
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
União do Vapor 07

segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Novidades nas Telonas
As novidades unindo os heróis dos quadrinhos e a sétima arte não param de chegar.A 20th Century Fox anunciou dois novos projetos e uma continuação para os próximos dois ou três anos.
A continuação que foi anunciada é para o filme Demolidor. Embora não tenha sido um estrondoso sucesso o resultado do filme foi muito positivo na visão dos executivos da Fox. Mas como estamos em alta na temática heróis, eles não querem perder tempo de faturar.
As novas produções anunciadas são Young X-men e Deadpool. Ainda estão nas linhas iniciais mas podemos confiar que teremos muita diversão no futuro. O único incoveniente é que, segundo as imprensa americana, os executivos da Fox são extremamente econômicos nos gastos e gostam de interferir nas produções. Temos de aguardar para ver o que acontecerá!!!
domingo, 14 de setembro de 2008
Material de Apoio - Navegação 3
MantimentosUm dos elemento fundamentais para a sobrevivência em uma embarcação diz respeito aos mantimentos. Estando dias, semanas, meses à fio cercado por água os mantimentos tornam-se a diferença entre a vida e a morte para os marinheiros.
Como tudo em rpg nossa base é a realidade. No caso das aventuras marítimas de corsários, piratas e famosos almirantes temos, por base, informações históricas ricas em detalhes.
Normalmente os cálculos com relação ao cuidado com os mantimentos baseiam-se em contas de trinta dias. O grande responsável por esses cuidados era o Mestre da embarcação juntamente com o despenseiro. Todo o cálculo dos mantimentos levava em consideração o tempo de jornada, o percurso, os pontos de paradas possíveis e as dificuldades.
A cada um cabia uma fração dos recursos que era distribuída em períodos específicos pelo despenseiro. O procedimento era, invariavelmente, de deixar o marinheiro responsável pelo consumo de seu quinhão de alimento.
Abaixo está uma listagem básica dos mantimentos que seguiam viajem nas embarcações.
Biscoito: No início das jornadas era muito prazeroso poderem deliciar-se com biscoitos. Eram feitos de forma bem artesanal, mas muito nutritivos. Mas logo após uma semana (ou um pouco mais) eles já estavam deteriorados. Eram armazenados em barris de 80 Kg. Cada marinheiro recebia cerca de 400 gramas por dia. Essa monta equivalia a 12 Kg por mês.
Carne seca: Muito útil pois mantinha-se por muito tempo em bom estado de consumo. Cada marinheiro recebia 500 gramas por dia. Isso equivalia à 15 Kg por mês por marinheiro. Elas eram guardadas em barris de 88 Kg.
Cebola: Sua grande vantagem é que ela dura muito tempo sem apodrecer ou estragar. Cada marinheiro recebia cerca de meio quilo por mês. Elas podiam estar em ramas ou sacas.
Azeite: Era usado como complemento do prato ou como tempero. Cada um recebia um litro por mês para usar como desejasse. Eles eram acondicionados em pipas de 4 litros e meio.
Vinagre: O vinagre tinha muitas utilizações no dia-a-dia dos marujos. Ele poderia ser usado como tempero para alimentação, poderia ser usado para limpeza de utensílios pessoais, para desinfecctar ferimentos ou para limpar vegetais. Cada um recebia um litro e eram guardados em pipas de 4 litros e meio.
Queijo: O queijo é outro daqueles alimentos que tem uma grande durabilidade. Além disso ele não dispensa muitos cuidados para seu acondicionamento. Cada marinheiro recebia um pedaço de queijo por semana (algo em torno de 250 à 350 gramas). Normalmente o queijo era embarcado em grandes ‘rodas’ que equivaliam à quatro pedaços.
Lentilha/arroz: Eram transportados em enormes sacas de cinqüenta Kg. Eram distribuídos ou um ou outro para cada um em porções de 250g por dia.
Sal: Podemos considerar uma iguaria das mais dispensáveis, mas depois de algumas semanas no mar tudo parece que fica sem gosto. O sal pode dar uma ar mais saboroso até à pior das refeições. Cada um recebia cem gramas por mês.
Alho: Servia, também como um tempero às refeições. Da mesma forma que a cebola era guardado em grandes ramas dependuradas nos porões dos navios. Cada um recebia cerca de 250 gramas por mês.
