quarta-feira, 3 de março de 2010

Novidades no RPG.Blog

Novidades no RPG.Blog e a
Décima Posição para a Confraria
Nesta terça-feira o agregador de blogs RPG.Blog inaugurou um novo layout para sua página. Duas grandes diferenças, em comparação com a aparência anterior, estão na apresentação e no ranking.

Agora os posts lançados são mostrados de uma forma mais limpa e com o ícone da fonte ao seu lado. Só acho que os ícones poderiam ser melhor definidos pois eles ficam distorcidos (mas com certeza isso será acertado com o tempo).

No rankiamento dos blogs, anteriormente era apresentado um posicionamento quase que diário, agora, pelo que eu entendi, esse posicionamento será feito mensalmente. E para começar já temos o ranking de fevereiro colocando a Confraria de Arton em um honroso décimo lugar. Não sei muito bem como é calculado este ranking, mas de qualquer forma um décimo lugar é um décimo lugar!

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

MULHER-HULK – Jennifer Walters


Nível de Poder: 10

FOR 34 (+12) DES 16 (+3) CON 30 (+10) INT 16 (+3) SAB 12 (+1) CAR 16 (+3)

Resistência +14 (4 Impenetrável); Fortitude +15; Reflexo +4; Vontade +4.

Ataque +6; Dano +12 [desarmada]; Defesa +6; Esquiva +4; Iniciativa +3.

Capacidade de Carga: 8t (leve), 16t (médio), 24t (pesado), 48t (máxima), 125t (empurrar/arrastar).

PERÍCIAS: Blefar +6, Computadores +4, Concentração +3, Conhecimento [Manha] +7, Conhecimento [Educação Cívica] +9, Diplomacia +7, Intimidar +5, Investigar +5, Obter informação +5, Profissão [advogada] +9.

FEITOS: Agarrar aprimorado, Arremessar aprimorado, Ataque atordoante, Ataque dominó, Ataque poderoso, Bem-informado, Benefício [Identidade alternativa], Derrubar aprimorado, Estrangular, Imobilizar aprimorado, Tolerância, Trabalho em equipe 2.

PODERES: Força Ampliada 24; Constituição Ampliada 20; Proteção 4 (Extra: Impenetrável); Salto 4; Imunidade 8 [Calor, Frio, Radiação, Alta pressão]; Super-força 4 [Feito: Golpe Sísmico]; Regeneração 9 [Machucado/Inconsciente 2, Ferido/Abatido 3, Desabilitado 4].

Desvantagem: Identidade Normal [Ação completa - 4 pontos].

Pontos: 150
22 (habilidades) + 5 (salvamentos) + 24 (combate) + 8 (perícias) + 13 (feitos) + 82 (poderes) – 4 (desvantagem)

terça-feira, 2 de março de 2010

Rank Cinza de Fevereiro

Estamos subindo

É ótimo termos uma notícia deste tipo já no início de Março. O blog Área Cinza lançou seu já tradicional rank para esse mês de Fevereiro. Depois de um 17º lugar no rank de janeiro, atingimos o 15º lugar no rank de fevereiro. Duas coisas me deixam muito feliz com isso. A primeira é que temos tido um ótimo resultado com as iniciativas de assuntos e materiais que temos proposto. A segunda é que estamos aparecendo em um rank que, além de blogs, coloca na corrido sites e editoras. Assim conseguimos dividir espaço com sites como o da Jambô e da Devir e nos colocar junto de ótimos blogs, como a Taverna do Goblin.

Valeu pelo apoio de todos!!

Zumbis em Porto Alegre - Anotação 2: Achando minha filha


Anotação 2 – Achando minha filha
Vamos continuar as lembranças. Quero aproveitar que não terei de sair nos próximos dias. Estamos com a dispensa cheia e esses dias frios de inverno não me dão coragem de colocar o nariz para fora.

Quando chegamos à ex-Faculdade Porto Alegrense notamos uma grande movimentação militar. Eles estavam preparando uma barricada com alguns tanques e um considerável número de soldados. Nada exagerado, mas poderia resistir de forma adequada, eu achava.

Alguns soldados nos informaram que as zonas críticas eram o centro da capital seguindo até a zona norte, como já havíamos constatado, a zona sul entre o bairro Cristal até próximo do Guarujá e algumas parcelas do bairro Partenon. A cidade de Viamão, uma possível rota de fuga em direção ao litoral também estava tomada já. Segundo eles muitas barreiras estavam sendo feitas para tentar frear aquelas coisas enquanto esperavam novas ordens e reforços. Disseram que teríamos uma certa tranquilidade dali até o bairro Intercap, nosso destino. As orientações era para que todos tentassem permanecer em suas casas se protegendo como desse. A evacuação tinha sido um fracasso e mais gente nas ruas seria um prato feito para os zumbis.

