sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Arquivo de Fichas - d20

Fichas adaptadas para o filme 300

Leonidas (300)

Medium Humanoid (Human)
Hit Dice: 16d12 + 80 (184 hp)
Initiative: +8
Speed: 40 ft.
Armor Class: 27 (+11 defense, +4 Dex, +2 shield), touch 25, flat-footed 23
Base Attack/Grapple: +16/+25
Attack: Spear +21 melee (1d8 + 7 /x3) or spear +20 ranged (1d8 + 5 /x3)
Full Attack: Spear +21/+16/+11/+6 melee (1d8 + 7 /x3) or sword +19/+14/+9/+4 melee (1d8 + 5 /19-20/x2) and shield +19/+14/+9 melee (1d4 + 2)
Space/Reach: 5 ft. /5 ft. (10 ft. with spear)
Special Attacks: Knockdown, supreme cleave
Special Qualities: Damage reduction 5/-
Saves: Fort +13, Ref +13, Will +6
Abilities: Str 20, Dex 18, Con 18, Int 15, Wis 13, Cha 17
Skills: Balance +12, Climb +24, Jump +24, Intimidate +15, Knowledge (tactics) +21, Listen +11, Martial Lore +16, Spot +11, Survival +12, Swim +24, Tumble +15
Feats: Cleave, Combat Expertise, Combat Reflexes, Die Hard, Endurance, Great Cleave, Improved Grapple, Improved Initiative, Improved Shield Bash, Improved Toughness, Improved Two Weapon Fighting, Improved Unarmed Strike, Phalanx Fighter, Power Attack, Run, Two Weapon Fighting
Organization: Solitary (unique)
Challenge Rating: 12
Treasure: Possessions
Alignment: Lawful Neutral

Knockdown: Leonidas makes a free trip attack against any opponent who suffers 10 points of damage or more from his attacks. If Leonidas fails to knock the opponent prone, the opponent does not get a free trip attack against him.

Supreme Cleave: Leonidas can take a 5 ft. step before additional attacks made by his Great Cleave feat.

Possessions: Spear, sword, heavy shield


Espartanos [de forma geral]


Medium Humanoid (Human)
Hit Dice: 8d12 + 32 (84 hp)
Initiative: +3
Speed: 40 ft.
Armor Class: 23 (+8 defense, +3 Dex, +2 shield), touch 21, flat-footed 18
Base Attack/Grapple: +8/+11
Attack: Spear +12 melee (1d8 + 4 /x3)
Full Attack: Spear +12 melee (1d8 + 4 /x3)
Space/Reach: 5 ft. /5 ft. (10 ft. with spear)
Special Qualities: Damage reduction 2/-
Saves: Fort +9, Ref +9, Will +3
Abilities: Str 17, Dex 16, Con 16, Int 13, Wis 12, Cha 13
Skills: Balance +10, Climb +14, Jump +20, Spot +12, Survival +12, Swim +14, Tumble +10
Feats: Cleave, Combat Reflexes, Die Hard, Endurance, Improved Toughness, Phalanx Fighting, Power Attack, Run, Weapon Focus (spear)
Challenge Rating: 5
Treasure: Possessions
Alignment: Lawful Neutral
Possessions: Spear, heavy shield

Quadrinhos - A Polêmica do Capitão América

E tudo vira polêmica

Nos Estados Unidos precisa-se de pouco para criar uma boa polêmica. Na edição 602 da revista Capitain América (Marvel) uma página criou uma discussão que atingiu inclusive os grandes noticiários nacionais de televisão e jornais.


Na história escrita por Ed Brubaker e desenhada pelo brasileiro Luke Ross nos é apresentada uma história onde estão junto o Capitão América e o Falcão juntos na cidade de Boise (Idaho) realizando uma investigação quando se deparam com uma multidão protestando contra o governo americano. Então o Falcão faz um comentário de que seria difícil para ele, “sendo um negro do bairro do Bronx” se infiltrar num grupo formado por brancos racistas. Logo adiante, num outro quadrinho, mostra uma multidão protestando contra as taxas e impostos do atual governo onde um dos manifestantes empunha um cartaz dizendo: “Tea bag the Libs before they tea bag you!”

Transcrevo a explicação dada de forma muito clara pelo site Universo HQ: Para entender a polêmica é preciso explicar melhor o significado da frase. “A tradução literal de ‘tea bag’ é saco de chá, mas o termo pode ser usado como uma gíria sexual que se refere ao ato de esfregar o escroto no rosto ou na boca de outra pessoa. Além disso, ‘teabaggers’ é o termo usado pela imprensa estadunidense para se referir, muitas vezes de maneira pejorativa, aos integrantes do movimento conservador Tea Party (que se opõe ao governo de Barack Obama e ao pacote de estímulo fiscal), surgido em 2009, e que realizou muitos protestos em diversos estados norte-americanos.” Ficou bem claro, não?!


