percebem que elas possuem o formato de penas.

11. Mais de uma dúzia de agulhas e um carretel de linha preto estão aninhados em uma bolsa junto a este pequeno esqueleto. A linha é suave ao toque e tem um leve cheiro de grama.

12. Uma faca talhada está presa próxima do esqueleto.

13. Há uma espada cravada no chão próximo a este esqueleto. A lâmina está oxidada e rachada, mas as runas nela ainda emitem um brilho fraco de tempos em tempos.

14. Próximo deste esqueleto há uma intacta cerâmica ornamentada com borboletas com asas verdes e azuis.

15. Duas peças de um anel dourado encontram-se aos pés deste esqueleto imenso. As palavras que um foram gravadas dentro do anel foram raspada.

16. O que parece ser os ossos do indicador e do dedo médio deste esqueleto são uma bem-feita prótese de madeira, ainda presos com o resto de seu punho.

17. Este esqueleto descansa ao lado do arco de um violino estranho. Várias notas de um música estão gravados nas costas do arco.

18. Um tinteiro vazio, uma pena para escrever e pedaços de papel apodrecido estão perto deste esqueleto. A pena vem de um corvo comum.

19. Uma máscara de couro com um amplo sorriso que quase alcança os ouvidos do sujeito que a usa está caída próximo deste esqueleto, o qual está faltando seu maxilar inferior.

20. Um pacote próximo deste esqueleto está preenchido com bolas de borracha mofadas.

DICA

Qual a melhor forma de usar essa lista? Não existe uma forma correta ou errada. Estas listas, criadas originalmente pela galera do site americano Raging Swass Press, e traduzida/adaptada por mim, Server para dar idéias rápidas e aleatórias para os mestres usarem durante a condução de sua sessão. Ao mesmo tempo, elas podem ser usadas dentro de um contexto pré-determinado pelo mestre apenas se valendo de sua alegoria. Você, mestre, decide!

[Fonte: artigo escrito e postado no blog Raging Swass Press]

Cinema na Confraria: primeiro teaser de Doutor Estranho


Cinema na Confraria
Primeiro teaser de Doutor estranho

E saiu, finalmente, o primeiro teaser para Doutor Estranho!  O primeiro filme sobre o mestre do ocultismo da Marvel ganhou seu primeiro teaser e é muito mais do que eu imaginava. O grande receio era como seria retratada toda a psicodelia na qual as histórias de Strange estão inseridas. O teaser mostra que será mais psicodélico e surreal do que imaginávamos. Está, aparentemente, magistral. A estréia está amrcada para 4 de novembro e conta com Benedict Cumberbatch (“Sherlock”) como o protagonista Stephen Strange/Doutor Estranho, além de Tilda Swinton (“As crônicas de Nárnia”), Chiwetel Ejiofor (“12 anos de escravidão”), Mads Mikkelsen (do seriado “Hannibal”), Rachel McAdams (“Spotlight”) entre outros. A direção é de Scott Derrickson (“A Entidade”).

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Seriados na Confraria: novo trailer para sexta temporada de The Game of Thrones


Seriados na Confraria
Novo trailer da sexta temporada
de The Game of Thrones

Foi lançado agora a pouco o novo trailer da sexta temporada de The Game of Thrones e confesso que está sensacional. Impossível não se arrepiar com cada cena mostrada ao som cadenciado da trilha sonoro precedendo o clímax inevitável. A estréia será em 24 de abril próximo!

Checklist Marvel - Abril de 2016


Estamos trazendo mais um checklist da Marvel. Mas antes vamos esclarecer umas coisas para sanar qualquer confusão - a questão dos meses referentes à lançamentos e as reais chegadas às bancas. Como funciona no Brasil, pela editora Panini? Todas as edições, mensais ou não, têm impresso na capa uma data de referência para seu lançamento. Então, quando dizemos que um lançamento é de janeiro de 2016, por exemplo, em sua capa constará esta data. Mas isso não significa que esta data a qual a revista chega à banca para venda. Normalmente as revistas da Marvel chegam à banca na virada do mês, ou seja, a edição dita de janeiro chegará à banca na virada para fevereiro. Isso sempre causou muita confusão.

Quando iniciamos, à mais de um ano, esta seção, decidimos realizar os checklists tendo como referencial a chegada à banca, que no final das contas é o que realmente interessa. Isto correu relativamente bem até o final de 2015. Mas com alguns atrasos que a Panini sofre no início deste ano a relação data/lançamento virou uma zona. Com isso resolvemos mudar nossa forma de apresentar os checklists para minimizar a confusão, principalmente com a proximidade de acontecimentos tão importantes quanto o arco que culminará com o Secret Wars e a mudança de todo o universo Marvel. Faremos o lançamento dos checklists conforme o indicado nas capas, como a grande maioria de sites e blogs o faz. Para não causar nenhum problema ou perda para os fãs da Marvel que nos acompanham lançaremos hoje o checklist das edições de março e abril – as março que ainda estão nas bancas e as de abril que deverão chegar às bancas daqui algumas semanas. Quanto as capas das edições americanas manteremos normalmente na mesma ordem.

