sábado, 1 de maio de 2010

Livro - O Pequeno Livro do Rock

O Pequeno Livro do Rock
conta uma história de 50 anos


Quem nunca ficou criando em sua cabeça listas intermináveis sobre suas músicas e interpretes favoritos. Ou então quem não tem os fatos significativos de sua vida ligados à músicas ou outros acontecimentos afins, como um verdadeiro diário.

Isso é exatamente o que enche a cabeça de Hervé Bourhis, quadrinista francês, completamente louco pelo estilo musical que tem embalado o mundo nos últimos 50 anos.

Segundo ele mesmo: “Jamais tive uma overdose; não vi os Sex Pistols no Chalet du Lac; não estive no Bronx nos primórdios do hip-hop; não vi os Beatles ao vivo no Ed Sullivan Show; não fui aos shows do Elvis em 55; não compartilhei groupies com o Led Zeppelin; não sou um crítico de rock profissional; não tenho vontade de ser completo, objetivo ou de boa-fé. Em suma, não tenho nenhuma legitimidade para escrever este livro, e foi por todas essas razões que mesmo assim o escrevi.”

Ele começou muito cedo sua paixão – “Aos 14 anos, comecei a tomar nota dos causos, discografias e informações sobre o rock que encontrava em toneladas de livros, revistas e discos que colecionava. Em 2005, passei a agrupar tudo em livro, como uma colcha de retalhos, mas de forma cronológica”, contou o autor em entrevista ao portal G1.

Toda esta informação foi sendo agregada e usada para narrar centenas de ilustrações sobre rock. Entre capas de discos retratadas e momentos históricos encenados, as histórias e curiosidades do rock vão sendo deliciosamente despejadas sobre o leitor.

Foi um processo de alguns anos onde mesmo os desenhos foram sendo modificados e aprimorados – “No começo o meu traço era muito estilizado, um pouco cartoon, mas depois o desenho tornou-se mais realista”.


Mas ele insiste me declarar, como o fez em entrevista ao jornal Zero Hora de Porto Alegre, que é contra análises sobre o rock – “O projeto é deliberadamente subjetivo. Não acho que o rock deve sar objeto de um estudo acadêmico”. É tão subjetivo que todas as suas preferências são explícitas, assim como as antipatias e gozações feitas num humor refinado.

O livro passa por todos os momentos do rock começando em 1915, com o lançamento da primeira jukebox – um dos símbolos da propagação do rock. Depois disso ele passa por todos os momentos significativos em todas as décadas. Ele mescla música, cartazes de filmes e história, sempre retratados em desenhos e levando tudo à um fato ou informação musical. Os artistas mais citados são Elvis, Beatles, Beach Boys e Rolling Stones, mas não deixa de falar em Bjork, Libertines, Guns e mais uma infinidade. O Brasil não é esquecido com citações sobre os Mutantes.

O livro está sendo lançado pela editora Conrad. Ele conta com 224 páginas e tem um preço de R$ 44,90. O livro foi lançado em 2007, na França, mas chega ao Brasil numa versão atualizada com informações até 2009.

Cinema - Warner apresenta 20 lançamentos até 2013

Warner anuncia oficialmente 20 filmes

A Warner anunciou vinte filmes que serão lançados entre 2010 e 2013 no formato IMAX, mas ficou apenas no anúncio, sem maiores detalhes sobre as produções. Foi uma iniciativa com a clara intenção de tirar dúvidas e acabar com as especulações sobre produções e lançamentos. Todos possuem datas aproximadas de lançamento nos Estados Unidos (podem sofrer pequenas alterações).

Em 2010:
- “Legends of the Guardian – The Owls of Ga’Hoole”, em 3D – 24 de setembro;
- “Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte I”, em 3D – 19 de novembro.

Em 2011:
- “Harry Potter e as Relíquias de Morte – parte II”, em 3D – 15 de julho;
- “Happy Feet 2 – O Pinguin”, em 3D – 18 de novembro;
- “The Hobbit” – dezembro (sem data especificada).

Em 2013:
- “The Hobbit – parte II” – dezembro (sem data especificada).