Açúcar mascavo: Juntamente com o mel era uma das poucas possibilidades dos marinheiros comerem algo verdadeiramente doce. Produto de grande durabilidade servia muitas vezes, em casos extremos, como fonte única de alimentação quando em situações de dispensas vazias nos finais de jornadas. Cada um recebia 200 gramas por mês.
Mel: Um pote de mel era o que cabia para cada marujo. Não há registros muito específicos sobre o que representava este pote em peso. Calcula-se que seja mais ou menos umas 300 gramas de mel. Também é um alimento muito bom para transportar-se num navio já que dura muito mais do que um mês e é altamente energético.
Verduras/legumes: Produtos que muito facilmente se deterioram eram pouco utilizados. Sua utilização na alimentação era muito comum nos dois ou três primeiros dias após aportarem em algum porto ou ilha, mas ficava à critério e custo do marinheiro.
As carnes eram a maior das dificuldades no que concernia à alimentação. As dificuldades eram muitas. O acondicionamento dos animais dentro do navio era um dos grandes problemas. Além do espaço que ocupam também há necessidade de acondicionarem rações para eles. Além disso muitos deles poderiam ser fontes de doenças e pestes. Mas mesmo assim não era incomum que animais estivessem presentes nos navios.
Galinhas/frangos: Eram os mais fáceis de transportar, acondicionar e manterem vivos. Além disso a sua alimentação despendia de pouco espaço. Eles podiam, inclusive se reproduzir sem problemas dentro do navio tornando-se uma fonte bem razoável de alimentação animal. Normalmente para cada dez animais deste tipo gastava-se um barril de ração por mês. Não podemos nos esquecer dos ovos que elas produzem sendo um adendo muito interessante à vida dos marinheiros. Não encontrei registros sobre qual a porção que cabia à cada marinheiro. Especula-se que eles eram mais utilizados para a oficialidade.
Ovelhas/Porcos/Javalis: Muito mais difíceis de manter do que as aves, esses animais apareciam de forma muito mais rara nos navios. O custo era muito maior para sua manutenção e eles produziam muito mais sujeira, o que possibilitava o aparecimento e desenvolvimento de pestes (pulgas e carrapatos). Esses animais eram utilizados para a alimentação da oficialidade.
Peixes: Eram pescados à qualquer momento, mas até para conseguirem alguma isca era muito complicado. Era mais utilizado pelos marinheiros de baixos postos.
Tão importante quanto a alimentação está a bebida, em especial a água potável. Com toda a certeza era o que mais ocupava espaço dentro dos porões do navio. Um navio de porte médio gastava usava pelo menos 200 barris de água num período de trinta dias. Claro que a cada parada em qualquer ilha ou porto poderiam reabastecer seu estoque muito mais facilmente do que outros alimentos. Para cada marinheiro era disponibilizado um litro e meio por dia.
Além dos barris de água eram gastos quase a mesma quantidade em barris de vinho. Esta bebida tinha uma função que ia muito além da diversão. O vinho pode muito bem substituir uma refeição escondendo a fome muitas vezes. Além disso um navio cheio de vinho mantém uma tripulação calma. Os marujos recebiam também cerca de um litro e meio por dia.
Olhando assim podemos não perceber o quanto custava isso tudo. Mas para cada jornada de trinta dias gasta-se uma pequena fortuna. Por marinheiro gastava-se (passando agora para termos de rpg) cerca de dezesseis peças de ouro, seis peças de prata e duas peças de cobre por mês. Além disso, conta-se vinte peças de ouro, por marinheiro, apenas para o vinho e mais duas peças de ouro pela água em um mês.
Cada marujo era responsável pela sua comida. Pequenos fogareiros eram acesos no próprio convés principal onde preparavam suas refeições em pequenos grupos. Os cozinheiros trabalhavam apenas para a oficialidade. Para os oficiais não era incomum iguarias especiais de uso exclusivo tais como doces, temperos, bebidas alcoólicas, milho, grão de bico, cevada entre outros.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores 2ªed: Mulher-Aranha [Jessica Drew/ Marvel]
Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

Ficha editada em novo link: http://confrariadearton.blogspot.com.br/2014/09/arquivo-de-fichas-mutantes-e_15.html
sábado, 30 de agosto de 2008
Lançamentos da Jambô
Material de Apoio - Navegação 2

Não importa se no Mar Negro ou se à leste do Istmo de Hangpharstyth, do outro lado do Reinado, temos muitas águas para serem navegadas em Arton. Mesmo sem ter uma grande tradição de navegadores, diferente do que acontece em Moreania, eles existem e em considerável número.