Pois bem, em 2009, o movimento Tea Party fez protestos em cidades norte-americanas contra o aumento de impostos e principalmente contra o programa do governo Obama (os “Libs”, liberais) de apoio em dinheiro às grandes corporações em processo de falência, como os bancos e as montadores de automóveis.

Bom, a polêmica teve seu pontapé inicial no site Publius Forum acusando, através do colunista Warner Huston, a Marvel de chamar os participantes do movimento contra Obama de racistas. Conforme o assunto foi crescendo e atingindo outros segmentos da sociedade americana, sua proporção foi aumentando e se distorcendo. A Fox News (integrante declarada da mídia conservadora - e anti-liberal - americana), por exemplo, chegou a colocar no ar algumas das manifestações de Ed Brubaker contra o Tea Party e contra o partido dos republicanos, como justificativa para seu enredo. Um analista, também chamado pelo canal americano, do Hudson Institute declarou que a cena em questão era “uma tentativa clara de minar o movimento Tea Party”.

O escritor declarou na mídia que suas opiniões políticas são pessoais que não influenciariam de forma alguma seu trabalho. Além disso, ele declarou que a escolha dos textos não passa totalmente por ele. Ele havia no roteiro apenas colocado que haveria uma cena com um grupo de pessoas protestando.

Já Joe Quesada – editor-chefe da Marvel – defende a revista colocando a culpa apenas na pressa pelo fechamento da edição. Segundo ele com a pressa em fechar a edição o letrista (Joe Caramagana), que recebeu a edição sem referência para os cartazes, procurou na internet elementos que pudessem dar mais realismo à estória. O editor-chefe compreendeu a polêmica e pediu desculpas pelo transtorno, mas deixando claro a falta de intenção no ocorrido. Ele declarou: “Sempre deixei bem claro para nosso grupo editorial e nossos criadores ao longo dos anos: nossas séries não são palanques. Sempre fiz questão de nunca expressar publicamente minhas crenças políticas e acho que não me cabe fazer isso usando a Marvel como púlpito. Nossos leitores têm vários pesos e medidas, e precisamos respeitar este fato”.

Nem bem foi lançada – chegou às bancas dia 20 de janeiro - e a edição já é uma raridade muito valiosa. De sue valor normal de pouco mais de três dólares, já atingiu os quinze no E-bay. Segundo a Marvel as reimpressões já estarão corrigidas.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Miniaturas Sci-fi

Naves da Macross

Depois de um tempinho sem postar nenhuma miniatura da série Sci vou postar hoje logo três. Para quem acompanhou a série de Anime que tinha como pano de fundo a vida dentro da mega nave Macros sabe que o que não faltava era variedade em tipos de caças espaciais. Pois então nada melhor do que eles para testarmos nossa perícia como modelistas de papel.

Os três modelos estão em arquivos zipados e possuem uma dificuldade razoável. Ou seja, não é nada fácil, mas não requer nenhuma perícia fora do comum. Tenham paciência e calma.

1) o primeiro modelo é um dos mais clássicos da série, é o VF4-lightning G-III - download AQUI;


2) o segundo é o menos conhecido M3 - VF9 Cutlass (em três versões de cores) - download AQUI;


3) o último é o Plus VF - 11B/C Thunderbolt (em duas versões de cores) - download AQUI.

Mapas

Três andares de diversão

Não existem lugares mais comuns do que tavernas e hospedarias em jogos de RPG. Neste caso estou disponibiliozando hoje as duas em uma só. Esta é uma hospedaria muito interessante. Possui três andares amplos com quase cinquenta salas. Ela pode ser usada em muitas circunstâncias, desde mero ponto de partida para um jogo, até elemento central para uma investigação, entre muitas e muitas outras coisas. Em apenas 1 Mb você terá um mapa muito interessante em mãos. Faça o download AQUI!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Cinema - Franquia do Exterminador do Futuro continuará

A volta do Exterminador do Futuro

Quem disse que acabou? Grande engano. Embora poucos acreditassem em continuações até alguns meses atrás, tudo mudou. Com a aquisição, em novembro, da franquia em um leilão por cerca de 29 milhões de dólares (valor baixo para uma série desta envergadura), novas notícias começaram a surgir. A Sony distribuirá e a LionsGate produzirá a quinta e sexta continuações.

