quarta-feira, 8 de julho de 2020

Reinos de Ferro será lançado para D&D 5e


Reinos de Ferro será
lançado para D&D 5e

Com essa notícia, entre curiosa e estranha, eu me relembrei de Reinos de Ferro ontem. O incrível cenário da Privateer Press é cativante e aventuresco. Ele possui uma série de possibilidades de plots e estilos de aventuras mesclando fantasia e tecnologia movida à vapor que cativam e encantam. Já são vinte anos de jornada, alguns destes no Brasil. Infelizmente ele acabou por crescer vagarosamente nos últimos anos devido à um cada vez menor fluxo de lançamentos no mercado internaciona (e muito menos por aqui, no Brasil).

Depois de ter surgido de uma base focada no D&D 3, ele está retornando em uma versão compatível com D&D 5E e recebendo um financiamento coletivo ainda este ano. Este é o início de Iron Kingdom: Requien.

Mais de mil anos atrás, a terra que agora é chamada de Reinos de Ferro era Immoren ocidental, um atoleiro de cidades-estados humanas em guerra. Então vieram os Orgoth, humanos imperiais do além-mar que mudariam a face do oeste de Immoren para sempre. O Império Orgoth ocupou a terra por seiscentos anos antes que o povo de Immoren se unisse para derrotar os invasores e levá-los de volta ao mar, de onde eles vieram. Enquanto os exércitos rebeldes mantinham a paz, seus líderes se reuniram em uma cidade chamada Corvis. Este Conselho dos Dez elaborou os Tratados de Corvis após semanas de furioso debate, e os Reinos de Ferro nasceram.”




Pathfinder Segunda Edição - Encontros Icônicos: O problema com o Peixe Dourado


Pathfinder Segunda Edição
Encontros Icônicos: O problema com
o Peixe Dourado

Eles contam histórias sobre isso em Ustalav. Chamam de ‘peixe dourado’” - disse Jirelle enquanto virava a pesada estatueta em suas mãos. A arte do feio objeto não era impressionante, mas o valor do ouro vermelho era inegável. “Você deveria jogá-lo de volta.”

Os olhos do capitão Trank se arregalaram, e Jirelle ficou novamente impressionado com o quão desagradável era o semblante do homem - e o quão apropriado era o nome de seu navio. “Jogá-lo de volta?” ele ofegou. “Essa coisa deve valer pelo menos cem peças de ouro. Você está me pedindo para jogar um tesouro ao mar, porque alguns estúpidos à milhares de quilômetros de distância têm algum tipo de superstição? Que tipo de mercenária você é? Você tem medo de ficar rica ou algo assim? 

terça-feira, 7 de julho de 2020

Pathfinder Segunda Edição - Elaborando Classes: Ideias para Monges


Pathfinder Segunda Edição
Elaborando Classes
Ideias para Monges


Monges possuem uma aura de mistério. Guerreiros que precisam apenas das mãos nuas para infligir danos absurdos aos adversários, podendo atingir vários deles em uma mesma ação enquanto realizam acrobacias e caem no chão de forma poética. Além disso, há toda uma mítica sobre sua filosofia de vida e forma de agir em relação aos outros. Realmente, monges não são para qualquer tipo de jogador. Você tem que gostar e querer jogar com um monge para se divertir verdadeiramente. Vamos acompanhar mais um artigo de Abram Towle ampliando os horizontes das classes em Pathfinder 2!

Ideias para Monges

Os monges estão preocupados com a perfeição pessoal. Se isso significa aprimorar uma habilidade física como uma disciplina marcial ou praticar uma perícia, eles querem ser os melhores. Eles são frequentemente vistos como pessoas introspectivas e espirituais. Correndo o risco de soar repetitivo, os monges geralmente buscam a iluminação. Esse poderia ser um objetivo associado a uma jornada espiritual, mas também poderia estar fundamentado em algo físico ou mental. Eles acreditam que seu corpo é a arma mais eficaz.

