sábado, 1 de agosto de 2009

RPG Quest

RPG Quest
Nova Arma: Cria da Tempestade

Muito tempo atrás, em terras afastadas do centro do mundo, um povoado era dizimado por uma criatura das trevas. O gado era morto e as crianças raptadas, para nunca mais serem vistas.

Koramir, o maior dos caçadores daquele tempo, decidiu combater a fera e a espanta-la do lugar onde vivia. Durante sete dias ele rastreou a criatura até seu covil. Esperou que o dia estivesse em seu ápice e partiu para o embate final. A batalha travada dentro da escura caverna foi terrível. Vinte quatro horas depois, não havia um vencedor, mas Koramir havia tombado devido ao cansaço.

O caçador dormiu por uma semana, e ao acordar, espantado pelo fato de ainda estar vivo e por não encontrar sinal algum de seu inimigo, resolveu voltar para seu povo.

Para seu choque, toda sua antiga vila fora destruída. Todos haviam sido mortos. No combate, o homem acabara por ferir o monstro profundamente antes de tombar. Como vingança por tal ousadia de um simples bípede, a criatura deu-lhe o pior dos castigos que sua mente demoníaca pensara. Tirar sua vida seria fácil, e por isso ele permaneceria vivo. Sua sina seria estar vivo sem aqueles que tentara proteger.

Ao ver que tudo que amava havia sido destruído, Koramir chorou. Dizem que o choro trouxe uma tempestade, que suas lagrimas traziam chuva e que seus gritos traziam trovões. E em todo tempo, em meio à lama e as lagrimas, o caçador clamava aos deuses por vingança. O tempo que ficara nos destroços fora incontável, mas junto a ele e ao choro ficou a tempestade.

A sua irá era tanta, que sua voz foi ouvida no Reino dos Deuses. O deus patrono dos bárbaros e da vingança foi comovido, e graças à veemência do suplicante, o pedido foi atendido. Dos céus veio um trovão, e a poucos metros do homem ele alcançou o chão. Koramir achara que morreria, mas lá estava sua glória. Os deuses lhe enviaram a ferramenta, restava ele executar o trabalho.

Novamente a criatura foi rastreada, e de animo renovado, perseguida. No topo do monte mais alto ra região aconteceu o combate. A criatura não teve chances, e Koramir lavou sua alma com vingança. Após matar a terrível criatura, o caçador perdera a razão de viver e morreu ao lado de sua maior vitória.

Servos divinos vieram em missão, recolheram o corpo do bárbaro e o enterraram em uma tumba repleta de poder mágico. Guardiões foram deixados guardando, junto ao corpo enterrado, aquele local. A arma dos deuses ficaria para os mortais, restava ao próximo dono digno reclama-la de seu antigo dono.

E no topo daquele monte, na tumba do vento, aguardava a lâmina mágica - cria da Tempestade era seu nome.

Em Regras
A Cria da Tempestade é uma espada longa mágica que causa 1d6+1 de dano, que pode conjurar Toque Chocante 2x por dia como habilidade natural e que, quando causa dano em combate, possibilita que o portador lance um dado, um resultado 1 paralisa o oponente pela eletricidade por 1 rodada, impossibilitando-o de se mover.
por Júlio Oliveira

Caçadores de Abutre

Caçadores de Abutre
Capítulo 4
Grupos e personagens principais
Conto de João Eugênio Brasil

4. Conto do Grupo de Arte

A música ecoava alto pelas ruas e vielas de Smishitown. O pequeno bairro ficava num extremo da capital de Portsmouth, mas quase não tinha ligação com a metrópole daquele reino. Sua população era composta principalmente por pobres e desprovidos de qualquer status. Os parias, como em qualquer cidade de porte considerável. Por isso mesmo a entrada festiva daquele carroção trazia uma mescla de alegria, espanto e prazer no populacho espremido pelas calçadas.

O bairro “daqueles”, como o resto da população da capital costumava chamar com uma cara de nojo, era delicadamente separado do resto da cidade por um cercado, uma espécie de paliçada. Mas depois de tanto tempo aquela característica estranha já não incomodava aos moradores.

A população era composta por mais moradores do que lugares para viverem. Eram verdadeiros amontoados de casebres acinzentados de madeira, muitos deles equilibrados em estranhos sobrados. As vielas e becos eram, em sua maioria, verdadeiros esgotos ao céu aberto. Não mais de meia dúzia de poços tinham água para suprir toda aquela população. Animais domésticos corriam de cá para lá por entre ratos e baratas.

Mas parece que nada disso diminuía a alegria estampada no rosto das crianças e de seus pais frente à maravilha de sons e cores que entravam por aquele portão tosco e sujo. Era uma população pobre, suja e faminta. Eram desprovidos de todos os mais simples bens para viver. Possuíam suas crenças e temores, amores e desejos. Ainda assim possuíam aquele brilho no olhar. E aquelas cinco figuras percebiam isso.

A carroça puxada por quatro cavalos, era praticamente toda forrada pelos mais diferentes e coloridos tecidos, do topo ao eixo das rodas. Muito longa necessitava de três jogos de rodas. Mas mesmo assim percorria aquela rua esburacada com admirável maciez.

Sobre a carroça, literalmente em seu teto, estava Ioridis. Trajando roupas laranjas vívidas e soltas como se cercada de muitos lençóis. Ela gostava de dizer que as roupas que houvera trazido das comunidades das grandes terras secas do norte lhe caiam muito bem. O turbante azul celeste, enrolado em sua cabeça, escondia as orelhas alongadas lhe auxiliando no intento de camuflar sua raça em reino tão perigoso. Ela era uma meia-elfa extremamente atraente. Mas mesmo assim nada arrancava aquele olhar vazio e quase sem vida. Por isso mesmo a melodia alegre que saia de sua harpa, que contrastava com sua fisionomia, encantava à todos e chamava muito mais atenção.