Segundo o site Deadline o próprio criador da série - Bill Wisher - apresentou os conceitos para as continuações. Segundo as especulações em cima destes conceitos teríamos a volta de Sarah Connor e até mesmo de Kyle Reese, fazendo uma nova reviravolta nas viagens no tempo. Outra novidade seria a existência de mais de um vilão para os filmes. Mas a grande especulação seria a possibilidade da volta do ator Arnold Scharzenegger, que não seria mais governador na época das filmagens.

Vamos aguardar...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Arquivo de Fichas - d20

Clover - Filme: Cloverfield

Macro-Fine Aberration (Aquatic)
Hit Dice: 128d8+3566 (4142 hp)
Initiative: +6
Speed: 340 ft. (68 squares), swim 510 ft.
Armor Class: 45 (+2 Dex, +65 natural, -32 size), touch -20, flat-footed 43
Base Attack/Grapple: +96/+150
Attack: Bite +94 melee (8d6+30); or slam +92 melee (4d8+15); or tail slap +92 melee (4d8+45)
Full Attack: Bite +94 melee (8d6+30) and 2 slams +92 melee (4d8+15) and tail slap +92 melee (4d8+45)
Space/Reach: 250 ft./200 ft.
Special Attacks: Improved grab, swallow whole, tail sweep, trample
Special Qualities: Amphibious, damage reduction 40/--, darkvision, low-light vision, parasites, resistance to cold and fire 40, scent
Saves: Fort +69, Ref +44, Will +69
Abilities: Str 70, Dex 15, Con 52, Int 3, Wis 17, Cha 15
Skills: Hide -22, Jump +224, Listen +15, Search +7, Spot +15, Survival +13, Swim +59
Feats: Alertness, Awesome Blow, Blind-Fight, Cleave, Combat Reflexes, Fling Enemy, Great Cleave, Great Fortitude, Improved Bull Rush, Improved Initiative, Improved Overrun, Improved Sunder, Improved Toughness, Multiattack, Power Attack, Tail Sweep Knockdown
Epic Feats: Dire Charge, Epic Fortitude, Epic Toughness x25
Environment: Any land or underwater
Organization: Solitary
Challenge Rating: 40
Treasure: None
Alignment: Neutral

Amphibious (Ex): Although Clover is aquatic, it can survive indefinitely on land.

Improved Grab (Ex): To use this ability, Clover must hit an opponent of up to one size smaller with its bite attack. It can then attempt to start a grapple as a free action without provoking an attack of opportunity. If it wins the grapple check, it establishes a hold and can try to swallow the foe the following round.

Parasites: Clover's back is covered with small parasites that feed on its blood. It may dislodge 2d10 such creatures by scratching its back against a large object (such as a building) as a full-round action.

Swallow Whole (Ex): Clover can try to swallow a grabbed opponent of up to Gargantuan size by making a successful grapple check. The swallowed creature takes 4d8+15 points of bludgeoning damage and 4d8+15 points of acid damage per round from Clover’s gizzard. A swallowed creature can cut its way out by using a light slashing or piercing weapon to deal 100 points of damage to the gizzard (AC 25). Once the creature exits, muscular action closes the hole; another swallowed opponent must cut its own way out. Clover’s gizzard can hold 2 Gargantuan, 8 Huge, 32 Large, or 128 Medium or smaller creatures.

Tail Sweep (Ex): This special attack allows Clover to sweep with its tail as a standard action. The sweep affects a half-circle with a radius of 60 feet, extending from an intersection on the edge of Clover’s space in any direction. Creatures within the swept area are affected if they are of Huge size or smaller. A tail sweep automatically deals 4d6+45 damage and knocks affected creatures prone. Affected creatures can attempt Reflex saves (DC 95) to take half damage and negate the knockdown.

Trample (Ex): Clover can trample Titanic and smaller creatures for 8d6+45 points of damage. Opponents who do not make attacks of opportunity against Clover can attempt a Reflex save (DC 95) to halve the damage.

Skills: Clover has a +8 racial bonus on any Swim check to perform some special action or avoid a hazard. It can always choose to take 10 on a Swim check, even if distracted or endangered. It can use the run action while swimming, provided it swims in a straight line.

FONTE: Phaedros – DiceFreaks d20

Curso de Heráldica

CURSO DE HERÁLDICA


Escudo: Os esmaltes

Cores II


Depois de apresentarmos as tinturas escuras – os esmaltes tradicionais representados por seis cores – vamos falar hoje das manchas. Elas seriam, como já foi dito, as cores utilizadas na confecção de brasões que não são tradicionais (ou seja, são utilizadas de forma esporádica e localizada, ou com interpretações específicas para cada região).

Embora as mais comuns dessas manchas sejam em número de quatro, acrescido da cor da pele ou carnação (cravo), existem uma infinidade de tons espalhados pelos pavilhões de muitas nações.

