sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Barulinho Bom 03 ... os podcasts da semana


Na terceira edição do Barulinho Bom trago mais algumas sugestões de podcasts que escutei nessas últimas duas semanas. Como já disse esses podcasts necessariamente não são os últimos lançamentos, mas aqueles que eu escutei nesses últimos dias. Aproveitem!!!


A primeira sugestão é, na verdade, um complemento. Na edição #2 eu havia indicado o Desconstruindo #11 sobre H.P. Lovecraft do blog Filosofia Nerd. Minha indicação é um pocket de complemento para o podcasts que está disponível na mesma página. Neste complemento o mesmo grupo, composto por Eduardo Sporh, Thiago Cabello, Afonso Solano, Rafael de Pinho e Andrés Ramos, mostram em que a obra de Lovecraft influenciou a produção de toda a natureza de mídias até os dias de hoje. LINK


A segunda sugestão é o podcats Papo Lendário #102, do blog Mitografias. Aqui o tema é algo que muito me agrada, como já confessei mais de uma vez – viagens no tempo. Eles debatem em termos filosóficos e físicos os conceitos, teorias e paradoxos sobre jornadas no tempo. Para o debate temos Leonardo Henrique, Juliano Yamada e Pablo de Assis. Este podcast é uma obrigação para quem gosta de jogos que brincam com o passado e com o futuro. LINK


Nossa terceira sugestão é o mais recente podcast da galera do Dínamo Studios. No Argcast #154 temos um tema especial para os fãs de quadrinhos – John Byrne. Depois de um podcast sobre Jack Kirby, estava na hora de abordarem essa outra lenda dos quadrinhos da Marvel e da DC. Daniel HDR media Ivo “Hell” Kleber (do blog MDM), Marcos Dark (do blog Âmago), Eudes Honorato (do site Rapadura do Eudes), Zé Borba e Andy Nakamura. LINK


Outra sugestão é um tema muito interessante para quem é fanático por seriados (entre outros programas da teve fechada) como eu. O blog Supernovo apresentou em seu Bananacast #88 o tema “Diga-me que canal assiste que te direi quem és!”. Leandro, Éder e Rampini fazem um raio x dos canais americanos, abertos e fechados, principalmente baseados nos seriados que são produzidos e apresentados. LINK


Para encerrar temos um podcast do Cinema com Rapadura. No Rapaduracast #382 o tema é a franquia cinematográfica Transformers, incluindo o mais recente filme, e o papel de Michael Bay nela. Jurandir Filho, Thiago Siqueira, Giovane Araújo, Raphael Draccon e Affonso Solano debatem todas as peculiaridades dessa produção apontado os pontos fortes e fracos dela. LINK


Games na Confraria: Duck Tales Remastered



Voltando a mais um momento de pura nostalgia, no dia 13 de agosto de 2013 a nossa querida e amada Capcom nos presentou com um remake sensacional do jogo Duck Tales. Duck Tales Remastered (Capcom,2013) é um jogo de plataforma bem simples e envolvente.

Isso que acontece quando a diarista não vem fazer a limpeza.

Quem de nós, quando era pequeno, não acompanhava as aventuras do Tio Patinhas em busca de tesouros e riquezas para continuar a nadar cada vez mais em seu precioso dinheiro? Quem de nós não pensava em fazer a mesma coisa? Eis que surge este jogo e te deixa vivenciar cada um destes pensamento pois tu é próprio Patinhas.

O melhor jeito de se abrir um baú desde sempre é batendo nele.

A história do jogo é muito boa, começa com um assalto na caixa forte pelos irmãos Metralha. Quando tu entra na caixa forte tu descobre que teus sobrinhos estão sendo usados como reféns e cabe a ti usar o que tu tem a mão para salva-los. Após o salvamento vem a primeira boss fight, nada que um bom reflexo não ajude a vencer. Ao término da luta é que começa a história de verdade, pois Tio Patinhas descobre em um dos seus quadros um mapa para vários novos tesouros e é neste ponto que a aventura começa.


I'm fabulous, I guess, I'm Gizmoduck

A jogabilidade do jogo é bem simples, desde o inicio do jogo é ensinado como utilizar os objetos e as habilidades do tio Patinhas, ao término da primeira fase tu ainda tem a opção de escolher qual fase tu irá em seguida. E uma coisa é certa, escolher a fase errada é a mesma coisa que um game over prematuro.