À frente da carroça vinham os gêmeos Kavoc e Savac. As duas figuras pareciam espelhadas em aparência e movimentos. Vestiam apenas alvas calças largas, afinadas próximo aos tornozelos, e botas de um breu reluzente. Vinham saltitando e girando no ar em malabarismo desconcertantes que arrancavam do público feminino aplausos e suspiros e das crianças gritos de viva. Uma vez ou outra puxavam uma criança para perto e a usavam em algum movimento simples, mas que encantava a população e trazia mais sorrisos aos infantes.

Logo atrás dos espavitados e saltitantes irmãos estava Lifaen. Sua beleza só não chamava mais atenção do que a pouca roupa que usava. Isso não a incomodava em absoluto. Pelo contrário, ela adorava ver o semblante abobalhado dos homens que a cortejavam e a desejavam. Tinha plena noção de que está era sua maior arma – o desejo e a satisfação deles. Ela percorria a rua deslizando como se não tocasse o chão. Trazia nas mãos alguns panfletos, mesmo sabendo que quase ninguém saberia lê-los. Mesmo assim não se abdicava de chegar bem perto dos homens para entregar-lhes cada panfleto, antes destes serem puxados por suas esposas.

Na chefia desta trupe, e conduzindo a carroça, estava Leonard. Como de costume ele vinha todo envolto numa pesada capa de lã com a cabeça encoberta por um capuz. Ninguém dava atenção à ele até o momento que ele escolhesse. Como de rotina, de repente ele parava a carroça e todos os seus amigos silenciavam. Ele se levantava e deixava cair a capa. Sua roupa era ainda mais colorida que a de Ioridis. A barba e o cabelo longos contrastavam com os tons vermelhos e amarelos da roupa.

“- Senhoras e senhores!!! Temos o inenarrável prazer de estarmos aqui. Somos carregadores. Carregamos alegria, ilusão e felicidade aonde necessitem. Abrimos os olhos dos cegos, os ouvimos os surdos e gritamos pelos mudos.”

Aplausos extasiados corriam por todo o público que estava amontoados ao redor da carroça. Os gêmeos iam realizando piruetas ao redor da meia-elfa no topo da carroça enquanto Lifaen permanecia sentada, mais abaixo, o mais recatada que ela conseguisse.

“- Conseguimos uma pequena vaga em nosso calendário abarrotado de compromissos para satisfazer os desejos de nossos melhores amigos...”

“- Mas não temos dinheiro algum....” – gritou um senhor ao fundo da turba.

“- Cada público nos dá o que tem de melhor. Dos ricos queremos o dinheiro, de vocês queremos o prazer da companhia.... e um pouco de vinho, é claro!” – mais aplausos, gargalhadas e urros de alegria subiram ao céu.

Leonard sabia exatamente como controlar um público. Sabia como ninguém dizer o que queriam escutar e tirar-lhes o que desejava. Mas o alvo dele não era, com certeza, essas pessoas simples. Ele sabia distinguir muito bem as pessoas. Daquele portão para fora estavam seus verdadeiros inimigos. A população afetada, empolada e racista de Portsmouth, sedenta por sangue inocente e facilmente manipulada por Ferren, e porque não dizer que por Leonard também.

Daquele portão para dentro estavam pessoas quase que igualmente segregadas, é verdade que menos que os manipuladores de sortilégios, mas igualmente indiferentes aos olhos do resto da população. Eles tinham um ódio por magos que foi criado artificialmente em seu modo de vida e em seus corações, que eram mais como reproduções do que significa ser um morador do reino do que por algo consciente.

Essa população era também um alvo para esse grupo. Mas alvo da quase doutrinação que estavam prestes a fazer naquela noite. Eles eram a esperança de que algo poderia ser alterado se fossem esclarecidos. Essa era a sua jornada, sua tarefa, sua diversão.

“- Quero ver todos vocês, esta noite, na praça central deste “nobre” bairro!!!” – ele fez uma reverência e aplaudiu sua platéia – “teremos muita diversão, alegria e bebida... tudo por conta das gordos pagamentos deles” – ele apontava com desdém com o polegar sobre o ombro em direção ao resto da cidade. Mais vivas explodiam por todo o lado.

A entrada triunfante e barulhenta estava encerrada. A população retornava aos poucos aos seus afazeres diários e as crianças permaneciam aqui e ali procurando mais alguma atenção, coisa que os gêmeos não se negavam de forma alguma.

Do alto do carroção Leonard observava as pessoas na rua, perdido em seus pensamentos. Seu raciocínio estava em pleno funcionamento repassando tudo o que cuidadosamente planejara para aquela noite. Cada detalhe estava pensado e repensado. Seria uma noite inesquecível para aquelas almas.

“- Você deve aprender a relaxar”.

A voz suave vinda daquela pequena e bela mulher atingiu Leonard com um impacto gostoso. Mesmo sem virar a cabeça um grande sorriso estampou-se na face e um calor aqueceu-lhe a alma. Sempre que Karin se encontrava com Leonard, velhas chamas voltavam à tona.

“- Ora, ora.... se não é a moça mais linda deste e de outros tantos reinos” – Leonard saltou com maestria e caiu como um gato ao lado da moça.

Ela de pronto enlaçou-o com os braços no pescoço, apertando-o como que desejando unir os corpos num só.

“- Você demorou muito desta vez. Quanto tempo faz? Quase um ano? Você quer com toda a certeza me matar de saudades” – ela estava com fartas lágrimas escorrendo dos olhos.

“- Não faça assim irmãzinha. Sabe que a vida de artista é assim mesmo. Nunca sabemos onde vamos parar. A cada esquina uma surpresa. Infelizmente não pude vir antes para cá, mas nunca deixei de pensar em ti!”

Cada vez que se encontravam, sempre que a trupe vinha para a capital de Portsmouth, ele dedicava pelo menos algumas horas para a irmã, única que ainda o procurava de sua família. Ela, como os seus outros parentes, ignorava a verdadeira ação do grupo de artistas. E ele assim preferia, para manter todos em segurança.

“- Vai ficar quanto tempo, desta vez?” – ela perguntava enquanto andavam pela rua de braços dados depois dele encaminhar a carroça para uma estrebaria próxima da praça central daquele bairro.

