Arquivo Marvel
A jornada da X-Force
no universo Marvel
Reconheço
que sou um fã sem limites dos mutantes da Marvel. Embora não tenha começado lendo eles, lá no
final dos anos 70, logo tomei conhecimento de sua existência e de lá para cá,
são décadas de colecionismo, leitura e diversão. Sim, eu sei dos problemas dos
malfadados anos 90, da enxurrada de novos mutantes ao longo dos anos, da
infinita lista de equipes, mas mesmo assim, eu adoro suas histórias, aventuras
e as suas possibilidades.
Dentre
as muitas equipes mutantes, uma sempre me interessava muito – a X-Force. Eles
são o sinônimo de “fazemos o que tem de ser feito”. Sob o comando de Cable,
essa equipe era uma versão mais pé no chão e anti-heroica em comparação à tudo
o que tínhamos no mundo mutante. Separei um hoje um tempo para conhecermos um
pouco mais essa equipe.
A PRIMEIRA X-FORCE
DE CABLE
A
X-Force começou como uma evolução dos Novos Mutantes (um grupo de mutantes
adolescentes que estudavam com o Professor X e os X-Men). Conforme os X-Men
voltaram sua atenção para outros assuntos, Cable, um soldado viajante do tempo
vindo de um futuro apocalíptico, começou a orientar os Novos Mutantes. Para
impedir que seu mundo sombrio se tornasse realidade, Cable transformou os jovens
heróis em uma equipe “militarizada” chamada de X-Force, com o intuito de
encontrar um meio-termo entre as ideologias de Charles Xavier e Magneto. Sua
formação original era composta por Cable, Dominó, Shatterstar, Apache, Míssil, Dinamite
e Lupina. A equipe mesclava a experiência de Dominó e Shatterstar com o sangue
novo de Novos Mutantes. Isso pode ser acompanhado em New Mutants (1983) #100,
com Rob Liefield e Fabian Nicieza (no Brasil, publicada em X-Men (1ª série)
#74, pela editora Abril, em dezembro de 1994. Curiosamente está foi a última
edição da revista dos Novos Mutantes. Dois meses depois era lançada nos estados
Unidos a revista X-Force (1991) #1 (no Brasil, publicada em X-Men (1ª série) #79,
pela editora Abril em abril de 1995), inaugurando um título que duraria até 2002.
Curiosamente, essa primeira edição vendeu impressionantes cinco milhões de
cópias. Esse número permanece como o segundo maior número de cópias vendidas de
uma única edição de quadrinhos na história.
Nessa primeira edição de sua revista própria, a equipe
lutou principalmente contra o clone maligno de Cable, Stryfe, e seus
seguidores, a Frente de Libertação Mutante. Ao longo de suas aventuras
seguintes, Mancha Solar, um ex-Novo Mutante, e outros jovens mutantes como
Siryn e Rictor também se juntaram a essa formação da equipe.
Guiada
pelas táticas de batalha agressivas e pela visão de mundo pragmática de Cable,
a X-Force se tornou um grupo fora da lei que ocasionalmente entrava em conflito
com os X-Men, particularmente quando Stryfe incriminou Cable pelo assassinato
do Professor X em “A Canção do Carrasco”. Além de Stryfe, essa X-Force lutou
contra uma nova encarnação da Irmandade de Mutantes Malignos, bem como contra
Gideon, um mutante imortal com um interesse especial em Mancha Solar.
Por
detrás das páginas as coisas iam mudando aos poucos. Liefeld deixou o título
após apenas doze edições para fundar a Image Comics, mas Nicieza permaneceu
como roteirista por um total de quarenta e três edições (mais quatro anuais).
Meu período favorito foi quando o artista Greg Capullo se juntou à equipe para X-Force #15-27
(correspondendo às edições X-Men (1ª série) #88, #90, #93, #95, #96, X-Force Especial
#1 e X-Men Gigantes #1 e #2, tudo no período entre fevereiro e outubro de 1996).
Seu estilo combinava perfeitamente com a estética "sombria e
realista" dos anos 90, e elevou a habilidade de Nicieza para contar
histórias repletas de ação a outro patamar.
X-FORCE CRESCE
Enquanto
Cable tentava impedir que seu futuro apocalíptico se tornasse realidade, os
jovens heróis da X-Force lidavam com problemas mais pessoais. Míssil abraçou
seu papel como líder da equipe, e o grupo enfrentou ameaças como Cólera, um
ser de energia que parecia ser um Mancha Solar corrompido. Após restabelecerem
seu relacionamento com os X-Men, a X-Force morou brevemente na Mansão X e
sobreviveu à guerra de Bastion contra os mutantes na Operação: Tolerância
Zero.