Outra coisa à se acrescentar é que, diferente das tinturas escuras, onde cada esmalte tinha uma interpretação equivalente e reconhecida de forma geral, as manchas, por serem de abrangência muito restrita, não possuem interpretações quanto ao que representam.

Em suma, as manchas são muito mais representações estilísticas do que elementos para interpretação. Eles possuem uma representação por linhas da mesma forma que as tinturas escuras e metais, mas a proximidade entre eles fica apenas nisso.

Laranja
Outros idiomas: orange
Representação: linhas traçadas na horizontal, sobrepostas a outras traçadas em oblíquo de cima para a esquerda.
Seu uso mais conhecido era nos Países Baixos, na Casa de Orange-Nassau.

Escarlate
Outros idioma: sanguine
Representação: linhas traçadas na horizontal, sobrepostas a outras traçadas em oblíquo de cima para a direita.

Morado
Outros idiomas: vine, vinho, murrey
Representação: linhas traçadas em oblíquo de cima para a esquerda, sobrepostas a outras traçadas em oblíquo de cima para a direita.

Esta mancha trás consigo uma lenda sombria. Segundo a lenda Murrey teria sindo um reino supostamente entre o Mar Negro e o Mar Cáspio. Seu governante, Márvio III, traumatizado pela perda de seu filho, ordenou a morte de todas as crianças do reino, extinguindo posteriormente toda o seu povo. Então o uso desta mancha não trazia boa impressão em algumas partes da Europa.

Marron
Outros idiomas: pardo, brown, tan, tenné, sépia
Representação: linhas traçadas na vertical, sobrepostas a outras traçadas em oblíquo de cima para a direita.

Carnação
A cor da pele humana foi utilizada na Europa quase que exclusivamente.

Cendrée
O cinza-escuro que recebe seu nome do francês, onde foi amplamente utilizado.

Ciel
Azul-celeste que também recebe seu nome do francês.

Miniaturas para cenários

Voltando às Miniaturas

Fazia um bom tempo que eu não postava nada de miniaturas para cenários (e ainda estou prometendo faz tempo em recolocar todos os links quebrados). Estoutrazendo uma miniatura de uma cabana de ótima qualidade gráfica. Ela é um free de um site americano especializados em cenários (mas pagos). Espero que gostem!

Faça o donwload AQUI!

Mapas para RPG

Sempre há lugar para uma Caverna


Cavernas são um ótimo elemento para qualquer jogo de rpg. Vira e mexe e nos deparamos com um emaranhado de túneis para investigar. O melhor é que podemos inserir em qualquer jogo, qualquer campanha. Inclusive um mesmo mapa pode ser usado em mais de um jogo, se valendo apenas da maestria do mestre.


Esta caverna que deixo aqui para você tem um ótimo tamanho (nem grande, nem pequena). Baixem AQUI! Aproveitem e testem hoje mesmo... é só encher de armadilhas, monstros e tesouros!

Retratação para a Dragon Slayer

Erros Acontecem!

Erros acontecem em todos os lugares. Quantas vezes nós nos passamos em coisas que pareciam serem as mais básicas possíveis. Isso acontecem com a edição 28 da Dragon Slayer. E parecem ser uma coisa estranha pois realmente não estamos acostumados com erros nos materiais que tem o selo da Jambô Editora. E por isso mesmo eles têm um saldo positivo com seu público.

Entenda o caso. Na edição 27 da revista algumas informações foram prometidas para a outra edição, mas não vieram. No tópico sobre o cernário de Tormenta, no Fórum Jambô, o Guilherme fez uma retratação. Opinião pessoal minha: ele nem precisava disso, mas sabendo como as coisas correm na editora e sabendo do vício para que tudo saia sertinho em qualquer coisa que façam, era só uma questão de tempo até que ele se explicasse.

Abaixo está uma cópia da postagem do Guilherme (junto com as informações dadas pelo Gustavo):

Como alguns usuários comentaram no fórum da DragonSlayer, algumas informações que prometemos na DS 27 para a DS 28 acabaram ficando de fora da revista. Na pressa de fechar a edição, e com nossa cabeça no Tormenta RPG e no suplemento Guerras Táuricas, acabamos cometendo esse erro. Para compensar, aí vai o que foi prometido na DS 27, cortesia do Gustavo Brauner. Se quiserem saber de mais alguma coisa referente à situação atual do Reinado, podem perguntar. Mas já aviso que muita coisa será esclarecida no Guerras Táuricas, e nem tudo será respondido no fórum.