Como disse no último artigo estou me centralizando, inicialmente em comentar as frotas ‘oficiais’. Assim sendo pensemos nas frotas do Reinado e de Tapista.
O principal ponto para elas é a questão da hierarquia. Sim, elas são hierarquizadas, rígidas e de conduta militar. Não poderiam ser diferente. As embarcações de Tapista, por exemplo, seguem à risca o modus vivendi de sua sociedade. Inclusive pode-se entender que a sua grande superioridade nas questões marítimas – algo muito comentado em mais de um suplemento de Tormenta - tem relação com sua rigidez e organizacionalidade. Eles funcionam como um mecanismo perfeito. E no meio do oceano ou num embate contra outra embarcação a linha entre a vida e a morte é pautada pelo menor número de erros possível.
Já as frotas do Reinado representam um estilo de vida, um “Deheon way of life” (desculpem o trocadilho infame). É uma sociedade que luta para manter o castelo de cartas, que sempre foi aquele amontoado de reinos, em algo uno, firme, comandável. Não podemos imaginar uma embarcação oficial ostentando os brasões de Deheon em sua proa que não espelhe seus desejos, anseios e modo de vida.
Nesse dois casos podemos imaginar toda aquela pirâmide representada dentro das suas embarcações. Nos navios de Tapista (respeitando as especificidades da sociedade) e do Reinado temos, pelo menos, a oficialidade representada em toda sua extensão. A figura do Capitão encerra em si todo o poder inerente ao seu cargo e, no caso tapista, seu poder é exercido com mão de ferro. Os postos de Mestre, Piloto e Contra-mestre possuem as mesmas atribuições, mas sempre sendo ocupados por militares com patentes altas. Praticamente todos os ocupantes destas embarcações ‘oficiais’ possuem alguma relação com a vida militar. No caso dos navios do Reinado a oficialidade é, em muitos casos, exercida por nobres.
No caso específico de Tormenta, não é incomum que cada navio tenha também seu clérigo. Os mais comuns em navios do Reinado são os seguidores de Oceano, Lena e Thyatis. Desde a Libertação da deusa Valkária seus clérigos também têm embarcado atrás de aventuras pelos mares de Arton cada vez em maior número. Os clérigos de Khalmyr também podem ser encontrados, em menor número, assim como os de Tanna-toh. Para as frotas de Tapista não consigo imaginar ninguém menos do que clérigos do deus taurino.
domingo, 24 de agosto de 2008
Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

Lançamento para Tormenta
sábado, 16 de agosto de 2008
Material de Apoio - Navegação

Estrutura e postos dentro do navio
Uma embarcação é um universo em si. Um micro-mundo independente enquanto estava na imensidão do oceano. Como tal era, antes de mais nada, uma representação da ordem instituída. Representava todos os elementos de uma comunidade. Claro que estamos iniciando nossa conversa pelas embarcações ditas “oficiais” por assim dizer. Então temos de pensar em uma organização e hierarquia mais representativa de uma sociedade rígida. Não que isto não acontecesse entre os corsários e piratas, mas nos navios que servem alguma nação, rei ou organização isso fica muito mais evidenciado. Vamos começar vendo como estas embarcações “seguidoras da lei e da ordem” funcionavam.
Pode-se dizer que temos quatro grupos bem distintos dentro de uma embarcação. Os primeiros deles, e topo da pirâmide organizacional do navio, eram os oficiais. Depois haviam todos aqueles que possuíam algum afazer específico. Em terceiro tínhamos os marujos e marinheiros. Por fim temos os aprendizes e aqueles que realizavam limpezas.
Esta estrutura, dentro de navios oficiais, era extremamente rígida. Não podemos esquecer que um navio que serve à uma nação ou a um imperador/rei funcionava como um braço de suas forças armadas. Então nada mais justo que siga os padrões militares. Pensado em Tormenta podemos imaginar neste grupo as marinhas do Reinado e principalmente os navios de Tapista.
Os Oficiais
Este primeiro grupo formava a estrutura básica de comando do navio. Não existiam (na maioria dos casos) mais do que um de cada tipo de oficial por embarcação.
A maior autoridade dentro do navio era o Capitão (mesmo quando algum nobre estivesse dentro, à não ser o próprio Rei ou alguma outra figura diretamente ligada à realeza). Ele era a autoridade máxima fazendo inclusive os papéis de juiz e juri quando necessário. Normalmente era o único à ter aposentos particulares dentro do navio. O Capitão não se misturava com a tripulação e mesmo muitos oficiais não tinham acesso a ele.
