sábado, 18 de fevereiro de 2012

Games na Confraria: sete trailers para Crusader Kings II

Games na Confraria
Crusader Kings II ganha série de trailers


Sete trailers em formato live action foram disponibilizados para ambientar, de forma engraçada, o game “Crusader Kings II”, da Paradox. Na verdade a série de trailers fazem uma paródia da discussão atual ao redor da ‘pirataria’ e das iniciativas americanas de acabar com os downloads ilegais. O rei do trailer luta contra seu inimigo Dowlow Ding de Gaems. Os sete anos de espera pelo jogo está chegando ao final neste ano.

Os sete pecados mortais: Pirataria


Os sete pecados mortais: Cobiça


Os sete pecados mortais: Vaidade


Os sete pecados mortais: Luxuria


Os sete pecados mortais: Inveja


Os sete pecados mortais: Ira


Os sete pecados mortais: Preguiça




Cinema na Confraria: trailers de Intrusos e Prometeus e notícias sobre Transformers 4 e continuação de Chronicle

Cinema na Confraria

Transformers 4 ganha data
O dia será 29 de junho de 2014. Outra novidade é que Michael Bay estará de volta à direção. Mas o que não entendi é que eles afirmaram que este quarto filme será uma mescla de continuação e reboot (???) da franquia. Para isso eles terão por trás das câmeras pesos pesados do cinema de ficção – os produtores Bonaventura, Don Murphy, Tom DeSanto e Ian Bryce; e os produtores-executivos Steven Spielberg, Michael Bay, Brian Goldner e Mark Vahradian. Foi dito que a intenção é fazer o que estão realizando com a segunda produção de G.I. Joe onde há uma mescla de personagens antigos e alguns inéditos.

Chorinicle deverá ter continuação
Nem estreiou ainda e Chronicle tem anunciado sua continuação. A informação foi dada pelo diretor Josh Trank. A estréia da primeira parte será apenas em março próximo.

Novo trailer de Intrusos
Com Clive Owen como protagonista, Intrusos ganha mais um trailer antes de sua estréia, em 30 de março.


Lançado trailer internacional de Prometheus
O prequel da franquia Aliens, produção de Ridley Scott, ganhou um novo trailer de divulgação mundial.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dicas do Mestre - Sugestões de Enredo - Passado Sombrio



Sugestões de Enredos
Passado sombrio

Muitas são as possibilidades de criação de enredos para seções ou campanhas de RPG. Como eu já disse em mais de uma oportunidade o nosso único limite é nossa própria criatividade.

Assim qualquer coisa pode ser uma fonte em potencial para a criação de um bom jogo de RPG, mesmo algo que nem imaginamos ser possível. Um exemplo claro disso é o seriado teen “Pretty Little Lairs”.


O seriado em si tem um enredo muito simples, embora seja facilmente agradável e cativante depois de alguns episódios. Minha esposa comentava superficialmente pelo seriado e acabei cedendo e assistindo os primeiro episódios. Acabei por acompanhar, com ela, a sequência e estou (desculpem-me os nerds xiitas de plantão) gostando. A história gira em torno do desaparecimento misterioso de uma jovem deixando suas quatro amigas indiretamente como suspeitas. Passado um ano do desaparecimento todos ainda têm dúvida sobre o destino da moça até que misteriosamente algumas mensagens começam a chegar nos celulares das quatro amigas. São mensagens maldosas e cheias de duplo sentido, assinadas com “A” (inicial da amiga desaparecida). As moças, embora incomodadas pelo teor das mensagens, acreditam que a jovem apenas fugiu. O mistério começa a piorar quando o corpo da jovem é achado com indicações de assassinato (embora em nenhum momento o corpo seja mostrado ou se tenha real certeza de que a moça está realmente morta), mas as mensagens não param de chegar. Nas mensagens o assunto são segredos que cada uma esconde das outras ou coisas que apenas a jovem (supostamente) assassinada sabia.

Isso cria um clima de mistério e incerteza entre as jovens e delas com a pequena cidade onde vivem, deixando-nos sempre com vontade de saber qual será o próximo passo do misterioso(a) escritor(a) das mensagens, além de tentarmos saber quem realmente é ela ou ele.


