terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores - Capitão América

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores
CAPITÃO AMÉRICA - Steve Rogers
  

"Eu acredito no sonho americano.
Mas isso... isso é um pesadelo!"

Nível de Poder: 13

HABILIDADES
FOR 22/10 (+6/0) DES 22/10 (+6/0) CON 20/9 (+5/-1) INT 14 (+2) SAB 16 (+3) CAR 16 (+3)

SALVAMENTO
Resistência +12; Fortitude +12; Reflexo +9; Vontade +8

COMBATE
Ataque +10, +12 [escudo]; Agarrar +16;  Dano 6 [desarmado], 14 [ golpe/escudo]; Defesa +12; Esquiva +8; Iniciativa +10.

PERÍCIAS
Acrobacia 3 (+9), Arte da Fuga 2 (+8), Computadores 1 (+3), Conhecimento [Tática] 8 (+10), Conhecimento [Educação civil] 5 (+7), Diplomacia 6 (+9), Escalar 1 (+7), Furtividade 1 (+7), Idiomas 5 (+5) [Inglês (nativa), alemão, francês, russo, espanhol], Intuir intenção 2 (+5), Investigar 4 (+6), Notar 2 (+5), Obter informação 2 (+5), Sobrevivência 2 (+5).

FEITOS
Ação em movimento, Agarrar aprimorado, Alvo esquivo, Armação, Arremessar aprimorado, Ataque atordoante, Ataque dominó 2, Atropelar rápido, Avaliação, Bem informado, Benefício (Autorização de Segurança), Contatos, Defesa aprimorada 2, Desarmar aprimorado, Duro de matar, Especialização em ataque 2 (arremesso do escudo/Golpe); Evasão, Foco em esquiva 2, Iniciativa aprimorada, Inspirar, Interpor-se, Liderança, Maestria em arremesso 3, Plano genial, Presença aterradora, Rolamento defensivo, Tiro preciso, Trabalho em equipe.

PODERES
Repertório Soro do Supersoldado 13 [Extra: Amplo]
Base: Força Ampliada 12 [Dinâmico]
PA: Constituição Ampliada 11 [Dinâmico]
PA: Destreza Ampliada 12 [Dinâmico]
PA: Imunidade 7 [Envelhecimento, Fadiga, Frio, Calor]
PA: Super-velocidade 1 [Dinâmico – Feito: Ataque rápido]
PA: Super-força 2 [Dinâmico]
PA: Proteção 7 [Dinâmico]

Dispositivo 7 - Escudo de Vibranium (Fácil de Perder - Feito: Bloqueio aprimorado) - Deflexão 10 (todos os ataques à distância); Golpe 8 (Feito: Arremessado 2, Pujante, Preciso, Ricochete 4)

PONTOS: 180

15 (habilidades) + 15 (salvamentos) + 44 (combate) + 11 (perícias) + 34 (feitos) + 61 (poderes)

Ficha em PDF


sábado, 6 de dezembro de 2008

Novidades no Cinema

Algumas fotos de X-men Origens: Wolverine

O grande lançamento do cinema para 2009, para os amantes dos quadrinhos de heróis, será com toda a certeza X-men Origens: Wolverine. Na contagem regressiva para sua estréia em 1º de Maio do ano que vem, a 20th Century Fox apresentou algumas fotos da produção.


Como já dito em postagens anteriores, o filme centralizado em Wolverine apresentará a vida de Wolverine até um pouco antes de ingressar nos X-men. Um dos panos de fundo centrais, e que nos quadrinhos já rendeu boas histórias, será a participação de Logan na Segunda Guerra Mundial. Neste período muitos outros personagens conhecidos faziam parte das relações de Wolverine, a aparecerão no filme. Entre eles teremos Dente-de-Sabre, Deadpool e Maverick.



No filme teremos também todos os acontecimentos em torno dos experimentos científicos que recobriram o esqueleto de logan com um metal inquebrável - o adamantium.

Outra sensação do filme é que outro grande e carismático personagem da Marvel, e integrante do grupo de mutantes, aparecerá - Gambit. A foto foi apresentada pela revista americana Empire Online Sua interpretação caberá à Taylor Kitsch. Ator relativamente novo - atuando no cinema desde 2006 - mas realmente dando os ares do herói. Seus três filmes em que já atuou foram "O Pacto" (2006), "Serpentes à Bordo" (2006) e "Todas Contra John" (2006).


O trailler de X-men Origens: Wolverine será apresnetado na estréia de "O dia en que a Terra parou", com Keanu Reeves e Jennifer Connely, em 12 de dezembro próximo.

No elenco temos: Hugh Jackman (Wolverine), Liev Schreiber (Dentes-de-Sabre), Ryan Reynolds (Deadpool), Will.i.am (John Wraith), Danny Huston (William Stryker), Dominic Monaghan (Bico), Daniel Henney (Agente Zero/Maverick), Lynn Collins (Silver Fox) e Taylor Kitsch (Gambit).

Material de Apoio - Arquearia V

Material de Apoio - Arquearia
por Julioz

Besta II

Besta Pequena

Utilizada como uma antecessora da pistola de pólvora, foi projetada para medir a distância do antebraço de seu portador, tendo como fator marcante a possibilidade de ser ocultada facilmente. As duas hastes laterais, aonde a corda era presa, fechavam-se, possibilitando à besta ser escondida em mangas ou mantos. Mas só sendo possivel transporta-la descarregada.

Atingia altos preços no mercado graças a qualidade empregada nas peças, que tinham tamanho reduzido e a mesma potência de um exemplar maior. Sua munição era também, especialmente pequena, portanto mais cara. Sua recarga era executada sem alavanca, com o uso de uma das mãos. (o uso de luvas era obrigatório) Podia ser anexada ao antebraço, por fivelas na altura do pulso e um pouco abaixo do cotovelo. Nessa forma, o gatilho ficava na parte superior da coronha, sendo acionado com o braço livre.

Existem poucos registros sobre tal peça, mas estes afirmam que era usada quase que exclusivamente por assassinos.


Besta Média ou Comum

A segunda variação, tida como média, foi usada mais amplamente, tanto na caça, por nobres e camponeses, quanto por milicianos e autoridades da lei nas cidades medievais. Empunhava-se com as duas mãos, tanto para mira quanto para a recarga.

Uma besta tinha ser rapida ou potente, mas nunca as duas coisas ao mesmo tempo. A média, tentava ser o equilibrio entre as duas coisas. Tinha um bom alcançe, e em comparação a grande, podia ser recarregada mais rapidamente. Existiam versões a manivela (será explicada melhor em “Bestas Grandes”) e as simples.


