domingo, 28 de fevereiro de 2010

Preconceito X Diversão, dois comentários

Preconceito X Diversão – Um comentário
Dois posts me chamaram a atenção esta noite. No primeiro deles, do RPG Pará, eram levantados os temas da falta de jogadoras do sexo feminino no mundo do RPG e a dificuldade de jogadores masculinos interpretarem personagens femininos. O segundo post que me chamou a atenção foi uma respostas do blog Cavaleiros das Noites Insones.

Bom, não tenho a pretensão de dar uma ‘resposta’ para os posts. Quero apenas opinar e fazer uns comentários.

Mulheres no RPG

Desde que comecei a jogar RPG, nem sei quantos anos fazem isso (dezesseis ou dezessete anos) sempre tive o enorme interesse de difundir ao máximo sua prática. Desde o colégio, a faculdade e por qualquer lugar que eu fosse eu sempre tinha um dos manuais básicos na mochila para jogos relâmpagos ou para instruir alguém.

Com essa visão eu nunca descriminei as mulheres da prática do RPG – lógico, já que eu queria cada vez mais gente jogando. Mas sempre esbarrei numa barreira quase intransponível – o interesse feminino.

As meninas se interessam pouco por RPG, quando lhes é apresentado de uma forma rápida. Diferente dos meninos, que pelo simples mencionar da temática do jogo já ficam interessados. Sempre percebi – e tive testes longos e comprovadores com minha esposa, filha e outros parentes – que para atrair o interesse delas era preciso muito mais do que somente dizer “é um jogo legal onde a gente interpreta personagens em aventuras incríveis e fantásticas!”

Mas, quando se tinha a possibilidade de uma investida mais longa, apresentando um jogo onde elas pudessem assistir uma seção, explicar pormenorizadamente as regras e a dinâmica do jogo, muitas delas acabavam por ingressar nesse mundo maravilhoso do RPG.

E isso era uma vantagem tremenda.

Mulheres num grupo de RPG é algo gratificante. Primeiro porque uma das características que mais me agradava é que elas ‘compareciam’ aos jogos marcados. Raramente tive faltas injustificadas em minhas seções.

O segundo que temos com a presença de mulheres num grupo de RPG é que elas impõe uma dinâmica diferente ao correr do jogo. E quando isso não acontece, elas conseguem, pelo menos, influenciar a dinâmica do grupo como um todo. Saímos do simples ‘pilhar por XP’ para ‘interpretação e investigação’. Elas dão a possibilidade do grupo pensar em formas diferentes de se chegar aos resultados procurados.

Além disso, elas adoram interpretar seus personagens chegando à extremos de preciosismo. Suas interpretações são divertidíssimas e ricas de detalhes. O sentido interpretativo, para elas, é o ponto fundamental dentro do jogo. Teve uma vez que mestrei para um grupo de quatro meninas e um rapaz uma aventura de GURPS ... nunca rimos tanto com as interpretações, sem perder o sentido do central do jogo.

Homens interpretando mulheres

Esse ponto é um pouco mais complexo e acho que não existe uma reposta completamente satisfatória. Ao meu ver passamos por dois pontos centrais.

Primeiramente. O RPG é um jogo que inegavelmente atrai muito os jovens. A média de início, para os rapazes, gira em torno dos quinze anos. É uma época de afirmação de gênero (questão sexual) perante o grupo ao qual pertencem. Vamos imaginar a situação – você, frente a frente com seus amigos, num jogo ‘sério’ de RPG e você interpretando uma elfa peituda. Na cabeça desse jovem seria preferível morrer empalado. Não podemos criticá-lo. Os jovens dessa idade passam muito por isso, à todo o momento.

Indo além. Isso pode (olhem bem que é só uma possibilidade) acabar por criar um paradigma vicioso da situação. Ou seja, por costume eles não interpretam ou se sentem incomodados com a interpretação de personagens femininos.

O segundo ponto, e que influência muito, é a dificuldade de jogadores masculinos interpretarem seus personagens. Isso não é uma regra, mas é algo observável no geral. Jogadores homens preferem gastar menos esforço na interpretação do que na descrição de suas ações. É só pedir para um deles interpretar um gago, por exemplo. Depois teste pedir para o mesmo jogador descrever os golpes ou manobras realizadas no combate.

Conclusão

Esses dois temas são e serão recorrentes. Quem sabe enquanto existir RPG existirão esses ‘problemas’. Mas não podemos simplesmente considera-los preconceitos. No máximo podemos classifica-los como características que os jogos de RPG acabam por deixar afloradas.
Com um pouco de observação, perspicácia e esforço de mestres e jogadores, podem não passar apenas de fases.

The Guild, agora em quadrinhos

The Guild: a união entre quadrinhos e RPG


Boas ideias surgem à todo o momento. Boas ideias que viram sucesso e são de qualidade são bem mais raras. Esse é o caso de The Guild. Para quem não conhece The Guild é uma série de episódios, em forma de vídeo, (procure noyoutube) contando a vida de seis pessoas normais, que não se conhecem, mas que juntas, em um RPG online formam o grupo de aventureiros “Knights of Good”

Essas pessoas simples - Cyd Sherman, Herman Holden, Sujan Balakrishnan Goldberg, Clara Beane, Simon e Tinkerbella – quando conectadas assumem os papéis de Codex, Vork, Zaboo, Clara, Bladezz e Tinkerbella em um maravilhoso mundo de fantasia cheio de aventuras.