Mas vocês (se conseguiram chegar até aqui na leitura deste artigo) vão me perguntar: como posso usar isso em meus enredos de jogos de RPG? Quando disse que podemos usar qualquer coisa para nossos enredos eu não estava brincando. Mas, ao mesmo tempo, gostaria de deixar claro que isso não significa que vamos fazer uma cópia de todo o enredo de um determinado programa. É muito complicado adaptar uma estória por completo. Na maioria das vezes nos valemos de alguns elementos de uma fonte para enriquecer nossa seção. Meus jogos são, na grande maioria das vezes, um amontoado de fontes de seriados, hqs, filmes e livros. De cada um me valho de algum aspecto que adapto ou encaixo em minha seção ou campanha. Com o tempo você descobre que um mesmo elemento poderá ser utilizado em mais de uma seção de formas tão diferentes que nem parecem ser de uma mesma fonte.

No caso de “Pretty Little Lairs’ podemos utilizar alguns elementos. O primeiro deles é a questão do misterioso passado de um grupo de amigas que supostamente são (ou foram) unidas e que se acham sem segredos umas com as outras, mas na verdade guardando grandes mistérios. Isso é facilmente utilizado por qualquer mestre em qualquer tipo campanha. Enfatizei que este elemento pode utilizado em ‘campanhas’ por ser algo que é melhor trabalhado à longo prazo e não apenas em uma ou duas seções. Outro ponto importante neste elemento é a necessidade de contar com a cooperação (e porque não dizer cumplicidade) dos jogadores. Apenas com a ajuda de todos, para manterem o mistério de seus passados, é que poderemos atingir o resultado esperado de realismo e surpresa.

Em questões práticas usamos este elemento – o passado sombrio de um ou mais membros da equipe – fazendo com que um ou mais membros (inclusive podendo ser todos os membros) tenham em seu background segredos que possam influenciar o transcorrer da campanha ou simplesmente os levando a terem ações estranhas aos olhos do grupo. Para que isso dê certo é imprescindível a cooperação dos jogadores. Uma boa dose de mistério é importantíssima para a emoção do jogo e isso só será possível quando os jogadores concordarem em manter suas informações em segredo, uns dos outros. Além disso, a cumplicidade será essencial para que o jogador em questão – aquele ou aqueles que possuem o passado misterioso – aceitem de bom grado realizar atitudes que corroborem com o mistério.


Não seria demais, inclusive, se o mestre pedisse que eles criassem uma segunda ficha com seu ‘verdadeiro eu’. Algumas características, conforme o sistema de jogo utilizado, precisam estar inclusos em uma ficha. Caso não seja necessário tal preciosismo, o mestre pode contar apenas com suas anotações e a boa vontade do jogador.

Com esse elemento em seu jogo o mestre tem uma grande liberdade para realizar modificações radicais na história, inclusive traições, deixando o grupo perplexo. Ele pode centrar seu enredo nesse passado sombrio, como o foco central de toda a aventura mesmo que para ogrupo pareça outra coisa, ou mesmo um elemento secundário, dando suporte para quests paralelas.

Este mesmo elemento pode ser utilizado de outra forma, como no caso do seriado citado no início. O mistério pode ser o cerne central de toda a aventura. Enquanto o grupo realiza quests paralelas, eles têm de lidar com alguém que conhece o passado misterioso do grupo. Isso pode gerar muitos problemas para o grupo dentro das quests, em relação à NPCs, ou mesmo com intriga entre membros do grupo.

Mistério ou um passado sombrio, não importa quais destes elementos, são muito interessantes de serem trabalhados pelo mestre. Mas, e esta é uma recomendação que nunca é demais lembrar, o mestre tem de ter muito cuidado para levá-la adiante. Quando trabalhamos com elementos como esses, que obriga-nos a ter ações muitas vezes individuais com membros dos grupos, temos muita chance de cometermos deslizes ou nos perdermos na história. Todo o cuidado é pouco e é muito importante que tenhamos calma e preciosismo redobrado tanto em nossa narrativa quanto na construção de nosso enredo.