As simples, eram versões sem manivela, ou acionadas por puxada. Nesse esquema, um pequeno arco de ferro ficava na parte da frente da coronha, onde o besteiro teria de colocar um dos pés para prender a arma ao solo. Em seguida, com uma ou duas das mãos, deveria segurar a corda e a puxa-la para cima, na direção contraria, até parte traseira da coronha. As pulseiras com ganchos eram utilizadas para esse tipo de arma, mais exigiam alguma pratica, tornando as luvas a opção tradicionalmente adotada.

Observações:

A munição só devia ser colocada na besta, após a corda estar presa pelo gatilho, e a arma nunca deveria ser disparada sem setas, com o risco de rompimento da corda, ou mesmo a quebra das hastes que a seguravam.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Programe-se!

Noite de autógrafos para "O Terceiro Deus"

A Jambô Editora promoverá uma noite de autógrafos para brindar o lançamento do terceiro livro de Leonel Caldela encerrando a trilogia ambientada no cenário de Tormenta. Este evento, que acontecerá em Porto Alegre, inaugurará o Book Tour do Terceiro Deus. O Book Tour levará Caldela para autografar em várias cidades do Brasil a partir de janeiro.


A iniciativa da Jambô é louvável. Não podemos esquecer que a obra de Caldela mostra que é possível sim produzir obras baseadas em rpg (e afins) e ter sucesso, além de uma grande inserção no mercado editorial. O segundo elemento positivo é apresentar os novos talentos (e nem tão novos assim) como um estímulo para uma enorme gama de novos autores que muitas vezes precisam apenas de um estímulo para ingressar no mercado.

A Sessão de autógrafos acontecerá no dia 12 de dezembro, às 20 horas, na Livraria Cultura no Bourbon Shopping Country (Av. Túlio de Rose, 80, Porto Alegre, RS). Com certeza estarei por lá para prestigiá-los - Leonel e Jambô.... esperem por fotos!!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Romance

Por mares nunca antes navegados
Parte 2 - A aventura inicia -
João Eugênio Córdova Brasil

VII. Novo tripulante

Os homens são suscetíveis ao meio que os rodeia. Qualquer novidade, qualquer combate, qualquer cor afeta-os de alguma forma. E com os tripulantes do Gaivota pateada não foi diferente. Um dia havia se passado desde que encontraram a primeira vila deste novo continente, muito embora estivesse destruída. E as novidades não acabaram por aí. Outros piratas, violência desmedida e morte.
Tudo os afeta.

- Há quanto tempo está aqui? - raramente Syan subia na cesta, no refúgio de Slocun. E mais raramente ainda Syan tinha tido a oportunidade de ver seu capitão e amigo tão deprimido.

- Não muito, eu acho, não sei ao certo.

- Já vamos comer....nos acompanha?

- Estou com fome mesmo. Já é hora do almoço. Nem percebi que havia ficado tanto tempo aqui.

- Jantar! Vamos jantar! Você ficou aqui o dia todo, meu caro. O problema daquele menino o afetou muito pelo visto.

- Talvez.

- O que quiseste dizer naquele dia? - Syan pegou Sclocun de surpresa com a pergunta.

- Do que está falando amigo....que dia? - a surpresa simulada de Slocun, na tentativa de desconversar, foi claramente frustrada. Mas deixou claro que não estava à vontade falando no assunto.

- Embora te considere um ótimo amigo não conheço quase nada do seu passado e acho que algo do que aconteceu lançou-te em lembranças enterradas à muito. Tenho uma certa facilidade em perceber as coisas. Deve ser uma dádiva de meu Deus....ou uma maldição, ainda não sei....

- Existem cavernas escuras em todas as almas. Daquele tipo que depois que conseguimos encontrar a saída, até a superfície, juramos nunca mais retornar - disse Joshua entre suspiros. E o assunto terminou ali mesmo.

Mais um dia se passou.

- Como você se sente? - as palavras de Slocun tornavam-se mais profundas quando aliadas ao seu olhar, terno mas firme.

- Lhe devo minha vida, senhor - o garoto tentava recostar-se com dificuldade na cabeceira da cama improvisada nos aposentos de Syan.

- Sou um pirata, não um assassino frio. Não o deixaria naquela situação sem fazer nada. A vida do mar não combina com chacinas. Qual seu nome?

- Horen...e os outros? Mais alguém sobreviveu? Havia uma mulher comigo... - o sobressalto parecia ter tirado o rapaz de um pesadelo e o jogado na realidade. Os olhos esbugalhados corroboravam o terror que sentia.

- Havia mais três contigo na cabana. E os três sobreviveram, mas ainda estão adormecidos. Graças aos cuidados mágicos que Syan aplicou-lhes a dor não os aflige enquanto estão convalescendo.

- Quero vê-los - não era apenas um pedido, era uma sentença ganhando ares de ordem.

Slocun tinha de concordar. O garoto não era comum. Tinha um porte, uma presença diferente das pessoas comuns. Algo marcante. Possuía aquele tipo de presença que todos notam e admiram - “e isto deve ter irritado muito aquele touro meio homem”.

- E se eu disser que não - murmurou Joshua com aquele sorrisinho típico e debochado.

- Terei de achar o caminho sozinho... com ou sem ajuda - e foi levantando como dava.

- Você não vai a lugar algum garoto... - e o capitão fez uma breve e irritante pausa - ... sem as muletas meu caro senhorzinho.

O rapaz agarrou-as à contra gosto e num salto parou de pé para, em seguida, tombar de volta à cama. A rapidez do movimento deixou-o zonzo. Os ferimentos aliados ao balançar do navio facilitaram em muito a perda do equilíbrio.

Constrangido, mas com um olhar um pouco mais humilde, olhou para o capitão balbuciando - Acho que tenho de ir com um pouco mais de calma, não é?

- Seria prudente. Dê-me o braço que eu ajudo.

- Ora, ora...nosso passarinho quer bater as asas e voar - Syan surgiu do nada, como sempre. Sua forma exoticamente estranha assustaria, se não fosse tão hilária.

Rapidamente puxou o rapaz para perto e abriu-lhe os olhos com seus dedos, olhando atentamente. Em seguida, quase sem dar tempo ao rapaz de aprumar o olhar, abriu-lhe a boca enfiando-lhe uma espátula sobre a língua. O rapaz permanecia atordoado, terminando por cair mais uma vez sentado na cama.

- Este é Syan. E se deve a vida à alguém com certeza é a ele. Como ele está amigo?

- Quase novo em folha. Vão dar uma voltinha? - Syan continuava com um olhar curioso para o rapaz.

- Vamos visitar os nossos outros hóspedes. Vamos garoto. Quanto antes irmos melhor. Assim poderá voltar ao repouso - abriu a porta indicando-lhe o caminho.