Gustavo Brauner escreveu:

Aqui vai o que foi prometido na DS 27:

• Conclusão das Guerras Táuricas: os minotauros sitiam Valkaria e após uma longa batalha. O Princeps Aurakas, o Rei-Imperador Thormy e seus muitos assessores, conselheiros e diplomatas reúnem-se, decidindo o fim e os termos do fim da guerra. A partir de então, Arton (-norte) fica dividido entre o Reinado e o novo Império de Tauron. Para assegurar o cumprimento dos novos tratados e da criação do Império, Thormy e a esposa são levados como reféns para Tiberus, cidade-capital dos minotauros. Thormy troca sua liberdade pela paz no continente.

• Novo líder do Panteão: Tauron é o novo líder do Panteão.

• Mudanças políticas no Reinado: Shivara Sharpblade, Rainha de Trebuck e Yuden, é escolhida como sucessora de Thormy no comando do Reinado.

Novamente: mais detalhes de todos esses eventos no suplemento Guerras Táuricas.

Você pode ler e comentar a postagem lá no Fórum clicando AQUI!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Diário de um Escudeiro - 31

Décimo quarto dia de Salizz de 1392.

A manhã chegou rápida como de costume. Os sons dos afazeres de todos os serviçais e escudeiros poderiam acordar um deus em seu plano. Não que eu tenha direito de reclamar, mas sempre estive acostumado com o silêncio do campo e ainda não me acostumei com as grandes cidades.

Tão logo me levantei recebi um bilhete de Sir Constant dizendo – “Armadura de combate polida. Espada de esmeraldas afiada. Após o almoço na minha tenda do festival”. Era uma mensagem curta e simples. Eu tinha uma certa vantagem em saber ler e escrever. Acho que a grande maioria dos serviçais, mesmo aqui na cidade, não tinha este privilégio. Meu avô sempre prezou a aproximação com as letras aproveitando cada momento em que estava em casa para ensinar a mim e meus irmãos. Em muitas léguas somente minha família tinha esta benção da deusa Tanna-toh.

Logo que me aprontei peguei a armadura e a espada de meu senhor e corri para a tenda. Queria aproveitar a amanhã para realizar o trabalho e aproveitaria para faze-lo lá mesmo. Foi uma tarefa cansativa, mas mais rápida do que imaginava, tanto que nem estávamos na segunda metade da manhã e já estava com tudo pronto.

Aproveitei o resto da manhã para circular entre as tendas próximas. Encontrava de quando em quando, com certa dificuldade, um outro colega escudeiro. Quase todos correndo com suas tarefas. Na tarde teríamos os finais dos jogos e uma espécie de cerimônia que não sei ainda sobre o que seria. Naquele momento do dia já era quase impossível circular livremente pelo espaço do torneio. Uma grande quantidade de cavaleiros, serviçais, escudeiros, nobres, mercadores e pessoas comuns iam e vinham.

Mas como nada pode ficar calmo demais para sempre logo uma gritaria e uma correria surgiram de um ponto não muito longe dali. A curiosidade me fez correr para ver o que era. Logo uma pequena multidão se juntou num círculo, onde ação estava em seu centro.

Esbarrando em um e empurrando outro eu consegui chegar ao centro. A cena era estranha. Haviam dois adolescentes um pouco mais novos do que eu, uma moça mais velha e um menino mais novo. Os dois estavam sentados na lama, no centro do círculo. Ao seu lado estava parado, em pé, um sujeitinho estranho com nariz grande e bigode largo. O avental sobre as roupas denotava ser ele um mercador de alguma espécie. Com uma das mãos ele segurava o que parecia ser um grande pão redondo enquanto com a outra ele segurava o colarinho da roupa da menina.

“- Ladrões miseráveis. Roubaram-me à plena luz do dia. Agora não se pode mais trabalhar honestamente?” – gritava o homem como que fazendo um discurso. A multidão ria e gritava impropérios para a dupla de, pela suas roupas, mendigos.

“- Nós temos fome!” – gemia a menina com os olhos marejados enquanto o menino a abraçava com força.

“- Tem fome, pague, como qualquer outra pessoa de bem!” – respondia o comerciante com o rosto vermelho.

Eu estava atônito com aquela situação. Ao meu redor todos gritavam e jogavam qualquer coisa que estivesse disponível. Não jogavam para machucar, mas jogavam por desprezo, o que era muito pior.