“- Prometo que ficarei uns dias... mas por você, certo?!” – ele disse enquanto sentia que o braço dela o apertara mais forte ainda – “mas hoje terei meu show com o grupo e tenho alguns assuntos para resolver antes. Aguarde que amanhã pela manhã lhe encontro para termos o dia somente para nós”.

Ela virou-se para ele e pulou em seu pescoço num abraço forte. Ela era mais baixa que Leonard e ficou com os pés balançando. Osculou a fronte do irmão e sorriu. Depois o soltou e disse – “te espero amanhã, bem cedo!” – e saiu correndo saltitando.

Leonard sentia muita falta dela, mas sabia que tinha um trabalho para fazer. O bem de muitos dependia dele e de todo o grupo dos Caçadores. Após controlar a emoção saiu andando displicentemente pelas ruas da capital de Portsmouth. Era uma cidade bonita, mesmo com todo o lixo que ficava escondido em seus porões. Ele sentia-se culpado por gostar de estar ali. Mas isto não o impedia de arregaçar as mangas na hora do trabalho.

Alguns minutos de caminhada e estava à frente de uma casa com um grande movimento de entra e sai. Algumas mulheres estavam paradas em sua porta colocando a conversa em dia, enquanto muitas outras faziam o vai e vem diário. Era o Cotovelo Cerzido. Renomada casa de costura da capital e dos arredores. Parado na porta, conversando com outras crianças, estava Arthir. De olhos muito vivos ele discursava empolgadíssimo sobre um assunto qualquer quando viu Leonard chegando. Sua fisionomia mudou e ele despachou seus colegas e correu na direção do bardo.

“- Salve, Leo!” – disse o menino parando de forma ameaçadora np caminho de Leonard – “Pedágio!” – ele disse.

“- Ora, ora... parece que o menino cresceu. Está bem mais alto. Acho que um ou dois centímetros!” – disse dando um sorriso de canto de boca.

“- Não desconversa. Onde está?”

“- Deixe-me ver. Eu tinha uma encomenda de um rapazinho... O que era mesmo?! Ah, sim... um esplendoroso artigo mágico” – ele ia falado enquanto fazia de conta que procurava algo nos bolsos – “infelizmente não achei o tal medalhão”.

O menino fez cara de desapontamento e já ia liberando a passagem de Leonard quando este interrompeu seu movimento.

“- Mas o que é isto em sua orelha?" – ele fantasiou um semblante de espanto e fez gestos exagerados enquanto levou a mão na direção da orelha esquerda de Arthir – “aha... estava me escondendo isso não é danadinho!” – e puxou uma pequena adaga como que por mágica.

“- Não encontrei o medalhão, mas não me esqueci do pequeno amigo.Veja” – Leonard mostrou-lhe a adaga com muito cuidado – “belíssimo artefato, muito afiado e o melhor... você joga e ela retorna para sua mão como que por mágica!” – ele disse a última parte num sussurro arrancando um largo sorriso do garoto.

Arthir pegou a adaga e saiu correndo para dentro da casa. Leonard continuou seu caminho satisfeito para a casa de costuras. Ele era reconhecidamente bonito e arrastava os olhares das mulheres que estavam circulando por ali. Suas roupas também chamavam atenção. Ser um artista era como um afrodisíaco para muitas.

Ele entrou pela porta sem cerimônia e logo encontrou Thânara em meio à multidão de clientes e costureiras. Ao se avistarem trocaram largo sorriso e trocaram um grande e apertado abraço.

“- Já esperava a chegada de vocês para logo, meu amigo” – disse ela.

“- Não queríamos que o caso esfriasse. Temos de aproveitar ao máximo os fracassos dele”.

Os dois se encaminharam para as dependências internas e por mais de uma hora trocaram informações e histórias regadas à muito chá. Tudo sobre as últimas atividades, principalmente o resgate dos últimos dias, foi passado para Leonard.

Logo em seguida ele despediu-se deles, mãe e filho, e retornou ao seu passeio pela cidade, mas com um encontro marcado entre eles para mais tarde.


O O O

A noite chegou e o movimento estava crescendo nos arredores do palco improvisado pela trupe. Era um tabuleiro de madeira com pouco mais de seis metros de cada lado. Tochas altas em todo o seu redor iluminava muito bem o local do espetáculo. Não havia arquibancada. Cada um trazia seu assento ou empuleirava-se da forma que dava. Os mais velhos eram encaminhados para frente. As crianças se jogavam pelo chão nos pontos mais próximos ao palco desejando não perder nada do show.

Numa grande tenda branca, montada atrás do palco e como uma continuidade da carroça, os artistas se preparavam em meio à animada conversa. Thânara e Arthir haviam chegado mais cedo para rever os amigos. Ioridis tocava uma canção singela entre uma e outra parada para acertar as cordas de sua harpa. Os irmãos malabaristas demonstravam seus novos truques para o pequeno Arthir que tentava imitar sem muito sucesso seus movimentos. Thânara conversava com Leonard e Lifaen passando instruções para as próximas atividades subversivas do grupo.

“- Onde está Sturky?” – perguntou Savac enquanto equilibrava-se apenas numa mão de ponta cabeça.

“- Está por perto. Mas ele não quer se arriscar a ser visto por aqui” – disse Thânara de longe – “mas ele assistirá o show de alguma forma” - Thânara sabia que o pequeno goblin era muito responsável para querer comprometer o grupo de Leonard com a sua presença. Sabia ainda que os olhares de asco da população lhe incomodavam de forma profunda. Stu fora o primeiro goblin realmente com sentimentos que ela conhecera.

“- Crianças... hora da diversão!” – gritou Leonard para todos sendo respondido por gritos de entusiasmo dos gêmeos e movimentos dos demais em preparação para entrarem em cena.

O show fora programado para ter duas partes distintas. Na primeira a intenção era a pura diversão do público com performances artísticas da trupe. Na segunda parte, quando já tinham a plena atenção do público, passavam ao quadro que serviria para denegrir a imagem do velho abutre.

A primeira parte passou brilhante. Começou com Savac e Kovac numa longa apresentação que ia do contorcionismo ao malabarismo. Jogavam facas em alvos móveis, trocavam malabares em pleno ar. O ponto alto era quando, usando um voluntário do público, jogavam malabares pegando fogo de um para o outro ao redor do voluntário.