__________ o O o __________



Era um dia frio e nublado. O vento forte garantiria uma considerável velocidade à embarcação, não estivessem as velas sendo utilizadas à metade de seu número. Slocun não tinha certeza do que fazer ou para onde ir ainda.


Queria um certo tempo para pensar ou pelo menos saber o que havia acontecido dois dias atrás.

Haviam ficado na ilha de Kumbach o suficiente para conseguir pegar os suprimentos necessários e zarpar. Os piratas que enfrentaram não estavam sozinhos, com certeza. E muito provavelmente logo estariam sendo procurados. Slocun queria manter o efeito surpresa.

Mas mesmo à baixa velocidade, o balançar resultante do mar agitado já era mais que o suficiente para desequilibrar o garoto enfermo. Mesmo assim ele conseguia mover-se quase normalmente - se é que com duas muletas pode-se mover normalmente. Slocun percebia que o garoto conhecia sobre a vivência do mar.

Desceram um lance de escadas e percorreram um curto corredor. Fizeram o caminho em silêncio. Pararam em frente a uma porta e Slocun empurrou-a de leve, abrindo-a sem muita resistência. Era um cômodo pequeno - como todos dentro de um navio. Haviam pequenas camas armadas em forma de beliches. Três delas estavam ocupadas por três mulheres - uma velha e duas bem mais novas.

O rapaz estava parado no mesmo lugar analisando a cena cuidadosamente. Olhou mulher por mulher com todo o cuidado. Olhos firmes e impassíveis.

Olhou de início as mais novas. A primeira estava na puberdade e era claramente humana. Não possuía traços de animal algum. Era a menos machucada das três. Possuía apenas alguns cortes, num dos braços, aplicados por alguma navalha afiada e de forma cuidadosa. Não eram cortes de luta, mas cortes feitos por um torturador aplicado. Seu rosto estava razoavelmente esfolado e com alguns hematomas. Pelo menos um soco certeiro recebera em sua face. Estava dormindo magicamente porque Syan havia detectado nela algumas costelas quebradas. Sua recuperação seria mais rápida assim.

A segunda moça era irmã, ou possuía algum parentesco com a menor, visto que a semelhança era enorme entre elas. Seu estado estava um pouco pior. Havia sido espancada e os machucados generalizados pelo corpo corroboravam com está idéia. Além de alguns ossos quebrados os pulsos estavam muito marcados. Quando foi encontrada dentro da cabana estava dependurada por eles há muito tempo.

Mas a terceira, e mais velha, ganhou uma atenção mais demorada do garoto. Era ela também a mais debilitada. Pelo que Syan percebeu com seu estado é que havia sido, junto com o garoto, o alvo principal dos torturadores. Ela possuía marcas de chicotadas nas costas e queimaduras nos braços feitos com ferro em brasa. Seu flagelo foi longo. Havia perdido muito sangue e um dos olhos. Sua aparência calma enquanto deitada ali, na frente do rapaz, em nada parecia com o estado em que estava quando encontrada na ilha.

- Vocês os mataram? - a voz parecia não sair de sua boca. A única alteração no rapaz era um aumento da respiração. As inspirações tornaram-se mais profundas. As expirações mais longas.

- Eles pagaram da forma devida, posso garantir.

- Ótimo.

Sem dizer nada o rapaz virou-se e começou o percurso de volta. Slocun percebia que o garoto fora afetado pela visão. Mesmo estando naquele inferno ele deve ter ficado boa parte do tempo desacordado. Mesmo assim ele tentava manter a aparência de forte. Voltou sem ajuda.


__________ o O o __________

Duas canecas fumegantes cruzavam o estreito e escuro corredor do primeiro nível do Gaivota Prateada. O aroma de café era inebriante. Na outra extremidade delas estava o Capitão. Joshua Slocun. Neste dois últimos dias, desde que enfrentaram os piratas na ilha de Kumbach, ele houvera sido muito aplicado nos cuidados ao jovem Horen, desde que este despertou. A tripulação já havia percebido isto, mas ninguém se atrevia a questiona-lo o porque.

Já havia passado da meia-noite mas Slocun sabia que o garoto estaria acordado. Ele tinha certeza disso.
Duas batidas secas na cabine de Syan seguidas de sons de movimentação vindas de dentro. A porta entreabriu e Slocun enfiou uma das canecas para dentro.

- Café? - pergunta Joshua.

- Como adivinhou, ou o nobre Capitão também é um adivinho da Altiva?

- Adivinho não, mas alguém que está acostumado a virar muitas noites sem dormir. E neste caso nada melhor do que café. Temos de conversar!

A cabine estava fracamente iluminada graças à chama de uma vela que balançava em seu suporte. Sua movimentação gerava contornos fantasmagóricos em todos os objetos dentro do aposento.

O rapaz retornou para sua cama e Slocun acomodou-se em uma cadeira junto da escrivaninha. Mantiveram-se em silêncio por alguns goles.

- Pode não ser ainda o momento certo, mas temos de conversar sério Horen.

- Nunca haverá um momento apropriado para isso capitão.

- Preciso saber no que me meti. Sei que haverá um preço pela minha intromissão e tenho toda uma tripulação sob minha responsabilidade.

Horen tomou um longo gole como que tentando que o café despertasse suas lembranças. Olhar fixo no horizonte.


- O Corvo. Não sei seu nome verdadeiro, mas todos o chamam assim, da mesma forma que sua embarcação.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Material de Apoio - Navegação 11

Material de Apoio - Navegação


Armamentos dos Piratas

Os piratas, devido a sua atividade, tinham afinidade com um grande número de armamentos. Sua vida era lutar, e sua sobrevivência dependia disso. Como saqueadores do mar se utilizavam de todos os meios possíveis para alcançarem o butim.

Os armamentos dos navios piratas podem ser divididos em dois distintos grupo. O primeiro deles era composto por todo e qualquer armamento utilizado pelo pirata de forma individual – facas, espadas, pistolas etc. O segundo era composto pelos armamentos da embarcação – canhões e arpões. Primeiramente vamos abordar os armamentos individuais.

Todo o pirata que se prezava dava muita importância para o combate corpo a corpo. Sua vida de aventuras e emoção não poderia se restringir a um descarregar de canhões contra um adversário. A história nos narra muitas passagens que contam que muitas vezes os canhões eram utilizados mais para amedrontar os inimigos ou para a embarcação adversária para que pudessem ter a emoção do combate propriamente dito.

Seu empenho e sabor pelo combate nos brindou com muitas estórias – e muitas delas reais – sobre grandes espadachins e fervorosos combatentes. Na fantasia, assim como na realidade, os personagens piratas são extremamente ágeis e hábeis com suas armas de mão (e até com as pistolas e mosquetes).