O que não fazemos por alguns aventuras e tesouros.

A trilha sonora do jogo é fantástica, muitas delas retomam o clima do desenho, principalmente nas partes onde se enfrenta inimigos icônicos. Cada fase e literalmente cada ambiente tem seu próprio tema o que deixa o com que a ambientação de cada parte seja sentida quando se tem alguma mudança brusca no tom ou no ritmo da música.

Em momentos de crise, nada como um bom lanche e uma vida extra.

Os gráficos do jogo foram feitos de uma maneira muito peculiar, sendo que os personagens foram desenhados em 2.5D e os cenários em 3D. Falando assim parece que ficou uma coisa esquisita e sem nexo, mas, ficou uma combinação incrível, é como se a personagem se destaca-se na tela e ao mesmo tempo destaca as paisagens que foram muito bem redesenhadas.


Nada contra ser um bom piloto, mas como ele pousou sem explodir oO?

Os inimigos variam bastante dependendo da fase em que tu escolhe ir, o único que aparece em todas são os irmãos metralha que são basicamente figurinhas repetidas, mas tirando estes, cada um deles tem um modo de agir e de ser derrotado bem interessante. A maiora dos inimigos se derrota pulando na cabeça com a bengala ou arremessando pedras em direção ao inimigo, mas tem apenas um que é impossível de derrotar e é uma incomodação gigantesca : os fantasmas, sim, de verdade e não apenas pessoas com lençóis com furos nos olhos, contra este inimigo é mais fácil fugir do que qualquer outra coisa, vale muito mais a pena do que perder vida a toa.

Irmãos Metralha, figurinhas repetidas que dão dor de cabeça.

Os chefes de fase são bem variados, tanto na aparência, quanto no modo de atacar, mas todos tem algo em comum, uma fraqueza por porradas na cabeça. Independente do quão fácil ou difícil é acertar a cabeça do chefe da fase( e posso afirmar em alguns momentos é complicado a ponto de se desligar o video game e deixar para o dia seguinte.) todos eles seguem uma estratégia ou tem algum vicio na hora do ataque, basta analisar isso e com um pouco de treino para que se consiga prosseguir no jogo.


Avante super patos, digo desenho errado.

Uma das particularidades do jogo que valem a pena ser ressaltadas é obviamente o fato de não ter e não precisar existir um modo multiplayer. Se realmente tivesse estragaria toda a graça de se viver as aventuras, mas se tivesse a opção de utilizar por um curto período de tempo algum dos outros personagens, poderia ficar mais interessante. Outra coisa interessante é que as conquistas do jogo estão diretamente relacionadas com as missões secundárias o que torna tudo bem divertido, mesmo tendo algumas demoradas de serem feitas, não existe nenhuma que não possa ser concluída.

Nada contra ir ao espaço, mas como ele respira oO?

Sei que todos vocês já estão correndo para conseguir seus próprios exemplares do jogo, mas calma, falta a cereja do bolo, vocês se lembram daquela famosa cena do Tio Patinhas que mencionei sobre nadar no dinheiro, sim, sim, sim, tu pode fazer isso no jogo e ainda melhor, cada tesouro que tu coleta aparece no cofre enquanto tu nada. Então, estão esperando o que para deixar o pato mais rico do mundo ainda mais rico?

Quem não teria essa expressão em meio a tanto ouro?

Seriados na Confraria: novo trailer de The Walking Dead


Seriados na Confraria
Trailer da nova temporada de The Walking Dead

Para aqueles que não viram o trailer da nova temporada de The Walking Dead, apresentado durante a última San Diego Comic Con, assista. Ele está tenso é mostra rumos impressionantes para o grupo. A estréia será em 12 de outubro nos Estados Unidos e 14 de outubro por aqui!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os Bárbaros em D&D 5E

Bárbaros e D&D 5E

Agora o spoiler dos Bárbaros em D&D 5E Player’s Handbook.



Chegando no Brasil Avengers vs X-Men Dice Master

Chegando no Brasil
Avengers vs X-Men Dice Master


Todos preparando o bolso para muitos gastos pessoal! Sei que não é grande novidade, já que foi informado ainda no ano passado, mas uma foto postada na fanpage da Devir mostra que estamos muito perto do lançamento de Avengers VS X-Men Dice Master. Duas fotos das folhas de impressão das cartas presenteou os fãs com a esperança de um rápido e ótimo resultado.