Depois de se separarem de Cable, a X-Force começou a viajar pelo país em
X-Force #70, agora já nas mãos de John Francis Moore e Adam Pollina (lançado no
Brasil em Especial do Mês #1, lançado pela Abril em agosto de 1999, coincidindo
com o final da Marvel na editora Abril, fazendo com que as edições seguintes, fossem
irregulares e com muitas delas inéditas, até começar a ser lançada novamente
pela editora Panini da edição #116 em diante). Nesse meio tempo, conforme a
formação da equipe mudava, a X-Force acolheu alguns ex-companheiros dos Novos
Mutantes e novos mutantes como Miragem, Caliban e Jesse Tumulto.
X-FORCE DO WOLVERINE
Após
a incrível saga Dinastia M, quando a Feiticeira Escarlate remove os
poderes da maioria dos mutantes, ciclope uniu a população mutante
remanescente do mundo e trouxe de volta a X-Force para protegê-los. Quando Hope
Summers se tornou a primeira nova mutante a nascer desde Dinastia M,
Ciclope encarregou Wolverine de montar uma equipe de ataque da X-Force para
protegê-la de vários vilões que a caçavam durante o arco Complexo de Messias.
Esse grupo incluía X-Men com habilidades de rastreamento, como X-23, Lupina,
Caliban, Apache e a alienígena Hepzibah. Isso pode ser visto iniciado em
X-Force (2008) volume 3 #1, por Craig Kyle, Christopher Yost e Calyton Crain (no Brasil publicado
em X-Men(1ª série) #88, pela editora Panini, em abril de 2009).
Quando
Cable levou Hope em segurança para o futuro, a X-Force continuou a proteger a
jovem mutante quando ela retornou ao presente como uma heroína adolescente. Além
disso, essa equipe da X-Force também começou a caçar os inimigos mais perigosos
dos X-Men. Sob a liderança relutante de Wolverine, o grupo secreto enfrentou um
grupo que odiava mutantes chamado Purificadores, bem como o Conselho
Humano, uma coleção de inimigos que odiavam mutantes e foram ressuscitados por
Bastion usando tecnologia alienígena. Quando a mutante vampírica Selene aprendeu
a ressuscitar os mortos, a X-Force também enfrentou uma legião de mutantes
mortos-vivos no arco Necrosha. Ciclope dissolveu o esquadrão secreto quando os
outros X-Men descobriram sua existência.
A INCRÍVEL X-FORCE
Mesmo
com os desejos de Ciclope em acabar com a equipe, Wolverine manteve a X-Force
ativa com o apoio de Arcanjo e Betsy Braddock a partir de Uncanny X-Force
(2010) #1, de Rick Remender e Jerome Opena (no Brasil, lançado em X-Men Extra
(1ª série) #119, pela editora Panini em novembro de 2011). Esse grupo cresceu e
passou a incluir o Deathlok, bem como antigos alvos do Projeto Arma Plus –
Deadpool e Fantomex. Depois que a equipe descobriu que o culto do Clã Akkaba
havia ressuscitado Apocalipse quando criança, Fantomex o matou. No
entanto, Fantomex ressuscitou o antigo mutante e criou o garoto para se tornar
um jovem herói ponderado.
Nessa época, o Arcanjo lutava contra os efeitos da
programação genética de Apocalipse, que quase o transformara no herdeiro do
antigo mutante. Enquanto Betsy Braddock também lutava contra seus impulsos
sombrios, ela forçou Brian Braddock a matar seu irmão, Jamie, que tinha poderes
de distorcer a realidade . Essa equipe da X-Force se separou
posteriormente depois que Wolverine afogou seu filho, Akihiro, que havia
formado uma nova e letal encarnação da Irmandade de Mutantes
Malignos.
Com
isso, Betsy montou sua própria equipe X-Force em Uncanny X-Force (2013) #1, por
Sam Humphries e Ron Garney (no Brasil, lançado em X-Men Extra (2ª série) #1, pela
editora Panini em janeiro de 2014). A equipe, de curta duração, incluía Tempestade,
Fantomex, Espiral e Pigmeu. Esse esquadrão também resgatou Bishop, que
estava caçando Hope no futuro, e o libertou das influências corruptoras do Urso
Místico e de Cassandra Nova.
RECONSTRUÇÃO DA X-FORCE DE CABLE
Quase
na mesma época em que Betsy Braddock formou sua equipe X-Force, Cable ressurgiu
e reuniu uma nova X-Force fora da lei em Cable and X-Force (2012), de Dennis Hallum
e Salvador Larroca (lançado no Brasil em X-Men Extra (2ª série) #1, pela
editora Panini em janeiro de 2014). Guiada pelas visões de pesadelos de Cable,
essa versão da X-Force reuniu ele com Dominó e recrutou Colossus, Forge e
o Doutor Nemesis, um cientista mutante insano. Mesmo que seus métodos extremos
os tornassem fugitivos, esse grupo se uniu à X-Force de Braddock, fez as pazes
com Bishop e derrotou um Stryfe que retornava.