ARMAS BRANCAS

ESPADAS PEQUENAS (também chamada de estoque): existia uma infinidade de tipos e modelos de espadas entre os piratas. Mas alguns modelos eram mais comuns que outros, principalmente no que diz respeito à zonas. Nas Europa, por exemplo, as mais comuns, era as espadas de tamanho pequeno (ou smallsword). Não era a preferida dos combates quando da abordagem de navios adversários por ser pouco resistente. Mas mesmo assim eram largamente utilizadas. Possuíam uma boa proteção para a mão da guarda que ajudava para estocadas.

CUTLASS (ou cutelo): era, quem sabe, a arma mais comum nas cinturas dos piratas e a preferida em duelos. Ela foi inventada – se é que podemos dizer isto – pelos bucaneros. Ela possui uma lâmina de fio em ambos os lados e levemente curva. Era muito forte – por ter uma lâmina grossa – podendo corta carne ou osso (esperem pelo material de apoio sobre espadas que sairá em breve) ou até mesmo madeira. Por não ser muito longa era ideal para uso nas abordagens para o combate corpo-a-corpo.

RAPIER (ou espadim): este foi outro armamento de lâmina que encontrou grande sucesso entre os piratas. Foi usada e popularizada até o final do século XVII, sendo substituída, aos poucos pela smallsword. Era uma lâmina esguia e muitas vezes feita sob medida. Muito difícil de se manusear devido a sua fragilidade e leveza, mas ideal para golpes de perfuração. Era a arma preferida para abordagens antes do advento do cutlass e da hegemonia da smallsword. Sua principal característica estava na empunhadura ricamente ornamentada. O Rapier típico tem entre um metro e um emtro e meio de lâmina com uma largura de não mais de dois centímetros e meio.


SABRE: era uma espada de uso comum com uma lâmina ligeiramente curvada e com fio na área convexa.



ADAGAS: não muito diferentes de um canivete longo dos tempos de hoje. Eram muito leves e fáceis de se manusear, embora não tivessem muita eficácia de forma ofensiva. Em contrapartida eram muito utilizadas para defesa sendo empunhada na mão oposta à da lâmina grande.


MACHADO: comum e popular em navios ela era usada com a mesma freqüência da cutlass pela tripulação. Eram usados para ataques, para os piratas se segurarem no casco do navio e subirem até o convés ou para cortarem as cordas de sustentação do velame ou para abrir portas. Possuíam um cabo longo – cerca de três palmos – e uma estrutura metálica relativamente pequena, embora fosse muito forte e resistente. Sua utilização em ataques corpo-a-corpo era muito temida pelos adversários.


Sua utilização em combate consistia em uma movimentação rápida do machado impossibilitando um contra-ataque do oponente. A eficiência do machado consistia em ser letal se atingisse o adversário ou extremamente útil inutilizando a espada adversária, se a atingisse. Versões menores de machados podiam ser utilizadas da mesma forma que uma faca como elemento de defesa, juntamente com a espada.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores: Deadpool [Wade Wilson]

Arquivo de Fichas – Mutantes e Malfeitores
DEADPOOL [Wade Wilson]
Ficha 017


“Ei... aqui está uma ideia... que tal eu te matar?”

Nível de Poder: 10

HABILIDADES
FOR 16 (+3) DES 20 (+5) CON 20 (+5) INT 14 (+2) SAB 14 (+2) CAR 12 (+1)

SALVAMENTOS
Resistência +5; Fortitude +10; Reflexo +11; Vontade +5.

COMBATE
Ataque +10, +14 [arma de fogo]; Dano +3 [desarmado], +6 [katana], +4 [submetralhadora], +4 [pistola pesada], +5 [granada/explosão]; Defesa +12; Esquiva +6; Iniciativa +9.

PERÍCIAS
Acrobacia 5 (+10), Arte da fuga 5 (+10), Blefar 8 (+9), Conhecimento [Manha] 8 (+10), Conhecimento [Tática] 6 (+8), Desarmar dispositivo 4 (+6), Dirigir 2 (+7), Escalar 5 (+8), Furtividade 5 (+10), Idiomas 7 (+7) [Inglês nativo, espanhol, japonês, alemão e outras três], Intuir intenção 4 (+6), Investigar 4 (+6), Notar 6 (+8), Prestidigitação 3 (+8), Procurar 4 (+6).

FEITOS
Ação em movimento, Alvo esquivo, Arremessar aprimorado, Ataque atordoante, Ataque defensivo, Ataque dominó 2, Ataque furtivo, Blefe acrobático, Contatos, De pé, Derrubar aprimorado, Desarmar aprimorado, Distrair, Durão, Equipamento 12, Esconder-se à plena vista, Evasão 2, Especialização em ataque [Pistola pesada] 2, Iniciativa aprimorada, Luta no chão, Prender arma, Rolamento defensivo, Saque rápido 3, Tolerância, Zombar.

PODERES
Regeneração 12 (Machucado 2, Ferido 4, Desabilitado1, Ressurreição 3 – Feito: Crescimento de membro, Persistente)

Imunidade 9 [Suporte vital]

Dispositivo [teleportador no cinto] 2 (Fácil de Perder - Teleporte 3 - Feito: Fácil; Falha: Curta distância)

EQUIPAMENTO
Katana x2 (dano +3, crítico 19-20, desc/corte); Submetralhadora [dano +4, crítico 20, desc/balístico, automático]; Pistola Pesada x2 [dano +4, crítico 20, desc/balístico]; Granadas; Indutor de imagem (Ilusão 5 (Extra: Ação +1; Falha: Limitado/apenas a própria imagem).

Pontos: 179
36 (habilidades) + 12 (salvamentos) + 44 (combate) + 19 (perícias) + 41 (feitos) + 27 (poderes)

Ficha em PDF (2 versões)

    

Nota
Versão clássica do personagem antes do All-New, All-Different Marvel

sábado, 29 de novembro de 2008

Material de Apoio - Arquearia IV

Material de Apoio - Arcos
por Julioz

Besta I

Essa arma, deveria fazer parte do artigo sobre arquearia, mas devido a sua importância histórica resolvi separá-la. Afinal, foram os besteiros genoveses os maiores oponentes dos arqueiros ingleses no combate a distância durante toda a “Guerra dos Cem Anos”. E foi lendo livros dessa época que me apaixonei pela arte de disparar flechas.

A besta, consiste em um arco e flecha na horizontal, acoplado na ponta de uma coronha, acionada por gatilho, que projeta quadrelos. Tendo a madeira como sua principal matéria-prima, chegou a ser produzida em versões mistas de madeira e ferro e em versões que somente utilizavam metais. A arma é dotada, ainda de uma espécie de coronha que o besteiro apóia ao encontro do ombro, quando faz a mira e, na extremidade oposta, de um estribo, ou gancho, para poder prender a cela ou a cintura, facilitando assim o transporte da arma. Alguns besteiros ainda utilizavam pulseiras com ganchos, que auxiliavam na hora de esticar a corda para o disparo.