Do outro lado da pequena multidão, num espaço que foi se abrindo entre as pessoas, um cavaleiro surgiu montando seu cavalo. Suas vestimentas eram claramente nobres e sua armadura reluzia com o sol do fim da manhã. Logo atrás mais dois cavaleiros bem mais novos e uma meia dúzia de serviçais ao seu derredor. Todos, do cavaleiro aos serviçais pareciam ter saído de uma pintura imaculada, todos estavam impecáveis, alisados e alvos. Um estandarte nas mãos de um dos serviçais trazia as cores bordô com desenhos dourados. Ainda não compreendia muito de heráldica, a arte de ler estas gravuras, mas para mim parecia demonstrar grande riqueza.

Conforme eles foram avançando para dentro do círculo de gente as pessoas foram silenciando de forma reverencial.

“- O que houve meu bom homem?” – proferiu o cavaleiro olhando para todos os lados como que avaliando se todos prestavam atenção nele.

“- Essas pestinhas simplesmente acham que podem levar minhas coisas sem pagar!”

Ele passou os olhos do mercador para a dupla enlameada sem abaixar seu queixo um só centímetro.

“- É verdade?”

“- Senhor, estamos com fome. Não comemos nada fazem três dias” – disse a menina – “sei que é uma coisa errada roubar, mas a fome de meu irmão vai além do que acho certo. Fomos educados para não fazermos tal coisa, mas ...”

O cavaleiro a interrompeu bruscamente – “ainda por cima é mentirosa... se seus pais a tivessem realmente educado não teria feito isso por nada” – disse ele tendo como resposta muitos balançares de cabeça na multidão.

“- Eu tenho dois aprendizes que serão ordenados em breve” – ele apontou para os outros dois que montavam os cavalos e que começaram a descer – “eles tomarão a decisão por mim. Como cavaleiros que são tomarão a decisão correta pois servirão à Khalmyr, e este nunca erra.”

Os dois rapazes aproximaram-se da dupla capturada e os circundaram.

“- Meu senhor” – proferiu de forma solene o mais novo deles – “considero uma honra tal incumbência. O erro foi claro e é imperdoável. A pena deve ser igualmente rápida e marcante”.

“- Concordo com meu irmão de armas, meu senhor” – disse o outro – “e já tomei a decisão. O menino deve ter a mão cortada para que leve consigo, para sempre, a marca de seu erro”.

“- Quanto a menina” – disse o outro dando uma piscadela para seu colega – “acho que deveria ser levada conosco, para nossa residência, para que possamos dar os exemplos condizentes. Já que é quase adulta será mais fácil de ensiná-la!” A multidão ria e batia palmas. Eu já não era uma criança para não saber o que realmente iria acontecer com a infeliz. Mas parecia que ninguém mais se importava.

A menina soluçava compulsivamente enquanto o garoto se abraçava ainda mais forte na irmão. Com um gesto rude o menino foi arrancado dos braços da irmã pelo aspirante à cavaleiro mais novo, já com a espada em punho. O outro segurava a menina pela cintura como se fosse um saco de batatas. Todos estavam exultantes. A multidão já estava com um número muito maior de curiosos e todos apreciando o espetáculo.

Dois serviçais se postaram ao lado do menino arregaçando sua manga e segurando seu braço e mão na posição apropriada para o corte. Seu choro era mudo e seu corpo parecia desfalecido. Ele não tinha mais forças. A menina se debatia e berrava suplicando para que o deixassem em paz.

Eu estava atônito. Como ninguém estava impedindo aquela barbaridade? Neste momento meu peito começou a arder como nunca. Era o medalhão. O que significava? Eram muitas dúvidas de uma só vez inundando minha mente, mas apenas uma certeza – aquilo deveria acabar agora. Khalmyr não iria permitir que servos seus continuassem com aquilo.

Não sei como aconteceu, mas eu fui tomado por uma certeza, uma clareza do que deveria fazer. Num momento eu estava no meio da multidão, no outro eu já estava ao lado do menino. No momento em que o aspirante à cavaleiro baixou sua espada com sangue nos olhos eu consegui, nem sei como, me postar numa posição em que pude bloquear o golpe com minha adaga. Tão surpreso quanto eu todos ficaram ao ver o que estava acontecendo. A surpresa me auxiliou, pois o infeliz ficou sem ação e rapidamente eu o golpeei no estômago com o cabo da adaga.

Os serviçais correram deixando o menino no chão. O outro desgraçado soltou a menina e desembainhou sua espada. Eu era muito mais baixo do que ele e, sem armadura alguma, muito mais rápido. Ele desceu sua lâmina desleixadamente cortando o ar ao meu lado, mas lento o suficiente para que eu pudesse escorregar para o lado e acerta-lo com o cabo da adaga no punho, obrigando-o a largar sua arma. Posso jurar que minha adaga emanava um ligeiro brilho esverdeado, mas não posso garantir que não tenha sido a emoção do combate que me iludia.