A série é um sucesso desde sua criação em 2007 por Felicia Day e foi premiado mais de uma vez pelo South by Southwest. Ela mostra a vida dos personagens, em suas aventuras, e a vida de quem os controlam.

Com todo esse sucesso The Guild chega agora aos quadrinhos, pela Dark Horse, sendo lançado em Março próximo (nos Estados Unidos por enquanto). Segundo informações a série em três episódios quadrinizados mostrará fatos anteriores ao início do seriado eletrônico do youtube.

Miniaturas Sci-fi

Grande Miniatura - Patrulha Estrelar

Desta vez trago uma miniatura em escala bem maior que as anteriores. A escala deste caça do Macross é 1:48, ou seja, uns vinte centímetros de comprimento. Vocês verão que é bem mais fácil de montar miniaturas deste tamanho nom que diz respeito à estrutura dela, mas os detalhes também ganham uma certa complexidade. A dificuldade é mais ou menos a mesma. O modelo é o básico VF-4. Faça o download AQUI!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cenário - A Torre da Fronteira 2

A TORRE DA FRONTEIRA

João Eugênio Córdova Brasil & Júlio Oliveira

UM GIGANTE DE PEDRA

Para quem olha do lado de fora ela parece apenas uma torre, uma gigantesca torre ao lado de um enorme portão, mas ainda assim uma torre. Na verdade esta torre esconde em suas paredes uma cidade inteira. Dentro de uma estrutura construída pelos anões para interromper a passagem entre a Grande Câmara e o enorme túnel que vai em direção à Doherimm, eles tiveram a clara intenção de criar um local que pudesse sobreviver quase que independentemente do resto da civilização anão. Ao mesmo tempo ele deveria ser resistente à ponto de agüentar os ataques de uma civilização estranha, forte e sanguinária.

Muitas ideias foram cogitadas nos primeiros momentos antes da construção. Pensaram deste um enorme portão até uma cidade anã nova. A escolha final foi a junção de ambas as ideias. Klóin, no papel de arquiteto do projeto, decidiu que o melhor seria uma estrutura que ao mesmo tempo que protegesse a passagem, ainda comportasse um enorme contingente de soldados e pessoas.

A estrutura básica foi criada com três partes distintas – a torre, o forte e o portão – todos interligados, mas independentes.


A Torre, a estrutura principal, é composta por seis andares gigantescos. Ela faz ligação entre o enorme portão – ao seu lado – e o forte. Ela possui apenas uma ligação com o pátio central no primeiro andar. Já com o forte existem ligações em cada andar para uma melhor circulação de soldados e suprimentos. Entre cada um dos seis andares existem três conjuntos de escadas todas no corredor central e um elevador mecânico (junto da escada norte).

A Torre, que tem forma circular, possui a mesma constituição em todos os andares. Há o corredor principal, muito amplo, que vai no sentido norte-sul. Nele estão as escadas e o elevador (criação da engenharia anã). Bem no seu centro há o que chamam de “pilar da Torre” – uma coluna monumental. Deste corredor central saem uma série de outros corredores secundários. No último andar, toda a face oeste da Torre está constituída na forma de um gigantesco ponto para visão panorâmica da Grande Câmara, chamado de a Área da Vigia. Fora o sexto andar, não existem aberturas como janelas em nenhum andar, apenas pequenas aberturas para vigia. Abaixo do andar térreo existe um pequeno conjunto de cavernas e escavações realizadas pelos próprios anões. Outro ponto peculiar da Torre é a forma de comunicação interna. Foi criada uma série de pequenos tubos que percorrem toda a extensão da Torre entre seus pontos principais. Por eles os anões podem trocar informações e ordens em caráter de urgência.

O Forte, estrutura retangular que ladeia o pátio central entre os dois portões, comporta boa parte das tropas da estrutura. Cada andar possui uma ligação com a torre para comunicação de anões e transporte de mantimentos. Na parte térrea está o maior depósito de mantimentos e armas de toda a estrutura.

Os portões estão divididos em dois conjuntos, tendo entre eles o pátio central. O primeiro conjunto separa a Torre da Fronteira da Grande Câmara. O segundo conjunto separa a cidadela do túnel. Ele é constituído por duas partes manufaturadas de madeira duríssima – muitos dizem ser madeiras conseguidas na região da atual Tullon – com espessura impressionante e com enorme peso. Seu peso impossibilita um manuseio fácil e rápido dos portões. Para abri-lo ou fecha-lo por completo gasta-se pelo menos cinco minutos. O portão à leste, um pouco mais leve, pode ser fechado mais rapidamente por ser mais leve, mas igualmente resistente. Todo o trabalho de movimentação dos portões é realizado por uma série de mecanismo criados graças à engenhosidade anã. Eles são controlados de uma sala existente no primeiro andar da Torre, junto ao portão. As ordens de abertura e fechamento parte da Área da Vigia, no sexto andar por uma espécie de comunicador que se vale de tubulações, como já foi dito.