Para não acabarmos engolidos por nossa própria campanha é bom que o mestre monte seu enredo com cuidado e de forma simples (pelo menos inicialmente). Lembre que quanto mais elementos misteriosos e obscuros mais cuidados ele terá de ter. Deslizes podem colocar toda a emoção (e diversão) a perder. Centre-se em um mistério ligado à um membro da equipe e baseie a história nele. Com o tempo, ou nas próximas campanhas, vá complexando-as, mas de início, faça o feijão-com-arroz.

Lembrem-se, tudo pode virar enredo para RPG. Basta criatividade, boa vontade e nos livrarmos de preconceitos bestas. Jogue! Divirta-se!

Podcast PODespecular 03 mostra o mundo Steampunk

Podcast desvendando Steampunk


Querendo um bom podcast para ouvir? Então corra e escute o novo podcast da PODespecular. Nesta terceira edição  o tema é Steampunk em todos os tipos de mídia - literatura, cinema e quadrinhos. O termo apresenta realidades, no passado ou no futuro, mas que tem alguns de seus paradigmas tecnológicos alterados. Confira... Vale cada minuto!!!


Seriados na Confraria: novo pôster de Game of Thrones e novas atrizes para Arqueiro Verde

Seriados na Confraria

Pôster da nova temporada de Game of Thrones
Com data marcada para o início da segunda temporada de Game of Thrones, sucesso do ano passado, tivemos o lançamento de um novo pôster promocional. Ele é quase primal e trás apenas os dizeres “War is coming”. A nova temporada inicia dia 1º de abril, pela HBO.


Novas atrizes para Arqueiro Verde
Duas novas atrizes forma incluídas no elenco no seriado Arrow, baseado no personagem da DC Comics Arqueiro Verde. Willa Holland (“Gossip Girls”) interpretará Thea Queen, irmã de Oliver Queen e protagonista do seriado. A outra selecionada é Katie Cassidy (“Supernatural”) que viverá a personagem Canário Negro. Além dessas já temos confurmados Stephen Amell, como Arqueiro Verde/Oliver Queen; David Ramsey como John Diggle e Susanna Thompson como Moira Queen.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cinema na Confraria: primeiro trailer de Abraham Lincoln: Vampire Hunter

Primeiro trailer de
Abraham Lincoln: Vampire Hunter

Finelamente temos uma amostra do que esperar do sugestivo filme "Abraham Loncoln: Vampire Hunter", baseado no livro de Seth Grahame-Smith. No elenco temos Benjamin Walker Dominic Cooper, Anthony, Mackie, Mary Elizabeth Winstead, Jimmi Simpson, Robin McLeavy, Alan Tudyk e Rufus Sewell. A estréia será no dia 3 de agosto de 2012.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Contos da Confraria: Fortão, o gato aventureiro 01

Fortão, o gato aventureiro



Capítulo 1

Antes de mais nada vamos deixar claro. Fortão é um gato. Sim, um gato. Um felino com quatro patas, uma cauda irrequieta e com a costumeira mania de miar e ronronar. Embora muitas vezes ele próprio não perceba isso nasceu gato e morrerá gato. Abençoado pela divindade dos animais, Allihanna, ele tem todas as peculiaridades de sua espécie. Dorme em rompantes de exagero, não dispensa um bom bocado de leite e possui uma personalidade muito forte, embora não venha daí seu nome.

Com todas essas características, típicas dos seus, ele arranjou uma apenas dele. Ele participa de um grupo de aventureiros. Muito embora o grupo tenha certeza que ‘aquele’ felino os segue por serem seus donos, Fortão tem certeza de que é mais um membro daquela trupe e que possui uma função muito específica em cada missão.

Anos atrás, como ele mesmo gosta de recordar ou comentar com seus conhecidos, fora abandonado na vida dura das ruas de Malpetrin, cidade que divide seu dia a dia entre o comércio e aventuras. Aprendeu em seus longos meses de infância que a vida não era fácil e que para conquistar o leite de cada dia teria de superar obstáculos com a criatividade felina típica dos gatos de rua.

Sempre que possível acompanhou os gatos mais velhos e até mesmo cachorros, embora nunca confesse isso à ninguém, para aprender como escapar de enrascadas ou como se portar em combates.