Nesta onda crescente no mercado de super heróis e boardgames de todos os tipos no Brasil está era uma notícia quase natural. Ainda mais depois do sucesso avassalador do Battle Scene e com cada vez mais boardgames traduzidos.

Em resumo este é um jogo de construção de dados colecionável baseados nos quadrinhos e personagens da Marvel, criado por Michael Elliott e Eric Lang. Em um resumo rápido cada jogador representa uma equipe de heróis representada por heróis. Cada equipe é composta por 15 dados, escolhidos (e colecionados) pelo jogador e com cartas representativas de heróis (em várias versões). Esses dados são usados (rolados) para coletar energia, recrutar novos heróis e lutar um contra um. Com o decorrer da partida ganha quem reduzir os pontos do adversário à zero.



Na versão original o conjunto inicial vem com 44 dados, 38 cartões, duas, duas bolsas e um livro de regras e os boosters vem com dois dados e duas cartas. Para quem tiver curiosidade sobre as regras e a mecânica de jogo confira o site oficial AQUI ou assista o vídeo abaixo. Em breve postarei um passo a passo das regras!










Paladinos em D&D 5E

Paladino em D&D 5E

O spoiler de hoje para o D&D 5E Player’s Handbook é o paladino. Confira e tire suas conclusões!



segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cinema na Confraria: vaza teste para filme de Deadpool


Cinema na Confraria
Vaza teste para filme de Deadpool

Vaza um teste realizado para um possível filme de Deadpool. A direção foi de Tim Miller e o roteiro foi da dupla Rhett Reese e Paul Wernick (“Zumbilândia”). Pelo é um indicativo que o filme deverá chegar às telonas sem os equívocos do que foi apresentado em Wolverine Origens.

O bardo em D&D 5E

O Bardo em D&D 5E

Mais um spoiler do D&D 5E Player’s Handbook. Dessa vez temos o Bardo para alegria de todos!!



Guia Avançado de Classes para Pathfinder - o Arcanista

Guia Avançado de Classes para Pathfinder
- preview da classe Arcanista -

Vamos ver hoje, depois de um final de semana repleto de notícias vindas da SDCC, mais uma classe nova do Advanced Class Guide – o Arcanista.

O Arcanista
O arcanista era uma das classes mais difíceis de projetar no Guia Classe Avançada. Quando a ideia surgiu pela primeira vez, foi baseada quase inteiramente sobre a mecânica. Como um conjurador arcano que pode preparar magias como um mago, mas lançou-os como um feiticeiro, a ideia era interessante, mas quando quando apresentado na primeira rodada do playtest a deficiência tornou-se clara. O que é um arcanista?

Com o playtest, este problema tornou-se cada vez mais claro. A classe tinha uma mecânica básica interessante, mas precisava de um gancho de história e mecânica para apoiar essa idéia. Ficou claro que precisávamos voltar para a prancheta. Olhando para o conjurador arcano que aprende através do estudo e do feiticeiro que domina a magia através da elaboração sobre o poder em seu sangue, o arcanista precisava cair em algum lugar entre os dois.

Em última instância nós decidimos fazer o arcanista como aquele que mexe com as forças subjacentes da magia arcana, usando uma combinação de estudo e talento inato para quebrar a magia e moldá-la para caber em suas necessidades. Combinando esse conceito com um reservatório do arcano, um grupo de poder que o arcanista pode usar para alimentar proezas que quebram as regras da magia, a classe realmente começou a se fortalecer. No segundo projeto do playtest, sabíamos que estávamos no caminho certo. A maioria dos jogadores do teste estavam preocupados com o equilíbrio de poder, mas o consenso geral foi de que as mudanças que fizemos deu a classe um lugar no jogo.

Enquanto a versão final da classe é muito perto da segunda rodada de playtest, as grandes mudanças foram direcionadas para as façanhas arcanas (todas as façanhas que tratavam de dano de energia tiveram um impulso). Essas habilidades são o que fazem o arcanista exclusivo e na versão final nós adicionamos um grande número delas para a classe, dando-lhe uma ampla variedade de tipos de personagens que você pode construir com a turma. Dê uma olhada!

Escudo de Energia (Sob): O arcanista pode se proteger contra danos de energia com uma ação padrão, gastando 1 ponto de seu reservatório arcano. Ele deve escolher um tipo de energia com resistência 10 contra esse tipo de energia por 1 minuto por nível. Essa proteção aumenta de 5 em 5 níveis que o arcanista (até um máximo de 30 no 20 º nível).