Logo depois vinha Ioridis com sua harpa. Ela tocava uma linda melodia onde Lifaen cantava e dançava vestindo uma roupa composta por muito tecidos que voavam e criavam formas incríveis ao seu redor. A canção era de amor. Os casais ficavam mais próximos e trocavam carícias enquanto as crianças faziam caretas ante os enamorados. Perto do final da canção, em meio à sua dança, Lifaen puxava para o palco algum casal de namorados e terminava a canção girando ao seu redor. Um beijo trocado entre o casal encerrava a melodia.

Leonard entrou, em seguida, vestido de bufão e alegrou o ambiente com palhaçadas das mais variadas. As crianças e os mais velhos eram seus alvos preferidos. Ele circulava pelo público, sentava no colo de um, brincava e fazia caretas de outros. Terminava com todas as crianças no palco numa grande festa.

Um pequeno intervalo era feito e algumas tochas foram cuidadosamente apagadas. Uma penumbra tênue era estabelecida. Ioridis sentou-se num canto do palco, sobre uma grande almofada vermelha, com sua harpa nas mãos. Uma fumaça com agradável perfume emergia de alguns candeeiros espalhados por todos os cantos. A música iniciou em um tom alegre. Leonard entrou, com uma outra vestimenta completamente negra e postou-se no centro do palco.

“- Vou contar uma história para vocês...” – ele proclamou de forma reverencial – “ela me foi contada por meu pai, e para ele por seu pai. Ela foi retirada dos arquivos do próprio deus da sapiência. E como todos sabem Tanna-toh não mente!”

Todos do público moviam a cabeça em sinal de afirmação.

“- Num reino esquecido pelo homem, a muito enterrado pelas areias do tempo, vivia um povo. Homens, mulheres, velhos e jovens, todos dividiam o mesmo reino. Todos se viam como iguais. Eles se chamavam apenas por ‘Nós’. O reino cresceu com a velocidade das plantações bem cuidadas e era feliz como a alegria das crianças.”

Os irmãos gêmeos, um com roupa azul e outro com uma vestimenta amarela, entraram no palco em meio à narração de Leonard e simulavam serem agricultores com ferramentas invisíveis em meio à um trabalho agrícola. Lifaen juntou-se à eles, com uma roupa verde, simulado uma outra atividade qualquer. Todos os três com sorrisos estampados. De quando em quando eles se abraçavam e se cumprimentavam e começavam a simular uma nova atividade. A música continuava festiva.

“- Eles levavam suas vidas conforme os preceitos dos deuses” – continuou Leonard – “Eram justos, obstinados, honrados, inventivos, pacíficos se possível, guerreiros se inevitável. Foram vivendo e prosperando à olhos vistos e passos largos. Eles eram um só. E continuavam a se denominar ‘Nós’” - Cada palavra de Leonard era, de alguma, forma encenada pelos três. A atenção do público era total.

“- Mas onde há luz a escuridão, invejosa, faz suas maquinações. Os seres rastejantes destilam seus venenos em tudo o que há de bom” – a música silenciou de repente – “e mesmo os deuses podem ser iludidos. Quanto mais quando a escuridão opera por intermédio de um conhecido.”

Quebrando o silêncio Leonard saltou no meio do palco, com sua roupa negra, ostentando um enorme nariz curvo. A música agora era sinistra e fúnebre. Ele bateu os braços como se fossem asas e rodava ao redor dos outros três atores.

“- Eu sou o senhor destas terras” – Leonard gritava com uma voz esganiçada – “e o que digo é lei, pois eu sei o que é melhor para ‘N-ó-s’”.

Os outros três atores, em coro, disseram – “nosso senhor só pode querer o nosso bem” – e fizeram uma reverência à Leonard que continuava batendo os braços.

Leonard se aproximou de Savoc, que está vestido de azul, e de Lifaen e puxou-os para um canto do palco dizendo – “eu nunca confiaria em alguém como ele, o amarelo não pode trazer nada de bom” – e fazia uma careta de nojo. Os atores de azul e de verde simularam uma confabulação e encenaram estarem segurando armas e matando o gêmeo de amarelo.

Novo silêncio enquanto Kovac saiu de cena e Leonard entrou de novo em cena enquanto os dois restantes encenavam trabalharem no campo. Leonard repetiu – “eu sou o senhor destas terras e o que digo é lei, pois eu sei o que é melhor para ‘N-ó-s’”.

Agora Leonard, com sua fantasia de Ferren, aproximou-se de Savoc e o puxou para um canto dizendo – “eu nunca confiaria em alguém como ele, o verde não pode trazer nada de bom” – enquanto fazia uma nova careta. O ator de azul repetiu a cara de nojo de Leonard e simulou matar Lifaen.

Leonard entre em cena novamente e dirigindo-se para um canto do palco ele grita - “eu sou o senhor destas terras e o que digo é lei, pois eu sei o que é melhor para ‘N-ó-s’” - ele olhou com cara de nojo para Kovac e sua roupa azul e disse – “eu nunca confiaria em alguém como ele, o azul não pode trazer nada de bom" – e simulando ter uma arma matou o ator de azul.

Com o palco vazio ele Leonard gritou – “eu sou o senhor destas terras e o que digo é lei, pois eu sei o que é melhor para ‘N-ó-s’”.

Com um grande silêncio – no palco e na platéia – todos observavam Leonard fantasiado batendo os braços como que voando sozinho no tablado. As tochas começam a serem acesas, todas, iluminando plenamente o palco. Leonard encenou ser ferido pela luz. O som de um tambor cadenciado ecoava nas mãos de Ioridis.

Os três atores retornaram ao palco com olhos pouco amistosos e, em coro, gritavam para Leonard – “tu não és o senhor destas terras e o que diz não é lei, pois não sabe o que é melhor para ‘N-ó-s’”.

Cada um deles tirou sua roupa colorida, azul e amarela e verde, mostrando por baixo uma singela vestimenta branca. Os três avançaram contra o personagem de Leonard de forma vagarosa gritando – “nós não somos de cor nenhuma, nós somos apenas N-ó-s!” - a cada passo repetiam a frase.