Além desses foram anunciados mais alguns, mas sem especificação de data, nem ao menos ano, para o lançamento, mas que serão lançados até 2013: “Gravity”, “Dark Shadows”, “Fury Road”, “Batman 3” e “Superman”.
Como sempre só nos resta aguardar mais notícias ou os lançamentos. Acompanhem mais notícias por aqui!

Mangá - lançamento de Black Bird

Black Bird: Novo mangá da Panini


Acaba de ser lançado no Brasil, pela Panini Comics, o mangá Black Bird. Criação de Kanoko Sakurakouji, Black Bird é uma série que ainda está em andamento no Japão e conta as aventuras de Misao Harada. Ela tem sua vida atribulada pela presença de youkais que somente ela tem condição de enxergar. O mangá é uma mescla de mistério, romance e humor negro.


"Na véspera do aniversário de 16 anos da garota, Kyo Usui - o garoto das lembranças de Misao, agora um homem belo e misterioso - finalmente retorna. Mas aquelas doces lembranças, que pareciam um sonho distante, aos poucos se transformarão em um pesadelo do qual Misao não conseguirá escapar tão fácil".

A Panini está aos pouco entrando com força no mercado de mangas nacional com ótimos lançamentos e uma estratégia consistente. Isto é ótimo e deve ser aplaudido por todos os fãs. Cada vez mais temos uma grande diversidade de títulos.


Como de costume o mangá contará com 176 páginas, lançamento bimestral e um valor de R$ 9,90.

Podcast da sobre Tormenta

Tudo sobre Tormenta
em Podcast

Está disponível no blog ArgCast um podcast que nenhum fã de Tormenta pode deixar de ouvir. Hillian, Shortfall e Prof Nerd pegaram Leonel Caldela e Gustavo Brauner para dissecar o Tormenta RPG. É uma parada obrigatória para todos os amantes de RPG e do maior cenário nacional. Acessem AQUI!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cinema - Trailers recomendados

Trailers Recomendados

Aqui estão alguns trailers recomendados pela Confraria. Aproveitem e corram para o cinema!! "A Estrada" já está nos cinemas, "Homem de Ferro 2" começanesta sexta-feira, "Príncipe da Pérsia" e "Robin Hood" começarão em breve. É só clicar no poster!



Material de Apoio - Lâminas 38

Material de Apoio – Lâminas
Adagas e Punhais 04


Neste nosso quarto encontro sobre a temática ‘adagas’ e sua utilização em combates veremos mais duas técnicas ensinadas e treinadas na época medieval.

A primeira manobra é o que chamamos de bloqueio e alavanca. Ele é próprio para defesas de ataques vindos de cima e quando o atacante segura a adaga com o polegar mais próximo do pommel (1). Quando a mão do atacante desce sobre o defensor, este bloqueia depositando certeiramente seu punho encostado na adaga enquanto sua mão segura firmemente o punho adversário (2). Essa posição deixa a mão que empunha a adaga inoperante e sem chance de qualquer tipo de investida. O movimento seguinte é contínuo ao anterior. Ele deve ser feito como uma continuidade do anterior. Neste movimento o defensor, segurando firmemente a mão da adaga, avança o outro braço usando a força do movimento do próprio corpo direcionando seu cotovelo contra a garganta do adversário (3). Note que ao mesmo tempo o defensor desloca sua perna para trás do corpo do adversário (4).


Nesta posição é extremamente fácil desequilibrar o adversário (5). Percebam que com este movimento o adversário não solta a adaga, mas ele está complemente sem condições de utiliza-la.


Esta segunda manobra é muito simples, mas precisando de muita rapidez e treino. Quando o atacante faz um movimento de estocada, o defensor deve desviar rapidamente do golpe de forma a permanecer próximo da mão do adversário (7). Para percebermos a necessidade de velocidade nesta manobra, juntamente com o desvio, deve-se segurar a mão que empunha a adaga com uma das mãos, e a ponta da adaga com a outra (8). Com isso o defensor deve apenas puxar a ponta da adaga no sentido oposto à mão.


Com a adaga na mão há várias opções do que fazer. Neste exemplo o defensor, ainda segurando o punho do atacante, escolheu usar a adaga numa estocada no flanco do adversário.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

CYBLADE – Dominique Thiebaut
Cyberforce


Nível de Poder: 9

FOR 14 (+2) DES 18 (+4) CON 12 (+1) INT 14 (+2) SAB 12 (+1) CAR 12 (+1)

Resistência + 1; Fortitude +4; Reflexo +6; Vontade +3.