O pátio central é o espaço entre os portões, de um lado, e entre a torre/forte e a parede da caverna. Nele temos a circulação constante de anões que chegam de Doherimm e voltam para lá, treinos são realizados e toda a atividade acontece.

No geral, muito embora anões não precisem de claridade para enxergar, enormes candeeiros e tochas são mantidos acessos para o próprio bem dos animais e pois a luz é um inimigo natural das estranhas criaturas pálidas que constantemente atacam.


VIVENDO NA TORRE

Uma cidadela tão complexa quanto esta, mesclando civis e soldados, não poderia ter apenas uma administração militar. Na Torre da Fronteira temos duas administrações.

A administração militar controla todos os afazeres bélicos da vida da Torre – isso inclui a vigia da Grande Câmara, expedições exploratórias, treinamento de novos recrutas, entre outras coisas. Seguindo uma rígida hierarquia a administração militar está nas mãos daquele que possui o posto de Comandante da Torre. De seus aposentos – no sexto andar – ele controla toda a movimentação das tropas dentro da Torre. O Comandante é auxiliado por capitães (de 3 à 6, conforme a necessidade) que alojam-se espalhados pelos outros andares.

Já a administração civil da Torre é feita pelo chefe de um clã de anões. Este posto pertence à este clã desde a construção da Torre. Dizem que eles ganharam este posto por serem um dos principais financiadores de tal projeto, trocando tal posição pela ajuda estratégica e financeira. Toda a organização civil da torre parte de suas ordens – desde decisões de pendengas criminais até controle dos armazéns e estoques.

Cinema - Novidades em Superman, Transformers 3 e Fúria de Titãs

Muitas Notícias nesta Sexta-feira

Superman 2: pelo visto foi resolvido o problema de quem será o roteirista no novo filme da adaptação dos quadrinhos da DC. Segundo o site Latino Review será David Goyer (“Batman: Cavaleiro das Trevas”). Como já foi ‘quase’ confirmado o diretor Bryan Singer e o ator Brando Routh não estarão neste novo filme, mas ainda não temos substitutos para eles. Segundo alguns sites o novo roteiro deve trazer alguns personagens clássicos da vida do herói, enfocando mais o passado em Krypton.

Fúria de Titãs: com a aproximação do lançamento deste remake (a primeira versão é de 1981) chegam os cartazes brileiros. Já haviam sido postados em cinemas (aqui em Porto Alegre eu vi no Cinemark Bourboun Ipiranga) enormes estruturas de papelão mostrando os personagens. A história é a mesma da primeira versão: Perseu (interpretado por Sam Worthington, “Avatar”) parte numa jornada perigosa para salvar sua família de Hades (interpretado por Ralph Fiennes) e nessa jornada ele terá muitas aventuras enfrentado demônios e monstros. Um elenco interessante estará no filma: Gemma Aterton (do ainda inédito “Príncipe da Pérsia”), Alexa Davalos (“A Batalha de Riddick”), Mads Mikkelsen (“007 – Cassino Royale”) e Jason Flemyng (“A Liga Extraordinária”). O diretor é Louis Leterrier (“O Incrível Hulk”). Fiquem atentos. A estréia do filme foi adiada do dia 2 de Abril para o dia 21 de Maio.


Tranformers 3: mais algumas informações sobre o terceiro filme da franquia. O diretor Michael Bay confidenciou que as filmagens serão realizadas em Washington, Detroit, Boston, Egito e na Moscou. Outra informação dada pelo diretor é que teremos menos combates e mais enfoque na mitologia dos alienígenas. Os atores Shia LaBeouf (“Paranóia”) e Megan Fox (“Garota Infernal”) estão confirmadas. A estréia prevista é para 1 de julho de 2011.

The Flash: Será que este filme sai? Pelo visto sim. O diretor provável, segundo alguns sites, é Greg Berlanti (co-roteirista de “Lanterna Verde” e, como diretor, “Clube dos Corações Partidos”). Vamos torcer .... eu estou torcendo!!!

Miniaturas Sci-fi

Mais Miniaturas da Patrulha Estrelar

Continuando nossa série de miniaturas dos caça da série de anime Patrulha Estrelar, temos hoje mais dois exemplares. Como os anteriores são numa escala pequena - todos fazem parte de um grande conjunto. A dificuldade, como dos anteriores, é média, mas não se assustem!

O primeiro é o Macross ME VF-14 Vampire, em três versões de cores. Faça o donwload AQUI!


O segundo é o Macross 7 VF-17VNightmare "Teal". Faça o donwload AQUI!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cinema

Blade 4 e Capitão América

Blade 4: cada vez os romures ficam mais fortes. Deve mesmo sair da prancheta um novo Blade. E se depender do protagonista dos primeiros três filmes - Wesley Snipes - isso será realidade logo logo. O ator confidenciou seu interesse no site Arrow in the Head. Além disso ele estaria dentro de um projeto que traria às telas um spin-off da série. Vamos torcer e esperar.