O Quarteleiro ou Mestre de Bordo (também chamado de Patrão ou ‘nocher’- o sábio do navio) era o segundo em comando. A ele cabia levar as ordens do Capitão para os outros oficiais designando tarefas. Em muitos momentos era quem realmente mandava no navio, menos nos combates, levando ao Capitão apenas casos especiais. Suas ordens recaiam sobre todos – à não ser o Piloto e os Artilheiros. O Mestre é aquele que melhor conhece os ventos e o comportamento da embarcação. O Piloto era o responsável pelo manejo do navio e leitura das cartas náuticas.
O Quartel-mestre executava as ordens do Mestre transmitindo-as à tripulação e cobrando do Imediato sua realização. O Imediato servia diretamente ao Mestre de Bordo. Todas as ordens proferidas pelo Mestre eram levadas à cabo pelo Imediato junto aos marujos ou profissionais. Era o oficial mais próximo da tripulação. Os Camareiros de Bordo são erroneamente considerados como serviçais, mas fazem sim parte dos oficiais. Eram aspirantes à oficiais. Vinham, normalmente, de famílias nobres e possuíam grandes responsabilidades em sua relação com os oficiais. Para encerrar havia o Agualcil. Eles eram os representantes da força do rei ou imperador dentro do navio. Por seu caráter oficial era muito pouco querido pela tripulação.
Os Especialistas
Havia uma enorme lista de profissionais que poderiam, ou não, estar dentro de uma embarcação. Todos tinham funções específicas e pontuais.
O Tanoeiro era o responsável pela produção e manutenção dos barris. Pode parecer pouco, mas quando se está dentro de um navio no meio do oceano por semanas torna-se uma função das mais importantes. Todos os mantimentos e bebidas do navio são acondicionados em barris. Falhas nos barris podem ser fatais para toda uma tripulação.
Havia um membro muito polivalente neste grupo. Era o Cirugião/Dentista/Barbeiro/Médico de Bordo. Não raro eram apenas pessoas iniciadas nessas profissões sem nenhum conhecimento profissional.
O Cozinheiro era uma figura pouco presente nos navios. Muitas vezes ele servia apenas aos oficiais deixando que o resto da tripulação fizesse sua própria comida.
O Despenseiro era outra figura muito importante dentro do navio tendo a função de controlar todos os mantimentos e realizar a partilha dos alimentos para a tripulação. Normalmente era o único que poderia ingressar na dispensa e reportava-se apenas ao Mestre e ao Capitão.
O Mestre-carpinteiro era responsável pelos reparos do navio. O Calafates era o responsável pela impermeabilização da embarcação. Havia ainda o ferreiro, o sentinela e o músico.
Os Marinheiros/Marujos
Eram os trabalhadores da embarcação e compunha o maior número de membros dentro do navio. Serviam como soldados em muitos casos e eram os responsáveis pelo manuseio do velame, dentre outras funções secundárias no navio.
Os Mais Baixos
Esses infelizes faziam parte da casta mais baixa dos membros da tripulação.
Os Taifeiros eram responsáveis pela limpeza do navio e toda a natureza de serviços gerais. Recebiam uma gratificação mínima. Abaixo deles estavam os Grumetes, que eram os que manuseavam os cabos do velame, faziam as vezes de vigia na gávea e trabalhavam como remadores, quando necessário. Sua maior vontade era ganhar experiência. Os Pajens eram formados por crianças inicialmente com não mais do que oito anos. Limpavam e lavavam o convés e auxiliavam na cozinha.
Fora desta pirâmide haviam outros dois grupos. Um deles era o dos Artilheiros. Eles eram responsáveis por tudo o que estava relacionado com o manuseio dos canhões e afins. Normalmente havia um Contra-mestre ou Imediato específico para eles, com conhecimento nestas tarefas, responsável pelas ordens. O outro grupo era o que cuidava das almas da tripulação – sacerdote/frade/padre. Ele representava o poder religioso dentro do navio da mesma forma que uma igreja no centro de uma pequena vila.
No geral este é o grupo de membros possíveis dentro de uma embarcação. Isso varia conforme o tamanho da embarcação e da tripulação. Não é incomum o caso de não haverem todos eles num navio. Alguns podem aglutinar mais de uma função – principalmente entre os especialistas. Além disso não podemos esquecer que mortes não são raras nas aventuras pelos mares.
PRÓXIMO: A estrutura e os postos nas embarcações em Tormenta.