Isso significa armadura limitada e domínio de armas simples. Por que colocar sua fé em uma arma que pode enfraquecer ou quebrar a qualquer momento quando você pode confiar em suas próprias habilidades? Ao pensar em um monge, as pessoas gravitam em direção às versões estereotipadas dos monges, como Aang, de Avatar: O Último Dobrador de Ar , ou Henri Ducard, da Liga das Sombras. Estas são fantásticas fontes de partida para imaginar um novo monge. No entanto, pense sobre o que leva esses personagens a torná-los atraentes. Eles estão hiper-focados em um objetivo singular. Esse é o núcleo central e comum desses personagens. 

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Arquivo de Fichas – Mutantes e Malfeitores 3ed - Michiru [Anime BNA]

Arquivo de Fichas – Mutantes e Malfeitores 3ed
Michiru
Ficha Anime 3ªed 005


“Eu também vou proteger os ferais!”

NP 8

HABILIDADES
Força        Vitalidade     2    Agilidade      6    Destreza    1
Luta    4      Inteligência   1    Prontidão      2    Presença   2

PERÍCIA
Acrobacia 4 (+10), Atletismo 2 (+2), Combate corpo a corpo (força do gorila) 5 (+9), Especialidade (basquete) 4 (+5), Intuição 4 (+6), Percepção 4 (+6), Persuasão 6 (+8),

VANTAGENS
Agarrar preciso, Ataque imprudente, Bem relacionada, Fascinar (Persuasão), Inspirar, Legal*, Potencial inexplorado*, Rolamento defensivo 2, Sorte de principiante. [* suplemento Hero High]

PODERES
Forma de Tanuki 10 pontos
Salto 3 (15m de altura)
Proteção 3 (cauda)
Característica 1 (pode usar a cauda para guardar pequenos objetos)
Característica 1 (assume sua forma humana quanto tempo desejar)
Dano 2 (garras – descritor/corte – baseado em força)

Metamorfose múltipla 35 pontos
Alongamento 2 (Falha: Limitado à braços)
Braços de gorila: Força melhorada 7
Asas de pássaro: Voo 5 (Falha: Asas)
Orelhas de Coelho: Sentidos 2 (audição acurada)
Cabeça de Lobo: Sentidos 3 (olfato aguçado e acurado)
Pernas de Chita: Velocidade 6
Bico de pássaro: Característica 1 (voz amplificada)
Camuflagem do Camaleão: Camuflagem 2 (sentidos visuais - Falha: Mesclar)

OFENSIVO
Iniciativa +6
Desarmado +4 – Corpo a corpo, Dano 2
Força do Gorila +9 – Corpo a corpo, Dano 7

DEFENSIVO
Esquiva   +7       Fortitude      +2
Aparar     +5       Resistência   +4/+7*
Vontade +6       (*Proteção da cauda)       

COMPLICAÇÕES
Motivação: ela tem um grande senso de justiça.
Perda de Poder: Michiru só consegue usar uma de suas metamorfoses múltiplas por vez.
Preconceito: por ser humana e ter aparência de feral ela pode sofrer preconceito dos dois lados.
Segredo: ela esconde da maioria que é humana.
Irritação: como os humanos tratam os ferais.
Relacionamento: ela tem como melhor amiga (ou inimiga) Nazuna.
Peculiaridade: ela acredita facilmente em todos.
Obsessão: acha que sofre de uma doença que a transformou em feral.

Total: Habilidades 34 + Perícias 13 (26 graduações) + Vantagens 10 + Poderes 45 + Defesas 8 = 110 pontos


Ficha em PDF (2 versões)

     



domingo, 5 de julho de 2020

Dungeon Scrawl: Ferramente simples, grátis e online para mapas



Dungeon Scrawl
Ferramente simples, grátis
e online para mapas

Todo rpgista que se preze está sempre atrás de novas ferramentas para ajudar na criação de suas campanhas e facilitar sua ação no momento de conduzir as sessões... e nada melhor para isso do que um bom e fácil editor de dungeons. Eu acabei esbarrando por acaso no Dungeon Scrawl, um programa grátis para criação de dungeons e mapas que está em fase beta. Além dele ser grátis, ele roda diretamente no navegador, o que facilita muito. Seu uso é muito simples e aprende-se de forma intuitiva rapidamente. Ele permite que criemos mapas de formato padrão, isométrico e inclusive ambiente mobiliados, com vários estilos de cor, luminosidade, papel envelhecido, além de permitir importação de imagens. Além disso, ele possui uma série de formatos para exportação da imagem. Entre no site e experimente!