Outra de suas atividades preferidas era passar horas ao sol sobre os barris do porto. Qualquer desavisado poderia jurar que aquele era o gato mais vadio daquela cidade. Mas na verdade ele passava horas cuidando os navios que aportavam analisando quem chegava ou partia, procurando boas oportunidades, lícitas ou não, e muitas vezes, sonhando ele mesmo em estar num daquelas embarcações perseguindo alguma aventura.

Mas sua vida realmente mudou quando algo aconteceu em sua taverna. Sim, sua. Gatos, como muitos já devem saber acham que são donos de tudo. Entram e saem quando bem entendem, comem quando desejam e são capazes de rejeitar o melhor atum se ele simplesmente não estiver com vontade de agradar. Então sim, a taverna “Enguia da Costa” era dele. Ela era pequena e ele gostava dela principalmente por isso.

A janela da cozinha era sua porta de entrada e sempre que passava por ali não dispensava um rápido dejejum jogado por Thuragar, o cozinheiro. Preferia peixe fresco, mas também se contentava com salames e tiras de carne. A Enguia da Costa era gerenciada por Hernus, irmão de Thuragar, que como o irmão apreciava muito a presença do felino. Sempre que o via fazia questão de brincar com o amigo de quatro patas realizando uma cordial e engraçada saudação. “Bem vindo, meu senhor de cauda peluda” – dizia ele ao gato – “espero que esteja bem nesta linda manhã, meu senhor!”. Isso ajudava Fortão à realmente achar que aquele estabelecimento lhe pertencia.

Mas voltando á história. A vida de Fortão mudou quando algo de surpreendente aconteceu em sua taverna numa bela manhã em plena estação das flores. Como de costume Fortão estava deitado ao sol após um longa noite perambulando por entre os telhados com outros gatos. Ele estava deitado em seu em seu lugar habitual, sobre o parapeito da lareira perto da janela, estrategicamente na linha do sol. A taverna estava cheia, pois era uma época de comércio intenso. Isso garantia bons lucros para Hernus e Thuragar, e muito mais leite e lascas de salame para Fortão.

O porto não descansava dia e noite nesta época e a taverna tinha seu espaço disputado por aventureiros e comerciantes que entravam e saiam à todo o minuto. Algumas vezes os irmãos até tiveram que contratar um ajudante, mas ainda não nesta estação. Naquela manhã todos os espaços, mesas, bancos e cadeiras da taverna estavam ocupados. Fortão estava despreocupadamente descansando em seu lugar preferido quando notou uma conversa animada em uma mesa próxima. Um grupo de aventureiros brincavam uns com os outros com relação à última empreitada da qual haviam retornado. Fortão não dispensava uma boa história, principalmente de aventureiros recém chegados. Ele se ajeitou numa bela espreguiçada, esticando as patas e espichando o corpo sobre o beiral da lareira, e sentou com um ar de total atenção, entre uma lambida e outra, é claro. As conversas de aventureiros sempre o interessavam. Podia ficar horas escutando as aventuras e imaginando como seriam as suas, que um dia ele sabia que aconteceriam.

Ele começou a lamber o próprio pêlo enquanto mantinha as orelhas atentas à conversa da mesa. Um anão bonachão de barba ruiva lambuzava seu bigode com espuma de cerveja enquanto gargalhava quase caindo de sua cadeira. O motivo da reação dele eram os comentários que outro sujeito, esguio e com um sorriso de canto de boca malicioso, fazia tentando incomodar um terceiro, muito forte e mal-encarado.

A conversa era sobre como o grandão havia vergonhosamente caído na conversa de um mercador halfing, lá pelos lados de Hongari, e comprado uma espada dita mágica por uma generosa quantidade de moedas de ouro. Mas na verdade o tido instrumento parecia não deixar de ser uma simples espada quase sem fio e deveras velha. O grandão tentava se justificar dizendo que ele acreditava que a espada ainda daria a prova de seu real valor. Mas quanto mais ele se justificava, mais ele provocava risos nos outros dois companheiros.

Cochilando, numa quarta cadeira, estava um elfo completamente bêbado, algo que Fortão jurava nunca ter presenciado. O elfo estava atirado em seu canto tentando manter os olhos aberto com grande dificuldade o que significava que a ressaca estava em plena atividade e que a noite anterior havia sido longa e agitada.