Estudo Rápido (Ext): O arcanista pode preparar uma magia no lugar de um feitiço existente, gastando 1 ponto de seu reservatório arcano. Usar essa habilidade é uma ação de rodada completa que provoca um ataque de oportunidade. O arcanista deve ser capaz de referenciar seu livro de feitiços ao usar essa habilidade. O feitiço preparado deve ser do mesmo nível que o feitiço que está sendo substituído.

Além disso, nós adicionamos um número maior de façanhas para a classe, bem como a adição de poderosas ferramentas para um arcanista de alto nível.

Sofrendo Conhecimento (Sob): O arcanista pode aprender a lançar um feitiço pelo sofrimento de seus efeitos. Quando o arcanista falhar num teste de resistência contra um feitiço lançado por um inimigo, como uma ação imediata, ela pode gastar 1 ponto de seu reservatório arcano para adquirir temporariamente o feitiço. Ele pode lançar o feitiço usando seus slots de magia, como se fosse um feitiço que ela havia preparado naquele dia. O feitiço deve estar na lista de magias do feiticeiro/mago e deve ser de um nível que ele possa lançar. A capacidade de conjurar esta mágica permanece por um número de rodadas igual ao modificador de Carisma do arcanista (mínimo 1).

Claro, o Advanced Class Guide também apresenta uma série de divertidos novos arquétipos para usar com o arcanista. É um adepto da lâmina que ganha uma espada senciente e seleciona um número limitado de magias arcanas ao invés de explosões arcanas. Você também pode jogar um transmutador, cujo reservatório pode ser usado para reforçar o poder de suas magias de transmutação. Ganha mais slots de magia, mas poder preparar menos magias por dia. Um mestre elemental concentra seu poder em apenas um elemento, mas para um efeito muito maior. Embora haja uma série de outros arquétipos para o arcanista, há mais uma que precisa ser apresentado. O mago branco pode gastar pontos de seu reservatório arcano para lhe permitir lançar magias de cura com seus espaços de magias, mas em níveis mais elevados, ela pode até mesmo lançar sopro da vida.

Jason Bulmahn
Lead Designer

Enora, a arcanista
Hoje vamos apresentar o próximo dos novos personagens icônicos da Advanced Class Guide: Enora, a arcanista. Enora também será um personagem jogável no ainda-não-anunciado Pathfinder Adventure Cardgames com lançamento previsto para fevereiro de 2015.
Como muitos halflings, Enora sempre foi impulsionado por um emparelhamento improvável de curiosidade e sorte. Seus pais, ambos professores da principal instituição arcana do Manaket, o Occularium, criou em sua única filha uma fome de conhecimento que foi apenas rivalizado pelo seu otimismo e determinação. Talvez o resultado do próprio domínio da magia de seus pais, Enora sempre possuía um entendimento natural do funcionamento místicos interno da magia, e combinando isso com suas habilidades de pesquisa exigentes e intuição, ela subiu rapidamente para o topo de sua classe.


Quando Enora atingiu a maioridade, ela despontou além de quase uma centena de candidatos para uma posição governamental cobiçada pesquisando alguns dos tesouros mágicos mais valiosos do Occularium - a antiga Jistka Imperium. Nesta posição Enora encontrou o ajuste perfeito para a sua curiosidade e perspicácia mágicos. Mas os anos de estudo da relíquias Jistkan não foi o suficiente para Enora, e incontáveis ​​horas na biblioteca do Occularium despertarqam nela um sentido incontrolável de viajar.

Para combater sua crescente frustração com os limites que ela sentiu em seu trabalho e a saudade em estudar artefatos além de apenas as dos Jistkans, Enora tirou uma licença, com a intenção de realizar pesquisas no exterior, em outros impérios mágicos antigos. Seu pedido foi atendido, e à ela foi dado um ano para aprender o que pudesse, antes de retornar para continuar seu trabalho no Occularium.

O destino da Enora foram as ruínas de Lirgen - uma das duas nações completamente subsumetidas pelo Olho de Abendego pouco mais de um século antes. A viagem para o sul ao longo da costa de Rahadoum transcorreu sem incidentes, mas os pântanos duros e implacáveis das Terras Encharcado e a pouca hospitalidade habitantes dos pântanos nele trouxeram amplas oportunidades para usar suas habilidades mágicas para sobreviver. A emoção da aventura agarrou a halfling durante esta viagem, e ela percebeu que era muito diferente de seus períodos na biblioteca do Occularium.