Quando a corda de uma besta fica molhada, a incapacita de atirar contra alvos que estejam a 1/3 de seu alcance total.

Apresentava quatro variações principais: pequena, média, grande e de repetição.


Melhorias

No arco, a mira prolongada acaba por minar as forças do arqueiro, por fatigar seu braço, diminuindo a precisão do disparo. A besta podia ser engatilhada e permanecer estática por quanto tempo seu portador desejar.
A altura também influencia no uso do arco longo, pois quanto maior sua extensão, maior sua potência. Além disso, A força na parte superior do corpo é imprescindível, pois sem ela, a corda não será tencionada com eficiência.
As bestas deram a chance de artilheiros sem qualquer experiência, tornarem-se exímios atiradores em pouco tempo.


Disparo


Como fato marcante, o besteiro deve fazer mira em um ponto abaixo de onde desejava acertar. Porque, quando o gatilho é precionado e a tenção na corda é aliviada, a besta desfere um solavanco para cima, fazendo a flecha desviar-se de seu alvo de origem.

Munição


Quadrelo, ou ferrolho, é o nome da munição usual da besta. Ela é similar a uma flecha, mas em geral é mais curta. O Quadrelo continha uma ponta semelhante a uma pirâmide que facilitava a entrada na carne ou armadura inimiga. As flechas também podiam ser usadas, mas só se fossem confeccionadas para o uso exclusivo de bestas.


História


Acredita-se que a besta foi criada muito antes de Cristo pelos chineses, Leonardo da Vinci chegou a desenhar a besta, porém não a fabricou. As verdadeiras origens desta arma são controversas e de difícil conclusão já que muitos povos a utilizaram em pequena e grande escala. A besta tinha diversas variações e tamanhos para diferentes projéteis que podiam ser atirados.

Caçadores de Abutre

Caçadores de Abutre
Capítulo 4
Grupos e personagens principais
João Eugênio Córdova Brasil

2. Grupo de Resgate

A adaga penetrou lentamente na pele desprotegida do pescoço, deixando transparecer os primeiros riscos de sangue rubro e quente. Uma mão abafava o gemido de dor. Em seguida o corpo, já sem vida, pendeu pesado e sem equilíbrio. Ele foi colocado suavemente em um canto escuro, quase como se por alguma arte do destino não quisessem incomodar seu sono. Este era um dos últimos.

Já foram cinco até agora. Ela não gostava de fazer isto mais do que seus companheiros. Até porque sua razão de estar aqui poderia ser considerada até que bem pacífica. Mas em alguns casos, para ela pelo menos, os fins justificam os meios.

“- Está fácil demais!”, suspirou Lillian um pouco acima de um sussuro enquanto Agatha terminava de averiguar se o corpo do soldado estaria bem escondido.

“- Não vamos abusar da sorte Lillian, estamos numa prisão e não em um passeio. Nunca é fácil demais quando estamos colocando a corda em nossos próprios pescoços” - repreendeu Agatha lançando-lhe um olhar severo que Lillian não estava acostumada a ver.

O corredor no qual estavam desembocava em um outro mais estreito e ainda mais escuro. Ellizabeth esgueirava-se com maestria e silêncio impressionante um pouco mais à frente, como de costume. Tirava proveito de cada ponto sombrio do ambiente. Ela parou na entrada do novo corredor e esticou o pescoço esguio com cuidado primeiro para um lado, depois para outro.

Com um pequeno sinal dela David avançou alojando-se a poucos centímetros de suas costas. Ele não era nem tão rápido nem tão silencioso quanto ela. Mas estava aprendendo rápido a ser pouco visível quando necessário. Não era sua intenção tornar-se um detentor das artes sorrateiras muito menos virar um seguidor de Hyninn, era um guerreiro e se orgulhava disto – pelo menos já se considerava um.

Logo atrás vinham Lillian e Agatha. A primeira deslizava. Nunca se poderia dizer que Lillian andava ou esgueirava-se pois sua graça ao mover-se conferia-lhe a impressão de flutuar, deslizar. Enquanto Agatha, mesmo demonstrando a rudeza e o peso de uma guerreira experiente, era quase tão silenciosa quanto Liz.

Os quatro permaneceram espremidos ante a entrada do corredor. As indicações enviadas por Thânara mostraram-se precisas. Isto facilitava em muito o trabalho de invadir um lugar como este. Ganharam um tempo precioso assim.

“- Depois deste corredor começaremos e enxergar as celas. Ele está na terceira”, apontou Liz para a esquerda enquanto dá mais uma olhada em ambas direções.

“- Lembrem-se. Rápidos. Silenciosos. Sem heroísmo hoje”. Agatha estava particularmente com os nervos à flor da pele nesta noite dominada por Tenebra.

“- Vamos!” - clama em voz baixa Ellizabeth entrando rapidamente à esquerda no corredor. Os outros à seguem.
Este corredor era pouco longo e menos largo ainda. Era baixo também. Pequeno o suficiente para incomodar. Tanto era que apenas duas tochas, uma no início e outra no final, eram o suficiente para iluminá-lo por completo. Liz pega a primeira e apaga-a. Agatha fica na retaguarda, na porta que acabaram de deixar para trás.

Os outros três avançaram de forma cuidadosa até a próxima tocha, próximo ao final do corredor.

“- Não temos muito tempo”, ponderou Lillian.

A última tocha é apagada. A escuridão de Tenebra felicita-se com mais espaço para ocupar. O breu tomou conta do corredor. O frio parecia mais intenso agora.

“- Droga de tochas. Qualquer brisa e já eram, maldição”, uma voz queixou-se acompanhado do som típico de uma cadeira sendo arrastada. Passos pesados e o som típico de metal batendo denunciavam a aproximação de alguém protegido com algum tipo de armadura.

Os vícios típicos da monotonia fazem-se presentes com o passar do tempo. As noites intermináveis de silêncio quebrado apenas pelo gemer de um ou outro infeliz. A falsa sensação de proteção que um ambiente como aquele adquiria. Tudo e qualquer coisa ajudavam para criar um descuido. O guarda que fazia as vias de carcereiro não estava imune à isto. E este foi o único erro que não poderia cometer.

Quando entrou no corredor escuro mal teve tempo para acostumar a visão à escassez de claridade. Foi surpreendido com o forte impacto em seu ventre. A dor lacinante não lhe permitiu soltar um único som. Só sentiu frio. A escuridão o envolveu por completo até consumir sua alma. E o silêncio não foi quebrado.