Segui rápido pela avenida Manoel Elias até a Protásio, e dali até a avenida Antônio de Carvalho. Realmente não havia muito problema de trânsito. Para falar a verdade o movimento era de carros militares enquanto carros civis estavam espalhados aqui e ali, abandonados ou batidos. Mas nem tudo eram flores. Enquanto fui descendo em alta velocidade a Antônio, em direção à Intercap, o Raul mostrou algumas daquelas coisas saindo de uma esquina perseguindo dois jovens que logo foram capturados. A cena foi hedionda, mas não podíamos parar naquele momento. O que tinha certeza era que nem o exército sabia a amplitude daquilo tudo e que eles estavam enganados se achavam que as coisas estavam restritas à zonas específicas.

Acelerei mais ainda e entrei na contra-mão da Ipiranga para chegar mais rápido onde desejava. Quanto mais perto chegava mais ansioso estava. As coisas pareciam calmas por ali. Todas as casas fechadas, algumas famílias claramente preparando seus carros para fugirem, mas nada de zumbis em lugar algum. Era um alívio.

Quando cheguei à frente de casa tive o primeiro susto. Tudo estava fechado. Tinha a esperança de que minha filha estaria ali, protegida e me esperando. Mas estava enganado. Tão logo entramos pelo portão eletrônico e saltamos do carro com todo o cuidado e entramos na casa percebemos que estava vazia.

Paulo continuou tentando falar com sua casa, mas a ligação não se completava. Raul ainda estava preocupado com as notícias que os soldados haviam dito sobre os problemas na zona sul. Ambos estavam ansiosos para irem para casa. Tentei acalmá-los ao máximo enquanto não consegui manter eu mesmo a calma. Onde ela estaria a minha filha?

Disse para eles pegarem meu outro carro, um Palio e irem para a zona sul. Era o máximo que eu poderia fazer por eles naquele momento. Enquanto eles iam passando suas coisas da caminhonete para o carro e corri pela casa para ver se estava tudo bem e se havia algum sinal da filha. Por sorte ela havia deixado um bilhete na geladeira – “Não quis ficar sozinha. Estou na casa das gurias. Peguei um dos rádios.

Isso me aliviou. Pelo menos eu sabia onde procurar e era perto dali. Além disso, ela havia sido muito esperta. Além de nossos celulares normais, eu também tinha um daqueles celulares que possibilitava uma comunicação rádio e sem depender muito de sinal das operadoras, para quando eu estava em campo. Corri no escritório e peguei ele.

Beeep – “Alô Pam.... Está aí?”

A resposta demorou um pouco mas veio.

Beeep – “Siimmm.... Está em casa?”

Beeep – “Sim.... Está no apartamento das gurias?”

Beeep – “Sim, está tudo bem contigo?” [choro]

Beeep – “Como estão as coisas por aí?”

Beeep – “Tudo calmo por enquanto, vem logo!”

Beeep – “Estou indo. Arrumem as coisas da melhor maneira possível. Peguem tudo o que tiver de comida e o que for necessário. Vamos sair da cidade!”

Beeep – “Ok.”

Desliguei o aparelho no mesmo momento que Paulo e Raul voltaram. Já haviam terminado de arrumar o carro e já iam sair. Disse o que iria fazer e se eles não queriam ficar ali conosco, mas eles estavam ansiosos para encontrar seus parentes.

Aproveitei que eles iriam sair e combinamos de sairmos juntos. A casa das amigas da Pam era num edifício pequeno bem em frente ao Carrefour, apenas dois ou três minutos de carro. No mesmo caminho que eles teriam de pegar para ir para a zona sul. Dali eles iriam sozinhos.

Não ficamos mais do que vinte minutos na minha casa e, quando saímos, as coisas já estavam diferentes. Aquele silêncio todo já estava sendo incomodado por sons de tiros vindo de locais indistinguíveis. Já havia mais gente na rua, de curiosos à pessoas apavoradas tentando fugir. Mas pelo menos ainda não haviam aquelas coisas.

Trocamos um longo abraço e desejos de sucesso à todos nós. Deixei claro para eles onde me encontrar se precisassem – estaria indo para uma casa na praia de Cidreira e depois subir o litoral. Tiramos os carros, fechando o portão eletrônico logo atrás de nós.

Partimos com cuidado por dentro do bairro Intercap em direção ao Carrefour. O caminho foi rápido e quase sem problemas – fora dois ou três motoristas desesperados que quase nos atingiram. Quando nos aproximamos ao Carrefour as coisas estavam diferentes, com muitos carros circulando. Nos aproximamos pela rua detrás do hipermercado, que dava na frente do prédio. Minha filha já estava me esperando na frente do prédio, pelo lado de dentro das enormes grades frontais. Foi um momento de alívio vê-la. Fui parando enquanto desviava dos muitos carros que aparentemente estava interessados no Carrefour enquanto o Raul e Paulo passaram por mim buzinando e se direcionando para a avenida Ipiranga. A jornada deles seria muito mais longa e perigosa.