No entanto, foi uma descoberta que ela fez em um templo meio alagado, dedicado ao deus da magia Nethys. Dentro do santuário úmido e mofando Enora descobriu uma tabuleta de pedra que irradiava uma aura mágica diferente de tudo que já tinha visto antes, mesmo em meio o mais poderoso dos artefatos Jistkan no Occularium. Ao traduzir com a mão sobre a escrita misteriosa e avançanda, com suas habilidades arcanas inatas, Enora tocou o próprio tecido da energia mágica que pulsava através do artefato, desvendando-o ligeiramente para melhor compreendê-lo.

Imediatamente, sua mente foi inundada com as revelações mágicas, o conhecimento além de seus sonhos, e uma sensação de um mundo muito mais vasto para ser explorado do que jamais imaginou. Quando ela retirou a mão, tanto em estado de choque, como com medo de sobrecarregar sua mente, Enora teve uma nova compreensão do potencial de aprendizagem que existia além das bibliotecas seculares e laboratórios de Rahadoum. Uma combinação de raiva e tristeza a oprimiram quando ela percebeu que sua própria rejeição de Nethys e outros deuses da magia estava a impossibilitando de atingir o conhecimento que ela sempre desejou. Como ela poderia voltar a Manaket e sua posição governamental sabendo que muito mais informação permaneceu além do seu alcance, simplesmente porque ela foi realizada em bibliotecas não dedicadas à divindades que sua nação tinha evitado?

Enora viajou para o leste na Expansão Mwangi e encontrou passagem por baixo de um dos muitos rios da região para o Oceano Arcadiano. Seu ano de investigação foi rapidamente chegando ao fim, e ela tinha que decidir onde iria em seguida. No fim, ela escreveu ao magistrado que supervisionou o trabalho dela no Occularium e estendeu o seu período de estudos no estrangeiro, em seguida, embarcou em um navio para o conjunto de Sothis, onde ela sabia que um dos maiores templos do Nethys estavam localizados.

Enora escolheu a busca do conhecimento ao invés da segurança da vida que ela conhecia, e agora vive uma vida no limite entre dois mundos. Ela trabalha continuamente por meio de cartas cuidadosamente formuladas para manter a sua boa posição com a Occularium a fim de preservar seu acesso aos seus recursos mágicos e acadêmicos inumeráveis, mas tem medo de voltar para casa devido ao respeito para o poder dos deuses proibidos. Agora, Enora viaja pelo Mar Interior em busca de uma melhor compreensão do funcionamento interno da magia e dos segredos dos impérios perdidos, cuja magia superou mesmo a dos arquimagos modernos mais poderosos, utilizando todos os recursos que ela pode ter acesso, sejam eles religiosos ou secular na natureza.


Enora é singularmente impulsionado em sua busca por conhecimento, mas não está acima de trabalhar com os outros para atingir objetivos comuns. Ela continua a ser alegre e otimista sobre a maioria das coisas, mas tem profunda ansiedade sobre o conflito que inevitavelmente enfrenta de voltar ou assumir-se seguidora de Nethys. Ela não fala muito sobre de onde ela veio, mas sabe que um dia suas viagens vão levá-la de volta para Rahadoum, e ela vai ter dificuldade para manter seu segredo.

Mark Moreland
Developer

domingo, 27 de julho de 2014

SDCC/Cinema na Confraria: trailer de Mad Max: Fury Road liberado

SDCC/Cinema na Confraria
Trailer de Mad Max: Fury Road liberado


E acabou de ser apresentado no painel da Warner no SDCC 2014 o trailer de Mad Max: Fury Road, do diretor George Miller para uma espécie de reinício da franquia de sucesso dos anos oitenta. O papel principal está nas mãos de Tom Hardy (originalmente interpretado por Mel Gibson) que vive em um futuro pós-apocalíptico e sofre com a perda de sua esposa e filho. De outro lado temos Charlize Theron interpretando Furiosa, tentando sobreviver ao inferno em que o mundo se tornou. A estréia será em 15 de maio de 2015.