Num único movimento, quando estão à um passo de Leonard, simularam atacá-lo dizendo – “nada é mais importante do que N-ó-s!” – e Leonard caiu fazendo-se de morto no exato momento em que a música passou do cadenciado tambor para a melodia alegre da harpa dançada pelos atores.

Todos bateram palmas efusivamente. Toda a trupe, de pé e no centro do palco, retribuiu as palmas com agradecimentos e mais palmas. Leonard sabia que muitos poderiam não ter entendido a mensagem de forma clara, mas era uma semente plantada em solo fértil.

Com o final do espetáculo o povo iniciou seu retorno à suas casas. Mas as surpresas não acabariam ali. Dias depois as ruas daquele bairro pobre estavam repletas de panfletos. Eles foram espalhados pelo chão e o vento os levava conforme seu gosto. A curiosidade faze que cada um pegasse um dos panfletos. Muitos não sabiam ler, mas sempre havia um outro para ajudar-lhes em saber o que dizia no manifesto. Uns leram em voz alta para muitos, outros em voz baixa em pequenos grupos. O manifesto contava as atrocidades de Ferren Asloth, que havia alternativas, que suas ações eram frustradas por um grupo organizado, fazia piadas com a figura do velho abutre e contava como um pequeno grupo conseguiu libertar um mago injustamente preso.

Ao final do espetáculo Leonard e seus amigos sabiam que poderiam dormir de forma tranqüila. Sabiam que mesmo não tendo pego armas haviam feito um ataque ao caráter daquelas pessoas. Que haviam sacudido algumas almas para pelo menos fazer-lhes pensar. Isso era o que sabiam fazer. E pelo menos haviam feito algo. E, principalmente, todos sabiam que teriam uns poucos dias de folga, mas logo já haveria uma nova luta para começar.
________ o O o ________


Este é grupo responsável pela destruição da imagem de Ferren Asloth. E todos concordam que ninguém no mundo faria isto melhor do que um bardo. E quando se fala em bardos ninguém se compara, pelo menos em Portsmouth, à Leonard Mellonamin. Ele era o protótipo perfeito de um nobre empolado e afetado. Membro de uma família de nobres foi enviado para o Castelo de Erynia onde pretendiam que iniciasse sua vida no mundo dos números – sua família o queria como um renomado conhecedor dos cálculos.

Jovem muito talentoso na arte da música e da interpretação atraiu, desde sua chegada, os olhares ambiciosos dos mais variados membros da côrte. Viam nele um futuro valoroso à serviço de Asloth. Mesmo assim foi enviado para Mehnat, em Sambúrdia, depois de seu estágio em Erynia, onde iniciaria seus aprendizados econômicos, para depois retornar para Portsmouth para servir à corte de Ferren. Mas a viajem lhe trás efeitos diferentes dos esperados pela sua família. A intolerância frente aos magos, a xenofobia típica do seu reino e o tratamento pouco digno dado às outras raças lhe mudam profundamente o modo de ver o mundo. Ele vê a “verdade”, descobre que vive em um local corrompido pela falta de escrúpulos de seu regente, pela ignorância, o xenofobismo e o preconceito. E isso deveria mudar. A corte nunca mais o viu. Mas não declarou abertamente uma luta contra Ferren. Considera prudente manter-se no anonimato e prefere parecer ser mais um excêntrico do que um revolucionário.

Ele e seus companheiros vagam pelas comunidades cantando aos quatro ventos toda a sujeira varrida para baixo do tapete por Ferren. As tavernas durante a noite são lugares fáceis para encontra-los. Mas não atuam de forma muito agressiva, muito embora em algumas vezes isso torne-se necessário com canções ou representações bem diretas. Mesmo assim não são vistos como um perigo em potencial pelas milícias – “são uns coitados desajustados...mas inofensivos” – dizem os milicianos.

Lifaen é uma belíssima mulher com rostinho de anjo. Sua beleza estonteante lhe trás muitas vantagens – principalmente no que tange ao seu contato com homens. Sua beleza consegue seduzir homens influentes, cuidadosamente escolhidos. Esse contato sempre lhes rende alguma informação valiosa e algum “dinheiro extra”.

Os gêmeos Kavoc e Savac sabem atrair a atenção, quando necessário. O primeiro pela sua habilidade excepcional com o bandolim e o segundo com humor aprimorado e sagaz em interpretações satíricas do Velho Abutre. Além disso, ambos são impressionantes malabaristas.

Por fim temos Ioridis. Há quem a compare à Glórienn, tomando-a por “a dama de olhos tristes”. Com sua habilidade interpretativa no palco, aliada aos toques sutis de uma harpa, canta as mazelas das comunidades pobres tentando utilizar-se indiretamente delas para mostrar a culpa que Ferren leva disso. Sua luta está diretamente ligada à vingança e tristeza crescentes desde a morte de seu noivo – um mago – à mando do Conde.
A principal intenção do grupo seria de criar uma aura de questionamento na cabeça da população – e isso é feito de forma muito lenta. E eles sabem disso.