Abaixo veja alguns exemplos do que dá para fazer e um texto meu!






Ordem de Leitura: X-Men (2016 até hoje)


Ordem de Leitura
X-Men (2016 até hoje)

Com toda a certeza uma coisa mais complicada que física quântica é tentar entender e organizar uma ordem de leitura para os quadrinhos dos X-Men. A quantidade de revistas mensais que simultaneamente são laçadas nos Estados Unidos desde o início da década de oitenta, o incrível vai e vem de personagens entre equipes, novos nomes para as mesmas equipes e a bagunça com que são os lançamentos no Brasil, fazem dessa uma tarefa ingrata. Mas como gosto de desafios e adoro os X-Men, resolvi tentar.

Mas como vou fazer isso? Esta será uma postagem que irá crescendo com o tempo. Não valeria à pena lançar postagens fragmentadas, muito menos pesquisar tudo para depois fazer a postagem. Vou ir inserindo os dados na mesma postagem abrangendo fases ou grandes arcos, do final para o começo, pois assim parece muito mais fácil, efetivo e útil para os leitores. Começarei com a fase All-New All-Different Marvel até hoje, ou seja, compreendendo do ano de janeiro de 2016 até hoje (conforme o mercado americano). Outra informação importante é que me centrarei nas revistas, especiais e arcos centrados nas equipes de mutantes e não em títulos de personagens individuais – com algumas exceções, como as revistas Jean Grey e Cable que estão intimamente ligadas à cronologia dos mutantes... ou quem sabe insiro tudo depois... vamos ver.

Quanto à sistemática da listagem eu colocarei os títulos americanos conforme seu lançamento com sua referência de lançamento no Brasil. Quando as edições anuais estiverem misturadas ao arco de história de um determinado título, eu a colocarei dentro da cronologia da revista. Quando o anual for independente, ele será listado logo ao final da numeração da revista. Ao final de cada título farei uma referência de onde será a continuação daquela equipe (quando houver). Ao final da listagem eu postarei uma imagem simplificada para que possam visualmente perceber a organização dos títulos (segundo o mercado americano). As imagens das capas serão as imagens de algumas das edições brasileiras, visto que a postagem serve principalmente para os fãs conseguirem se achar na hora de lerem seus quadrinhos. 

sábado, 4 de julho de 2020

Sociedade Pathfinder no Brasil - Explorar, Relatar, Cooperar


Sociedade Pathfinder no Brasil
- Explorar, Relatar, Cooperar -

Ontem a editora New Order anunciou algo que já esperávamos ansiosamente – a liberação da Sociedade Pathfinder no Brasil em português. Desde o anúncio e a abertura do bem-sucedido financiamento coletivo recorrente para as Sociedades (tanto Pathfinder quanto Starfinder, lançados e publicados juntos) que já contávamos as horas para a liberação oficial da Sociedade Pathfinder (e da Sociedade Starfinder também!). Com isso poderemos nos embrenhar nos perigos de Golarion à serviço da Sociedade.


O que é a Sociedade Pathfinder?
Para quem ainda não sabe bem do que estou falando, vamos explicar de forma rápida e simples. A Sociedade Pathfinder é uma campanha com aventuras regulares em um ambiente (cenário) e história (campanhas) compartilhados onde a participação dos jogadores pode se dar em qualquer lugar que tenha um mestre registrado para realização dessas aventuras oficiais. A participação nessas aventuras possibilita o desenvolvimento contínuo do personagem (ou personagens) do jogador registrado. Esse desenvolvimento é registrado oficialmente na Paizo, gerando um ranking que demonstra a evolução do personagem do jogador e posteriormente possibilitando uma série de vantagens. Como são aventuras oficiais com a evolução do personagem registrada, mesmo que os jogadores troquem de local e mestre, o desenvolvimento de seu personagem continua o mesmo, não importa onde esteja ou com quem jogue. 