“- Estou decepcionado. Estamos a duas semanas parados e quando finalmente temos algo para fazer não dá nem para o começo”, resmungava o jovem guerreiro enquanto limpava sua lâmina num dos inúmeros estandartes que pendiam em quase todos os corredores dos edifícios oficiais de Portsmouth.

“- Vamos terminar logo com isso” – resmungava Aghata carrancuda.

Os três agora já não se preocupavam, tanto quanto antes, com o silêncio ou com o anonimato. A ante-sala do cárcere era pequena e suja. Possuía apenas uma pequena mesa com duas cadeiras de madeira, onde se encontravam um grande pedaço de pão, um jarro e copos. Na parede, em um dos cantos um pequeno painel, também de madeira, exibia vários molhos de chaves distribuídos de forma irregular e sem identificação.

“- Não precisamos delas”, gabou-se Liz, indo em direção da entrada das celas.

A procura não deu muito trabalho. Todas elas estavam vazias. Menos uma. A terceira. Todas as outras tinham as portas escancaradas. Na única que estava fechada pendia da parede um corpo moribundo que mais parecia uma massa disforme consumida pela escuridão.

Lillian arrancou uma tocha da parede do corredor das celas enquanto Ellizabeth terminava de abrir a porta de ferro com sua maestria rotineira. Os três aproximaram-se. A figura tomou forma. Um rapaz de pouco mais de 20 anos estava dependurado na parede. O sangue seco sobre seu corpo seguia em pequenos filetes até o chão e encerravam em pequenas poças sob seus pés. Um dos olhos fechados pelo inchaço e as marcas de queimaduras pelo peito demonstravam que a diversão não terminou cedo nesta noite. O rapaz tinha a boca amordaçada e as mãos com os dedos amarrados – prática comum quando prendiam um mago – todo cuidado era pouco com os manipuladores das artes de Wynna.

“- Desgraçados”, rosnou Lillian com os olhos embaçados enquanto a raiva transbordava de cada poro de seu corpo.

O som das vozes acordou o jovem prisioneiro que instintivamente encolhe-se prevendo novas agressões. Qualquer um e todos eram uma ameaça para ele. Seu único olho bom esbugalhou-se de medo tentando discernir as imagens desfocadas à sua frente. Pouco conseguia produzir de sons, e a mordaça não ajudava em nada. Mas o pouco som que saia de sua boca estava cheio de pavor.

A dor dele somente fez aumentar a raiva que invadia seus três salvadores. Todos sabiam das atrocidades que espíritos humanos fracos eram passíveis de realizar quando sob um comando errado. Esta não era a primeira e nem seria a última missão que realizariam para tentar acabar com isso. Mas a visão do que encontravam sempre produzia cicatrizes muito mais profundas em suas almas do que os prisioneiros levariam pela vida no corpo.

O mago quase convulsionava, preso pelas mãos, tentando libertar-se. Qualquer movimento à sua frente poderia significar uma nova agressão.

Aquele triste quadro deixou-os paralisados por breves instantes. Ficaram sem ação alguma. Até a realidade chocar-se em seu cérebro trazendo-os novamente ao mundo real. Essa volta trazia, novamente a frieza que tanto é necessária neste tipo de ação.

“- Acalme-se. Não viemos fazer-lhe mal algum”. Lillian acariciava-lhe o rosto com um carinho materno enquanto seus colegas iam soltando suas mãos. Nestes momentos ela relembrava os motivos que a levaram a deixar o conforto de uma rica moradia na zona mais nobre de Milothiann e de enterrar o sonho de sua mãe de um casamento com alguma rica família da capital.

Com as mãos soltas o corpo do moribundo caiu em direção ao chão sendo aparado rapidamente. Mas ele já reconhecera, nas figuras embaçadas, aliados improváveis. Isso o tranqüilizava enquanto agradecia chorando à Wynna por atender-lhe as preces.

“- Você está seguro agora e em breve estará longe daqui” - David falava amavelmente transformado seu corpo em apoio para que o mago mantivesse-se de pé.

o O o

A parte mais complicada já havia sido realizada e Agatha mostrava-se satisfeita. Ela sabia que invadir uma prisão em Portsmouth, mesmo fora de Milothiann, era algo que poucos tentavam e menos ainda conseguiam. Mas hoje fora um dia proveitoso e tranqüilo.

David e Lillian carregavam o jovem e enfraquecido mago pelos ombros com todo o cuidado possível, enquanto Liz averiguava a retaguarda do grupo.

O final do curto corredor que saía da ante-sala do cárcere continuava, no lado oposto e, após uma curva, desembocava numa escadaria que levava para o salão principal, na entrada.

Começaram a descer as escadas lentamente, acompanhando o ritmo do mago.

“- O que vamos comer hoje? Eu comeria um boi, com certeza!” – Willian dizia de forma relaxada para o mago – “e tu meu amigo, com certeza não tens uma boa refeição faz algum tempo. Hoje terás!”

“- Acho que ele deveria começar com uma sopa. Está muito enfraquecido. Com certeza a sopa de Ronan vai fortalece-lo!” – dia Liz lembrando da última vez que estiveram lá para receber as informações que Thânara enviara por intermédio de Arthir.

Se eles não tivessem tomado todos os cuidados e livrado-se dos guardas da vigia, com certeza Agatha estaria enlouquecida com a conversa descontraída deles. Mas até ela estava contagia com a calma preocupante dos guerreiros.

Mas alguns erros são inadmissíveis e Nimb é imperdoável em suas jogadas.

Quando começavam a cruzar lentamente o salão, após chegarem ao fim da escadaria, as cinco figuras ainda estavam alheias ao que realmente estava por acontecer. Acompanhavam o ritmo do mago. Estavam tão seguros de si que não perceberam nada.

Descendo as escadas só precisavam dobrar à direita, pelo salão, e entrar na porta do salão secundário da despensa. De lá, mais alguns passos e estariam na porta que levaria aos fundos do prédio.

“- Como ele está?” – perguntou preocupada Agatha.

“- Vai sobreviver, e isto já uma ótima notícia. Se tivéssemos demorado mais um dia e nem ao cadafalso ele subiria” – David fazia força para que o desafortunado não gastasse mais nem um pingo de energia.

Chegaram ao sopé da escadaria. Sem demora dobraram para a direita. Primeiro Agatha, logo depois David e Lillian carregando o mago, e logo atrás Liz. O Saguão estava escuro. Faltava pouco para amanhecer e o breu imperava de forma mais intensa, para alegria de Tenebra.

No que Liz saiu das escadas tudo aconteceu muito rápido.

David dera pouco mais de quatro passos depois da escada e sentiu um forte impacto em seu ombro direito seguido de uma dor lacinante. A dor o fez momentaneamente soltar o peso do mago que quase foi ao chão não fosse Lillian.