Ataque +6; +7 [corpo-a-corpo], +8 [lâmina]; Dano +2 [desarmado]; +10 [lâmina]; Defesa +8, Esquiva +5, Iniciativa +8.

PERÍCIAS: Acrobacia +8, Arte da fuga +6, Concentração +5, Conhecimento [Tática] +6, Escalar +6, Furtividade +7, Intuir intenção +5, Notar +4.

FEITOS: Ação em movimento, Aikido [Agarrar aprimorado, Agarrar preciso, Arremessar aprimorado, Ataque defensivo, Derrubar aprimorado, Esquiva fabulosa, Evasão, Foco em esquiva, Imobilizar aprimorado], Artista marcial, Ataque dominó, Atraente, Avaliação, Especialização em ataque [lâmina de energia eletromagnética], Foco em ataque [desarmado], Iniciativa aprimorada, Sem medo.

PODERES: Criar objetos 6 [descritor do dano: fogo - Feito: Inato, Preciso, Progressão 3 – Falha: Limitado/apenas lâmina de energia eletromagnética] – Ligado – Golpe 10.

Pontos: 103
22 (habilidades) + 7 (salvamento) + 28 (combate) + 7 (perícias) +18 (feitos) + 21 (poderes)

Não deixe de ver o índice atualizado no Fórum Jambô

terça-feira, 27 de abril de 2010

Livro - Diários do Vampiro, a fúria

Vampiros sempre dão bons livros,
mesmo os juvenis


O sucesso para autores de livros onde, a temática são vampiros, não é novidade. É quase um tiro certo. Desde que Anne Rice inaugurou o filão com obras de grande sucesso e ótima qualidade (as Crônicas Vampirescas) que cada vez mais autores enveredam por esse caminho.

Um desses casos é a série de livros “Diários do Vampiro”. Está sendo lançado o terceiro volume da série com o título “A Fúria”. Série de livros da escritora L.J. Smith que deu origem ao seriado da televisão. Embora o sucesso seja recente a série de livros foi escrita e lançada nos anos noventa. Agora, com essa nova onda de sucesso encabeçada por “Crepúsculo”, os livros de Smith chegam com tudo. A série mostra a relação (ou triângulo amoroso) formado por Elena, uma humana, e os vampiros e irmãos Stefan e Damon. Durante algum tempo houve algumas acusações de plágio contra a obra de Stephenie Meyer, mas que acabaram não avançando. O quarto volume já está prometido para o final do ano com o nome de “Diários do Vampiro: o retorno”. É uma literatura claramente juvenil, mas não deixa de ser interessante, nem que sirva apenas para passar o tempo.

No Brasil a venda da série de livros é um sucesso, já tendo atingido mais de 300 mil cópias somente dos dois primeiros volumes em cinco meses. Eles estão sendo lançados pela editora Record, em seu selo Galera. O preço é muito atrativo, R$ 29,90.

Cinema - Motoqueiro Fantasma 2, Viuva Negra e Mulher-Aranha

Novidades em Motoqueiro Fantasma 2,
Viúva Negra e Mulher-aranha

Motoqueiro Fantasma 2: com toda essa onda de filmes sobre heróis da Marvel não é de admirar que uma seqüência sobre o ‘espírito da vingança’ fosse realizado. A surpresa está em que são grandes as chances de que Nicolas Cage, protagonista do primeiro filme, não encarnar o personagem no segundo filme. O problema se resume à um desencontro entre a agenda do ator (na produção do terceiro filme da série “A Lenda do Tesouro”) e a data limite para o início da produção, em 14 de novembro.

Viúva Negra: houve a confirmação pelo presidente da Marvel Studios, Kevin Ffeige, que poderá haver a produção de um filme solo para a heroína da Marvel, Viúva Negra. A personagem aparece no filme Homem de Ferro 2, que estréia no próximo dia 30. Ao que tudo indica o papel continuaria nas mãos da atriz Scarlett Johansson.