Capitão América: começou a procura dos atores para formar o elenco da adaptação do herói símbolo dos quadrinhos da Marvel. De início a procura está focada no personagem principal. Enquanto muitos nome de famosos são sussurrados, o diretor Joe Johnston repete que pretende utilizar um ator pouco conhecido. Até o momento os atores convocados para testes foram Chace Crawford (da série “Gossip Girl”), Scott Porter (da série “Friday Night Lights”), Mike Vogel (“Cloverfield”), Michael Cassidy (da série “Smallville”), Garret Hedlund (da série “Supernatural”) e John Krasinski (da série “The Office). Um dos argumentos para procurar um ator pouco conhecido seria o valor a ser empregado. Segundo os produtores do filme procura-se um ator que encare um contrato para NOVE filmes por uma bagatela de trezentos mil dólares (lógico que prevendo alterações salariais futuras). Enquanto isso vamos contando o tempo até 22 de julho de 2011.

Curso de Heráldica

CURSO DE HERÁLDICA

Escudo: Partes

O escudo, como forma básica e central do brasão, é dividido tradicionalmente em nove partes. É importante, antes deixarmos claro a diferença entre “partes” e “partições”. Estaremos falando sobre as parte (os campos) existentes imaginariamente no escudo. A linha externa que delimita o escudo é chamada de Bordo do escudo. Para um bom entendimento das posições no escudo (como já foi dito anteriormente) é preciso termos claro a questão de esquerda e direita, também chamadas de dextra e sinistra.


A partir daí temos uma denominação específica para cada uma das partes do escudo.

A parte superior do escudo possui caráter de destaque e é considerada com a parte mais nobre. Ela é chamada, no conjunto das três partes, de a “Parte do Chefe”, como referência ao elemento central. Mas a forma correta de denominação seria “Topo do Escudo”. As duas laterais superiores são chamadas de cantões (cada uma das quatro extremidades) – cantão direito ou dextro do chefe e cantão esquerdo ou sinistro do chefe. Veja a seguir:


A parte intermediária do escudo é composto por dois flancos – flanco direito ou dextro e flanco esquerdo ou sinistro. A parte central possui o nome de “Coração” ou “Abismo” do escudo. Especificamente dizemos que uma peça (isso será visto posteriormente) está no “coração do escudo” quando ela tiver o mesmo tamanho das peças restantes. Ao mesmo tempo dizemos que ela está no “abismo do escudo” se a peça tiver um tamanho menor do que das restantes.


A parte inferior é denominada, em seu conjunto, por “Ponta do Escudo”. As laterais são chamadas também de “cantões” – cantão esquerdo ou sinistro da ponta e cantão direito ou dextro da ponta. A parte central é chamada simplesmente de “Ponta”.


Dois pontos importantes são referenciados pelas partes do escudo. O primeiro deles fica entre o ‘chefe’ e o ‘coração’ e é chamado de “Ponto de Honra”. O segundo fica entre o ‘coração’ e a ‘ponta’ e é chamado de “Umbigo do Escudo”.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cenário - A Torre da Fronteira 1

A TORRE DA FRONTEIRA

João Eugênio Córdova Brasil & Júlio Oliveira



“Eu conheço este olhar que vocês têm no rosto! É igual à todos os que percebem que fizeram uma burrada. Foi o mesmo olhar que eu tinha na cara logo que cheguei aqui quando ainda era um recruta, como vocês!” – esbravejava um anão de trejeitos muito rudes e barba ornada em uma enorme trança.

“Aqui vocês servirão à sua raça fazendo aquilo que sabemos fazer de melhor, proteger nossa adorada Doherimm” – ele continuava falando enquanto caminhava de um lado para o outro arrastando os seus pés no chão arenoso e continuou, após uma pausa – “Aqui aprenderão a serem guerreiros de verdade.”

Ele abriu os braços de costas para os recrutas como numa encenação – “Aqui, na Torre da Fronteira, no maior basteão armado do norte do reino dos anões, o verdadeiro alicerce de nossas defesas, aqui vocês serão guerreiros de verdade.”

“E por que este ponto é tão importante? Por que aqui, no meio do nada, tão abaixo da superfície é tão importante? Porque do outro lado desta enorme torre e de seus intransponíveis portões está a Grande Câmara. Um lugar tão gigantesco quanto perigoso. Um lugar que fará vocês rezarem a Tenebra todo o dia para saírem daqui e rogarão à Heredrimm toda a sua força. Um lugar onde encontrarão as criaturas mais perigosas que já se ouviu falar, e outras tantas que nem imaginavam que existiam.”

“Minha função é ensinar vocês a serem dignos de pertencerem à uma raça tão valorosa quanto a nossa. Aqui se transformarão me anões de verdade. Espero que odeiem este lugar.”