O Líder

Leonard Mellonamin: Humano Bardo13; NB; DVs 13d6; PVs 70; Inic +1; Desloc 9m; CA 14 (10 + 1 Des + 2 Anel de Proteção +1 Camisão) +17 defensiva e +20 defesa total; Agarrar 10, Toque 11; BBA +9/+4; Surpresa 13; Ataque: +11 corpo-a-corpo (espada curta, 1d6+1 Afiada 17-20/x2), Ataque total: +11/+6/+1 corpo-a-corpo; Face/ Alcance 1,5 m/ 1,5 m; Fort +4, Refl +8, Vont +10; For 12 (+1), Des 12 (+1), Con 11, Int 16 (+3), Sab 14 (+2), Car 14 (+2).
Perícias: Saltar +12, Ouvir +12, Ofícios [música] +15, Natação +6, Escalar +8, Acrobacia +17, Atuação +13, Blefar +14, Conhecimento [nobreza e realeza] +15, Conhecimento [Capital de Portsmouth] +13, Disfarce +12, Sentir Motivação +14, Diplomacia +18, Obter informação +16, Intimidação +16, Cavalgar +9, Sobrevivência +8.
Talentos: Investigador, Liderança, Persuasivo, Vontade de Ferro, Acrobático e Negociador.
Talento regional: Faro para Magos [Portsmouth].
Especiais: Música de Bardo, Conhecimento de Bardo, Música de Proteção, Fascinar, Inspirar coragem +2, Inspirar competência, Sugestão, Inspirar Grandeza.
Magias de Bardo: 3/4/3/3/2
Magias Conhecidas: 6/4/4/4/4/2
Truques: Canção de ninar, Som fantasma, Luz, Detectar magia, Pasmar e Mensagem.
1º Nível: Sono, Riso histérico de Tasha, Transformação momentânea e Curar ferimentos leves.
2º Nível: Explosão sonora, Sugestão, Poeira ofuscante e Padrão hipnótico.
3º Nível: Esfera de invisibilidade, Sono profundo, Imagem maior e Loquacidade.00
4º Nível: Zona de silêncio, Porta dimensional, Grito e Modificador de memória.
5º Nível: Pesadelo e Canção da discórdia.
Equipamento: Anel de Proteção +2, Espada curta +1 Afiada, Camisão de cota de malha +1 Sombria.

O Grupo:
Lifaen:
humana ladina 12, CB.
Kovac e Savac: humanos (gêmeos) bardos 11, NB.
Ioridis: meio-elfa barda 11, CB.

Dragon Slayer 26

A Jambô e a Dragon Slayer

A Jambô, que assumiu a produção da revista Dragons Slayer, começa a dar a nova cara para sua produção. Ainda editada pela editora Escala, a revista está agora nas mãos do Guilherme Dei Svaldi, Gustavo Brauner, Leonel Caldela e do Marcelo Cassaro.

A edição 26 da DS está para ser lançada e, aproveitando o momento, a Jambô lança uma seção, em seu site, para a revista. Nesta seção está sendo disponibilizado, além da capa da edição, o editorial e o sumário.

O editorial você pode ler aqui.


O sumário eu estou postando loga abaixo para vocês darem uma olhada:

Notícias do Bardo - Homenagem a um mestre das masmorras.

Encontros Aleatórios - Paladina contra um chato de nível épico!

Reviews - D&D 4E: Livro do Jogador, Contra Arsenal.

Sir Holland - Arma química não vale.

Toolbox - Vou, mato e volto.

Mestre da Masmorra - A primeira diretriz do mestre de RPG.

A Máfia sob a Deusa - GTA: Valkaria.

Harry Potter - Eu não acredito em bruxos, mas...

Gazeta do Reinado - Não confie em ninguém.

G.I. Joe - Por que todo mundo prefere o Snake-Eyes?

Chefe de Fase - Ele disse "I'll be back", não disse?

Fundo do Baú - Um jogo para cavalheiros de fino trato.

Retrato Rolado - Ei, os dois primeiros retratos são o desenhista e a esposa dele!

Contra o Mundo - Eu sei que vocês estão me vigiando!

(retirado do site da Jambô)

Ao que parece, numa primeira olhada, ela está com matérias bem variadas... Posso dizer que estou louco para ler a minha!! Me interessa principalmente A matéria sobre o universo de Harry Potter; o Chefe de Fase, que deve ter regras para M&M eu espero; GTA em Valkária; e a questão da preferência pelos vilões, na matéria do GI Joe. O preço continua o mesmo... vamos ver a qualidade!!!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Livros

Fujam destes livros

Anos atrás, quando encontrei esta obra num sebo, aqui em Porto Alegre, achei curiosa, mas não comprei. Passei algumas semanas indo na mesma loja e o livro permanecia lá. Eu olhava apenas a capa ia procurar outra coisa. Depois de um tempo resolvi folha-lo e para minha surpresa foi amor a primeira vista. Muitos podem ser céticos, mesmo sendo jogadores de RPG, mas como diz a célebre frase "há mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia".

A obra "Os Livros Malditos" é controversa e foi lançado para isso mesmo. O autor, Jacques Bergier, não tinha o intuito de criar respostas, mas sim levantar suspeitas na cabeças de todos. Para este tipo de leitura você tem de ter uma mente aberta, mesmo que não acredite, para poder aproveitar pelo menos a curiosidade. Nesta obra são apresentados estudos sobre alguns os livros mais perigosos já escritos no mundo, e de existência mais discutível. A existência discutível também é controversa, pois autores clássicos de contos e romances de terror como H.P. Lovecraft, Sax Rohmer e Edgar Wallace, afirmavam terem se baseado em alguns desses livros ou em fragmentos deles.

Nele são apresentados obras como o Livro de Toth, que teria não menos que 15000 anos e poderia ser a fonte de conhecimento de poder inimaginável; Estâncias de Dzyan, pergaminhos tibetanos que teriam a descrição de toda a evolução da humanidade numa língua completamente desconhecida; Manuscrito de Voynich, considerado o livro mais misterioso do mundo retratando plantas, animais e estrelas em 200 páginas de uma língua desconhecida, assim como os seus desenhos; os Manuscritos de Mathers, Dupla hélice e Excalibur, o livro que levaria qualquer um à loucura apenas por o ter lido. A obra fala também de organizações que tem por função manter o mundo livre de livros como esses e deixar a população mundial ignorante à este respeito

Eu, como historiador que sou, me apaixonei pelo livro, sendo uma fonte quase inesgotável de pesquisa, curiosidade e enredo de jogos. Esta obra será bem dificil de ser conseguida pois acho que não é reeditada à um bom tempo. Mas em sebos devem encontrala ou em sites que disponibilizam livros digitalizados.

Os Livros Malditos
Jacques Bergier
Editora Hemus - 1980

Material de Apoio - Lâminas 9

Material de Apoio - Lâminas
- Espadas -


AS FORMAS DAS ESPADAS II

Espadas longas, espadas grandes e espadas bastardas: Em muitos casos, e principalmente nos jogos de RPG, tipos de espadas são confundidas de uma forma desconcertante. Talvez por coexistirem numa mesma época, talvez por serem de forma muito semelhante, mas a confusão é constante.