Mal eu abri a porta da caminhonete e minha filha já estava se jogando em meus braços. Foi uma sensação tranquilizadora. Algo de que eu precisava naquele momento.

Ela me contou que ia ficar em casa, mas resolveu na última hora vir para o apartamento de suas amigas para se sentir mais protegida e não ficar sozinha. Até pensou em voltar para casa, mas a loucura que estava começando a fez esperar.

Realmente as ruas ao redor do Carrefour estavam uma loucura. Aqui o trânsito estava muito diferente daquele que eu havia percorrido até chegar em casa. Muitas pessoas queriam ter uma reserva de suprimentos e a procura deste hipermercado era algo natural. Havia um grande engarrafamento nas entradas do Carrefour, correria e brigas.

Eu a tranquilizei como pude. Colocamos a caminhonete no estacionamento do prédio e pedi que fossem colocando as coisas dentro. Enquanto isso eu iria até o Carrefour para tentar trazer algo de comida e qualquer coisa que precisássemos. Tudo o que eu conseguisse seria lucro nesse momento.

Muitos carros tentando entrar no hipermercado ao mesmo tempo geraram um engarrafamento sem solução. Nada se movia. Alguns veículos até já estavam abandonados por seus donos desesperados. E algumas pessoas já tentavam passar por cima dos capôs.

Eu coloquei nas costas uma grande mochila de acampar vazia que já havia trazido propositalmente para uma eventualidade deste tipo. Tive de subir em mais de um carro para conseguir alcançar o outro lado da rua. As pessoas corriam para todos os lados. Muitos vinham do hipermercado trazendo sacolas e mercadorias nas mãos. Muito mais gente tentava entrar do que sair de lá.

Poucos policiais tentavam acalmar a multidão enquanto seus próprios rostos se faziam apavorados. Quando alcancei a entrada do portão para rua pude vislumbrar o enorme estacionamento abarrotados de carros espalhados de forma irregular. Muitos acidentes. Brigas. Entre eles uma multidão em forma de formigueiro em movimento irregular.

Por sorte, eu acho, consegui me espremer por um canto onde o fluxo de entrada pelo portão fluiu mais rapidamente. Tão logo cheguei ao pátio tentei correr como um louco para dentro. As pessoas estavam transtornadas. Muitos dos que saiam com compras eram atacados e roubados já na porta por outros desesperados.

Os seguranças, na entrada, quase não conseguiam segurar aquela turba. Disparos começaram a ser ouvidos vindos da multidão, de quando em quando. Nem todos podiam entrar. As coisas foram ficando pior quando começaram a permitir a entrada apenas de quem fosse pagar com dinheiro vivo. Isso revoltou muitos dos que estavam espremidos nas portas de vidro da entrada. Eu tentei aproveitar a confusão e passei por dois deles gritando que tinha dinheiro.

As coisas estavam completamente fora de controle.

Lá dentro tudo estava muito mais confuso. A ordem já estava perdida à algum tempo. Todos queriam passar ao mesmo tempo pelos caixas. Seguranças tentavam controlar os pagamentos. Realmente não tenho ideia de como havia gente que com toda aquela calamidade ainda tinha tempo para pensar em dinheiro. Isso sem contar naqueles que ainda tinham a intenção de levar aparelhos eletrônicos. O ser humano, quando não é louco, é maluco.

Corri na direção dos corredores de alimentos. Com toda a certeza tinha muito mais gente do que a estrutura comportava normalmente. Disputas eclodiam aqui e ali, a correria com os carrinhos era geral.

Passei mão num carrinho esquecido num canto. E comecei a pegar o que eu conseguia. Tudo tinha um valor inestimável de agora em diante, e não sabia quando conseguiria comida novamente. Enlatados e comida desidratada eram meus alvos. Sabia que a validade deles era muito mais longa. Mas mesmo assim, eu acabava pegando o que encontrasse fosse o que fosse. Nessas horas de desespero coisas básicas são esquecidas. Pilhas, baterias, fósforos, remédios, antisépticos. Coisas que não damos muita importância no dia a dia, que provavelmente passariam a ser úteis. Água já não tinha mais. Foi a primeira coisa que acabou nas prateleiras. Acabei levando algumas caixas de suco que estavam caídas no chão esquecidas na confusão.

Comecei a correr e disputar as coisas com os outros. No momento do desespero, por mais que sejamos, ou tentemos ser frios, acabamos sendo influenciados pela irracionalidade dos outros.