HISTÓRIA

Para aqueles que pensam que Arton se restringe a tudo o que os olhos conseguem ver na superfície o engano é certeiro. Muita coisa está longe das vistas dos moradores do Reinado. Maravilhas se escondem nas profundezas dos mares abraçados pelo deus Oceano. Riquezas incontáveis embelezam outros planos, junto dos deuses. E uma civilização inimaginável vive abaixo de nossos pés, tão antigo quanto o próprio continente – este é o reino dos anões.

O reino dos anões é praticamente desconhecido pelos habitantes da superfície, embora muitas sejam as histórias contadas. Poucos são os privilegiados que foram conduzidos até seus recantos para encherem seus olhos com suas belezas feitas de metal e pedra. A localização de sua capital, Doherimm, é guardada à sete chaves e é, por muitos, considerado o lugar mais seguro de Arton.

Quando falamos em anões logo temos em nossas mentes a qualidade de seus guerreiros e a honra que permeia suas vidas. Mas, além de tudo isto, reconhecemos a fama que possuem de incríveis construtores. Todos dizem que quando um anão coloca as mãos em algo consegue moldá-la ao seu prazer. Seus serviços, quando estão dispostos a vende-lo, é disputado sendo garantia de qualidade. Contam as lendas que todo os principais castelos e fortificações de Arton foram construídos ou orientados por algum anão.

Mas essa fama não é à toa. Realmente o conhecimento anão em construção é uma realidade palpável. E a prova disto está longe até dos olhos de muitos anões. O maior de todos os feitos, desta incrível civilização, é a Torre da Fronteira.

Os anais da civilização anã remontam a construção de Torre da Fronteira à poucas dezenas de anos após a fundação de Doherimm, por anões vindos de Arton-sul, provavelmente. Contam que anos depois da fundação da capital anã, insistentes ataques eram realizados contra Doherimm. Criaturas das profundezas avançavam contra os domínios dos anões causando grandes problemas.

O inconveniente não poderia durar mais. Soluções foram procuradas em muitos níveis. O mapeamento dos arredores da capital anã foi uma das primeiras iniciativas. Boa parte das profundezas do subsolo do Reinado é permeado por uma enormidade de túneis e cavernas. Nos arredores de Doherimm não era diferente. Assim pretendiam procurar os caminhos que seus inimigos usavam para empreender seus ataques.

O responsável encarregado deste mapeamento foi Klóin Forjador. Considerado um dos melhores rastreadores das cavernas de toda a população anã, Klóin decidiu que deveriam realizar expedições o mais rápido possível para poderem levantar defesas seguras em pontos estratégicos. Já tinham conhecimento de que os pontos mais críticos eram ao norte e ao sul da capital. Assim duas grandes caravanas militares foram organizadas. Uma delas, a do sul, seria chefiada por seu irmão mais novo – Tróly – enquanto ele mesmo comandaria a segunda caravana, para o norte.

Foram semanas de estudos, pesquisas e combates. No sul não houveram grandes surpresas. Tróly rapidamente descobriu que não precisavam temer grandes perigos daquela região, pelo menos nada que não pudessem enfrentar facilmente. Mas no norte as coisas foram diferentes. Combates cada vez mais intensos surpreendiam Klóin quanto mais seguiam para o norte. Tanto que por mais de uma vez foi obrigado a pedir reforços, mantimentos e armas para a capital.

Na quinta semana de marcha, lenta, rumo ao norte, realizaram a maior de todas as descobertas. Saindo de um enorme corredor, que só pelas dimensões já era impressionante, encontraram o que chamariam de A Câmara. Era uma estrutura natural de quilômetros de diâmetro e largura que formava um gigantesco espaço vazio debaixo da terra. Mas isso não era o mais incrível. Ao se depararem com este vazio, tinham a impressão de terem saído à superfície num dia de lua cheia. Algum fenômeno desconhecido para os anões, naquele momento, fazia com que as paredes da gigantesca câmara conferissem uma parca luminosidade azul escuro, como um luar, ao ambiente. Ficaram logo maravilhados, mas a sensação durou pouco. Junto com a descoberta da Câmara encontraram a origem dos problemas da civilização anã – uma outra civilização de criaturas muito pálidas já habitava aquele lugar. Em um número enorme as forças adversárias, estranhas para os anões, eram numerosas e vorazes. Pelo que perceberam essas criaturas vinham de muito além da extremidade desta enorme câmara, mas naquele enorme espaço é que se reuniam para os ataques. O encontro com os inimigos não foi nem um pouco amistoso.

A força da investida foi enorme, mas os anões valeram-se de sua perspicácia e inteligência. A sobrevivência do contingente anão só foi possível por usarem a geografia daquele lugar ao seu favor. A Câmara afunilava no seu encontro com o túnel que levava até Doherimm. Usaram desta forma a entrada do túnel para facilitar sua resistência contra o inimigo restringindo o poderio ofensivo deles.


A vitória foi sangrenta e difícil, mas alcançada. Klóin logo percebeu a incrível dificuldade que tinham nas mãos. Mas, ao mesmo tempo, percebeu que já tinha a solução. Voltou para Doherimm e solicitou o envio de mais guerreiros e dos melhores construtores da capital. Explicou sua estratégia ao monarca – construir a solução final para os problemas do reino. Ele mesmo iria ser o arquiteto daquele monumento à defesa do reino.