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Flight of the Snow Pearl, nova aventura para Blue Rose RPG


Flight of the Snow Pearl,
nova aventura para Blue Rose RPG


Blue Rose é um RPG sensacional da Green Ronin, com uma temática e ambientes acolhedores e diversificados. Quando de seu lançamento ele foi um porto certo para quem desejava se sentir representado em suas aventuras de RPG de fantasia. Infelizmente ele ainda não acendeu o interesse de editoras brasileiras para seu lançamento por aqui, mas lá fora temos aventuras sendo lanças com alguma regularidade para suprir seus fãs. Esse é o caso de Flight of the Snow Pearl, de Steve Kenson.

Segundo o próprio autor:

Sem revelar muito sobre o enredo real da aventura, Flight of the Snow Pearl é sobre o que o poeta TS Eliot chamou de “um deserto de espelhos” que se tornou linguagem comum ao falar sobre espionagem. Em uma situação ou subcultura em que a confiança é um luxo perigoso, como as pessoas mantêm a confiança como um valor essencial? É uma aventura bastante curta, focada, mas lida com alguns temas essenciais da Blue Rose, incluindo personagens que ajudam os necessitados.”

Na aventuras os heróis são despachados para as montanhas nevadas de Ice Binder para encontrar um contato misterioso e escoltá-los de volta à segurança em Aldis. Quem é ‘a Pérola da Neve’ e por que eles devem fugir do escuro e mortal Reino de Kern? Além disso, que perigos os perseguem e os enviados podem enfrentar para voltar para casa?. Está é uma aventura para 4-6 personagens de níveis 2 a 4. Ela está sendo vendida em PDF no site da editora por U$4 dólares no LINK.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Arquivo de Fichas – Mutantes e Malfeitores 3ed - Anole


Arquivo de Fichas – Mutantes e Malfeitores 3ed
Anole [Victor Borkowski]
Ficha 3ªed 122


“Sou um X-Men agora. Eu tem que ser melhor.”

NP 10

HABILIDADES
Força   1/7  Vitalidade   3/5  Agilidade      6    Destreza    3
Luta      6    Inteligência   1    Prontidão      1    Presença   1

PERÍCIA
Acrobacia 4 (+10), Atletismo 3 (+4/+10), Combate corpo a corpo 4 (+10), Enganação 3 (+4), Furtividade 2 (+8), Intuição 4 (+5), Percepção 4 (+5)

VANTAGENS
Agarrar aprimorado, Ataque poderoso (braço direito), Ataque imprudente, Defesa aprimorada, Finta ágil, Idioma (inglês nativo, francês), Potencial inexplorado*, Tomar a iniciativa, Tontear, Zombar.
[*Suplemento Hero High]

PODERES
Pele reptiliana 11 pontos
Característica 1 (Pele escamosa)
Proteção 4
Camuflagem 2 (Visual - Falha: Mesclar)
Crescimento 2 (Força +2, Vitalidade +2, Intimidação +1, Furtividade -2, Defesas -1)
Braço direito: Força Melhorada 4 (Falha: Limitado/braço direito) 4 pontos
Velocidade 4 4 pontos
Língua preênsil: Membros Extras 1 1 pontos
Movimento 1 (Escalar paredes) 2 pontos
Regeneração 4 (Extra: Persistente) • 8 pontos

OFENSIVO
Iniciativa +6
Desarmado +10 – Corpo a corpo, Dano 1/7

DEFENSIVO
Esquiva   +11                 Fortitude    +3/+5*
Aparar      +9                  Resistência          +7/+9*
Vontade  +3                  [*Crescimento]

COMPLICAÇÕES
Motivação: Fazer o bem
Preconceito: ser mutante
Preconceito: ser gay
Responsabilidade: ele quer provar poder ser um X-Men.
Relacionamento: tem em Gloob seu melhor amigo.
Peculiaridade: gosta de atuar

Total: Habilidades 48 + Perícias 12 (24 graduações) + Vantagens 9 + Poderes 30 + Defesas 11 = 110 pontos

Ficha em PDF





quarta-feira, 1 de julho de 2020

Succulents Sorcerers, o RPG onde você é uma planta



Succulents Sorcerers,
o RPG onde você é uma planta

Agora que comecei a ter um tempo para ver a grande quantidade de material de RPGs disponibilizados no Bundle for Racial Justice and Equality, o projeto de arrecadação em prol de instituições de luta contra o racismo através da disponibilização de materiais diversos como RPGs, games e quadrinhos.