“Espadas longas” (ou também conhecida por “espada de guerra”) possuíam uma longa empunhadura e uma longa lâmina. Não podemos esquecer que este tipo de espada ser denominada como “longa”, não nos passa um conceito claro. Ela era denominada “longa” por uma comparação com espadas da época. Se recordarem o artigo anterior, as espadas medievais tinham por característica geral serem “longas, largas, simples, com fio nas duas beiradas da lâmina e com uma simples empunhadura em forma de cruz”. Pois bem, as espadas conhecidas por Espadas “longas”, eram assim denominadas por serem relativamente mais compridas que o geral das espadas medievais. Mesmo assim, um grande diferencial, ou característica, era que mesmo sendo relativamente mais comprida ainda era manuseada com apenas uma mão, se o guerreiro assim desejasse. Assim podemos dizer que elas eram longas em comparação às outras espadas que eram usadas com apenas uma mão.

O termo “Espada de Guerra” (muito mais usado na época) nasceu por volta de 1300, para designar a espada maior, fixada na cela da montaria, em oposição à espada mais curta que o guerreiro levava à cintura. O Manual Burgundian, do século XV, às designava como “Espada Longa” e “Espada curta”. A primeira é a mesma longa à que este artigo se refere, a segunda refere-se à uma espada medieval normal.

Já as “Espadas Grandes”, também “longas, largas, simples, com fio nas duas beiradas da lâmina e com uma simples empunhadura em forma de cruz”, diferiam das Longas por terem, necessariamente, de serem usadas com duas mãos.

Originalmente o termo “Espada Grande” (great-sword) apenas significava uma variedade de Espada de Guerra. Mas aos poucos isso foi mudando. Ela começou a assumir o papel de uma subclassificação das longas, que não eram verdadeiramente de duas mãos. Essas “Espadas Grandes”, mesmo sendo utilizadas obrigatoriamente com duas mãos, eram diferentes das “Espadas de duas-mãos”.


Outra diferença gritante entre as Longas e as Grandes está no seu uso. As “Espadas Longas” podiam ser utilizadas pelo guerreiro inclusive quando montando um cavalo. Já as “Espadas Grandes” eram uma espada tipicamente de infantaria. Sua poderosa lâmina era plana, mais tarde evoluindo para um formato hexagonal, e muito fortes, sendo capazes de enfrentar inclusive machados. Contra armaduras de placas elas eram muito efetivas, obrigando ao guerreiro apenas à uma mudança de tática, passando dos golpes de ponta para golpes com a parte plana da lâmina ou com a empunhadura.

Não esqueçam que estamos dando aqui apenas algumas informações, pois todas as espadas serão melhor apresentadas em posts futuros quando, uma à uma, serão explicadas.

No início do século XV (até cerca de 1418) a “Espada Longa” ganhou uma empunhadura própria para o uso com uma ou duas mãos, tornando-se conhecida como “Espada Bastarda” (“Espée Bastarde”). Neste sentido elas não estão próximas nem das espadas medievais de uma mão, nem das “Espadas Grandes” ou “Espadas de duas-mãos”. Sua lâmina mostra um afinamento progressivo, da empunhadura à ponta. Sua empunhadura era comprida possuindo uma espécie de “cintura” no meio antes de um novo estreitamento deixando-lhe versátil e inovadora no que diz respeito às técnicas de combate. Embora a classificação não seja clara, o termo “Espada Bastarda” não parece ser exclusivo para essas espadas que também eram conhecidas por “hand-and-a-hand”.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Holy Avenger VR Grátis

Cassaro libera links

Para quem não conhece Holy Avenger foi um dos grandes impulsionadores do cenário no Brasil. Ele ambientava uma grande saga que durou dezenas de edições - algo muito raro no Brasil - apresentando o cenário de Arton. Agora Marcelo Cassaro, um dos idealizadores da série, disponibilizou links em seu Twitter, para quatorze edições da série VR gartuitamente. A versão VR, lançada tempos depois do final da séris vem com melhorias da parte gráfica e aglutinando duas edições por edição. Infelizmente elas não traziam as ótimas matérias, no final das edições, que foram grande fonte de informação sobre o cenário.

Os links estão abaixo e foram retirados do blog Paragons. Aproveitem:

Holy Avenger VR 1 e 2
Holy Avenger VR 3 e 4
Holy Avenger VR 5 e 6
Holy Avenger VR 7 e 8
Holy Avenger VR 9 e 10
Holy Avenger VR 11 e 12
Holy Avenger VR 13 e 14

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sugestão de Literartura

Investigação no século XII

Que Dante Aligheri é um estupendo escritor e autor de uma das mais impressionantes obras da literatura universal - "A Divina Comédia" - todos sabem. Mas que ele era um investigador nem eu sabia.

Pois nesta obra de Guilio Leoni, Dante encarna um verdadeiro investigador ajudando a polícia municipal da igreja, em Florença em pleno século XII. Em "Os Crimes do Mosaico" ele procura pelo assassino de um mestre de arquitetura. As pistas principais são um mosaico e uma frase, ambos inacabados.

Esta obra é reconhecida pela bela descrição dos ambientes italianos com impressionantes narrativas sobre o dia-a-dia medieval de Florença. Lembra muito "O Nome da Rosa", principalmente no que diz respeito à ambiente e clima. Algumas críticas foram feitas com relação à qualidade da tradução, mas nada que não possamos identificar e contornar.

Pesando pós e contras ainda vale muito a leitura deste ótimo livro!

Cenários para Miniaturas

Uma Cabaninha

Passei um tempo sem postar novas miniaturas por puro descuido.... Mas estou postando uma cabana básica de caça, hoje, para manter o ritmo de postagens das miniaturas.

Como as miniaturas já postadas da série da Daven's Models, esta cabano possui um desenho muito colorido e bonito. Funciona bem para compor qualquer tipo de cenário além de ser muito fácil de ser montada.

Faça o download AQUI!

Destaque nos Blogs

.20 barbariza em artigo!