Foram décadas de lutas e esforço. Mas o sangue e o suor foram recompensados. Quando a última pedra foi colocada em seu lugar, Klóin teve certeza que sua obra duraria mais do que o mundo.

Assim nasceu a Torre da Fronteira.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Cinema - Notícias

Pesadelo, Tropa e Piratas

Hora do Pesadelo: o remake do clássico do terror dos anos oitenta teve alguns pôsteres apresentados. São três diferentes pôsteres para dar um gostinho para os fãs. O rosto do clássico vilão – Freddy Krueger – ainda é um segredo guardado à sete chaves. Com direção de Samuel Bayer (dirigiu o clip “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana) e produção de Michael Bay (“Transformers”), temos no elenco Kyle Gallner (“Evocando Espíritos”), Katie Cassidy (“Busca Implacável”), Thomas Dekker (“Uma Prova de Amor”) e Kellan Lutz (“Crepúsculo”). Estréia em 30 de Abril.


Tropa de Elite 2: pelo visto esta será uma produção que servirá de divisor de águas no cinema brasileiro. Os gastos são dos mais impressionantes. Um bom exemplo disso é a reprodução de Bangu I num cenário gigante de 500 metros quadrados. Foram dois meses de trabalhos minuciosos utilizando mais de quarenta profissionais especializados.

Piratas do Caribe 4: as primeiras informações davam conta que o vilão do quarto filme seria o Capitão Nemo, mas novos rumores surgiram. Segundo o site CineNews, Ian McShane (“Deadwood” e dublagens em “Kung Fu Panda” e “Coraline”) estaria sendo sondado para interpretar Barba Negra.

Zumbis em Porto Alegre - Anotação 2: Chegando em Porto Alegre


Anotação 2 - Chegando em Porto alegre
Vou começar a rememorar o início deste inferno que já dura quatro meses.

Eu estava voltando de dois dias de trabalho duro em Santa Maria. A viagem de lá para Porto Alegre não leva mais do que quatro horas de carro. Era uma sexta-feira e eu nem imaginava o que já estava acontecendo naquela manhã. Tinha passado a última semana na cidade de Mata, alguns quilômetros depois de Santa Maria, numa conferência universitária sobre comunidades indígenas. Depois resolvi esticar mais dois dias em reuniões na Universidade Federal de Santa Maria. Lá fiquei sabendo que o mundo estava virando de pernas para o ar, mas ainda eram rumores esparsos, comentários incrédulos de cientistas, piadas de estudantes e telejornais sensacionalistas.

As informações sempre salientavam que nunca poderíamos ser atingidos por aquele mal, e mesmo que fossemos não precisávamos entrar em pânico, pois haveria um plano infalível de controle. Isso havia começado no início deste mês, janeiro. Casos isolados nos Estados Unidos, Austrália, China, França e em países do sul da África. Dias depois já havia quase uma centena de casos, e duas semanas depois já haviam casos espalhados por todos os continentes. Mas as notícias ainda eram as mesmas – que tudo estava sob controle e de que o Brasil está protegido. Em rede nacional ministros se revezavam conclamando todos para manterem a calma e tornarem-se uma só força contra a ameaça. Talvez por isso que não cancelaram o Congresso de Mata.

No início da semana em que voltaria para Porto Alegre, vinte dias depois da primeira notícia, havia surgido um caso de um passageiro de um voo que vinha de Miami com conexão em São Paulo. Ele havia entrado em colapso em pleno ar, mas conseguiram trancá-lo num compartimento do 747 da TAM. Depois que o avião pousou nada mais se falou sobre o caso, tendo sido claramente abafado. A Radio Gaúcha dava informes hora a hora sobre notícias vindas de todo o mundo e do resto Brasil. Eram informações desencontradas que mais deixavam dúvidas do que certezas – algo que sabiam fazer muito bem para manter a audiência dando conectada.

No meio da semana, três dias atrás, o Hospital das Clínicas de Porto Alegre havia informado sobre meia dúzia de casos, além de outros em Caxias do Sul, Pelotas e Uruguaiana. Na sexta-feira pela manhã, antes de começar a viajem de volta foi dado um alerta em Porto Alegre, bem como em várias outras capitais, com toque de recolher, fechamento de escolas e repartições públicas. O exército iria assumir o controle das ruas das cidades. Ainda diziam que era apenas de forma preventiva. As notícias da mídia estavam sendo claramente controladas.

De qualquer forma eu iria voltar à Porto Alegre.

Depois de abastecer minha caminhonete passei em um supermercado de Santa Maria e fiz um pequeno rancho, não só por não ter nada em casa quando chegasse, mas também por um palpite de que havia algo estranho no ar. Comprei o básico para se precisasse ficar em casa. Macarrão instantâneo, água, leite em pó, barrinhas de cereal, alguns enlatados, pilhas, fósforos, alguns medicamentos básicos. Tudo o que desse para carregar e que não fosse perecível. O clima de histeria ainda não tinha começado, mas muita gente estava indo aos mercados para deixarem as dispensas cheias.