Mulher-Aranha: aqui está uma boa e uma má notícia (pelo menos eu acho). Um filme baseado na heroína estaria sendo preparado, mas a atriz que estaria negociando com a Marvel para viver a personagem seria Vanessa Hudgens (“High School Musical”). A escolha da atriz, que ao meu ver tem muito pouco da personagem, seria devido a uma política nova da Marvel de realizar filmes de baixo custo (20 a 40 milhões de dólares) sobre personagens secundários. Segundo a Marvel: “a idéia é de que o filme seja divertido, uma comédia, e Vanessa Hudgens seria perfeita para o papel”. Deus nos livre!!!

domingo, 25 de abril de 2010

Cinema - A Estrada em uma resenha perfeita

A resenha que faz você ir ver o filme

Sabem quando encontramos algo máximo, magistral, perfeito. Eu tenho essa sensação quando estou lendo. Quando me deparo com um texto de extremo bom gosto. Quando me deparo com um texto que me faz parar, pensar, analisar e decidir algo. Quando encontro textos que me fazem mudar um conceito ou mesmo criar um conceito novo. Não precisa ser um texto prolixo ou acadêmico (muito embora eu adore um bom texto pedante).

Quando li este pequeno artigo que reproduzo abaixo, em forma de uma singela análise de cinema fiquei muito satisfeito em tê-lo achado. Confesso que já havia lido duas ou três análises em sites nacionais e americanos. Mas nenhuma foi tão clara e tão gratificante, e que me fizeram mudar meus planos para correr para o cinema, quanto a resenha feita por Regis Trigo no site CinePlayer. Gostei tanto que o reproduzirei na integra abaixo.

Por Regis Trigo

Normalmente, quando se decide verter para a tela grande um romance de grande sucesso, o filme é prejudicado por uma certa subserviência em relação material original. É como se o cinema, assumindo-se como uma arte menos nobre do que a literatura, precisasse não adaptar mas sim reverenciar – de joelhos, se possível – as obras nas quais se inspira.

A Estrada tinha tudo para cair nessa armadilha. Afinal, o filme seria baseado no livro de Cormac McCarthy, lançado em 2006 e recebido com entusiasmo nos EUA (Oprah Winfrey o elogiou abertamente em seu programa). O sucesso foi tanto que, por ele, McCarthy recebeu o Prêmio Pulitzer. A visibilidade adquirida pelo livro foi ainda mais potencializada após a penca de Oscar recebida por Onde os Fracos Não Tem Vez, filme dirigido pelos irmãos Coen e adaptado de outro de seus romances. A pergunta era: como transformar em imagens um texto tão conhecido e admirado? O diretor John Hillcoat e o roteirista Joe Penhall aceitaram o desafio e, pelo que se vê, passaram no teste com sobras. A Estrada, o filme, traduz para a tela o espírito da obra de McCharty (cujo estilo de prosa não é de fácil leitura), sem necessariamente se colocar numa posição inferior a ela.

A Estrada começa sua narrativa no tempo presente. Planos estáticos nos introduzem em um cenário bucólico. Flores, jardins, vegetação abundante. Uma mulher observa um homem acariciando seu cavalo. As cores são vivas e o ambiente é inundado pelo sol. Repentinamente, uma porta se fecha. Aquela reprodução do paraíso fica do lado de fora. A câmera permanece no interior escuro da casa, anunciando o mal que se aproxima. Logo em seguida, o casal acorda no meio da noite. Pela janela, o homem observa um clarão amarelo. De alguma forma, ele parece saber que aquele evento estava prestes a acontecer. Em vez de desespero, ação. Ele começa a estocar água na banheira, ciente de que a tragédia veio para ficar. Sua esposa, grávida, o observa. O fim do mundo chegou.

Mas qual a origem daquilo tudo? Como a humanidade chegou àquele ponto? Guerra nuclear? Aquecimento global? Efeito estufa? Uma mistura disso tudo? O filme não se preocupa em responder e, no fundo, pouco importa. A civilização, tal qual a conhecemos, não existe mais. O céu é cinza, fruto de uma névoa que não se dissipa. As temperaturas são baixíssimas. Todas as espécies de animais estão mortos. As árvores, sem vida, não mais se sustentam em pé. Os incêndios e as chuvas são eventos corriqueiros.

Os poucos sobreviventes se dividem entre refugiados e gangues armadas até os dentes. Todos vagam a esmo, com medos uns dos outros, na busca por combustível, comida e sapatos. A selvageria impera. Mulheres são estupradas e crianças violentadas. Para matar a fome, o canibalismo torna-se a solução extrema. O ser humano não pode mais confiar no seu semelhante. Em A Estrada, os zumbis somos nós.