Quando estava começando a me direcionar para o caixa o pior aconteceu. De algum lugar do interior do hipermercado começaram gritos que destoavam do alvoroço que havia. Um momento de silêncio calou muitos que estavam ali. Logo em seguida, num segundo grito, veio a confirmação – “Zumbiiiissss!”. Isso foi o suficiente para criar uma espécie de estouro da boiada. Agora todos queriam sair de uma só vez. Se atropelavam. Se pisoteavam. Se agrediam.

Eu estava perto dos últimos caixas, logo ao lado do corredor dos refrigerantes. Ali o fluxo de carrinhos era um pouco menor e tive tempo de pensar. Com aquela confusão eu tinha de ser prático. Para o inferno pagar qualquer coisa. Tinha de sair dali e iria fazer isso de qualquer forma.

Com a confusão armada os seguranças correram para o meio dos corredores deixando a frente de caixa quase que livre. Haviam somente os seguranças nas portas de entrada mas, estranhamente, de onde eu estava percebia que mesmo o número de pessoas do lado de fora havia diminuído muito.

Respirei fundo e corri com o carrinho, seguido de um ou outro que perceberam o que eu ia tentar. No caminho de minha corrida ainda tive tempo de ver alguma coisa subindo num caixa e pulando sobre uma das atendentes sob o olhar pasmo de todos os que estavam em volta.

Eu literalmente atropelei os seguranças jogando os dois que estavam em meu caminho para os lados. Com a distração muitas pessoas correram para dentro atropelando o resto. Era tudo o que eu precisava. Atrás de mim mais alguns desesperados vinham com seus carrinhos abarrotados. Estranhamente havia menos pessoas na porta do que antes e eu não entendi naquele momento. De qualquer forma aproveitei para correr para fora e subir a rampa que dava acesso à rua Albion.

Somente quando eu cheguei à metade da rampa foi que me dei conta que aquela multidão havia se dispersado. Olhei para trás e tive a confirmação. O pátio de estacionamento do Carrefour tem o feitio de enorme panela. Tanto ele quanto o prédio do hipermercado ficam abaixo do nível da rua na frente e dos lados. A extremidade oposta da rampa em que estava subindo haviam pelo menos umas três dezenas de zumbis descendo pelas escadas em direção ao estacionamento. Mais à frente, próximo a primeira porta do Carrefour já haviam alguns zumbis se esbaldando com uns pobres coitados. Esse era o motivo da dispersão.

Não sei como eles chegaram até ali. Para isso eles teriam de ter vindo do lado oposto aos bloqueios e passando pela minha casa. Nunca fiquei sabendo ao certo como eles vieram daquele lado. O certo era que eu tinha tido uma grande sorte de estar na rampa oposta à eles.

Me concentrei no que tinha de fazer e parti para o prédio com o carrinho abarrotado até onde consegui empurrá-lo. Agora um novo problema – entre eu e o prédio haviam muitos carros abandonados, fora o corre-corre daqueles que tentava fugir desesperada. Não dava tempo de encher a mochila e eu não pretendia perder nada daquilo que havia conseguido juntar. Minha única opção foi costear os carros tendo de fazer quase o triplo da distância para conseguir chegar ao meu destino.

Comecei a descer a rua, em direção à Ipiranga, até achar um vão entre a tropa de carros uns cem metros do prédio. Foi mais fácil do que eu imaginara inicialmente. Mas tão logo eu contornei os carros e comecei meu caminho ao meu destino vi minha filha gritando algo que eu não escutava naquela balburdia e apontando para trás de mim. Quando virei percebi que eram alguns zumbis vindo pelas minhas costas, mas ainda um pouco distantes.

A minha sorte é que eles, pelo menos uma grande maioria, são relativamente lentos. Mesmo assim, naqueles primeiros dias eu ainda não sabia desse detalhe. Corri o máximo que pude, aos trancos e barrancos, perdendo alguns produtos no trepidar do carrinho. Mas, de qualquer forma, cheguei à frente do prédio. Eu até tive a falsa ideia de que aquilo não seria tão complicado assim - combater e sobreviver aos zumbis. Se eu imaginasse...

Pouco depois que eu entrei e que o portão se fechou atrás de mim os zumbis passaram por nós. Eles passaram reto pelo portão focando as pessoas que ainda estavam próximas, na rua. Essa foi outra característica que aos poucos fomos aprendendo – eles focalizam naquilo que está mais fácil para eles atingirem. A correria e o desespero das pessoas na rua só aumentava. Em alguns instantes a frente do prédio estava praticamente vazia com a população tentando escapar dos monstros correndo em direção à avenida Bento Gonçalves. Alguns policiais disparavam suas armas, mas o efeito era pouco efetivo.