Estava dando carona para mais dois colegas da UFRGS. Eles seguiram o meu exemplo e compraram algumas coisas também aproveitando o espaço da caminhonete. O Paulo estava preocupado pois não consegui falar com sua família desde a noite do dia anterior e o celular sempre dava a mesma mensagem de impossibilidade de completar a chamada. O Raul teve mais sorte e havia falado com seu irmão, mas as notícias não eram animadoras. Ele disse que a noite havia sido muito conturbada e passaram escutando tiros, estavam com energia elétrica de forma precária e as rádios e sites não davam informações concretas. Muitos parentes e amigos estavam juntos para se sentirem mais seguros.

O Paulo nos apressou o quanto deu. Ele que era caçador estava levando consigo uma espingarda de algum tipo e uma barraca. Não conhecia e ainda não conheço o suficiente sobre armas, só sabia que ele caçava no Taim durante o outono e havia levado sua arma para Santa Maria, pois um amigo de lá, especialista, o presentearia com uma nova, além de fazer uma reforma na sua. Quando começamos a viajem, lá pelas oito e meia da manhã, ele se sentou ao meu lado, no banco do carona com as armas, dentro de seu saco de transporte, no colo. Ele estava nitidamente apreensivo e com olhar agitado.

A viajem foi tranquila nas primeiras duas horas até chegarmos em Santa Cruz do Sul. A única coisa que notávamos era o enorme fluxo de carros vindo da direção de Porto Alegre para o interior. Mesmo assim não era o suficiente para me assustar. Paramos num boteco de beira de estrada, junto de posto de gasolina, para usar o banheiro e comer qualquer coisa, mas sem perder muito tempo. Logo que entramos foi flagrante as caras de susto de todos. Num dos cantos do bar um velho ficava trocando de canal numa televisão velha tentando ver se consegui sintonizar alguma coisa em vão. O sinal dos celulares e internet mal pegavam nesse local e nos deixavam às escuras também. Usamos o banheiro e compramos qualquer coisa pronta para comermos no caminho. Aproveitei e enchi dois galões de 25 litros de água com gasolina, se a coisa estava tão ruim assim a primeira coisa a acabar seria combustível.

Começamos a andar no limite do aceitável para aquela caminhonete. Estávamos todos apreensivos agora. O fluxo contrário era cada vez maior e foi ficando cada vez maior até chegarmos à Nova Santa Rita, ao lado de Canoas. Ali havia um primeiro bloqueio militar barrando a passagem de quem viesse da direção de Porto Alegre. Como estávamos indo para lá eles não se mostraram preocupados e nem mencionaram fazer qualquer tipo de sinal nos impedindo.

Quando saímos da estrada Tabaí-Canoas e pegamos a estrada para Porto Alegre é que começamos a notar algo muito estranho. Não havia ninguém caminhando nas ruas. Apenas carros vindo da direção de Porto Alegre. As ruas estavam desertas demais para aquela hora do dia. Escutávamos o som de tiros momento à momento e víamos focos de incêndios ao longe espalhados pela área da cidade, que é vizinha a Porto Alegre. Era um vazio perturbador.

Acelerei ainda mais o carro principalmente pela inexistência de tráfego na nossa pista. Por um momento ou outro Raul jurou ter visto algo rastejando por uma rua lateral ou viela, mas não paramos para conferir. Soldados, principalmente nas proximidades da Base Aérea de Canoas, preparavam barricadas com sacos de areia costeando alguns blindados. Armados demais para ser apenas precaução.

Deste ponto já conseguíamos ter um visual da capital do Rio Grande do Sul. Era quase meio dia e aquilo parecia uma praça de guerra. Focos de fumaça subiam em incontáveis pontos. O fluxo de carros já quase inexistia. Havia pessoas correndo com malas e trouxas à tiracolo passando por carros abandonados com suas porta escancaradas em frente à um bloqueio que os impedia de sair. Para atravessá-lo tivemos que passar por dentro de uma empresa de transporte, um pouco antes do aeroporto Salgado Filho, que estava com os portões escancarados. Por mais de uma vez quase atropelei pessoas que vinham pelo meio da rua e não davam bola para nós.

Entre o aeroporto e a Estátua do Laçador haviam pelo menos duas dezenas de blindados e nem sei quantos soldados. Eles disparavam suas armas de forma intercalada, mas não víamos no quê. Parecia uma cena de filme de ação, mas real. Seria impossível passarmos por ali. Com isso meus colegas estavam apavorados com suas imaginações fervilhando. O Raul estava com o corpo para fora, sentado na janela de trás para tentar enxergar algo. O Paulo já havia tirado um dos rifles da bolsa e o levava grudado ao peito.

Parei o carro e pensei por um minuto tentando criar uma rota alternativa. Pisei fundo e costeei o aeroporto atravessando por detrás dele, onde anteriormente vilas que foram retiradas para ampliação da pista de pouso. Enquanto passávamos por ali vimos uma pista de decolagem virada em um verdadeiro pandemônio, mas muito longe para que pudéssemos entender o que estava realmente acontecendo. Alcancei a avenida Assis Brasil, perto de outra das saídas de Porto Alegre, mas desta fez estávamos antes do bloqueio militar. Quando apontamos com o carro na esquina os soldados começaram a gesticular e apontar, mas eu não entendi o que queriam dizer. Foi o Raul que gritou “Puta merda, olha só....!