“- O que houve garoto? Perdeu a força...” – reclamou a loira tendo de despender mais esforço e equilíbrio para manter o mago de pé.

“- Fui atingido...” – as palavra de David antecederam sua queda.

Ninguém havia percebido coisa alguma até aquele momento. Com a queda, as três Caçadoras, sendo pegas de surpresa, levaram alguns instantes para ter real noção do que havia acontecendo.

“- EMBOSCADA....!”

O grito de Agatha tirou as outras do transe de momento. Lillian soltou o mago da melhor forma possível sobre David e puxou sua adaga mantendo-se abaixada e tentando proteger os corpos da dupla que estava prostrada no chão. Liz instantaneamente desembainhou sua espada e Agatha igualmente o fez segurando a na mão direita e sua adaga na esquerda.

Mas não haviam sido rápidas o suficiente. Desceram as escadas, às costas de Ellizabeth, pelo menos seis guardas. Das portas das salas, adjacentes ao grande salão em que se encontravam, saíram pelo menos mais duas dúzias de milicianos. Todos com espadas em punho e semblantes muito pouco amistosos.

Estavam completamente cercadas.

“- Sabíamos que um dia cometeriam um erro” – a voz saiu suave de um dos milicianos, que pelas roupas deveria ter algum posto de comando – “vocês já nos causaram muita dor de cabeça e minha promoção estará garantida com a morte de vocês”.

Dois momentos de pausa se passaram e tudo começou.

Agatha, que estava mais à direita, saltou sobre a mesa logo à sua frente procurando que a surpresa de sua ação fosse sua aliada. Usando a mesa como apoio saltou com os dois pés diretamente no peito do guarda mais próximo jogando-o para trás. Caiu de pé prontamente lançando-se ao combate.

Liz preocupou-se com os que vinham do andar superior e que as deixavam literalmente encurraladas. Sua espada zunia num balanço que não permitia a aproximação de ninguém. Mas ao mesmo tempo ela sabia que seria apenas uma questão de tempo.

Por sua vez Lillian tinha a única preocupação de proteger o mago, que permanecia desacordado, e David, que já esboçava uma reação depois do ataque inesperado.

Os guardas achavam que a reação daquele pequeno grupo era apenas uma abreviação do inevitável. Mas elas não concordavam com isso.

Agatha, depois de derrubar o primeiro em seu salto, caíra de arma em punho golpeando sem cessar de um lado para o outro. Com a espada na mão direita atingira a coxa de um, deixando caído, e num giro sobre o próprio corpo acertara mais outro. Com a adaga na mão esquerda preocupava-se com a defesa das investidas dos adversários. Já eram menos três.

Liz subia degrau à degrau empurrando seus adversários para cima – “DAVID, que tal levantar essa bunda do chão.... foi só um arranhão!!!” – gritou ela enquanto puxava a espada após uma estocada bem sucedida.

“- Eu cuida dos da esquerda e tu cuidas do mago!” – Lillian não era muito eficiente com lâminas, mas aprenderá alguns bons truques com seus amigos de Nitamu-ra conseguindo causar bons estragos com um bastão. Lógico que não seria nada fácil usando um esfregão que era o mais próximo de um bastão naquele lugar. Mas a perplexidade dos seus adversários lhe serviu muito bem. Em dois movimentos já havia quebrado um joelho e deixado mais dois inconscientes.

“- Eu me viro...” – resmungou David puxando uma adaga e jogando-a o mais rápido que pode. Não atingiu ninguém, mas conseguiu chamar a atenção de alguns guardas.

A situação não havia melhorado. Os guardas já haviam superado a surpresa inicial da reação do quarteto. E a luta estava bem mais equilibrada.

“- Vamos fazer o seguinte” – gritou o chefe dos guardas – “desistam e lhes pouparei a vida. Vocês são muito bons, mas não conseguirão se esquivar das bestas”.

Isso era uma verdade incômoda e elas tinham consciência de que a luta estava por acabar.

Mas Nimb, sempre Nimb, havia lançado novos dados. Duas flechas zuniram pelo salão achando seus alvos.
(continua na parte 3)
_______ o O o _______

“Era como se a própria deusa Tenebra saísse de seu manto escuro!”
- um vigia anônimo, que teve a sorte de sobreviver à um dos ataques do grupo.


Este grupo tem a responsabilidade de libertar os prisioneiros. A sagacidade da guerreira Agatha e sua experiência em combates para resgate mostra-se como o fiel da balança que equilibra a força necessária com a inteligência precisa para a sua atuação e liderança. Normalmente atuam junto com o grupo de Kron - um ataca de forma rápida e avassaladora enquanto o outro faz o trabalho de resgate de forma precisa e imperceptível.

Seu lema é: “o que os olhos não vêem, a ponta da adaga mostra”. Trabalham rápido e limpo, deixando a impressão que nada ocorreu – fora a inexplicável montanha de corpos que ficam pelo caminho além do sumiço desconcertante de prisioneiros.

Quem os conhece têm a impressão de estar diante de uma família. Estão sempre brigando por quase nada. Mas não admitem que qualquer um se intrometa. Protegem-se como coiotes em um bando.

Além de Agatha formam o grupo mais três membros.
A elfa ladina Ellizabeth é quase como a irmã que Agatha nunca teve. São inseparáveis. Alguns estranham sua felicidade num mundo onde elfo e tristeza são quase sinônimos. Mas ela mesma explica que veio para o norte do continente muito antes do extermínio de seu reino.

Lillian é uma nobre desgarrada da corte de Portsmouth. Mesmo com toda a frescura que uma côrte pode inserir no modo de ser de uma pessoa, ela é uma lutadora valorosa. Em Valkária, teve conhecimento de todos os malefícios que Ferren infligia ao seu povo. Ao mesmo tempo presenciou os acontecimentos em torno da fenomenal libertação da deusa aprisionada. Não sabe como mas sentiu uma ligação extremamente forte com a deusa. Tanto que tornou-se sua clérica (tanto quanto isso possa ser possível no caso dela).

David Willian é o único homem do grupo. Por esse motivo tem de enfrentar a piadas bem humoradas das três colegas todo o tempo. E o faz com um grande espírito esportivo. Sente-se como tendo uma família – algo que não conhecera na vida. Mas sua maior peculiaridade reside em uma maldição. Por motivos que ele próprio prefere não contar Azgher lhe lançou uma maldição – enquanto seu poder brilhar no topo do mundo, David não verá sua luz. Durante o dia David é acometido pela cegueira. Somente no manto da Deusa Tenebra é que seus olhos funcionam.