Mesmo sem pessoas na rua, os carros estavam todos ali, abandonados. Tudo estava bloqueado. Não teríamos como sair. Em frente àquele quadro decidimos que o melhor seria continuar no prédio até as coisas acalmarem.

Eu já estava maquinando os próximos passos ao ficarmos ali. Teria de voltar à minha casa para pegar o que eu havia deixado por lá.  Principalmente minhas pistolas que até hoje não imagino por que as deixei por lá quando saí.

[Originalmente escrito em 02/03/2010. Revisado em 29/08/2022]

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Preconceito X Diversão, dois comentários

Preconceito X Diversão – Um comentário
Dois posts me chamaram a atenção esta noite. No primeiro deles, do RPG Pará, eram levantados os temas da falta de jogadoras do sexo feminino no mundo do RPG e a dificuldade de jogadores masculinos interpretarem personagens femininos. O segundo post que me chamou a atenção foi uma respostas do blog Cavaleiros das Noites Insones.

Bom, não tenho a pretensão de dar uma ‘resposta’ para os posts. Quero apenas opinar e fazer uns comentários.

Mulheres no RPG

Desde que comecei a jogar RPG, nem sei quantos anos fazem isso (dezesseis ou dezessete anos) sempre tive o enorme interesse de difundir ao máximo sua prática. Desde o colégio, a faculdade e por qualquer lugar que eu fosse eu sempre tinha um dos manuais básicos na mochila para jogos relâmpagos ou para instruir alguém.

Com essa visão eu nunca descriminei as mulheres da prática do RPG – lógico, já que eu queria cada vez mais gente jogando. Mas sempre esbarrei numa barreira quase intransponível – o interesse feminino.

As meninas se interessam pouco por RPG, quando lhes é apresentado de uma forma rápida. Diferente dos meninos, que pelo simples mencionar da temática do jogo já ficam interessados. Sempre percebi – e tive testes longos e comprovadores com minha esposa, filha e outros parentes – que para atrair o interesse delas era preciso muito mais do que somente dizer “é um jogo legal onde a gente interpreta personagens em aventuras incríveis e fantásticas!”

Mas, quando se tinha a possibilidade de uma investida mais longa, apresentando um jogo onde elas pudessem assistir uma seção, explicar pormenorizadamente as regras e a dinâmica do jogo, muitas delas acabavam por ingressar nesse mundo maravilhoso do RPG.

E isso era uma vantagem tremenda.

Mulheres num grupo de RPG é algo gratificante. Primeiro porque uma das características que mais me agradava é que elas ‘compareciam’ aos jogos marcados. Raramente tive faltas injustificadas em minhas seções.

O segundo que temos com a presença de mulheres num grupo de RPG é que elas impõe uma dinâmica diferente ao correr do jogo. E quando isso não acontece, elas conseguem, pelo menos, influenciar a dinâmica do grupo como um todo. Saímos do simples ‘pilhar por XP’ para ‘interpretação e investigação’. Elas dão a possibilidade do grupo pensar em formas diferentes de se chegar aos resultados procurados.

Além disso, elas adoram interpretar seus personagens chegando à extremos de preciosismo. Suas interpretações são divertidíssimas e ricas de detalhes. O sentido interpretativo, para elas, é o ponto fundamental dentro do jogo. Teve uma vez que mestrei para um grupo de quatro meninas e um rapaz uma aventura de GURPS ... nunca rimos tanto com as interpretações, sem perder o sentido do central do jogo.

Homens interpretando mulheres

Esse ponto é um pouco mais complexo e acho que não existe uma reposta completamente satisfatória. Ao meu ver passamos por dois pontos centrais.

Primeiramente. O RPG é um jogo que inegavelmente atrai muito os jovens. A média de início, para os rapazes, gira em torno dos quinze anos. É uma época de afirmação de gênero (questão sexual) perante o grupo ao qual pertencem. Vamos imaginar a situação – você, frente a frente com seus amigos, num jogo ‘sério’ de RPG e você interpretando uma elfa peituda. Na cabeça desse jovem seria preferível morrer empalado. Não podemos criticá-lo. Os jovens dessa idade passam muito por isso, à todo o momento.

Indo além. Isso pode (olhem bem que é só uma possibilidade) acabar por criar um paradigma vicioso da situação. Ou seja, por costume eles não interpretam ou se sentem incomodados com a interpretação de personagens femininos.

O segundo ponto, e que influência muito, é a dificuldade de jogadores masculinos interpretarem seus personagens. Isso não é uma regra, mas é algo observável no geral. Jogadores homens preferem gastar menos esforço na interpretação do que na descrição de suas ações. É só pedir para um deles interpretar um gago, por exemplo. Depois teste pedir para o mesmo jogador descrever os golpes ou manobras realizadas no combate.