É nesse ambiente que vivem os dois protagonistas. Eles não tem nome. A catástrofe lhes tirou tudo, até mesmo suas identidades. São apenas O Homem e O Menino. Pai e filho. Cada um o mundo inteiro do outro. A missão do Homem é proteger o Menino. Ou como ele diz a certa altura: “o menino é o meu mandato”. Por isso mesmo, o pai carrega consigo um revólver. Dentro dele há duas balas. Uma para cada um. Seu único receio é não ter a coragem necessária quando o momento de dispará-las chegar.

O Homem já perdeu a noção de tempo. Talvez seja outubro. Talvez não. Calendários são coisas do passado. O fato é que ele sabe que não resistirá a mais um inverno naquele local. A solução é partir para o Sul, em direção ao mar. De dia, caminham pela estrada com a preocupação de encontrar algo para comer e esquivar-se de possíveis ataques canibais. De noite, dormem nas florestas ou no interior de veículos abandonados ao longo do trajeto. Durante a viagem, o Homem sonha com a sua esposa. Imagens de um casal apaixonado o remete para um passado que sequer parece ter existido de fato. Mas a Mulher não está ao seu lado. Anos antes, cansada e sem esperanças, ela optara pelo suicídio. Nas palavras do Homem: "ela partiu e a frieza do gesto foi seu último presente".

Numa primeira camada, o filme é o relato da viagem desses dois seres por uma América devastada por um inimigo desconhecido. No entanto, o objetivo de A Estrada não é simplesmente contar mais uma história sobre o fim do mundo. Para aqueles que tiverem interesse nesse material, é preferível passar na locadora mais próxima e levar pra casa outros títulos como O Dia Depois do Amanhã, Eu Sou a Lenda, 2012 ou coisas do tipo. Em A Estrada, o buraco é mais embaixo. Seu verdadeiro tema está na relação entre um pai e seu filho, e o quão forte, íntima e profunda ela pode ser para ambos.

Esse é um dos aspectos mais interessantes de A Estrada. Mesmo num cenário caótico como aquele, em que a Humanidade foi praticamente expurgada do planeta, o Homem ainda faz questão de transmitir seus valores morais e éticos ao Menino. Para tanto, ele conta ao filho histórias de coragem e justiça, que de tão antigas e distantes, são difíceis de recordar. À noite, antes de dormir e à luz de fogueiras improvisadas, o Homem lê livros infantis até que o Menino adormeça. A certa altura, o Homem tem a oportunidade de mostrar ao filho a casa em que viveu sua infância. Mais à frente, ambos tomam banho juntos – talvez o símbolo maior da intimidade entre um pai e um filho. No limite, o filme defende a tese de que palavras como dignidade, decência, honra, bondade, honestidade e compaixão, não são meros conceitos abstratos, mas sim princípios básicos e inegociáveis do ser humano.

O Menino, por sua vez, parece absorver esses ensinamentos. Quando nasceu, o mundo já estava destruído. Ele nunca vira o sol, muito menos o mar. Não sabia qual era o aspecto nem o gosto da Coca-Cola ("ela faz bolhas!"). Desconhecia o que era um arco-íris. E jamais se deparara com animais que não os empalhados e o de pelúcia que carregava durante a viagem. Na falta de qualquer referência material, o que o alimenta são os princípios éticos que lhe são ensinados. Em determinado momento do filme, ele diz ao pai que ambos devem rezar em agradecimento à comida que encontraram. Em outro instante, o garoto demonstra piedade pelo sofrimento de um andarilho desconhecido, oferecendo-lhe comida. E rejeita com veemência a punição que o pai impõe a um homem que roubara seus pertences. Num universo completamente inerte, incolor e apodrecido, o grande patrimônio daquele Menino é a sua humanidade.