SDCC/Seriados na Confraria: Painel de Agents of SHIELD e suas novidades

SDCC/Seriados na Confraria
Painel de Agents of SHIELD e suas novidades


Realmente pode-se dizer que a Marvel está em alta com seus filmes e seriados explodindo por todos os lados, e Agents of SHIELD é um ótimo exemplo disso. Quando o seriado iniciou muitos duvidavam da capacidade de se manter a pegada de um seriado de um grupo como esse envolto em tantas ações impressionantes e rodeada por tantos heróis. Mas ele manteve a pegada e conseguiu fazer o público amar a série. Além disso, ele conseguiu o que muitos queriam e achavam ser difícil – uma ligação com os filmes do universo Marvel.

Na SDCC 2014 eles comprovaram o sucesso e que a fórmula está (e continuará) dando certo por um tempo longo. Apenas com a reação do público com a entrada do elenco para compor a mesa e a ovação para Culson foi sinal mais que suficiente. Mas vamos às novidades. Foi anunciada que a atriz Lucy Lawless (“Xena”) interpretará uma agente veterana chama Isabelle Hartley. Também teremos a chegada do ator Nick Blood que interpretará Lance Hunter, membro da STRIKE. Para completar teremos o ingresso de um novo vilão da Hydra, Daniel Whintehall também conhecido por Kraken, que será interpretado por Reed Diamons (“Doolhouse”).


Mas o ponto alto foi quando um pequeno vídeo onde o ator Patton Oswalt simulava ser um agente da SHIELD e brincava com os níveis de segurança diz: “se o diretor Coulson precisar, Bárbara Morse está a sua disposição!”. Alguns de vocês podem não saber quem é, mas ela é simplesmente Harpia, que foi esposa do Gavião Arqueiro, podem significar uma maior interação entre o mundo do cinema e o seriado.


Segundo o painel a primeira temporada foi para marcar cada um dos personagens, culminando com o fim da SHIELD como era conhecida até então. A segunda temporada, como Culson como diretor, será para a reconstrução da organização (pano de fundo dessa e quem sabe de mais temporadas) e livre para criar enredos próprios para aprofundar os personagens.


Aniversário de Gary Gygax ... o que dizer sobre ele?

Aniversário de Gary Gygax
- o que dizer sobre ele?


Vamos dar uma pequena pausa nas loucuras da San Diego Comic Con para reverenciar um grande nome, quem sabe o maior nome, do RPG de todos os tempos e que estaria fazendo aniversário hoje – Gary Gygax (1938-2008), que completaria hoje 76 anos. Alguns o intitulam como o ‘pai dos game designs’. Acho que isso chega a ser pouco. Ele foi o conceituador e idealizador de uma forma de pensar e de estruturar o RPG que se tornou o alicerce de tudo o que é produzido em termo de RPG até os dias de hoje.

Certa vez, em uma matéria sobre Gygax, Tomas Rawllings (designer de jogos, rpgísta, consultor e participante de Call of Cthulhu) disse ao site Games Industy:

“Então, como posso me tornar um designer de jogos?" é uma pergunta que muitas vezes me fizeram quando eu interagia com estudantes e gamers em meu trabalho. A resposta que muitas vezes dei é simples: "Desligue seu PC, desligue o tablet, ligue o seu telefone para o modo silencioso, então pegue uma cópia do Dungeons & Dragonso e leia. É claro que eu não quero dizer as várias versões de videogame (grande como muitos deles são) e eu não quero dizer o recente jogo do Facebook (que também é divertido). Refiro-me ao livro de regras original, mais algumas canetas, papel e vários dados (não se esqueça dos D20S!). Então, como um mago de 1º nível, você estará pronto para começar a sua viagem ...
  

Jogar Dungeons & Dragons é uma das melhores maneiras de aprender os fundamentos do design de jogos. Nele é como eu (e um monte de outras empresas do setor) aprenderam sobre como fazer jogos. Ao jogar Dungeons & Dragons, um jogo que tinha de dominar uma série de habilidades-chave, incluindo a narrativa, drama, balanceamento de jogabilidade e crucialmente, os sistemas de estatísticas, tudo isso fundamental e importante. Estas áreas diversas fazem de Dungeons & Dragons um pouco de um paradoxo; ao mesmo tempo um geeky stats-fest e ainda também um jogo com fim social que só funciona com um grupo de amigos. O que o torna uma ótima maneira de aprender sobre design de jogos é apontado por todos aos desenvolvedores de jogos na sua co-criação que contou com a lenda, Gary Gygax.