Conclusão

Esses dois temas são e serão recorrentes. Quem sabe enquanto existir RPG existirão esses ‘problemas’. Mas não podemos simplesmente considera-los preconceitos. No máximo podemos classifica-los como características que os jogos de RPG acabam por deixar afloradas.
Com um pouco de observação, perspicácia e esforço de mestres e jogadores, podem não passar apenas de fases.

The Guild, agora em quadrinhos

The Guild: a união entre quadrinhos e RPG


Boas ideias surgem à todo o momento. Boas ideias que viram sucesso e são de qualidade são bem mais raras. Esse é o caso de The Guild. Para quem não conhece The Guild é uma série de episódios, em forma de vídeo, (procure noyoutube) contando a vida de seis pessoas normais, que não se conhecem, mas que juntas, em um RPG online formam o grupo de aventureiros “Knights of Good”

Essas pessoas simples - Cyd Sherman, Herman Holden, Sujan Balakrishnan Goldberg, Clara Beane, Simon e Tinkerbella – quando conectadas assumem os papéis de Codex, Vork, Zaboo, Clara, Bladezz e Tinkerbella em um maravilhoso mundo de fantasia cheio de aventuras.

A série é um sucesso desde sua criação em 2007 por Felicia Day e foi premiado mais de uma vez pelo South by Southwest. Ela mostra a vida dos personagens, em suas aventuras, e a vida de quem os controlam.

Com todo esse sucesso The Guild chega agora aos quadrinhos, pela Dark Horse, sendo lançado em Março próximo (nos Estados Unidos por enquanto). Segundo informações a série em três episódios quadrinizados mostrará fatos anteriores ao início do seriado eletrônico do youtube.

Miniaturas Sci-fi

Grande Miniatura - Patrulha Estrelar

Desta vez trago uma miniatura em escala bem maior que as anteriores. A escala deste caça do Macross é 1:48, ou seja, uns vinte centímetros de comprimento. Vocês verão que é bem mais fácil de montar miniaturas deste tamanho nom que diz respeito à estrutura dela, mas os detalhes também ganham uma certa complexidade. A dificuldade é mais ou menos a mesma. O modelo é o básico VF-4. Faça o download AQUI!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cenário - A Torre da Fronteira 2

A TORRE DA FRONTEIRA

João Eugênio Córdova Brasil & Júlio Oliveira

UM GIGANTE DE PEDRA

Para quem olha do lado de fora ela parece apenas uma torre, uma gigantesca torre ao lado de um enorme portão, mas ainda assim uma torre. Na verdade esta torre esconde em suas paredes uma cidade inteira. Dentro de uma estrutura construída pelos anões para interromper a passagem entre a Grande Câmara e o enorme túnel que vai em direção à Doherimm, eles tiveram a clara intenção de criar um local que pudesse sobreviver quase que independentemente do resto da civilização anão. Ao mesmo tempo ele deveria ser resistente à ponto de agüentar os ataques de uma civilização estranha, forte e sanguinária.

Muitas ideias foram cogitadas nos primeiros momentos antes da construção. Pensaram deste um enorme portão até uma cidade anã nova. A escolha final foi a junção de ambas as ideias. Klóin, no papel de arquiteto do projeto, decidiu que o melhor seria uma estrutura que ao mesmo tempo que protegesse a passagem, ainda comportasse um enorme contingente de soldados e pessoas.

A estrutura básica foi criada com três partes distintas – a torre, o forte e o portão – todos interligados, mas independentes.


A Torre, a estrutura principal, é composta por seis andares gigantescos. Ela faz ligação entre o enorme portão – ao seu lado – e o forte. Ela possui apenas uma ligação com o pátio central no primeiro andar. Já com o forte existem ligações em cada andar para uma melhor circulação de soldados e suprimentos. Entre cada um dos seis andares existem três conjuntos de escadas todas no corredor central e um elevador mecânico (junto da escada norte).

A Torre, que tem forma circular, possui a mesma constituição em todos os andares. Há o corredor principal, muito amplo, que vai no sentido norte-sul. Nele estão as escadas e o elevador (criação da engenharia anã). Bem no seu centro há o que chamam de “pilar da Torre” – uma coluna monumental. Deste corredor central saem uma série de outros corredores secundários. No último andar, toda a face oeste da Torre está constituída na forma de um gigantesco ponto para visão panorâmica da Grande Câmara, chamado de a Área da Vigia. Fora o sexto andar, não existem aberturas como janelas em nenhum andar, apenas pequenas aberturas para vigia. Abaixo do andar térreo existe um pequeno conjunto de cavernas e escavações realizadas pelos próprios anões. Outro ponto peculiar da Torre é a forma de comunicação interna. Foi criada uma série de pequenos tubos que percorrem toda a extensão da Torre entre seus pontos principais. Por eles os anões podem trocar informações e ordens em caráter de urgência.