Espero que compreendam. Estamos abertos para qualquer comentário ou sugestão!

Falando agora das edições março/abril temos muitas coisas interessantes para indicar. Temos o início de uma saga cósmica unindo Guardiões da Galáxia e X-Men – o Vortex Negro – que promete muitas emoções para a relação Starlord e Lince Negra. Ainda em março temos a edição Demolidor #10, com o encadernado ainda as edições com roteiro de Mark Waid. As edições de março ainda nos reservam duas edições de Novíssimos Vingadores. Já nas edições de abril o destaque é a terceira edição da segunda leva de encadernados do Cavaleiro da Lua e dois encadernados da Coleção Histórica Marvel com duas edições de Supervilões Unidos.

Aproveitem!

Cinema na Confraria: novo trailer de Esquadrão Suicida com Batman


Cinema na Confraria
Novo trailer de Esquadrão Suicida com Batman

Em noite de trailer impressionantes o novo do Esquadrão Suicida não ficou atrás. Com muitas cenas inéditas e participação de Batman, o trailer mostra que não faltará ação e boa trilha sonora no filme. Com estréia marcada para 4 de agosto o filme conta em seu elenco com Will Smith (“Eu Robô”), Jared Leto (“Clube de Compra Dallas”), Margott Robbie (“O Lobo de Wall Street”), Cara Delevingne (“Cidades de Papel”), Joel Kinnaman (“Protegendo o Inimigo”), Jai Courtney (“Divergente”0, Viola Davis (“Histórias Cruzadas”), Adewale Akinnuoye-Agbaje (“Thor: o mundo sombrio”), Adan Beach (“Códigos de Guerra”), Karen Fukuhara e Jay Hernandez (“Quarentena”). A direção é de David Ayer (“Corações de Ferro”).

domingo, 10 de abril de 2016

Cinema na Confraria: novo trailer de Criaturas Fantásticas e onde habitam


Cinema na Confraria
Novo trailer de Criaturas Fantásticas e onde habitam


Um novo e maravilhoso trailer foi lançado para “Criaturas Fantásticas e onde habitam”, o segundo já. Ainda mais impressionante que o primeiro, o trailer dá uma melhore apresentado no ambiente que encontraremos na Nova Iorque do início do século XX e sua relação com a magia apresentada no incrível universo criado por J. K. Howling. A estréia do filme está marcada para 17 de novembro e está sendo dirigido por David Yates, já acostumado com o universo de Harry Potter. No elenco temos Eddie Redmayne (“A Teoria de Tudo”), Katherine Waterson (“Steve Jobs”), Dan Fogler (“Escola de Espiões”), Alison Sudol (“Um Homem de Sorte”), Colin Farrel (“Por um fio”), Ezra Miller (“As Vantagens de ser invisível”), Ron Perlman (“Hellboy”), Samantha Morton (“John Carter: ente dois mundos”), entre outros.

Seja uma bruxa e crie sua seita no boargame 1692


Seja uma bruxa e crie sua
seita no boardgame 1692

"Em 1692, no vilarejo de Salem, colônia de Massachusetts Bay, vinte pessoas, na maioria mulheres, foram acusadas de bruxaria e condenadas a morte. Dentre elas estava Gwenfair, a rainha das bruxas que dominava a região. Com seu fim, deu-se início a uma disputa entre seus súditos pela sua sucessão."

Estamos em um ano cheio de novos projetos nacionais iniciando via financiamento coletivo. E “1692” é mais um deles. Com início do financiamento programado para os próximos dias este é um boardgame muito promissor.


Segundo o próprio criador, Humberto Fukuda, 1692 é um jogo (analógico) de estratégia (no estilo eurogame) em que os jogadores fazem o papel de um bruxos(as) na disputa pela liderança na comunidade mística. Nele os jogadores deverão atrair seguidores para sua seita e enviá-los em missões para coletar gemas, procurar objetos mágicos e dominar territórios sem deixar de protegê-los das mágicas de seus inimigos. A cada passo, novas folhas serão adicionadas ao seu livro de magia. Quem sabe até um gato preto poderá te ajudar nesta jornada...


O que mais me chamou a atenção neste boardgame foi a beleza e estilo dos acessórios. Ele é composto de uma série de elementos – gemas, seguidores de seita, estatuetas, cristais, dados, discos de pontuação de vida, mini cards, marcadores de feitiço e muito mais – todos tratados com muito cuidado e primoroso acabamento. Os marcadores de jogador, por exemplo, são metálicos enquanto os marcadores de vida são extremamente estilosos. Este é o tipo de detalhe que faz toda a diferença em um jogo que desejar cativar fãs.