A Líder:
D20
Agatha: Guerreira 13; N; ND 13; Humanóide (Médio – Humana); DV 13d10+52; PV 151; Inic +7; Desl 9 m; CA 21 (+3 Des, +7 armadura, +1 talento Esquiva), Toque 14, Surpresa 17; Base de Ataque +13; Agarrar +20; Ataque +23 corpo-a-corpo (espada longa, 1d8+13 mais sangramento 19-20/x2); Ataque Total +23/+18/+13 corpo-a-corpo; Face/ Alcance 1,5 m/ 1,5 m; Fort. +12 Ref. +7 Von. +5; For 24 (+7) Des 16 (+3) Con 18 (+4) Int 14 (+2) Sab 12 (+1) Car 18 (+4). Perícias: Furtividade +21, Intimidação +20, Observar +21, Ouvir +19, Sobrevivência +9; Idiomas valkar, anão, goblinóide.Talentos: Ataque em Movimento, Ataque Giratório, Ataque Poderoso, Dura de Matar, Especialização em Combate, Esquiva, Iniciativa Aprimorada, Mobilidade, Prontidão, Saque Rápido, Tolerância, Trespassar, Trespassar Maior. Talento regional: Trapaceira Nata [Ahlen].
Equipamentos: Anel do sustento, camisão de cota de mitral da camuflagem +3, espada longa de adamantine do sangramento +3, luvas da força de gigante +4 e poções de curar ferimentos leves (10).

3D&T
F4 H3 R4 A3 Pdf0 Pvs: 20 Pms:18 Vantagens: Ataque Especial, Crime.
Desvantagens: C.H. dos Heróis, Fúria, Devoção (Derrotar Velho Abutre).
O Grupo:
Ellizabeth - D20: Elfa Ladina 12; CB.
Lillian - D20: Humana Clériga de Valkaria 10; NB.
David William - D20: Humano Guerreiro 10; CB.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Diário de um Escudeiro - 16

Vigésimo quinto dia de Cyd de 1392.


Fazem dois dias que participei de meu primeiro combate. O ombro está começando a cicatrizar. A vida junto às maravilhas de Allihanna me ensinou muitas coisas úteis. Sua benção faz de muitas plantas verdadeiros milagres para a saúde. O emplasto de fuguéria que coloquei sob as ataduras tiraram a dor e aceleraram a cicatrização. Mesmo assim ainda me dói muito meus afazeres diários.

Desde aquele dia Sir Constant trocou apenas umas poucas palavras comigo. Ele não aprovou de forma alguma minha contenda. Achei que ele teria ficado feliz com a defesa da honra de Khalmyr que impus àqueles rapazes.
De qualquer forma fiquei feliz e estou feliz. E sinto que Khalmyr também ficou.

Sir Constant preferiu não parar em Drekellar. Nós passamos rapidamente ontem por lá. Ela é uma cidade bem grande. Tal como Suth Eleghar, Drekellar é uma cidade comercial e seu produto principal são os cavalos. Sua feira central parece ser o único ponto que destoa do semblante carrancudo de seu povo. Mesmo assim tudo é muito comportado e simétrico.

Aproveitei para comprar uma nova camisa e um colete de couro. Refizemos nossas provisões, pois as chuvas nos atrasaram muito. Gastamos quase o dobro do tempo no percurso entre a fronteira de Yuden e Drekellar.

Dormimos numa caverna. Foi uma ótima oportunidade para secar as roupas na fogueira. Até que não foi dos piores lugares para pernoitarmos.

Esta manhã Sir Constant avisou que iríamos desviar nossa jornada um pouco para o sul. Ele afirmou que tinha assuntos a tratar em Gallíenn. Não vi muita convicção em suas palavras. Pelo que sei o motivo pode ser a Floresta Svalas. Já escutei muitas lendas sobre este lugar. Meu avô mesmo disse que não gostara nem um pouco de atravessar aquele território amaldiçoado. Mas, de qualquer forma, não faz diferença para mim.

Será um dia à mais em nossa viajem, mas adorarei visitar o reduto de Tanna-toh, já que a Caverna do Saber fica bem próxima. Este percurso parece ser bem agitado. Durante o dia passamos por mais de um comboio de carroças, tanto de mercadorias quanto de pessoas, indo para Gallíenn.

Meme: Aleatoriedades!!!

Ohh....! Me acertaram!!!

Vamos participar da brincadeira... Ainda estou tentando entender o que é (hahahaha), mas vamos lá!!!

As regras são:
1. Apresente a pessoa que te convidou.
2. Coloque as regras em seu blog.
3. Escreva 6 coisas aleatórias sobre você.
4. Escolha mais 6 pessoas e coloque os links no final do artigo.
5. Avise a pessoa que o convidou, deixando um comentário no blog original.
6. Avise seus convidados que eles foram escolhidos.


Quem me linkou foi o: Vill (Vinícius) do blog Desafio dos Dragões.

As 6 coisas aleatórias sobre mim:

1. Sou viciado em misturas estranhas para lanche. Gosto de colocar várias bolochas trakinas numa tigela e encher de leite e esperar tudo desmanchar ou gosto de misturar leite condensado com aveia...

2. Sou louco por jogos de estratégia.....mas não existe nada igual à Travian. Ele é insuperável. Estou sempre prometendo nunca mais jogar, mas cada novo server que abre e eu estou lá de novo. Se você não conhece não perca tempo... O server português é um dos melhores. Já fiz ótimos amigos lusos!

3. Sempre olhei com desconfiança para aquelas revistinhas em preto e branco japonesas. Nem sequer li uma página para confirmar minhas suspeitas. Até que um dia fui desafiado por um amigo me dizendo - "se tu leres isso não gostar pode dizer o que quizeres que nunca mais reclamo!" - com um exemplar do Love Hina na mão... Eu li, e foi paixão à primeira leitura.... Agora não consigo mais parar de ler, de baixar e de comprar (quando possível)

4. Odeio comprar roupas. Aquela coisa de entra-e-sai de loja procurando uma roupa parece a maior perda de tempo do mundo... Pior do que isso só ficar num provador. Minha esposa quase sai no braço comigo em dia de comprar roupas. Sou prático.....passo na vitrine e vejo, se puder compro.....

5. Se querem me ver feliz e me apresentar um novo seriado. Vejo de tudo - comédio, suspense, policial etc. Gosto daquela idéia de continuidade dos seriados, a emoção de ficar esperando pelo próximo episódio! Os do momento são Jericoh, Os Tuddors (sou historiador né!!), Monk, Heroes, Lost e House.

6. Adoro gatos. Já tive mais de trinta certa vez na minha casa...quase não tinhamos onde caminhar (ahahah). Hoje tenho apenas quatro. Aprendo muito com eles!

Meus convidados: Estou procurando, mas parece que todos estão já convidados....mas acho que em um ou dois dias já estarão listados aqui!!!