O Forte, estrutura retangular que ladeia o pátio central entre os dois portões, comporta boa parte das tropas da estrutura. Cada andar possui uma ligação com a torre para comunicação de anões e transporte de mantimentos. Na parte térrea está o maior depósito de mantimentos e armas de toda a estrutura.

Os portões estão divididos em dois conjuntos, tendo entre eles o pátio central. O primeiro conjunto separa a Torre da Fronteira da Grande Câmara. O segundo conjunto separa a cidadela do túnel. Ele é constituído por duas partes manufaturadas de madeira duríssima – muitos dizem ser madeiras conseguidas na região da atual Tullon – com espessura impressionante e com enorme peso. Seu peso impossibilita um manuseio fácil e rápido dos portões. Para abri-lo ou fecha-lo por completo gasta-se pelo menos cinco minutos. O portão à leste, um pouco mais leve, pode ser fechado mais rapidamente por ser mais leve, mas igualmente resistente. Todo o trabalho de movimentação dos portões é realizado por uma série de mecanismo criados graças à engenhosidade anã. Eles são controlados de uma sala existente no primeiro andar da Torre, junto ao portão. As ordens de abertura e fechamento parte da Área da Vigia, no sexto andar por uma espécie de comunicador que se vale de tubulações, como já foi dito.

O pátio central é o espaço entre os portões, de um lado, e entre a torre/forte e a parede da caverna. Nele temos a circulação constante de anões que chegam de Doherimm e voltam para lá, treinos são realizados e toda a atividade acontece.

No geral, muito embora anões não precisem de claridade para enxergar, enormes candeeiros e tochas são mantidos acessos para o próprio bem dos animais e pois a luz é um inimigo natural das estranhas criaturas pálidas que constantemente atacam.


VIVENDO NA TORRE

Uma cidadela tão complexa quanto esta, mesclando civis e soldados, não poderia ter apenas uma administração militar. Na Torre da Fronteira temos duas administrações.

A administração militar controla todos os afazeres bélicos da vida da Torre – isso inclui a vigia da Grande Câmara, expedições exploratórias, treinamento de novos recrutas, entre outras coisas. Seguindo uma rígida hierarquia a administração militar está nas mãos daquele que possui o posto de Comandante da Torre. De seus aposentos – no sexto andar – ele controla toda a movimentação das tropas dentro da Torre. O Comandante é auxiliado por capitães (de 3 à 6, conforme a necessidade) que alojam-se espalhados pelos outros andares.

Já a administração civil da Torre é feita pelo chefe de um clã de anões. Este posto pertence à este clã desde a construção da Torre. Dizem que eles ganharam este posto por serem um dos principais financiadores de tal projeto, trocando tal posição pela ajuda estratégica e financeira. Toda a organização civil da torre parte de suas ordens – desde decisões de pendengas criminais até controle dos armazéns e estoques.

Cinema - Novidades em Superman, Transformers 3 e Fúria de Titãs

Muitas Notícias nesta Sexta-feira

Superman 2: pelo visto foi resolvido o problema de quem será o roteirista no novo filme da adaptação dos quadrinhos da DC. Segundo o site Latino Review será David Goyer (“Batman: Cavaleiro das Trevas”). Como já foi ‘quase’ confirmado o diretor Bryan Singer e o ator Brando Routh não estarão neste novo filme, mas ainda não temos substitutos para eles. Segundo alguns sites o novo roteiro deve trazer alguns personagens clássicos da vida do herói, enfocando mais o passado em Krypton.

Fúria de Titãs: com a aproximação do lançamento deste remake (a primeira versão é de 1981) chegam os cartazes brileiros. Já haviam sido postados em cinemas (aqui em Porto Alegre eu vi no Cinemark Bourboun Ipiranga) enormes estruturas de papelão mostrando os personagens. A história é a mesma da primeira versão: Perseu (interpretado por Sam Worthington, “Avatar”) parte numa jornada perigosa para salvar sua família de Hades (interpretado por Ralph Fiennes) e nessa jornada ele terá muitas aventuras enfrentado demônios e monstros. Um elenco interessante estará no filma: Gemma Aterton (do ainda inédito “Príncipe da Pérsia”), Alexa Davalos (“A Batalha de Riddick”), Mads Mikkelsen (“007 – Cassino Royale”) e Jason Flemyng (“A Liga Extraordinária”). O diretor é Louis Leterrier (“O Incrível Hulk”). Fiquem atentos. A estréia do filme foi adiada do dia 2 de Abril para o dia 21 de Maio.