Fortão terminou seu banho e parou na beirada completamente absorto pelo assunto. Pelo visto o grupo havia retornado de uma aventura de alguns meses pela costa leste de Arton e seus ganhos haviam sido consideráveis, além de algumas cicatrizes. Seu retorno para Malpetrim era devido à uma dívida que haviam contraído e que estavam preste a pagar.

O assunto estava tão empolgante que o grupo não percebeu quando algumas figuras suspeitas entraram pela porta e foram se espalharam por entre os clientes. Fortão era um bichano tarimbado e nunca deixava de notar nada, principalmente me ‘sua’ taverna. Ele já havia presenciado coisas demais em seus longos dois anos de vida e percebia no ar quando algo estava para acontecer.

Seus donos também haviam percebido algo de estranho nas figuras. Homens de longa data no mundo dos negócios de bebidas esta era uma característica essencial para se manterem vivo num ambiente desses. Hernus e Thuragar se posicionaram em locais estratégicos atrás do balcão e aguardaram, sem se intrometerem, outra característica importante para se manterem vivo.

Fortão ficou com o pelo eriçado quando um dos estranhos se apoiou na lareira simulando estar apreciando o movimento, logo atrás do elfo bêbado. O felino achava que tinha um instinto especial para perceber problemas e se afastou ao máximo do sujeito e aos poucos percebeu a real situação.

O foco era a mesa dos aventureiros da qual Fortão estava apreciando a conversa. Cada um dos estranhos estava estrategicamente colocado ao redor da mesa. O gato não entendia como nenhum dos quatro aventureiros não haviam se dado conta disso. “Que aventureiros de araque eles são?” – perguntou a si mesmo.

Isso não cheirava bem e o gato pensou se deveria ou não intervir. Estava decidindo quando notou que o homem atrás do elfo sutilmente desembainhara um longa adaga de metal muito brilhoso. Seria um golpe rápido e traiçoeiro.

“Na minha taverna não!” – ele pensou.

Quando o estranho movimentou-se para apunhalar o elfo, sem chances para uma reação, Fortão se jogou num pulo acrobático sobre a cabeça do atacante. O gesto do gato surpreendeu tanto os aventureiros como os estranhos. Com as garras de quatro patas fortemente presas em sua cabeça o traiçoeiro atacante deixou a adaga cair aos seus pés, fazendo o grupo de aventureiros perceber o problema e a real situação.

O momento de distração atrasou a reação dos companheiros encapuzados, mas não muito. Eles puxaram espadas e adagas e partiram para a luta. Eram pelo menos uns sete e a vantagem numérica era evidente.

A confusão na taverna foi instalada e todos corriam para todos os lados para dar espaço para a luta. Fortão permaneceu preso ao seu alvo que se debatia desesperadamente. Quem já foi arranhado por um gato sabe o porquê do desespero.

Aquele grupo era experiente e logo conseguiu reverter a desvantagem, deixando todos os seus opositores no chão. Restou apenas o infeliz na mão de Fortão. O bichano percebeu que todos os quatro aventureiros estavam ao seu redor observando divertidamente o desespero do remanescente do grupo de agressores.

“- Essa eu não acreditariam nem que me contassem mil vezes!” – ria o anão apoiando um dos pés sobre um corpo estatelado no chão.

“- A bebida me afetou ou estamos lutando igual à gatos?” – disse o elfo tentando manter os olhos abertos.

“- Tenha respeito por ele Allyohnas... esse gato salvou sua vida!” – reclamou o grandão com uma pesada placa de metal fazendo as vias de peitoral. Ele mesmo segurou o pescoço do infeliz com uma mão enquanto coma  outra pegou o gato pelo cangote de forma muito delicada – “obrigado nobre felino ... sua ajuda foi deveras oportuna!”

Fortão estava extasiado. Aquela havia sido sua primeira luta contra um humano e ele havia se saído muito melhor do que poderia imaginar. Até mesmo recebeu um elogio de um dos aventureiros. Ele estava em graças.