Eu e o Paulo nos viramos para o lado oposto aos soldados e demos de cara com pelo menos uma centena daquelas coisas vindo pelo meio da rua de forma lenta. E ao longe pareciam haver uma outra leva bem maior deles. Um desavisado saiu correndo de um dos prédios mas foi literalmente soterrado por aquelas coisas, lentas, mas constantes. Não foi uma cena bonita. Estávamos os três paralisados. O Raul jogou-se para dentro da janela e fechou seu vidro como se aquilo fosse um escudo impenetrável, mas era apenas medo.

Quando percebemos havia alguns daqueles zumbis de forma esparsa por todo o lado como se fossem chamados para aquela avenida. Alguns muito próximos. Nós estávamos sem ação. Uma coisa é escutar algumas notícias, outra e estar no meio da notícia.

De repente um deles saído Deus sabe de onde pulou no capo da caminhonete nos tirando daquela apatia mortal. Ele deu um murro no para-brisa fazendo o carro estremecer. Era uma visão pavorosa. Ele era um homem, ou o fora quando vivo, mas estava agora com o rosto desfigurado e coberto de sangue. Uma parte de suas bochechas estava faltando e deixando seus dentes à mostra. Não tinha um dos braços também, arrancado na altura do ombro. Mesmo assim aprecia incrivelmente mortal.

Instintivamente eu acelerei o carro fazendo-o perder o equilíbrio e forçando-o ao chão. Nós atravessamos a avenida em meio à tiros que não nos acertaram por pouco e entramos numa rua estreita de um bairro residencial indo na direção da zona leste. A imagem por onde passávamos agora era outra. Era macabra. Era mortal. A horda estava vindo daquele lado. Haviam muitos corpos espalhados pela rua – inteiros e aos pedaços. Soldados e civis. Era o sinal de que uma luta havia ocorrido não fazia muito tempo. De quando em quando presenciamos um dos supostos mortos sofrer como se fosse algum tipo de espasmo e levantar, como por milagre.

Pessoas normais ainda corriam de um lado para o outro, perseguidas ou não. Alguns tentavam manter seus lares disparando e atacando à menor aproximação de um daqueles zumbis. Mas cada vez havia mais e mais destas pestes surgindo de todos os lados.

Permanecíamos mudos enquanto a única certeza que eu tinha, enquanto acelerava ao máximo, era que as coisas ainda iam piorar muito. Eu estava tão atônito que nem me lembrava do básico – ligar para a minha filha. Pedi para o Raul e para o Paulo tentarem usar o celular para ver se conseguiam falar com alguém.

Apenas algumas operadoras estavam completando as ligações, mas infelizmente não consegui completar a ligação para casa. Raul conseguiu falar de novo com seu irmão. As notícias eram ainda piores. Todos estavam escondidos na casa dele na zona sul da capital, no bairro Serraria. Ele disse que a vizinhança estava enlouquecida e que haviam muitos mortos espalhados pela rua, além de muitos zumbis perambulando, mas que ainda estavam incógnitos. Ele prometeu que iria buscá-los no que desse.

Depois de uma conversa rápida decidimos tentar chegar à minha casa primeiro que ficava no caminho, no bairro Intercap. Os outros dois residiam bem mais para o sul da cidade, em Teresópolis e no Guarujá.

Nossa sorte é que conforme íamos nos afastando da zona norte de Porto Alegre as coisas iam se acalmando, pelo menos na quantidade dos zumbis. O maior problema é que haviam muitos carros parados pelas ruas que já eram estreitas, além de muitos acidentes. Isso nos obrigou à ziguezaguear por uma infinidade de ruas transversais. Acabamos saindo na Manoel Elias, perto da ex-Faculdade Porto-alegrense.

Daqui seria apenas mais uns dez minutos, se não tivéssemos nenhum bloqueio, para chegar em casa.

Confraria de Arton completa 2 anos

Mais um ano de vida!!!

Pois é pessoal... completamos mais um ano. Desde o dia 24 de fevereiro de 2008 estamos na luta. Ora sozinho, ora com algum colaborador, mas sempre na luta, sem esmorecer e sem deixar aqueles que nos acompanham sem novas postagens.

Neste último ano conseguimos realizar algumas coisas interessantes. Levar adiante o "Material de Apoio - Lâminas", que me trouxe muito prazer em realizar; ampliar a variedade de tipos de postagens; subir muito no rankin nacional de blogs de RPG; criar ótimas parcerias.

E para o novo ano de vida teremos muitas coisas interessantes para apresentar. À começar pelo "Zumbis em Porto Alegre", um novíssimo material de apoio e um novo mini-cenário para Tormenta.

Espero que continuem nos acompanhando e curtindo tanto quanto eu!!! Obrigadão!!!