Tranformers 3: mais algumas informações sobre o terceiro filme da franquia. O diretor Michael Bay confidenciou que as filmagens serão realizadas em Washington, Detroit, Boston, Egito e na Moscou. Outra informação dada pelo diretor é que teremos menos combates e mais enfoque na mitologia dos alienígenas. Os atores Shia LaBeouf (“Paranóia”) e Megan Fox (“Garota Infernal”) estão confirmadas. A estréia prevista é para 1 de julho de 2011.

The Flash: Será que este filme sai? Pelo visto sim. O diretor provável, segundo alguns sites, é Greg Berlanti (co-roteirista de “Lanterna Verde” e, como diretor, “Clube dos Corações Partidos”). Vamos torcer .... eu estou torcendo!!!

Miniaturas Sci-fi

Mais Miniaturas da Patrulha Estrelar

Continuando nossa série de miniaturas dos caça da série de anime Patrulha Estrelar, temos hoje mais dois exemplares. Como os anteriores são numa escala pequena - todos fazem parte de um grande conjunto. A dificuldade, como dos anteriores, é média, mas não se assustem!

O primeiro é o Macross ME VF-14 Vampire, em três versões de cores. Faça o donwload AQUI!


O segundo é o Macross 7 VF-17VNightmare "Teal". Faça o donwload AQUI!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cinema

Blade 4 e Capitão América

Blade 4: cada vez os romures ficam mais fortes. Deve mesmo sair da prancheta um novo Blade. E se depender do protagonista dos primeiros três filmes - Wesley Snipes - isso será realidade logo logo. O ator confidenciou seu interesse no site Arrow in the Head. Além disso ele estaria dentro de um projeto que traria às telas um spin-off da série. Vamos torcer e esperar.

Capitão América: começou a procura dos atores para formar o elenco da adaptação do herói símbolo dos quadrinhos da Marvel. De início a procura está focada no personagem principal. Enquanto muitos nome de famosos são sussurrados, o diretor Joe Johnston repete que pretende utilizar um ator pouco conhecido. Até o momento os atores convocados para testes foram Chace Crawford (da série “Gossip Girl”), Scott Porter (da série “Friday Night Lights”), Mike Vogel (“Cloverfield”), Michael Cassidy (da série “Smallville”), Garret Hedlund (da série “Supernatural”) e John Krasinski (da série “The Office). Um dos argumentos para procurar um ator pouco conhecido seria o valor a ser empregado. Segundo os produtores do filme procura-se um ator que encare um contrato para NOVE filmes por uma bagatela de trezentos mil dólares (lógico que prevendo alterações salariais futuras). Enquanto isso vamos contando o tempo até 22 de julho de 2011.

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Escudo: Partes

O escudo, como forma básica e central do brasão, é dividido tradicionalmente em nove partes. É importante, antes deixarmos claro a diferença entre “partes” e “partições”. Estaremos falando sobre as parte (os campos) existentes imaginariamente no escudo. A linha externa que delimita o escudo é chamada de Bordo do escudo. Para um bom entendimento das posições no escudo (como já foi dito anteriormente) é preciso termos claro a questão de esquerda e direita, também chamadas de dextra e sinistra.


A partir daí temos uma denominação específica para cada uma das partes do escudo.

A parte superior do escudo possui caráter de destaque e é considerada com a parte mais nobre. Ela é chamada, no conjunto das três partes, de a “Parte do Chefe”, como referência ao elemento central. Mas a forma correta de denominação seria “Topo do Escudo”. As duas laterais superiores são chamadas de cantões (cada uma das quatro extremidades) – cantão direito ou dextro do chefe e cantão esquerdo ou sinistro do chefe. Veja a seguir:


A parte intermediária do escudo é composto por dois flancos – flanco direito ou dextro e flanco esquerdo ou sinistro. A parte central possui o nome de “Coração” ou “Abismo” do escudo. Especificamente dizemos que uma peça (isso será visto posteriormente) está no “coração do escudo” quando ela tiver o mesmo tamanho das peças restantes. Ao mesmo tempo dizemos que ela está no “abismo do escudo” se a peça tiver um tamanho menor do que das restantes.


A parte inferior é denominada, em seu conjunto, por “Ponta do Escudo”. As laterais são chamadas também de “cantões” – cantão esquerdo ou sinistro da ponta e cantão direito ou dextro da ponta. A parte central é chamada simplesmente de “Ponta”.


Dois pontos importantes são referenciados pelas partes do escudo. O primeiro deles fica entre o ‘chefe’ e o ‘coração’ e é chamado de “Ponto de Honra”. O segundo fica entre o ‘coração’ e a ‘ponta’ e é chamado de “Umbigo do Escudo”.