Após vários membros de
ambas as equipes deixarem suas equipes, Cable e Psylocke fundiram suas equipes
remanescentes em uma nova equipe em X-Force (2014) #1, de Si Spurries e Roch-He
Kim (no Brasil em X-Men Extra (2ª série) #14, pela editora Panini em março de
2015). Sob a liderança deles, Dominó, Doutor Nemesis, Hope e Medula lutaram
contra Mojo e seu antigo companheiro de equipe, Fantomex.
Mas quando um Cable
adolescente viajou no tempo para os dias atuais, Míssil, Domino, Apache, Dinamite
e Shatterstar reuniram a X-Force original para ajudá-lo a reparar a linha do
tempo, lutar contra Stryfe e salvar sua irmã, Rachel Summers, em X-Force (2018)
#1, de Brisson, Dylan Burnett e Juanan Ramirez (ainda inédita no Brasil).
X-FORCE DE
KRAKOA
Quando
o Professor X e Magneto uniram os mutantes do mundo e formaram a nação de
Krakoa, a X-Force foi reimaginada como a agência de inteligência oficial do
governo em X-Force (2019) #1, de Benjamin Percy e Joshua Cassara (no Brasil,
publicada em X-Men (4ª série) #6, pela Panini em dezembro de 2020). Sob a
direção de Xavier, Fera e Jean Grey coordenavam a operação com o apoio
técnico dos hiperinteligentes Sábia e Forge. Wolverine, Dominó e Kid Ômega formavam
a espinha dorsal da equipe de operações secretas do grupo. Esse esquadrão da
X-Force também recrutou Black Tom Cassidy, um ex-vilão dos X-Men que usava seus
poderes relacionados à madeira para servir como chefe de segurança de
Krakoa.
Essa
equipe da X-Force enfrentou ameaças como os assassinos geneticamente
modificados da XENO e as forças controladoras de plantas da Terra Verde.
Conforme a equipe cresceu e passou a incluir novos membros como Deadpool, ômega
Vermelho e Laura “X-23” Kinney, também conhecida como “a” Wolverine, Fera
evoluiu de líder do grupo para seu maior inimigo. Após diversos compromissos
éticos e más decisões o deixarem devastado, Fera criou vários clones
irracionais de Wolverine para servirem como seu esquadrão de assassinos
pessoal. Ele também criou clones de si mesmo para construir uma arma de buraco
negro capaz de destruir Marte. Embora os heróis tenham impedido o plano de Fera
com um clone heroico do personagem, Dentes de Sabre atacou brutalmente
vários membros da X-Force, justamente quando a organização Orquídea, que odeia
mutantes, lançou um ataque devastador contra Krakoa.
X-FORCE RETORNA
Após
a queda de Krakoa e a dispersão dos mutantes pelo mundo, dois mutantes
visionários criaram as equipes X-Force para salvar o planeta de suas visões
aterrorizantes. Primeiro, quando Forge construiu uma máquina que lhe permitia
vislumbrar o futuro, ele reuniu Sábia, Capitã Britânia (Betsy Braddock), Rachel
Summers, Colossus e a mutante Faísca, capaz de controlar a eletricidade,
junto com Deadpool em X-Force (2024) #1, de Geoffrey Thorne e Marcus To (sendo
lançada atualmente nas edições de Wolverine (5ª série). Esse grupo de curta
duração enfrentou a caótica La Diabla antes de se separarem.
Enquanto
isso, para impedir o assassinato de Kamala Khan, também conhecida como Ms
Marvel, no futuro, Cable reuniu uma nova equipe da X-Force no presente em Inglorious
X-Force (2026), de Tim Seeley, Jordan Blum e Michael Sta Maria (ainda inédita
no Brasil). Com a ajuda de Dominó, Cable recrutou a Ms. Marvel e se uniu a seus
potenciais assassinos: Arcanjo, Dinamite e Daken, que empunhava o poder
demoníaco de Hellverine. Enquanto Cable investigava seus companheiros de
equipe, o grupo enfrentou o Senhor Sinistro e uma renovada Frente de
Libertação Mutante. Assim como fez com sua X-Force original, Cable tentou
salvar o futuro tomando medidas extremas no presente.
Leia também a Ordem de leitura X-Men: Era de Krakora!
Nenhum comentário:
Postar um comentário