Resolvi começar por algo bem diferente. Já pensaram em ser... plantas de dentro de casa? Quem sabe uma suculenta feiticeira ou uma pétala paladina? Pois em RPG podemos tudo e foi nisso que a filipina Diwata ng Manila apostou ao criar Succulent Sorcerers, que acabou virando uma série.

Há muito tempo, o despertar aconteceu. Um grande mago liberou uma onda de mágica que gerou certas plantas sencientes. Elas se tornaram a grande flora e conquistaram o domínio de certas artes. No entanto, de além da parede do jardim vêm os insetos, de um lote vazio e infectado por erros! E aqueles insetos são monstro raivosos comedores de plantas. Eles querem comer o coração das grandes suculentas e ganhar seu poder! Se eles fizerem, então todas as suculentas perderão seus poderes! Cabe a você e sua equipe salvar toda a loja de artesanato!


Succulent Sorcerers é um RPG de três páginas (uma para o jogador e duas para o mestre jardineiro) onde encarnamos suculentas inteligentes e que possuem poderes mágicos. São quatro tipos possíveis de personagens cada um com uma variação entre Resistência, Magia Bruta e duas habilidades especiais únicas.

Sua mecânica é muito simples. Usando um d6, cada vez que um personagem deseja realizar uma ação que envolva uma de suas pontuações (resistência [quando pode se machucar] ou magia [usar uma de suas habilidades]) ele rola 1d6 precisando alcançar menos que sua pontuação na ficha. Um elemento muito interessante da ficha é o Rot (algo como putrefação) onde o jogador pode optar por um sucesso automático em uma jogada falha, marcando em sua ficha uma das duas bolinhas disponíveis. Sempre que ele preencher as duas o personagem ganha 1 ponto de dano (dos 3 disponíveis), mas em compensação ele ganha 1 ponto adicional em resistência ou magia – algo como uma evolução. Combates começam com uma jogada de iniciativa usando jokenpo (pedra-papel-tesoura) e o combate em si acontece entre as habilidades das suculentas (ataque) e jogadas de resistência (defesa).

Na terceira e última folha de cada um dos quatro RPGs há dicas incríveis de como vivem cada tipo de personagem, informações sobre o ambiente e dicas de jogos.

A receptividade com Succulents Sorcerers foi tão grande que Diwata acabou criando outros três RPGs para complementar esse ambiente e criar um verdadeiro cenário. Eles foram Petals Paladins, Bonsai Brawlers e Mossy Mechanics.




Em Petals Paladins (Pétalas Paladinas) você encarna paladinos de plantinhas que não podem se proteger sozinhas. Seu personagem pode escolher entre quatro ordens para seguir, cada qual com dois tipos de habilidades especiais. Em Bonsai Brawlers (Bonsais Brigões) você assume plantas que não de muita conversa e parte para o combate direto. Em Mossy Mechanics (Musgos Mecânicos) você assume personagens que podem criar modificações em si mesmo.

Todos esses quatro RPGs minimalistas são sensacionais exemplos de como todo um universo pode ser colocado em apenas uma dúzia de folhas, de forma criativa e divertida. Além disso, estes títulos são uma ótima forma de introduzir novos jogadores ou mesmo cianças.

Todos os quatro RPGs estão disponíveis ao valor de $4 dólares dentro de um sistema maravilhoso onde à cada 1 RPG vendido, um outro exemplar fica disponível sob forma de cópia comunitária gratuita.

Adquira o seu AQUI!

terça-feira, 30 de junho de 2020

Pathfinder Segunda Edição - Encontros Icônicos: Um Pulso do Mal



Pathfinder Segunda Edição
Encontros Icônicos: Um Pulso do Mal

Feiya seguiu as nove caudas brancas de seu familiar raposa sobre as rochas e subiu o flanco de um monte rochoso. O frio da noite ainda se agarrava às cavidades da terra, mas ela não se importava. Depois de anos no bosque nevado de Irrisen, o frio a confortava. Frio, ela entendia. Essas planícies brilhantes demais com poucas árvores, no entanto, eram puro mistério para ela.