O silêncio era mortal. O cavaleiro ficou parado olhando para mim de forma impassível. Ele desceu do cavalo dizendo – “ora, ora, ora. Que temos aqui? Um jovem herói? Ou apenas um escudeiro desorientado. Quem pensas que é?”

“- Apenas alguém que sabe que não existe justiça em tortura ou estupro.”

“- Insolente. Quem lhe deu o direito de achar que sabe o que é ou não justiça. Eu sou a justiça enquanto eu estiver lutando sob o poder de Khalmyr!” – ele gritou.

“- Então acho que não falamos do mesmo deus!” – respondi.

O cavaleiro ficou com o semblante transfigurado pela raiva. Num movimento rápido ele sacou sua espada e partiu para cima de mim numa mescla de calma e segurança. Eu tinha a ilusão de que seria novamente bem sucedido, mas nem sempre temos alguma vantagem apenas com pensamentos nobres. O treinamento dos cavaleiros transforma-os em máquinas perfeitas de combate. Em apenas dois movimentos ele me desarmou e cravou a ponta de sua espada em meu ombro.

A dor inesperada foi lascinante. A ilusão de que eu poderia vencer aquela luta tão facilmente quanto os outros, me distraiu. Me vi de joelhos com o líquido quente escorrendo pelo meu braço.

“- Verme miserável e estúpido. Seu senhor, por acaso, sabe que está manchando seu nobre nome? Sabe ele o que fazes quando não está sob seus olhos?” – perguntava em voz alta como quem faz um discurso – “mas isso acaba agora. Vou livrar o mundo de um mal exemplo como tu!”

Ele levantou a espada e eu não conseguia me mover pela dor. Só pensava em como era injusta a realidade, com o meu fim daquela forma. Eu percebi sua espada chegar ao alto e por um segundo parar no ar, ganhando, novamente velocidade e descendo sobre mim.

Fechei os olhos.

Mas ao invés de sentir dor ouvi o som agudo de metais se batendo. Quando abri os olhos vi que todos estavam em silêncio e olhando algo atrás de mim. Quando virei o rosto percebi que alguém segurava uma espada e bloqueava a espada do outro cavaleiro.

“- Ora, ora, ora.....” – dizia uma voz que eu reconhecia, mas que a dor me nublava a lembrança – “como eu digo sempre... a fama não faz o cavaleiro... não é Sir?” – aquela frase foi dita num tom de asco e ironia que irritaria qualquer um.

“- Como ousa interrompeu meu ato? Como ousa questionar minha decisão?”

“- Como ousa você achar que pode fazer justiça com as próprias mãos” – e num movimento rápido ele arranca a espada das mãos de meu desejoso algoz lançando-a longe – “eu estive acompanhando tudo de alguma distância, pois achava que uma réstia de honra ainda existia nos membros desta compania. Mas pelo visto me enganei. Agora temos homens que carregam títulos e uma espada. Apenas isso!”

Uma mão forte me ajudou a levantar e pude ver quem era meu salvador – era Sir Tussan. Ainda sem a armadura e com a barba por fazer. Mas sua presença era percebida por todos.

“- Esse moleque tem mais condições de empunhar o brasão do nobre Khalmyr do que um monstro como ele” – dizia Tussan para a multidão – “e vocês ... não disseram nada.... não fizeram nada ... vocês são piores do que qualquer ser asqueroso que já tenha matado! Sumam daqui de uma vez!”

O outro cavaleiro claramente não sabia o que fazer. E mesmo que tenha feito algo eu não saberia, pois desfalaci devido à perda de sangue.

Acordei apenas à noite. Estava numa tenda com Sir Tussan sentado num canto lendo algum livro. Quando ele percebeu que eu estava despertando ele abriu um largo sorriso e se levantou bradando com sua voz de trovão – “rapazinho.... que outras surpresas tem para nós mostrar?”

Quase no mesmo momento, como adivinhando que eu havia acordado, entrou na tenda, como um furacão, Sir Constant com a cara de poucos amigos – “finalmente achei-te, miserável! Sabe que esfregou o nobre nome de minha família na lama? Que achou que estava fazendo tomando as dores por reles ladrões?”

Sir Constant nem se apercebeu da presença do outro cavaleiro. Ele gritava impropérios que nem eu conhecia direito, mas claramente transtornado. Eu me sentei na cama improvisada com alguma dificuldade. Ia escutando tudo o que ele ia dizendo até o momento em que ele me perguntou – “o que tens a dizer?”

“- Não entendo sua irritação. Eu não agi conforme os preceitos do deus Khalmyr?”