Não deixem de ler a ótima matéria do Nume Finório sobre os próximos capítulos do cenário Tormenta. Com o título "Guerras Táuricas: o mundo de Arton nunca mais será o mesmo" acontecimentos ocorrios na trilogia do Leonel são divinamente ligados aos últimos acontecimentos do cenário. O Nume faz uma síntese de grande qualidade no blog .20 deixando todos com água na boca.

Não vou dar nenhuma outra informação aqui para não estragar a surpresa do texto dele... Mas é importante avisar que o texto é repleto de spoilers. Então cuidado se você não leu a trilogia ainda.

Que venha a guerra!!!

Iniciativa Mutantes e Malfeitores

Aventuras Espaciais
Star Wars - Naves IV

9. TIE Agressor

Força: 30
Velocidade: 8 [Voo 8 (Feito: Manobralidade]
Resistência: 6
Tamanho: Grande
Adicionais: Sistema de navegação.
Poderes: Raio 10 [Canhões laser LS – 8.2 – Extra: Penetrante]

Desenvolvido logo após a destruição da primeira Estrela da Morte, no filme Star Wars IV, o TIE Agressor foi criado como um contraponto ao caça rebelde Y-Wing. O TIE Agressor é considerado como o caça imperial mais difícil de ser destruído por torres lasers, devido ao seu poder de manobralidade no espaço, mas ele é muito pouco resistente à um simples ataque frontal de qualquer caça inimigo. Para garantir a vantagem que possuem na velocidade e manobralidade, precisando de toda a sua atenção, os pilotos são acompanhados por artilheiros.

Seus canhões LS 8.2 possuem dois conjuntos duplos de tiro – um para tiros frontais e outro para tiros na direção da retaguarda – com um considerável poder de destruição.

Pontos: 53 pontos – 11 pontos de equipamento

10. TIE Hunter

"Those must be the new TIE Hunters. Be careful, they're deadly!"
- Crix Madine

Força: 35
Velocidade: 5 [Viagem Espacial 5]
Resistência: 7
Tamanho: Grande
Adicionais: Sistema de navegação.
Poderes: Raio 8 [Canhão duplo Laser LS 7.2 – Extra: Automático]; Raio 7 [Canhão de Íons médio NK – 3 – PAD: Nulificar (eletônicos)] 7 (Falha: Alcance/Toque; Extra: Área/explosão)]; Raio 9 [Lançador duplo de torpedos M-g-2 de prótons – Feito: Preciso, Crítico aprimorado; Extra: Área/Explosão; Falha: Limitado/doze disparos; Falha: Ação/completa]; Campo de Força 3 [Defletores – Extra: Impenetrável 2]; Vôo 8 [Feito: Manobralidade].


Possui asas móveis como os caças X-Wing. Quando em vôos normais as asas estão fechadas alinhadas ao cockpit, quando em posição de ataque eles as abrem. Possuem uma grande velocidade – tanto no espaço quanto na atmosfera. Sua manobralidade, embora menor que a do modelo TIE Agressor, é condizente com a necessidade que possui. Outra característica deste modelo é seu laser LS 7.2, considerado o laser com maior capacidade repetição de tiro.

Pontos: 92 pontos – 19 pontos de equipamento

domingo, 26 de julho de 2009

Sugestão de Literatura

A besta está solta!

Como estou sem muitas idéias para o novo tema da Iniciativa Mutantes & Malfeitores [Séries Policiais], vou sugerir um livro que tem relação com o tema. A obra é para aqueles que gostam do estilo thriller e também estômagos fortes. Este livro é "A Besta".

O que esperar quando um ilustre jornalista sueco se junta com um ex-criminoso para escrever uma obra literária policial. "A Besta" é exatamente este caso. Anders Roslund é um aclamado jornalista na Suécia. Borge Hellström é um ex-criminoso qu atualmente trabalha na reabilitação de jovens delinquentes e viciados. Os dois se juntam para escrever uma obra sombria, pesada, mas que prende o leitor até o final. A Europa, onde o livro foi lançado primeiro, dividiu-se entre os que ficaram chocados e os que ficaram maravilhados. A crítica elogiou muito, alavancando a carreira literária de ambos.

O livro inicia quando duas crianças são encontradas assassinadas de forma brutal no porão de uma casa. O assassino é encontrado e preso, mas isso dura apenas quatro anos. A tranquilidade termina com a sua fuga. A polícia corre contra o tempo pois sabe que ele logo poderá agir -o que realmente acontece. Uma nova criança, Marie, de apenas cinco anos, é encontrada morta, violentada e brutalmente assassinada. Resta apenas aos agentes da polícia sueca Ewert Grens e Sven Sunkist econtrar o mosntro antes que ele possa realizar mais uma de suas atrocidades. Você é lançado numa incrivel investigação permeada por medo, burocracia e ódio.

A obra "A Besta" ganhou o prêmio de melhor livro do ano na Suécia, em 2005. Ganhou também o The Stockholm City Prize 2005, The Swedish Academy of Crime em 2005, 2006, 2007 e o Swedish Booksellers Prize 2005. O estou lendo ainda (já passei da metade), mas está confirmando toda a sua fama.

"A Besta"
Anders Roslund & Börge Hellström
Editora Planeta do Brasil
336 páginas
R$ 35,00 [aproximadamente]

Na onda do Twitter

A Confraria no Twitter!!!

Nem sempre conseguimos passar imunes pelos mudanças e febres. E a onda do Twitter é mais uma dessas situações. Muita gente tem se rendido ao uso do sistema de micro-notícias para dar prévias, informes, comentários etc. Esta semana mesmo, o Leonel, deu notícias de seu trabalho por ali. Se formos pesquisar um pouco mais encontraremos muita gente do mundo do rpg lá.

Então vamos testar isso! Me cadastrei no Twitter para usá-lo como mais um ponto de contato entre a Confraria - e eu estou me incluindo nisso - e o pessoal do mundo virtual que acompanha nosso trabalho! Vamos ver no que dará....

Quem desejar pode seguir nosso twitter para ficar por dentro das notícias fresquinhas sobre o blog!!!