Outro personagem importante em A Estrada é a Mãe. Ela só aparece em flashes, por meio dos sonhos do Homem. Poucos anos após a devastação da Terra, ela resolveu que não valia mais a pena continuar vivendo. Só não colocara um fim naquilo, porque, na última hora, o Homem sempre a convencia do contrário. Mas seu espírito já não está mais ali. Ao banhar o filho, ela não mais lhe devolve seus olhares cheios de amor e carinho. Sua despedida é lenta e silenciosa. Quando o momento decisivo finalmente chega, ela parte sem olhar para trás. Sua determinação é tanta que A Estrada pode até ser interpretado a partir do ponto de vista de uma mulher que simplesmente não dá conta da maternidade e do casamento.

A escolha do australiano John Hillcoat para a direção pareceu ser adequada. Seu filme anterior, A Proposta, lançado em 2005, tinha forte influência na obra de McCarthy. Mesmo com uma história sobre o fim do mundo, ele evita contá-la por meio do terreno fácil das sequências de ação, explosões, tiroteios e perseguições. Hillcoat está interessado unicamente em falar sobre a vida de seus dois protagonistas. E isso explica a opção pelo ritmo lento, contemplativo, reflexivo. É o interior que importa, não o exterior.

Vez por outra, o Homem e o Menino se deparam com grandes paisagens naturais completamente devastadas (há uma seqüência com dois navios encalhados, que teria sido aproveitada do desastre provocado pelo furacão Katrina). Muitos destes cenários foram gerados em computador. Os efeitos especiais, no entanto, são discretos e eficientes. E mesmo assim ajudam a dar o tom geral da obra. Definitivamente, A Estrada não é um filme de ficção cientifica.

Além do auxilio do computador, A Estrada vale-se muito do visual quase monocromático trazido pela fotografia do espanhol Javier Aguirresarobe. Seu maior desafio foi dar autenticidade a àquele mundo sem sol e sem vida. Para alcançar esse efeito, carregou nos “tons mortos”, como o cinza, o marrom e o verde. Com exceção das cenas ambientadas no passado, quando a cor é propositadamente acentuada, predominam no filme as imagens enevoadas e opacas. Em certos momentos, parece que A Estrada foi rodado em preto-e-branco. A trilha sonora, por sua vez, ficou por conta de Nick Cave, que já trabalhara com Hillcoat em A Proposta. Em determinadas passagens, sua melodia nos evoca algumas sequências de Valsa com Bashir.

Na maior parte da sua projeção, o elenco de A Estrada limita-se ao Homem, interpretado por Viggo Mortensen, e o filho, vivido por Kodi Smit-McPhee. A química entre os dois funciona, o que faz com que acreditemos naquela relação e torçamos para o destino de ambos. Mas o destaque vai mais uma vez para Viggo. Já vai longe o tempo em que ele era visto apenas como mais um galã a aportar em Hollywood, cuja carreira ziguezagueava em filmes como Um Crime Suspeito, Até o Limite da Honra, Daylight e Mar de Fogo. A trilogia O Senhor dos Anéis, na qual viveu o cavaleiro Aragorn, foi o seu ponto de virada. Mas a ratificação do seu talento veio com a parceria com o diretor canadense David Cronemberg e os filmes Marcas da Violência e Senhores do Crime (que lhe rendeu uma indicação ao Oscar em 2007). Em A Estrada não é diferente. Sua composição nos remete à figura de um Jesus Cristo cujo calvário é seguir vagando em busca de um mundo que já não mais existe.

Completam o elenco Charlize Theron, no papel da Mãe, Robert Duvall, como o andarilho, e Guy Pearce, como o Veterano, todos com participações eficientes, ainda que muito curtas.

A Estrada não é um programa fácil. A viagem do Homem e do Menino é penosa, dura e, acima de tudo, triste. Sim, o filme termina com uma pitada de esperança. Mas o retrato do apocalipse nos joga na cara o quão irresponsáveis somos com o planeta em que vivemos. Mais que isso, ao situar sua história num período tão próximo ao tempo presente (basta ver a idade do Menino), A Estrada nos mostra que esses eventos podem, mais cedo do que pensamos, deixar as páginas de ficção para se tornar realidade. E aí poderá ser tarde demais.

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

BANSHEE – Sean Cassady


Nível de Poder: 7

FOR 14 (+2) DES 12 (+1) CON 14 (+2) INT 14 (+2) SAB 14 (+2) CAR 14 (+2)

Resistência + 2; Fortitude +3; Reflexo +3; Vontade +5.