Minha resposta pareceu ser pior do que se ofendesse. Ele levantou a mão para me dar um tapa no rosto, mas não teve tempo de terminar sua ação. Seu movimento foi interrompido pelo punho de Sir Tussan que o segurou com muita força.

“- Que pensa que esta fazendo? Quem lhe dá o direito de interferir?”

“- Que lhe deu o direito de exercer uma justiça tão deturpada? Em minha tenda ninguém realiza tal ato e sai impune, ainda mais depois do que esse garoto fez defendendo os preceitos do deus da justiça.”

“- Eu conheço você” – disse Sir Constant franzindo a testa e afinando os olhos como quem tenta se lembrar de algo – “você é um daqueles cavaleiros degenerados que acham que sabem de tudo sobre o nosso deus..”

“- Seu não... de todos, ou agora receberam alguma espécie de certificado de propriedade sobre o deus... eu não duvidaria” – e solta uma larga gargalhada – “se ser fiel aos preceitos da justiça, da honra, da presteza e da humildade me transformam em degenerado, então ótimo, sou um degenerado com toda a honra. E espero realmente que este garoto seja tão degenerado quanto eu sou.”

Sir Constant estava vermelho de raiva e notei sua mão dedilhando o pommel de sua espada. Mas ficou só na vontade – “não me interessa as opiniões idealistas de alguém que não entende as engrenagens por destras do mundo e da sociedade em que vivemos. Só me interessa dar uma lição neste pequeno patife e continuar minha jornada, pois até sua presença me incomoda, cavaleiro.”

“- Encoste um dedo nele e garanto que o engolirá” – agora as feições de Sir Tussan não eram em nada amistosas e seu olhar mostrava uma fera prestes à saltar sobre sua presa.

Sir Constant pareceu receber aquelas palavras com surpresa, deixando-o nitidamente nervoso, ou com medo – “então seu miserável” – ele disse à mim – “o que será? Ficará com essa paródia de cavaleiro ‘nobre e honrado’ ou continuará me servindo?”

Eu fui pego de surpresa. Ao mesmo tempo pude confirmar algumas das dúvidas que me inundaram desde o início da jornada até Norm. O que eu desejava para mim? O que seria de minha vida? Os dois ou três segundos que se passaram pareceram longas horas para mim. Mas a decisão era certa para mim – “desculpe sir Constant, mas prefiro servir um cavaleiro de verdade” – e postei-me ao lado de Sir Tussan.

Sir Constant tentou dar um riso de escárnio, mas não conseguia esconder sua raiva. Simplesmente virou as costas e saiu pela abertura da tenda. Meu peito ardia e pude perceber que o medalhão estava em brasa. Deveria ser um bom sinal, tenho quase certeza disso.

Sir Tussan deu uma grande gargalhada dando um tapa no ombro – “bom garoto, Khalmyr deve estar exultante em seu trono. Agora vá buscar suas coisas e durma aqui, pois teremos um dia cheio amanhã.”

Ele saiu pela mesma abertura da tenda mas voltou de repente – “e quem disse à você que você vai me servir?” – e saiu novamente.

Fui rapidamente buscar minhas coisas tomando cuidado para não cruzar nem com Sir Constant, nem nenhum dos outros cavaleiros daquela tarde. Fui rápido, pois queria voltar para colocar todas essas palavras no meu diário.

Pela primeira vez tomei as rédeas de minha vida sozinho.

Só não entendi o que Sir Tussan quis dizer com aquilo. Como assim ‘não vou servi-lo’?

Cinema

Adaptação de Akira chegará ao cinema


Um dos grandes sucessos, e responsável pela criação de uma avalanche de amantes dos mangás de sci, Akira foi revolucionário. O animê lançado em 1988 alcançou o mundo todo, numa época sem internet e com pouca inserção da cultura nipônica pelo mundo ainda, sendo um sucesso avassalador. Depois de ganhar fama em mangá e animê, agora chegará nas telonas. Albert Hughes e Allen Hughes ("Do Inferno" e "O Livro de Eli") estão em tratativas com a Warner Bros para dirigirem uma adaptação deste sucesso para o cinema.

Já existe um roteiro pronto feito por Mark Fergus ("Homem de Ferro") e Hawk Otsby. Neste primeiro filme (sim serão dois filmes) a história retratará os acontecimentos do primeiro dos três volumes do mangá. No segundo serão abordados os outros três volumes. A produção está nas mãos de Appian Way, empresa de Leonardo DiCaprio (mas fiquem tranquilos... ele não atuará no filme). Também não existe um elenco determinado. Um dos poucos rumores dão conta de que Joseph Gordon-Levitt ("500 dias com ela", "Mistérios da Carne", "10 Coisas que eu odeio em você") poderá interpretar Tetsou.