Eu recomendo que dêem uma atenção com cuidado tão logo 1692 abra seu financiamento para não perder a oportunidade de adquirir o seu. Sei que as informações ainda não são adequadamente aprofundadas, mas tão logo o financiamento comece postaremos mais informações e imagens.



sexta-feira, 8 de abril de 2016

Cathulhu: os deuses antigos são... gatos


Cathulhu: os deuses antigos são... gatos!

É impressionante como conhecemos pouco do que é produzido em RPG quando saímos do eixo americano e para longe dos sistemas e cenários que monopolizam o mercado. Da Alemanha foi lançado em 2002 algo inusitado e sensacional “Katzulhu” (posteriormente adaptado para o inglês como Cathulhu e lançado pela Sixtystone Press e traduzido em italiano como Il Richiamo di Gatthulhu). A versão que tive acesso foi a italiana, tradução de Giocco de Ruolo, pela Alephtar Games. Não é novidade para nós todo o imaginário criado por Lovecraft centrado em Cthulhu. Este mesmo cenário e personagem já deu origem à vários RPGs, alguns inclusive já lançados no Brasil, mas nenhum como esta versão italiana. O próprio autor, na página oficial do jogo diz: “Mas ninguém nunca teria pensado de um jogo baseado em Cthulhu com personagens gatos ... mas alguém fez!


Em poucas palavras o livro cria um cenário onde assumimos os papéis de gatos dentro de um cenário tipicamente de Cthulhu. O jogo é baseado em 2d6 (ou dGatti, como os italianos chamam os dados comercializados especialmente para o jogo). As jogadas de dados avaliam as ações que o personagem tem/deve realizar contra uma definição prévia de dificuldade (fácil, médio e difícil) com sucessos a partir do valor 4, para tarefas fáceis. Além disso, o jogo possui algumas regras básicas sensacionais para a interpretação do ‘gato’, criando interação física entre o RPG e o jogador. Um exemplo é a ‘Regola dell’Uno’ que obriga o jogador a manter um lápis na boca quando o gato que interpreta carrega um objeto consigo.


Os personagens são gatos no sentido mais simples e claro do termo. E justamente nisso está a graça do jogo. Os autores dizem que para que isso seja bem feito é óbvio que temos que pensar como um gato! - “Os jogadores não podem saber como funciona uma porta ou um computador, eles não vêem a diferença entre um pano ou um quadro de Picasso e, acima de tudo, eles não entendem a linguagem humana. Mas eles sabem que os seres humanos são uma grande ajuda para fazer aquilo que eles não conseguem fazer, como abrir uma porta.”

Outra coisa interessante é que não há valores para determinar suas características, e o real peso para a performance estará na sua descrição de como você é como um gato, mais ágil ou mais forte, menos pelo ou com cauda fina. As características é que determinarão suas vantagens e desvantagens durante a ação no cenário. Mas você pode imaginar que tudo fica muito igual, quase que nivelado. Não. A diferenciação está no “papel” do seu gato (algo como uma classe de personagem nos sistemas usuais de RPG) e no tipo de gato. Os papéis são lutador (mais fortes), acrobata (ágil), salottiero (não soube como traduzir exatamente, mas é aquele que tem uma melhor relação com os seres humanos), bípede (conseguem fazer algumas coisas sobre duas patas, como dar a descarga) e os tigres sonhadores (gatos que vêem ‘o além’, muitas vezes servindo como guias espirituais, mas são muito preguiçosos, pois esse contato vem enquanto sonham). Já os tipos são gato de rua, gato de casa e gato de exposição. Agora imaginem as combinações possíveis!


Mas como isso se junto com o imaginário de Cthulhu. Segundo os próprios autores há simplesmente o transporte dos mitos de Cthulhu para o nível animal. Imaginem o deus gato Gatthulhu que odeia os humanos e que pretende destruí-los em prol da supremacia felina sobre a Terra. Como estamos falando em mundo animal temos sim outros deuses ligados à outros animais como cães, sapos e insetos. Os autores fazem a ressalva de que estas novas deidades são bem trabalhadas, mas não são diretamente comparáveis aos clássicos lovecrafitianos.

O jogo pode desagradar aqueles mais ortodoxos ou puristas, mas quem realmente curte RPG adora algo verdadeiramente novo e interessante.... e aqui tem gato! O que mais poderíamos querer.

Algumas resenhas, de pessoas que já experimentaram o jogo, o classificaram como muito divertido e de fácil entendimento, mesmo para novatos. O jogo apresenta-se muito centrado na narração (o que nem sempre agrada todo o tipo de rpgista) e menos em regras determinando ações (e vice-versa). Mas, mesmo sendo fácil, o jogo gera aventuras desafiadoras (como todos os jogos de Cthulhu normalmente são).

O original
Por curiosidade o Katzulhu apareceu na revista alemã Cthuloide Welte #1 e #2 entre 2001 e 2002, sendo republicado em 2006 na edição de Worlds of Cthulhu #6 para acompanhar outro livro do cenário de Cthulhu, sendo desenvolvido por Ingo Ahrens, Adam Crossingham e Daniel Harms.