Infelizmente Gary não está conosco hoje. Ele morreu em 2008, com idades de 69. Gary era uma lenda dos jogos. Bem como a criação de Dungeons & Dragons (junto com Dave Arneson), em seguida, o desenvolvimento do conceito em Advanced Dungeons & Dragons, ele também fundou a empresa TSR (agora propriedade da Wizard of the Coast) e a convenção de jogos Gen Con, bem como a criação/auxiliar em uma série de outros sistemas de jogos como o Chainmail (o precursor do Dungeons & Dragons) e Lejendary Adventure.

Mas para mim, o seu legado mais importante é Dungeons & Dragons (também conhecido por D&D). Se você não joguou, é uma Role Playing Game (RPG), interpretado por um grupo de amigos sentados ao redor de uma mesa. Uma pessoa executa o jogo (o Mestre ou DM, para abreviar), enquanto o resto assume o papel dos jogadores dentro do mundo do DM. O jogo é moderado pelo DM para um quadro definido pelas regras dos livros de D&D e desenvolvido pela imaginação dos jogadores. D&D é um puro jogo social – ele é as pessoas jogando. E D&D é um puro jogo multiplayer - é tudo sobre interações conjuntas de jogadores. Muitas vezes eu sinto que tudo que estamos fazendo com a tecnologia digital está tentando imitar a pureza de jogabilidade que alcançou o D&D.

Ele é também o bisavô de grande parte de jogos de vídeo. Por quê? D&D, o produto da rica imaginação de Gary, foi baseada em uma visão fundamental para fundir personagem, narrativa e estatísticas em uma "mecânica de jogo". D&D imaginou um mundo ficcional simulado concebido para ser jogado dentro dele (e com ele). Esta idéia central ainda é a estrutura básica para a atual indústria de jogos de vídeo game. Por exemplo D&D tem Pontos de Vida e modificadores de dano, rolagenes de dados e classe de armadura - quantos outros jogos de vídeo, mesmo os não-RPGs, ter emprestado este quadro de combate? D&D tem progressão com níveis de personagem, equipamentos, habilidades, magias e muito mais. Quantos jogos usam as várias encarnações do nivelamento para cima para manter os jogadores interessados? Dezenas de milhares. D&D deu papéis aos participantes por meio de classes de personagens como o lutador, o usuário de magia, o Clérigo, o Ladrão e muito mais. Quantos jogos usar essa abordagem de permitir que o jogador mapeie sua identidade no jogo? A resposta é uma legião de jogos.


Quando eu aprendi a codificar cerca de 12 anos (BASIC na BBC), o primeiro programa que eu escrevi foi um gerador de personagens para D&D. O primeiro jogo colaborativo em que trabalhei (com idade em torno de 13) foi uma tentativa de um tipo de RPG parecido com D&D com um aluno que codificava muito melhor do que eu. D&D trabalhou como um jogo de vídeo como anões trabalham com barbas e ouro.

D&D também foi a semente para muito mais. A estrutura básica de construção de mundo de D&D é uma rica fonte de inspiração para outros jogos e muitos outros jogos seguiram a partir do modelo de Gary: RuneQuest, Boot Hill, Stormbringer e o Call of Cthulhu para citar apenas alguns. Eles estavam sempre definidos em relação a D&D; Call of Cthulhu era como D&D, mas com menos ênfase no combate e sem nivelamento para cima. RuneQuest era como ele, mas tinha um sistema de combate mais expansivo, e assim por diante.


Eu tenho uma coleção bastante considerável de jogos de RPG (eu sei, eu sei, é uma maravilha que eu não sou único.) Em casa, na minha estante de livros em uma posição de orgulho está a 2 ª edição da TSR de Dungeons & Dragons. Por todas as razões que descrevi e as centenas de horas que passei a jogar o jogo, eu gostaria de levantar uma caneca de hidromel a Gary Gygax; inovador, designer de jogos, estrela de Futurama e alguém que trouxe o jogo para milhões de pessoas. Curto erradicar a malária, ou algo assim, mas é difícil imaginar um melhor legado para deixar ao mundo que ser o portador de um tal volume de diversão."

[artigo feito em 2012 e postado em http://www.gamesindustry.biz/articles/2012-07-27-gary-gygax-the-father-of-games-design]