O grandão o colocara no parapeito da lareira, bem no lugar de onde pulara para sua investida. Em seguida, num movimento rápido e violento, forçou o infeliz, que estava preso por sua outra mão, de encontro a mesma lareira. O coitado estava com os olhos arregalados, além do rosto todo arranhado.

“- O que vocês queriam conosco?” – gritou o grandão.

“- Vá se ferrar aberração de músculos!”

“- Ora ... ele é corajoso! O que vamos fazer com ele?” – perguntou divertidamente o guerreiro enorme – “quem se habilita?”

Fortão se avançou com um olhar raivoso para o estranho provocando risos de todos.

“- Acho que vamos te devolver para o gato!” – ele disse rindo.

“- Não... o gato não! Eu conto tudo!” – suplicava o único atacante ainda de pé.

Depois de alguns minutos tudo estava acabado e o infeliz estava desacordado após responder à todas as questões dos aventureiros. Fortão havia sido levado por Hernus e Thuragar, em grande festa, para a cozinha e tinha à sua frente uma enorme tigela de leite. Os irmãos comentavam com alguns clientes que estavam ali das qualidades e humores do gato e de como ele havia se portado na luta salvando a vida do elfo. Fortão estava se sentindo nas nuvens.

“- Esse gato tem mais culhões que muito homem por esta cidade!” – gritou o anão entrando na cozinha – “muito obrigado meu senhor!” – ele disse fazendo uma reverência.

O elfo se sentou ao lado do gato e sua tigela e passou a mão pelas costas do bichano. Fortão, como qualquer gato, adorava isso e começou a ronronar, mesmo que desejasse parecer forte e resistente. “- Obrigado irmão, filho de Allihanna, amigo dos elfos, tenho uma dívida contigo!” – disse o elfo sinceramente. Fortão parou de beber e o olhou fundo nos olhos, soltando um miado como de quem entendeu o que havia sido dito e agradecia a reverência.

Ele passou o resto da manhã sendo paparicado por todos os clientes da taverna. Todos o presenteavam com alguma guloseima e ele se sentiu como que alimentado por um mês, mas não reclamava.

Aquele foi um dia mágico para o bichano, dono de taverna e pretenso aventureiro Fortão. Este havia sido o dia que mudaria todo o seu futuro e ele sabia disso.

Aqui estava surgindo o primeiro gato aventureiro de Arton.



Capítulo 02 - AQUI.

Seriados na Confraria: Walking Dead mais intensa

Seriados na Confraria
Walking Dead será mais intensa
[contém spoilers]


Com a saída definitiva de Frank Darabont da cabeça do seriado e a chegada de Glen Mazzara algumas alterações serão percebidas, segundo o próprio Mazzara. Em entrevistas ele disse quais as suas influências no seriado, do episódio Nebraska (próximo a ser lançado) em diante. Leia abaixo:

“Eu vejo a série como uma série de horror, e isso significa que os episódios precisam ser incrivelmente cheios de suspense. O suspense pode vir do drama entre os personagens ou pode vir dos zumbis da semana. Eu tenho realmente tentado – e vocês verão isso nesses próximos seis episódios – eu tenho tentado aumentar a intensidade da série. Para fazê-los se sentirem menos seguros, mais em perigo, tirar todas as boas opções dos personagens. Eles estão contra a parede e estão ameaçados. Eu estou tentando manter a série o mais imediata possível, para que os espectadores possam se ver nessa situação e imaginar o que fariam. Isso é algo que eu acho que estou trazendo para a série. Com sorte, vocês poderam ver que eu estou tentando levar os personagens para um novo território emocional“.

Para o segundo episódio da segunda parte da temporada ele deu mais uma dica:

“No segundo episódio [do retorno da temporada], vocês verão Lori fazer uma escolha que é muito, muito diferente pra ela e é muito única. Eu aposto que as pessoas vão reagir com força na internet ‘Ela devia ou não fazer isso? Eu a odeio!’ ou ‘Eu não acredito no que ela está fazendo!’. Eu só estou tentando explorar novos personagens“.


O ato da personagem Lori tem à ver com a morte de Shane, vivido por Jon Bernthal.

Na Fox a segunda parte da temporada volta à tela dia 14 de feveiro, próxima terça.