Daji olhou por cima do ombro, inclinando a cabeça um pouco. Ela teve que rir.

Sim, meu amigo, estou reclamando comigo mesma. Numeria, por mais fascinante que seja, é um lugar difícil.”

Ele quase parecia balançar a cabeça, depois voltou a atravessar as rochas e os líquenes que formavam a pele dessa terra cinzenta. Feiya achava seu humor contagioso. Afinal, Numeria já tinha sido boa para ela. Seu contato com uma tribo Kellid lhe dera a liderança no santuário mais promissor para Desna até agora. Um santuário construído por eremitas... em uma caverna perto do topo desta colina, longe de qualquer rota de caravana ou vilarejo, envolta em mistério... Tudo isso a lembrava muito do lugar onde ela acreditava que a deusa a chamara pela primeira vez para uma vida de Magia

Não, ela estava feliz por ter vindo aqui. Ela estava pronta para aprender mais sobre a divindade que a transformara de uma garota assustada em uma bruxa poderosa.

A colina ficou mais íngreme quando ela e a raposa caminharam, algumas árvores mortas arranhando entre as rochas como se estivessem se esforçando para obter umidade. Feiya sentiu-se andando com mais cuidado, ouvindo mais. Alguém no cume pode ouvi-la se aproximar e as curvas fechadas da trilha significam curva cega após curva cega. Ela se viu movendo seu cajado para a posição de atenção, mesmo que não tivesse ouvido nada além do vento e de um falcão distante.

Daji”, ela sussurrou, confiando em seu intestino. Ela deslizou entre duas pedras grandes e se sentiu feliz por sua proteção. “O santuário está situado nas falésias perto do cume da colina. Não está longe agora. Você quer investigar?

Ele se sentou aos pés dela e fixou os olhos dourados no rosto dela. Os pelos nos braços de Feiya formigavam. Às vezes, era fácil pensar em Daji como um animal simples - um animal muito especial de nove caudas, mas mesmo assim um animal. Mas, naquele momento, ela podia sentir uma sabedoria emanando de sua forma vulpina, uma sabedoria mais antiga e mais profunda do que qualquer ser humano ou animal.

O mundo brilhou branco, e então seus olhos se ajustaram, vendo a paisagem em um novo registro de cores - as sombras mais roxas, as pedras mais amarelas. O mundo também se alargou, seus novos olhos se afastaram mais do que os de seu próprio rosto. Os olhos de Daji. A raposa olhou para o corpo de Feiya, quieta e sem sentido durante o período do feitiço. Ela não queria compartilhar os sentidos de Daji por mais de um minuto; essas pedras eram apenas um abrigo temporário enquanto ela olhava através dos olhos de seu familiar.

A raposa se virou e pulou sobre um aglomerado de pedras. A leveza de seu corpo a fez pular de alegria pura. Feiya desejou poder instá-lo a correr ainda mais rápido, apenas para sentir suas patas em movimento.

Ele derrapou até parar, um cheiro acre tão poderoso que era como uma mão empurrando o focinho para trás. Seus olhos lacrimejaram um pouco com o cheiro picante. Algum tipo de coisa bloqueava a trilha, seus flancos de metal quase cegando ao sol da manhã. O cheiro ardente saia em ondas.

Um som girou a cabeça de Daji - um som tão leve que Feiya nunca teria ouvido isso com seus próprios ouvidos. A raposa se encolheu sob a pedra mais próxima, com o coração batendo forte. A coisa fedorenta o dominou tanto que ele nem percebeu a criatura horrível emergindo da parede do penhasco acima dele.

Feiya voltou seus sentidos para seu próprio corpo. O que em toda Golarion Daji acabara de ver? Ela fechou os olhos, recuperando a memória e tentando se adaptar à perspectiva humana. Era enorme, ela sabia disso. Tão grande ou provavelmente maior que um urso. A lembrança do medo de Daji a fez estremecer e ela o afastou, tentando forçar as imagens confusas, aromas e sons a uma aparência de entendimento.