Ataque +6, +8 [armas de fogo], +8 [raio]; Dano +2 [desarmado], +6 [raio]; Defesa +7; Esquiva +3; Iniciativa +1.

PERÍCIAS: Blefar +6, Computadores +4, Conhecimento [Tática] +4, Diplomacia +7, Idiomas 3 [Irlandês nativo, inglês e francês] Intuir intenção +7, Investigar +5, Notar +6, Obter informação +6, Pilotar +7.

FEITOS: Bem-informado, Distrair, Duro de matar, Especialização em ataque [armas de fogo], Evasão, Inspirar, Interpor-se, Liderança, Trabalho em equipe 2.

PODERES: Repertório Sônico 9 [Extra: Amplo; Feito: Inato] – {Base: Controle Sônico 10 [Dinâmico] - PA: Raio 6 [Dinâmico - Feito: Acurado; Extra: Área/Cone; PAD: Confusão 6]; PA: Raio 6 [Feito: Alcance estendido; PAD: Atordoar 6]; PA: Vôo 4 [Dinâmico – Feito: Manobralidade; Falha: Distração]; PA: Campo de Força 10 [Dinâmico – Falha: Limitado/apenas dano físico]; PA: Drenar Resistência 10 [Dinâmico – Extra: Alcance/à distância; Falha: afeta apenas objetos; Feito: Preciso]; PA: Imunidade 11 [Dinâmico - Efeitos sônicos e imunidade aos poderes de Black Tom Cassady]}.

Pontos: 102
22 (habilidades) + 6 (salvamento) + 26 (combate) + 10 (perícias) + 10 (feitos) + 28 (poderes)

[url=http://www.jamboeditora.com.br/forum/viewtopic.php?p=53863#53863][b]Não deixe de ver o índice atualizado no Fórum Jambô[/b][/url]

Cinema - Heróis e Tropa de Elite 2

Heróis e Tropa de Elite 2

Batman 3: com essa onda de filmes em 3D, era quase certo que as principais produções de ação, de agora em diante, adotariam este estilo. Boatos afirmavam que com o novo filme do homem-morcego a coisa seria igual. Mas não será. Wally Pfister, diretor de fotografia dos dois primeiros filmes de Batman – “Batman Begins” e “Batman: Cavaleiro das Trevas” – declarou o contrário. Segundo ele a utilização da tecnologia 3D em muitos filmes a serem produzidos é apenas um modismo e provavelmente já terá passado quando o terceiro filme da série for lançado. Ele ainda disse que ele e Chris Nolan pretendem fotografar toda a película no formato IMAX (maior resolução), embora a tecnologia para isso seja difícil de ser usada. Já no Cavaleiro das Trevas eles filmaram trinta minutos com esta tecnologia e ficaram muito satisfeitos com o resultado.

Thor: quando anunciaram que Samuel L. Jackson encarnaria o personagem Nick Fury também anunciaram que ele estaria presente em todos os filmes de adaptações da Marvel até o lançamento de Vingadores. Mas isso já não acontecerá na adaptação de Thor. Segundo o próprio ator ele não participará do filme – “Apesar de meu nome estar lá, confirmaram comigo que eu não devo aparecer mais no filme. Não sei por que!” Já para os Vingadores ele informou que a produção está indo com força para o início das gravações em fevereiro. Stan Lee, criador da maioria dos personagens da editora Marvel, informou que como de costume ele fará uma aparição surpresa no filme. Ele disse em entrevista: “O martelo de Thor é encontrado no meio de uma cratera aberta no meio de uma estrada, pelo exército americano. O exército tenta mover o martelo, mas não consegue porque ele é muito pesado. Então eles trazem um trator para tirar o objeto. Após amarrarem o martelo no caminhão, este dá a partida, mas a parte de trás do caminhão cai e a frente continua andando Quando mostram a cara de assustado do motorista do caminhão, revela-se Stan Lee”.

Tropa de Elite 2: o último dia de filmagem foi em 15 de abril último. Foram quatro meses de trabalho. Agora o filme está em fase de pós-produção e sua estréia foi confirmada para 3 de setembro. Na direção está José Padilha, tendo no elenco Wagner Moura, Seu Jorge, Dudu Nobre, Maria Ribeiro e Shelton Mello.

Homem de Ferro 2: mais alguns posters lançados.