Mas não era nada que ela já tivesse visto ou ouvido falar - algum tipo de inseto gigante ou lagosta terrestre. Ela franziu a testa, pensando mais. Havia algo de estranho nas pernas, aquelas pernas espetadas, irregulares e aterrorizantes.

Ela desejou ter ousado arriscar compartilhar os sentidos de Daji novamente, mas era um risco muito grande.

O que a lembrou. Daji ainda não voltou.

Feiya agachou-se e rastejou pelo campo de pedras caídas. Aqui no flanco norte da colina, ela podia ver o objeto estranho, os lados um amontoado de ângulos e cores que ela não podia começar a descrever. Emanava uma sensação de poder alienígena que a lembrava dos poucos pedaços de metal que ela teve a sorte de inspecionar em suas viagens. Coisas antigas e de outro mundo, tinham feito sua pele e seu estômago formigarem. Os olhos dela lacrimejaram, olhando para essa coisa nova. Ela não sabia o que era, mas tinha certeza de que vinha de algum lugar além de seu próprio céu.

Rochas bateram e ela se pressionou na terra. Pedregulhos bloquearam sua visão, mas ela podia ouvir pedras chacoalhando, se movendo e sendo trituradas quando algo maciço desceu pela face do penhasco.

Um movimento captado pelo canto do olho a fez virar a cabeça. Daji olhou para ela debaixo de uma pedra. Ela nunca o viu parecer tão preocupado.

Então, uma das patas dianteiras da criatura apareceu e Feiya teve que apertar a mão sobre a boca para reprimir a inspiração assustada. A coisa era maior do que ela conseguia ver com um rápido vislumbre de Daji. Sua perna dianteira apontou para o chão bem próximo de sua cabeça, sacudindo as pedras ao seu redor.

Ela seguiu a armadura esverdeada da perna até um segmento articular; novamente, a perna se alargando, mais grossa até...

Um olho.

Um enorme olho laranja redondo, olhando para ela.

A perna levantou e depois bateu no chão novamente. As pedras ao redor de Feiya mudaram sob o impacto e ela rolou para a trilha, longe do peso esmagador. Daji correu para o lado dela.

Ela estava exposta agora, mas podia ver a fera na sua totalidade. Duas vezes maior que um urso, sua concha como uma zombaria verde maligna de uma lagosta. Pinças gigantes e estalantes. E nas costas, bolhas rosadas e inchadas, cada uma pulsando e batendo em torno de um cérebro humano.

Pulsando como um coração ainda bombeando vida na alma sofredora de alguém.

Ela não pensou duas vezes. Um de seus feitiços mais antigos surgiu em sua mente, e ela o lançou com toda sua força de vontade e concentração, energia saindo da palma da mão e batendo em uma das pústulas nas costas da criatura. O poder provocou uma onda de alegria sombria em seu coração e ela riu, o riso estimulando o poder de seus raios por mais e mais tempo. A pústula explodiu. Um grito encheu a mente de Feiya, suas palavras insondáveis, mas sua raiva palpável. Sua mente vacilou com a força da raiva horrível da criatura.

A criatura torceu uma pinça e Feiya sentiu-se voar pelo ar, agarrada por uma garra invisível. Por um segundo, ela pairou sobre o chão, encarando o monstro alienígena cuja magia a mantinha firme.

Então ela voou de lado para o tronco de uma árvore morta e deslizou por ela, a cabeça girando, o ar saindo dela. Em algum lugar distante, Daji rosnou. Feiya só podia olhar para a criatura horrível caminhando em sua direção, sua concha quase apagando o céu, seus cérebros restantes pulsando mais forte do que nunca.

Havia apenas uma maneira de seu cérebro não ocupar logo outra pústula grotesca nas costas da criatura.

Feiya olhou para seu familiar, que agora estava logo atrás do horror que se aproximava, suas caudas abertas, orelhas para trás e dentes à mostra. “Sim, Daji”, ela sussurrou enquanto seus dedos tremiam, a força mágica de uma terrível maldição se formando ao redor deles. “Eu estava pensando a mesma coisa.

- Wendy N. Wagner